quinta-feira, dezembro 18, 2008

ESCUTISMO: UM HINO À LIBERDADE!


Neste são convívio se formam os homens e mulheres do futuro. Nunca passei de simples caminheiro... mas reconheço este alfobre de virtudes!

Escuteiros, missionários,

Na missão do bem-fazer

Sempre alegres, solidários,

Num ridente florescer...

Baden Powell seu patrono,

Seu guia espiritual

É um farol lá no trono

Farol... providencial...

Ser escuteiro é sentir

O pulsar do coração

Da amizade, o elixir,

Do dever, a obrigação!

Na maratona da vida

Ter uma meta: o Bem!

Uma mente esclarecida

Desfrutar prazer, também...



quarta-feira, dezembro 17, 2008

O CASTING!...

Estamos dispostas a uma avaliação credível, honesta, íntegra, e garantimos que não procuraremos actuar na horizontal... pois o candidato indigitado... é muito vertical!
Lisboa, nós garantimos, será mais garbosa, esbelta, airosa... connosco na tripulação da grande barca alfacinha!...
Como diria o outro, acima da social-democracia há a estetocracia!

GLOBALIZAÇÃO E «OPUS DEI»...

O Papa Bento XVI na encíclica sobre a Globalização deveria focar algo que vai ter reflexos gravosos no futuro. A Igreja tem sido vítima de oportunismos sem conta. Dentro dela há gente visando apenas os aspectos materiais e os economicismos puros e duros em detrimento da espiritualidade. A política rasteira, oportunista, dependente ao poder também.

Recordo aqui o arcebispo Marcinkus e o banco Ambrosino. Recordo aspectos envolvendo a Opus Dei e alguns dos seus compagnos de route que são dignos de meditação... Há peripécias e envolvimentos tão tenebrosos que seriam dignos de figurarem numa obra cinematográfica tais as similitudes com a Camorra ou a Cosa Nostra.

Ainda agora, ao bebermos os noticiários, ficamos estupefactos como criaturas de bem, aparentemente no seu perfeito juizo, fazendo gala de pertencer à opus Dei e de terem espírito
magnânimo, serem capazes de cometer actos de tal envergadura e de tal quilate que nos deixam boquiabertos. Refiro-me, dentre outros, a alguns ilustres figurantes dessa saga que dá pelo nome de Millenium. A praga dos off-shores sempre como denominador comum. Advogados e clientes, administradores ao mais alto nível, tudo farinha do mesmo saco, farinha da ganância, farinha do quanto mais ilícito, mais venal, melhor...

Os nomes todos os conhecem. O seu facies sempre seráfico e acima de qualquer suspeita, apresentava um ar hierático digno da máxima confiança. Tal como o famoso homem forte do Nasdaq que cometeu o golpe do século, uma autêntica dona Branca da globalização!

Meu caro Bento XVI, não seria melhor começar já a incluír no catecismo católico todos estes pecados hodiernos, toda esta parafernália pecaminosa que vai enriquecendo o léxico mas empobrecendo a espiritualidade e o património de credibilidade tão duramente conquistado por almas generosas como Teresa de Calcutá (essa sim, que tinha muitas dúvidas sobre a existência do Divino!...), padre Américo, padre Cruz, D. António Ferreira Gomes e tantos anónimos benfeitores que deram exemplos de desprendimento e de elevação moral, espiritual e cívica.

Mário Soares e o «Maio de 68»

Num excelente artigo hoje publicado no DN Mário Soares faz um paralelislmo entre a actual situação e a crise do Maio de 68. Muito embora de contornos diferenciados há situações que importa prevenir. A violência gratuita e desmedida é um sinal de tempos difíceis. A corrupção reinante aos mais variegados níveis (banca, bolsa, certas multinacionais) é de molde a gerar medidas correctivas, uma supervisão mais eficaz, a fim de se travar toda esta problemática que pode arrastar convulsão social.

Muito embora diverso, o contexto actual precisa de ser muito bem avaliado pelos dirigentes europeus sob pena de toda a Europa se poder transformar num balão de ensaio para fundamentalismos selvagens. Mário Soares fala da ecologia, dos oceanos, de forma muito elucidativa, era bom que fosse ouvido por quem tem poder de decisão ao mais alto nível e até aos níveis mais baixos (v.g. câmaras municipais do litoral).

terça-feira, dezembro 16, 2008

Desgarrada Sócrates VS Alegre...





Com rigorosa independência aqui vai a desgarrada entre Sócrates e Alegre. No íntimo creio bem que tudo não passa de uma coisa passageira, um arrufo sem nada de concreto no futuro. Nem Manuel Alegre vai deixar-se colonizar pela sereia Louçã nem entrará em ruptura com o «pai»(PS) ao fim de tantos anos de militância. Fundar um novo partido em tempos de crise não está fácil, Jardim que o diga... De facto, Sócrates diz que actua com coragem, rigor, para levar a cabo a reforma estrutural que o país precisa. Há sacrifícios que têm de ser feitos. Alegre diz que esses sacrifícios são demasiados para os mais desfavorecidos e que os responsáveis pelo estado a que se chegou estão a ser recompensados injustamente. Duas verdades distintas cada qual com um substrato lógico incontestável. Eu, imparcial, acima dos partidos e das sensibilidades, limito-me a registar.
Sócrates:
Vê lá, não sejas traidor
E a ti próprio não mintas
A rosa é a tua flor
Não sejas um troca-tintas!...
Alegre:
Troca-tintas é quem diz
Uma coisa e faz o oposto
A mim não cresce o nariz
Sou poeta de um só rosto!
Sócrates:
Ó ovelha tresmalhada
Pensa antes de ir embora
O Louçã não vale nada
Vai usar-te e... deitar fora!...
Alegre:
Sou pastor de ideias novas
E tenho um milhão de ovelhas
Tu, vê lá se te renovas
És pastor de ideias velhas!
Sócrates:
Vais perder muito, te juro,
Vais passar um mau bocado
Eu é que sou o futuro
Levas contigo o passado...
Alegre:
Sou a voz dos descontentes
Humilhados e ofendidos
Trago comigo... as sementes
Tu... frutos apodrecidos!...
Sócrates:
A crise sopra ambições
Surge o vento aventureiro
E até... sebastiões
À sombra do nevoeiro!
Alegre:
À sombra do nevoeiro
Também medram... corrupções
Tu, és useiro e vezeiro
Em dar milho aos pardalões!...
Sócrates.
Não te fies no milhão
Pardalão sempre a piar
As aves de arribação
São como as ondas do mar...
Alegre:
Sinto estar em maré alta
Tu, estás na baixa-mar
Nesta hora o que faz falta
É nova malta a mandar!...

