
Um blogue plurifacetado procurando abordar questões de interesse sob perspectivas diversificadas. A independência sim, mas sempre subordinada a parâmetros de bom senso, de optimismo e de realismo. O mundo e a sociedade sob o olhar atento e desassombrado de um cineasta do quotidiano, um iconoclasta moderno, sem peias, sem tabus, sem preconceitos.
sábado, maio 17, 2008
Este sim, é o Podium!

sexta-feira, maio 16, 2008
Exibicionismo ostentatório da Fé!
Lá vai na procissão tão puritano,
Parece uma vestal, tão pudibunda;
Mafioso, venal, napolitano,
Só fachada, ocultando a alma imunda!
O «bem-comum», diz ele, é o seu norte,
E... quem sabe, talvez tenha razão!
«Comum», só diz respeito à sua corte,
Ao grupinho de quem lhe beija a mão...
Diz-se mui «popular», o populista,
O S. Pedro venera, com «paixão»;
Farisaísmo puro, presunção!
Toneladas de fé, quer dar na vista,
Fé artificial, fogo de vista,
Fé-trampolim... à cata de eleição!!!
Por que não te calas?!

Ultra-modernismo na póvoa de Varzim!
O ultra-modernismo ganha asas, está ainda em embrião, mas tal como o cubismo de Picasso, é alvo de alguma polémica. O triunfo, a glória, a eternidade, está no seu horizonte!quinta-feira, maio 15, 2008
«Indústria»...
quarta-feira, maio 14, 2008
Adivinha, só para adultos!
Canta o fado ao continente;
Prepotente e incendiário
Temos... que usar repelente!
Ele é malta, ele é dengue,
É um vírus dançarino,
Ele é samba, ele é merengue,
É foxtrot, é desatino!
Ele é um parodiante
De rir e chorar por mais
Ele será doravante
O monarca dos... jograis!
Na sua raiva impotente
Vai lançar «testa-de-ferro»:
Anti-barão, certamente,
Homem de mão, se não erro.
Ele quer patrocinar
Alguém que possa manter
Sob a pata tutelar
Um mero... verbo-de-encher!
Tem ânsia de decidir
Qual padrinho mafioso:
Ele vai então «ungir»
O «afilhado« ditoso!
«Vem aí o lobo!» - a velha cassete de regresso!
«Eu, barão?! Mas que ideia! eu sou contra o «sistema», sou contra os elitistas, sou básico!»terça-feira, maio 13, 2008
Carta aberta a Scolari!

Alá me perdoe!...
Chamava-se Rand Abdel Qader, morreu a 16 de Março, às mãos do próprio pai e dos irmãos.
Só por falar com o soldado britânico? Sim, e por dizer que ele era culto e sabia falar melhor do que os seus irmãos árabes!
O pai, Abdel Qader Ali, quando apareceram as autoridades, foi felicitado pelo seu acto!!!
Ele «lavara a honra» da família! Ele, pelas leis locais, cometera um acto de justiça e isso era digno de louvor!!!
Até quando a humanidade irá permitir isto? Até quando se irá deixar a vida humana à mercê de credos hediondos, de fanatismos doentios, de ferocidades animalescas?
As religiões (quase todas...) albergam no seu seio o vírus da intolerância, o fermento do fanatismo, a semente do ódio e da cegueira! Vimos, durante a Inquisição, o caudal de prepotências cometidas, o germinar de crueldades sem conta, tudo sob a bênção de um Deus ausente, mas, segundo os seus autoproclamados representantes, dando cumprimento aos Seus desígnios!
A religião muçulmana, que me perdoem os seus líderes a nível local (que me parecem pessoas sensatas e até fora deste contexto doentio...), tem dado azo a autênticas barbaridades. Há que pôr cobro a isto, custe o que custar!
Alá não pode continuar a ser o mentor de uma autêntica chacina impiedosa e radical conduzindo
ao arbítrio e à impunidade. Sob a capa da «honra» há quem cometa crimes hediondos, perseguições ferozes, tolices sem conta.
Nada tenho contra as religiões mas, quando elas extravasam a sua esfera específica e pactuam com a criminalidade (explícita ou implícita) há que as subordinar ao império da lei civil, há que salvaguardar os valores humanos por excelência; sei bem que não é fácil ir de encontro a hábitos ancestrais e notoriamente bárbaros (lapidação, excisão genital feminina, dentre outros...) mas há que começar a defesa dos direitos humanos nesta área tão sensível. É a Humanidade que está em causa. É o ser humano indefeso perante forças imbuídas de uma teocracia mais virada para a selvajaria do que para a civilização...
Oxalá!!!
segunda-feira, maio 12, 2008
Senhora Terceira Idade

