
Um blogue plurifacetado procurando abordar questões de interesse sob perspectivas diversificadas. A independência sim, mas sempre subordinada a parâmetros de bom senso, de optimismo e de realismo. O mundo e a sociedade sob o olhar atento e desassombrado de um cineasta do quotidiano, um iconoclasta moderno, sem peias, sem tabus, sem preconceitos.
domingo, janeiro 11, 2009
Entrevista com o Rei da Selva!...

O «Velho» e o mar!...

O velho santuário da cultura poveira, sempre em foco...
Velhinho, de alma cheia de memórias,
Mirando o mar e o sol, com nostalgia,
Vendo Régio e Oliveira, duas glórias,
Tagarelando ali, dia após dia.
Diana Bar, geronte majestoso,
Templo de são convívio, emblemático,
Cenáculo erudito, generoso,
Tão pluricultural, tão democrático.
Diana Bar, oásis de cultura,
Oh! bastião sagrado do lazer
Na vastidão do tempo 'inda perdura
Nobre missão, na arte de viver...
Diana Bar, farol iluminante,
Alma dentro da alma poveirinha,
Um centro de memória apaixonante
Onde a paixão de ler... é a rainha!...
O mar personifica o imaginário
A abrangência global, mundivisão;
Todos nós somos peixes no oceanário
Sujeitos à divina observação.
sábado, janeiro 10, 2009
O ULTIMATO DE JARDIM!

Ela (Dra Manuela Ferreira Leite) que faça um exame de consciência e veja se realmente tem condições para derrotar Sócrates!
Que moral terá Cavaco Silva (por muito que Ferreira Leite esbraceje e critique) se Sócrates usar o «modus faciendi» jardiniano?
O desbragado insulto à Assembleia Regional da Madeira ficou por assinalar no discurso presidencial. A proibição de entrada de um deputado na ARM ficou por assinalar. Há toda uma vasta gama de situações paranormais que nunca mereceram a crítica, a verberação pública do PR. Porquê?
Até nisto tudo, Jardim será o maior aliado de Sócrates! Pelo precedente criado!
Há quem diga que por medo! Medo de perder os votos de Jardim. Medo de perder o apoio das hostes madeirenses muito ligadas (umbilicalmente, atreladamente) ao líder local, ao pastor daquelas almas sempre tementes ao «big brother» da Quinta Vigia...
Vale a pena recordar aquele episódio relatado pelo Público, em que uns papelinhos escritos pelo próprio punho do líder local e entregues ao sub-director de um jornal, patenteiam à saciedade a qualidade moral deste mestre na arte da manipulação. Aquelas afirmações estilo «é preciso dar porrada no ministro X», «é preciso jogar em antecipação, segundo a estratégia pré-combinada...», são indícios suficientes para definir o nível de putrefacção de um regime, o grau de baixeza moral de uma democracia. E também o perfil moral do chefe máximo!
Depois de Ferreira Leite, será que ele se julga o «salvador da pátria cubana»?
Será que teve efeito de doping aquela afirmação brejeira e irónica de Pinto da Costa dizendo que só ele seria capaz de derrotar Sócrates?
Se foi isso, era bom tratar da «desintoxicação» pois o doping é mau em todos os sentidos!...
UM PADRE HONESTO E ÍNTEGRO!...
Se me ponho aqui a elogiar este e aquele ainda dirão que ando aqui a panegiricar, se calhar à cata de favores ou mordomias. Que sou um lambebotas ou sabujo...
Mas quando a realidade é digna de registo, há que louvar quem o merece. Sem dúvidas.
Ele era padre há já alguns anos. Chamemos-lhe o padre Afonso. Bem parecido, moreno, alto e espadaúdo. As mulheres olhavam-no como se olha para um fruto proibido... E, com os olhares disputavam-no.
