domingo, janeiro 11, 2009

Entrevista com o Rei da Selva!...


Meu caro rouxinol, a vida política portuguesa é, de facto, uma autêntica selva...
Dizem, porventura com carradas de razão, que a vida política portuguesa se rege pela lei da selva. Será, não será? Para tirarmos dúvidas, ouvimos o próprio Rei da Selva, o distinto senhor Leão...
RB_Então meu caro Leão, que me diz sobre a vida política portuguesa actual?
R da S - Rouxinol, se a vida política actual na sociedade portuguesa não é uma selva anda muito próximo.
RB- Então porquê?!
R da S __ Todos se procuram comer uns aos outros. Não há regras, não há princípios éticos, não há deontologia. Vale tudo. O que é preciso é saciar o apetite voraz!...
RB- Quem é, para si, o actual Rei da Selva, em Portugal?!
R da S __Essa pergunta é muito redutora e mostra a tua ingenuidade, meu caro rouxinol...
RB __ Eu, ingénuo? Eu tinha-me na conta de um analista atento e responsável... mas essa afirmação afecta a minha auto-estima... Porquê?!
R da S __É que há várias «selvas» neste momento em Portugal: a jurídica, a desportiva, a política, a cultural, a autárquica... e por aí fora...
RB __ Digamos que eu percebo onde queres chegar: não há compartimentos estanques, há como que um sistema de vasos comunicantes nesta Selva Global que é Portugal!...
R da S __ Ora aí está! Sei que me percebes pois tens o mínimo de condições para sobreviver. Conseguiste sobreviver ao longo destes anos todos, e não são poucos, sei que até tens um curso de sobrevivência tirado na Base Aérea da Ota em 1970, daí a obrigação de saberes o terreno que pisas. Enfrentaste o fascismo, o neofascismo de um gonçalvismo totalitário, e agora, já munido de resistências variadas, vais enfrentado a actual conjuntura selvática o melhor que podes e sabes... Experiência é o que te não falta!...
RB __ Experiência e capacidade de resistência às novas adversidades que se vão criando no quotidiano... Mas, deixemo-nos de conversa fiada. Quem é para ti o actual Rei da Silva, em Portugal?!
R da S __Pergunta estúpida, rouxinol. Já te disse que há várias selvas, daí o haver vários reis... Mas, o Rei da Selva na política é sem dúvida José Sócrates, o «animal feroz» como se autoproclama! Ele «come» a concorrência de forma espantosa! Tem uma voracidade incrível!
RB __Vai ganhar as próximas eleições?!
R da S __ Tens dúvidas?! olha para as exigências da oposição: querem que baixe os impostos!claro que ele não o faz, ele quer que se paguem impostos elevados para realizar obras, quer dar alimento aos lóbis, esses animais ferozes esfaimados e completamente trucidados pela crise. Baixar impostos não pode dar inaugurações, obras, realizações palpáveis para ostentar em campanha eleitoral! Daí...
RB __ Não tinha reparado nisso, de facto aceito o meu quinhão de ingenuidade. E que mais tens a alegar para defesa do título de Rei da Selva?!
R da S __ Olha, rouxinol, esta coisa da obrigatoriedade do concurso público para empreitadas de valor muito elevado, só vai dar-me razão.A maior parte das obras serão feitas por concurso limitado. Daí a margem de actuação em ordem a facilitar a «alimentação» de alguns leais compagnons de route ser quase discricionária!
RB __ E outros Reis da Selva que te chamem a atenção? Dize lá, Rei Leão!
R da S __Olha, no desporto, temos o Pinto da Costa e o Valentim Loureiro, que continuarão a ditar leis. A selva tem as suas próprias leis e eles sabem-nas de cor e salteado. Têm controlados os reis da selva mediática, reis de menor envergadura mas mesmo assim, reizinhos a ter em conta. Depois, é só nomear alguns homens de mão para certos cargos e têm tudo controlado. Mesmo podendo não estar nos lugares de decisão, em certos momentos, estão lá por interpostas pessoas...
RB __ Muito me contas Rei Leão. Mas o PR não é o Rei da Selva? Ele que está no topo do edifício jurídico político não risca nada? É um rei decorativo?
R da S __ À partida estaria vocacionado para sê-lo de facto. Mas não é. Aquela cena caricata do Estatuto dos Açores prova-o à saciedade. Se estava tão empenhado em defender os seus poderes, se achava que tinha razão, por que não recorreu ao Tribunal Constitucional?
RB __ De facto é estranho. Em lógica deveria tê-lo feito. Por que será?!
RB __Ele sabe que de facto está a perder poder. Ele sabe que o terreno que começa a pisar é movediço e traiçoeiro pois enveredou por patrocínios pouco recomendáveis. Perder no Tribunal Constitucional poderia arrasá-lo ainda mais na já periclitante situação em que se encontra. E ele sabe que o pior ainda está para vir. Daí que se remeta a um prudente silêncio de Conrado...

O «Velho» e o mar!...


O velho santuário da cultura poveira, sempre em foco...




Velhinho, de alma cheia de memórias,
Mirando o mar e o sol, com nostalgia,
Vendo Régio e Oliveira, duas glórias,
Tagarelando ali, dia após dia.



Diana Bar, geronte majestoso,
Templo de são convívio, emblemático,
Cenáculo erudito, generoso,
Tão pluricultural, tão democrático.



Diana Bar, oásis de cultura,
Oh! bastião sagrado do lazer
Na vastidão do tempo 'inda perdura
Nobre missão, na arte de viver...



Diana Bar, farol iluminante,
Alma dentro da alma poveirinha,
Um centro de memória apaixonante
Onde a paixão de ler... é a rainha!...



O mar personifica o imaginário
A abrangência global, mundivisão;
Todos nós somos peixes no oceanário
Sujeitos à divina observação.

sábado, janeiro 10, 2009

O ULTIMATO DE JARDIM!



Ela (Dra Manuela Ferreira Leite) que faça um exame de consciência e veja se realmente tem condições para derrotar Sócrates!

Afirmações destas na comunicação social só têm um resultado: enfraquecer aos olhos do eleitorado a líder actual do PSD.
Que alguém na Madeira dissesse publicamente o que diz Jardim!!! Seria logo «excomungado» e crucificado na comunicação social!
Jardim, é, objectivamente, o melhor aliado de Sócrates! Ele e Menezes são os picaretas falantes, os camartelos que destroem a credibilidade do partido.
Julgo que é difícil a qualquer social-democrata, no actual contexto de hipersensibilidade que vive o partido, ganhar a Sócrates. Não por Sócrates em si mesmo, que é um político mediano, muito embora com agressividade e voluntarismo. Tem usado bem os media e salvo uma ou outra excepção, tem lidado bem com os críticos internos.
Se Sócrates fizer como Jardim (inaugurações em campanha eleitoral, injecção de fundos num jornal que se diga afecto ao regime e possa funcionar como uma espécie de «saco azul» para todos os fins...) então, a maioria absoluta está garantida.
O árbitro (Cavaco Silva) perdeu credibilidade em vários domínios e não terá moral para elevar a voz a Sócrates se fizer isso: cruzou os braços, não tugiu nem mugiu, ficou-se num silêncio sepulcral quando Jardim fez as suas cruzadas antidemocráticas... Logo, se falar, atirar-lhe-ão à cara a postura tíbia de então!
E com o árbitro atado à sua própria condição de «cúmplice» nestas arbitrariedades, nestes abusos que defraudam a qualidade da democracia, será mais fácil a Sócrates derrotar a concorrência. Falo acima dos partidos, acima do PR, acima dos circunstancialismos que fizeram desta democracia uma República de bananas, que transformaram este país numa autêntica selva, sem regras, sem princípios, sem ética, sem um resquício de democracia autêntica.

