sexta-feira, maio 22, 2009

Eu vou por aí!

Eu? eu não vou por aí!!!
Eu vou por aí! Aceitando a derrota com o mesmo sorriso da vitória. Vencer pela verdade desportiva e não pelo recurso aos capangas, às frutas, aos cafés com leite, aos «incentivos» marginais... eu vou pelo desporto limpo e transparente!




Eu? eu não vou por aí, rouxinol!...



Eu percorro outro caminho
Mais lodoso e enevoado
Onde perpassa o pecado
Mas não percorro sozinho...



Levo comigo capangas
Talvez algum «magistrado»
Algum «polícia» fardado
Todos com trelas e cangas...


Tenho ânsia de poder
E quero sempre ganhar
Custe lá o que custar
Tenho o «vício» de vencer!



EU? EU NÃO VOU POR AÍ!


Não gosto de transparência
É melhor a opacidade
Já nem ouço a consciência
Ouço somente a vaidade!



A verdade desportiva
É coisa pra idiotas
Gente sem veia inventiva
Adoro as minhas batotas!


Mentiras vou cultivando
No jardim da hipocrisia
E assim, lá me vou safando
Vencendo, dia após dia...

quinta-feira, maio 21, 2009

Os diamantes são eternos...

Maria Celmira Bauleth, miss Portugal, a welwitchia mirabilis de sorriso permanente...
Há mulheres que são como o vinho do Porto: a qualidade é directamente proporcional à idade cronológica...
Na ternura dos cinquenta
Riquita, essa rubra flor,
Flor tropical, tão bendita,
D'ouro, humana pepita,
Eva... que fez o Senhor!
Luminosa criatura
Fogosa, no seu esplendor,
Um hino à Beleza Pura
Amora-doce-ternura
Um aroma sedutor!
Lhe estendamos passadeira
Rubra, como ela merece,
Sol de grandeza primeira
Réstea de luz verdadeira
Farol que jamais se esquece!

Me curvo respeitosamente



«Benditos aqueles que se vão da lei da promiscuidade libertando»

rouxinol de Bernardim - poeta menor










Filomena P. C., figura ilustre da cultura nortenha, estará hoje no Hotel Palácio com o bipo D. Manuel Clemente num jantar de solidariedade para as obras da diocese.

Bem hajam aqueles que num contexto de venalidade e promiscuidade gritantes, quando tantos se vendem e outros se deixam comprar, esta Senhora de excelsas virtudes, se dá pela nobre causa da solidadriedade e do amor ao próximo.

Como se dizia no meu tempo, um ZIP(1) para esta Senhora ! que Deus a cubra de bençãos!

(1) Quando o programa Zip-Zip galvanizava o país inteiro...

O Papa é do Benfica!

Obrigado rouxinol, por me enviares o chapéu do Benfica! Mas creio que mesmo com o meu apoio ele não vai lá! compra jogadores caros, já na curva descendente, e que se revelam autênticas pilecas. Por que não te candidatas?
Contigo ao leme a nau rubra irá de vento em popa, então sim, de nada vale o chapéu nem o papelinho que há dias deixei no Muro das Lamentações, a teu pedido!!!
Para fazer frente ao Pinto da Costa __um homem erudito mas que se limita a declamar poemas dos outros, enquanto tu és um criador__ só uma figura carismática como tu, um pé descalço, sem abrigo partidário, sem padrinhos em Belém ou no Além (como ele tem). Aquele teu Fado sobre o Papa Verde (adepto da ecologia) ainda me afaga o ego (clicar aqui)...
Nec plus nec minus!!

quarta-feira, maio 20, 2009

Rasgando a cortina do futuro...

O Dr Tijoleira era um homem inteligente. Arguto, perspicaz, astuto até. Chegou a presidente de uma localidade chamada «Lodo no cais».

A sua estrela eleitoral brilhava intensamente. Até que um dia, pelos idos de 2012, um adversário político começou a incomodá-lo apontando-lhe algumas habilidades. Enfim, os segredos do seu êxito. Os dribles à lei para contemplar um pequeno grupo que enriqueceu do pé para a mão e que era o seu suporte eleitoral.
Empreitadas urgentes entregues sem concurso, com obras a mais de tal monta que os valores finais atingiam montantes exorbitantes...

Enfim, havia também uma rádio local. Era a Foz do Tâmega. Nela pontificava o conhecido jornalista Joaquim Milheirós, militante do conhecido PT, partido dos trabalhadores.

Um dia, o jornalista anunciou na rádio que iria entrevistar o Rolando Paita, o adversário do Dr Tijoleira.

Ficou pior que uma barata o autarca. O terror apoderou-se dele. Fez chamar os donos da rádio, uns conhecidos empreiteiros lá da terra. Ameaçou-os:

__Se o Dr Rolando falar, a vossa actividade cá na terra acabou. Vou dar-vos tanto trabalho e fazer tantas exigências que será o vosso fim! Vede lá o que fazeis. Nem imaginais com quem estais a lidar. Eu esfolo-vos vivos!

Eles meteram o rabinho entre as pernas e foram falar com o Joaquim Milheirós. Este demitiu-se e divulgou publicamente a tramóia. O Dr Tijoleira, mentiroso compulsivo, fazia o mal e a caramunha, negou sempre.
Acusou os empreiteiros de se vitimizarem e inventarem toda a história. Mas toda a gente séria e honrada deu razão ao Dr Rolando. E ao jornalista Joaquim Milheirós.

Mensagens e ameaças...

Depois de alguns dias atento às realidades profundas do país dei comigo a ler algumas mensagens pouco legíveis mas aparentemente intimidatórias. Ameaçam revelar coisas minhas. Não temo. Vou ir mais fundo e mais além a partir de agora. Os velhacos que se cuidem!

Linguagem imperial

O de baixo é um pobre louco que julga ser Napoleão Bonaparte. Eu é que sou o vero...