A Senhora do Regaço!
domingo, maio 11, 2008
Cães «comprados» ... e com coleira!
«Eu sou alto e forte, tem cuidado, sou um cão de TV!»Ameaças de morte fui sofrendo
De forma encapotada ou descarada;
Cobarde e torpemente se escondendo
Mandando à liça «mente» apalermada!
Eu não tenho patrão, nem «cães de guarda»,
Norteia-me um ideal, uma paixão:
Dizer à «choldra», «gente» celerada,
Que por ter muito medo... é que usa cão!
Ele é o cão do jornal, com ar feroz,
Ele é o cão da TV, o «megacães»...
Será também o zé ninguém, queirós;
Um escroque enxovalhando pais e mães!
Esse palermossáurio, vil, atroz,
Alguns... é «promovê-los»... chamar «cães»!...
NOTA FINAL: Os cães que me desculpem por tão ignominiosa metáfora...
Lucidez, precisa-se!
Sempre entendi que existe o direito à contestação, ao contraditório. É do mais elementar princípio democrático. É a mais básica regra de convivência cívica.
Contudo, quando se exorbita e se enxovalha, se vai além do estritamente necessário, cai-se no excesso, por vezes, no ridículo.
Ouvi as judiciosas considerações do juiz Ricardo Costa no que concerne ao chamado Apito Final (versão desportiva do Apito dourado). Muito embora o timing da decisão seja discutível (é-o de facto) há que atentar no contexto em que se insere. Havia uma promessa de Hermínio Loureiro que urgia cumprir.
Agora, ao contemplar as infelizes declarações de Valentim Loureiro, não replicando de forma serena e lúcida as balizas técnico-legais em que se estribou o magistrado, mas sim, lançando lama para o modus faciendi, para a alegada forma de expor o assunto (cheia de vaidade e pompa... segundo ele), eu pergunto a mim próprio como é possível este senhor ter chegado tão alto?
Será a teoria da moeda boa e da má (como em tempos alegou Cavaco Silva...) a funcionar?
Não haverá mais ninguém neste país para ocupar o lugar que ele ocupa (diria mais: os lugares)?
Será que iremos continuar a assistir a cenas tão deprimentes para todos nós, independentemente do quadrante ideológico, desportivo ou doutrinário em que nos possamos inserir?
A que ponto isto chegou, meu Deus! Nem no chamado PREC se viu tanto despautério, tanto pauperismo intelectual, tanta apagada e vil tristeza!
sábado, maio 10, 2008
«Portugal Conquistador!»

«Portugal Conquistador!»
«Eu, velho?! só se for no BI! Ainda posso erguer bem alto a taça!»O Senhor Teatro!

sexta-feira, maio 09, 2008
O «cavaleiro» Sant'ana!

«Sant'Ana! Já caíste do cavalo do poder e não é essa armadura que te vai salvar. Precisas de uma outra armadura: a mental!»quinta-feira, maio 08, 2008
Ao Senhor da Misericórdia!

