sexta-feira, janeiro 23, 2009

A marca Portugal! há que apostar nela!

Tens razão, rouxinol! vou apostar na marca Portugal: vou deixar de me envolver com espanholas , italianas, paquistanesas, sei lá, não há nada como uma lusitana pura!

O ministro da economia falou na necessidade de incentivarmos as pessoas a passar férias em Portugal para ajudarmos toda a gente a saír da crise de forma airosa. De facto, podem-me chamar chauvinista, mas é isso que tenho feito. Agora, mais do que nunca, há que revisitar Portugal e apreciar as suas potencialidades turísticas. Adquirir, de preferencia, produtos portugueses, ler autores portugueses, ouvir música nossa, genuína, enfim, ser patriota na mais pura acepção do termo.

Há locais maravilhosos para visitar: Vila Nova de Mil Fontes, Lagos, Faro, ,Vila do Conde, Caminha, Vila Nova da Barquinha, Sintra, Oeiras, Cartaxo, Foz do Arelho, enfim, há sempre uma terra desconhecida à nossa espera.

Temos praias fabulosas, gastronomia acessível e bem confeccionada, uma gama de museus e de monumentos dignos de estudo e visita aprofundada.

Se houver o cuidado de fazer uma publicidade séria e profunda nesse domínio (os canais de TV virados para o serviço público têm aqui excelente oportunidade) a tarefa será mais fácil.

Dou os meus parabéns à SIC e à TVI com telenovelas viradas para a divulgação das nossas potencialidades turísticas, que, se exportadas, poderão ser também veículos promocionais por excelência.

Oxalá os nossos emigrantes caprichem também nesta patriótica tarefa de trazer até nós alguns amigos pois o efeito multiplicador destas iniciativas é grande. Oxalá as câmaras municipais aproveitem esta onda e nas cidades geminadas e afins façam tudo para que o intercâmbio turístico seja ainda maior.

Todos juntos não seremos demais para enterrar a crise! O turismo é o nosso petróleo! Há que o fazer multiplicar...


quinta-feira, janeiro 22, 2009

PS: a bifurcação iminente?

Tal como o PSD também o PS apresenta contestação interna. Sobretudo pela voz de Manuel Alegre essa contestação organizada e por vezes turbulenta, tem feito sentir os seus efeitos.

Será que irá degenerar em ruptura interna? Será que os arrufos de Alegre com o BE irão redundar em «casamento»?

Creio que há dois planos que importa equacionar:

I - No plano ideológico há muita similitude argumentativa entre Alegre e a maioria dos militantes do BE. Simplesmente vir para a praça pública bolçar slogans e verberar a política de austeridade do governo, contemporizando com certo populismo demagógico, não fica bem a quem deve solidariedade a um partido de que é fundador e que tanto lhe deu ao longo dos tempos.

Que o BE o faça, é natural, está-lhe na massa do sangue. Agora esta aliança contra-natura não fica bem em termos éticos, não se enquadra num espírito gregário e solidário (em termos de espírito de grupo, entenda-se). Isto é «traição» ao espírito gregário que deve ser apanagio de um partido, por mais liberal e pluralista que se afirme. Há limites para tudo!

Ficava melhor uma ruptura franca e aberta. Agora, vir dizer que tudo é possível, está tudo em aberto, não sabe o que vai fazer, é só nevoeiro no seu espírito, então será que pretende surgir, alguma manhã de nevoeiro mais intenso, como o D. Sebastião salvador?

Desde o «Messias » da Madeira, ao de Gaia, o país vai assistindo ao desfilar pírrico de alguns figurantes capazes de ombrearem com figuras saídas da pena de Jorge Amado; já estamos fartos de figuras providenciais que se acham predestinadas para o olimpo. Não queira Manuel Alegre fazer esse papel sempre de contornos semi-hilariantes...

O governo tem cometido erros, mas também tem perseguido metas que de há muito eram almejadas (redução do défice, reformas nalguns sectores que geraram resistências várias por força dos interesses corporativos beliscados...) e muito embora os circunstancialismos do momento possam augurar um derrapar acentuado, não deixa de ser também digno enaltecer a forma expedita e dinâmica como tem sido gerida a actual conjuntura.


2- No plano pragmático há que apontar o dedo a certas limitações de Alegre nos domínios concretos da governação. Aí, entre Alegre e Louçã há uma diferença abissal. Este tem ido ao concreto, tem apontado algumas feridas com certa lucidez e discernimento, diga-se em abono da verdade. Daí que a pergunta que se deve fazer é esta: Manuel Alegre irá liderar o tal projecto-surpresa ou, a contrario sensu, deixar-se-á abrigar pela asa protectora deste actual compagnon de route?!

A dar-se a primeira circunstância, o país não olhará para ele com a sensação de ver o líder capaz, competente e idóneo para pôr em prática um projecto exequível, uma vez que lhe falta arcaboiço tecnológico para o materializar.

A dar-se a segunda hipótese, quedar-se-á por um lugar subalterno, apagado e facilmente trucidado pelo fulgor mediático de que Louçã é capaz, e já deu provas disso, precisando apenas de votos para corporizar as suas legítimas ânsias de governação. Será que Manuel Alegre tem a noção de que não passará de um trampolim de Louçã? Logo de seguida lançado às urtigas do ostracismo...

Será que Alegre quer ter uma espécie de PRD de sabor eanista? Será uma bolha que rebentará com facilidade ao primeiro esboço de conflitualidade interna, dada a volatilidade ideológica que subjaz a este tipo de partidos-proveta.

Face ao acima exposto, julgo que Manuel Alegre não é tolo e não se deixará caír no laço com que o querem aprisionar! Mas compete-lhe a ele decidir se quer continuar como o tal indeciso no meio da ponte...

PSD a duas vozes! qual delas a verdadeira?!

Ora aqui está uma voz sensata e prudente que ameaça descredibilizar o discurso catastrofista e radical de Manuela Ferreira Leite. Fazer oposição só pelo botabaixismo nunca deu nem dará frutos. Assim, julgo que a prudência e sentido de Estado de Pedro P. Coelho, aqui bem plasmados (The economist) deveriam servir de leitmotiv para repensar o futuro no interior do maior partido da oposição.
Faz falta uma oposição forte, mas também credível. Faz falta uma oposição atenta mas não apocalíptica. Faz falta uma oposição séria, corajosa e sem papas na língua, mas sem atentar contra o futuro e o mais elementar sentido de Estado.

Ora aqui está um aviso à navegação social-democrata: quando a oposição interna é consciente e responsável, pode ser (é-o de facto) uma aliada objectiva da governação. Daí as cautelas necessárias...

terça-feira, janeiro 20, 2009

O vírus do capitalismo selvagem!


Hoje em dia o mundo pára, olhando embasbacado para certos eventos com a ânsia de assistir a milagres, a mudanças radicais capazes de transformarem do pé para a mão o status quo.
Pura ilusão! Barack Obama, o novo «papa» dos States vai ter dificuldades em libertar-se da teia de interesses e de corrupções que são imagem de marca de um regime que voga ao sabor de lobies de todos os matizes.
Começaram a ser substituídos os gestores de topo das grandes empresas: saíram republicanos e entraram democratas. Nos jornais verificou-se algo de similar embora em não tão grande escala.
O modus operandi subreptício continuará a minar os alicerces da democracia autêntica, gangrenando aos poucos a solidez moral, os alicerces da nação.
As indústrias bélicas continuarão a fazer desencadear rastilhos onde quer que seja para escoarem os seus stocks. Os conflitos por todo o lado darão vazão à ânsia controleira do Tio Sam.
Obama, ele próprio, talvez nem se vá apercebendo do terreno minado que pisa. Ele, lá na redoma dourada chamada Casa Branca, talvez nem tenha conhecimento de todas estas estratégias maquiavélicas que desde sempre primaram por ser a imagem de marca da América. Há que ter a noção de que o bolo americano continuará o mesmo, muito embora se tenha apenas mudado a cereja que o encima...

segunda-feira, janeiro 19, 2009

A voz do bom senso...


O TGV é uma aposta estratégica, não se pode abandonar assim, há que ser prudente.
Afinal sempre existe deontologia e bom senso no PSD. Não se pode fazer oposição pela oposição. Ser sempre do contra, em tudo, é infantilismo político! ou senilidade?!
Às vezes há sinónimos bizarros...

domingo, janeiro 18, 2009

Entrevista com o Marquês de Pombal...