O de cima julga que é o Napoleão, mas está enganado é apenas napoleão de hospício, eu é que sou o verdadeiro...
Nós somos a Máfia boa
Dos tolos eu sou padrinho
Vamos conquistar Lisboa
Domesticar o povinho...
Eu sinto-me um bonaparte
Bem melhor do que o Santana
O Sócrates não tem arte
É um frouxo e um banana!
Eu sim, sou Napoleão,
Cabo de guerra sem par
Dizem que sou charlatão
Minha guerra é... charlatar...
Charlatando e rindo vou
Levando água ao moinho
Moinho de vento eu sou
Movido a vento e... a vinho...
Marítimo vou treinando
Bebendo ponchas sem fim
O povo? Vou fornicando
Mas sempre a votar em mim!

terça-feira, maio 19, 2009

Manuel Alegre, o Presidente da República


O Presidente da República, Manuel Alegre, lendo o seu discurso, na Madeira...
Era o já longínquo dia 20 de Maio de 2012...
Era um tempo difícil. O mundo vivia assoberbado por doenças terríveis. As guerras e os fanatismos religiosos dizimavam populações inteiras. Calamidades atrás de calamidades. Em Portugal, o Presidente da República, Manuel Alegre, apelava ao espírito de resistência dos portugueses... «Há sempre alguém que resiste!»
Foi no Funchal um dos seus discursos mais vibrantes. Depois da gripe das aves, viera a não menos pandémica gripe porcina. Agora, a Madeira tinha sido palco de uma tragédia: a gripe asinina! De efeitos devastadores, até na imagem dos atingidos pela etiologia...
O cenário era aterrador! Os governantes foram as primeiras vítimas... Jardim e Jaime Ramos foram os primeiros a ostentarem aquelas abomináveis orelhas de burro, que era um dos sinais exteriores da terrível patologia! Bem tentaram operações plásticas mas elas (orelhas de burro) voltavam a crescer cada vez mais!!!
Manuel Alegre, sempre solidário, um português de corpo inteiro, esqueceu velhas birras com Jardim, e foi lá à Madeira tentar acalmar os medos:
__Em tempos de medo e de opressão eu sempre resisti e galvanizei os resistentes. Agora, com esta pandemia horrível, vamos lutar por todos os meios para erradicar o mal antes que alastre ao mundo inteiro...
Ao fundo da sala, o comunista padre Edgar, o padreco como lhe chamava Jardim, murmurava entre dentes: «Deus não é burro, escreve direito por linhas tortas»...
Cá fora, enquanto Alegre discursava no Parlamento Regional, a tal casa de loucos como em tempos não muito remotos Jardim baptizara o órgão máximo da Região, alguém tinha o rádio do carro ligado no máximo volume e ouvia-se o novo êxito musical de Quim Barreiros:
Meu Deus, co'a gripe asinina
Em burros nós nos tornámos
Não mandeis gripe canina
Em vez de falar... ladramos!
Nota final: Este conto é o reflexo da minha patologia; por vezes sinto que estou à frente no tempo... ou será o tempo que anda atrás de mim?

O bondoso padre Aurélio...




O bondoso padre Aurélio paroquiava a freguesia de S. Agostinho de Lamelas. Era muito caridoso, fazia bem aos pobres. Mas passava a vida a pedir dinheiro aos ricos. Ameaçava-os com o inferno e dizia que era mais fácil um camelo passar pelo fundo da agulha do que um rico entrar no reino dos céus... Enfim, sabia-a toda. Era a lengalenga mais eficaz que conhecia e tinha sido bem treinado no seminário...
Um dia, apareceu-lhe um mendigo muito magro, esfarrapado, mal nutrido, com olhos saindo fora das órbitas, queixo saliente e maçãs do rosto esquálidas; era a imagem da miséria. Dizia que era algarvio, de Boliqueime, mas que por lá a miséria era muita e tivera que se deslocar para o norte para sobreviver.
O bondoso padre olhou para ele e imaginou-o em criança, chupando as tetas ressequidas da mãe, como tinha lá em casa num calendário que lhe fora enviado pela Organização Mundial contra a Fome... Teve pena dele e disse-lhe:
__No domingo, na missa das dez, vão sempre uns ricaços que têm carros de luxo mas são uns avarentos. Vai lá para o adro da igreja e espera o final da missa...
O mendigo assim fez. Postou-se à entrada do templo com a mão estendida.
O padre Aurélio foi violento na sua homilia:
__Anda gente a morrer de fome em África, no sul do país, por todo o lado, e alguns de vós, cheios de anéis, com carros de luxo, primam pela avareza mais refinada. Cada vez que olho para os carros estacionados à porta da igreja eu pergunto a mim próprio onde estão os pobres da paróquia. Mas ao contemplar o prato das esmolas (sempre vazio) eu pergunto onde estarão os ricos... Está lá fora um mendigo, pagai através dele os pecados da avareza! ele é um emissário de Deus e vem dar-vos a oportunidade de vos redimirdes dessa ganância, dessa avareza... Dai-lhe algo para pagamento dos vossos pecados!
Consta que a generosidade foi enorme , repetiu-se vezes sem conta, e o mendigo recebeu tanto, tanto, que até deu para concorrer a presidente da República.... consta que devolveu mais de metade das ofertas!!! Era um mendigo sério e honesto! Deus o guarde por muitos anos!

sábado, maio 16, 2009

Amarantinho amigo, o fado está contigo.



TODOS SOMOS UM RIO









A vida é um rio d'esperança

Que corre lesto, veloz,

E finalmente descansa

Quando atingir a morte, a foz!




E, no mar da eternidade

A vida a desaguar

O infinito invade

Cada rio é um mar...




Cada um de nós é rio

Cada qual com seu caudal

Andámos anos a fio

À espera ... do mar final!




Rio homem ou mulher

Galga as margens da rotina

Temos um leito qualquer

Nosso leito... é nossa sina.



No Tâmega, doravante,

Que ninguém esqueça a lição

Este rio, em Amarante

Tem no leito... um coração!




O coração da amizade

Do convívio salutar

Durará a eternidade

Pois jamais atinge o mar!



