rouxinol de Bernardim

Um blogue plurifacetado procurando abordar questões de interesse sob perspectivas diversificadas. A independência sim, mas sempre subordinada a parâmetros de bom senso, de optimismo e de realismo.

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terça-feira, novembro 13, 2007

O fim-do-mundo em S. Bento!




O Sr Governo e D. Oposição esgrimindo argumentos .
Em causa o Orçamento de Estado.
Sr Governo - A D. Oposição fique sabendo que este orçamento é credível, rigoroso e mais ainda: virtuoso! Cresce a receita por efeito das exportações e diminui a despesa por contenção de gastos sumptuários e cortes cirúrgicos por força da racionalidade económica!
D. Oposição - Tudo tretas Sr Governo. Vai ser mais um ano de sacrifícios para os mesmos de sempre. Vocês têm a obsessão do défice, procuram ser escravos de Bruxelas e não se preocupam com o povo real que sofre. O Orçamento é restritivo, não dá origem a desenvolvimento económico sustentado, vai contribuír ainda mais para a engorda dos grandes potentados económicos e o emagrecimento do povo.
Sr Governo - Engana-se redondamente D. Oposição! emagrecer o Estado é saudável, permitirá usar esssas gorduras supérfluas para satisfazer as necessiadades dos mais carenciados. O Estado gordo era no vosso tempo, para satisfazer grupos económicos e empresas por vós protegidas. Então o Estado estava ao serviço de uma minoria contra a grande maioria do povo.
D. Oposição - O Estado vai emagrecer sim, mas para engordar os grupos económicos que vos são afectos, é o que é. Já vemos empresas municipais a sacarem das câmaras para entregarem a amigalhaços. Emagrece num lado e engorda no outro. Sistema de vasos comunicantes...
Sr Governo - Engordar num lado e emagrecer no outro faz lembrar aquelas senhoras que fazem lipoaspiração na barriga e nas nádegas e colocam esses excedentes no busto... Será uma autocrítica essa pretensa crítica que a D. Oposição está a fazer ao nosso governo?!
D. Oposição - Não ria senhor primeiro-ministro pois já tenho uma aqui para si. Ao ver essas receitas orçamentais tão empoladas eu pergunto a mim própria com que recursos é que irão crescer? Será que irá recorrer ao viagra?!
Sr Governo - Está a falar a voz da experiência. Quando lá em casa falta algo, a senhora D. Oposição é que toma a iniciativa de comprar o produto ou é o seu consorte?!
D. Oposição - Não me falte ao respeito sr Governo. Responda às perguntas com objectividade. Não responda com novas perguntas. Diga-me como vai conter tanto as despesas que estão notoriamente subavaliadas?
Sr Governo - Nós maximalizamos os proveitos à custa de uma política de incentivos ao desenvolvimento económico sustentado, criando benefícios fiscais e dotando o tecido económico-empresarial de mecanismos de agilização capazes de potenciarem sinergias positivas que serão o verdadeiro embrião do progresso. Por outro lado minimizaremos os custos graças a uma política séria e credível na contenção de despesas sumptuárias e de racionalização de circuitos gerando poupanças que serão canalizadas para reinvestimentos produtivos.
D. Oposição - Tudo tretas senhor primeiro-ministro. O senhor prometeu mundos e fundos em campanha e agora faz o inverso. Isto é traição, é defraudar as expectativas do nosso povo. Não acredito novamente nas suas piedosas intenções. Delas dizem que está o inferno cheio.
Sr Governo - Não sei se há inferno, mas se houver estará lá toda a oposição. Eu prometi algo que me pareceu verosímil face ao clima de oásis que o governo de então aparentava. Contudo quando lá cheguei encontrei o deserto puro e duro e não o tal oásis que o governo de então dizia existir... tive que adequar a minha prática à realidade existente!
Enfim, esta cassete é sempre a mesma! o diálogo acima é ficção mas pretende retratar um discurso estereotipado que só serve para encher o olho a papalvos. Há que tirar ilações e olhar com atenção para os problemas de fundo.
Qualquer dia apresento uma nova personagem: D. Demagogia! ela continua firme e hirta no seu posto. Existe no governo e na oposição! até quando? Até que o coeficiente cultural do povo o deixe de permitir e/ou tolerar. É esse o nó górdio da questão!

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