Que moral terá Cavaco Silva (por muito que Ferreira Leite esbraceje e critique) se Sócrates usar o «modus faciendi» jardiniano?

O desbragado insulto à Assembleia Regional da Madeira ficou por assinalar no discurso presidencial. A proibição de entrada de um deputado na ARM ficou por assinalar. Há toda uma vasta gama de situações paranormais que nunca mereceram a crítica, a verberação pública do PR. Porquê?

Até nisto tudo, Jardim será o maior aliado de Sócrates! Pelo precedente criado!

Há quem diga que por medo! Medo de perder os votos de Jardim. Medo de perder o apoio das hostes madeirenses muito ligadas (umbilicalmente, atreladamente) ao líder local, ao pastor daquelas almas sempre tementes ao «big brother» da Quinta Vigia...

Vale a pena recordar aquele episódio relatado pelo Público, em que uns papelinhos escritos pelo próprio punho do líder local e entregues ao sub-director de um jornal, patenteiam à saciedade a qualidade moral deste mestre na arte da manipulação. Aquelas afirmações estilo «é preciso dar porrada no ministro X», «é preciso jogar em antecipação, segundo a estratégia pré-combinada...», são indícios suficientes para definir o nível de putrefacção de um regime, o grau de baixeza moral de uma democracia. E também o perfil moral do chefe máximo!

Depois de Ferreira Leite, será que ele se julga o «salvador da pátria cubana»?

Será que teve efeito de doping aquela afirmação brejeira e irónica de Pinto da Costa dizendo que só ele seria capaz de derrotar Sócrates?

Se foi isso, era bom tratar da «desintoxicação» pois o doping é mau em todos os sentidos!...

UM PADRE HONESTO E ÍNTEGRO!...

Às vezes sou acusado de só saber dizer mal; outras, que ataco a Igreja de forma desnecessária.

Se me ponho aqui a elogiar este e aquele ainda dirão que ando aqui a panegiricar, se calhar à cata de favores ou mordomias. Que sou um lambebotas ou sabujo...

Mas quando a realidade é digna de registo, há que louvar quem o merece. Sem dúvidas.

Ele era padre há já alguns anos. Chamemos-lhe o padre Afonso. Bem parecido, moreno, alto e espadaúdo. As mulheres olhavam-no como se olha para um fruto proibido... E, com os olhares disputavam-no.

Fazia longas viagens. Um belo dia, vinda do Brasil (Recife) uma bela jovem muito sedutora sentou-se a seu lado no avião. A conversa foi empolgante, mas sempre dentro de uma bitola sensata, responsável. Ela queria dizer algo ao padre mas não tinha jeito. Foi tagarelando, tagarelando, até que desabafou, finalmente:

__Padre, gostava de lhe pedir um favor!
_Fale, dasabafe! Sou todo ouvidos!__ disse ele, já augurando alguma confissão amorosa ou algo de muito íntimo. Era frequente tal acontecer...

_-Tenho um objecto muito caro que é capaz de não passar na alfândega! O senhor com esse ar tão credível, poderia fazer o favor de mo passar debaixo desse trajo tão avantajado (sotaina), que ninguém lhe irá perguntar nada. A mim, sabe como é, despem-me sempre até ao mais íntimo do meu ser!...

Era um secador de cabelo. Dentro dele ela escondia alguns diamantes valiosos. Não queria ser apanhada no controlo alfandegário. O padre era uma boa opção. Este, contudo, retorquiu:

__Há um pequeno óbice! é que eu sou obrigado a dizer sempre a verdade!
__Sim, sim, se lhe perguntarem algo eu sei que saberá saír airosamente da situação. Acredito em si.

O negócio foi ali fechado e selado com um aperto de mão. Ela passou-lhe o secador (com os diamantes dentro, bem escondidos) e aguardou o resultado...

Assim, ao passar pelo controlo alfandegário, e à pergunta se tinha algo a declarar, o padre respondeu:

__Sabe, da cintura para cima, nada tenho a declarar...
__E da cintura para baixo? ___ interrogou o polícia, com ar atrevido....
__Tenho um instrumento para uso doméstico, ainda em bom estado de conservação, sobretudo para uso feminino!...

O polícia riu a bandeiras despregadas pensando que o padre se estava a referir a outro «instrumento» e mandou-o avançar...

Falar verdade ainda é um trunfo. Os políticos deveriam seguir este exemplo!

quinta-feira, janeiro 08, 2009

Fogo purificador! Adúltero queimado pela esposa traída!...

Tão possessiva, tão possessiva, que...

O fogo é horror, é tormento,

Castigo de pecador,

Queimar viril instrumento

Oh fogo purificador...

Machos tende cuidado

Pular a cerca é fatal

Ver pénis incendiado

Mas que «solução final»!

Fim à carnal tentação

Morrer de dor e de pranto

Genital mutilação

Com fogo!... é remédio santo!

Machos, comprai um extintor,

Na cama, ter sempre a jeito,

O ciúme abrasador

Pode incendiar o leito!...

Nota: este post está relacionado com o anterior...


Não utilizador-pagador! Subversão de princípios!...

Em tempos não muito remotos deu entrada em tribunal uma acção que resultou de uma declaração de um cidadão que entendia haver uma «manipulação idiota do princípio do utilizador-pagador» por parte de um abalizado presidente de câmara. Este entende que as portagens são compensações para dar vazão ao sagrado princípio do «utilizador-pagador».

Também concordo com o princípio, muito embora admita que possa haver algumas excepções. Sobretudo em áreas onde o escoamento do tráfego é muito difícil (como é o caso de Vila do Conde e Póvoa de Varzim).

Agora, o princípio do «não utilizador pagador», aparentemente idiota, tem seguidores.

Conta hoje o JN o caso que abalou a Austrália.

Uma mulher ciumenta, sentindo-se ofendida pelo facto de o marido lhe ser infiel, ou melhor dizendo, não usar o instrumento viril no destinatário correcto (a legítima esposa), mas pelo contrário, andar a meter a foice (leia-se pénis...) em seara alheia, optou por uma solução radical: incendiou-lhe o apêndice viril!

O certo é que passados três dias o marido morreu vítima de queimaduras graves. Ela ainda alegou que o fizera em estado sonâmbulo mas as hipóteses de defesa são nulas.

Enfim, o princípio do «não utilizador pagador» a entrar na liça. Se a moda péga, cá em Portugal poderá haver graves convulsões de índole sexual, onde o ciúme pode degenerar em piromania assassina enchendo os hospitais e as morgues de vítimas inocentes desta interpretação tão extremada (quiçá fundamentalista e exclusivista...) do princípio do «não utilizador pagador»...

quarta-feira, janeiro 07, 2009

Manuel Alegre abriu os olhos...

Um artigo de um destacado dirigente do Bloco de Esquerda verberando certa «ingenuidade» de Manuel Alegre foi o suficiente para este começar a perceber o logro onde caíra.

Isto de se estar com um pé dentro de um partido (PS) e namoriscar com outros, por muito que o conceito de liberdade o permita, não, deixa de soar a «adultério ideológico»...no mínimo!

Alegre, sentiu que estava a ser instrumentalizado, sentiu que o seu perfil abrangente e tolerante, a sua mundividência cultural é demasiado ampla para a estreiteza (alegadamente considerada «pureza»... pelos bloquistas) ideológica de quem o quer arregimentar. Ser «colonizado» por quem não tem perfil cultural para isso, é demasiado para o Poeta. Creio bem que o «namoro» está por um fio e ao não passar pelo petulante «crivo» da «censura» bloquista, Manuel Alegre ficará aliviado por não ter consumado o divórcio...