NOTA: a todos os presentes no convívio do Amarantinho, pessoal do M.S.A. Grupo Segurador (em especial ao Fernando Gomes e António Pinho), os meus parabéns pela qualidade do serviço e pela ambiência criada. Ao dono do restaurante e ao pessoal que nos serviu, em especial àquelas simpáticas jovens de astral sempre no alto, tiro humildemente o meu chapéu, pois aquela lagosta (1)estava deliciosa, mas quem saboreou a divina lampreia (1), digna de um repasto no Olimpo, também não tem razões de queixa...e foi tão barata a festa!



Post Scriptum: Recebi tantas mensagens de invejosos que, só para os calar , devo confessar que usei liberdades poéticas: a lampreia era um magnífico arroz de frango de cabidela e a lagosta era apenas cabrito...

Parabéns Roy Frenkiel

Amigo Roy Frenkiel:

Aqui estou eu, rouxinol de Bernardim («camuflado» de Spielberg) a dar os meus parabéns pela tua formatura.
Em Miami é um farol para o mundo inteiro através dos Intensos (clic aqui) onde este blog é colocado num pedestal imerecido (um dos preferidos para a rubrica POESIA!)




Eis a imagem de Roy Frenkiel um dos meus amigos da blogosfera, em trajo de gala, depois de acabar o seu curso de comunicação social de massas, nos States. Judeu errante, mas tolerante e culturalmente aberto a todas as sensibilidades, manifesto o meu apreço e formulo votos de sucesso na sua auspiciosa (não tenho dúvidas!) carreira de jornalista!
Força Roy, o futuro é dos audazes (e dos intensos, também...)!


LISBOA, MULHER-GAIVOTA


Aos que petiscaram hoje no Restaurante Amarantinho (Amarante), vindos de diversos pontos do país, (com o M.S.A. no coração), dedico este fado que tem Lisboa como pano de fundo...
Lisboa, gaivota bela,
Que não pára de voar
Polícroma caravela
Que o Tejo teima em guardar!
Bela gaivota alfacinha
Ama o sol, toda ternura,
Nada no Tejo, nuzinha,
Amor sadio procura...
Lisboa, gaivota nua
Se ofertando ao vento norte
Nas asas do amor flutua
Ao sabor do vento sorte...
O prazer da liberdade
Ela aspira com paixão
Gaivota, terna cidade,
Lisboa... do coração!
Gaivota! Tu és Ary
Carlos do Carmo ou Mariza
Amália cantou pra ti
És Fado... que se eterniza!

sexta-feira, maio 15, 2009

Cavaco: economista ou político?

O discurso populista nem sempre é bom conselheiro...


Antes de enveredar pela carreira política, Cavaco Silva, então professor de economia, tout court , escreveu um artigo no EXPRESSO verberando os políticos, por oposição aos ecomnomistas. Dizia que os políticos falavam em função de conjunturas eleitoralistas, em função de critérios levianos pouco sérios dando prioridade ao impacto imediato das suas palavras e não à realidade profunda.
Pelo contrário, os economistas, eram mais sérios, diziam a verdade, independentemente de ser popular ou não, de criar bom impacto no eleitorado ou não.
Depois, foi político. Agora, pergunto se é político ou economista?
A sua viagem à Turquia e o discurso que lá proferiu obrigam-me a meditar.
Num contexto de pauperização progressiva, com tantos jovens desempregados, tanto desenraizamento e tanta criminalidade à solta, sobretudo nos grandes aglomerados urbanos e bairros periféricos, envolvendo problemas de rejeição e de não adaptação de algumas comunidades estrangeiras e de grupos vivendo a marginalidade como profissão__ isto em toda a Europa __ eu pergunto se a entrada de um país com a especificidade da Turquia não será inoportuna?
Na Grécia, na França, na Alemanha, na Inglaterrra e na Holanda (sobretudo, mas não só), as comunidades árabes (não só...) pela sua idiossincrasia própria, têm criado problemas multifacetados. A Turquia, com o elevado número de desempregados jovens, com uma taxa de natalidade em crescendo, conflitos internos (como o problema curdo) de feição problemática, com uma mentalidade onde impera um ódio ao mundo cristão (veja-se o que disseram alguns cidadãos quando interpelados se queriam aderir à UE, recusando liminarmente a ideia e acusando-a de ser um clube de «cristãos»...), será, no actual contexto, uma coisa boa a sua entrada no seio da União?
Creio bem que não. Creio que o PR usou a máscara de político, enterrando na areia a sua formação académica. Diplomacia sim, mas demagogia não! Para o mal-estar já basta assim!

Ao lado de uma grande carreira...

Dois episódios me marcaram ao longo da existência. Em ambos dei um pontapé na sorte e não arrisquei o que devia. Ou talvez não...


Primeiro episódio

O primeiro foi quando recusei ir jogar futebol para o Beleneneses. Tinha feito um jogo particular em Alenquer, onde, a defesa-central brilhara a grande altura. Orlando de Melo e Trindade, dois directores do clube dos «pastéis de Belém», pediram-me para prestar provas. Era mestre Peres Bandeira o técnico. Havia lá o Artur Jorge, o Quaresma, o Freitas, o Paco Gonzalez, o Godinho, enfim era uma constelação de estrelas. Era de facto o «quarto grande» como se dizia então.

Quaresma, olhou para a minha estampa atlética (1,80m com 70 kg bem distribuídos...) e exclamou:

__Aqui está o meu sucessor. Finalmente chegou.

Eu tinha recebido um passe dele, amorteci com a coxa direita e deixando subir ligeiramente a bola fiz uma entrega perfeita para a sua cabeça com o calcanhar... acontece uma vez em cem... mas todos ficaram boquiabertos. Ao fim de uma semana de treinos intensos fui convidado a assinar contrato: 20 contos por mês como profissional B, como me disseram então...

Pensei, pensei e recusei. Tinha obtido um emprego (na Aliança Madeirense, companhia de seguros) e seria uma traição ao meu amigo Janelas. Recusei o convite. Talvez tenha passado ao lado de uma carreira fulgurante...