quarta-feira, maio 07, 2008
Em louvor da Senhora... Liberdade!
«Ai rouxinol, é uma honra teres-me escolhido para símbolo de coisa tão pura!»Ó Liberdade tão pura
Que do seu olhar promana
A boa mesa procura
E também... a boa cama!
O seu olhar nos fulmina
Qual descarga electrizante
Tem pose tão feminina,
E coração palpitante.
Tem a doçura da amora
Aquele olhar lucilante
Através do qual implora
Ternura acariciante.
Senhora Liberdade é
Bandeira ao vento-virtude
Nela acredito com fé
De atingir a plenitude...
Virtuosa criatura
De sorriso virginal
Alma sagrada, tão pura,
Mármore bem glacial!
Tem postura angelical
Faz meditar, faz subir,
Até o mais baixo astral
É um divino elixir!
Qual licor conventual
Tem a pureza do céu
Pode ficar infernal
Se solta o último véu!
É só candura e pudícia,
Se alguém nela vir pecado
É gente que tem malícia
Alguém vil e complexado!
Escultura genial
Em mármore de Carrara;
Animação divinal
Fê-la musa, coisa rara!
No altar da nossa estética
Ocupa lugar cimeiro
Parece visão profética:
Qual Virgem lá no Sameiro!
terça-feira, maio 06, 2008
Em Louvor do Senhor... Bacalhau!
«Eu sou o Rei dos Mares! Todo o mundo me adora!»Senhor Bacalhau Assado
Eu Te adoro, pois então,
És por mim mais venerado
Que o próprio... São João!
Tu, com alho e com azeite,
Tens de mim todo o louvor,
Fazes o nosso deleite
Tens sabor a céu... Senhor!
Gosto de Te comungar,
Pois sei que me revigoras
É pecado não Te amar
Rei: nas boas e más horas!
Senhor!, Tu sempre serás,
Digno da nossa atenção
Com natas ou... mesmo «à Brás»
Mereces veneração!
E, sempre que vou a Aveiro,
Terra da minha afeição
Bacalhau «à moliceiro»
É digno de adoração!
Amigo Fiel, Senhor!
Símbolo de Portugal
De outro mundo... o Teu sabor
Com perfume... divinal!
Quem não Te amar é ateu!
Ao inferno irá parar
Posso garanti-lo eu,
Divino Filho do Mar!
O Senhor do Bom Repasto!
«Ai rouxinol, não me faças rir! Eu cada vez mais anafado e tu, mirrado, tísico, quase anorético! Que país de contrastes este!»segunda-feira, maio 05, 2008
Porque não te calas?!
Porque não te calas Alberto João?!
«Calar-me, eu?! Eu sou ímpar, uso linguagem limpa, respeitosa, não sou como esses da rua do Surdo ou o padrecas que só andam com gente baixa! Nem o Senhor de Belém, quanto mais o senhor do Bom Conselho!!!»
Há tanto parolo feio
Pensando que é Apolo
Com linguagem sem asseio
E palavrão sempre ao colo!
Tanta gente a precisar
De uma alma conselheira
Só anda a disparatar
Só sabe dizer besteira!
Políticos de sargeta
Sempre de arma no sovaco
Mais jornalistas de treta
Farinha do mesmo saco!
Se não os calais, Senhor,
Nem se pode respirar,
Sentimos tanto fedor
Ninguém pode suportar!
Dai-nos ar puro, Senhor!
Dai-nos atmosfera nova,
Tanto soba ditador
A precisar de... uma sova!
Ó Senhor do Bom Conselho,
O poder não se renova
Já basta de «bode velho»
Precisamos de... alma nova!
Sempre, sempre a insultar,
Já é useiro e vezeiro
Este reles linguajar
Mais parece... um carroceiro!
Nosso Senhor do Bom Sucesso!

«Tens razão rouxinol. Descobriste o meu segredo, a receita do meu sucesso: conciliar o dever de isenção com o respeito pela família política originária!»
Ó Senhor do Bom Sucesso
Na eurolândia és o Rei
Sê isento, só Te peço,
Transparente como a lei!
Não sejas cana agitada
Por ventos interesseiros,
A gente já está cansada
De populismos porreiros!
O porreirismo é labéu
Do populismo moderno,
Não é caminho pró céu,
É sim, via pró inferno!
Mantém sã equidistância
Sê durão, mas sem dureza,
Partilha bem a abundância
Reparte bem a pobreza!
Sê amante da justiça
Casa-te com a liberdade
Arma de união macissa
Sê euro-fraternidade!
Neste mar encapelado
Nós somos a casca de noz
Que ninguém morra afogado
A concorrência é feroz!
domingo, maio 04, 2008
República das Bananas! Terceiromundismo rasca!

Ó minha Senhora dos Remédios!!!
«Ai rouxinol, rouxinol,sábado, maio 03, 2008
Ó meu Senhor de Belém!

Incrível caso de «doping»!!!

sexta-feira, maio 02, 2008
Senhora fátima: Portugal e o mundo se curvam ao Teu esplendor!!!

O Senhor da Verde Esperança!
«Tens razão rouxinol, a prudência é bem precisa. Não haverá aí na forja um apito encarnado, ou até esverdeado?! A brincar, a brincar, vai dizendo coisas muito sérias! Seriedade faz falta no futebol português!»Mariza, a Senhora da Voz Imaculada

«Rouxinol, tens bom gosto! Esta sim, merece um altar!»

« Esse teu cantar, rouxinol, fere a minha simplicidade!»
Ó Senhora da Voz Imaculada
Te venero de todo o coração;
És a seiva mais pura, abençoada,
Da árvore frondosa da emoção!
Flor de Abril, Flor de Maio, Flor tão bela,
Teu perfume inebria liberdade,
Tulipa cor do sol, linda aguarela,
És a Pátria!, também voz da saudade!
Ó Senhora da Voz Imaculada,
No firmamento brilhas, cintilante,
És do Fado a centelha mais sagrada
A chama ardente, a tocha fulgurante!
A portugalidade é a mensagem
Que a Tua voz tão pura faz vibrar;
Belo poema, cheio de coragem,
Forma de conjugar o verbo amar!
Em louvor do «Gato Fedorento»!!!
«Tens razão rouxinol, eu sou consensual!, sou o maior!»quinta-feira, maio 01, 2008
A dimensão humana do dia do trabalhador...
O capital unido tudo tem vampirizado, tudo tem comido...até quando isto vai ser permitido?
Ao Senhor do Bom Dragão!!!



