sábado, maio 17, 2008

Este sim, é o Podium!


«Meu caro rouxinol, eu não sou o podium! Ajudo alguns a irem para lá, mas é preciso que eles tenham pernas
Às vezes vemos tantas estátuas por aí glorificando atletas e dirigentes desportivos, mas, os treinadores, ficam tantas vezes na sombra, e são, também eles, peça importante no triunfo final, na formação cívica e na maturação mental de quem comandam. Ao professor Moniz Pereira, uma personalidade multiforme, um cidadão lúcido e clarividente, a minha modesta homenagem.
Esta excelsa criatura
No podium merece estar
Do desporto é uma figura
De currículo exemplar.
Príncipe dos treinadores,
Muito grande entre os primeiros,
Deu à luz grandes valores...
De títulos é... parteiro!
O seu fado é a vitória
Só faz marchas triunfais
Parente rico da glória
Seus hinos... são imortais.
Um mago do atletismo
Em Portugal fez escola
E com raro virtuosismo
Tira ases da... cartola!
O país tira o chapéu
A quem desposou a fama
Essa noiva sem ter véu
Que só veros heróis ama!!!

sexta-feira, maio 16, 2008

Exibicionismo ostentatório da Fé!

«Ai rouxinol, parece que estou a vê-lo, com aquele ar seráfico... pra inglês ver!...»

Lá vai na procissão tão puritano,

Parece uma vestal, tão pudibunda;

Mafioso, venal, napolitano,

Só fachada, ocultando a alma imunda!

O «bem-comum», diz ele, é o seu norte,

E... quem sabe, talvez tenha razão!

«Comum», só diz respeito à sua corte,

Ao grupinho de quem lhe beija a mão...

Diz-se mui «popular», o populista,

O S. Pedro venera, com «paixão»;

Farisaísmo puro, presunção!

Toneladas de fé, quer dar na vista,

Fé artificial, fogo de vista,

Fé-trampolim... à cata de eleição!!!

Por que não te calas?!


«Mas, porque me hei-de calar?! Eu acho que se devem pagar portagens, é o princípio do utilizador-pagador a funcionar...
Se o povo está em crise, se tem dívidas, o problema é dele... eu tenho as minhas contas bancárias muito sólidas, ganhei-as em bom tempo... votaram em mim... eu posso pagar portagens, férias nos paraísos fiscais, tenho fortuna para durar três gerações de elefantes, como diz o meu amigo Nia!
Burro, sou eu?! Ou vós que votastes em mim?! Idiota sou eu?! Ou vós que andais sempre a bater palmas onde eu vou?!
Pagai, pagai e não bufai!!!»

Ultra-modernismo na póvoa de Varzim!

O ultra-modernismo ganha asas, está ainda em embrião, mas tal como o cubismo de Picasso, é alvo de alguma polémica. O triunfo, a glória, a eternidade, está no seu horizonte!
Quem tem espírito inovador está sujeito aos preconceitos de uma sociedade imobilista e tacanha que em tudo vê defeitos. Aconteceu com Picasso, sucede com muitos artistas da música, com arquitectos, escritores, cineastas. O vulgo, embotado por padrões estereotipados, incapaz de ver além da «cartilha», tolhido por preconceitos idiotas, manietado por paradigmas obsoletos, reage contra a inovação de forma insana. É e sempre foi assim ao longo da história da humanidade!
É o que está a acontecer naPóvoa de Varzim. O presidente, Macedo Vieira de seu nome, iniciou uma nova era. Agora estamos a assistir a uma abordagem original e futurista da arquitectura.A própria paisagística e a estética estão a ser recicladas. Tudo em nome de um movimento futurista
(baptizado por alguns especialistas como «ultra-modernismo»...) que preconiza uma nova abordagem da realidade circundante. O que antigamente era belo, agradável, esteticamente perfeito, passou a ser ultrapassado, bacoco, mamarracho. Agora, a onda é diferente. Um novo paradigma está no horizonte civilizacional. A estética não é estática! Pelo contrário...
Assim, em nome de uma dinâmica de contornos ultra-sofisticados, está-se a construír um reservatório de água em Beiriz, que está completamente abraçado ao casario.
Ora isto encerra uma mensagem subliminar de grande alcance: a proximidade!...
Quando vemos tribunais e hospitais cada vez mais distantes, esta política de proximidade é cada vez mais valorada. O produtor e o consumidor, num amplexo funcional. A água, esse bem tão essencial à vida moderna, a entrar pelas casas adentro como se fosse a Floribela ou o Cristiano Ronaldo lá das TV's!
A política da proximidade no seu expoente máximo!!!
Macedo Vieira além de político de alto gabarito, é, indubitavelmente, um esteta, um paisagista, um homem com visão futurista. A História, com a sua verdade, o seu rigor, a sua justiça intrínseca, irá, sem dúvidas, colocar no lugar que merece o mentor desta corrente.
Apenas um pequeno alvitre. Há sempre uma cereja para colocar em cima de um bolo qualquer.
Por que não pintar esse monumento com graffiti? Colocar uma moldura pictórica capaz de atraír a atenção do vulgo para a transcendentalidade da obra.
E, por que não, colocar no topo desse monumento uma placa luminosa, virada para os céus, com os seguintres dizeres:
BEIRIZ! NOVA ERA: MACEDO VIEIRA!
Era uma forma de colocar Beiriz no mapa. Os aviões, ao sobrevoarem o local, teriam uma referência cultural incontornável. «Ali é o início do ultra-modernismo!», diriam os pilotos das aeronaves aos passageiros intrigados pelo anúncio.
Uma nova era a mostrar frutos e a deixar sementes para o futuro! O mundo inteiro, embasbacado, pasmado pela audácia e pelo pioneirismo da obra emblemática, se curva, reverente e esmagado pela genialidade intrínseca!

quinta-feira, maio 15, 2008

«Indústria»...