segunda-feira, dezembro 15, 2008

Príncipe




É preciso revitalizar o partido e elevá-lo à pureza que atingiu com Sá Carneiro no PPD-PSD.
Afirmação de A. J. Jardim
Goste-se ou não dele, é um ícone, uma figura emblemática, um «papa» da social-democracia portuguesa. Tem em Sá Carneiro um paradigma, um alter-ego, daí que seja necessário ouvir o ex-lider para saber a sua opinião sobre este caudilho que segue o seu ideário com devoção, com a dedicação de um apóstolo ao Mestre...
R. B. _ Dr Sá Carneiro que acha desta afirmação de Jardim?
S. C.__ Meu caro Rouxinol, ainda bem que me dás a palavra pois o país precisa de saber algumas verdades. Chama-se necrolatria a esse culto bacoco e exacerbado dos mortos, para lhes roubar o carisma e tentar apropriar-se da aura. Já Mário Soares fez isso comigo de forma oportunística. Chamou-me «caloteiro» e «amancebado» em vida, depois de ter falecido, passou a chamar-me tudo e mais alguma coisa. Eu passei de besta a bestial. Vilanias que nunca esquecerei nem depois de morto!...
R.B.- Mas se estais magoado com Mário Soares ainda se compreende. Jardim é do vosso partido...
S.C.- Jardim certamente esqueceu aquela máxima que eu tantas vezes usei para impôr práticas democrática num tempo de gonçalvismos totalitários: «Acima da social-democracia há a democracia!» Eu, sá Carneiro, nunca quis impor o jugo social-democrata a toda a sociedade. Eu nunca tive cultura partidocrática, eu fui um autêntico homem de Abril. Essa sinistra criatura impede as comemorações de Abril para não ter que conviver com quem pensa de forma diferente mas também procura a democracia, embora por outras vias. Eu respeitava os adversários, ele ofende-os, provoca-os, insulta-os.
R.B. -Achais que há uma partidocracia na Madeira?!
S.C. __Se não é, provem-me o contrário! Esse senhor que já ultrapassou há muito a barreira da sensatez e navega nas águas turvas do populismo desbragado, já devia ter dado o lugar a outro mais jovem, mais sensato. Ele é o anacronismo feito pessoa.
R.B. __Mas não retribuís a estima que ele vos dedica?!
S.C.__Ele sempre foi assim, belicoso, espalha-brasas, julgando-se acima de tudo e todos, mas precisa de ir para um centro de reciclagem para viver em democracia. Ele está de relações cortadas com o espírito de Abril, portanto também com o meu espírito. Se o nonsense fosse música ele seria um autêntico Pavaroti, mas como não é... enfim, um adamastorzinho birrento, um napoleaozinho de trazer por casa...

Porque será?!







Pega real
Cabra e
Polvo
__Meu Deus, por que será que no reino animal, somos tão desprezadas, chegando ao cúmulo de nos chamarem galdérias?!
Isto dizem a cabra e a pega. No entanto, o polvo, esse bate com os tentáculos no peito e exclama:
__Meu Deus, não sei que tenho feito de mal, mas todos me tratam por «Senhor presidente da câmara»!!!

domingo, dezembro 14, 2008

Entrevista com José Régio. «O ponto G», segundo Régio!

José Régio, em Portalegre, à cata de velharias para a sua vasta colecção...
R.B.- Meu caro José Régio, li hoje no JN, que a sua obra poética foi considerada ultrapassada (pela temática obsoleta à base de Deus e do diabo, do bem e do mal...) nem sequer constando o seu nome numa antologia publicada em França em 2003. Manuel Poppe, escritor e jornalista ilustre, insurge-se contra esse «enterramento». Quer tecer algum comentário?
J.R.- Ainda bem que me dás a palavra, meu caro Rouxinol. Não estou «enterrado» embora alguns o queiram fazer. A problemátia do bem e do mal é eterna e nunca terminará. Agora com os fundamentalismos belicistas, atingiu proporções de pandemia até. Acredito que se queira acabar com distinções entre o bem e o mal para nivelar tudo pelo modismo dominante. Camões, por exemplo, não acreditava nos deuses, mas, apesar de tudo, colocou-os na sua obra como efeito decorativo e até como homenagem às culturas grega e romana. Também quererão erradicá-lo («enterrá-lo»...) por isso?
R.B.- Eu estou do vosso lado, também sinto que os novos ditadores da moda literária querem espaço para si à custa dos que não estão cá para se defenderem. A problemática do bem e do mal já vem desde os tempos mais remotos e nunca deixará de existir. É óbvio que não se trata de maniqueismo estulto, mas sim, a contrario, do aprofundamento das raízes maléficas e dos alicerces das virtualidades humanas, no sentido de melhorar estas e erradicar, na medida do possível, aquelas...
J.R.- É isso mesmo, Rouxinol. Eu sempre fui de um agnosticismo salutar, deixando sempre uma porta aberta para a crença, respeitando as tradições mas pondo dúvidas, desassossegado com esta problemática que nos envolve e cujo desfecho é sempre motivo de aprofundamentos diversos, de análises multifacetadas, estudos da mais variada índole. Mas «sanear» escritores sempre foi típico de certo pedantismo intelectual. Sei bem que uns foram maiores, outros menores. Uns mais profundos, outros mais aligeirados. Uns mais cultores do estilo e da semântica, outros, mais virados para o gongorismo de formas, para a redundância. Cada qual no seu patamar, deverão ser respeitados. Aleixo não pode ser equiparado a Pessoa ou a Camões, mas deve existir e ser lembrado pelo que foi, pelo que representou.
R.B. - O que acha da problemática religiosa nos tempos actuais?
J.R._Acho muito interessante. O papa, ao abordar o ponto G. na sua nova encíclica é digno de meditação e de aplauso!
R.B. -É de índole sexual a tal encíclica?!
J.R. - Não, nem de perto nem de longe! Limita-se a abordar o problema da globalização e sua implicação na doutrina e no nosso viver colectivo. Ele vai aprofundar uma temática nova e de grande impacto futuro. Era bom que falasse também do ponto G. das câmaras municipais, dos governos, esses sim, também merecem uma análise profunda!...
R.B. - Ponto G. nas câmaras e nos governos?! Mas quereis referir-vos a quê, concretamente?
J.R. - Eu não estou enterrado, muito embora alguns me julguem. Eu estou atento aos excessos de generosidade (daí «ponto G»...) de algumas câmaras, dando mordomias a torto e a direito, facilitando reformas antecipadas aos politicamente gratos, veja-se o «caso Dourado» na Póvoa e tantos outros por esse país fora... Depois há os excessos com certos empreiteiros que ganham todos os concursos (limitados...) e são prendados com «obras a mais» de tal sorte que tal generosidade é apenas um puro esbulho do erário público. É óbvio que esses empreiteiros alvo de tanta generosidade , depois, por gratidão, também são generosos com certos clubes, certos partidos, certos dadores de prebendas... É o «ponto G» no seu expoente máximo, às vezes o clímax da corrupção mais desbragada!...

