domingo, outubro 21, 2007

QUO VADIS EUROPA?




Que Europa vamos ter?
Uma Europa de Liberdade, Justiça social, Igualdade de oportunidades, de progresso sustentado ou...
pelo contrário... Uma Europa de lóbis, de capitalismo selvagem, de crescimento das desigualdes, de uma minoria detendo a grande parte dos bens, concentrando capitais e deixando o exército de pobres e desempregados cada vez mais abundante?
Eu aposto na Liberdade! na justiça social! na igualdade de oportunidades!
A essa Europa (não à outra...) dedico este poema
QUO VADIS, EUROPA?
Europa dos cidadãos
bem sabes que existe um fosso
é preciso dar as mãos
Europa de carne e osso
onde a pobreza campeia
a par da grande riqueza
a miséria é coisa feia
envergonha de certeza
quem prometeu mais justiça
mais equidade fiscal
a promessa é uma premissa
que vemos falsa, afinal
Europa tem de cuidar
da riqueza mas também
da justiça há que tratar
distribuír sim, mas bem,
contrastes são malefícios
sinais de desigualdade
para uns, sacrifícios
outros, só prosperidade
a concentração de bens
numa élite é imoral
mostra que estamos reféns
de um modelo liberal
que só dá péssima imagem
do modelo prosseguido
há que ter outra abordagem
outro rumo, outro sentido,
rumo a maior coesão
e equidade real
assim, temos então
Europa mais social!

sábado, outubro 20, 2007

O POPULISMO VAI NU!!!


O populismo anda aí, completamento ébrio, prometendo mundos e fundos!...
Mas o povo atento já se apercebeu que ele vai nu!
Ó populismo, doce populismo
Que embriagas com termos sedutores
Teu discurso não passa de onanismo
Do redil és rei... já não há pastores.
Às fêmeas tu prometes ser viril
Aos varões tu prometes o sucesso
Aos corruptos garantes metal vil
Aos críticos... tu metes um processo!!!
Tens sorriso rasgado, bem postiço...
Zéfiro te divulga o pensamento
Os zelotes, sicários de serviço
Te bajulam o ego... sem talento!
Dizes sempre: «ganhei! ganhei! ganhei!»
Esqueces que a vitória é um somatório
De factores; quem ganha é, eu sei
Quem mais embriaga o Zé Simplório!
Não, não é de Bocage...
É de rouxinol de Bernardim

Virgolino Carrapato, árbitro honestíssimo!...


UM ÁRBITRO MUITO ATENTO AO "NEGÓCIO"...
(Conto - Pura Ficção)
Desde pequenino que ele queria ser árbitro de futebol. Na escola primária a sua baixa estatura era um complexo permanente. Chamavam-lhe o "garrano", com ar depreciativo...
A Psicologia explica muito bem esta ânsia de notoriedade das pessoas de baixa estatura: alguns procuram impôr-se pelo dinheiro, outros pela sabedoria, outros ainda por cargos em associações ou em partidos políticos. É a mania da compensação. É uma forma de driblar a natureza que nesse aspecto foi madrasta. Alguns conseguem superar esse trauma com dignidade e inteligência. Outros tornam-se excessivamente ambiciosos e capazes das maiores loucuras!...
O "Virgolininho" tinha ânsias de atingir altos patamares. A sua ascensão social começou nos estudos, onde, apesar de nunca ter sido brilhante, foi sempre muito aplicado.
Depois a arbitragem tornou-o conhecido e até invejado. Aparecia nos jornais, na rádio, na TV.
Começou a trepar hierarquicamente. Apercebeu-se que naquele mundo havia algo de subterrâneo que importava conhecer e aprofundar. Meteu-se em esquemas pouco abonatórios mas nunca se queimou sobremaneira. Arriscava pouco.
Um belo dia, teve uma surpresa. Tomou uma opção. Foi apanhado nas malhas da justiça...
Já era conhecido no meio pelo "meio-mil". Este epíteto adviera do facto de cobrar quinhentos contos por cada "jeito". Ele deixava o vidro do carro um pouco aberto e já sabia que o clube da casa iria lá colocar a respectiva importância em cheque. Mandava o filho ao intervalo, ao carro, para confirmar o "óbulo" na "caixa das esmolas". Este confirmava, ou infirmava, pelo telemóvel (para o balneário) e depois ele agia em conformidade...
Nesse tal dia, o filho teve uma surpresa. Em vez do tal cheque de quinhentos contos havia dois cheques: um de duzentos e cinquenta contos (da parte da equipa caseira)... e um de mil (da parte da forasteira)!
O que se havia passado?
Ele facilitou a vida ao da casa, de tal forma que ao intervalo já vencia por 3-0!!!, a equipa visitante, em desespero de causa, e precisando de uma vitória para permanecer na primeira divisão, resolveu jogar forte! Apostou a dobrar na convicção de que o "meio mil" estaria subornado! já se ouvira falar nos hábitos do Virgolino e portanto era previsível que algo de errado estivesse a funcionar, para uma vitória tão folgada, obtida à custa de dois penalties fantasmas e de um livre à entrada da área muito duvidoso...
Ao ver a oferta tão aliciante da equipa forasteira e contrafeito pela falta de respeito pela "tarifa" (os da casa resolveram dar só metade da bitola habitual... confiantes na vitória final...) Virgolino entrou na segunda parte completamente "dopado" pelo vil metal!!!
E foi um ver-se-te-avias: expulsou dois jogadores da casa e de seguida inventou pura e simplesmente dois penalties para a equipa forasteira...
Aquilo era demais! Se na primeira parte havia roubado para um lado, agora era para o outro! O presidente da equipa caseira, vendo a tramóia e suspeitando do que estaria a acontecer, chamou dois amigos que eram agentes da judiciária e rapidamente desenhou uma estratégia para apanhar o Virgolino em flagrante!
De facto o resultado final foi de 4-3 favorável aos forasteiros!
Contudo a parte final desta estória é hilariante e digna de meditação... o filho do árbitro foi ao camarote do presidente entregar o cheque de duzentos e cinquenta contos, rosnando uma ameaça:
__O meu pai é honesto e não se deixa subornar! Tenha cuidado que para a próxima ele denuncia-o como corruptor!Tome lá esse cheque nojento!!!
Disse isto com ar arrogante e recebeu uma sonora gargalhada em troca! Os agentes já tinham filmado tudo e já tinham ido ao balneário dar voz de prisão ao árbitro apanhado em flgrante com o envelope de mil contos que o filho já havia deixado no interior de um jornal desportivo pensando que ninguém se aperceberia...

A Demagogia quer assassinar a Constituição da República!