Manuel Alegre que não é ingénuo nem tolo, sabe que pode criticar e ser livre dentro do PS, mesmo verberando os líderes, frontal e corajosamente, quando deles discordar, como se tem visto com frequência, mas, se entrasse para uma aventura de contornos estilo albergue espanhol, estaria espartilhado, seria trucidado por alguns zelotas da pureza ideológica, sempre afoitos na purga... e no purgante! Seria para ele um purgatório infernizante!

É que o Bloco de Esquerda, entidade que respeito e até admiro certa argúcia intelectual de Louçã, cultiva muito o espírito de seita (disse-o Jerónimo de Sousa e... tenho que o reconhecer... com carradas de razão!), não sendo porventura o local mais adequado para pontificar um homem tolerante e culto como é Manuel Alegre. Naquele conglomerado ideológico (onde avulta um certo «sincretismo primitivo» eivado de pretensão a pureza ideológica!) Manuel Alegre seria afunilado, espartilhado, colocado entre baias...

Este artigo pode ter sido a «vacina» para Manuel Alegre. Agora, depois de «vacinado» ficará imune a «pandemias» de contornos pouco credíveis e onde as megalomanias se esfumam na frieza nua e crua da realidade.

terça-feira, janeiro 06, 2009

O capital é quem mais ordena!

A crise?! A culpa é da falta de competitividade... não podemos continuar a gastar mais do que produzimos!...O país assim afunda-se!!!...


O neoliberalismo tem cultores e sacerdotes de todos os matizes. Dizer que o país não produz, olvidando que o caudal de desempregados é enorme, foram adoptadas políticas conducentes à redução da produção (quotas leiteiras, quotas piscatórias, abate de frota pesqueira, incentivos ao pousio...), despedimentos selvagens, é simplesmente lamentável.
Quantas vezes uma empresa (e não os trabalhadores...) é pouco competitiva porque os «patrões» (não empresários...) sacaram até ao tutano, descapitalizaram, cometeram evasões em larga escala e não investiram como deveriam, tornando-a obsoleta e incapaz de inovação? Quantas vezes da empresa «saem» piscinas, jipes de alta cilindrada, iates, casa de praia, viagens e uma série infindável de mordomias, que não contribuem em nada para o progresso da economia, apenas são símbolos de ostentação dos que estão à frente dos destinos dessas empresas. Depois dizem: não «produzimos»!... como se a falta de produção fosse imputável aos trabalhadores, ao povo em geral!...Aos «outros», que não a «eles»...Eles é que não fomentam a produção, apenas o fútil despesismo!
Quem descapitaliza e desvia só para saciar os seus apetites e as suas noitadas, as suas perfomances nas slot-machines ou nas discotecas, e depois atribui a fragilidade da empresa aos trabalhadores é um cretino da pior espécie! quantos, vemos por aí ostentando sinais exteriores de riqueza iniludíveis à custa de salários em atraso, de desvios, de engenharias financeiras visando o saque puro e duro! E tantos deles passando por gente de bem, gente de teres...e haveres...
Quando o PR e outros economistas neoliberais acusam o «País» de não produzir, esquecem o «sistema» que está na génese dessa improdutividade: salários faraónicos para alguns gestores, reformas avultadas para indivíduos sem escrúpulos que depois vão trabalhar para a concorrência quando segundo os relatórios médicos estariam incapazes para o serviço, isto é um roubo ao erário público, uma traição à democracia, um atentado à equidade e à justiça social!
O Dr José Luís Saldanha Sanches ainda há dias verberava e apontava o dedo a alguns gestores da CGD, reformados por «invalidez» e a saciarem a sua gula pelo vil metal, noutro banco! Não seria da mais elementar prudência submeter esses indivíduos a uma nova Junta Médica? Será que houve corrupção na concessão de tais reformas? A mulher de César deve ao menos parecer séria... e ,neste caso, não parece!
Um antigo gestor de topo do Millenium também reformado por doença de foro «neurológico» anda por aí a facturar em mil e uma actividades, mostrando à saciadade que está são que nem um pero, se comparado com aquelas professoras cancerosas a quem foi recusada a reforma, quando estavam em condições miseráveis para exercerem dignamente o cargo!
Era isto que deveria dizer o PR nos seus discursos à nação, mas passa ao lado, usa linguagem banal e sem objectividade, esquece que a Nação é uma estratificação de classes sociais, um conglomerado de gentes, uns honestos e trabalhadores, outros peritos na trapaça e na artimanha, uns dando o corpo ao manifesto, cumprindo horários, outros saltitando aqui e ali, dando palpites em tudo quanto é sítio, mas nada fazendo de concreto, apenas surfando neste mar de prosperidade que o neoliberalismo propicia aos seus «sacerdotes», aos filhos de um deus maior, seja ele «Opus Dei» ou outra coisa qualquer!
O Dr Marinho Pinto, bastonário da Ordem dos Advogados apontou alguns negócios escandalosos que toda a gente conhecia (de Coimbra e não só...) mas que ninguém investigava. Foi preciso ser o bastonário, com a visibilidade que lhe dá o cargo, para fazer mexer os cordelinhos... caso contrário tudo ficaria em «águas de bacalhau»... enfim, «águas de bacalhau» é o retrato fiel deste país sempre adiado e devorado por piranhas e sanguessugas com pendor vampiresco.
Ai Zeca Afonso, Zeca Afonso, como a tua canção continua actual, nem imaginas!!!

«O valor ético do capitalismo»!...



















O Dr João César das Neves, conceituado economista, faz uma curiosa análise do capitalismo, citando Álvaro Cunhal de uma forma subtil. No seu artigo no DN, muito embora reconheça os vícios do capitalismo e da democracia (não são arquétipos perfeitos...) têm virtualidades inegáveis.


Quando os heréticos (descrentes no capitalismo) são cada vez mais, há «apóstolos» que se perfilam venerando-o como se fosse um boi Ápis. Enfim, há economistas que são... «vacas sagradas»... e têm sempre na algibeira o ouro, o incenso e a mirra para venerar o seu «deus-menino-capital»...
Este capitalismo selvagem com vestes doiradas de um neoliberlismo ganancioso (com roupagens bem elucidativas...) tem cultores em toda a linha!...
Quando virá um humanismo autêntico, capaz de regenerar este vale de lágrimas em que a grande maioria vai peregrinando?!
Não, não será o «profeta» Dr João César das Neves o precursor... o «João Baptista»...

Enfim, vale a pena mergulhar na sua saborosa crónica em tempos de meditação profunda.

segunda-feira, janeiro 05, 2009

A guerra e... os «pretogueses»...

A invasão da Faixa de Gaza pelos israelitas deixa-nos perplexos. Como é possível haver tanto destrambelhamento a nível de lideranças políticas! ?A comunidade internacional já de há muito que deveria ter colocado o Hamas no local que merece: o caixote do lixo da História... Invadiram a Faixa de Gaza e criaram todas as condições para isto! As guerras podem ser evitadas, mas, ao observarmos o comportamento selvagem e continuado de lançamentos de rockets para território israelita, só por mesquinhez, por cobardia, por alienação política, que esperar? A actual ONU, com a sua configuração, está atada de pés e mãos. É urgente criar um organismo verdadeiramente eficaz, interventivo, onde não haja deireitos de veto, onde todos possam ser punidos sejam grandes ou pequenos! Até lá, continuará esta pouca-vergonha: morticínios sem conta, vítimas inocentes de uma insensatez a roçar o limiar da loucura!...