Meu caro rouxinol, isto da política agora tem muito que se lhe diga. No meu tempo não havia sondagens, nem «luvas», nem assessores de imagem... Agora, a corrupção é quem mais ordena!...
Fui entrevistá-lo. Já farto de ouvir os mesmos discursos estereotipados, a mesma lenga-lenga, o mesmo frenesim populista, fui ouvir o seu diagnóstico da actual situação. E, se possível, a terapêutica. Às vezes os antigos têm uma sabedoria intemporal que urge aproveitar. Este tem obra feita, não é um teórico, um manipulador de consciências, um ilusionista do verbo...
R. B.- Então meu caro Sebastião José, como está o tempo por aí?
M.P. _ Olha rouxinol, muita turbulência e volatilidade, como nas bolsas. A crise energética faz-se sentir cá no céu com intensidade...
RB__ Como assim?!
M.P. _ Nossa Senhora queria fazer uma aparição na Terra Santa a ver se travava o confilto israelo-palestiniano mas teve que adiar a viagem...
RB_ Porque é que Deus não cria um TGV?!
MP_ Já pensou nisso mas diz que não tem clientela para tornar rentável esse meio de transporte. Diz que é uma obra caríssima e sem impacto imediato... enfim, tretas economicistas. Eu, pessoalmente, com a minha visão de futuro, repliquei que era necessário, que a longo prazo seria rentável, que não podemos pensar só no curto prazo, que devemos ter horizontes mais amplos. Mas Deus é que manda. Ficou com a Sua ideia e eu com a minha!...
RB_ Mas vocês têm diálogo? Têm contactos a esse nível?
MP_ Deus é dialogante mas sabe tudo. Como tal as suas ordens não admitem recusas. Eu fui considerado louco por fazer Lisboa com aquela amplitude, mas se não fosse assim eu queria ver o escoamento do tráfego hoje em dia!...
RB_ Portugal deve-te muito caro marquês. Mas sabemos que foste ridicularizado por essa megalomania. Que achas do TGV actualmente. É útil para Portugal?
MP_ É claro que pode não ser rentável no curto prazo mas há que começar a pensar em termos de futuro. Os míopes não vão muito longe na política. O aeroporto de Alcochete é premente. Se houvesse agora um acidente de graves proporções na cidade de Lisboa, toda a gente diria que era urgente. Como ainda não houve, graças a Deus, ninguém vê essa urgência.
RB_ Mas num contexto de austeridade e pauperismo colectivo não achas que é abusiva esta megalomania despesista?
MP_ Meu caro rouxinol a culpa é toda da corrupção e dos vigilantes também corruptos que não fiscalizam nem punem a corrupção reinante. Anda tudo a mamar à custa do erário público. Depois os corruptos têm uma rede de bajuladores na TV, nos jornais e nas rádios que até mete nojo. Eu ouço e vejo bem o que se passa. Se fosse comigo isto dava uma volta completa...
RB__ Que farias então, marquês?
MP__ Estes vendilhões do templo democrático eram todos corridos à chicotada. Presidentes de câmara promíscuos, juízes venais, governantes trapaceiros, entidades fiscalizadores corrompidas que fazem orelhas moucas e assobiam para o ar enquanto os trapaceiros se governam à vontade.
RB__Achas que anda tudo ao mesmo? Só querem é o vil metal? Será que Jardim tem razão em dizer que Portugal enlouqueceu?!
MP__ Se tem! Essa foi a maior autocrítica que já ouvi. Ele ainda há pouco fez outra bem elucidativa dizendo que a péssima qualidade dos políticos era a causa desta pouca vergonha. Ele fez um acto de contrição exuberante e franco! Ele é o maior, em tudo o que é mau neste país! Menos nos actos de contrição...claro!

sábado, janeiro 17, 2009

Desgarrada laranja!...




Chega a ser ridículo o excesso com que Jardim se «atira»a Manuela F. Leite querendo insinuar que ele é o melhor candidato. Mesmo Menezes, embora também obsessivo e quase patológico na sua ambição desmedida, não atinge as raias de Jardim. Quem observa de fora, como é o meu caso, não pode deixar de zurzir estas fantochadas que definem o grau de mediocridade e o estofo político de alguns líderes de campanário.
Sinceramente não creio que nenhum deles consiga derrotar Sócrates, apesar das mentiras, mau grado as habilidades, muito embora tenha cometido erros sem conta na sua gestão. Sócrates, mesmo sem razão, é mais convincente do que qualquer deles! a imagem que deixa transparecer é mais fiável, mais clarividente. Mesmo quando se serve da «ilusão» para engalanar o seu discurso. Manuela Ferreira Leite é a menos má; contudo não impressiona por aí além por falta de dotes histriónicos.
Aqui deixo para a posteridade uma caricatura, em forma de desgarrada, que é uma hipérbole a esta anedótica postura de gladiadores de trazer por casa!... Era tempo de mudarem o disco...
A. J. Jardim:
Vai-te embora criatura
és a derrota chapada
Portugal a mim procura
sou a vitória anunciada.
M. F. Leite:
Oh!, ridículo histrião
na Madeira tens guarida
mas no Continente não,
és uma causa perdida!
Jardim:
Causa perdida és tu
Fizeste apertar o cinto
O povo vê Belzebú
quando olha p'ra ti, eu sinto!
M. F. Leite:
De ti o povo tem pena
és triste e pobre palhaço
pareces touro na arena
com dez farpas no cachaço!
Jardim:
Nesta arena eleitoral
tantas farpas vais levar
do toureiro Portugal
que vou rir até fartar!
M. F. Leite:
No circo lá da Madeira
tens feito um grande percurso
aqui, não há quem te queira
farias «figura de urso»!!!

Caldo de cultura da cobardia!

«Porque um homem experimentado nas lides públicas como ele já devia saber o efeito que este tipo de discursos provoca junto da opinião pública. Sobretudo junto dos mais fanáticos religiosos __ católicos e muçulmanos __, que levam à letra as palavras dos líderes espirituais e, muitas vezes, não hesitam em passar das ditas aos actos...»


Pedro Ivo de Carvalho
Chefe de Redacção Adjunto
In JN 16 de Janeiro de 2009


Às vezes os jornais ostentam certos ornamentos folclóricos e dão-lhes nomes pomposos («Chefe»... ) que não passam de coberturas ridículas, de auréolas pírricas para generais de aviário que nesta selva mediática vão subindo de forma pouco clara. Cultivam o medo, por introspecção, e alardeiam esse medo de forma patológica, através de escritos paupérrimos, induzindo os outros a práticas subservientes e submissas, num mundo onde impera a lei da força, o poder do dinheiro, o prestígio da «cunha». São «exemplos» a seguir com atenção!

Este plumitivo, aureolado com um lugar pomposo, chegou a um patamar elevado, e vai daí, debita meia dúzia de sentenças que definem o seu ADN moral, a sua estirpe deontológica, o seu paradigma comportamental.

D.José Policarpo, na sua (sua dele, Pedro Ivo) douta perspicácia, no seu sábio critério, excedeu-se, disse o que pensava. Mas, segundo ele, é preciso ter muito cuidado «com frenéticos religiosos... que levam à letra as palavras dos líderes espirituais, muitas vezes, não hesitam em passar das ditas aos actos...».

É deste jornalismo acocorado, servil, medroso, aviltante, que se alimentam todos os totalitarismos. É desta conduta medíocre, subserviente, timorata, calculista e rastejante, que se alimenta a besta intolerante, o fundamentalismo galopante.

E vemos isto no poder local, gentinha domesticada a bajular os caciques mais corruptos, os detentores dos cordelinhos do poder que enchem as algibeiras a uns e mandam para tribunal os outros. Vemos isto nos grandes órgãos de comunicação, onde uns melífluos comentadore engraxam, engraxam, até as botas ficarem brilhantes a ponto de lhes obnubilarem o espírito.

Que é de um jornalismo autêntico, vertical, firme e honrado que teve em Eça de Queiroz um expoente? Que é de um jornalismo erecto, firme, não subserviente, que não se deixa vergar pelo medo, pela mordaça, pela mordomia, pela sinecura?

Esse, foi escorraçado dos jornais completamente vendidos aos poderes económico e político. Se calhar escreve nos blogues. Se calhar emigrou para um país livre, moderno, democrático!
Neste país que idolatra os Valentins, os Ferreiras Torres, os «sopranos» de todos os matizes, temos os «Ivos» que merecemos. Só os «Ivos» conseguem ser alçapremados ao topo, paraninfados pelos vampiros que vão afundando Portugal!