O Senhor Cultura está atento!...

Muito embora em Paris, Manuel Maria Carrilho está atento ao que se passa em Portugal e no mundo. Os contornos da actual crise, embora de forma muito sucinta, estão magistralmente dissecados aqui.

Na esteira do que ainda há pouco afirmou Cavaco Silva, o PIB já está obsoleto como instrumento de avaliação, pois o RNB (Rendimento Nacional Bruto) tem uma amplitude mais óbvia e justificar-se-ia mais a sua utilização em determinadas circunstâncias, em detrimento daquele. O que se produz só por si não é retrato fiel de uma economia pois há outros factores (endividamentos externos e internos...) que são dignos de ponderação.

Há que reaquacionar toda a problemática económica e a vertente financeira para combater em profundidade toda a parafernália de toxidades que enquadram a actual crise global.

Meu Deus por que nos abandonaste?!

A praga dos bombistas-suicidas alastrará urbi et orbi!...

Será que a espécie humana ensandeceu de vez?!
Meu Deus, Vós que nos criaste para Vos louvar e engrandecer, para preservar o ambiente e a Natureza, dando mais cor e luz ao planeta Terra, vede o estado a que chegámos!

Esse malfadado ser humano, que se diz Vosso herdeiro, criado à Vossa Imagem e semelhança, tem poluído o planeta, tem criado conflitos e mais conflitos, mostrado que não sabe viver em sociedade, gerando injustiças atrás de injustiças, delapidando recursos de forma criminosa, opondo-se a medidas correctoras, enfim, este autoproclamado homo sapiens é um bárbaro, um ser repugnante e abjecto, que urge civilizar. Põe animais contra animais, para se divertir. Tortura de forma selvagem e hedionda os touros, os cães, tantos animais respeitáveis e dignos de atenção.

Os mares e os oceanos são considerados vazadouros de lixo sem qualquer preocupação ecológica, contaminando os peixes, os animais marinhos, a própria flora marítima.

Árvores são selvaticamnte ceifadas à vida, queimadas e violentadas quando ainda em crescimento. Os pulmões do planeta estão em estado miserável devido à poluição e a cortes sem critério, sem regras responsáveis. O planeta dos macacos está em degradação galopante por causa da incúria, da falta de fé dessa cretina criatura humana. Vade retro homo sapiens!!!


Meu Deus, rogamos a Vossa clemência e pedimos a Vossa intervenção tendo em vista preservar a nossa espécie e dotá-la de meios capazes de refrearem a fúria selvática dos humanos. Fazei com que a Terra seja mais habitável e mais digna de respeito. A fauna e a flora agradecerão.

Sabemos que a Vossa sabedoria é grande e o Vosso espírito de justiça exemplar.

Amen!



Então Deus, Ele mesmo, fez ouvir a Sua Voz, depois de ter ribombado um fortíssimo trovão e de relâmpagos terem iluminado todo o céu:



__Em verdade, em verdade vos digo, já enviei para aí os «mondadores» da espécie humana. Eles só precisam de deitar mão ao arsenal nuclear, então o martírio será universal! Os fundamentalistas islâmicos cumprirão os objectivos: a humanidade será extinta pelas suas próprias mãos! Os suicidas multiplicar-se-ão como os peixes do milagre ...



sábado, dezembro 13, 2008

EUROPA

OS DEZ MANDAMENTOS DA CIDADANIA EUROPEIA
Uma Europa mais forte e mais segura
Caravela na rota do progresso
Falando a uma só voz, no mar-cultura,
Será sempre uma Europa de sucesso!
Ao leme um timoneiro consciente,
Com formação humana e cultural,
Então, será maior que um continente
Será a referência universal.
Europa de valores solidários
Vanguarda esclarecida e tolerante
Fará de todos nós uns missionários
Criando um «novo mundo» doravante.
Coesão social, deve ser lema,
Multiculturalismo omnipresente
Respeito e comunhão farão poema
Será uma só fé, uma só gente!
A civilização é um cadinho
Onde se irão fundir paixões e crenças,
Todos juntos, unidos no caminho
Bem justo do respeito p'las diferenças.
Importa cultivar a tolerância
Fazer frutificar o pluralismo
Importa enraizar a militância
Nos alicerces nobres do civismo.
Cidadania deve ser um norte
Bandeira a desfraldar com devoção
A Europa será sempre mais forte
Quando o povo sentir que tem acção!
Num mundo em permanente convulsão
Dizimado por ódios doentios
Europa deverá ser excepção
Alicerçada em hábitos sadios.
Esta Democracia é a valência
No caldo de cultura pluralista
Que seja inoculada com ciência
P'ra matar esse vírus belicista...
Caminhemos ao lado do futuro
Respeitando as raízes ancestrais
O caminhar é longo, talvez duro,
Seremos europeus, com sinal mais!
Nota: em homenagem ao meu Pai que dizia muitas vezes ser a Europa o nosso «biberão cultural»...

sexta-feira, dezembro 12, 2008

Jean Claude Trichet, um dos responsáveis...