Segundo episódio...
Telefonaram-me do Porto. Era um advogado de prestígio. Perguntou-me se era eu o J.M. que escrevia no jornal «Voz do Ave». Confirmei, com uma pontinha de orgulho.

__Você é um Lucas Pires em potência. Precisamos de si no parlamento.

__Olhe, sei que tem a minha estatura__repliquei-lhe eu, com certa dose de humor__tal como o goleador Fernando Gomes, pois disse-o ainda há dias no Jornal de Notícias...

No entanto, paralelamente fez-me uma exigência pouco simpática. Recusei liminarmente.

Ainda insistiu, uma vez que o encontrei no Tribunal da Póvoa deVarzim, onde veio a um julgamento. Voltei a recusar. Indiquei-lhe outro nome. Disse-lhe que eu era benfiquista e não alinhava muito bem com certa Igreja caduca e promíscua. O candidato que lhe apontei era portista e muito bem relacionado com a IC. Chegou a secretário de Estado... eu fiquei sempre pelo caminho...

quinta-feira, maio 14, 2009

Pavlov, sempre actual!

Conhecem a teoria do reflexo condicionado, descoberta pelo cientista soviético Pavlov?

Basicamente consistia nisto: após um toque de sineta, era servida a refeição a um cão; ao fim de algum tempo, ele começava a segregar suco gástrico logo ao ouvir o toque, nem era preciso ver a refeição. Os estímulos naturais (alimento) eram substituídos por um factor que lhe estava associado (o toque da sineta).

Vejam se Pavlov não continua actual?

O feroz cão Bokassa, na Casota da Vigia, mal ouviu a voz do dono a prometer umas guloseimas
(caramelos marca Magalhães...), pôs-se a babar e aos salamaleques mais parecendo um palhaço!...

Pavlov, mesmo nos mais variegados contextos, tinha razão. Carradas de razão!!!

MORAL DA HISTÓRIA: Todo o burro, por mais burro que seja, só vê uma coisa, a palha!!!

quarta-feira, maio 13, 2009

O lambebotismo continua!...

Sr Pinto de Sousa, venha, recebê-lo-ei de braços abertos!

Chamem-me louco se alguma vez receber de braços abertos o Sr Pinto de Sousa!
Tal como outrora, todos baixam as calças à minha chegada!
Pobres portugueses, sempre de cócoras perante o poder!



Cesse de Salazar o culto cego
Cesse da repressão o panegírico
Prefiro cultuar Deus, eu não nego,
O culto à Liberdade também prego...
Chamar-me-ão de tudo, até lírico,
Mas prefiro o vigor viril, satírico,
A um lambebotismo sem perdão
Ao vil «botas» de Santa Comba Dão!

O Dr Papadas levou anos a formar-se, conseguiu evitar ir à guerra, tinha um tio muito influente na PIDE/DGS. Quando foi à África do Sul no tempo do «apartheid» teve um episódio muito vergonhoso na alfândega... A NÃO PERDER!

Mandado assassinar pelo PR?!

Este homem sabia que ia ser morto. Gravou um vídeo acusando o autor moral da sua morte. Na Guatemala, o Presidente da República é alvo de todas as suspeitas. Mas, para tranquilizar a população vai mandar «abrir um rigoroso inquérito»!

Eu, pessoalmente, já pedi alguns inquéritos dos quais nunca soube o resultado. Em Portugal, tal como na Guatemala, a justiça funciona!!! O que mais há são inquéritos!!!

O povo ainda não abriu os olhos, quando o fizer...

O milagre, da multiplicação dos golos...

E o Rio Ave, com a entrada de Yazalde e de Fábio Coentrão (o «Maradona» das Caxinas...) lá vai, pé ante pé, rumo à manutenção. Milagre de são Brito? Talvez, quem sabe!...

terça-feira, maio 12, 2009

AMAR A VERDADE!

A verdade é a porta mais sagrada para a entrada no céu! ama a verdade e só a verdade! (clicar e... entrar no portal da VERDADE!)

Muro das Lamentações...

O Papa está atrasado no tempo. Na era das novas tecnologias, o Muro das Lamentações já tem «rato»! Preciso é saber usá-lo!
Rouxinol de Bernardim, em Santiago de Compostela, orando pela pátria de Nuno Álvares Pereira, o terror dos castelhanos. Orando pela paz entre os povos...



Bento XVI, seguindo na esteira de rouxinol de Bernardim, no Muro das Lamentações, orando pela paz. Duas posturas distintas, num idêntico propósito: há que pedir a intervenção divina pois isto só com os humanos já não vai lá!...
A crise é medonha!

Não, aos touros de morte!...

Tourada num presta, pá! Num dá pra ouvir na rádio! gosto mais do futibó...



Vale a pena protestar, quando a causa não é pequena! Esquerda e direita irmanadas na mesma luta anti-barbárie!...


segunda-feira, maio 11, 2009

Os nomes aos bois... e às vacas!...

A corrupção alastra e muitas vezes, os encarregados de a prevenir ou investigar, são alvo de aliciamentos diversos...


Dantes falava-se mais na «doença dos pezinhos», agora está na moda a doenças das «maozinhas»...

Diz o que toda a gente sabe, sente e intui. Mas que isto se passa, nós todos sabemos.
Preciso era ir mais fundo: porque é que falham as investigações? Há fluxos financeiros (ou promessas de promoção rápida) para os juízes, os magistrados, os polícias, os técnicos da inspecção de finanças?

Às vezes Deus deveria abandonar o Seu voto de silêncio (cúmplice!) e descer à Terra!

O lodo mina a própria comunicação social. Ataca uns e esquece os outros que são farinha do mesmo saco!
Vou contar um segredo de Estado!


Ele entrou no balneário e pediu aos seus jogadores: «Ponham-se todos nus encostados à parede!»

Os atletas ficaram siderados. Ele tinha fama de mulherengo, queria vê-los nus para quê? Será que tinha mudado as suas opções sexuais?!