D. José Policarpo, não tenha medo de ser um Ricardo Bexiga da religião. Não tenha medo de ter coluna vertebral! Este Portugal precisa de gente como o senhor, sem papas na língua, sem ter de se colocar de cócoras para sobreviver!

Este «Ivos», estes plumitivos de trazer por casa, estavam melhor num asilo, de chinelas, à lareira, lendo a Maria...

quinta-feira, janeiro 15, 2009

Prudência e cuidado face aos fanatismos!

Há que ter cautelas face ao Islão....

As afirmações de D. José Policarpo no tocante ao matrimónio com árabes são absolutamente pertinentes. Ninguém pode queixar-se de falta de respeito pelo diálogo. A própria Igreja Católica tem pedido perdão pelos excessos cometidos ao longo da História. Neste momento o islão atravessa uma fase de fundamentalismos exacerbados que tem reflexos no modus vivendi de toda a colectividade. Levando ao extremo certos conceitos, conduzem ao fundamentalismo autênticos rebanhos. Os pais matando com as próprias mãos filhas que namoram com individuos de outras culturas, a condenação à morte por lapidação em certos casos de pequena gravidade, são atentados aos Direitos Humanos, são o aviltamento de conquistas civilizacionais, são a antitese da liberdade.

Ora, quem comete estes bárbaros atentados à liberdade individual, aos Direitos Humanos, tem que ser denunciado e apontado na praça pública. Não pod ehaver diálogo sério com intolerantes. Não pode haver diálogo com quem tem uma visão unilateral e monolítica da vida e da religião. Há que não ter hipocrisias. Há que corrigir este estado de coisas. A própria IC já sofreu metamorfoses e continua de pé. O islamismo tem de ceder às pressões de todos nós, os amantes da liberdade. Não podemos refugiar-nos cobardemente num silêncio cúmplice!
Parabéns à coragem de D. José Policarpo!




O ISLÃO TEM QUE SE AUTOREFORMULAR


O Islão tem moral tão desumana
Que importa preservar o mundo inteiro
De uma praxis horrenda, tão insana
Às ordens de um Deus fero e justiceiro...




Os direitos humanos ofendidos
As famílias vergadas ao terror
É a barbárie em todos os sentidos
Há que denunciá-lo com vigor!



Há que verberar sempre tal postura
Credo sim, não império da maldade,
Intolerância à solta, ditadura,
Colidem com a fé na liberdade!...



Práticas aberrantes tendo a fé
Como alibi, terror como instrumento,
É terrorismo, fé é que não é,
É semente de guerra e sofrimento!

quarta-feira, janeiro 14, 2009

Que de servilismo!

Foi com um misto de náusea e comiseração que assisti à entrevista de Mário Crespo a João Jardim. Como é possível fazer-se jornalismo daquela forma? Que contraste entre a vivacidade e desenvoltura de Ricardo Costa perante Sócrates, por exemplo!

Aqui, Mário Crespo, com aquele sorriso melífluo a aparentar subserviência e quase gratidão, não foi capaz de replicar às banalidades e tonterias autênticas de um homem que vê na Constituição a causa-mor de todos os nossos males. Vê , mas não apontou nada de concreto nela, nem lhe foi pedido que especificasse!

Enfim, de cócoras perante o entrevistado, M. Crespo foi a imagem de quem pratica culto de personalidade e não jornalismo autêntico! Nem uma palavra sobre o excessivo endividamento da Região, o que deu azo a situações de contenção orçamental óbvia e necessária, nem uma palavra sobre o grave problema da corrupção que aí impera, nada sobre a promiscuidade entre empreiteiros e deputados, nada sobre a fome que vai grassando nalguns sectores (estilo «Malvinas» e outros...) em contraste com a opulência de uma elite ligada umbilicalmente ao poder político dominante. Quanto às arbitrariedades praticadas na RAM nada disse! Nem nada se inquiriu!

É este o tal «messias» que quer vir conquistar a alma dos cubanos?!

Nem uma palavra sobre as rápidas ascensões de alguns barões que vieram do nada e se encheram à custa de ligações pouco transparentes ao poder político reinante!

Enfim, parecia um miúdo entontecido com um novo brinquedo entre mãos, sem saber como utilizá-lo a preceito!!! Pobre jornalismo que cultua o poder político, que lambe os pretéritos de alguns ouriços cacheiros sempre empertigados e convencidos da sua ultra-sofisticação, mas não passando de pategos emproados e pesporrentes na sua basófia vácua e sensaborona!...

Só se espera que dê também oportunidade aos «portugueses» de verem e ouvirem alguns adversários de Jardim!

Matança dos Inocentes!

O conflito que envolve Israel e o Hamas na Faixa de Gaza poderia ter sido evitado. Há que olhar de frente para o futuro e impedir novos massacres. Há que dotar a ONU (ou outro organismo similar...) com poderes de intervenção em locais do globo onde haja proliferação de armamentos não entregues a entidades estatais ou na posse de organizações consideradas terroristas. Muito embora este termo seja susceptível de múltiplas interpretações, há que gizar uma estratégia para evitar situações como esta, agora a massacrar milhares de inocentes.

A ONU tem que ter autonomia territorial e financeira, tem que poder agir em todos os países do mundo (todos, incluíndo os que dispôem do direito de veto...) quando as situações sejam calamitosas e haja um perigo de vitimização de inocentes.

Há que criar uma fonte de receita fiscal (talvez captando à nascente receitas ao petróleo bruto, onde quer que seja, a fim de socorrer uma estrutura supra-nacional, dirigida colegialmente, e vocacionada para o desarmamento e/ou intervenção pacificadora em qualquer lugar da Terra...), criando assim uma forte independência financeira a este organismo. Quem sabe se a própria cidade de Jerusalém, com territórios limítrofes, não fosse a cidade vocacionada para alojar esse tal organismo supra-nacional?! Não era exclusivo de nenhum país, de nenhuma religião, mas de toda a humanidade!

Situações como grandes calamidades públicas (terramotos, doenças pendémicas graves, tsunamis e outras equiparáveis) poderiam ser financiadas por uma entidade estilo Fundo Univesal. O direito de veto, que muitas vezes serve de garantia para melhor escoamento de stocks armamentistas (estilo: «se me comprares armas a mim, eu impeço a intervenção de terceitros neste conflito...») deveria ser pura e simplesmente extinto. Todos os países deveriam estar sujeitos a supervisão e controlo. Deveria proceder-se a um desarmamento progressivo e equilibrado, ficando esse organismo como o mais poderoso e mais apetrechado, mas mesmo assim, com um arsenal reduzido ao mínimo indispensável.

Vemos esta coisa ridícula de estarmos a contribuír com dinheiros com fins humanitários (à partida...) mas de facto servindo para caucionar belicismos e intervenções armadas de todo o tipo.

Há que actuar enquanto é tempo. Esta ONU já está caduca, sem credibilidade, sem exequibilidade. Há que edificar uma nova arquitectura a fim de tornar a humanidade mais humana, de facto.

segunda-feira, janeiro 12, 2009

ADIVINHA


Essa criatura mete dó! Nem à vassourada posso correr com ela! Dava-me cabo das vassouras todas...
Cabecinha pensadora
Um génio a insultar
Vai descompôr a senhora
Que tanto quer derrubar...
Cobarde!, não concorreu
Ao combate eleitoral
Como um rato se escondeu
P'ra falar não tem moral.
Julga-se um vero messias
De Portugal redentor
É um caga-profecias
Dos totós um professor.
Vive sempre a mendigar
Em chantagem permanente
Não pára de ameaçar
Em tornar-se... independente!
Farol de clarividência
Julga ser, pobre histrião,
Factotum de pesporrência
Um velhaco charlatão...
Vomita ódio aos cubanos
Mas alguns lhe são servis
Lacaios de alguns sopranos
Mafiosos de raiz!
Disciplina partidária
Exige, com aparato!...
Mas ele, a grande alimária,
Faz dela gato-sapato!
Faz falta uma vassourada
Este é já caso perdido
A criatura chalada
É mesmo um doido varrido!

Autópsia da «URGÊNCIA»...

«A urgência é terreno fértil para os habilidosos...»

António Barreto dixit


Nunca esta asserção teve tanta acutilância. Nunca esta frase foi tão oportuna. Nunca a promiscuidade inter poder político/ poder económico teve um juízo assertivo tão sensato.

O que vemos por aí?

O presidente de câmara X quer entregar uma obra ao empreiteiro Y que por acaso é amigo, muito sensível às questões do desporto, muito empenhado nas campanhas eleitorais (não tem partido, mas toma sempre o partido dos que estão no poder...), mas há um pequeno óbice: é preciso fazer concurso público!