«Tenha cuidado amigo José, temos cá uma indústria em franca ascensão!»

«Cuidado porquê?!»

«Chamam-lhe a indústria do ... rapto!»

quarta-feira, maio 14, 2008

Adivinha, só para adultos!

Na Madeira o novo Hilário
Canta o fado ao continente;
Prepotente e incendiário
Temos... que usar repelente!


Ele é malta, ele é dengue,
É um vírus dançarino,
Ele é samba, ele é merengue,
É foxtrot, é desatino!


Ele é um parodiante
De rir e chorar por mais
Ele será doravante
O monarca dos... jograis!


Na sua raiva impotente
Vai lançar «testa-de-ferro»:
Anti-barão, certamente,
Homem de mão, se não erro.


Ele quer patrocinar
Alguém que possa manter
Sob a pata tutelar
Um mero... verbo-de-encher!


Tem ânsia de decidir
Qual padrinho mafioso:
Ele vai então «ungir»
O «afilhado« ditoso!

«Vem aí o lobo!» - a velha cassete de regresso!

«Eu, barão?! Mas que ideia! eu sou contra o «sistema», sou contra os elitistas, sou básico!»



O discurso da «cassete» outrora atribuído aos comunistas, está na moda no PSD. Ele era o Menezes com o seu famosos «elitistas, sulistas, liberais!», agora é Santana com o seu discurso «anti-barões», carregado de um basismo primário (populismo?) que tresanda a demagogia barata...
Num partido há de tudo. Tem de haver. É uma amostra da sociedade. Sê-lo-á tanto mais fidedigna quanto mais representativa for dela. Santana foi presidente do Sporting, ganhando um salário (cerca de dois mil contos) estipulado pelo «barão-Roquete», actuando na prática como seu testa-de-ferro. Que mais sinal de subserviência ao baronato quer do que isto?
Jardim, sempre a invocar o povo, mas a enxovalhar os adversários por serem de «baixa extracção social» como há tempos escreveu. Ele, o anti-sistema mas o retrato mais fiel desse mesmo sistema, vem agora arvorar-se em anti-barões... Haverá mais petulante barão do que ele?
Todos querem ser «basistas», «anti-elitistas» usando uma cassete que o próprio Álvaro Cunhal acharia fastidiosa, monocórdica e entediante...
Esgrimem-se argumentos com um pauperismo mental digno de um terceiro-mundo.
Sobranceiro e fora desta apagada e vil tristeza, surge, com dignidade e aprumo, sem se pôr em bicos de pés, sem mostrar apetências hipertrofiadas, um homem digno e honrado: Pacheco Pereira.
Não tem hipóteses. Porquê? Porque diz aquilo que alguns só falam em surdina, nos bastidores. Fala das poucas.vergonhas da bola sem medo, sem constrangimentos, com lucidez.
O PSD precisava de um homem assim. Mas Manuela Ferreira Leite sai fora do charco populista em que vão coaxando as rãs mais em voga. Ela emerge com serenidade e lucidez no mare magnum da estultícia colectiva. Ela vem para vencer e convencer. Os santanismos populistas já foram chão que deu uvas!
Não sou PSD mas se fosse, era nela que votaria. O país precisa de uma oposição credível, lúcida, inteligente. Já basta de populismos bacocos, de políticos de meia-tijela arvorados em luminárias. De pauperismo intelectual já bastou o da outra senhora!

terça-feira, maio 13, 2008

Carta aberta a Scolari!


«Tinhas razão, rouxinol, eu não liguei ao teu fax e perdi. Agora, vou seguir à risca o teu conselho
Meu caro Scolari:
Antes do primeiro jogo Portugal - Grécia enviei-lhe um fax para o Centro de Estágio de Alcochete em que alertava para as características muito especiais da Grécia. Alertava para a necessidade de não jogar só com um ponta-de-lança pois o Pauleta iria ser «comido» por não ter com quem tabelar.
A Grécia era muito compacta na defesa, jogava só pela certa, e, num canto ou num livre poderia fazer golo. Depois era a muralha compacta impenetrável!
Era preciso jogar com prudência mas com dois pontas-de-lança pois a sua defesa estava muito povoada e um avançado sozinho não faria nada...
Não ligou patavina ao que eu disse e foi o que se viu...
Agora quero falar-lhe de «doping». Há que respeitar a verdade desportiva. Há que respeitar os adversários. Ora, ao recorrer ao auxílio de meios que não estão ao alcance dos adversários, o senhor poderá estar a falsear a verdade desportiva, ou seja fazer batota.
Não pretendo que a nossa eventual vitória seja maculada. Desde já o acuso de faltar a essa verdade se usar aquilo que disse. Tenha cuidado comigo!
Sou patriota, sou consciente dos meus deveres de cidadão, mas não pactuo com batotas, com atropelos à verdade desportiva.
Assim, se recorrer aos bons ofícios da Senhora de Caravaggio, poderá ser acusado de ter dopado os seus atletas... Eu sei bem que a Senhora não lhe liga, tinha mais que fazer que andar a viciar resultados e a mover influências ao Juiz Supremo. Ela não é dessas. Ela tem mais que fazer.
O que me permito sugerir, e isto é mais razoável, é que contacte o Dr Durão Barroso pois ele tem uma influência extraordinária neste campo! Aí sim, é lícito colher os seus ensinamentos e as suas potencialidades. Não, não lhe peça a táctica, pois essa eu enviar-lhe-ei por fax, como de costume.
Peça-lhe aquela gravata verde-rubra que ele usou no europeu de Lisboa e que tanta sorte nos deu! Essa sim, é um estimulante lícito... e patriótico!