ELA ANDA POR AÍ! QUER ASSASSINAR A CONSTITUIÇÃO!
ACHA-A VELHA, USADA, ENFIM... IDOSA!
QUER TROCÁ-LA POR UMA NOVA, MAIS ATRAENTE, DE PEITO MAIS FIRME!
Ela já saíu à rua
Quer Nova Constituição
Esta já não serve, não!
Anda p'raí rota e nua!...
Constituição-panaceia
Banha de cobra, sei lá!...
Esta, assim, já não vai lá!
É velha, usada, feia...
Demagogia barata
Patetice desmedida
Uns, querem tirar-lhe a vida!
O ridículo 'inda os mata!
Há que ter discernimento
Há que ter tento e juizo
Bom senso!, é bem preciso
Rir tanto!... já não aguento!...

sexta-feira, outubro 19, 2007

A CARNE É FRACA - Reconversão do Talho Moderno!




Conto moderno...
(Ficção pura)
Foi em Vale do Aço que tudo começou. A cabeleireira, a simpática Genoveva, era um encanto de pessoa. Todas as senhoras gostavam dela: simples, afável, empreendedora e muito comunicativa...
Ali no seu cabeleireiro (Salão das Divas) falava-se abertamente de tudo: dos divórcios, das perfomances sexuais dos maridos, das aventuras de cada uma, nas suas actividades profissionais ou até na própria alcova... Dir-se-ia que para ser uma psicanalista a Genoveva só faltava o divã.
Tinha todas as características para isso.
Entretanto, com a crise a agudizar-se, a emigração dos homens para Espanha, sobretudo, foi um facto não despiciendo. A desertificação deu cabo de muitos negócios. É disso que fala a D. Engrácia, amantíssima esposa do dono do Talho Moderno, sito no lugar de Vilar de Coelhas...
__ Nem imaginas querida Genoveva, o meu marido passa a o dia a ler o jornal já não vai ninguém ao talho...
__A coisa há-de melhorar D. Engrácia. Há que ter espírito positivo. Eles dizem que está para aí a chegar aquela coisa da "retoma" ou o diabo a quatro, espero bem que venha cedo... já não suporto esta maldita crise.
__Nem eu! __ ajuntou ladina e atenta, a D. Filomena, queixando-se das longas ausências do marido lá pata terras de Espanha. __Imaginem lá que até já tenho "teias de aranha", desabafou ela, com ar infeliz...
Enfim, a vida ia de mal a pior. Só se safavam meia dúzia de grandes empreiteiros que financiavam as campanhas eleitorais e andavam sempre atrás do presidente da câmara. Esses sim, viviam nas suas mansões, com carros de luxo, frequentando os melhores locais de Vale do Aço e redondezas. Até que um dia... a novidade chegou ao salão das Divas como bomba de neutrões!
O caso não era para menos. O Talho Moderno fora encerrado! foi reconvertido...
A curiosidade crescia como se fora água em fervedura!, as gentes andavam intrigadas. O marido da D. Engrácia, o popular Macedo das Bexigas, colocara um reclamo luminoso onde se podia ler
"Pecado da Carne" e mais abaixo, em letras miúdas: "A carne é fraca!"
Toda a gente andava intrigada. O negócio corria de vento em popa. Cochichava-se que poderia estar a vender carne de contrabando. "Carne chinesa" diziam uns. "Brasileira" diziam com ênfase outros mais confiantes e com certa ironia no olhar...
Durante o dia o movimento era pouco, mas à noite, sobretudo, era enchentes de clientela. Vinham de freguesias vizinhas. E, sobretudo, homens...
D. Engrácia não cabia em si de radiante.O marido sorria e mostrava boa disposição permanente. A crise tinha sido habilmente ultrapassada. Até se mostrava mais elegante e leve...
A explicação para esta "leveza" foi dada por uma vizinha:
__D. Engrácia, tenha cuidado que o seu matido anda a "saltar a cerca"...
_"Pular a cerca", o meu marido?! Não pode ser...
Mas, para tirar as dúvidas, foi espiá-lo ao talho, à noite... Ficou deslumbrada. Explicou então, no cabeleireiro, a natureza do negócio:
__Olha Genoveva, eu nem queria acreditar. O Talho Moderno agora funciona sem carne. O negócio é simples. Há umas brasileiras semi-despidas que se agarram a um ferro a fazer ginástica, e os homens, de copo na mão e a olhar pasmadinhos da Silva para aqueles exercícios engraçados. Depois, elas (outras mulheres...) vão às mesas e fazem massagens às carteiras deles para irem mais aliviadas do stress.. eu não me importo com elas, só sei é que desde que o talho foi reconvertido o negócio aumentou muito. O que importa, como diz o nosso presidente da câmara na altura das eleições, o bondoso Dr Simplício, é ganhar! ganhar! ganhar! "Os fins justificam os meios", "a mão direita não olha ao que faz a mão esquerda"...
Era toda alegria e entusiasmo. E rematou com este desabafo:
_Olha, tu não digas nada, mas vi lá todo entusiasmado com uma brasileira, o padre Luís, ele usava uma barba postiça e fez-me sinal com o dedo no nariz para não o denunciar... claro que não o farei... nem ao juiz, o Dr Furibundo, que lá estava num canto bem escuro, escondido atrás de um bigode postiço a fazer umas massagens a uma brasileira que se queixou de ter dado com as nádegas no ferro dos exercícios... tudo gente da alta, nem imaginas...
O "salto tecnológico" de que o governo falou, teve aqui, nesta "reconversão", neste "salto em frente" um exemplo de sucesso. Enfim, desta forma original chegou a tão famigerada "retoma" a Vale do Aço... Razão tem o Dr Simplício, o presidente: "o que importa é ganhar! ganhar! ganhar!"