Talvez tenhas razão, rouxinol, mas ser Presidente do BCE não é fácil. Talvez tenha reagido tarde demais...


A crise alastra de forma galopante ameaçando o tecido económico empresarial de forma assaz contundente. A economia arrefeceu, há recessão no horizonte, falências à vista.
Se de facto esta situação pode ser imputada em parte ao fenómeno do chamado efeito dominó causado pelo sub-prime e outras toxidades na banca americana, não é menos verdade que Wall Street não pode arcar com todas as culpas.
O presidente do BCE demorou a baixar a taxa de juro de referência sob o pretexto de previsibilidade de surtos inflacionistas. Se é certo que o preço do petróleo estava a causar efeitos nefastos (a chamada «bolha» acabaria por rebentar... como era previsível), também era verdade que era preciso agir nas taxas. A Reserva Federal foi mais activa. Nos States houve a noção da complexidade do problema e este foi atacado em várias frentes. Cá, demorou-se tempo demais e foi a pressão dos governos nacionais que obrigou o douto presidente a reagir.
A nível indígena há que actuar a vários níveis. Se é certo que a baixa de impostos não desencadeia obrigatoriamente um igual impulso no aumento de investimento, pode dar um sinal psicológico importante aos agentes económicos. Baixar a carga fiscal (cirurgicamente, claro...) pode aumentar o rendimento disponível das famílias e fomentar certo consumo que vai potenciar o arranque da economia. Taxas de juros baixas, petróleo baixo e desafogo fiscal poderão ser o «tridente» para o relançamento económico! Muita gente pensa como eu.
Com a construção civil parada, era bom dar um empurrão no sistema. Que o governo não seja tão moroso e «pesado» a agir como o foi Jean Claude Trichet, são os meus sinceros votos.
O sector da construção civil (ainda mais do que o automóvel) é uma alavanca com efeitos multiplicadores e arrastadores incalculáveis. Manuela Ferreira Leite já corrigiu a sua postura neste domínio pois era tão óbvia a força dos argumentos do governo para apostar nas infraestruturas (mesmo sem terem um retorno imediatista...) que teve que ceder. É óbvio que o aeroporto de Alcochete e o TGV poderão não potenciar vantagens muito palpáveis no curto prazo. Mas nem só de curto prazo vive um país. A miopia política foi um dos males deste regime. Há que olhar para o futuro e potenciar o seu crescimento de forma lógica, racional, sem olhar aos possíveis custos eleitoralistas.
Quando um país inteiro pára e dá demasiado relevo a um conflito laboral como o dos professores, esquecendo os grandes desígnios estratégicos nacionais é um país a sofrer de miopia grave!

quinta-feira, dezembro 11, 2008

O mal do mundo: a mama!

Nesta Ilha da Madeira
A mama é que está a dar
Isto é a «Mamadeira»...
Ninguém ouse duvidar!...
Lá vamos mamando e rindo
Mama cheia, ou torneira
P'rós meus amigos abrindo
Povo?! ... Sem eira nem beira!...
A mama só nos sacia
Se for forte e bem pujante
Isto é mamocracia
Regime bem fascinante!
Não vejo, mas sinto que o mundo inteiro precisa de acabar com esta mama gigante que dá de mamar a alguns e mata à fome a grande maioria dos habitantes deste planeta!





Para alguns o mundo é mama
Mas que grande «mamadeira»
A chupar... há vasta gama
Vão gamando... a vida inteira!...


A teta da banca está
A alimentar uns mamíferos
Porcos como eles não há
Animais muito prolíferos.


O Estado mama o imposto
Chupa da teta fiscal;
O Zé paga... a contra-gosto
Ou chupa... co'o tribunal!


Lei da oferta e da procura
Mamão, mama tem que ter!...
Olhai p'ra essa figura
Sempre agarrada ao poder!...


Mamar é grande «Paixão»
E todos os que a praticam
É tal a sofreguidão
Que até viciados ficam!...


Viciados no poder
Mama farta!, qual torneira!
A carteira sempre a encher
Mas que grande «mamadeira»...


O mal do mundo é a mama
Dar-se a uns, a outros não!
Mas agora com... Obama
Vai haver mama... à ração!...

Quarenta milhões de dívida ao BPN!!!

O famoso amigo de Dias Loureiro (Abdul Rahman El-Assir) seu conselheiro de negócios, foi o que apontou e aprontou o negócio ruinoso em Porto Rico, efectuado contra o parecer do técnico que foi marginalizado, tem uma dívida no BPN de cerca de 40 milhões de euros!

Quem se der ao cuidado de pesquisar no Google este nome ficará bem elucidado sobre quem aconselha o nosso conselheiro de Estado!!!

Vale a pena fazer uma pesquisa no Google e ver todo o percurso deste autêntico globetrotter, que talvez escreva algum romance sobre a arte de bem cavalgar em toda a arena da política mundial!
Caçadas com o rei Juan Carlos, festas com Felipe Gonzalez, golf com todo o jet-set, enfim, ele sabe-a toda!

Este Loureiro (este nome tem sacudido o regime de Abril pelos motivos mais inverosímeis...) deve ter uma escola bem doutrinada e um pedigree muito recomendável para conselheiro de Estado!

Enfim: O ESTADO A QUE CHEGÁMOS!

O Povo, esse Cristo flagelado pelos algozes...

__Meu caro rouxinol de Bernardim, um pequeno reparo: você escreve povo com maiúscula, porquê?!
_Sua Santidade, nós temos um provérbio que reza assim: «A voz do Povo é a voz de Deus!»
_Não acredito! Isso deve ser alguma tirada daquele fundamentalista da Madeira, depois de uma vitória eleitoral, com uns litros de poncha no bucho! Quem são os «idiotas», os «sandeus»?
__O tal fundamentalista da Madeira não é culpado desta vez! «Idiotas» e «sandeus» há tantos que a carapuça vai ser enfiada por muita gente, penso eu...
__Será verdade que vós, aí em Portugal, também tendes um dogma que reza mais ou menos assim: «O Povo é quem mais ordena!»?
_Tínhamos, tínhamos, mas era no tempo em que Saramago escrevia Povo com maiúscula, agora é tudo corrido a minúsculas!...
_Então, eu vou ordenar ao clero lusitano que proclame outro, bem mais importante: «Deus é quem mais ordena!»