Alá me perdoe!...

Ela foi morta pelo pai e pelos irmãos. Tinha apenas 17 anos. O crime que tinha cometido fora apenas falar com Paul, um soldado britânico de 22 anos, em Baçorá, no Iraque.

Chamava-se Rand Abdel Qader, morreu a 16 de Março, às mãos do próprio pai e dos irmãos.
Só por falar com o soldado britânico? Sim, e por dizer que ele era culto e sabia falar melhor do que os seus irmãos árabes!

O pai, Abdel Qader Ali, quando apareceram as autoridades, foi felicitado pelo seu acto!!!
Ele «lavara a honra» da família! Ele, pelas leis locais, cometera um acto de justiça e isso era digno de louvor!!!

Até quando a humanidade irá permitir isto? Até quando se irá deixar a vida humana à mercê de credos hediondos, de fanatismos doentios, de ferocidades animalescas?

As religiões (quase todas...) albergam no seu seio o vírus da intolerância, o fermento do fanatismo, a semente do ódio e da cegueira! Vimos, durante a Inquisição, o caudal de prepotências cometidas, o germinar de crueldades sem conta, tudo sob a bênção de um Deus ausente, mas, segundo os seus autoproclamados representantes, dando cumprimento aos Seus desígnios!

A religião muçulmana, que me perdoem os seus líderes a nível local (que me parecem pessoas sensatas e até fora deste contexto doentio...), tem dado azo a autênticas barbaridades. Há que pôr cobro a isto, custe o que custar!

Alá não pode continuar a ser o mentor de uma autêntica chacina impiedosa e radical conduzindo
ao arbítrio e à impunidade. Sob a capa da «honra» há quem cometa crimes hediondos, perseguições ferozes, tolices sem conta.

Nada tenho contra as religiões mas, quando elas extravasam a sua esfera específica e pactuam com a criminalidade (explícita ou implícita) há que as subordinar ao império da lei civil, há que salvaguardar os valores humanos por excelência; sei bem que não é fácil ir de encontro a hábitos ancestrais e notoriamente bárbaros (lapidação, excisão genital feminina, dentre outros...) mas há que começar a defesa dos direitos humanos nesta área tão sensível. É a Humanidade que está em causa. É o ser humano indefeso perante forças imbuídas de uma teocracia mais virada para a selvajaria do que para a civilização...

Oxalá!!!

segunda-feira, maio 12, 2008

Senhora Terceira Idade


«Hoje em dia, caro rouxinol, pouco valor nos dão. Mas não imaginam o capital de experiência que posuímos. Neste mundo louco, nós somos a sensatez, a lucidez, a mestria!»
Fui visitá-la. Ainda possui aquela classe, aquele glamour dignos de uma Senhora. É e será sempre uma Senhora, na acepção mais nobre do termo. Comentou assim:
__ Sabes, rouxinol __ disse enquanto levava aos lábios o licor que lhe ofereci__, há tanto doutor e tanto mestre para aí que, ser Senhora, é uma mais-valia!
_A quem o diz, minha cara L.N. . E eu que o diga. As universidades são cada vez mais escola de pulhices e não, como se dizia antigamente, escola de virtudes...
__ Há quem chame virtude àquilo que nós chamamos pulhice!__ disse ela, mostrando aqueles dentes imaculados, aquele sorriso tão charmoso que fizeram dela a diva imorredoira. __Sabes, penso que há uma inversão de valores. Agora é tudo tão descartável, tão reciclável, tão simplista que nem sei que diga...
__Que livro anda a ler? Esse, aí em cima da estante, é o Saramago?
__Olha rouxinol, eu ainda aprecio muito o Eça__argumentou ela, como que a justificar-se por não ser muito amante de Saramago. __Estou a reler « o crime da estrada de Sintra»... tem algo a ver com os Maias que foi a sua obra-prima...
__Eça continua actual. Esta «choldra» refinou-se, está no auge da cretinice! __ lancei eu à guiza de «conversa catadora», como diria o sempre arguto Desmond Morris...
__Concordo plenamente, rouxinol. Mas agora há meios para a divulgação, as pessoas tendem a caír no ridículo se vergastadas pelos media; algumas pessoas corrigem, outras continuam a ser alvo da chacota colectiva...
__É claro que sempre houve de tudo um pouco__ retruquei, em sinal de concordância.__Mas, minha cara, que pensa da política actual? Do teatro?
__Olha meu caro rouxinol, isto anda um pouco apagado, falta chama, falta vibração, falta aquele clic emocional que tinham um Vasco Morgado, um Vasco Santana, enfim, os vascos de hoje são muito cinzentões...
__Não será a voz do saudosismo?
__Talvez seja, não nego, mas sou cada vez mais exigente. Aquilo que exijo para mim exijo para os outros. Sou perfeccionista e julgo que todos o deveriam ser. Este laxismo que impera no país não me motiva... Bem sei que existe um La Féria, mas é como se fosse uma ilhota isolada...
__E a TV, não lhe agrada? __ inquiri-a num território onde hoje em dia se fazem e desfazem mitos com a maior das facilidades...
__Olha, não aprecio algumas coisas, mas há outras de que gosto muito. Não sou radical. Acho que deviam dar mais teatro. Temos o Camilo, o Herman, os Gatos, aqueles reality shows às vezes muito enfadonhos e repetitivos...
__Que pensa dos jornais actuais? __indaguei semi-curioso, semi-atencioso.
__Olha, alguns nem para papel higiénico serviriam em caso de extrema necessidade!__riu com aquele ar malandro que lhe é tão característico. __Aquilo é só fofoquice pegada. Os assuntos de interesse são escamoteados. Há uma alienação monstruosa. O país está quase como antigamente no tocante a informação séria e credível... Para se saber a verdade tem que se ler a imprensa estrangeira...então quando se fala no poder local é a distorção mais alienante, o facciosismo mais doentio...
__E as revistas, não preenchem essa lacuna, de ânsia cultural, de enriquecimento mental?
__Devo ser honesta e reconhecer que algumas sim. Mesmo dentre os jornais ainda há alguns que primam pela qualidade, que são de um pluralismo exemplar. Outros, coitados, são apenas o bolçar nauseabundo de comissários políticos sem craveira... um nojo!
__Gosta de fazer caminhadas? De apanhar ar puro?
_Se gosto, rouxinol. As minhas pernas já não são o que eram, mas o meu espírito é o motor que as espicaça. A mente comanda o corpo. E comigo comanda bem, espero continuar assim...
O licor foi sendo apreciado como devia; eu bebi uma cola fresquinha que me soube tão bem...
A campainha tocou. Vieram-me chamar pois a entrevista tinha terminado. À laia de despedida ainda me disse:
_Olha rouxinol, que as mãos nunca te doam. Está a fazer falta alguém como tu! A «choldra» anda por aí! que Deus te proteja... e inspire!
Nota final: Isto é pura ficção. A diva que me perdoe a ousadia...