quinta-feira, outubro 18, 2007

A Velha Canga - Conto Moderno


A Velha Canga, agora no museu municipal, reconheceu o emigrante e... falou-lhe!...
O Celestino Abrantes finalmente regressou à sua aldeia natal. Depois de uma autêntica odisseia por terras do Canadá, lá conseguiu uma reforma antecipada e regressou de vez. Na casa nova, com a esposa (a ainda fresca e risonha Noémia) vive com certa tranquilidade e desafogo. Tem o pequeno quintal/horta para se entreter e visita a casa da irmã (Leopoldina) com frequência.
De facto, os dias estão sempre preenchidos. E ainda bem.
Há tempos resolveu ir visitar o museu lá na sede do concelho. Pegou no carro, um velho Peugeot, já a precisar também de uma reforma (esta, não antecipada), meteu as sobrinhas (a Sofia e a Bárbara) lá dentro e toca de viajar.
Já dentro do museu algo lhe chamou a atenção. Pregada a uma parede (tal como Cristo na cruz...) estava uma velha canga, daquelas que se usavam antigamente para conduzir os bois a puxar os carros antigos. Era agora peça decorativa. Já sem serventia alguma era uma relíqua de um passado distante. O Celestino reparou bem nela e pareceu que ela lhe sorriu...
Em criança muitas vezes levara o carro de bois à feira com hortaliças e diversos materiais. Enfim foram tempos duros e difíceis aqueles. Enquanto meditava neste passado já longínquo notou que a canga sorria, um sorriso virtual, diria, mas mesmo assim um estranho sorriso...
aproximou-se mais e... ela falou assim:
_Então Celestino lembras-te de mim?
Ele nem queria acreditar. As meninas ficaram estupefactas e quiseram fugir! Ele, conteve-se, deu um beliscão na face, e disse:
__Foste tu que falaste, canga?
_Claro que fui! __ respondeu ela toda lampeira... __Tenho tantas saudades daqueles tempos. Tu ainda eras um menino com dentes de leite e já chamavas aquela junta de bois, o Safado e o Carrasco, ainda te lembras dos nomes?
Palavra puxa palavra e o diálogo aconteceu perante a incredulidade das meninas, as espantadas Bárbara e Sofia. Era um milagre autêntico. Nunca se ouvira falar de tal coisa!
__Sabes o que me levou a falar-te? __ disse a canga. __É que tu eras uma pessoa boa e correcta, sempre gostei muito de ti, tinha tantas saudades tuas. A saudade impeliu-me a dirigir-te a palavra. Deus deu-me esse dom.
_-Ainda bem que assim é. Olha, não te sentes aqui prisioneira, um simples objecto decorativo sem utilidade?
__Enganas-te. Eu agora reciclei-me...
__Como assim?! __ rematou, semi-estupefacto, o aparvalhado Celestino.
_Eu deixei o cachaço dos bois e passei para o das pessoas. Ando por aí. Espreita por essa janela e verás...
Celestino olhou e viu o dorso muito curvado do professor Epaminondas. De imediato inquiriu a canga:
__Então que andas lá a fazer?
__Olha Celestino, o professor Epaminondas tem uma carga muito pesada, um jugo muito violento. São alguns alunos que o maltratam, insultam, furam os pneus ao carro quando as notas são baixas, enfim, um pesadelo...Maldita canga ele tem, coitado...
Olhando através da vidraça apareceu o rosto de um senhora muito amiga da esposa, da Noémia. Era a D. Gertrudes, a cabeleireira. Parecia carregar um peso enorme. Antes que ele a interrogasse, a velha canga explicitou:
_Olha Celestino, essa, traz a canga matrimonial. O marido, o Chico Polícia, farta-se de lhe dar porrada, às vezes dizem que até usa o cassetete...
A procissão ainda ia no adro. Seguiu-se o farmacêutico, o Dr Peliteiro, com ar pesado, soturno, um enorme peso sobre os ombros. Ela disse então:
__ Coitado do farmacêutico, anda com os fiscais das finanças à perna o tempo todo, nem respira.
É a canga fiscal. Não vai longe. Farta-se de pagar impostos. Tem um ódio de morte ao ministro da saúde. Se pudesse esganava-o... Mas está podre de rico.
Ao longe já se divisava o ar tristonho e sisudo do senhor Evaristo, do mini-mercado (outrora mercearia). Será que também carregava alguma canga? Ela afiançou que sim.
__Sabes Celestino, o Evaristo casou com uma ninfomaníaca. Era essa que tu conheceste na escolinha, a Fernanda, sim a Nandinha das tranças pretas, essa mesma. Passa a vida a passear pelos cafés e à noite vai muito para os lados do Porto. Leva com ela uma peruca loira e diz que é ucraniana, intitula-se de Olga Kaslasvska. O resto estás a imaginar... Enfim um jugo matrimonial bem difícil este o do Evaristo...
O pobre Celestino estava que nem o chapéu de um pobre: todo amarrotado, com a alma esmurrada pelo efeito surpresa! Todo o povo andava subjugado à canga!
Ao longe vislumbrou a figura do presidente da câmara, o Dr Toucinho. Será que também ele terá uma canga, pensou lá com os seus espantados botões?
A canga, ela própria, esclareceu:
__ Coitado do Dr Toucinho anda sempre sob o jugo dos promotores imobiliários: não faz nada sem os consultar. E pior ainda: tem uma trela enorme...
__Uma trela?!
_Sim, sim, anda atrelado aos lóbis do betão!!!

Dissertações sobre as pobrezas ( a de espírito e a outra...)








A pobreza ainda é um dos maiores cancros da sociedade moderna.



De quem é a culpa? De todos nós, que pactuamos com um sistema obsoleto que gera Midas (fruto da mãe-corrupção) e lança na vala comum da miséria a grande maioria da população.


Obscenidade maior que esta não existe!




Quando se fala em pobreza, normalmente não vamos às causas profundas, às origens do mal.A corrupção e políticas neoliberais baseadas em paradigmas IDIOTAS são a fonte de todo o mal.


Vejam as fortunas e as loucuras cometidas por alguns responsáveis políticos com foguetórios loucos, com festas de arromba, só para exibirem o seu ego ostentatório e ridículo. Os fins-de-ano na Madeira, que loucura! As rivalidades doentias entre Porto e Gaia (quem não se lembra?)qual deles o mais gastador, o mais exibicionista, o mais perdulário?



A santa madre igreja também tem culpas no cartório. Se por um lado faz apelos à caridade (e fá-lo bem) por outro não critica (antes incentiva) todo um estendal despesista que se consubstancia em festarolas de arromba, com foguetório a atingir as raias do absurdo. Quanto desse dinheiro mal gasto não daria a vida a tantas criancinhas esfomeadas.?.. Quem disser mal disto é considerado anti-clerical, cabotino, sei lá, talvez até "invejoso"... alguns padres têm adjectivos para catalogar toda a gente! Eu já fui vítima de tantos, que nem sei...



As festas religiosas são das coisas mais aberrantes que conheço. Manifestação de vaidades pacóvias, pretextos para banhos de multidão saloios, locais de ostentação de vaidades mundanas sem conta... Locais de promoção política e até de assédio...



Os municípios também têm das festas uma concepção oportunística e populista, onde são elevados ao máximo expoente a hipocrisia, o farisaísmo, a orgia despesista mais ridícula, para satisfação de meia dúzia de egos emproados, de líderes vazios de ideias mas recheados de pobreza de espírito! Essa pobreza também precisa de ser erradicada quanto antes!



Se querem venerar (e não "adorar" como estupidamente alguns autarcas apregoam...) um santo, que o façam com recato, com espiritualidade, com manifestações apropriadas e não recorrendo a manifestações pagãs sem qualquer conteúdo . Aceito de bom grado a exibição de bandas de música (que merecem ser acarinhadas) mas o exibicionismo saloio de foguetórios doentios e atentatórios do equilíbrio ecológico e potenciadores de fogos, é de um mau gosto lamentável...



À falta de melhor, alguns presidentes de câmara (falo de quase todos) usam e abusam do recurso a estes expedientes para se promoverem, se pavonearem, para se porem em bicos de pés perante um povo pouco esclarecido, pouco dado a aprofundar estes macanismos de ostentação de vaidade e de megalomania despesista!... O povo cala e consente! O povo, dizem eles, "gosto disto"!...