Vai daí o presidente diz que há «URGÊNCIA» em executar tal obra e então faz um simulacro de concurso, a que pomposamente dá o nome de «limitado» e entrega a obra ao amigo...

Ele sabe que a partir daí surgirão «obras a mais», «mordomias a rodos», enfim, todo uma parafernália de alcavalas que farão a obra inchar, inchar, como a rã da fábula!....

Agora, esta coisa de concurso público só para obras acima de cinco milhões de euros, é o fartar vilanagem, o «abre-te Sésamo!», o supra-sumo do aviltamento da democracia. Regras prudenciais são lançadas às urtigas, dando lugar ao despesismo mais afoito, ao galopar no cavalo do poder...

Sócrates (e por inerência os presidentes de câmara no poder... todos eles) terão a vida facilitada e a eleição praticamente garantida! O regular funcionamento das instituições está em perigo, o clientelismo tem aqui o seu passaporte!

Resta-me saber qual a postura de Manuel Alegre, sempre atento a esta problemática da corrupção e da ausência de regras prudenciais atinentes a toda esta problemática.

É muito mais gravoso este tema, do que o problema corporativo que é a «avaliação» dos professores... Aqui sim, está em causa a justiça social, está aqui aberta a torneira para o clientelismo desbragado, para a promiscuidade mais aviltante no poder local, nas regiões autónomas, na governação!

Aguarda-se também a postura arbitral de Cavaco Silva. Isto é muito mais gravoso do que aquela questão de lana caprina dos Açores!

Vamos ver quem está ao lado de uma democracia autêntica, da racionalidade económica, da justiça social, ou a contrario, ao lado dos lóbis, da empreiteirocracia sanguessuga que tem levado à anemia a economia nacional.

Júlia Pinheiro, quer «vê-los a apontar o céu»...

Este poema merece a minha continência, caro rouxinol!
Júlia Pinheiro recusa vê-los sempre a apontar o chão!

A apontar ao céu tem outro valor!

Há que combater a força da gravidade!!!










Vê-los a apontar pró céu


É sua grande ambição!


No verão pô-los ao léu


Durinhos que nem limão...




Dos sentidos são impérios


E também uns ornamentos...


Quer ter uns bons hemisférios


Quer exibir tais talentos.




Toda a gente o faz, sabemos,


Ser sexy, que sensação,


Faz subir o astral, bem vemos


Chega de apontar pró chão!




Firmes, hirtos, bem durinhos


A feminil tentação...


Na praia bem tostadinhos


Um bronze de sensação!




A natureza tem leis


Que se podem contornar


Doravante serão reis


Todos irão admirar...



Vê-los mirrados, caídos

Que sensação deprimente!


A moda é tê-los nutridos


'inda que artificialmente!


Júlia Pinheiro, cuidado!
Não injectar pesadelos
Anda aí muito safado
Trocando nabos... por grelos!...


domingo, janeiro 11, 2009

WE CAN!!!


Mensagem para 2009?! Aquela vinda da América: «We CAN!»
O povo português sofre de um pessimismo doentio! Façam como eu, sorriam à vida que a vida vos sorrirá! Não sou afectado pelas turbulências do mercado, pela volatilidade, pelos malditos sub-prime, nem pelos produtos tóxicos que a banca fornece! eu sou o mais «tóxico» deles todos!
Se não fosse assim já tinha sido levado há muito para os calabouços da PJ, coitado do Pedro Caldeira que não soube ser optimista como eu! Tenho tudo sob controlo!
Portugueses, abri os olhos! A vida é para quem a sabe viver!
Posso dizer que sou filho de um deus maior! Maior que o Big Ben, maior que a Torre dos Clérigos! Nós podemos ! Temos é que possuír optimismo em larga escala!

SOL DE INVERNO!

Bárbara Guimarães, o sol de inverno que irradia classe e sedução...

O sol de Portugal...

O sol abre os braços, ri,

Só calor irradiante,

Tónico revigorante

Sol assim, jamais eu vi!

Este sol em fundo azul

Nos marca um rumo e um norte

É fogo a crepitar forte

Sangue quente... mar do sul!

Este sol é bom remédio

Nos seduz e faz sonhar

É bem fácil de tomar

Nos protege contra o tédio...

Sol mio, meu sol de inverno,

Bênção do céu, divinal,

Nos faz sentir alto-astral,

De Portugal... rei-eterno!...


Entrevista com o Rei da Selva!...


Meu caro rouxinol, a vida política portuguesa é, de facto, uma autêntica selva...
Dizem, porventura com carradas de razão, que a vida política portuguesa se rege pela lei da selva. Será, não será? Para tirarmos dúvidas, ouvimos o próprio Rei da Selva, o distinto senhor Leão...
RB_Então meu caro Leão, que me diz sobre a vida política portuguesa actual?
R da S - Rouxinol, se a vida política actual na sociedade portuguesa não é uma selva anda muito próximo.
RB- Então porquê?!
R da S __ Todos se procuram comer uns aos outros. Não há regras, não há princípios éticos, não há deontologia. Vale tudo. O que é preciso é saciar o apetite voraz!...
RB- Quem é, para si, o actual Rei da Selva, em Portugal?!
R da S __Essa pergunta é muito redutora e mostra a tua ingenuidade, meu caro rouxinol...
RB __ Eu, ingénuo? Eu tinha-me na conta de um analista atento e responsável... mas essa afirmação afecta a minha auto-estima... Porquê?!
R da S __É que há várias «selvas» neste momento em Portugal: a jurídica, a desportiva, a política, a cultural, a autárquica... e por aí fora...
RB __ Digamos que eu percebo onde queres chegar: não há compartimentos estanques, há como que um sistema de vasos comunicantes nesta Selva Global que é Portugal!...
R da S __ Ora aí está! Sei que me percebes pois tens o mínimo de condições para sobreviver. Conseguiste sobreviver ao longo destes anos todos, e não são poucos, sei que até tens um curso de sobrevivência tirado na Base Aérea da Ota em 1970, daí a obrigação de saberes o terreno que pisas. Enfrentaste o fascismo, o neofascismo de um gonçalvismo totalitário, e agora, já munido de resistências variadas, vais enfrentado a actual conjuntura selvática o melhor que podes e sabes... Experiência é o que te não falta!...
RB __ Experiência e capacidade de resistência às novas adversidades que se vão criando no quotidiano... Mas, deixemo-nos de conversa fiada. Quem é para ti o actual Rei da Silva, em Portugal?!
R da S __Pergunta estúpida, rouxinol. Já te disse que há várias selvas, daí o haver vários reis... Mas, o Rei da Selva na política é sem dúvida José Sócrates, o «animal feroz» como se autoproclama! Ele «come» a concorrência de forma espantosa! Tem uma voracidade incrível!
RB __Vai ganhar as próximas eleições?!
R da S __ Tens dúvidas?! olha para as exigências da oposição: querem que baixe os impostos!claro que ele não o faz, ele quer que se paguem impostos elevados para realizar obras, quer dar alimento aos lóbis, esses animais ferozes esfaimados e completamente trucidados pela crise. Baixar impostos não pode dar inaugurações, obras, realizações palpáveis para ostentar em campanha eleitoral! Daí...
RB __ Não tinha reparado nisso, de facto aceito o meu quinhão de ingenuidade. E que mais tens a alegar para defesa do título de Rei da Selva?!
R da S __ Olha, rouxinol, esta coisa da obrigatoriedade do concurso público para empreitadas de valor muito elevado, só vai dar-me razão.A maior parte das obras serão feitas por concurso limitado. Daí a margem de actuação em ordem a facilitar a «alimentação» de alguns leais compagnons de route ser quase discricionária!
RB __ E outros Reis da Selva que te chamem a atenção? Dize lá, Rei Leão!
R da S __Olha, no desporto, temos o Pinto da Costa e o Valentim Loureiro, que continuarão a ditar leis. A selva tem as suas próprias leis e eles sabem-nas de cor e salteado. Têm controlados os reis da selva mediática, reis de menor envergadura mas mesmo assim, reizinhos a ter em conta. Depois, é só nomear alguns homens de mão para certos cargos e têm tudo controlado. Mesmo podendo não estar nos lugares de decisão, em certos momentos, estão lá por interpostas pessoas...
RB __ Muito me contas Rei Leão. Mas o PR não é o Rei da Selva? Ele que está no topo do edifício jurídico político não risca nada? É um rei decorativo?
R da S __ À partida estaria vocacionado para sê-lo de facto. Mas não é. Aquela cena caricata do Estatuto dos Açores prova-o à saciedade. Se estava tão empenhado em defender os seus poderes, se achava que tinha razão, por que não recorreu ao Tribunal Constitucional?
RB __ De facto é estranho. Em lógica deveria tê-lo feito. Por que será?!
RB __Ele sabe que de facto está a perder poder. Ele sabe que o terreno que começa a pisar é movediço e traiçoeiro pois enveredou por patrocínios pouco recomendáveis. Perder no Tribunal Constitucional poderia arrasá-lo ainda mais na já periclitante situação em que se encontra. E ele sabe que o pior ainda está para vir. Daí que se remeta a um prudente silêncio de Conrado...