Contrafeitos e perante a inflexibilidade do treinador, puseram-se todos nus contra a parede.

Ele contemplou-os durante um longo minuto que pareceu anos a alguns...

No final, soltou uma exclamação triunfante:

__Vocês são iguais a eles, nada vos difere! Ide lá para dentro e não tenhais medo!

O Varzim entrou para ganhar! Era o tempo em que se apanhavam galinhas no campo e o guarda-redes Benje dormia com a bola na cama!

Era o jogo Varzim - Sporting! Era na Póvoa de Varzim! O treinador era o inconfundivel Joaquim Meirim, o mago de Monção!

MORAL DA HISTÓRIA: Eles são todos iguais quem é que ainda tem dúvidas?!!!

E a bola é redonda!!!

Verdade desportiva, verdade política, tudo tretas!!!

Aos que se vao da lei da honra libertando...





Afonso Camões é um homem íntegro, vertical. O «outro» é um reles molusco sem verticalidade...
Um judas sem princípios éticos...



E sabem o que é que eu acho
Dos que só querem o tacho
Calcando principios nobres
E traindo companheiros?
Eticamente sao pobres
Sao uns judas traiçoeiros.




E sabem o que é que eu acho
Dos corruptos com penacho
Desleais e cobardolas?
Usando jagunços vis
Narcisos e gabarolas
Sao salazares, nazis.


E sabem o que é que eu acho
Dos que usam do Norte o facho
Mas seu norte é o vil metal?
Nao sao gente de bom porte
Com coluna vertebral
A traiçao é o seu forte!

domingo, maio 10, 2009

Olha quem fala!...

Meu caro Zé Albino, estavas tão bem caladinho! Sei de tantas a teu respeito que nem te conto!
Mas aquela de silenciares o Hebdomadário, com a chantagem da publicidade... coitado do Doutor Victor Charlie Romeo, nunca pensou que chegasses onde chegaste! Que pulha me saíste, meu caro... Já nem o «carro vassoura» tem lugar pra ti, seu frei tomás de trazer por casa!
Se eu estivesse no lugar do Dr Dias Loureiro, demitia-me de imediato!

Mamã, eu sou pela transparência total! Não quero ser despesista, mamão, sugar recursos só para saciar a minha cupidez e o meu apetite devorador!... a partir de hoje, só biberão, não quero mais sugar como o tinha feito antes. Eu não sou como esse que anda para aí a chupar em tudo o que é teta, pública ou privada!

Retórica europeia e falta de nível!


O Presidente da República veio pedir contenção nos gastos e moderação na linguagem. A lei do financiamento dos partidos veio precisamente em sentido inverso. A linguagem mais frequentemente usada por alguns responsáveis é medíocre, baixa, autêntica peixeirada. Aquele precisa de mais «farinha Maizena», este precisa de mais «carácter», enfim, uma baixeza e uma pobreza de linguagem que patenteia bem o grau e o nível educacional de alguns líderes(?) que botam faladura na comunicação social.
O que esperar deste país? Quando o próprio PR assistiu na Madeira a autênticas bofetadas à democracia («na ARM está um bando de loucos!») e ficou impávido e sereno, sem tugir nem mugir, limitando-se a dizer que tinha o «dever de reserva», que esperar dele? Muito pouco...
Lamentável, paupérrima e triste figura a sua...
O país caminha para a degração económica e financeira, para o descontrolo, para o surgimento de uma anarquia larvar que vai minando as instituições e desacreditando as autoridades. A polícia a ser desautorizada por juízes, estes a desautorizarem o parlamento, num passa-culpas interminável que só desacredita o país e o próprio regime democrático.
Agora temos Hugo Marçal prestes a ingressar na magistratura... e «por cima»...
Quo Vadis Portugal?!!!

sexta-feira, maio 08, 2009

Um Bispo a sério!

D. Ilídio Leandro, Bispo de Viseu, é uma voz renovadora no panorama religioso moderno...

Vale a pena ler a sua entrevista hoje concedida ao JN. Diz a dado passo: «É injusto e imoral que se criem empregos para pessoas que usaram muitas vezes mal, o seu lugar de gestor público muitas vezes para ter benefícios e prejudicando o bem comum. E que depois são premiadas com novos empregos e nomeações fictícias para continuarem a ter benesses chorudas com prendas e luvas acrescidas».

Isto assenta que nem uma luva a casos bem conhecidos no poder local. Ou então na governação (abandonam a pasta e vão abocanhar a "posta" numa qualquer empresa que certamente por gratidão lhes abre as portas e os cordões à bolsa...).

Isto sim, é a Igreja Moderna, atenta, não enfeudada ao poder.

Quando vemos padres a condenar as denúncias de corrupção como se fosse um pecado, lambendo as botas aos corruptos na esperança de uma benesse, bajulando no altar-mor os dadores de prebendas que se arvoram em mecenas à custa do erário público, mais nos identificamos com este prelado, excelsa eminência da Igreja, que rompe com um passado triste, servil e de cócoras perante os poderes. Que ao menos sirva de exemplo aos vendidos, aos bajuladores, aos encostados...

D. António Ferreira Gomes, o tal que só ajoelhava perante Deus, dirá consigo próprio ao ouvir este discurso arrojado, sublime, corajoso: «Temos bispo!»

Ele é quem mais ordena!

Tenho viajado pelo mundo inteiro ao serviço da Madeira. Quero que depois da minha morte seja feito um santuário em nome do Santo Alberto João, o condestável da Madeira!
Um homem que se despojou de todas as riquezas para dar ao jornal da Madeira, um bastião do clero, um farol de religiosidade, um poço sem fundo de generosidade e magnanimidade!

O povo é burro!... diz ela!

A nalgumas coisas tem razão!

quinta-feira, maio 07, 2009

25 DE ABRIL DE 2100... O FUTURO EM SONHO ...

A taróloga Maya diz de sua justiça: «Eu e tu, meu caro rouxinol, em 2100 na Lua, seríamos estrelas brilhantes, dois astros de primeira grandeza iluminando o universo inteiro. Vá lá, com a tua magia e com a minha, transplantemo-nos no tempo e caminhemos rumo ao Futuro!»