O povo sabe do que falo. O povo que passa necessidades quando lá passam à porta a pedir para estes foguetórios diz na sua profunda sabedoria: "quem muito pede muito fede!"



Enfim, há que erradicar a pobreza poupando e dando uma imagem mais racional da admisnistração; instituições de caridade precisam de apoios, sim, há que pensar mais nelas e menos nos foguetórios ostentatórios que são uma mina para alguns pirotécnicos mas são fonte de despesa e por vezes de situações catastróficas( já vi barcos serem incendiados por fogueteiros sem bom senso nem o mínimo de sanidade).

Que se faça uma festa ao bom senso e à modéstia, esses sim, precisam de ser acarinhados...

quarta-feira, outubro 17, 2007

Jardim condiciona discurso de Cavaco?!




«Ele que nem pense dizer na Madeira o que disse nos Açores!»
«Calma, calminha rapaz, andamos aqui ao mesmo!»
Será tentativa de condicionar o discurso do PR?!
Será que o PR vai lá curvar a espinha e prestar vassalagem ao "soba" (como ele pretende)?
Já é tempo de termos um Presidente de todos os Portugueses!
Aqui vai uma descodificação (fictícia) da mensagem subrepticiamente enviada por um ao outro...
NA MADEIRA MANDO EU, ATÉ NO PENSAMENTO DOS OUTROS...
OS DISCURSOS TÊM QUE SER COMO EU QUERO!
Professor Silva, cuidado,
nesta terra mando eu
dizem que sou apancado
que sou meio endiabrado
mas jamais aqui venceu
alguém que não o Betinho
este Jardim com mil flores
quero um discurso certinho
e bata a bola baixinho
Madeira não é Açores!
aqui há autonomia
e quero que fale dela
Continente é porcaria
porcos cubanos diria
a comer numa gamela...
do Sócrates diga mal
chame-lhe "grande faxista"
naquele exame final
nunca se viu coisa tal
usou fax, esse golpista...
diga mal dos socialistas
não gostam da autonomia
tal e qual os comunistas
uns colaboracionistas
sofrem de esquizofrenia
não me fale em liberdade
ou défice dela, não!
fale com sinceridade
na minha cumplicidade
na sua grande eleição
lembre-se que aqui ganhou
passaporte p'ra Belém
o povo em massa votou
cobrar factura aqui estou
de mim vai ser um refém
e se quer ser reeleito
venha cá gabar a gente
a obra que tenho feito
curve-se!, deixe o seu preito
ao Betinho presidente
eu quero um discurso assim:
engraxando a autonomia
está a engraxar-me a mim
justificando assim
esta gerontocracia!
Nota final: humildemente peço desculpa se não interpretei fielmente a mensagem consubstanciada naquele repto que encima o texto.

Novo Código Penal - morte anunciada?






Será que há abutres na Justiça? Se houver há que os denunciar!...




Dizem que é feito à medida

De um processo na berlinda

Visa uma airosa saída

Ao processo que não finda.



Prazos curtos, sim senhor,

Mas maior celeridade

Não podem ser um factor

De irresponsabilidade.



Direitos e garantias

Há que dar com equidade

Podem ser bem tortas vias

P'ra distorcer a Verdade!



Libertar os criminosos

E fugas potenciar

Justiça de mafiosos

Temos que denunciar!



Há que alterar sem demora

Os pecadilhos da lei

Libertar a cem à hora

Também é crime, bem sei.



Fazer fatos à medida

Só gera desconfiança

Transparência prometida

Desta forma não se alcança!



Será para deitar fora

Este Código Penal?

Ele é, já ninguém ignora

Perigo potencial!

terça-feira, outubro 16, 2007

Tratado de Lisboa: a cereja em cima do bolo!

O Tratado de Lisboa será um marco de referência obrigatória na eurolândia...
EUROPA COM MATRIZ
A eurolândia já tem Magna Carta
Tratado que define a arquitectura
Alicerces bem sólidos procura
Nova etapa se quer que daqui parta!
Transparência, rigor, frontalidade,
Um critério uniforme, uma matriz
Se pretende criar, sendo raiz
Legal da euro-funcionalidade.
Traves-mestras, balizas colectivas,
Garantias, direitos e deveres,
Um somatório amplo de saberes
Unindo pátrias, gentes, forças vivas.
Tratado de Lisboa não será
Um factor de bloqueio ou um travão
Mas deverá unir e dar coesão
Ao futuro que o mundo nos trará.

Será que a banca também tem ponto "G"?!

EROS AO PODER!
FINALMENTE, UM PRÉMIO NOBEL PARA PORTUGAL!!!



Consta que vai ser atribuído o Prémio Nobel da Generosidade a um banco português. Consta que o júri já escolheu o banco e há unanimidade total.

Trata-se de um banco onde pontifica um senhor que dizem pertencer à "opus Dei" e que acha que a caridade começa em casa, na própria família...

É sabido que as mulheres têm um ponto especial onde a sensibilidade erógena atinge o auge, é um local muito íntimo onde o pudor não penetra, onde a generosidade e o prazer atingem o clímax. O prazer de dar e o prazer de receber se entrechocam numa amálgama sensorial que, dizem, foi elaborada pelo Criador com o propósito (único e exclusivo, segundo alguns fundamentalistas) de fomentar a procriação, evitando assim a extinção da espécie...

Na banca, esse ponto nevrálgico também existe (soube-se agora), e o prazer de dar e o prazer de receber têm um lugar geométrico bem definido; o crédito mal parado passa a perdão definitivo e atinge-se o auge, o clímax, o êxtase completo. Foi criador deste ponto "G" um conhecido banqueiro que ora muito e ora bem. Ora, isto já não é de agora. Ora, isto tem muito que se lhe diga. O prazer, o orgasmo da dádiva generosa, deverá ser extensivo a todos, deverá ser difundido urbi et orbi? Crescer e multiplicar este prazer inefável será o desiderato último deste banqueiro que adora ser falado pela sua generosidade, a sua caridadezinha sempre tão prestimosa.

Será tal como o sol, nascerá para todos, o tal inefável prazer do perdão, o incomensurável orgasmo da generosidade vibrante e capaz de conduzir ao éden os seus beneficiários?

Em democracia há igualdade de oportunidades, deve haver dadores infindáveis para que o prazer não tenha limites, ou que o limite seja o céu...

Enfim, este Prémio Nobel tem contornos eivados de eroticidade pura, mesclados de uma racionalidade económico-financeira onde Eros se implanta e é elevado ao máximo expoente, por obra e graça de uma estratégia onde o economicismo puro e duro é colocado entre parêntesis.

Há um denominador comum: o prazer de dar é directamente proporcional ao prazer de receber, ficando tudo em família...

Consta que no comité Nobel há uma certa dose de inveja latente, estando por um fio esta atribuição que seria tão original e tão credora dos maiores e mais rasgados elogios por parte da comunidade científica. A inveja, esse erva daninha sempre presente para ofuscar o prazer, dá pelo nome de Erva Berarda, e cresce ali para os lados da Pérola do Atlântico.