O «Velho» e o mar!...


O velho santuário da cultura poveira, sempre em foco...




Velhinho, de alma cheia de memórias,
Mirando o mar e o sol, com nostalgia,
Vendo Régio e Oliveira, duas glórias,
Tagarelando ali, dia após dia.



Diana Bar, geronte majestoso,
Templo de são convívio, emblemático,
Cenáculo erudito, generoso,
Tão pluricultural, tão democrático.



Diana Bar, oásis de cultura,
Oh! bastião sagrado do lazer
Na vastidão do tempo 'inda perdura
Nobre missão, na arte de viver...



Diana Bar, farol iluminante,
Alma dentro da alma poveirinha,
Um centro de memória apaixonante
Onde a paixão de ler... é a rainha!...



O mar personifica o imaginário
A abrangência global, mundivisão;
Todos nós somos peixes no oceanário
Sujeitos à divina observação.

sábado, janeiro 10, 2009

O ULTIMATO DE JARDIM!



Ela (Dra Manuela Ferreira Leite) que faça um exame de consciência e veja se realmente tem condições para derrotar Sócrates!

Afirmações destas na comunicação social só têm um resultado: enfraquecer aos olhos do eleitorado a líder actual do PSD.
Que alguém na Madeira dissesse publicamente o que diz Jardim!!! Seria logo «excomungado» e crucificado na comunicação social!
Jardim, é, objectivamente, o melhor aliado de Sócrates! Ele e Menezes são os picaretas falantes, os camartelos que destroem a credibilidade do partido.
Julgo que é difícil a qualquer social-democrata, no actual contexto de hipersensibilidade que vive o partido, ganhar a Sócrates. Não por Sócrates em si mesmo, que é um político mediano, muito embora com agressividade e voluntarismo. Tem usado bem os media e salvo uma ou outra excepção, tem lidado bem com os críticos internos.
Se Sócrates fizer como Jardim (inaugurações em campanha eleitoral, injecção de fundos num jornal que se diga afecto ao regime e possa funcionar como uma espécie de «saco azul» para todos os fins...) então, a maioria absoluta está garantida.
O árbitro (Cavaco Silva) perdeu credibilidade em vários domínios e não terá moral para elevar a voz a Sócrates se fizer isso: cruzou os braços, não tugiu nem mugiu, ficou-se num silêncio sepulcral quando Jardim fez as suas cruzadas antidemocráticas... Logo, se falar, atirar-lhe-ão à cara a postura tíbia de então!
E com o árbitro atado à sua própria condição de «cúmplice» nestas arbitrariedades, nestes abusos que defraudam a qualidade da democracia, será mais fácil a Sócrates derrotar a concorrência. Falo acima dos partidos, acima do PR, acima dos circunstancialismos que fizeram desta democracia uma República de bananas, que transformaram este país numa autêntica selva, sem regras, sem princípios, sem ética, sem um resquício de democracia autêntica.

Que moral terá Cavaco Silva (por muito que Ferreira Leite esbraceje e critique) se Sócrates usar o «modus faciendi» jardiniano?

O desbragado insulto à Assembleia Regional da Madeira ficou por assinalar no discurso presidencial. A proibição de entrada de um deputado na ARM ficou por assinalar. Há toda uma vasta gama de situações paranormais que nunca mereceram a crítica, a verberação pública do PR. Porquê?

Até nisto tudo, Jardim será o maior aliado de Sócrates! Pelo precedente criado!

Há quem diga que por medo! Medo de perder os votos de Jardim. Medo de perder o apoio das hostes madeirenses muito ligadas (umbilicalmente, atreladamente) ao líder local, ao pastor daquelas almas sempre tementes ao «big brother» da Quinta Vigia...

Vale a pena recordar aquele episódio relatado pelo Público, em que uns papelinhos escritos pelo próprio punho do líder local e entregues ao sub-director de um jornal, patenteiam à saciedade a qualidade moral deste mestre na arte da manipulação. Aquelas afirmações estilo «é preciso dar porrada no ministro X», «é preciso jogar em antecipação, segundo a estratégia pré-combinada...», são indícios suficientes para definir o nível de putrefacção de um regime, o grau de baixeza moral de uma democracia. E também o perfil moral do chefe máximo!

Depois de Ferreira Leite, será que ele se julga o «salvador da pátria cubana»?

Será que teve efeito de doping aquela afirmação brejeira e irónica de Pinto da Costa dizendo que só ele seria capaz de derrotar Sócrates?

Se foi isso, era bom tratar da «desintoxicação» pois o doping é mau em todos os sentidos!...

UM PADRE HONESTO E ÍNTEGRO!...

Às vezes sou acusado de só saber dizer mal; outras, que ataco a Igreja de forma desnecessária.

Se me ponho aqui a elogiar este e aquele ainda dirão que ando aqui a panegiricar, se calhar à cata de favores ou mordomias. Que sou um lambebotas ou sabujo...

Mas quando a realidade é digna de registo, há que louvar quem o merece. Sem dúvidas.

Ele era padre há já alguns anos. Chamemos-lhe o padre Afonso. Bem parecido, moreno, alto e espadaúdo. As mulheres olhavam-no como se olha para um fruto proibido... E, com os olhares disputavam-no.

Fazia longas viagens. Um belo dia, vinda do Brasil (Recife) uma bela jovem muito sedutora sentou-se a seu lado no avião. A conversa foi empolgante, mas sempre dentro de uma bitola sensata, responsável. Ela queria dizer algo ao padre mas não tinha jeito. Foi tagarelando, tagarelando, até que desabafou, finalmente:

__Padre, gostava de lhe pedir um favor!
_Fale, dasabafe! Sou todo ouvidos!__ disse ele, já augurando alguma confissão amorosa ou algo de muito íntimo. Era frequente tal acontecer...

_-Tenho um objecto muito caro que é capaz de não passar na alfândega! O senhor com esse ar tão credível, poderia fazer o favor de mo passar debaixo desse trajo tão avantajado (sotaina), que ninguém lhe irá perguntar nada. A mim, sabe como é, despem-me sempre até ao mais íntimo do meu ser!...

Era um secador de cabelo. Dentro dele ela escondia alguns diamantes valiosos. Não queria ser apanhada no controlo alfandegário. O padre era uma boa opção. Este, contudo, retorquiu:

__Há um pequeno óbice! é que eu sou obrigado a dizer sempre a verdade!
__Sim, sim, se lhe perguntarem algo eu sei que saberá saír airosamente da situação. Acredito em si.

O negócio foi ali fechado e selado com um aperto de mão. Ela passou-lhe o secador (com os diamantes dentro, bem escondidos) e aguardou o resultado...

Assim, ao passar pelo controlo alfandegário, e à pergunta se tinha algo a declarar, o padre respondeu:

__Sabe, da cintura para cima, nada tenho a declarar...
__E da cintura para baixo? ___ interrogou o polícia, com ar atrevido....
__Tenho um instrumento para uso doméstico, ainda em bom estado de conservação, sobretudo para uso feminino!...

O polícia riu a bandeiras despregadas pensando que o padre se estava a referir a outro «instrumento» e mandou-o avançar...

Falar verdade ainda é um trunfo. Os políticos deveriam seguir este exemplo!

quinta-feira, janeiro 08, 2009

Fogo purificador! Adúltero queimado pela esposa traída!...

Tão possessiva, tão possessiva, que...

O fogo é horror, é tormento,

Castigo de pecador,

Queimar viril instrumento

Oh fogo purificador...

Machos tende cuidado

Pular a cerca é fatal

Ver pénis incendiado

Mas que «solução final»!

Fim à carnal tentação

Morrer de dor e de pranto

Genital mutilação

Com fogo!... é remédio santo!

Machos, comprai um extintor,

Na cama, ter sempre a jeito,

O ciúme abrasador

Pode incendiar o leito!...