Minha cara Maya:« Vou pedir a Deus que antecipe o futuro. Se Ele mandou parar o sol para que Josué conquistasse uma cidade antes do anoitecer (não vou duvidar do livro sagrado!) por que não colocar-nos aos dois, em 2100?!

NOTA FINAL: Ouve-se a voz d'Ele por entre as nuvens a clamar:«O FUTURO ESTÁ AI!!! FRUÍ-O A VOSSO BEL-PRAZER!

Meu Deus, agora acredito em Vós, porque sois omnipotente!!!

Padre apanhado com a «boca na botija»...

Em contacto com a Natureza sinto maior proximidade a Deus...
O padre Alberto transmite-me aquela espiritualidade profunda que só Deus é capaz de inocular.

É um anjo caído do céu para nos elevar ao clímax do paraíso terreal...







Eis aqui o padre Alberto Cutié (de origem cubana) com duas paroquiamnas sorridentes e nada impressionadas com o escândalo. Perito a contar anedotas picantes, o padre Alberto gosta de praia e de mulheres! Ora, num contexto onde impera a nojenta pedofilia, este padre, respirando saúde e alegria de viver, devia ser um exemplo para acabar com o celibato, essa excrescência contra-natura que impera desde a Idade Média sendo talvez uma das causas da ausência de vocações...Se eu fosse governante dava-lhe já asilo político em Portugal! Se eu fosse papa acabava com esta anacrónica chinesice que é o celibato!...





O padre Alberto, coitado, tal como eu, está à frente do seu tempo. Que culpa tem ele?! Tal como o padre António Vieira (que defendeu os índios e a sua emancipação acabando com a escravatura) nós somos «crucificados» pelo preconceito, pela estupidez crassa que ainda impera...


Pai, perdoai-lhes por que não sabem o que fazem!
O Amor é quem mais ordena dentro de ti, ó cidade!




Um padre, na praia, aos beijos e abraços a uma jovem paroquiana! Escândalo!

Imagine-se que estamos em 2100 (clic aqui e viage no tempo!). Imagine-se que terminou esta iníquia e antinatural hipocrisia que é o celibato. Imagine-se um padre a dar um beijo na praia à esposa ou namorada.

Dois factos idênticos. Todavia, num contexto diverso. Só o preconceito a funcionar.

O padre foi transparente, não se escondeu, não foi a um lupanar pagar para ter uma companhia feminina, fê-lo à vista de toda a gente. Cristo disse:«Crescei e multiplicai-vos?!»

Não me consta que tivesse feita uma adenda, acrescentando: «Excepto os padres»!

É ridículo, contra-natura e até mentalmente prejudicial.

Nos anos sessenta frequentava eu o liceu (Alexandre Herculano, no Porto) e o próprio professor de moral afirmou que tinha um colega que tinha licença do bispo para ter relações sexuais, por motivos de saúde! Achamos perfeitamente natural tal comportamento e até sintoma de adequação da Igreja aos progressos da medicina. O bispo parece que tinha lido Freud e um prémio Nobel da medicina que ia nesse sentido.

Agora, em Miami surge a bomba!!!

Pior, muito pior, é andar escondido fazendo mil e uma tropelias: como o fez o actual presidente da República do Paraguai que foi bispo e enquanto tal andou com uma menor a quem fez um filho. Agora apareceram mais filhos de várias jovens. Esse sim, foi escandaloso. Quantos papas tiveram filhos e concubinas? Isso é que é hipocrisia, isso é que é opacidade manhosa e pestilenta!

Acho que os padres deviam ser casados. Deviam ter uma sexualidade sadia e responsável. Deviam poder levar as namoradads para a praia, para o cinema, para o futebol, para o teatro.

Deus, certamente está comigo e não com a hipocrisia reinante. A transparência acima de tudo. A opacidade é a mãe de todos os vícios. Vejam o que se passa nas câmaras, nos governos, autênticas pocilgas...

Nota final: Lá fora, vindo talvez do Além, ouvi uma voz que dizia: «rouxinol amigo, Deus está contigo!!!»
Seria ilusão auditiva? Pode ter sido, não sou muito dado a milagres...

Dinheiro vivo, é quem mais ordena!

A nova lei do financiamento dos partidos recém-aprovada vem dar razão aos que não confiam nos fundamentos e nas raizes morais deste regime. Nós somos obrigados a declarar todos os rendimentos, no entanto, os partidos, nem por isso. Dinheiro vivo a granel. Aquela estória do Jacinto Leite Capelo Rego (que alegadamente terá assinado um dos recibos para justificar uma conta «explosiva» recebida nos cofres do CDS/PP...) vai voltar a repetir-se. Mais dinheiro «sujo» virá manchar a já de si pouco limpa democracia. Depois, bem, depois haverá quem «pague as facturas» com «empreitadas a mais», «flexibilidade nos pagamentos», pagamentos sem entrega dos trabalhos (como no caso do Dr Pedroso... que, apesar de tudo, foi autorizado a devolver, a prestações, a quantia indevidamente auferida), os «estudos», as «viagens», os «prémios», os «incentivos», enfim toda a sorte de expedientes para compensar quem for generoso nas ditas campanhas.

Alguns «investidores» nos partidos têm garantia de imunidade futura em muitos domínios. Como disse não há muitos anos o eng Nuno Cardoso (ex-vice de Fernando Gomes na câmara do Porto...) os partidos assemelham-se a «máfias», estilo «pagas a protecção» (leia-se: financias...), logo, terás as benesses possíveis e imagináveis. Depois, a «omertá» (leia-se: silêncio absoluto) cobrindo todos os actos conducentes a esta estratégia.

E o PR, que ainda há pouco pedia contenção nos gastos numa altura de crise e de carências a vários níveis, manterá o prudente silêncio de Conrado, lavando as mãos como Pilatos?