Enfim, o "ponto G" da banca é algo de inovador e terá um efeito de arrastamento inolvidável, se vier a ser seguido por esse mundo fora. O prazer é um direito de todos, até da banca. O hedonismo financeiro tem aqui um toque de classe, uma quinta-essência capaz de fazer frente aos choques tecnológicos mais bizarros que por aí se vão badalando (por parte deste governo) mas são incapazes de rivalizar com esta inovação tão eloquente, este fenómeno de puro êxtase!...

Será que as entidades fiscalizadoras ficarão também seduzidas pelo modus operandi e darão o seu aval ao orgástico "ponto G"?!

A interrogação anda no ar como perfume afrodisíaco capaz de seduzir o mais incauto...

domingo, outubro 14, 2007

A Virgem Agora Falou! Milagre dos Milagres!



Era digno de se ver
Lá ia todo lampeiro
A Fátima e ao Sameiro
Era preciso vencer!

O clube do coração
Tinha sempre que ganhar
A derrota, nem pensar...
Parecia uma obsessão!

Era paixão doentia
Rezava que se fartava
À Virgem lá implorava
A Fátima... a pé lá ia!...

A Virgem falou um dia
Milagre 'inda hoje lembrado
Disse-lhe que era pecado
Aquilo que lhe pedia!...

Toda a gente ouviu a voz
E ficou a meditar
Era pecado rezar
Mas que coisa mais atroz!!!

Ela falou de voz viva
Estrava mesmo zangada:
«NÃO PODE SER VICIADA
A VERDADE DESPORTIVA!»


«DEUS, ESSE JUIZ SUPREMO
NÃO SE DEIXA SUBORNAR
O MELHOR DEVE GANHAR
NO JOGO, LÁ NO TERRENO!»


NOTA: COM A DEVIDA VÉNIA ESTE POEMA FOI EXTRAÍDO DO SEMANÁRIO SOL (RUBRICA BLOGUES) :- sol.sapo.pt/blogs/ramodebarro


NOTA DO AUTOR: Com respeito pelas coisas de Deus deve-se dizer que isto é ficção; mas a ficção procura estar de bem com a pedagogia.Era bom que alguns senhores lessem este texto e meditassem. Julgam que o dinheiro tudo compra mas a Deus não conseguem subornar.

FÁTIMA: um mar de Fé, um oceano de galvanização!

O milagre de Fátima! A dança do sol! A luz e a sombra...




Fátima sempre me apaixonou desde criança. O milagre do sol, a adesão popular. Os sacrifícios de tanta gente para lá ir, mesmo a pé, mesmo contra a fúria dos factores atmosféricos...

Quando lá estou se cruzam em mim dois sentimentos: aquele entusiasmo, aquele frenesim, aquela paixão sagrada... mas também há algo em mim que me leva a fazer um travão a essa euforia, um apelo à serenidade, à lucidez, ao pensamento mais profundo!

Quando ouço pessoas a descreverem o milagre do sol e falam em dança acentuada, em flores caindo do céu, eu fico sempre de pé atrás. E interrogo-me, como o fez um irmão da Lúcia, que abertamente proclamava que só lá foi com medo que lhe batessem... ficou a cerca de cem metros do local e honestamente diz que nada viu e nada ouviu: nem sol a girar, nem nuvem com a Senhora, nem luminosidades fora do comum! nada!

A Igreja investiga um possível milagre. Prudentemente recua. Não aceita, para já, a hipótese de cura miraculosa. A lucidez e o bom senso a imperar.

Pergunto a mim próprio se alguma vez a Igreja se deu ao cuidado de investigar o tal milagre do sol?! Se o fez, a que conclusões chegou? Qual o grau de visibilidade do alegado fenómeno?

A fé é uma dádiva divina. Mas o bom senso, a lucidez também.

Era bom que se aprofundassem, com sentido clarificador e pedagógico (erradicando-se visões distorcidas ou facciosas de uma realidade eventualmente não devidamente explanada) todo o fenómeno adjacente ao chamado milagre do sol.

Era bom que fossem convidados especialistas em psiquiatria, medicina, psicologia e outras ciências afins , para se aprofundar a temática e todos as possíveis causas do extraordinário evento. A teoria de fenómeno extra-terrestre (ainda que um pouco leviana, quanto a mim...) também deverá ser equacionada.

Sempre fui a favor do aprofundamento da fé. Sempre defendi que se expurgasse (como muito bem tem feito a Igreja, só que tarde e a más horas...) tudo o que é supérfluo e pouco digno de crédito, a fim de dar mais força ao que importa relevar, de facto. A ingenuidade e a boa fé, quando excessivas, podem ser aliads da má fé. Sei bem que há fenómenos paranormais que, amiúde, não passam de manifestações do próprio espírito, como a auto-sugestão, certo misticismo patológico, certa histeria de pendor psíquico.

Conheço bem as malfeitorias de alguns políticos que, querendo fazer-se passar por "santos", não perdem uma oportunidade para se "colarem" oportunisticamente a tudo o que é sacro, com um afã sacralizador digno de estudo científico! Quem diz políticos diz dirigentes desportivos ou outros agentes sempre à cata de mediatismo fácil. Desses é que eu tenho medo; não temor, como é óbvio, mas receio que se sirvam da crença e do frenesim gerado pelo fenómeno religioso para colherem dividendos de diversa índole, para se alcandorarem ao coração das gentes à custa da partilha (muitas vezes hipertrofiada) de sentimentos tão ricos e imbuídos de ingenuidade pura.

O fenómeno Fátima merece profundo respeito. Mas também profunda investigação. A Igreja, principal interessada, deveria investigar a fundo toda a problemática do milagre do sol e emitir uma opinião abalizada. Deus não pune o pensar, o investigar, o aprofundar a fé. Só pensar o contrário é sintoma de má-fé.

De má-fé está o mundo mediático cheio. Mas tenho fé que a desmistificação (do que for desmistificável) surja, para reforço da verdadeira fé.

sábado, outubro 13, 2007

Al Gore, Nobel da Paz!


Ao galardoar o mediático cidadão norte-americano o comité Nobel quis, certamente, acentuar a importância da preservação do meio ambiente, neste século xxi carregado de incertezas e pautado por contradições insanáveis.
A ânsia desenvolvimentista, o desprezo por certas normas e concordatas (protocolo de Kyoto, v.g.), tem sido uma imagem de marca deste bushismo do nosso descontentamento . Assim, ao premiar um norte-americano, o comité Nobel quis dar passos no caminho certo, quis apontar rumos, pretendeu fazer opções...
Parabéns ao premiado e aos autores da iniciativa. A Terra agradece!

sexta-feira, outubro 12, 2007

Canibalismo no século XXI!



Na mente de certos homens a fêmea é um petisco comestível. E há quem se sirva delas como petisco gastronómico. A humanidade regrediu. No dealbar do sec xxi o canibalismo regressa.