Nota: este post está relacionado com o anterior...


Não utilizador-pagador! Subversão de princípios!...

Em tempos não muito remotos deu entrada em tribunal uma acção que resultou de uma declaração de um cidadão que entendia haver uma «manipulação idiota do princípio do utilizador-pagador» por parte de um abalizado presidente de câmara. Este entende que as portagens são compensações para dar vazão ao sagrado princípio do «utilizador-pagador».

Também concordo com o princípio, muito embora admita que possa haver algumas excepções. Sobretudo em áreas onde o escoamento do tráfego é muito difícil (como é o caso de Vila do Conde e Póvoa de Varzim).

Agora, o princípio do «não utilizador pagador», aparentemente idiota, tem seguidores.

Conta hoje o JN o caso que abalou a Austrália.

Uma mulher ciumenta, sentindo-se ofendida pelo facto de o marido lhe ser infiel, ou melhor dizendo, não usar o instrumento viril no destinatário correcto (a legítima esposa), mas pelo contrário, andar a meter a foice (leia-se pénis...) em seara alheia, optou por uma solução radical: incendiou-lhe o apêndice viril!

O certo é que passados três dias o marido morreu vítima de queimaduras graves. Ela ainda alegou que o fizera em estado sonâmbulo mas as hipóteses de defesa são nulas.

Enfim, o princípio do «não utilizador pagador» a entrar na liça. Se a moda péga, cá em Portugal poderá haver graves convulsões de índole sexual, onde o ciúme pode degenerar em piromania assassina enchendo os hospitais e as morgues de vítimas inocentes desta interpretação tão extremada (quiçá fundamentalista e exclusivista...) do princípio do «não utilizador pagador»...

quarta-feira, janeiro 07, 2009

Manuel Alegre abriu os olhos...

Um artigo de um destacado dirigente do Bloco de Esquerda verberando certa «ingenuidade» de Manuel Alegre foi o suficiente para este começar a perceber o logro onde caíra.

Isto de se estar com um pé dentro de um partido (PS) e namoriscar com outros, por muito que o conceito de liberdade o permita, não, deixa de soar a «adultério ideológico»...no mínimo!

Alegre, sentiu que estava a ser instrumentalizado, sentiu que o seu perfil abrangente e tolerante, a sua mundividência cultural é demasiado ampla para a estreiteza (alegadamente considerada «pureza»... pelos bloquistas) ideológica de quem o quer arregimentar. Ser «colonizado» por quem não tem perfil cultural para isso, é demasiado para o Poeta. Creio bem que o «namoro» está por um fio e ao não passar pelo petulante «crivo» da «censura» bloquista, Manuel Alegre ficará aliviado por não ter consumado o divórcio...

Manuel Alegre que não é ingénuo nem tolo, sabe que pode criticar e ser livre dentro do PS, mesmo verberando os líderes, frontal e corajosamente, quando deles discordar, como se tem visto com frequência, mas, se entrasse para uma aventura de contornos estilo albergue espanhol, estaria espartilhado, seria trucidado por alguns zelotas da pureza ideológica, sempre afoitos na purga... e no purgante! Seria para ele um purgatório infernizante!

É que o Bloco de Esquerda, entidade que respeito e até admiro certa argúcia intelectual de Louçã, cultiva muito o espírito de seita (disse-o Jerónimo de Sousa e... tenho que o reconhecer... com carradas de razão!), não sendo porventura o local mais adequado para pontificar um homem tolerante e culto como é Manuel Alegre. Naquele conglomerado ideológico (onde avulta um certo «sincretismo primitivo» eivado de pretensão a pureza ideológica!) Manuel Alegre seria afunilado, espartilhado, colocado entre baias...

Este artigo pode ter sido a «vacina» para Manuel Alegre. Agora, depois de «vacinado» ficará imune a «pandemias» de contornos pouco credíveis e onde as megalomanias se esfumam na frieza nua e crua da realidade.

terça-feira, janeiro 06, 2009

O capital é quem mais ordena!

A crise?! A culpa é da falta de competitividade... não podemos continuar a gastar mais do que produzimos!...O país assim afunda-se!!!...


O neoliberalismo tem cultores e sacerdotes de todos os matizes. Dizer que o país não produz, olvidando que o caudal de desempregados é enorme, foram adoptadas políticas conducentes à redução da produção (quotas leiteiras, quotas piscatórias, abate de frota pesqueira, incentivos ao pousio...), despedimentos selvagens, é simplesmente lamentável.
Quantas vezes uma empresa (e não os trabalhadores...) é pouco competitiva porque os «patrões» (não empresários...) sacaram até ao tutano, descapitalizaram, cometeram evasões em larga escala e não investiram como deveriam, tornando-a obsoleta e incapaz de inovação? Quantas vezes da empresa «saem» piscinas, jipes de alta cilindrada, iates, casa de praia, viagens e uma série infindável de mordomias, que não contribuem em nada para o progresso da economia, apenas são símbolos de ostentação dos que estão à frente dos destinos dessas empresas. Depois dizem: não «produzimos»!... como se a falta de produção fosse imputável aos trabalhadores, ao povo em geral!...Aos «outros», que não a «eles»...Eles é que não fomentam a produção, apenas o fútil despesismo!
Quem descapitaliza e desvia só para saciar os seus apetites e as suas noitadas, as suas perfomances nas slot-machines ou nas discotecas, e depois atribui a fragilidade da empresa aos trabalhadores é um cretino da pior espécie! quantos, vemos por aí ostentando sinais exteriores de riqueza iniludíveis à custa de salários em atraso, de desvios, de engenharias financeiras visando o saque puro e duro! E tantos deles passando por gente de bem, gente de teres...e haveres...
Quando o PR e outros economistas neoliberais acusam o «País» de não produzir, esquecem o «sistema» que está na génese dessa improdutividade: salários faraónicos para alguns gestores, reformas avultadas para indivíduos sem escrúpulos que depois vão trabalhar para a concorrência quando segundo os relatórios médicos estariam incapazes para o serviço, isto é um roubo ao erário público, uma traição à democracia, um atentado à equidade e à justiça social!
O Dr José Luís Saldanha Sanches ainda há dias verberava e apontava o dedo a alguns gestores da CGD, reformados por «invalidez» e a saciarem a sua gula pelo vil metal, noutro banco! Não seria da mais elementar prudência submeter esses indivíduos a uma nova Junta Médica? Será que houve corrupção na concessão de tais reformas? A mulher de César deve ao menos parecer séria... e ,neste caso, não parece!
Um antigo gestor de topo do Millenium também reformado por doença de foro «neurológico» anda por aí a facturar em mil e uma actividades, mostrando à saciadade que está são que nem um pero, se comparado com aquelas professoras cancerosas a quem foi recusada a reforma, quando estavam em condições miseráveis para exercerem dignamente o cargo!
Era isto que deveria dizer o PR nos seus discursos à nação, mas passa ao lado, usa linguagem banal e sem objectividade, esquece que a Nação é uma estratificação de classes sociais, um conglomerado de gentes, uns honestos e trabalhadores, outros peritos na trapaça e na artimanha, uns dando o corpo ao manifesto, cumprindo horários, outros saltitando aqui e ali, dando palpites em tudo quanto é sítio, mas nada fazendo de concreto, apenas surfando neste mar de prosperidade que o neoliberalismo propicia aos seus «sacerdotes», aos filhos de um deus maior, seja ele «Opus Dei» ou outra coisa qualquer!
O Dr Marinho Pinto, bastonário da Ordem dos Advogados apontou alguns negócios escandalosos que toda a gente conhecia (de Coimbra e não só...) mas que ninguém investigava. Foi preciso ser o bastonário, com a visibilidade que lhe dá o cargo, para fazer mexer os cordelinhos... caso contrário tudo ficaria em «águas de bacalhau»... enfim, «águas de bacalhau» é o retrato fiel deste país sempre adiado e devorado por piranhas e sanguessugas com pendor vampiresco.
Ai Zeca Afonso, Zeca Afonso, como a tua canção continua actual, nem imaginas!!!

«O valor ético do capitalismo»!...



















O Dr João César das Neves, conceituado economista, faz uma curiosa análise do capitalismo, citando Álvaro Cunhal de uma forma subtil. No seu artigo no DN, muito embora reconheça os vícios do capitalismo e da democracia (não são arquétipos perfeitos...) têm virtualidades inegáveis.