Fazia longas viagens. Um belo dia, vinda do Brasil (Recife) uma bela jovem muito sedutora sentou-se a seu lado no avião. A conversa foi empolgante, mas sempre dentro de uma bitola sensata, responsável. Ela queria dizer algo ao padre mas não tinha jeito. Foi tagarelando, tagarelando, até que desabafou, finalmente:
__Padre, gostava de lhe pedir um favor!
_Fale, dasabafe! Sou todo ouvidos!__ disse ele, já augurando alguma confissão amorosa ou algo de muito íntimo. Era frequente tal acontecer...
_-Tenho um objecto muito caro que é capaz de não passar na alfândega! O senhor com esse ar tão credível, poderia fazer o favor de mo passar debaixo desse trajo tão avantajado (sotaina), que ninguém lhe irá perguntar nada. A mim, sabe como é, despem-me sempre até ao mais íntimo do meu ser!...
Era um secador de cabelo. Dentro dele ela escondia alguns diamantes valiosos. Não queria ser apanhada no controlo alfandegário. O padre era uma boa opção. Este, contudo, retorquiu:
__Há um pequeno óbice! é que eu sou obrigado a dizer sempre a verdade!
__Sim, sim, se lhe perguntarem algo eu sei que saberá saír airosamente da situação. Acredito em si.
O negócio foi ali fechado e selado com um aperto de mão. Ela passou-lhe o secador (com os diamantes dentro, bem escondidos) e aguardou o resultado...
Assim, ao passar pelo controlo alfandegário, e à pergunta se tinha algo a declarar, o padre respondeu:
__Sabe, da cintura para cima, nada tenho a declarar...
__E da cintura para baixo? ___ interrogou o polícia, com ar atrevido....
__Tenho um instrumento para uso doméstico, ainda em bom estado de conservação, sobretudo para uso feminino!...
O polícia riu a bandeiras despregadas pensando que o padre se estava a referir a outro «instrumento» e mandou-o avançar...
Falar verdade ainda é um trunfo. Os políticos deveriam seguir este exemplo!
quinta-feira, janeiro 08, 2009
Fogo purificador! Adúltero queimado pela esposa traída!...
O fogo é horror, é tormento,
Castigo de pecador,
Queimar viril instrumento
Oh fogo purificador...
Machos tende cuidado
Pular a cerca é fatal
Ver pénis incendiado
Mas que «solução final»!
Fim à carnal tentação
Morrer de dor e de pranto
Genital mutilação
Com fogo!... é remédio santo!
Machos, comprai um extintor,
Na cama, ter sempre a jeito,
O ciúme abrasador
Pode incendiar o leito!...
Nota: este post está relacionado com o anterior...
Não utilizador-pagador! Subversão de princípios!...
Também concordo com o princípio, muito embora admita que possa haver algumas excepções. Sobretudo em áreas onde o escoamento do tráfego é muito difícil (como é o caso de Vila do Conde e Póvoa de Varzim).
Agora, o princípio do «não utilizador pagador», aparentemente idiota, tem seguidores.
Conta hoje o JN o caso que abalou a Austrália.
Uma mulher ciumenta, sentindo-se ofendida pelo facto de o marido lhe ser infiel, ou melhor dizendo, não usar o instrumento viril no destinatário correcto (a legítima esposa), mas pelo contrário, andar a meter a foice (leia-se pénis...) em seara alheia, optou por uma solução radical: incendiou-lhe o apêndice viril!
O certo é que passados três dias o marido morreu vítima de queimaduras graves. Ela ainda alegou que o fizera em estado sonâmbulo mas as hipóteses de defesa são nulas.
Enfim, o princípio do «não utilizador pagador» a entrar na liça. Se a moda péga, cá em Portugal poderá haver graves convulsões de índole sexual, onde o ciúme pode degenerar em piromania assassina enchendo os hospitais e as morgues de vítimas inocentes desta interpretação tão extremada (quiçá fundamentalista e exclusivista...) do princípio do «não utilizador pagador»...
quarta-feira, janeiro 07, 2009
Manuel Alegre abriu os olhos...
Isto de se estar com um pé dentro de um partido (PS) e namoriscar com outros, por muito que o conceito de liberdade o permita, não, deixa de soar a «adultério ideológico»...no mínimo!