Tantos excessos foram cometidos
E tanto despesismo sem razão;
Política?! O império dos vendidos
Alfobre da mentira e da traição!






O erro nunca admitem!, fariseus
Sem ponta de vergonha, sem pudor;
Às vezes, idiotas ou sandeus
Julgam ser Deus... ou Cristo Redentor!







São a pesada cruz, ou o calvário,
São o gólgota mais torturador,
Perfil de repugnante salafrário.






O Povo? Esse, é Cristo sofredor,
Chicoteado pelo torcionário
Ao serviço do crápula opressor!...

terça-feira, dezembro 09, 2008

O MISTÉRIO DAS PRENDAS DE NATAL...

O país ainda não sabe. Os jornais, onde impera forte censura (ideológica, economicista, política) nada dizem. Por isso é que se criaram os blogs. Eles são a parte emersa do icebergue da liberdade tantas vezes submerso pelo mar tenebroso da promiscuidade e da vilania.

Os cidadãos têm o direito de saber tudo. Não é lícito mantê-los na ignorância pois serão eles que irão avaliar os poíticos na hora da verdade, serão eles os juizes e precisam de dados sobre a mesa. É isso que farei. Doa a quem doer, darei conhecimento de certas prendas altamente comprometedoras e com significado incontestável!

Primeiro caso:

Soube-se que Jardim recebeu um bolo com uma volumosa e vermelha cereja em cima. Nada dizia. Era tão apetitoso que convidou os seus próximos colaboradores para o devorarem.
Fizeram-no num ápice, tão delicioso ele estava. Só no final se aperceberam da mensagem que estava escrita no fundo, em letras garrafais:
«Vocês são a cereja da mediocridade em cima do bolo do caciquismo bolorento. Assinado: José Manuel Ribeiro - deputado de PND!"

Luís Filipe Meneses enviou uma espada dourada a Manuela F Leite. Um papelinho anexo rezava asim:

«Não, não irei degolá-la. Só quero que mantenha sempre presente que eu serei uma espada de Dâmocles a pairar sobre a sua cabeça enquanto liderar este partido!»

O presente de Cavaco Silva a Sócrates foi uma tesoura dourada. O papel que a acompanhava, escrito pelo seu próprio punho, em letra bem legível, dizia isto:

«Vocês cortaram-me os poderes no Estatuto dos Açores, espero que se lembre sempre que eu tenho o poder de lhe cortar o pio de primeiro-ministro".

Mário de Almeida enviou a Pedro Brás Marques um apito dourado. A mensagem era esta:
«É para lhe garantir que em Vila do Conde, ao contrário do que afirma, nunca houve nem haverá arbitrariedades!..."

Macedo Vieira remeteu ao rival Silva Garcia as chaves da cidade da Póvoa de Varzim. Dizia na sua mensagem:

«Tenho a subida honra de lhe endereçar as chaves da cidade. Só espero que tenha a ombridade de fechar as portas, de preferência pelo lado de fora...»

Enfim, eu próprio também enviei ao Papa um presente de Natal. Era um lindo candeeiro de secretária. O mundo, num globo lindíssimo, e o Papa, servindo de haste, a abraçá-lo.

A dedicatória que enviei rezava assim:

«O mundo inteiro agradece ao Papa Verde, as suas preocupações ecológicas para salvação do planeta.»

Fiquei muito surpreendido ao receber um cartão e uma prenda vinda do Vaticano. Era uma vela enorme. Num papelinho vindo da Cúria Romana, o Secretário Pessoal enviava uma mensagem :

Sua Santidade o Papa agradece a rouxinol de Bernardim a sua generosa oferta bem como a mensagem muito original. Espera que consiga manter pela vida fora bem acesa a chama da ironia, do bom humor e do sarcasmo, em prol da defesa dos Direitos Humanos, Direitos dos Animais, e que Deus o abençoe!»

CEM ANOS E... SEMPRE SEM AMOS...


O cineasta português Manoel de Oliveira, um ícone da Sétima Arte.
Às vezes acusam-me de maledicente. Mas gosto de dizer bem quando há motivos para tal. Também não cultivo o excesso, pois ainda me chamariam lambe-botas...
Vem isto a propósito da recusa do cineasta em receber as chaves da cidade, honraria proposta pela edilidade portuense. Mostrou ser vertical. Não pactua com o oportunismo. Farto de levar pontapés, reagiu com dignidade...
Dar-lhe as chaves da cidade
Quis a câmara tripeira
Recusou com dignidade
Tal manobra lisonjeira.
Há quem dê chaves demais
Mantendo as portas fechadas
São hipócritas sinais
De mentes enfatuadas...
«Sem amos»... há já cem anos,
No cinema nacional
O decano dos decanos
Continua vertical!
Genuflexões ao poder
Não faz, nem nunca fará,
Botas nunca há-de lamber
A quem pontapés lhe dá!...

Alerta máximo! O peixe pode estar em vias de extinção!

Não, não é alarmismo gratuito. A médio e longo prazos poderemos estar na iminência de uma crise de graves consequências e era bom planear, começar a pensar no futuro com prudência e procurando alternativas.

Tal como o petróleo que pode começar a ficar mais raro e até esgotar, também o peixe começa a ser um produto cada vez mais raro. Era bom começar a enfrentar esta problemática com coragem e determinação. O futuro está aí à porta!

Ler aqui um apontamento cheio de clarividência e lucidez.

segunda-feira, dezembro 08, 2008

A cruz!




Cada vez mais admiramos Aquele que levou a cruz ao calvário e nos libertou do pecado original!
Outros, são eles próprios o pecado original, obrigando o Povo a carregar a pesada cruz da carga fiscal!
E gostam de se fazer passar por vítimas!...

A Igreja católica pede perdão! Tarde e a más horas!