Quando os heréticos (descrentes no capitalismo) são cada vez mais, há «apóstolos» que se perfilam venerando-o como se fosse um boi Ápis. Enfim, há economistas que são... «vacas sagradas»... e têm sempre na algibeira o ouro, o incenso e a mirra para venerar o seu «deus-menino-capital»...
Este capitalismo selvagem com vestes doiradas de um neoliberlismo ganancioso (com roupagens bem elucidativas...) tem cultores em toda a linha!...
Quando virá um humanismo autêntico, capaz de regenerar este vale de lágrimas em que a grande maioria vai peregrinando?!
Não, não será o «profeta» Dr João César das Neves o precursor... o «João Baptista»...

Enfim, vale a pena mergulhar na sua saborosa crónica em tempos de meditação profunda.

segunda-feira, janeiro 05, 2009

A guerra e... os «pretogueses»...

A invasão da Faixa de Gaza pelos israelitas deixa-nos perplexos. Como é possível haver tanto destrambelhamento a nível de lideranças políticas! ?A comunidade internacional já de há muito que deveria ter colocado o Hamas no local que merece: o caixote do lixo da História... Invadiram a Faixa de Gaza e criaram todas as condições para isto! As guerras podem ser evitadas, mas, ao observarmos o comportamento selvagem e continuado de lançamentos de rockets para território israelita, só por mesquinhez, por cobardia, por alienação política, que esperar? A actual ONU, com a sua configuração, está atada de pés e mãos. É urgente criar um organismo verdadeiramente eficaz, interventivo, onde não haja deireitos de veto, onde todos possam ser punidos sejam grandes ou pequenos! Até lá, continuará esta pouca-vergonha: morticínios sem conta, vítimas inocentes de uma insensatez a roçar o limiar da loucura!...


Ocorre-me recordar aqui um episódio dantesco ocorrido em Moçambique em Dezembro de 1972
que prova o grau de crueldade e de loucura de que é capaz a espécie humana. Na guerra, as vítima inocentes são o pão nosso de cada dia, mas em Wiriyamu, nós, portugueses, excedemos tudo!...


A ordem foi dada e era inflexível: «era preciso limpar toda a zona, não podia ficar ninguém para contar o que aconteceu!»

Era uma aldeia onde se dizia que a Frelimo obtinha protecção. Wiriyamu de seu nome. A 6ª companhia de comandos, sob as ordens de Antonino Melo, lá foi, disposta a executar a tenebrosa ordem. Era preciso proteger Cabora Bassa, a barragem que personificava o poder colonial. Em Tete, na base, é feito um briefing onde são dadas as instruções para o massacre.

É a «operação Marosca», como ficará conhecida esta vergonhosa saga da guerra colonial, que manchará a nossa honra e nos equiparará aos americanos com o seu não menos maquiavelico MY LAI!

Como não havia munições para matar toda a gente são metidos em palhotas e lançadas granadas para maior eficácia da mortandade! Alguns entretêm-se a fazer filas de gente e com uma só bala disputam o record de mais mortes com uma só bala!...Crianças são atiradas ao ar e baleadas na queda, perante os gritos desesperados das mães! uma, grávida, depois de lhe ser perguntado qual o sexo da criança e ter respondido negativamente, é-lhe feita uma sangrenta abertura do útero, com faca, a sangue frio e ... depois disto, mostrada a criança arrancada das entranhas... à mãe moribumda!...Depois foi queimada, ainda semi-viva! (Isto consta do livro escrito pelo padre Hastings!...).
A barbárie, a bestialidade, a loucura elevada ao máximo expoente!
Uma menina de nove meses, nos braços da mãe (Vaina) é morta a pontapé. As cabeças dos cadáveres são usadas para servirem de bolas de futebol e pontapeadas por soldados completamnete fora de si! Um dos sobreviventes, de nome Baera, conta que uma sobrinha ainda menina , foi levada por soldados e foi violada por cinco, de seguida.

Em Lisboa, Marcelo Caetano nega tudo! tudo invenções, tudo mentiras de quem quer denegrir a imagem de Portugal, tudo patranhas de um padre estrangeiro que não gosta de Portugal!...

Enfim, as mentiras do poder, para encobrir tal vergonha, o sistemático ocultar da verdade, como ainda hoje se vê por tanto lado, só para defender quem está no poleiro, só para proteger quem é de facto o responsável em última instância por toda esta carnificina!...

Israel entrou numa investida cujo fim se desconhece! O ter legitimidade não é tudo! Mas, de facto, tem-na, pois os ataques continuados, as provocações sistemáticas sem indícios de terminarem, foram cometidas, sem dúvidas. Mas o fim como será?!

Até lá, centenas de vítimas inocentes (de ambos os lados) perecerão ou ficarão mutiladas para sempre... Assim, a humanidade não dá sinais de progresso. As religiões (e não só) e os fanatismos de toda a ordem podem estra na génese de toda esta imbecilidade; exigem que a ONU seja reformulada, exigem que a humanidade se defenda de bárbaros de todos os matizes que não respeitam normas internacionais e se divertem matando e levando inocentes ao supremo sacrifício!...
Basta de insensatez! A ONU tem que ser reformulada com urgência. É isso que faz falta para se caminhar para um novo paradigma neste universo carregado de totalitarismos e de bestialidades.

domingo, janeiro 04, 2009

DICOTOMIA REDUTORA...

Ó Henrique, ainda falta uma: os maledicentes! O país está cheio de cubanos, invejosos do que se passa na Madeira, sempre a dizer mal da minha forma de fazer política, tão elevada, tão cheia de transparência e sem aquelas promiscuidades que caratacterizam os corruptos e ambiciosos do Cont'nente!
Este país tem duas categorias de pessoas: os ambiciosos e os invejosos!

Henrique Granadeiro dixit!

Este país tem figuras que com suas boutades na comunicação social têm a pretensão de tudo catalogarem com a sua pseudo-eloquência. Por vezes, motiva-os o branqueamento de situações muito próximas do limiar da corrupção, o aligeirar de cargas pejorativas sobre a forma como conduzem as coisas nos lugares onde exercem ou exerceram funções.

Henrique Granadeiro, ex-seminarista, ex-governante no tempo da outra senhora, passou-se de armas e bagagens para esta senhora e esteve sempre na crista da onda. Encostado a figuras com alta influência na esfera política, e com mérito intelectual também, reconheça-se, lá foi por aí fora alçapremado ao topo, usufruindo de todas as mordomias inerentes ao seu estatuto.

Vir a público, fazer uma afirmação destas, cheira a proteccionismos a alguém em maus lençóis.

Quando vemos altas corrupções na banca e em certos segmentos da administração, justamente chicoteados por certa comunicação social atenta e não promíscua, a quem se dirigirá o remoque de «invejosos»?

Às vezes vemos alguns presidentes de câmara usarem tal epíteto para achincalharem adversários, dizendo que só querem protaganismo, que têm ciúmes do seu êxito, fica-se a pensar nesta estratégia já tão gasta mas ainda colhendo dividendos em certa arraia miúda sem capacidade de discernimento para aferir o real significado desse linguajar.

Quando as fiscalizações e as supervisões falham redondamente, perguntar-se-á: será que têm medo de serem considerados invejosos?

Quem fiscaliza e detecta casos graves pode ocultá-los ou fazer vista grossa, por medo de retaliações dos visados, ou por aliciamentos diversos. Há quem use certos conhecimentos para chantagear e não cumprindo o seu dever de denúncia, use os conhecimentos obtidos para caçar mordomias e obter dividendos. Há tantos casos por aí: na banca, nas seguradoras, nas finanças, nas autarquias...

Tanta gente que subiu na vida por ter protegido algum corrupto em lugar influente! Tantas mordomias «douradas» se obtêm por calar, silenciar, encobrir, a omertá está viva e cheia de saúde neste Portugal cheio de padrinhos e afilhados!...



Perder a fé... já na velhice...

Anselmo Borges, distinto professor universitário, comenta hoje no DN, sob a epígrafe «Providência e economicídio», a relatividade da fé, no tocante aos diversos patamares da cultura e ao espírito teocrático e afins. Allan Greenspan o todopoderoso homem forte da Reseva Federal, diz que perdeu a fé no mecado...

Nós por cá temos os nossos mercadólatras ainda muito crentes e muito pouco virados para mudar de crença. Será que depois desta derrocada a nível económico-financeiro não vão mudar?
Jardim, esse, está sempre à frente de tudo e de todos: ele afiança que nunca foi um liberal...

Será que é o protótipo do libertino da democracia?!

sábado, janeiro 03, 2009

Israel versus Hamas...