Cravinho, honra lhe seja feita, não se cala e tem toda a razão. O país talvez venha a reconhecer o mérito das suas observações quando a dívida pública se tornar insustentável, o défice incontrolável, e o depauperamento progressivo do nosso tecido empresarial tornar cada vez mais miserável a qualidade de vida das populações.

terça-feira, maio 05, 2009

Um homem sem medo!...


Se não estivéssemos na união europeia talvez já tivesse ocorrido um golpe de estado em Portugal...
Esta afirmação já foi proferida há alguns meses. Ainda não tinham ocorrido cenas eventualmente chocantes na banca, o desemprego ainda não tinha disparado, mas os sintomas alarmantes já se divisavam no horizonte.
Neste país há injustiças e esbulhos flagrantes. Há quem carregue o fardo com estoicismo mas há quem não resista e recorra aos métodos mais expeditos para se orientar. O regabofe nalgumas câmaras municipais é estonteante. «Fulano queria dois apartamentos mas só lhe ofereci um, e ele então vingou-se...»
Isto é o pão nosso de cada dia. E aceita-se como facto consumado. Alguns dizem: «É assim em todo o lado, nada há a fazer!»
A resiganção instalou-se. O medo também. Haverá motivos para ter medo? O sub-mundo da política é medonho e quem já o enfrentou sabe que tudo é possível. Um autarca no alentejo foi queimado na sua própria viatura e até mesmo a sua cabeça foi desviada quando foi necessário proceder a análises periciais. Outro, em Gondomar, foi agredido e houve quem comentasse: «foi pena ainda ter ficado a falar!»
Já fui ameaçado de morte várias vezes. Minha esposa já recebeu cartas ameaçadoras e até um telefonema ameaçando-me. Quando me dirigi à PJ para dar conta da situação (ainda era em S. Bento da Vitória no Porto) olharam-me de soslaio e disseram: «Isso tem que entrar primeiro pelo ministério público!» No ministério público nem sequer consegui ser recebido...
E tudo porquê?!
Porque julguei que estava em democracia. Porque acreditei que se vivia o regime da liberdade de Abril. Porque julguei que havia de facto igualdade de oportunidades.
Mas agora bem sabemos que não há. Di-lo com todas as letras o presidente do sindicato dos magistrados do ministério público__ e o pior é que nós todos sentimos que é VERDADE!
Que fiz de mal? Denunciei o Alto Comissário Contra a Corrupção ao Senhor Presidente da República acusando-o de permitir a violação do segredo de justiça e de não investigar o que lhe pedi!!!
Acusei ao provedor de justiça o Dr Silva Peneda por ter despachado um loteamento a uma entidade juridicamente inexistente (Associação Cultural e Desportiva Rio Ave... não confundir com Rio Ave FC, que é pessoa de bem...) permitindo um amontoado de construções em área do domínio agrícola, em Modivas. Passados uns dias, essa entidade inexistente passou todos os seus direitos para uma firma privada bem conhecida que auferiu todos os proventos inerentes a esse despacho de favor...
Denunciei o Dr Vasco Valdez por me ter enviado uma correspondência para uma morada fictícia (onde nunca referi ter morado...), só para que eu não tivesse acesso, em tempo útil, a um documento altamente comprometedor para alguém ligado ao poder local. O então chefe de gabinete de Alípio Dias (secretário de estado do orçamento) cumpriu a ordem do seu superior hierárquico enviando o documento para um local onde sabia eu nao morar de maneira a ser devolvido (como de facto o foi) e não procurando reexpedir o tal documento para a morada correcta que sabia e não podia ignorar. Teve ao menos um gesto simpático: deu-me o tal envelope (corpo do delito...) em que havia sido inscrita a tal morada fictícia com a indicação no verso de que era «desconhecido na morada indicada»!!!
Enfim, fui perseguido por interpostas pessoas, algumas até, certamente por isso __ e não foi pouco...__subiram na vida... prestando-se a papéis persecutórios de baixo jaez. Eu continuei cá em baixo, olhando os palhaços circenses subirem no arame e exibindo os seus dotes de alpinismo corruptocrático... Vejo-os com desprezo, com pena, com nojo!... A troco de um cargo (sinecura) prostituem-se da forma mais vil, velhaca, cínica. Há tantos Penedas por esse país fora!... Conheço um , que já foi governador civil de Braga, visitei-o em Santo Tirso e apresentei-lhe alguns factos altamente gravosos. Disse-me o piorio dessas pessoas ligadas ao futebol. Mas manifestou a sua impotência face ao avolumar da corrupção nos meandros da bola. «Há medo de atacar essas pessoas, são perigosas, tenha cuidado!», disse-me temeroso e quase de cócoras perante esses figurões...Soube que era intimo de algumas dessas pessoas. Comia em suas casas. Jogava cartas à mesma mesa. Era mais um dos que criticavam, nas costas, mas que sorria e bajulava quando na presença dessas criaturas que dizia abominar! Que nojo! Que cobardia! Que hipocrisia chapada! Que oportunismo mais velhaco! Ainda pensei nele como potencial candidato a Presidente da República! Não passava de um verme...sem coluna vertebral, rastejante e bajulador aos corruptos que dizia detestar...
Demiti-me do partido em que militava pois alguns corruptos faziam o jogo dos adversários só para grangearem proventos à custa dessa traição ao partido. Traíam o partido mas o partido promovia-os porque eram capazes de captar fundos com facilidade graças a essas promiscuidades em que se envolviam. Não acho nada estranho alguns autarcas dizerem-se muito amigos mesmo sendo de partidos opostos porque há situações em que o vil metal fala mais alto do que a solidariedade partidária... Escravos do dinheiro há-os cada vez mais!...
Enfim, Mário Soares sabe do que fala. A democracia está entre parêntesis, tal como o socialismo, tal como a verdade política. O povo, resignado, abúlico, continua sob o jugo de um regime ominoso que caminha a passos largos para o abismo!... Abril, o verdadeiro Abril, nunca chegou a algumas localidades...

segunda-feira, maio 04, 2009

Berlusconi: o marialvismo parolo... e senil!