Alegre, sentiu que estava a ser instrumentalizado, sentiu que o seu perfil abrangente e tolerante, a sua mundividência cultural é demasiado ampla para a estreiteza (alegadamente considerada «pureza»... pelos bloquistas) ideológica de quem o quer arregimentar. Ser «colonizado» por quem não tem perfil cultural para isso, é demasiado para o Poeta. Creio bem que o «namoro» está por um fio e ao não passar pelo petulante «crivo» da «censura» bloquista, Manuel Alegre ficará aliviado por não ter consumado o divórcio...
Manuel Alegre que não é ingénuo nem tolo, sabe que pode criticar e ser livre dentro do PS, mesmo verberando os líderes, frontal e corajosamente, quando deles discordar, como se tem visto com frequência, mas, se entrasse para uma aventura de contornos estilo albergue espanhol, estaria espartilhado, seria trucidado por alguns zelotas da pureza ideológica, sempre afoitos na purga... e no purgante! Seria para ele um purgatório infernizante!
É que o Bloco de Esquerda, entidade que respeito e até admiro certa argúcia intelectual de Louçã, cultiva muito o espírito de seita (disse-o Jerónimo de Sousa e... tenho que o reconhecer... com carradas de razão!), não sendo porventura o local mais adequado para pontificar um homem tolerante e culto como é Manuel Alegre. Naquele conglomerado ideológico (onde avulta um certo «sincretismo primitivo» eivado de pretensão a pureza ideológica!) Manuel Alegre seria afunilado, espartilhado, colocado entre baias...
Este artigo pode ter sido a «vacina» para Manuel Alegre. Agora, depois de «vacinado» ficará imune a «pandemias» de contornos pouco credíveis e onde as megalomanias se esfumam na frieza nua e crua da realidade.
terça-feira, janeiro 06, 2009
O capital é quem mais ordena!
A crise?! A culpa é da falta de competitividade... não podemos continuar a gastar mais do que produzimos!...O país assim afunda-se!!!...«O valor ético do capitalismo»!...



Quando os heréticos (descrentes no capitalismo) são cada vez mais, há «apóstolos» que se perfilam venerando-o como se fosse um boi Ápis. Enfim, há economistas que são... «vacas sagradas»... e têm sempre na algibeira o ouro, o incenso e a mirra para venerar o seu «deus-menino-capital»...
segunda-feira, janeiro 05, 2009
A guerra e... os «pretogueses»...
Ocorre-me recordar aqui um episódio dantesco ocorrido em Moçambique em Dezembro de 1972
que prova o grau de crueldade e de loucura de que é capaz a espécie humana. Na guerra, as vítima inocentes são o pão nosso de cada dia, mas em Wiriyamu, nós, portugueses, excedemos tudo!...
A ordem foi dada e era inflexível: «era preciso limpar toda a zona, não podia ficar ninguém para contar o que aconteceu!»
Era uma aldeia onde se dizia que a Frelimo obtinha protecção. Wiriyamu de seu nome. A 6ª companhia de comandos, sob as ordens de Antonino Melo, lá foi, disposta a executar a tenebrosa ordem. Era preciso proteger Cabora Bassa, a barragem que personificava o poder colonial. Em Tete, na base, é feito um briefing onde são dadas as instruções para o massacre.
É a «operação Marosca», como ficará conhecida esta vergonhosa saga da guerra colonial, que manchará a nossa honra e nos equiparará aos americanos com o seu não menos maquiavelico MY LAI!
Como não havia munições para matar toda a gente são metidos em palhotas e lançadas granadas para maior eficácia da mortandade! Alguns entretêm-se a fazer filas de gente e com uma só bala disputam o record de mais mortes com uma só bala!...Crianças são atiradas ao ar e baleadas na queda, perante os gritos desesperados das mães! uma, grávida, depois de lhe ser perguntado qual o sexo da criança e ter respondido negativamente, é-lhe feita uma sangrenta abertura do útero, com faca, a sangue frio e ... depois disto, mostrada a criança arrancada das entranhas... à mãe moribumda!...Depois foi queimada, ainda semi-viva! (Isto consta do livro escrito pelo padre Hastings!...).