Ocorre-me recordar aqui um episódio dantesco ocorrido em Moçambique em Dezembro de 1972
que prova o grau de crueldade e de loucura de que é capaz a espécie humana. Na guerra, as vítima inocentes são o pão nosso de cada dia, mas em Wiriyamu, nós, portugueses, excedemos tudo!...


A ordem foi dada e era inflexível: «era preciso limpar toda a zona, não podia ficar ninguém para contar o que aconteceu!»

Era uma aldeia onde se dizia que a Frelimo obtinha protecção. Wiriyamu de seu nome. A 6ª companhia de comandos, sob as ordens de Antonino Melo, lá foi, disposta a executar a tenebrosa ordem. Era preciso proteger Cabora Bassa, a barragem que personificava o poder colonial. Em Tete, na base, é feito um briefing onde são dadas as instruções para o massacre.

É a «operação Marosca», como ficará conhecida esta vergonhosa saga da guerra colonial, que manchará a nossa honra e nos equiparará aos americanos com o seu não menos maquiavelico MY LAI!

Como não havia munições para matar toda a gente são metidos em palhotas e lançadas granadas para maior eficácia da mortandade! Alguns entretêm-se a fazer filas de gente e com uma só bala disputam o record de mais mortes com uma só bala!...Crianças são atiradas ao ar e baleadas na queda, perante os gritos desesperados das mães! uma, grávida, depois de lhe ser perguntado qual o sexo da criança e ter respondido negativamente, é-lhe feita uma sangrenta abertura do útero, com faca, a sangue frio e ... depois disto, mostrada a criança arrancada das entranhas... à mãe moribumda!...Depois foi queimada, ainda semi-viva! (Isto consta do livro escrito pelo padre Hastings!...).
A barbárie, a bestialidade, a loucura elevada ao máximo expoente!
Uma menina de nove meses, nos braços da mãe (Vaina) é morta a pontapé. As cabeças dos cadáveres são usadas para servirem de bolas de futebol e pontapeadas por soldados completamnete fora de si! Um dos sobreviventes, de nome Baera, conta que uma sobrinha ainda menina , foi levada por soldados e foi violada por cinco, de seguida.

Em Lisboa, Marcelo Caetano nega tudo! tudo invenções, tudo mentiras de quem quer denegrir a imagem de Portugal, tudo patranhas de um padre estrangeiro que não gosta de Portugal!...

Enfim, as mentiras do poder, para encobrir tal vergonha, o sistemático ocultar da verdade, como ainda hoje se vê por tanto lado, só para defender quem está no poleiro, só para proteger quem é de facto o responsável em última instância por toda esta carnificina!...

Israel entrou numa investida cujo fim se desconhece! O ter legitimidade não é tudo! Mas, de facto, tem-na, pois os ataques continuados, as provocações sistemáticas sem indícios de terminarem, foram cometidas, sem dúvidas. Mas o fim como será?!

Até lá, centenas de vítimas inocentes (de ambos os lados) perecerão ou ficarão mutiladas para sempre... Assim, a humanidade não dá sinais de progresso. As religiões (e não só) e os fanatismos de toda a ordem podem estra na génese de toda esta imbecilidade; exigem que a ONU seja reformulada, exigem que a humanidade se defenda de bárbaros de todos os matizes que não respeitam normas internacionais e se divertem matando e levando inocentes ao supremo sacrifício!...
Basta de insensatez! A ONU tem que ser reformulada com urgência. É isso que faz falta para se caminhar para um novo paradigma neste universo carregado de totalitarismos e de bestialidades.

domingo, janeiro 04, 2009

DICOTOMIA REDUTORA...

Ó Henrique, ainda falta uma: os maledicentes! O país está cheio de cubanos, invejosos do que se passa na Madeira, sempre a dizer mal da minha forma de fazer política, tão elevada, tão cheia de transparência e sem aquelas promiscuidades que caratacterizam os corruptos e ambiciosos do Cont'nente!
Este país tem duas categorias de pessoas: os ambiciosos e os invejosos!

Henrique Granadeiro dixit!

Este país tem figuras que com suas boutades na comunicação social têm a pretensão de tudo catalogarem com a sua pseudo-eloquência. Por vezes, motiva-os o branqueamento de situações muito próximas do limiar da corrupção, o aligeirar de cargas pejorativas sobre a forma como conduzem as coisas nos lugares onde exercem ou exerceram funções.

Henrique Granadeiro, ex-seminarista, ex-governante no tempo da outra senhora, passou-se de armas e bagagens para esta senhora e esteve sempre na crista da onda. Encostado a figuras com alta influência na esfera política, e com mérito intelectual também, reconheça-se, lá foi por aí fora alçapremado ao topo, usufruindo de todas as mordomias inerentes ao seu estatuto.

Vir a público, fazer uma afirmação destas, cheira a proteccionismos a alguém em maus lençóis.

Quando vemos altas corrupções na banca e em certos segmentos da administração, justamente chicoteados por certa comunicação social atenta e não promíscua, a quem se dirigirá o remoque de «invejosos»?

Às vezes vemos alguns presidentes de câmara usarem tal epíteto para achincalharem adversários, dizendo que só querem protaganismo, que têm ciúmes do seu êxito, fica-se a pensar nesta estratégia já tão gasta mas ainda colhendo dividendos em certa arraia miúda sem capacidade de discernimento para aferir o real significado desse linguajar.

Quando as fiscalizações e as supervisões falham redondamente, perguntar-se-á: será que têm medo de serem considerados invejosos?

Quem fiscaliza e detecta casos graves pode ocultá-los ou fazer vista grossa, por medo de retaliações dos visados, ou por aliciamentos diversos. Há quem use certos conhecimentos para chantagear e não cumprindo o seu dever de denúncia, use os conhecimentos obtidos para caçar mordomias e obter dividendos. Há tantos casos por aí: na banca, nas seguradoras, nas finanças, nas autarquias...

Tanta gente que subiu na vida por ter protegido algum corrupto em lugar influente! Tantas mordomias «douradas» se obtêm por calar, silenciar, encobrir, a omertá está viva e cheia de saúde neste Portugal cheio de padrinhos e afilhados!...



Perder a fé... já na velhice...

Anselmo Borges, distinto professor universitário, comenta hoje no DN, sob a epígrafe «Providência e economicídio», a relatividade da fé, no tocante aos diversos patamares da cultura e ao espírito teocrático e afins. Allan Greenspan o todopoderoso homem forte da Reseva Federal, diz que perdeu a fé no mecado...

Nós por cá temos os nossos mercadólatras ainda muito crentes e muito pouco virados para mudar de crença. Será que depois desta derrocada a nível económico-financeiro não vão mudar?
Jardim, esse, está sempre à frente de tudo e de todos: ele afiança que nunca foi um liberal...

Será que é o protótipo do libertino da democracia?!

sábado, janeiro 03, 2009

Israel versus Hamas...

Na martirizada Faixa de Gaza o jogo do gato e do rato em permanente exibição. O rato é sempre o causador da quebra de tréguas. O gato exorbita na sua missão de legítima defesa. Será que o rato ainda não viu que só terá paz se deixar também o gato em paz?
Infelizmente quem sobre são aqueles de quem a guerra faz gato-sapato... as vítimas inocentes: crianças, mulheres e homens em idade avançada...

Portugueses!...

Portugueses!