Veja aqui! Este autêntico escândalo! Tão tardiamente, como de costume, a Igreja penitencia-se dos seus erros e das suas toleimas!

domingo, dezembro 07, 2008

ROSAMAR...

A morte, essa ceifeira implacável, voltou aos mares. Agora foi na Galiza, o «Rosamar» se afundou levando consigo alguns pescadores.
Caxinas, a terra-mártir, mais uma vez foi atingida pelo luto. Oxalá tão cedo não volte a fustigar essa honrada e nobre gente que na faina do mar nos procura dar o alimento saudável que é o peixe. Me curvo à memória de um bravo combatente, que, no local de trabalho, sucumbiu à traiçoeira tempestade.



ROSAMAR!



Caxinas, sinos dobram com dolência,
Veste crepes, de novo, esta colmeia
Piscatória; o luto e a impotência
Esta terra tão mártir, incendeia...




«Rosamar» com espinhos de incerteza
Ensombrando o natal dos pescadores;
Consoada de angústia está na mesa
Amargura com lágrimas, com flores...


Custa tanto sofrer, ter de aceitar,
No local de trabalho sucumbir
Sem ter havido forma de o evitar!


As lágrimas saudosas vão caír
A prostração nos verga e faz pensar:
«Rosamar»... que o mar não deixou florir...

sábado, dezembro 06, 2008

O FADO DA TIMONEIRA



__Excelente, rouxinol! Traduz de facto o estado de espírito, a alma da traineira laranja! Vou concorrer ao Festival de Velhos Cantores de Acapulco, se ganhar, oferecer-te-ei a Traineira de Prata!...
__Agradeço mas recuso. De si só quero uma coisa!
__Diz lá, serei toda ouvidos!...
__Quero que se desvie um pouco pois está a tirar-me o sol...
O meu Fado não é mais
Que desilusão tamanha
É o Fado de um arrais
Traído p'la companha!
Neste mar encapelado
Onde campeia a ambição
Tenho o destino marcado
Pelo punhal da traição.
Não é fácil pilotar
Neste mar de agitação
Quando há gente a apunhalar
Quem lidera a embarcação!
Casco já está bem furado
Por picaretas falantes
Discurso sempre toldado
Por ambições aberrantes...
De Gaia um tal garnizé
Já o barco abandonou
Só dava tiros no pé
A si próprio abalroou!
O elefante da Madeira
Tem mais tromba que moral
Picareta palradeira
Pica pau... mas pica mal!...
Sereias de corrupção
Maviosas no cantar
Seduzem tripulação
Querem ver-me soçobrar!
O leme querem pra si
Ó «vã glória de mandar»
Engenho e arte não vi
Só têm arte... no palrar!...
Passei Cabo das Tormentas
Paciência há que ter
Talvez um soco nas ventas
Os fizesse adormecer...
Todos estamos a prazo
Ninguém é a excepção
Caminhamos para o ocaso
O sol renasce! Nós não!
Resistir, resistirei,
Zarparei ao alto mar
Ao leme sempre estarei
Com abutres... a piar!!!
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Ao leme sempre estarei
Com abutres... a piar!!!

RESPEITO E CARINHO, PRECISAM-SE!


Oui, oui, «Un chien comme nous!» de Manuel Alegre, c'est formidable!





Torturar os animais
Não é humano, decente,
É próprio de irracionais
De gente que não é gente.



Corrigir mentalidades
Sanear comportamentos
Evitar atrocidades
São sempre os nossos intentos.


Nudez forte da verdade
Sempre mais imperativa
Homem é ferocidade
Às vezes... fera escondida!


Desfraldemos a bandeira
Do respeito e do amor
Estamos todos na trincheira
Da erradicação da dor!

Vem aí um novo partido: o P.C.F.

Os politólogos da nossa praça ainda não se aperceberam dele. Mas, pé ante pé, subrepticiamente, ele anda por aí. Tem um porta-voz, um emblema, um «padrinho»...

Abortou o tal «Partido Federalista» de Jardim. Foi um nado-morto. Contudo a ideia foi germinando. Há cabimento no actual espectro político-partidário. Desde a extinção do PRD que faz falta um novo partido. O povo já está farto das mesmas caras, dos mesmos rostos prometendo ilusões e traindo essas promessas na primeira curva. Daí ao novo partido vai um pequeno passo.

Pela enésima vez o tal porta-voz veio a público verberar Manuela Ferreira Leite. Que não presta. Que não galvaniza. Que só diz dislates e comete gaffes.

É óbvio que MFL cada vez que fala treme o Carmo e a Trindade. Ela está realmente a lutar contra o tempo mas o tempo vai-a derrubando. Cada vez mais isolada, mais acossada, mais encurralada num labirinto esmagador. Ela sente o tapete a fugir-lhe debaixo dos pés...

Só um ingénuo não se apercebe deste fim próximo. Mesmo Marcelo Rebelo de Sousa, ao dar o dito por não dito, fez apenas um compasso de espera, um mea culpa estratégico.

Jardim, lá da Madeira, vai atroando os ares com as suas visões apocalípticas. Esta mulher, de facto, está condenada, mesmo antes de ir às urnas. Ela saberá a seu tempo atirar a toalha ao chão... Ela não se deixará esturricar neste lume brando que alguns teimam em atiçar. Ela sabe que o fim político está próximo.

Sócrates, matreiro e arguto, já viu que neste país de brandos costumes só uma jogada à Jardim (eleições antecipadas...) o salvará de uma vitória pírrica se se cumprir o calendário eleitoral. Por isso tudo fará para precipitar uma IGV (Interrupção Voluntária de Governação...), para colher os dividendos dela...

O tal novo partido está expectatnte. Sabe que MFL é uma carta fora do baralho. Mas receia um partido concorrente (de Manuel Alegre e alguns pares...), daí as necessárias cautelas.

Então, se Sócrates precipitar as eleições, tudo se esboroará. Daí que alguns tiros no escuro sejam lançados como que aviso à navegação.
O tal partido inovador (com velhos timoneiros...) quer ser a tal pedrada no charco. Mas não sabe bem como fazer o «parto»...

Refiro-me ao P.C.F.. Alguns apodá-lo-ão de P.P.F.. Mas na essência é o mesmo!