A barbárie, a bestialidade, a loucura elevada ao máximo expoente!
Uma menina de nove meses, nos braços da mãe (Vaina) é morta a pontapé. As cabeças dos cadáveres são usadas para servirem de bolas de futebol e pontapeadas por soldados completamnete fora de si! Um dos sobreviventes, de nome Baera, conta que uma sobrinha ainda menina , foi levada por soldados e foi violada por cinco, de seguida.
Em Lisboa, Marcelo Caetano nega tudo! tudo invenções, tudo mentiras de quem quer denegrir a imagem de Portugal, tudo patranhas de um padre estrangeiro que não gosta de Portugal!...
Enfim, as mentiras do poder, para encobrir tal vergonha, o sistemático ocultar da verdade, como ainda hoje se vê por tanto lado, só para defender quem está no poleiro, só para proteger quem é de facto o responsável em última instância por toda esta carnificina!...
Israel entrou numa investida cujo fim se desconhece! O ter legitimidade não é tudo! Mas, de facto, tem-na, pois os ataques continuados, as provocações sistemáticas sem indícios de terminarem, foram cometidas, sem dúvidas. Mas o fim como será?!
Até lá, centenas de vítimas inocentes (de ambos os lados) perecerão ou ficarão mutiladas para sempre... Assim, a humanidade não dá sinais de progresso. As religiões (e não só) e os fanatismos de toda a ordem podem estra na génese de toda esta imbecilidade; exigem que a ONU seja reformulada, exigem que a humanidade se defenda de bárbaros de todos os matizes que não respeitam normas internacionais e se divertem matando e levando inocentes ao supremo sacrifício!...
Basta de insensatez! A ONU tem que ser reformulada com urgência. É isso que faz falta para se caminhar para um novo paradigma neste universo carregado de totalitarismos e de bestialidades.
domingo, janeiro 04, 2009
DICOTOMIA REDUTORA...
Ó Henrique, ainda falta uma: os maledicentes! O país está cheio de cubanos, invejosos do que se passa na Madeira, sempre a dizer mal da minha forma de fazer política, tão elevada, tão cheia de transparência e sem aquelas promiscuidades que caratacterizam os corruptos e ambiciosos do Cont'nente!
Este país tem figuras que com suas boutades na comunicação social têm a pretensão de tudo catalogarem com a sua pseudo-eloquência. Por vezes, motiva-os o branqueamento de situações muito próximas do limiar da corrupção, o aligeirar de cargas pejorativas sobre a forma como conduzem as coisas nos lugares onde exercem ou exerceram funções.
Henrique Granadeiro, ex-seminarista, ex-governante no tempo da outra senhora, passou-se de armas e bagagens para esta senhora e esteve sempre na crista da onda. Encostado a figuras com alta influência na esfera política, e com mérito intelectual também, reconheça-se, lá foi por aí fora alçapremado ao topo, usufruindo de todas as mordomias inerentes ao seu estatuto.
Vir a público, fazer uma afirmação destas, cheira a proteccionismos a alguém em maus lençóis.
Quando vemos altas corrupções na banca e em certos segmentos da administração, justamente chicoteados por certa comunicação social atenta e não promíscua, a quem se dirigirá o remoque de «invejosos»?
Às vezes vemos alguns presidentes de câmara usarem tal epíteto para achincalharem adversários, dizendo que só querem protaganismo, que têm ciúmes do seu êxito, fica-se a pensar nesta estratégia já tão gasta mas ainda colhendo dividendos em certa arraia miúda sem capacidade de discernimento para aferir o real significado desse linguajar.
Quando as fiscalizações e as supervisões falham redondamente, perguntar-se-á: será que têm medo de serem considerados invejosos?