Na martirizada Faixa de Gaza o jogo do gato e do rato em permanente exibição. O rato é sempre o causador da quebra de tréguas. O gato exorbita na sua missão de legítima defesa. Será que o rato ainda não viu que só terá paz se deixar também o gato em paz?
Infelizmente quem sobre são aqueles de quem a guerra faz gato-sapato... as vítimas inocentes: crianças, mulheres e homens em idade avançada...

Portugueses!...

Portugueses!

No dealbar deste ano de 2009 quero dirigir-me a vós com verdade, com rigor, sem artificialismos demagógicos. Este ano vai ser difícil, a crise galopa infrene acentuando os desníveis sociais, agravando o défice, pauperizando cada vez mais a grande maioria e infernizando a vida dos desempregados, dos marginalizados. Há que ter maior coesão, mais disponibilidade para atender aos que são lançados borda fora sem uma âncora de esperança no seu olhar.
Há que lançar bóias e congregar esforços no sentido de auxiliar os que perderam lugar no barco da dignidade, os que estão abaixo do limiar da pobreza, os que foram vitimizados pelo tsunami económico e pelo tufão financeiro.
Mas antes de perguntarmos ao país o que pode fazer por nós, interroguemo-nos, a nós próprios, sobre o que poderemos fazer por ele também. Uma avalancha de laxismo e de impunidade grassa a vários níveis. Falemos dos desfavorecidos sim, mas falemos também dos favorecidos!
Desses que à custa de malabarismos de uma engenharia financeira mais digna de Satã, têm afundado a nossa economia, têm dado cabo da credibilidade das instituições, têm sugado o erário público até ao tutano! Falemos desses, que fruto de uma supervisão medíocre, de uma fiscalização adormecida ou aliciada, têm enriquecido fabulosamente à custa do esforço colectivo, têm depauperado as instituições e desviado para fora do país autênticas pilhagens. Sim, são eles os piratas que dão cabo da nossa estrutura financeira, em vez de dinamizarem a economia, parasitam-na, vivem à custa dela. São os vermes que vivem à custa do hospedeiro-Estado. E, pior ainda, o Estado protege-os quando em crise...
Depois, «investem» nas campanhas eleitorais para as autarquias, para os governos regionais, para conseguirem colocar em postos chave os seus capitães da areia, os seus pontas de lança, as suas gazuas... na esperança (tantas vezes concretizada, diga-se sem eufemismos...) de obterem empreitadas sem concurso público, fornecimentos de favor, mordomias de toda a ordem, prebendas e sinecuras sociais, comendas com sabor a «pagamentos de facturas»...

Portugueses!

É tempo de abrir os olhos. É hora de escolher um presidente da República que não venha com banalidades tentando tapar o sol da corrupção com a peneira da falta de competitividade ou da falta de empenhamento dos trabalhadores. É tempo de dizer que o sistema já deu o que tinha a dar. É preciso criar um novo paradigma: baseado na transparência, na frontalidade, na lisura de processos. O governo tem que deixar de favorecer os lóbis amigos que abocanham grandes obras só porque têm na administração o senhor X, antigo ministro, ou ex-dirigente partidário. Há que agir com isenção e transparência totais.

Portugueses!

O pecado original do sistema começa logo no processo eleitoral: gastos loucos em propaganda, talvez suportados por dinheiros sujos de candidatos a prebendas futuras, talvez alicerçados em promessas espúrias, em cumplicidades contra-natura em termos de democracia autêntica!

Vede, Portugueses!

A qualidade da democracia é paupérrima, o défice democrático é a génese dos outros défices: o moral, o institucional, o politico, o económico, o cultural.

É tempo de mudança! É tempo de lançar borda fora os corruptos e os vendedores de ilusões que têm abocanhado cargos, não pela sua honestidade, não pela sua força de carácter, não pela verdade autêntica, mas, a contrario, pela mentira sistemática, pelo compulsivo ocultar da realidade, pela opacidade doentia, pelo aliciamento de poderes que deveriam ser imparciais e isentos e amiudadas vezes o não são. Esses poderes que todos conhecem, que deveriam ser os alicerces da democracia deixam-se «capturar» pelos detentores do poder económico, pelos agentes do poder político, numa promiscuidade sem limites, num atoleiro de venalidades sem conta. O país precisa de mudar de rumo. Assim, gastando mais do que produz, sendo quase sempre os mesmos os gastadores, não vai a porto seguro. Que 2009 nos traga a transparência, o castigo dos corruptos, o restaurar da dignidade, o reerguer do orgulho nacional. Que os benefícios eventualmente advenientes dessa nova postura sejam distribuídos equitativamente pelos que mais têm sofrido, pelas vítimas do actual status quo.

Nota: Este era o discurso que eu gostaria de ouvir a um PR autêntico, a um provedor de todos os portugueses, a um garante da justiça social, a um paladino da transparência democrática. Mas, ele não existe. Há que criar um novo paradigma presidencial. Os discursos insuflados de banalidades e de superficialidades, não indo ao âmago dos problemas, não atacando a génese da doença que nos vai minando a todos, são dispiciendos.

Nota final: é preciso ter um pouco de espírito de humor para saber ler também nas entrelinhas... que dizem mais que as próprias linhas...

sexta-feira, janeiro 02, 2009

Entrevista com o salário mínimo!

Eis o Salário Mínimo nacional prestes a enfrentar o Salário Máximo nipónico!...

Fui entrevistá-lo pois andava nas bocas do mundo. Uns defendiam-no, outros, pelo contrário, atacavam-no. Neste blogue há direito de resposta. Fui visitá-lo.

R.B.- Meu caro Salário Mínimo, que tem a dizer sobre o ano de 2009?

S.M. - Antes do mais os meus parabéns. És a primeira pessoa neste país a lembrar-se de me entrevistar... sou tão insignificante..
R.B.- Sabes SM eu acho que devemos dar a voz aos mais fracos, eles merecem respeito...

S.M- Sou SM mas não sou fraco, abaixo de mim há milhões...
R.B. - O que desejas para 2009!
SM- Olha rouxinol só espero que aquela que disse que eu «roçava a irresponsabilidade» veja a bota do Zé Povinho a «roçar-lhe o traseiro»... ela não merece chegar ao acto eleitoral pois anda a «roçar» a pobreza de espírito...

«O povo está com o M.L.A.»

Os alunos virão para as ruas em massa condenando a actual avaliação: «discriminatória», «penalizante», «sancionatória», enfim, «capitalista»!...
A ministra será enforcada na praça pública, após um julgamento popular. «Inimiga do povo», «avaliadora compulsiva», «com a obsessão pelo rigor»... serão alguns dos anátemas gritados pelos revoltosos...
Esta professora algemada ao volante de um carro e despojada de vestes... para uma «melhor avaliação», segundo reza um cartaz colocado na parte traseira do carro...


O ano de 2009 será caracterizado pela revolta estudantil. Na sequência das manifestações feitas pelos professores exigindo critérios de avaliação justos e idóneos, os alunos, na esteira dos seus mestres, argumentado «igualdade de oportunidades», vão reivindicar um sistema de avaliação «não punitivo», destinado apenas a «efeitos pedagógicos» , procurando aferir algumas carências de formação e lacunas cognitivas. Mas sem carácter «sancionatório» com o actual sistema «repressivo, capitalista e tremendamente injusto» mostra à saciedade!... Poderá ler-se nalguns comunicados...
Irão para a rua e gritarão palavras de ordem bem revolucionárias: «O povo está com o M.L.A. (sigla que significa Movimento de Libertação dos Alunos)», «Alunos Unidos Jamais Serão Vencidos!», «Avaliar não, pois cria discriminação!»...
Assim, as ruas encher-se-ão de alunos munidos de pistolas de plástico, de forquilhas e catanas, dispostos a tudo para a redenção do ensino. Os professores serão insultados e considerados lacaios do capitalismo opressor, instrumentos de diabolização, serão corridos a ovos podres, como vai começar a ser prática corrente... serão acusados de propagar o «vírus da contestação», logo responsáveis pela pandemia reinante...
Enfim, instalar-se-á o tão almejado caos... o supremo desiderato destas hostes libertárias que lançarão o país na senda da «Revolução do Futuro»... então, atingido este patamar, vibrarão de contentamento e glorificarão a Revolução Rasca que libertará o país da psicose avaliadora, do império da exigência e da disciplina. Enfim, o Estado vergar-se-á aos desígnios dos libertadores e a anarquia será implantada em Portugal, como sempre fora o desígnio de tão entusiastas condutores de multidões alucinadas...