Foi na cidade do México. Um escritor conhecido, de nome José Luís Calva, estava noivo de uma farmacêutica (Alexandra Galeano, de 30 anos).

A sua afeição foi levada aos limites, pois além de a amar quis saborear o seu corpo noutra vertente: a gastronómica...

Foi surpreendido pela polícia quando tranquilamente cozinhava um braço, devidamente temperado com limão, enquanto o resto do corpo, devidamente esquartejado, aguardava por melhor oportunidade!
A humanidade retrocedeu à Idade Média, o nível de alienação é tão elevado que coisas espantosas acontecem fruto de mentes obnubiladas por uma líbido degenerativa que descamba para a sordidez, a barbárie mais repugnante.
E o que é grave é que não era um indivíduo de baixo índice de instrução, não era um arrumador de carros ou um lavador de latrinas...

Ainda há alguns meses um engenheiro informático, na Alemanha, fez o mesmo com um amigo que alegadamente se "ofereceu" para ser comido...

Serão efeitos maléficos do buraco na camada de ozono?!

quinta-feira, outubro 11, 2007

Igreja cultua o poder?!...

Bento XVI depois de mandar extinguir o limbo, será que vai mandar extinguir a confissão? Depois de ler este artigo (que já enviei por e-mail para o Vaticano)
talvez algo de inovador, no aspecto doutrinário e até na própria liturgia, possa surgir. Aquando da extinção do limbo também foi assunto alvo de muita polémica mas só teve uma saída digna: a sua extinção pura e simples!....



A Igreja católica ao longo dos tempos tem tido uma postura questionável no tocante às relações com o poder. O termo nepotismo, hoje muito em voga para catalogar certos comportamentos de alguns políticos, tem a sua origem num papa que colocava os seus sobrinhos (nepos...) em locais chave da administração, procurando dessa forma uma hegemonia e um crontrolo do poder.

É óbvio que a igreja já se penitenciou dos seus excessos. As prepotências e os crimes da Inquisição foram alvo de condenação pelo mundo civilizado. Contudo, a Igreja retracta-se a posteriori. Muitas vítimas da Inquisição morreram e ficaram com a sua reputação manchada e não receberam qualquer pedido de desculpas ou foram sequer reabilitadas por ela. Os danos perpetrados ficaram impunes, na época.

Agora, na Argentina, o padre Christian Von Wernich, sacerdote católico e ex-capelão da polícia de Buenos Aires foi condenado a prisão perpétua por crimes contra a humanidade. Dentre eles
destaca-se a colaboração activa em sete homicídios qualificados, 31 casos de tortura e 42 de privação ilegal de liberdade.

Segundo diversas testemunhas, provou-se que o sacerdote se oferecia para confessar os detidos com o objectivo de sacar informações e depois transmitia-as aos torturadores. Enfim, tão nefandos crimes deixaram um rasto de vergonha em todo o Episcopado argentino e mundial.

Vem a talhe de foice citar um caso ocorrido na Polónia em que um alto eclesiástico ao tempo da ditadura ( do general Jaruzelski, afecto a Moscovo...) dava informações à polícia secreta para que alguns cristãos fossem detidos e torturados.

Já era tempo de a hierarquia da Igreja católica repensar os moldes em que se pratica a confissão. No tempo de Cristo não tinha o carácter inquisitorial de que se reveste hoje (estes moldes são medievais e surgiram apenas aquando da implantação da Inquisição). Trata-se de algo de aberrante que ainda subsiste apesar dos abusos, das safadezas e das potencialidades nefastas que lhe podem estar subjacentes.

Já ouvi pessoas dizerem que os padres procuram junto das crianças saberem coisas que não são de sua conta, às vezes subtis formas de intimidação (sedução?) que resvalam não raro para a pedofilia (caso do arcebispo e alguns padres de Boston nos EUA). Por vezes fala-se em aliciação sexual descarada (mesmo a mulheres casadas) dando uma imagem muito negativa da própria instituição. Foi muito comentado o caso de padres, no continente africano (sobretudo) apanhados a seduzirem freiras através da confissão e usarem esse ascendente para as subjugarem de forma despótica.

Era tempo de Bento XVI dar uma varridela nestes modus operandi que não dignificam a prática religiosa. Eu próprio já vi um padre recusar a comunhão a uma senhora, de forma ostentatória, visando a humilhação pública da pessoa, não se coibindo de dizer publicamente a razão do seu acto!

Este comportamento que reveste um nítido abuso de autoridade (quem é o padre para saber se a pessoa está em pecado ou não?! Teria ido confessar-se a outra paróquia? Teria realmente o pecado de que ele a acusava?) e tem um notório pendor inquisitorial, é digno de meditação (bem profunda) por parte da Igreja católica. É óbvio que se a visada fose uma política ou uma presidente de câmara, o pároco não fazia aquela cena patética e humilhante.

Ainda há dias vimos na TV, um conhecido cónego, fazer nítida pressão sobre a justiça, num jantar de solidariedade a um empreiteiro bracarense acusado de corrupção em Lisboa, dando uma péssima imagem da própria instituição a que pertence. Casos destes repetem-se amiúde com padres a lamberem botas a autarcas, tantas vezes mais enlameados que hipopótamos na selva africana!

A Igreja deve tomar providências sobre tudo isto. A confissão é um notório resquício da Inquisição e nem no tempo de Cristo revestia este carácter medival!

Este caso da Argentina, em que o padre usava a informação colhida na confissão para servir o poder, um poder despótico, torcionário e terrorista, é lapidar e digno de meditação por todos, incluindo os doutores da Igreja.

Há que dotar a Igreja de uma nova doutrina, de um novo paradigma, mais virado para a ética e
para o saneamento cívico e deontológico do que para esta aberrante prática susceptível de execráveis aproveitamentos. Os padres hoje são-no, mas amanhã poderão deixar de o ser, deixarão de estar vinculados a determinados requisitos. Eles poderão até adoecer (doenças do foro psíquico ou similares...) dando azo a situações constrangedoras e a aproveitamentos aberrantes (assédios sexuais, chantagens, aproveitamentos políticos).

Como conclusão, importa referir que não se pode derramar sobre toda a Igreja a lama ignóbil que um ou outro dos seus elementos vão lançando; mas importa criar mecanismos de protecção da própria instituição, sob pena de haver uma generalização abusiva e aberrante desta prática, que é de facto uma praxis completamente iníqua.

Como exemplo citarei um despacho de Conselho Superior da Magistratura aconselhando os seus membros a não se envolverem no futebol, dada uma certa promiscuidade geradora de mal-entendidos e de suspeições. Ou seja, a mulher de César além de ser séria, deve também parecê-lo!

Da mesma forma que a magistratura deve estar ao abrigo de situações pouco dignificantes também a Igreja católica deveria criar uma protecção para situações similares. Na minha modesta opinião, a confissão nos moldes actuais, deveria ser extinta, para bem da própria Igreja, para salvaguarda dos seus membros e para defesa de todos os fiéis.