No dealbar deste ano de 2009 quero dirigir-me a vós com verdade, com rigor, sem artificialismos demagógicos. Este ano vai ser difícil, a crise galopa infrene acentuando os desníveis sociais, agravando o défice, pauperizando cada vez mais a grande maioria e infernizando a vida dos desempregados, dos marginalizados. Há que ter maior coesão, mais disponibilidade para atender aos que são lançados borda fora sem uma âncora de esperança no seu olhar.
Há que lançar bóias e congregar esforços no sentido de auxiliar os que perderam lugar no barco da dignidade, os que estão abaixo do limiar da pobreza, os que foram vitimizados pelo tsunami económico e pelo tufão financeiro.
Mas antes de perguntarmos ao país o que pode fazer por nós, interroguemo-nos, a nós próprios, sobre o que poderemos fazer por ele também. Uma avalancha de laxismo e de impunidade grassa a vários níveis. Falemos dos desfavorecidos sim, mas falemos também dos favorecidos!
Desses que à custa de malabarismos de uma engenharia financeira mais digna de Satã, têm afundado a nossa economia, têm dado cabo da credibilidade das instituições, têm sugado o erário público até ao tutano! Falemos desses, que fruto de uma supervisão medíocre, de uma fiscalização adormecida ou aliciada, têm enriquecido fabulosamente à custa do esforço colectivo, têm depauperado as instituições e desviado para fora do país autênticas pilhagens. Sim, são eles os piratas que dão cabo da nossa estrutura financeira, em vez de dinamizarem a economia, parasitam-na, vivem à custa dela. São os vermes que vivem à custa do hospedeiro-Estado. E, pior ainda, o Estado protege-os quando em crise...
Depois, «investem» nas campanhas eleitorais para as autarquias, para os governos regionais, para conseguirem colocar em postos chave os seus capitães da areia, os seus pontas de lança, as suas gazuas... na esperança (tantas vezes concretizada, diga-se sem eufemismos...) de obterem empreitadas sem concurso público, fornecimentos de favor, mordomias de toda a ordem, prebendas e sinecuras sociais, comendas com sabor a «pagamentos de facturas»...

Portugueses!

É tempo de abrir os olhos. É hora de escolher um presidente da República que não venha com banalidades tentando tapar o sol da corrupção com a peneira da falta de competitividade ou da falta de empenhamento dos trabalhadores. É tempo de dizer que o sistema já deu o que tinha a dar. É preciso criar um novo paradigma: baseado na transparência, na frontalidade, na lisura de processos. O governo tem que deixar de favorecer os lóbis amigos que abocanham grandes obras só porque têm na administração o senhor X, antigo ministro, ou ex-dirigente partidário. Há que agir com isenção e transparência totais.

Portugueses!

O pecado original do sistema começa logo no processo eleitoral: gastos loucos em propaganda, talvez suportados por dinheiros sujos de candidatos a prebendas futuras, talvez alicerçados em promessas espúrias, em cumplicidades contra-natura em termos de democracia autêntica!

Vede, Portugueses!

A qualidade da democracia é paupérrima, o défice democrático é a génese dos outros défices: o moral, o institucional, o politico, o económico, o cultural.

É tempo de mudança! É tempo de lançar borda fora os corruptos e os vendedores de ilusões que têm abocanhado cargos, não pela sua honestidade, não pela sua força de carácter, não pela verdade autêntica, mas, a contrario, pela mentira sistemática, pelo compulsivo ocultar da realidade, pela opacidade doentia, pelo aliciamento de poderes que deveriam ser imparciais e isentos e amiudadas vezes o não são. Esses poderes que todos conhecem, que deveriam ser os alicerces da democracia deixam-se «capturar» pelos detentores do poder económico, pelos agentes do poder político, numa promiscuidade sem limites, num atoleiro de venalidades sem conta. O país precisa de mudar de rumo. Assim, gastando mais do que produz, sendo quase sempre os mesmos os gastadores, não vai a porto seguro. Que 2009 nos traga a transparência, o castigo dos corruptos, o restaurar da dignidade, o reerguer do orgulho nacional. Que os benefícios eventualmente advenientes dessa nova postura sejam distribuídos equitativamente pelos que mais têm sofrido, pelas vítimas do actual status quo.

Nota: Este era o discurso que eu gostaria de ouvir a um PR autêntico, a um provedor de todos os portugueses, a um garante da justiça social, a um paladino da transparência democrática. Mas, ele não existe. Há que criar um novo paradigma presidencial. Os discursos insuflados de banalidades e de superficialidades, não indo ao âmago dos problemas, não atacando a génese da doença que nos vai minando a todos, são dispiciendos.

Nota final: é preciso ter um pouco de espírito de humor para saber ler também nas entrelinhas... que dizem mais que as próprias linhas...

sexta-feira, janeiro 02, 2009

Entrevista com o salário mínimo!

Eis o Salário Mínimo nacional prestes a enfrentar o Salário Máximo nipónico!...

Fui entrevistá-lo pois andava nas bocas do mundo. Uns defendiam-no, outros, pelo contrário, atacavam-no. Neste blogue há direito de resposta. Fui visitá-lo.

R.B.- Meu caro Salário Mínimo, que tem a dizer sobre o ano de 2009?

S.M. - Antes do mais os meus parabéns. És a primeira pessoa neste país a lembrar-se de me entrevistar... sou tão insignificante..
R.B.- Sabes SM eu acho que devemos dar a voz aos mais fracos, eles merecem respeito...

S.M- Sou SM mas não sou fraco, abaixo de mim há milhões...
R.B. - O que desejas para 2009!
SM- Olha rouxinol só espero que aquela que disse que eu «roçava a irresponsabilidade» veja a bota do Zé Povinho a «roçar-lhe o traseiro»... ela não merece chegar ao acto eleitoral pois anda a «roçar» a pobreza de espírito...

«O povo está com o M.L.A.»

Os alunos virão para as ruas em massa condenando a actual avaliação: «discriminatória», «penalizante», «sancionatória», enfim, «capitalista»!...
A ministra será enforcada na praça pública, após um julgamento popular. «Inimiga do povo», «avaliadora compulsiva», «com a obsessão pelo rigor»... serão alguns dos anátemas gritados pelos revoltosos...
Esta professora algemada ao volante de um carro e despojada de vestes... para uma «melhor avaliação», segundo reza um cartaz colocado na parte traseira do carro...


O ano de 2009 será caracterizado pela revolta estudantil. Na sequência das manifestações feitas pelos professores exigindo critérios de avaliação justos e idóneos, os alunos, na esteira dos seus mestres, argumentado «igualdade de oportunidades», vão reivindicar um sistema de avaliação «não punitivo», destinado apenas a «efeitos pedagógicos» , procurando aferir algumas carências de formação e lacunas cognitivas. Mas sem carácter «sancionatório» com o actual sistema «repressivo, capitalista e tremendamente injusto» mostra à saciedade!... Poderá ler-se nalguns comunicados...
Irão para a rua e gritarão palavras de ordem bem revolucionárias: «O povo está com o M.L.A. (sigla que significa Movimento de Libertação dos Alunos)», «Alunos Unidos Jamais Serão Vencidos!», «Avaliar não, pois cria discriminação!»...
Assim, as ruas encher-se-ão de alunos munidos de pistolas de plástico, de forquilhas e catanas, dispostos a tudo para a redenção do ensino. Os professores serão insultados e considerados lacaios do capitalismo opressor, instrumentos de diabolização, serão corridos a ovos podres, como vai começar a ser prática corrente... serão acusados de propagar o «vírus da contestação», logo responsáveis pela pandemia reinante...
Enfim, instalar-se-á o tão almejado caos... o supremo desiderato destas hostes libertárias que lançarão o país na senda da «Revolução do Futuro»... então, atingido este patamar, vibrarão de contentamento e glorificarão a Revolução Rasca que libertará o país da psicose avaliadora, do império da exigência e da disciplina. Enfim, o Estado vergar-se-á aos desígnios dos libertadores e a anarquia será implantada em Portugal, como sempre fora o desígnio de tão entusiastas condutores de multidões alucinadas...

quarta-feira, dezembro 31, 2008

Falta de lealdade?!