Quem fiscaliza e detecta casos graves pode ocultá-los ou fazer vista grossa, por medo de retaliações dos visados, ou por aliciamentos diversos. Há quem use certos conhecimentos para chantagear e não cumprindo o seu dever de denúncia, use os conhecimentos obtidos para caçar mordomias e obter dividendos. Há tantos casos por aí: na banca, nas seguradoras, nas finanças, nas autarquias...
Tanta gente que subiu na vida por ter protegido algum corrupto em lugar influente! Tantas mordomias «douradas» se obtêm por calar, silenciar, encobrir, a omertá está viva e cheia de saúde neste Portugal cheio de padrinhos e afilhados!...
Perder a fé... já na velhice...
Nós por cá temos os nossos mercadólatras ainda muito crentes e muito pouco virados para mudar de crença. Será que depois desta derrocada a nível económico-financeiro não vão mudar?
Jardim, esse, está sempre à frente de tudo e de todos: ele afiança que nunca foi um liberal...
Será que é o protótipo do libertino da democracia?!
sábado, janeiro 03, 2009
Israel versus Hamas...
Infelizmente quem sobre são aqueles de quem a guerra faz gato-sapato... as vítimas inocentes: crianças, mulheres e homens em idade avançada...
Portugueses!...
No dealbar deste ano de 2009 quero dirigir-me a vós com verdade, com rigor, sem artificialismos demagógicos. Este ano vai ser difícil, a crise galopa infrene acentuando os desníveis sociais, agravando o défice, pauperizando cada vez mais a grande maioria e infernizando a vida dos desempregados, dos marginalizados. Há que ter maior coesão, mais disponibilidade para atender aos que são lançados borda fora sem uma âncora de esperança no seu olhar.
Há que lançar bóias e congregar esforços no sentido de auxiliar os que perderam lugar no barco da dignidade, os que estão abaixo do limiar da pobreza, os que foram vitimizados pelo tsunami económico e pelo tufão financeiro.
Mas antes de perguntarmos ao país o que pode fazer por nós, interroguemo-nos, a nós próprios, sobre o que poderemos fazer por ele também. Uma avalancha de laxismo e de impunidade grassa a vários níveis. Falemos dos desfavorecidos sim, mas falemos também dos favorecidos!
Desses que à custa de malabarismos de uma engenharia financeira mais digna de Satã, têm afundado a nossa economia, têm dado cabo da credibilidade das instituições, têm sugado o erário público até ao tutano! Falemos desses, que fruto de uma supervisão medíocre, de uma fiscalização adormecida ou aliciada, têm enriquecido fabulosamente à custa do esforço colectivo, têm depauperado as instituições e desviado para fora do país autênticas pilhagens. Sim, são eles os piratas que dão cabo da nossa estrutura financeira, em vez de dinamizarem a economia, parasitam-na, vivem à custa dela. São os vermes que vivem à custa do hospedeiro-Estado. E, pior ainda, o Estado protege-os quando em crise...
Depois, «investem» nas campanhas eleitorais para as autarquias, para os governos regionais, para conseguirem colocar em postos chave os seus capitães da areia, os seus pontas de lança, as suas gazuas... na esperança (tantas vezes concretizada, diga-se sem eufemismos...) de obterem empreitadas sem concurso público, fornecimentos de favor, mordomias de toda a ordem, prebendas e sinecuras sociais, comendas com sabor a «pagamentos de facturas»...
Portugueses!
É tempo de abrir os olhos. É hora de escolher um presidente da República que não venha com banalidades tentando tapar o sol da corrupção com a peneira da falta de competitividade ou da falta de empenhamento dos trabalhadores. É tempo de dizer que o sistema já deu o que tinha a dar. É preciso criar um novo paradigma: baseado na transparência, na frontalidade, na lisura de processos. O governo tem que deixar de favorecer os lóbis amigos que abocanham grandes obras só porque têm na administração o senhor X, antigo ministro, ou ex-dirigente partidário. Há que agir com isenção e transparência totais.
Portugueses!
O pecado original do sistema começa logo no processo eleitoral: gastos loucos em propaganda, talvez suportados por dinheiros sujos de candidatos a prebendas futuras, talvez alicerçados em promessas espúrias, em cumplicidades contra-natura em termos de democracia autêntica!