A Senhora do Regaço!



Maravilhosa criatura
Imaculada, divinal,
Expoente de formosura,
Uma virtude original!
Duas rosas vão enfeitando
Teu regaço, tão docemente,
Dois sóis que vão iluminando
A escuridão de... tantas mentes!
Obscurantismo, tacanhez,
O pão nosso de cada dia,
Admiro, Senhora, a altivez
Desse aprumo... até fidalguia!
Neste mundo onde há preconceito,
Pacóvia inversão de valores,
A Vós, Senhora, presto um preito:
Aceitai estas simples... flores!...

domingo, maio 11, 2008

Cães «comprados» ... e com coleira!

«Eu sou alto e forte, tem cuidado, sou um cão de TV!»





Ameaças de morte fui sofrendo
De forma encapotada ou descarada;
Cobarde e torpemente se escondendo
Mandando à liça «mente» apalermada!


Eu não tenho patrão, nem «cães de guarda»,
Norteia-me um ideal, uma paixão:
Dizer à «choldra», «gente» celerada,
Que por ter muito medo... é que usa cão!


Ele é o cão do jornal, com ar feroz,
Ele é o cão da TV, o «megacães»...
Será também o zé ninguém, queirós;


Um escroque enxovalhando pais e mães!
Esse palermossáurio, vil, atroz,
Alguns... é «promovê-los»... chamar «cães»!...



NOTA FINAL: Os cães que me desculpem por tão ignominiosa metáfora...

Lucidez, precisa-se!




Sempre entendi que existe o direito à contestação, ao contraditório. É do mais elementar princípio democrático. É a mais básica regra de convivência cívica.
Contudo, quando se exorbita e se enxovalha, se vai além do estritamente necessário, cai-se no excesso, por vezes, no ridículo.
Ouvi as judiciosas considerações do juiz Ricardo Costa no que concerne ao chamado Apito Final (versão desportiva do Apito dourado). Muito embora o timing da decisão seja discutível (é-o de facto) há que atentar no contexto em que se insere. Havia uma promessa de Hermínio Loureiro que urgia cumprir.
Agora, ao contemplar as infelizes declarações de Valentim Loureiro, não replicando de forma serena e lúcida as balizas técnico-legais em que se estribou o magistrado, mas sim, lançando lama para o modus faciendi, para a alegada forma de expor o assunto (cheia de vaidade e pompa... segundo ele), eu pergunto a mim próprio como é possível este senhor ter chegado tão alto?
Será a teoria da moeda boa e da má (como em tempos alegou Cavaco Silva...) a funcionar?
Não haverá mais ninguém neste país para ocupar o lugar que ele ocupa (diria mais: os lugares)?
Será que iremos continuar a assistir a cenas tão deprimentes para todos nós, independentemente do quadrante ideológico, desportivo ou doutrinário em que nos possamos inserir?
A que ponto isto chegou, meu Deus! Nem no chamado PREC se viu tanto despautério, tanto pauperismo intelectual, tanta apagada e vil tristeza!

sábado, maio 10, 2008

«Portugal Conquistador!»


«Operários cem por cento, o vedetismo ficou lá fora! Vamos todos, sem excepção, comer a relva
Portugal-Conquistador
Caminhando rumo à glória;
Com fé, garra e pundonor
Escrevendo aqui a História!
A paixão a crepitar
Em chamas bem refulgentes
Portugal a triunfar
Orgulhando as nossas gentes.
Futebol, febre e paixão,
Um fascínio multicor
Portugal no coração
Portugal-Conquistador!
E, quando a sorte não for
Amiga, e fizer sofrer,
Há que cantar com vigor:
«Portugal há-de vencer!»
Há que suportar a dor
Ganhar fé, manter o norte,
Portugal-Conquistador
Há-de conquistar a sorte!
No barco-esperança nós vamos
E, com fé, sempre a zarpar,
Oxalá nós consigamos
O porto-glória alcançar!
Sem medo, só optimismo,
Sejamos mais solidários,
Cuidado com vedetismo
Temos que ser operários!

«Portugal Conquistador!»

«Eu, velho?! só se for no BI! Ainda posso erguer bem alto a taça!»


Portugal aonde vais,
a gente sabe que tens
no coração sinal mais
e forças descomunais
tu conservas, tu manténs!...
Portugal tu vais voar
bem alto, é de justiça,
conjugar o verbo amar,
sem medo ao topo chegar,
na quase-lusa Suíça!
A bandeira optimismo
é verde-rubra bem sei
é mistura de heroísmo
de tenaz portuguesismo
enfim, é ouro de lei!
Portugal tu és demais
como tu não há igual
és o maior entre iguais
vergar não!, nunca, jamais,
tua voz não há quem cale!
E quando a bandeira for
no mastro grande subindo
cantaremos com fervor:
«Lá vamos, ganhando e rindo
Portugal-Conquistador!»