Tratam-no por papi!... e ele sorri...
A gota de água foi o seu convívio afectivo e intimista com uma menor. O septuagenário sempre armado em chevalier servant, em D. Juan das dúzias, viu terminado o seu casamento por causa do seu exibicionismo e dos seus excessos a rondar a pedofilia. A mulher fartou-se e vai pedir divórcio. O DN dá conta dos motivos, das causas próximas (e remotas...) deste sedutor de meia-tigela que se serve do cargo político e do poder económico para captar a atenção de donzelas ávidas de promoção e de mediatismo fácil. Elas oferecem-se e mostram os seus argumentos, ele não resiste!...Cai que nem um patinho ingénuo na tentação da carne. A virilidade económica no máximo expoente!
Lá como cá, o poder corrompe até níveis insuspeitados. Vemos por aí assédios sexuais e santanices pindéricas que se aproximam do paradigma berlusconiano. Basta olhar com atenção... Eles também andam por aí: na Madeira, em Gaia, em Lisboa...no Algarve...
Enfim, para o Parlamento Europeu, o supremo aerópago da eurolândia, onde se pressuporia competência, eficiência e capacidades intelectuais, ele, Berlusconi, queria dotar a squadra italiana de beldades, com um bom palmo de cara e busto repleto de silicone. Imagine-se as nossas Ildas Figueiredo, Edites Estrelas ou Ana Gomes a serem repudiadas pois não preencheriam os requisitos mínimos segundo os padrões berlusconianos. Ele é assim a modos de João Malheiro na Tertúlia cor-de-rosa, dando classificações segundo o visual, os adornos e adereços de roupagens, o perfil estético, enfim, a «embalagem» a ser cotada em detrimento do «produto»...
E andamos nós (eu não, já decidi abster-me e não entrar neste folclore despesista e sensaborão...) a votar para o PE, julgando ser o local onde se discutem temas sérios como o desemprego, a corrupção, o tráfico de influências, mas não, esse local é o lugar geométrico onde confluem os interesses obscuros de uma minoria que controla e dispõe dos nossos destinos colectivos a seu bel prazer; e o pior é que é avaliada pelo que veste (ou despe...), pelo corpo que ostenta, pelas facilidades concedidas aos «avaliadores» (talvez o local de exame seja a alcova...). Pobre Europa que se revê em berlusconianas criaturas que mais não são que o sub-produto de uma mentalidade leviana, corrupta, vendida e rendida à mediocridade e ao superficialismo...Não lhe auguro grande futuro, nem presente.

Enriquecimento ilícito!...

Faço viagens ao estrangeiro em regime de apostolado! quero vir a ser o novo santo português e ando a fazer campanha pelo mundo inteiro. Contas secretas? Vejam o Jornal da Madeira aquilo é a transparência total! Durmo com a consciência tranquila!!!
Sou obrigado a casar-vos no superior interesse nacional. É um casamento de interesse , mas é o interesse público como é óbvio!

Ainda queria saber quem anda a enriquecer com os meus direitos de autor!!!?



Teatro ABC


O saudoso teatro ABC - no Parque Mayer _ com a revista «Mamã eu quero!»
Com Artur Garcia, Alice Peres, Noémia Costa e Paulo César...
A alma de Lisboa estava ali, agora está mais «desalmada»...

A mãe de todas as vitórias!

Nós os três seremos a «salvação nacional», ou as tais «forças estruturantes» de que falava a cavacal criatura! Nós somos o arco do poder, direi mais: o «Arco do Triunfo!»

Entre les deux mon coeur balance!

A não ser que...


domingo, maio 03, 2009

Dia das Mães


A- mor de mãe é puro e imaculado
M -onumento à paix~~ao e à ternura
O- de perfeita, amor acrisolado
R- idente primavera só candura!
D -evotado carinho sem ter fim
E- moção maternal é fogo intenso
M -agia intemporal, flor de alecrim,
A- mor de mãe, eu sinto que é imenso...
E- nquanto tiver mãe feliz serei
T-enho o sol, essa estrela que me guia
A- apontar o caminho certo, eu sei,
O -caminho de Deus, diria...
P- or isso à minha mãe desejo
U -ma vida longa, com amor,
R- eceba deste filho um terno beijo
O- bolo que lhe dou é meu penhor!

sábado, maio 02, 2009

Divagações europeias...

Entrar na Europa, camaradas, é perder a independência nacional, é capitular perante o capitalismo selvagem, das multinacionais, das megacorrupções e fraudes gigantescas que levarão a economia nacional à ruína. Eles querem estradas amplas para entrarem cá com os camiões TIR, despejando produtos que acabarão por levar à miséria e ao desemprego grandes sectores da população. Desenvolvimento capital-intensivo, em detrimento de uma economia sustentada privilegiando o emprego, a garantia de estabilidade laboral. Este capitalismo europeu, neoliberal, quer lucros, lucros e mais lucros. Quando a coisa der para o torto será o povo, como sempre, a pagar o fardo dos seus excessos. Amplas liberdades sim, para o nosso povo, para os nossos trabalhadores, não para os vampiros da banca e das multinacionais que praticam a política do beduíno: montam a tenda, sacam o mais que podem e depois deixam tudo à nora!...
A Europa das multinacionais vai ser o império que Hitler não conseguiu criar com a bota cardada...

sexta-feira, maio 01, 2009

E Deus criou a mulher!...



Hoje dia do Trabalhador vale a pena meditar nas injustiças que esta sociedade marialvista e injusta vai criando.
Deus, esse Ser Supremo que dizem fez o homem à Sua imagem e semelhança, fez também a injustiça, a desigualdade. Há tantas disparidades nesta sociedade que dá o lazer e o ócio a uns e o trabalho desmedido a outros...
Meu Deus, onde andas tu? Será que andas de férias nalguma longínqua galáxia?!!!
Regressa e corrige estas discrepâncias que fazem de uns (a grande maioria...) filhos de um deus menor!...