Vede, Portugueses!
A qualidade da democracia é paupérrima, o défice democrático é a génese dos outros défices: o moral, o institucional, o politico, o económico, o cultural.
É tempo de mudança! É tempo de lançar borda fora os corruptos e os vendedores de ilusões que têm abocanhado cargos, não pela sua honestidade, não pela sua força de carácter, não pela verdade autêntica, mas, a contrario, pela mentira sistemática, pelo compulsivo ocultar da realidade, pela opacidade doentia, pelo aliciamento de poderes que deveriam ser imparciais e isentos e amiudadas vezes o não são. Esses poderes que todos conhecem, que deveriam ser os alicerces da democracia deixam-se «capturar» pelos detentores do poder económico, pelos agentes do poder político, numa promiscuidade sem limites, num atoleiro de venalidades sem conta. O país precisa de mudar de rumo. Assim, gastando mais do que produz, sendo quase sempre os mesmos os gastadores, não vai a porto seguro. Que 2009 nos traga a transparência, o castigo dos corruptos, o restaurar da dignidade, o reerguer do orgulho nacional. Que os benefícios eventualmente advenientes dessa nova postura sejam distribuídos equitativamente pelos que mais têm sofrido, pelas vítimas do actual status quo.
Nota: Este era o discurso que eu gostaria de ouvir a um PR autêntico, a um provedor de todos os portugueses, a um garante da justiça social, a um paladino da transparência democrática. Mas, ele não existe. Há que criar um novo paradigma presidencial. Os discursos insuflados de banalidades e de superficialidades, não indo ao âmago dos problemas, não atacando a génese da doença que nos vai minando a todos, são dispiciendos.
Nota final: é preciso ter um pouco de espírito de humor para saber ler também nas entrelinhas... que dizem mais que as próprias linhas...
sexta-feira, janeiro 02, 2009
Entrevista com o salário mínimo!
Fui entrevistá-lo pois andava nas bocas do mundo. Uns defendiam-no, outros, pelo contrário, atacavam-no. Neste blogue há direito de resposta. Fui visitá-lo.
R.B.- Meu caro Salário Mínimo, que tem a dizer sobre o ano de 2009?
S.M- Sou SM mas não sou fraco, abaixo de mim há milhões...
«O povo está com o M.L.A.»
Os alunos virão para as ruas em massa condenando a actual avaliação: «discriminatória», «penalizante», «sancionatória», enfim, «capitalista»!...
A ministra será enforcada na praça pública, após um julgamento popular. «Inimiga do povo», «avaliadora compulsiva», «com a obsessão pelo rigor»... serão alguns dos anátemas gritados pelos revoltosos...
Esta professora algemada ao volante de um carro e despojada de vestes... para uma «melhor avaliação», segundo reza um cartaz colocado na parte traseira do carro...quarta-feira, dezembro 31, 2008
Falta de lealdade?!

sexta-feira, dezembro 26, 2008
Vila do Conde : Caravela Juventude!
No cais da Boa Esperança, engalanada;
S. João, timoneiro, cuida dela
Nunca a deixa sozinha, abandonada.
Juventude também é caravela
Em vias de enfrentar o mar da vida;
Temos que a apetrechar, cuidar bem dela,
P'ra levar o mar sempre de vencida...
Mar de rosas não é este mar-cão
Que à morte nos conduz sem remissão;
Este mar tormentoso... nos fascina!
Enfrentá-lo com garra e convicção
Humana condição, humana sina,
Da gente que na terra peregrina...
quarta-feira, dezembro 24, 2008
Figuras inesquecíveis...
Paulo Teixeira Pinto (banqueiro, ex-Millenium) e dono da editorial Guimarães.:«A minha poesia não é queixinhas...»

Madoff, o responsável pelo maior escândalo financeiro na América (com repercussões em todo o mundo), dizia ainda o ano passado:
domingo, dezembro 21, 2008
Museu do Douro!