Enfim, "a mulher de César precisa de ser séria e de o parecer, também"!

NOTA: Este apontamento doutrinário foi enviado ao Santo Padre, o Papa Bento XVI.

Há sempre alguém que resiste!

Aung Sau Suu Kyi, Prémio Nobel da Paz, aprisionada pela ditadura militar que governa tiranicamente a Birmânia (agora Myanmar), é um sorriso de esperança para todo um povo violentado pelo regime opressor. Ela é a luz ao fundo do túnel da ditadura!...

A ela e ao que ela representa, a minha sentida homenagem e o meu grito de revolta!





Liberdade, Liberdade
como és pura e transparente
feminina e inteligente
refém da mediocridade
do poder tão corrompido
ditadura militar
causadora do mal-estar
mantendo o povo oprimido
vais ousando resistir
à prepotência cruel
ao povo sempre fiel
flor livre, sempre a florir
nesse jardim de tormentas
és a mais pura bandeira
és a esperança derradeira
do fim de lutas sangrentas
teu olhar é simbolismo
prenúncio de nova aurora
que há-de vir sem mais demora
libertar do despotismo
esse povo sofredor
martirizado e faminto
farto de apertar o cinto
flagelado pela dor
esse povo há-de emergir
há-de viver livremente
então, dirás certamente:
__ Meu povo, vamos sorrir!!!

quarta-feira, outubro 10, 2007

Aplauso e alvitre...


O emigrante e/ou imigrante é digno de toda a atenção. Todos os esforços para que melhor se adapte são bem-vindos!
Algumas câmaras municipais têm vindo a criar gabinetes de apoio às comunidades migrantes com o objectivo de auxilar de diversas maneiras estas comunidades. O seu enraizamento é importante para uma certa estabilidade familiar e até para se evitarem situações de marginalidade sempre pouco dignificantes.
Um marginalizado é sempre um perigo potencial.Há que dar as mãos aos que estão de novo cá e aos que regressam depois de uma longa odisseia por outras paragens.Problemas burocráticos, de diversa índole, serão sempre melhor resolvidos com uma estrutura de apoio vocacionada para isso. O governo tem tido a sensibilidade para dar seguimento a esta política. Ainda bem que assim é. Não seria de esperar outra coisa.
Uma sugestão às autarquias aqui lanço: por que não um gabinete de apoio às paróquias?
Estas entidades dão apoio espiritual mas também bastas vezes auxílio de diversa índole a segmentos sociais carenciados. A terceira idade e a infância são muitas vezes apoiados pelas estruturas da igreja. Era bom que estas iniciativas fossem acompanhadas por uma estrutura ligada ao poder local a fim de se poderem adoptar critérios de seriedade e de razoabilidade na atribuição dessas ajudas.
É lamentável verificar as idas dos párocos, de chapéu na mão, com ar mendicante, aos presidentes de câmara, criando uma dependência pouco dignificante para ambas as partes. Não é bonito ouvir discursos sabujos e laudatórios de párocos aos presidentes de câmara, nas homilias dominicais, pois isso é fazer política no pior sentido do termo. Os presidentes não dão do bolso deles, limitam-se a gerir a coisa pública e devem fazê-lo com isenção e imparcialidade.
Assistimos a formas de "captura moral" de contornos pouco edificantes. Há tempos um pároco dizia-me que era democrata-cristão mas votava de outra forma por uma questão de gratidão. Falei-lhe em hipoteca moral, em quase prostituição cívica; não gostou. Não aprecio as referências vindas nos jornais oficias aos padres que tecem panegíricos ao poder local.
Não me satisfaz, como cidadão independente e politicamente apartidário, ver padres nas comissões de honra no apoio aos autarcas. Acho que é uma forma pouco ética de ser padre. Deveriam agradecer sim, mas não fazer eco público dessa gratidão sob pena de parecer um pagamento de uma factura.
Dever-se-iam adoptar critérios uniformes para todas as paróquias (número de habitantes, actividades e centros existentes) evitando-se a política de chapéu na mão, de subserviência e de cumplicidade tão em voga nalguns municípios.
Os gabinetes de apoio seriam locais onde se estudariam as diversas modalidades e as finalidades objectivas. Evitar-se-ia o clientelismo tão pouco ético existente nalgumas paróquias em que, o padre mais sabujo e mais servil é o mais contemplado, enquanto que o outro, que é isento, imparcial, é marginalizado ou pouco contemplado com ajudas do poder político instalado.
A César o que é de César e a Deus o que é de Deus.
Há situações nalguns municípios em que é confrangedora a capacidade de captação (passe o eufemismo...) do poder político; dir-se-ia que conseguem dobrar a cerviz aos mais erectos e mais dignos. As paróquias e as freguesias devem caminhar lado a lado mas com independência e sem constrangimentos de qualquer tipo.

terça-feira, outubro 09, 2007

Poder político, poder mediático e poder judicial...


Por detrás do desaparecimento de Maddie McCann poderá estar um caso de negligência grosseira corrigido com ocultação de cadáver...
O caso Maddie McCann, a menina inglesa desaparecida na praia da Luz, em Lagos, e toda a misteriosa sequência de acontecimentos daí resultantes vem trazer à luz da ribalta a conflitualidade inter-poderes, podendo estar na génese de muita ineficácia investigatória...
Desde o princípio se apercebeu o comum dos cidadãos que o casal McCann possuía contactos pouco vulgares a nível mediático e a nível político. Adentro desta perspectiva há que equacionar o desenvolvimento factual e todos os mecanismos especulativos que se adensaram sobre o caso. As labaredas mediáticas quiseram logo desde o início queimar o país e os intervenientes directos neste caso apaixonante. Chauvinismo puro e duro...
Até a problemática religiosa veio ao de cima. O envolvimento do papa e de alguns clérigos foi digno de meditação profunda. Com o seu afã vitimizador hipertrofiado, o casal McCann deu ao mundo (procurou dar) uma imagem angelical, capaz de dinamizar uma cruzada santa contra alegados raptores... Ora, não seria essa estratégia uma forma de encobrir outras perspectivas analíticas, uma pura manobra de diversão (como se diz em gíria militar...) para afastar totalmente outros cenários, normalmente admissíveis?!
A pergunta ganha foros de verosimilhança quando, mais tarde, as análises aos fluidos encontrados no carro e no apartamento, mostram ( o ADN é muito fiável mas não totalmente fidedigno, assinale-se...) que esses fluidos serão de Maddie.
As explicações poderão ser várias. Há que não precipitar as conclusões. Há que ser frio e realista. Há que não embarcar em conjecturas precipitadas ou especulações primárias.
Contudo todos nós nos apercebemos que Portugal ficou ferido pela arrogância inglesa. Os bifes precisam de uma lição. Esperemos que surja um novo Mourinho (agora na PJ) para dar uma bofetada de luva branca na petulância e no snobismo estulto dos habitantes da Velha Albion...
Eles, de facto, julgam-se superiores, mas não conseguem digerir as sucessivas punições
que desde os tempos imemoriais de Os Magriços (quer os 12 de Inglaterra de Os Lusíadas, quer os 11 de Otto Glória...) vão sofrendo e são o correctivo mais adequado ao seu (por vezes grosseiro...) chauvinismo doentio...