A questão do estatuto dos Açores vem trazer mais achas para uma fogueira que ganha contornos pouco aliciantes. De facto, Cavaco Silva sente-se vítima de falta de solidariedade institucional, de quebra de lealdade, de afronta mesmo. Diz que lhe retiraram poderes. Queixa-se de que poderá haver quebras no regular funcionamento das instituições e até atentado grave ao equilíbrio de poderes.
Diz isto em altos brados, usando a comunicação social para vergastar «os partidos», esses monstros geradores de instabilidade institucional! Sim, «os partidos»...
De facto, há quebra nos seus poderes em detrimento de um certo reforço da autonomia. Mas em democracia há que respeitar os domínios específicos de cada órgão. A AR é um órgão autónomo, fiscalizador do governo e o órgão legislativo por excelência. Não pode ser considerado uma caixa de ressonância do dito governo, muito embora possa comportar-se como tal.
O que é de lamentar no comportamento do Senhor Presidente da República é o uso de dois pesos e duas medidas.
Assim, queria perguntar-lhe: onde é que estava quando o presidente do governo regional da Madeira se pavoneava a fazer inaugurações em catadupa em plena campanha eleitoral? Onde é que estava este presidente da República quando a assembleia Regional da Madeira foi gravemente insultada («bando de loucos») pelo presidente do governo indígena? Onde é que estava o senhor Presidente da República quando um deputado eleito pelo povo madeirense (José Manuel Ribeiro) foi impedido de entrar no órgão legislativo a que pertence?
São ou não são atentados ao regular funcionamento das instituições? São ou não abusos que podem pôr em xeque a própria democracia?
Admito que possa ter actuado subrepticiamente, quer enviando emissários ou fazendo manifestar a sua discordância por interpostas entidades.
Contudo, e aqui é que mora o busílis da questão, não o fez na praça pública, usando a comunicação social, como o faz agora, e como seria da mais elementar prudência fazer também , naquelas circunstâncias tão pouco lisonjeiras para o processo democrático.
Há dois pesos e duas medidas na praxis presidencial: na Madeira não tugiu nem mugiu, apesar de ser uma afronta pública e notória, assumindo graves repercussões, e agora, assume uma postura de vestal impoluta e ferida na sua virgindade imaculada!... Servindo-se da comunicação social para dar um «puxão de orelhas» aos partidos!

sexta-feira, dezembro 26, 2008

Vila do Conde : Caravela Juventude!

Vila do Conde linda caravela
No cais da Boa Esperança, engalanada;
S. João, timoneiro, cuida dela
Nunca a deixa sozinha, abandonada.




Juventude também é caravela
Em vias de enfrentar o mar da vida;
Temos que a apetrechar, cuidar bem dela,
P'ra levar o mar sempre de vencida...



Mar de rosas não é este mar-cão
Que à morte nos conduz sem remissão;
Este mar tormentoso... nos fascina!


Enfrentá-lo com garra e convicção
Humana condição, humana sina,
Da gente que na terra peregrina...

quarta-feira, dezembro 24, 2008

Figuras inesquecíveis...

Paulo Teixeira Pinto (banqueiro, ex-Millenium) e dono da editorial Guimarães.:



«A minha poesia não é queixinhas...»


Madoff, o responsável pelo maior escândalo financeiro na América (com repercussões em todo o mundo), dizia ainda o ano passado:


«E impossível, com a actual supervisão e o controlo dos mercados financeiros , haver inside trading ou fraudes de qualquer espécie...»



Duas figuras distintas, dois homens do meio financeiro entranhados nos meandros de manobras pouco transparentes. Podres de ricos.


Nunca li nenhuma poesia de Paulo Teixeira Pinto, no entanto, de há uns tempos a esta parte, a sua veia poética e os seus dotes pictóricos têm sido incensados à outrance em certa comunicação social. Não sei se devido ao mérito intrínseco, se fruto de contactos ao nível de directores de jornais ou algo mais...


Quem diz «a minha poesia não é queixinhas», está a criticar aqueles que verberam a sociedade actual, os abusos, as prepotências, os escândalos financeiros geradores de contrastes miseráveis.

Eça de Queiroz desancou a sociedade do seu tempo: a Igreja, a política, a sociedade hipócrita que então medrava e dava cartas. Camões criticou os que «nadavam no mar da prosperidade», de forma injusta, protegidos pela deusa Fortuna. Zeca Afonso criticou os «vampiros» que sugavam a sociedade até ao tutano, contribuindo para as desigualdades que o regime fascista foi enraizando ao longo dos tempos. Quantos vemos por aí vampirizando tudo para saciarem a sua gula fiduciária?


Enfim, Fernando Pessoa fartou-se de criticar os excessos e abusos cometidos pelos que lhe criavam mal estar, «desassossego» permanente.


Será que estas criaturas mereceriam ser editadas pela Guimarães?
Todas elas tinham o seu quê de «queixinhas», embora com talento inconfundível. As críticas à sociedade e aos costumes elevaram Bocage aos píncaros da popularidade no seu tempo. Tinha talento, tinha cultura, mas era um iconoclasta, um ateu convicto, logo, alvo da ira do clero e dos bem-pensantes da época.
É este o pensamento intrínseco e profundo do editor da Guimarães: há que abafar e silenciar quem contesta o status quo, quem tem queixas do sistema, pois é preciso preservá-lo como a uma galinha de ovos de ouro...
Peço desculpa ao ilustre ex-Opus Dei (suponho que só foi militante da causa enquanto esteve na crista da onda... depois abandonou o barco, talvez para não comprometer o barco...); se estou enganado, que ele é capaz de publicar obras contestatárias, livros de pessoas não enfeudadas ao politicamente correcto, escritores satíricos e mal-dizentes desta sociedade hipocrita que só sabe premiar os bajuladores, então me retractarei pelo excesso...
Quanto ao outro protagonista, conhecido pela Dona Branca do Nasdaq (ou de Wall Street), aquela frase, proferida há já algum tempo, patenteia bem o grau de hipocrisia que é timbre de alguns estupores...

domingo, dezembro 21, 2008

Museu do Douro!










Ao saber que o Arqtº Fernando Maia Pinto foi nomeado novo director do Museu do Douro não posso deixar de enaltecer o seu curriculum (no Coa, no IPPAR) e formular votos de sucesso neste cargo.





Meu companheiro nas lides castrenses (BA7 - 1973), homem de causas nobres, formulo votos de sucesso nesse novo empreendimento.
DOURO VINHATEIRO...

Água, sortilégio, vida...
Veia, artéria, coração
Paisagem apetecida
Enfim... vida em profusão.



Amendoeiras em flor
Vinho do Porto, tripeiro,
Uvas maduras, que odor,
Neste douro vinhateiro!...




Sável , petisco adorável
Peso da Régua, Entre-os-Rios
Terra e gente tão amável
Úbere em seus regadios.






Tanta beleza a jorrar
Desta aquífera serpente
Ao Porto dá outro ar
Majestoso e imponente!

Portugal & Brasil: Feliz Natal!



Portugal e Brasil Pátrias Irmãs, Solidárias, Rumo à Paz, Progresso, Felicidade!
GOD BLESS YOU!!!

Portugal e o Brasil

Um sol de fraternidade

São terras de encantos mil

Onde floresce a amizade!

As mãos dadas há que ter

E nunca cruzar os braços

Devemos sempre manter

Eternamente estes laços.

Povos irmãos, na verdade,

A língua lhes dá matriz

Progresso e prosperidade

Num futuro mais feliz!


Quem vê caras...