Portugal & Brasil: Feliz Natal!
Quem vê caras...
AGORA É ASSIM!!!
MAS DEPOIS... COMO SERÁ?!

Lobo alucinado na alcateia laranja...


Coitado do lobo, quer o poder outra vez. Mas a avozinha marota vai pô-lo numa casota, fechado a cadeado, se ele continuar a uivar... rancoroso...
Laranjas quis ver
Vestidos de azul marinho;
Nortista dizia ser
Basista, qual zé povinho...
O Estado era p'ra abater
Erguia a voz num clamor!
Quando chegou ao poder
Ruiu c'um grande estupor!
Dizia-se perseguido
Por tenebrosos barões;
Cordeiro sempre ofendido
Pela corja de... lobões...
Elitistas e sulistas
Apodava os figurões
Talvez até bolchevistas
Quiçá... hordas de espiões...
Um terror!, foi-se queixando,
Gente de vil condição,
Ganindo e amaldiçoando
Atirou toalha ao chão...
Bateu co'a porta, raivoso,
Entregou ouro aos bandidos...
P'lo poder está ansioso
Nos media bolça latidos...
Frenesim alucinado
Mordendo a «Velha Senhora»
O lobo ressuscitado
Quer o poder!... sem demora!...(1)
1 - Anda ansioso por ele. Até vai pedir um congresso antecipado para poder concretizar o seu desejo obsessivo! Depois dele... o dilúvio!!!
sábado, dezembro 20, 2008
Um Régio do cinema!
Meu Deus, eu sei que não sou um Spilberg, mas ao menos falem de mim, pelo teor das minhas obras e não somente por causa dos meus cem anos. Quando chegar aos duzentos (espero chegar lá...) talvez falem do meu espírito inovador na sétima arte...Humor & ficção de mãos dadas...
__ Com os teus conhecimentos científicos, tu rouxinol, davas um bom líder do PSD!__Mas Dra Ferreira Leite, eu já estou noutra. De há muito. Com o plano inclinado tão acentuado, a velocidade uniformemente acelerada, o país caminha rumo ao abismo. Estou a preparar-me para ser então Presidente da Junta de Salvação Nacional! ...
sexta-feira, dezembro 19, 2008
Um banqueiro que é um santo!
É este o meu lema: apoiar sem servilismo, criticar sem maledicência!
Está na moda dizer mal dos banqueiros. Mas não há regra sem excepção!
Tiro o meu humilde chapéu a esta magnânima prova de humanidade pouco frequente nos tempos que correm, onde impera o egoísmo e o salve-se-quem puder!!!
Chamavam-lhe «Profeta da desgraça»....
Medina Carreira, antigo ministro das Finanças, um provedor dos invisuais da política...
Nós acreditamos na liberdade de mercado, na livre iniciativa, no «laissez faire laissez passer», o Estado está pesado, gordo, ineficaz, eu desmantelá-lo-ei em seis meses! é preciso entregar tudo ao empreendedorismo que nos há-de conduzir ao éden! Esses, desconfiados e velhos do Restelo, que vão para um asilo, que se deixem de pessimismos doentios e desconfianças paranóicas, são uns empatas, uns mesquinhos, uns burocratas ultra-fiscalizadores. Viva a liberdade!
Como cidadão independente limito-me a dar voz às correntes de opinião em cotejo nesta sociedade livre e plural. Ao leitor cabe optar. Este poema resume de forma simples e irónica as duas sensibilidades em confronto durante alguns anos...
ERAM «PROFETAS DA DESGRAÇA!»...
São profetas da desgraça
Diziam à boca cheia
Precisam de uma mordaça
Ou então de uma tareia(1)...
Corrupção vai medrando
Na opacidade laxista
E quem ia criticando
Chamavam de pessimista!
Tantas as cumplicidades
Tantos os proteccionismos
Eram só facilidades
Na teia dos nepotismos!
Os tribunais só puniam
Quem denunciasse o mal
Os corruptos protegiam
Com seu manto paternal.