Nota Final: P.C. F. = Partido dos Camartelos Falantes
P.P.F. = Partido das Picaretas Falantes

QUE DE PESSIMISMO!!!

«Ele é um céptico!», disseram eles. E o negócio de Porto Rico lá avançou contra o parecer do céptico...
As ligações de Dias Loureiro ao libanês Abdul el-Assir não deixavam antever grande prosperidade. Jordão bem tentou impedir o negócio, mas foi considerado um céptico e o negócio concretizou-se. O Banco Português de Negócios era a arena onde Dias Loureiro e Oliveira e Costa se moviam com uma perícia digna de enguia. Os contactos, eufemismo que Dias Loureiro usa com demasiada frequência, lá estavam, no local certo, para o negócio certo.
Abdul El-Assir é figura de proa e velho conhecido de Dias Loureiro estando presente até em casamentos e festas muito in. O seu mundo é de outro mundo. Mais sub-mundo que outra coisa!...
O país devia estudar estes casos e estas ligações perigosas para saber a nata que nos desgoverna ou desgovernou. É este país onde se insulta o pobre, o pequeno, o humilde, e se louvaminham sinistras criaturas que eram dignas de figurar na filmografia de Fellini. Neste país são levados a tribunal deputados municipais, vereadores, que emitem pareceres negativos sobre os Corleoni que por aí pululam. Neste país de brandos costumes, as TV 's e as revistas cor-de-rosa se encarregam de branquear as imagens de tais nefandas criaturas, enquanto os tribunais se esquecem de quem, no regabofe nacional, se banqueteia forte e feio com o beneplácito de «surpevisores» (não me refiro só a um, há vários...) medíocres (ou domesticados...) que abocanham alguma fatia do bolo, degustam com afã o «bolo-rei» da mega-corrupção!
Pobre país que precisa de uma vassourada a sério! a cleptocracia de colarinho branco campeia e tem o «aval» de «augustas eminências» (mais pardas que os excrementos), tem o aplauso dos media sempre atentos, veneradores e servis,
perante tais suprassumos de moralidade e de civismo!
Depois, chamam «bando de loucos» a quem tem a coragem de chamar os bois pelos nomes, a quem não verga, não se acobarda, não se põe de cócoras perante o «bando de predadores» que vão levando a Pátria à falência, vampiros que sugam o erário público até ao tutano!
Pobre país que tais vampiros gera, pobre país que tais sanguessugas deixa parasitar no seu bojo!
Haja dignidade meus senhores!!!
O país precisa de uma «Operação Mãos Limpas»! Mas que seja alguém de «Mãos Limpas» de facto, a fazê-la! Se não, chame-se o juiz Baltazar Garzon!...

sexta-feira, dezembro 05, 2008

QUE DE OPTIMISMO!!!

O senhor Presidente da República afiançava que o nosso mal era o pessimismo militante! Eu, ao garantir o aval para o BPP, estou a dar provas de grande optimismo e assumo o risco. Se a falência surgir, mais tarde, o Estado assumirá as consequências. Mas tenho fé que os mercados financeiros vão reanimar, a economia vai prosperar, o terrorismo vai ser erradicado, o futuro será promissor. Se não for, não me poderão acusar de pessimismo!...


Esta crise é vendaval
Mar batendo nos penedos;
Vão indo os anéis... e o mal
É que podem ir os dedos!...



Falências e mais falências
Portugal está por um triz
Ladrões? Supercompetências!
Vão desgraçando o país!



Alves dos Reis é o que há mais!
Na banca é forrobodó
Com fortunas colossais
Só um vai pró xelindró!...



Viveram à tripa forra
Com luxos de marajás
O governo, que os socorra!
Mandam! E o governo faz!



NOTA FINAL: O optimismo, se exagerado, pode não ser uma virtude... apenas ingenuidade!

Há que dizer «Basta!»


Nunca tantos engordaram tanto, em tão pouco tempo! Que choldra!
É asnocracia pura
O Povo diz em segredo
Um asno-mor sem cultura
Impõe o culto do medo!
Serve-se dos tribunais
Que procura capturar
Plumitivos nos jornais
Também almeja açaimar!
Império dos asnocratas
Tem na opacidade o meio
De ocultar negociatas
Facturando forte e feio!
Transparência há-de surgir
Custe lá o que custar
O Povo não vai dormir
No momento de ir votar!!!

quinta-feira, dezembro 04, 2008

Cavaleiros do Apocalipse!




Pesunção e água benta cada qual toma a que quer!
Quem quiser ver o vilão é meter-lhe o pau na mão!
Em verdade, em verdade vos digo: é mais fácil o camelo entrar no fundo da agulha do que o presunçoso no reino dos céus!

O DILEMA DE SÓCRATES

Faça o que fizer, terei gregos ou troianos à perna...


Ele deitou-se tarde. A preocupação era latente no seu rosto. Como era difícil ser primeiro ministro!...
De tarde tinha ido à bruxa e ela fora inconclusiva. A questão era candente, obsessiva, de capital importância. O país estava pendente da sua decisão!
Então lá caíu nos braços de Morfeu, ia adiantada a madrugada.
Um sonho começou a apoderar-se dele. Estava em plena selva. Atravessava um desfiladeiro numa corda improvisada. Ia-se equilibrando com um ramo tosco de bambu. Lá ao fundo, de um lado e do outro do desfiladeiro, os caldeirões ferviam e os canibais só aguardavam que ele caísse para o devorarem.
Enfim, os suores frios eram abundantes. O seu estilo de animal feroz, de sobrevivente na selva da política estava a ser posto à prova. Quer à direita quer à esquerda não tinha escapatória: seria devorado pela certa!
Recordava-se de em tempos dizerem: «É preciso desmantelar o Estado, é preciso reduzi-lo ao mínimo, emagrecê-lo. A iniciativa privada tem que ter liberdade total para assumir os riscos...»
Agora, aqueles canibais famintos já diziam o contrário: «É preciso salvar o BPP! o Estado tem que intervir pois há risco sistémico! é o bom nome do país que está em causa!»
Do outro lado do desfiladeiro (o lado esquerdo) gritava-se: «Os ricos que paguem a crise que criaram! Foram jogar na roleta do casino e agora querem que seja o povo a pagar o vicio? Malandros, vão trabalhar! Vão para as minas de Aljustrel que bem precisam de recursos! Dar dinheiro ou mesmo só dar-lhes aval é traír os trabalhadores, é roubar os contribuintes, é traír quem paga impostos!»
Enfim, estava quase a atingir o muro final. Já via luz ao fundo do túnel de desespero. Era a salvação!
Só então reparou que esse muro estava também ocupado por canibais! A pintar em vários paineis! enfim, até na selva se viam painéis e mais painéis!...
Um painel dizia SIC. O outro dizia EXPRESSO. O líder dos canibais era Balsemão!
Que estava escrito nesses painéis?
Simplesmente isto: «ESTADO SÓ HÁ UM O ESTADO-PROVIDÊNCIA E MAIS NENHUM!»
Então Sócrates acabou a travessia do desfiladeiro e pôs-se a bater palmas aos pintores! Estava salvo! Aceitou as ordens dos canibais!
E também foi salvo o BPP! Fez o milagre da multiplicação dos avales!
Deus, lá no seu gabinete celestial, qual Big Brother do universo, soltou uma sonora gargalhada e
deixou-se caír nos braços de Morfeu!...