O Senhor Teatro!


«O teatro é um mundo especial. Não sou eu o Criador, mas vou criando enquanto Ele mo for permitindo...»
R. de B- Meu caro, como vai o teatro neste país de teatralidades sem conta?
S T - Olha rouxinol, há tanta gente a fazer teatro que nem sei qual o mais credível. Na política, no futebol, na justiça, na guerra, nas religiões...
RB- Concorda com aquela afirmação de Shakespear de que «o mundo é um palco e todos nós somos actores»?!
ST- Claro que não! Há milhões de palcos por esse mundo fora... nalguns paga-se, noutros, é de borla. Mas há teatro de superior qualidade nalguns parlamentos, isso há!
RB - Acha que Sócrates é um grande encenador? Ou, um grande actor?
ST- Ele tem tantas qualidades que nem sei qual delas enaltecer mais. Faz cenas, isso faz, mas também executa bem. É um artista completo. Tem voz, tem perfil, tem imagem. Enfim, causa boa «impressão»... até quando imprime faxes...
RB- O que faz falta ao teatro português?!
ST- Olha rouxinol, diria que um Super Star como tu! Seria uma honra colaborar contigo! Mas sei que tens tantas solicitações... o mundo anseia por assistir aos teus espectáculos... Ainda não tens o dom da ubiquidade...
RB - Sem ironia, o que pensa da madre Teresa de Calcutá?
ST- Olha, dava uma boa candidata para liderar o PSD! É preciso alguém assim, que tenha muitas dúvidas, que não adore com facilidade os deuses que por lá vão pululando como cerejas...
RB- Que acha de George Bush?!
ST-É um Senhor da Guerra que já está fartinho dela!.... Mas que queres, os verdadeiros polícias do universo (a ONU) demitiram-se das suas funções, não podia haver um vazio... senão era o caos completo! Ele, mal por mal, foi preencher esse vazio!...
RB- Que pensa do Papa actual?!
ST- Gente boa! Gostaria de fazer uma peça como ele. Daria um excelente cabeça de cartaz!
RB- Que acha da nossa televisão?!
ST_ Uma caixinha de remédios para as dores de cabeça... mas muito soporífera também!...

sexta-feira, maio 09, 2008

O «cavaleiro» Sant'ana!



«Com esta armadura, serei leão outra vez!»
«Sant'Ana! Já caíste do cavalo do poder e não é essa armadura que te vai salvar. Precisas de uma outra armadura: a mental!»
Montastes o cavalo do poder
Com tão pouca afoiteza, todos vimos;
Quereis mostrar agora outro saber,
Outra postura, para nós nos rirmos?!
Cavaleiro Sant'Ana, tende tento,
Na língua viperina que dardeja
Ódio e invejas mil, sem qualquer talento;
Quereis o poder, lá numa bandeja?!
Impulsivo, bem néscio populista,
As tertúlias da bola estão minadas;
Convosco «à bola»?Só um masoquista!
No «colinho» trazeis tantos pecados,
Quais rosas, Isabel, a Grã Florista(1)
Trazia, de Dinis, bem ocultadas!
1- Reza a lenda que santa Isabel (amantíssima esposa de D. Dinis, o Lavrador) gostava de dar pão aos pobres. Para que o rei não visse a sua generosidade, fez com que o pão se transformasse em rosas, apesar de ser Janeiro...

quinta-feira, maio 08, 2008

Ao Senhor da Misericórdia!


«Ó rouxinol, não andarás a fazer altares a mais?!»
Vós sois a Voz Solidária
Que o país admira tanto
A pureza doutrinária
Tendo da poesia o manto!
Vós sois a Igreja moderna
Arejada e bem disposta
A coragem sempiterna
Ao mundo... vera resposta!
Ser misericordioso
É cultivar tolerância;
Senhor, sede generoso,
Ao povo dai abundância!
Semeai mutualismo
Os frutos hão-de surgir;
Erradicai pessimismo,
É nobre forma de agir!
Excelsas virtudes são
Património incalculável
Adornando esse condão
De Senhor... tão Venerável!
Veneranda criatura
De sorriso incendiário!
O rosário à cintura
Do bem comum, missionário!
Tiro-Vos o meu chapéu,
Ó Senhor, sois exemplar!
Quando fores para o céu
Junto de Vós quero estar!

quarta-feira, maio 07, 2008

Em louvor da Senhora... Liberdade!

«Ai rouxinol, é uma honra teres-me escolhido para símbolo de coisa tão pura!»






Ó Liberdade tão pura
Que do seu olhar promana
A boa mesa procura
E também... a boa cama!

O seu olhar nos fulmina
Qual descarga electrizante
Tem pose tão feminina,
E coração palpitante.

Tem a doçura da amora
Aquele olhar lucilante
Através do qual implora
Ternura acariciante.

Senhora Liberdade é
Bandeira ao vento-virtude
Nela acredito com fé
De atingir a plenitude...

Virtuosa criatura
De sorriso virginal
Alma sagrada, tão pura,
Mármore bem glacial!

Tem postura angelical
Faz meditar, faz subir,
Até o mais baixo astral
É um divino elixir!

Qual licor conventual
Tem a pureza do céu
Pode ficar infernal
Se solta o último véu!

É só candura e pudícia,
Se alguém nela vir pecado
É gente que tem malícia
Alguém vil e complexado!

Escultura genial
Em mármore de Carrara;
Animação divinal
Fê-la musa, coisa rara!