Foi galinha de ovos de ouro
A banca, esse maná,
Acabou por dar um estouro
Anda tudo ao deus-dará!
Onde está a explicação
Para tanta impunidade?!
Padrinhos em profusão
No lodo-promiscuidade!
No processo eleitoral
Investindo, calculistas,
Impondo gente venal
No topo das várias listas...
(1)- Aqueles que denunciavam escândalos visíveis a olho nu (como Ricardo Bexiga) eram alvo de ataques miseráveis e de safadezas sem conta. Veja-se o caso do Marco de Canavezes onde aquele ornitorrinco ambicioso praticava todas as barbaridades e era uma autêntica enciclopédia do caciquismo... E na Madeira, onde a liberdade existe para uns enriquecerem rápida e gulosamente e para outros serem espezinhados e votados ao ostracismo mais feroz.
Senhor Presidente, eu tinha razão!
Humildemente reconheço que o mal não era só «pessimismo militante», os que chamava de «profetas da desgraça» tinham carradas de razão... quando a «coisa» dá pró torto é que a gente vê o mal. De facto nunca pensei que a falta de supervisão fosse tão gravosa, nas bolsas, na banca, até no Nasdaq! tinhas razão rouxinol! Mea culpa!... O incêndio ainda foi maior do que imaginavas!...Em 20 de Maio de 2008 coloquei um post satirizando o Presidente da República por fazer referências excessivas aos críticos do sistema, aos que constantemente apontavam o dedo ao facilitismo, ao laxismo de entidades de controlo, gerando um incêndio de proporções graves. Incêndio de corrupção entenda-se...
Pus um bombeiro a apagar esse incêndio com uma agulheta. O PR a dizer que quando esgotasse a água tinha um extintor com «optimismo»... para debelar o mal. O bombeiro insurgia-se e contestava a eficácia do tal «extintor»...
Agora, ao olhar para trás (Maio de 2008), não posso dexar de meditar. Os que, como eu, verberavam o «laissez faire laissez passer», dos idiotas que recomendavam menos Estado, do «desmantelamento total do Estado», como afirmou o putativo candidato a presidente de um partido, não deixam de ficar indignados com os que os mandavam calar acusando-os de «pessimismo»!!!
Eu sempre disse que o problema não está em mais Estado ou menos Estado, está isso sim, na transparência, no cumprimento de regras, na racionalidade económica empresarial, no respeito por normas de supervisão credíveis e funcionais, prevenindo evasões e fraudes de diversa índole. As falhas de supervisão poderão ter motivações humanas (inépcia e/ou corrupção dos supervisores...) ou também intrínsecas ao próprio ordenamento jurídico que é redutor e pouco objectivo nalguns casos....
É conhecido o caso de um presidente de uma autarquia que se recusou a fornecer dados concretos sobre horas extraordinárias exorbitantes. Alguém foi apurar o porquê dessa recusa?
Será que não eram horas fictícias, será que não eram artifícios para sugar ainda mais o Estado para saciar a voracidade de clientelas? Onde está a fiscalização, a supervisão? Que é preciso fazer para saber a verdade? Onde está a transparência?
Serão tão corajosos que têm medo da verdade?!
Contrapunham com argumentos idiotas: «espírito pidesco», «polícias da banca», «devassas ao Estado», «espírito persecutório»!... E alguns até tiveram o desplante de porem os críticos em tribunal!!! Suprema cobardia, suprema canalhice!
Agora, sabendo-se as verdades, o que dizem as comadres?!!!
O povo paga a factura de falhas de supervisão. Que penalização para quem usufruíu benesses dessa falha de supervisão?
quinta-feira, dezembro 18, 2008
CIGARRAS NO PODER LOCAL...
Vós formigas sois umas estúpidas! Eu arranjei uma reforma «Dourada», passo a vida na farra, enquanto vós andais aí a trabalhar, trabalhar... parece que não sabeis fazer outra coisa. Ides ver como ainda vou a presidente de câmara ...Quem mais ordena, ó cidade?!