A intemporalidade do sonho!


__Será que a Igreja perdoa o amor?!
__Claro! Desde que os pecadores paguem bem, podem amar eternamente! Até amar o poder de forma viciante, obsessiva, patológica!
Que tal alguns milhões de euros para o JM
? Se falir, há «risco sistémico»!!!




Sim, meu caro Rouxinol! Amar não é pecado!


O verbo amar não pode ser conjugado no passado nem no futuro, só no tempo presente!
Aqui e agora eu digo: finalmente chegou alguém
que me satisfez!
















Intemporalidade incandescente
Sol de afectividade que ilumina
Quem quer viver a vida livremente
Fora de sociedade tão cretina...



Teus lábios são vulcão, magma a ferver,
Teus olhos, dois faróis que nos conduzem
Ao formoso regaço a prometer
Séculos de fulgor... que ainda reluzem...



Acabou essa espera insaciável
Terminou o suplício da carência
Metamorfose onírica, saudável



Fecundou esse anseio, essa apetência,
Tão platónica, tão incontrolável,
Tão telúrica, só mundivivência!

Florbela, meu amor!...


Já faleceu há tantos anos, já passaram tantas primaveras, tantos por-do-sol, mas a sua mensagem sensual, a sua ânsia de um amor pleno e apaixonado, continuam presentes no nosso imaginário.

Quem não gostaria de receber um poema como este?!



Se tu pudesses ver-me....



Se tu viesses ver-me hoje à tardinha
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha
E me prendesses toda nos teus braços...



Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca... o eco dos teus passos...
O teu riso de fonte... os teus abraços...
Os teus beijos... a tua mão na minha...


Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha... e canta e ri...



E é como um cravo ao sol a minha boca...
Quando os olhos se me cerram de desejo...
E os meus braços se estendem para ti...

Florbela Espanca

Nota final: Isto sim, é amor, é paixão, é ânsia pura de um amante que tarda em chegar. Mas que será devorado pela sua sede de amar...
Era assim naquele tempo de tabus, mistérios, censuras, repressão da líbido. Imagino Florbela como uma Brigitte Bardot nos tempos áureos, uma Ursulla Andrews (como Bond girl...) ou uma Soraia Chaves de antigamente, uma mulher muito à frente do seu tempo e vítima desse desfasamento temporal. Enfim, as pérolas literárias nascem assim, por força deste desajuste, talvez como as pérolas autênticas, que são fruto de uma disfunção na ostra... é nesse combate ao tal desajuste que nasce a preciosidade...

Florbela, vou corresponder ao teu apelo. Esta noite contigo estarei. Amanhã darei conta do nosso encontro. Não me desiludas...

quarta-feira, dezembro 03, 2008

ESPLENDOR NA RELVA! RONALDO COROADO REI!












No pódio da bola está

justamente alcandorado,

dizem que melhor não há,

atingiu pico dourado

um patamar de eleição

orgulho de toda a gente

que à bola dá atenção

e nos merece obviamente

o respeito nacional

pois sua arte e magia

o fulgor excepcional

como que consubstancia

a suprema concepção

a simbiose perfeita

entre a poesia e a acção

em que o mago nos deleita

dando belos recitais

tão dignos de antologia

criativos por demais

tão geniais, eu diria,

a roçar a perfeição

no limiar divinal,

esplendor, coroação

merecida, natural,

do jogador maravilha

que encantou a Terra inteira,

filho dilecto da Ilha

deslumbrante que é a Madeira,

e símbolo excepcional

do lusitano rincão,

deste nosso Portugal

que nos enche o coração!








segunda-feira, dezembro 01, 2008

Hino à «Obra do Século»

Camões escreveu«osLusíadas» para honrar a epopeia dos portugueses nomeadamente a descoberta do caminho marítimo para a Índia.

Há sempre uma obra literária a honrar um feito qualquer.

Embora de menor gabarito o parque subterrâneo da Av Mouzinho, na Póvoa, «Obra do Século»,
merece também um tributo. Modesto que seja, aqui vai uma homenagem e uma sugestão para o pleno aproveitamento da dita cuja.



Era um grande aparcamento
A tal «Solução Final»...
Às moscas neste momento
Refúgio de algum animal.



Pulmão da cidade deu
Só achas para a fogueira
Muito dinheiro ardeu
Na maldita buraqueira!


Há que animar a cidade
Não vamos chorar de pranto;
Como dar utilidade
A este «Elefante Branco»?!


Exposição de animais
Ou feira de antiguidades,
Ou trabalhos picturais
De jovens com qualidade...


Este espaço a não perder
Às moscas não deve estar
Talvez local de lazer
Ou pista pra patinar!


Mostra de filatelia
Ou quiçá de numismática
Uma sessão de magia
Ou... de hipnose uma aula prática!...



Os exemplos poderiam multiplicar-se
a aplicações tão diversas que deixo à consideração
dos «homens bons» desta linda terra a oportunidade
de corrigirem um «tiro que saíu pela culatra»...