No altar da nossa estética
Ocupa lugar cimeiro
Parece visão profética:
Qual Virgem lá no Sameiro!

terça-feira, maio 06, 2008

Em Louvor do Senhor... Bacalhau!

«Eu sou o Rei dos Mares! Todo o mundo me adora!»

Senhor Bacalhau Assado
Eu Te adoro, pois então,
És por mim mais venerado
Que o próprio... São João!
Tu, com alho e com azeite,
Tens de mim todo o louvor,
Fazes o nosso deleite
Tens sabor a céu... Senhor!
Gosto de Te comungar,
Pois sei que me revigoras
É pecado não Te amar
Rei: nas boas e más horas!
Senhor!, Tu sempre serás,
Digno da nossa atenção
Com natas ou... mesmo «à Brás»
Mereces veneração!
E, sempre que vou a Aveiro,
Terra da minha afeição
Bacalhau «à moliceiro»
É digno de adoração!
Amigo Fiel, Senhor!
Símbolo de Portugal
De outro mundo... o Teu sabor
Com perfume... divinal!
Quem não Te amar é ateu!
Ao inferno irá parar
Posso garanti-lo eu,
Divino Filho do Mar!

O Senhor do Bom Repasto!

«Ai rouxinol, não me faças rir! Eu cada vez mais anafado e tu, mirrado, tísico, quase anorético! Que país de contrastes este!»


Ele não se fez rogado. Era uma honra, disse ele, entroncar na galeria de notáveis Senhores que vão passando por esta montra nacional. Assim, aqui vai a entrevista.
R. de B. - Senhor do Bom Repasto, como vai este país?
S. do B. R.- Olha rouxinol isto está mau, sabes. Há cada vez mais precariedade, mais insegurança, mais fome encapotada...
RB- Fome?! Mas, Vós estais com bom aspecto, nada vos falta!..
SBR - Olha amigo, eu sou apenas a excepção a confirmar a regra. Este é um país de aparências, já vem na nossa História tanta coisa...
RB- Como? Será que somos um país de hipocrisias?
SBR- A quem tu o dizes rouxinol. Lembras-te da Deu-la-Deu Martins, aquela que atirou pães aos castelhanos quando estava tudo a morrer de fome dentro da fortaleza? Olha o resultadão que teve: os castelhanos levantaram logo o cerco espantados com tanta fartura...
RB- Mas essa arma continua ainda nos nossos dias?
SBR- Pudera! com a crise que por aí vai só eu podia dar uma imagem de fartura. O mundo fica convencido, ao ver o meu comportamento e a minha imagem, que somos um país de abundância, de satisfação, de alegria contagiante. Tudo tretas meu caro!
RB- Então és uma espécie de «sinal exterior de riqueza»?
SBR- Eu sou aquilo que faz falta: alegria, pão, desafogo económico, fartura...
RB- Vós exibis um largo sorriso e uma boa disposição permanente, então isso é só para impressionar a estranja?
SBR- Com o défice elevado, a economia estagnada, era preciso cativar o investimento estrangeiro: quem melhor do que eu para dar a imagem de um país em desafogo? Marketing, meu caro!
RB- Mas... não compreendo, temos um presidente da República tão magro, tão mirrado, isso não será contraproducente?
SBR - Nada disso rouxinol. Ele é a elegância portuguesa, é o modelo ideal para que a moda olhe para nós com respeito. O português não passa fome: é elegante, sabe alimentar-se, sabe vestir-se... enfim, o marketing elevado ao máximo expoente!

segunda-feira, maio 05, 2008

Porque não te calas?!

Porque não te calas Alberto João?!


«Calar-me, eu?! Eu sou ímpar, uso linguagem limpa, respeitosa, não sou como esses da rua do Surdo ou o padrecas que só andam com gente baixa! Nem o Senhor de Belém, quanto mais o senhor do Bom Conselho!!!»





Há tanto parolo feio
Pensando que é Apolo
Com linguagem sem asseio
E palavrão sempre ao colo!
Tanta gente a precisar
De uma alma conselheira
Só anda a disparatar
Só sabe dizer besteira!
Políticos de sargeta
Sempre de arma no sovaco
Mais jornalistas de treta
Farinha do mesmo saco!
Se não os calais, Senhor,
Nem se pode respirar,
Sentimos tanto fedor
Ninguém pode suportar!
Dai-nos ar puro, Senhor!
Dai-nos atmosfera nova,
Tanto soba ditador
A precisar de... uma sova!
Ó Senhor do Bom Conselho,
O poder não se renova
Já basta de «bode velho»
Precisamos de... alma nova!
Sempre, sempre a insultar,
Já é useiro e vezeiro
Este reles linguajar
Mais parece... um carroceiro!



Nosso Senhor do Bom Sucesso!



«Até eu tenho tanta fé n'Ele! Vai levar a bom sucesso as negociações com a China no que concerne ao Tibete!»
«Tens razão rouxinol. Descobriste o meu segredo, a receita do meu sucesso: conciliar o dever de isenção com o respeito pela família política originária!»

Ó Senhor do Bom Sucesso

Na eurolândia és o Rei

Sê isento, só Te peço,

Transparente como a lei!

Não sejas cana agitada

Por ventos interesseiros,

A gente já está cansada

De populismos porreiros!

O porreirismo é labéu

Do populismo moderno,

Não é caminho pró céu,

É sim, via pró inferno!

Mantém sã equidistância

Sê durão, mas sem dureza,

Partilha bem a abundância

Reparte bem a pobreza!

Sê amante da justiça

Casa-te com a liberdade

Arma de união macissa

Sê euro-fraternidade!

Neste mar encapelado

Nós somos a casca de noz

Que ninguém morra afogado

A concorrência é feroz!


domingo, maio 04, 2008

República das Bananas! Terceiromundismo rasca!