AGORA É ASSIM!!!

MAS DEPOIS... COMO SERÁ?!



A vida é contradição
Néscio culto da aparência
Se hoje se está mão na mão
Amanhã em divergência.
Casamento é falsidade
Passo em falso neste vira
Aquilo que hoje é verdade
Amanhã já é mentira...
Política é certamente
Desfilar de hipocrisias
Tanta gente sorridente
Mostra falsas alegrias...
As caras e os corações
Nem sempre vão convergindo
O coração tem razões
P'ra chorar... mas vai sorrindo...
Sob as asas da paixão
Se esconde algum desencanto
Sorrisos em profusão
Prelúdio de... mar de pranto!...

Lobo alucinado na alcateia laranja...



Coitado do lobo, quer o poder outra vez. Mas a avozinha marota vai pô-lo numa casota, fechado a cadeado, se ele continuar a uivar... rancoroso...

Laranjas quis ver

Vestidos de azul marinho;

Nortista dizia ser

Basista, qual zé povinho...

O Estado era p'ra abater

Erguia a voz num clamor!

Quando chegou ao poder

Ruiu c'um grande estupor!

Dizia-se perseguido

Por tenebrosos barões;

Cordeiro sempre ofendido

Pela corja de... lobões...

Elitistas e sulistas

Apodava os figurões

Talvez até bolchevistas

Quiçá... hordas de espiões...

Um terror!, foi-se queixando,

Gente de vil condição,

Ganindo e amaldiçoando

Atirou toalha ao chão...

Bateu co'a porta, raivoso,

Entregou ouro aos bandidos...

P'lo poder está ansioso

Nos media bolça latidos...

Frenesim alucinado

Mordendo a «Velha Senhora»

O lobo ressuscitado

Quer o poder!... sem demora!...(1)

1 - Anda ansioso por ele. Até vai pedir um congresso antecipado para poder concretizar o seu desejo obsessivo! Depois dele... o dilúvio!!!


sábado, dezembro 20, 2008

Um Régio do cinema!

Meu Deus, eu sei que não sou um Spilberg, mas ao menos falem de mim, pelo teor das minhas obras e não somente por causa dos meus cem anos. Quando chegar aos duzentos (espero chegar lá...) talvez falem do meu espírito inovador na sétima arte...

ENTREVISTA (FICCIONADA) COM MANOEL DE OLIVEIRA
RB- Meu caro Manoel de Oliveira, considera-se um José Régio do cinema?
MO_ Talvez, pois sempre bebi muitos conhecimentos na obra de Régio, de quem fui amigo pessoal e admirador. O seu mundo interior sempre me fascinou. A sua preocupação com certo misticismo, a sua obra é digna de uma exegese profunda pois é de uma riqueza impressionante.
RB_ Dizem que Régio está fora de moda, desactualizado...
MO_ Essa acusação é tão enfadonha e já circula há tanto tempo que mete dó. O tema da espiritualidade, da problemática do bem e do mal, é sempre actual e está no âmago de todas as culturas.
RB- O livro que vai editar fala de Budismo, fala de Maomé, fala de religião, tout court, não acha que será um tema enfadonho também? Será literatura para «adormecer», será um pouco de «ópio» para certos críticos ...
MO- Os críticos fazem-me lembrar os eunucos...
RB- Os eunucos?!
MO- Sim, os eunucos sabem dizer como se faz, mas não conseguem fazer...
RB- Está magistral essa analogia, nunca tinha visto uma crítica tão certeira aos críticos. Eles, de facto só sabem deitar abaixo e não conseguem erguer o mastro da criatividade... estão sempre no bota-abaixo, não conseguem manter-se erectos na capacidade criativa e realizadora...
MO_ Por isso é que eu sou um REALIZADOR e não um crítico!...

Humor & ficção de mãos dadas...

__ Com os teus conhecimentos científicos, tu rouxinol, davas um bom líder do PSD!
__Mas Dra Ferreira Leite, eu já estou noutra. De há muito. Com o plano inclinado tão acentuado, a velocidade uniformemente acelerada, o país caminha rumo ao abismo. Estou a preparar-me para ser então Presidente da Junta de Salvação Nacional! ...
O País inteiro riu a bandeiras despregadas. Menezes, outra vez, fazendo jus ao espírito obsessivo que o norteia, com aquela sanha anti-sulistas que o motiva, tendo no horizonte a meta da liderança perdida na nau laranja, veio a terreiro vergastar a Dra Ferreira Leite por ter indigitado Santana Lopes para a câmara de Lisboa, quando, várias vezes alegou a sua falta de perfil.
Menezes está farto de sofrer o chamado efeito de bomerangue devido ao seu espírito emotivo-activo-primário, à sua impulsividade infantil, desta vez excedeu-se. Passou-se dos carretos, como diz a minha vizinha Lucinda...
Então Barack Obama, depois de ter criticado acerbamente Hilary Clinton, não a convidou para um cargo de tanta envergadura? Não deu provas de democracia, não mostrou superioridade moral, não patenteou integridade?
Manuela Ferreira Leite fez tal qual Barack Obama. Ela respeitou a vontade de uma maioria apologética que ciranda à volta de Santana Lopes como as borboletas entontecidas à volta de uma lâmpada acesa... ela sabe que o seu perfil não é o mais indicado. Mas disseram-lhe: «quem não tem cão, caça com gato!» e ela indigitou de imediato o pobre «gato»!...
E aí está o «gato maltez» a sorrir de novo, outra vez!
Se ganhar, ela dirá: eu não acreditava, reconheço-o, mas respeitei a vontade da maioria, como democrata que sou.
Se perder, que é o mais natural, ela dirá: eu limitei-me a respeitar democraticamente a vontade da maioria, não impus um diktat autocrático...os derrotados são vocês, eu tinha muitas alternativas: Marcelo, Borges, Eusébio, etc, etc...
Dr Menezes, mais um tiro no pé. Mais uma acha para a fogueira que o vai queimando a um ritmo acelerado. De tanto manifestar sintomas de «síndrome do abutre», ainda vai transformar-se em cadáver. Cadáver político, claro. Aquela senhora que anda a estudar há muito o seu caso clínico está ansiosa por derrotá-lo nas urnas. Cuide-se, homem!

sexta-feira, dezembro 19, 2008

Um banqueiro que é um santo!

Dizer mal só por dizer, é baixo, é vil, não é saudável. Em democracia devemos apoiar e saudar o que é bom, e dizer mal, livre e desassombradamente, do que está mal.

É este o meu lema: apoiar sem servilismo, criticar sem maledicência!

Está na moda dizer mal dos banqueiros. Mas não há regra sem excepção!

Tiro o meu humilde chapéu a esta magnânima prova de humanidade pouco frequente nos tempos que correm, onde impera o egoísmo e o salve-se-quem puder!!!

Chamavam-lhe «Profeta da desgraça»....

Eu é que era o «profeta da desgraça», o «pessimista», o «alarmista-mor-do-reino»... mas agora que a desgraça está aí exijo que me peçam desculpas. E digo mais: uma desgraça nunca vem só! Medina Carreira, antigo ministro das Finanças, um provedor dos invisuais da política...

Nós acreditamos na liberdade de mercado, na livre iniciativa, no «laissez faire laissez passer», o Estado está pesado, gordo, ineficaz, eu desmantelá-lo-ei em seis meses! é preciso entregar tudo ao empreendedorismo que nos há-de conduzir ao éden! Esses, desconfiados e velhos do Restelo, que vão para um asilo, que se deixem de pessimismos doentios e desconfianças paranóicas, são uns empatas, uns mesquinhos, uns burocratas ultra-fiscalizadores. Viva a liberdade!