«Queremos saber as diligências feitas até aqui pela PJ. Qual o rumo das investigações.Queremos cobertura mediática. Estamos a ponderar se valerá a pena fazer a reconstituição. O estatuto de arguidos deverá ser-nos retirado».
Se fosse um casal português a exigir isto na Velha Albion seria acusado de obstrução à justiça, falta de respeito para com as autoridades, ingerência em assuntos internos...
Que nos falta para sermos terceiro-mundo? Tal qual como nos tempos do mapa cor-de-rosa estamos a ser ultrajados pela velha aliada através da armada mediática e da artilharia política...
Haja alguém que ponha um pouco de dignidade nisto e nos redima desta humilhação nacional!
MAIS UM ULTIMATUM?!
Menina da Praia da luz
Que morreu por negligência
Tese de rapto não seduz
Há ali muita incongruência!
Risível, tentar ocultar
Esta gritante escandaleira
Há indícios até fartar
Não tapemos o sol co'a peneira!
Sangue no apartamento
Cabelos no carro encontrados
Num já posterior momento
São indícios nunca negados!
Artifícios bem truculentos
De porta-vozes bem treinados,
Patenteiam aos quatro ventos
Que há factos que são deturpados!
Pressão tão mediatizada
De pendor terceiro-mundista
Mostram que há gente interessada
Numa tentação ocultista!
Separação inter-poderes
Político e judicial
Aqui, já não está a haver
O que rebaixa Portugal!
Não humilheis a vossa Grei
Bastou o «mapa-cor-se-rosa»!
A nossa dignidade erguei
Surja a verdade rigorosa!

Ó minha Senhora dos Remédios!!!

«Ai rouxinol, rouxinol,
Eu sou um remédio santo!
Sou a lua sou o sol
Sou do universo... o canto!»
O Teu fado nos cativa
E faz bem ao coração
Medicina preventiva
O remédio sempre à mão.
Prá dor és um lenitivo
Induzes sossego, calma,
É natural sedativo
E calmante para a alma!
Excelsa magia tem
Tua voz, tua postura,
Um fado assim, sabe bem,
Ó Divina Criatura!
No Teu olhar doce, eu vejo,
Um mar de tranquilidade,
É favo de mel-desejo,
Elixir ... da eternidade!
O remédio musical
Precisa da dose certa,
Se for demais, só faz mal!
De menos... nem nos desperta!
Tu, Senhora dos Remédios,
Santíssima, Tu me vales,
Cura-nos dos nossos tédios
Cura-nos dos nossos males...
Em Ti creio, em ti procuro,
A minha libertação,
Tu és o meu sol mais puro
O sol da minha afeição!!!

sábado, maio 03, 2008

Ó meu Senhor de Belém!


«Rouxinol, quero dar-te um ralhete: na Madeira não fui cobarde, limitei-me a defender o interesse nacional e a estabilidade. Quanto a este poema está divinal! O Nobel é pouco para recompensar este contributo brilhante para a recuperação da nossa economia.»
Ó meu Senhor de Belém
Vede como isto está mal,
Vede a tristeza que existe
No rosto de Portugal!
Alguns, nadando em dinheiro,
E uma vida regalada,
Outros, no mar traiçoeiro
Da pobreza envergonhada!
Há quem sugue a teta estatal
E ponha amigos na mama,
O país fica pasmado
Pois só se queixa e ... não gama!
E Vós que dizeis, Senhor?!
O silêncio é conivente!
Calais perante esta dor?
Não apoiais esta gente?!
Tudo sobe sem parar
Pão, arroz... até o gás,
Quando a pílula aumentar
Há que fazer... marcha-atrás!
Taxa de natalidade
Ninguém se admire que estanque,
É tudo... precariedade,
Até no... motor de arranque!
Perdeu-se a vitalidade
A impotência é geral,
E até a mocidade
Tem disfunção... genital!
Vai-se perdendo auto-estima
Tudo triste, cabisbaixo!
Miséria, na mó de cima,
Dinheiro, na mó de baixo!
Senhor, isto há que mudar!
Urge salvar Porugal
Ao povo há que receitar
«Viagra» salarial!

Incrível caso de «doping»!!!


«É verdade! Confirmo que fui apanhado nas malhas! acontece a qualquer um!»
A notícia foi-me revelada por fonte segura que pediu o anonimato. Mas não resisto a revelar já hoje o «escândalo»!
De facto, era estranha a perfomance do avançado portista, melhor marcador da Liga e, tanto mais estranho quanto é certo ele ser um médio adaptado. Mas, no melhor pano cai a «nódoa»! Mas teve sorte! O «produto» dopante ainda não consta das listas do COI. Desta vez «safou-se»!
Já se falava em surdina
O «segredo» era ocultado...
Não, não era a cocaína:
Lisandro andava «dopado»!
Ser o Rei dos marcadores,
Com vantagem tão gritante,
Deu azo a certos «rumores»
Pois a «coisa» ... era intrigante!
Era «doping» de certeza
Estava ali outro Jardel,
A força da Natureza
Muito além do seu papel!
Era urgente investigar!
A PJ foi chamada,
Era preciso apurar
Qual o nome da «pomada»!
Quer de noite quer de dia
A PJ não parou,
Por fim, após longa espia
A verdade... lá saltou!
Apurou-se com rigor,
A verdade sobre o «astro»:
Era o «doping» do amor!
Era a MARTA LEITE CASTRO!!!

sexta-feira, maio 02, 2008

Senhora fátima: Portugal e o mundo se curvam ao Teu esplendor!!!


«Senhora, Te adoramos para todo o sempre!»
«Rouxinol, não sejas assim, nós as mulheres, lá bem no fundo somos tão iguais!»
Fátima, sempre na moda
Vestida de fé ou não;
Tens aura na alta-roda
Onde és alma e coração!
O Teu corpo é um altar
Que todo o mundo venera
Senhora do bem trajar
És um sol de Primavera!
O tempo por Ti não passa
Tens perfil tão sedutor
Senhora, cheia de Graça,
O povo te dá louvor!
Um halo de santidade
Se vislumbra no olhar
Fátima, és na verdade,
De uma Pureza sem par!
Nos Teus olhos Virginais
Há sorrisos cintilando
Nós Te adoramos demais
Tens o mundo... se ajoelhando!
A Teus pés todos se curvam
É tão grande o Teu esplendor
Meus olhos tristes se turvam
Cheios de emoção e... amor!
Altar do mundo? Sim, és!
És figura universal
Áurea, da cabeça aos pés,
Orgulho de Portugal!!!

O Senhor da Verde Esperança!

«Tens razão rouxinol, a prudência é bem precisa. Não haverá aí na forja um apito encarnado, ou até esverdeado?! A brincar, a brincar, vai dizendo coisas muito sérias! Seriedade faz falta no futebol português
Lá das Alturas olhai
As humanas criaturas
A sky one vós pilotais
E os Lagartos são... penduras!
Na Alvaláxia reinais
Os crentes são aos milhões
Alguns, são simples chacais,
Mas crendo serem... leões!
Ó Senhor da Verde Esperança
Sois fonte de Santidade
Procurai dar-nos bonança
Livrai-nos da tempestade!
No Planeta Futebol
Azul, verde e encarnado,
Há muita conversa mole
E muito... «apito dourado»!...
A verdade é tão obscura
Não se vê a transparência
Enquanto ela não se apura
Há que falar com prudência!

Mariza, a Senhora da Voz Imaculada



«Rouxinol, tens bom gosto! Esta sim, merece um altar!»



« Esse teu cantar, rouxinol, fere a minha simplicidade!»





Ó Senhora da Voz Imaculada
Te venero de todo o coração;
És a seiva mais pura, abençoada,
Da árvore frondosa da emoção!



Flor de Abril, Flor de Maio, Flor tão bela,
Teu perfume inebria liberdade,
Tulipa cor do sol, linda aguarela,
És a Pátria!, também voz da saudade!



Ó Senhora da Voz Imaculada,
No firmamento brilhas, cintilante,
És do Fado a centelha mais sagrada
A chama ardente, a tocha fulgurante!



A portugalidade é a mensagem
Que a Tua voz tão pura faz vibrar;
Belo poema, cheio de coragem,
Forma de conjugar o verbo amar!

Em louvor do «Gato Fedorento»!!!

«Tens razão rouxinol, eu sou consensual!, sou o maior!»
Neste país é difícil agradar a gregos e a troianos. Conhecem a história do velho, do rapaz e do burro? É-se preso por ter cão e por não ter...
Já aconteceu comigo tantas vezes: criticam-me por criticar, criticam-me por elogiar!
Se critico, dizem logo: «só sabe dizer mal!»; se elogio: «lá está o lambebotas!»
Meu Deus, como fugir a esta maldição? Faça o que fizer, serei criticado!
Contudo há uma figura consensual. Ele é idolatrado por todos nós: é o «Gato Fedorento!»
Elogiá-lo é um imperativo patriótico, tal o contributo por ele dado para a nossa alegria colectiva. Até o ministério da saúde já contabilizou a diminuição de consumo de antidepressivos por causa da sua actuação! ele é medicina preventiva no mais puro estilo!!!
Vê-lo, ouvi-lo e aplaudi-lo vai passar a ser receita médica obrigatória para curar estados depressivos! Tiro-lhe o meu chapéu!
Em sua homenagem, aqui vai:
Do humor és um hilário,
De rir e chorar por mais;
Fazer-nos rir, teu fadário,
Teu humor nunca é demais!
O país já se rendeu
Ao teu perfil singular
Teu carisma no apogeu
Faz-nos rir até fartar!
Portugal sem ti não é
Um jardim à beira-mar...
Mar triste, direi até,
Sem jardim p'ra cultivar...
Tu és a estrela solar
À volta da qual gravita
Um universo sem par
És Deus!, o povo acredita!
«Gato Fedorento», pois,
Todo o Portugal te aclama,
Quando pões nomes aos bois
Toda a Madeira se inFLAMA!!!

quinta-feira, maio 01, 2008

A dimensão humana do dia do trabalhador...

O capital unido tudo tem vampirizado, tudo tem comido...
até quando isto vai ser permitido?
Há que pôr um travão!
O desemprego estende o seu vil manto
Abrigando a miséria envergonhada;
Tanta precariedade, não me espanto,
A nossa economia está parada.
Paraísos fiscais nos vampirizam,
Investimento foi, sumiu, voou,
Empresas a fugir, nos hostilizam
E deixam na pobreza quem ficou.
Depressão, anemia financeira,
O mundo é desconcerto e exploração,
não há trabalho, só há corrupção!
De cima abaixo é tudo escandaleira,
O povo só trabalha a vida inteira
Vida de sacrifício e privação!

Ao Senhor do Bom Dragão!!!


«Em verdade te digo, rouxinol, sou um papa-títulos, papa-campeonatos, papa-glórias, até vou papando alguns, por lorpas, às vezes...»
Leccionais cidadania?!
E civismo, pois então!
Modéstia também, um dia,
Eclético cidadão!
As calúnias Vos perseguem,
Como os vis judeus, outrora,
As torpezas não conseguem
Levar-Vos à cruz, agora!
Boas maneiras não tem
Este país violento;
Ide, meu Senhor, também
Dar lições lá pró convento!
Derramai Paz, meu Senhor,
Vesti trajo de burel;
E levai como assessor
O Bendito ... guarda Abel!