Como cidadão independente limito-me a dar voz às correntes de opinião em cotejo nesta sociedade livre e plural. Ao leitor cabe optar. Este poema resume de forma simples e irónica as duas sensibilidades em confronto durante alguns anos...




ERAM «PROFETAS DA DESGRAÇA!»...


São profetas da desgraça
Diziam à boca cheia
Precisam de uma mordaça
Ou então de uma tareia(1)...


Corrupção vai medrando
Na opacidade laxista
E quem ia criticando
Chamavam de pessimista!


Tantas as cumplicidades
Tantos os proteccionismos
Eram só facilidades
Na teia dos nepotismos!


Os tribunais só puniam
Quem denunciasse o mal
Os corruptos protegiam
Com seu manto paternal.


Foi galinha de ovos de ouro
A banca, esse maná,
Acabou por dar um estouro
Anda tudo ao deus-dará!


Onde está a explicação
Para tanta impunidade?!
Padrinhos em profusão
No lodo-promiscuidade!


No processo eleitoral
Investindo, calculistas,
Impondo gente venal
No topo das várias listas...




(1)- Aqueles que denunciavam escândalos visíveis a olho nu (como Ricardo Bexiga) eram alvo de ataques miseráveis e de safadezas sem conta. Veja-se o caso do Marco de Canavezes onde aquele ornitorrinco ambicioso praticava todas as barbaridades e era uma autêntica enciclopédia do caciquismo... E na Madeira, onde a liberdade existe para uns enriquecerem rápida e gulosamente e para outros serem espezinhados e votados ao ostracismo mais feroz.


Senhor Presidente, eu tinha razão!

Humildemente reconheço que o mal não era só «pessimismo militante», os que chamava de «profetas da desgraça» tinham carradas de razão... quando a «coisa» dá pró torto é que a gente vê o mal. De facto nunca pensei que a falta de supervisão fosse tão gravosa, nas bolsas, na banca, até no Nasdaq! tinhas razão rouxinol! Mea culpa!... O incêndio ainda foi maior do que imaginavas!...





Em 20 de Maio de 2008 coloquei um post satirizando o Presidente da República por fazer referências excessivas aos críticos do sistema, aos que constantemente apontavam o dedo ao facilitismo, ao laxismo de entidades de controlo, gerando um incêndio de proporções graves. Incêndio de corrupção entenda-se...

Pus um bombeiro a apagar esse incêndio com uma agulheta. O PR a dizer que quando esgotasse a água tinha um extintor com «optimismo»... para debelar o mal. O bombeiro insurgia-se e contestava a eficácia do tal «extintor»...


Agora, ao olhar para trás (Maio de 2008), não posso dexar de meditar. Os que, como eu, verberavam o «laissez faire laissez passer», dos idiotas que recomendavam menos Estado, do «desmantelamento total do Estado», como afirmou o putativo candidato a presidente de um partido, não deixam de ficar indignados com os que os mandavam calar acusando-os de «pessimismo»!!!

Eu sempre disse que o problema não está em mais Estado ou menos Estado, está isso sim, na transparência, no cumprimento de regras, na racionalidade económica empresarial, no respeito por normas de supervisão credíveis e funcionais, prevenindo evasões e fraudes de diversa índole. As falhas de supervisão poderão ter motivações humanas (inépcia e/ou corrupção dos supervisores...) ou também intrínsecas ao próprio ordenamento jurídico que é redutor e pouco objectivo nalguns casos....

É conhecido o caso de um presidente de uma autarquia que se recusou a fornecer dados concretos sobre horas extraordinárias exorbitantes. Alguém foi apurar o porquê dessa recusa?
Será que não eram horas fictícias, será que não eram artifícios para sugar ainda mais o Estado para saciar a voracidade de clientelas? Onde está a fiscalização, a supervisão? Que é preciso fazer para saber a verdade? Onde está a transparência?
Serão tão corajosos que têm medo da verdade?!

Contrapunham com argumentos idiotas: «espírito pidesco», «polícias da banca», «devassas ao Estado», «espírito persecutório»!... E alguns até tiveram o desplante de porem os críticos em tribunal!!! Suprema cobardia, suprema canalhice!


Agora, sabendo-se as verdades, o que dizem as comadres?!!!

O povo paga a factura de falhas de supervisão. Que penalização para quem usufruíu benesses dessa falha de supervisão?



quinta-feira, dezembro 18, 2008

CIGARRAS NO PODER LOCAL...

Vós formigas sois umas estúpidas! Eu arranjei uma reforma «Dourada», passo a vida na farra, enquanto vós andais aí a trabalhar, trabalhar... parece que não sabeis fazer outra coisa. Ides ver como ainda vou a presidente de câmara ...
Aqueles que honesta e corajosamente apontavam os despesismos excessivos, o cultos das festas e festarolas, o clientelismo desbragado, eram apontados a dedo como «maledicentes»... Agora, a crise aí está, como corolário lógico de roubalheiras sem conta, despesismos fúteis, satisfação de favores a amigalhaços, criando sinecuras sem necessidade...
Agora é hora de apontar o dedo. Sim, a esses que enchiam a boca de «maledicentes», «ressabiados», quando não «invejosos», agora assumam as suas responsabilidades e deixem os cargos que aviltaram com malabarismos sem conta, com artimanhas contabilísticas destinadas a saciar gulas de politicamente gratos...
Parece que ainda estou a ouvir aquele despesista-mor de Gaia a apontar o dedo ao rival da outra margem dizendo que o seu fogo de artifício era melhor, a sua festa era mais gigantesca... gigantesco, gigantesco é o buraco orçamental que ele (e outros como ele!) vão fazendo crescer, crescer, a ponto de deixarem hipotecar para o futuro, para as novas gerações, o resultado desta volúpia gastadora sem rei nem roque.
Nós, os que avisámos a tempo e horas, fomos castigados pelos media vendidos, e sempre de cócoras sugando migalhas da mesa orçamental, temos o dever de os colocar no pelourinho, de os pendurar na figueira tal qual foi feito ao Iscariotes...
Será que os hipócritas virão dizer agora que nós, os que apontámos o dedo ao despudorado despesismo, à orgia gastadora, ao regabofe inter-comadres, é que temos a culpa?!
Fazer o mal e a caramunha é a arte destes «artistas» no trapézio da política!
P'ra alguns a vida é tormento
permanente trabalhar
tenho cá o sentimento
que anda injustiça no ar...
Alguns são como a cigarra
a vida é forrobodó
só sabem andar na farra
curtindo o traró-laró.
Reformas antecipadas
e mordomias a rodos
ganham dinheiro às carradas
e rapam os tachos todos...
É vê-los, grandes carrões,
ridentes com tal fartura
nós, a contar os tostões
eles... contam sinecuras!
Nós somos o formigueiro
em trabalho permanente
e a cigarra no poleiro
ainda goza co'a gente...

Quem mais ordena, ó cidade?!


Não sei como será a Póvoa, vista do centro da terra, mas vista do alto, é soberba, nem parece esburacado o paredão!... Tem alma!
Póvoa do Mar, que nobreza!
Sol e mar te abençoando!
És rainha de beleza
Portugal enamorando...
Tostada pelo sol doirado
Embalada pelo vento
Orgulhosa do passado
Tens Eça no pensamento.
Berço de lobos do mar
Por ti o tempo não passa
Calafate... anda no ar,
Em ti, vejo o... Santos Graça!...
O teu passado é presente
Teu futuro, a juventude
E... cada emigrante sente
Teu pulsar em plenitude.
Teu povo quer liberdade
E detesta a tirania...
Quem mais ordena, ó cidade?!
É o povo, em Democracia!...