O motor de uma traineira!...


Recentemente operado ao coração, Carlos do Carmo é talvez a estrela mais cintilante da ínclita constelação fadista. Oxalá recupere rapidamente e nos volte a encantar com a sua mestria.
Digno embaixador da alma lusa, paladino da lusofonia, é um dos pilares da causa fadista, património imaterial da humanidade.
Há cerca de duas décadas tive a honra de o receber e ainda guardo a memória da sua simplicidade, do seu fino trato e da nobreza de carácter. Não se punha no galarim, descia ao povo, cantava como só ele sabia, esse mesmo povo...
Ao Fadista da Liberdade, dedico estas singelas quadras, fazendo votos para que sejam estímulo para a recuperação.
Teu coração é motor
De uma já velha traineira
Mas trabalha com vigor
Não quebra assim à primeira!
E a traineira vai zarpando
No Tejo cor d'esperança
O temporal vai passando
Há-de surgir a bonança!
No cais lá vai atracando
Com gaivotas sempre à vista
Amigas a Deus rogando
Que... o motor sempre resista!
Gaivotas do Tejo são
Voz da solidariedade
Companheiras que te dão
A predilecta amizade...
Que o motor desta traineira
Trabalhe sempre bem forte
Que seja a rubra bandeira
Bandeira livre... e teu norte!
A traineira que é o Fado
Tem um motor sem idade
Carlos do Carmo é chamado
Fadista da Liberdade!

domingo, outubro 07, 2007

Se...

Se...



Discursas bem e fazes apelo ao diálogo e à participação crítica, mas, na prática és capaz de pôr esse diálogo entre parêntesis para contestar ou silenciar quem não alinhe pelo teu estreito diapasão...



Exaltas os valores da democracia mas de facto és um democrata não-praticante...


Fazes gala de elogiar o pluralismo, a multiplicidade analítica, mas na prática fomentas o monolitismo, o sectarismo, para impores a tua corrente e a visão estreita do teu grupo...


Aplaudes o espírito gregário, apelas à intervenção cívica, à cidadania, mas de facto só vês no teu mesquinho horizonte a tua própria vontade e o teu exclusivo interesse...


Falas em descentralizar, desburocratizar, mas na prática queres tudo sob o teu controlo, queres ser o big brother que tua espia, tudo espreita, devassando a vida dos outros...


Dizes que é sempre bem-vinda a opinião alheia, mas, se for diferente da tua, és capaz de lhe chamar disparate, devaneio, utopia, ou até insulto...


És apologista do diálogo e das virtualidades do intercâmbio de ideias, mas, na prática és adepto feroz do autismo puro e duro...


Então...

Podes muito bem ser aquele que todos nós bem conhecemos!...

Só pecou por tardia...


Dentre as energias renováveis as barragens são uma opção excelente.
Já há muito que se impunha esta decisão. Todos os estudos indiciavam a premência no recurso ao aproveitamento das potencialidades da nossa riqueza fluvial para a criação de novas barragens no sentido de fazer face ao cada vez mais elevado custo do petróleo.
Com a energia nuclear mais afastada dos horizontes (dada a periculosidade e os elevados custos no tocante aos resíduos) esta opção governamental (dez novas barragens) é de saudar e só se lamenta a morosidade.
Há muito se impunha esta medida. As energias renováveis são o futuro, sem dúvidas. Energias limpas e sem grande impacto ambiental (embora o tenham as barragens também) elas podem suprir o nosso défice energético no médio prazo.
Para fazer face à escalada de preços do petróleo e ao atraso na implementação da bioenergia, há que fazer opções. As energias eólicas e as de origem solar estão também na ordem do dia. Ainda bem que este governo tem sabido caminhar no sentido do progresso ecologicamente sustentado procurando com esta medida combater também os nefastos malefícios das cheias, que poderão agora ser minorados.
Criticar é dizem bem e dizer mal. Assim, há que tirar o chapéu ao governo por esta opção que no futuro só trará benefícios para os portugueses. A saúde pública, o bem estar das populações são vectores devidamente salvaguardados com esta excelente opção governamental.

sábado, outubro 06, 2007

A NUDEZ FORTE DA VERDADE: Marian Jones, o mea culpa!




Marian Jones a super-atleta norte-americana veio a público manifestar a sua vergonha por se ter dopado e ter mentido à comissão de investigação que a inquiriu sobre o uso de substâncias proibidas! Por baixo do manto diáfano da glória tantas vezes a verdade nua e crua é a fraude, a mentira, a ocultação de factos, a sonegação de informações!
O DESPORTO E A POLÍTICA SÃO AMIÚDE UMA ESCOLA DE VÍCIOS E DE FRAUDES...
Finalmente mais um caso que envolvia suspeição e forte presunção de fraude foi desvendado: Marian Jones a mediática atleta norte-americana várias vezes medalhada nos jogos olímpicos, laureada e idolatrada por todo um povo sempre cioso da sua superioridade a todo o transe, veio a público revelar a verdade! Ingeria substâncias proibidas para vencer! Defraudava as expectativas, atentava contra a verdade desportiva!
Mais um a juntar-se a todo um rol de confissões em que tem sido pródigo o desporto. Ciclistas de todos os países têm vindo a declarar-se culpados. Análises cada vez mais sofisticadas patenteiam com exuberância que muitos super-atletas o eram (ou são) graças ao doping, graças à fraude...
Isto já era de há muito previsível! Então no ténis as suspeitas têm sido enormes. No próprio futebol, depois da célebre confissão de Diego Maradona que afirmou só ter sido apanhado no controlo depois de se ter desavindo com a máfia, pois sempre se dopara e nunca fora acusado de nada, mostrando um pénis artificial que usava para esconder a realidade (está num museu na Argentina...), tudo isto mostra`a saciedade que vivemos num mundo cheio de artificialismos onde a inverdade impera, a fraude faz lei, os maiores corruptos e maiores batoteiros são incensados até à exaustão, mas, lá bem no fundo, sabem quão hipócrita é essa glória, esse afã mediático de ostentar vitórias...
Quem diz que isto sucede no desporto sabe bem que muito de similar se passa na esfera política. Todo o mundo viu aquela gigantesca fraude eleitoral no Iraque em que Saddam aparecia com quase cem por cento de votos. Toda a gente se apercebe que por detrás de muitas vitórias há tráficos de influências, mentiras e mais mentiras, manipulações de informação, compra de entidades que deveriam ser isentas e, em muitos casos, não o são!...
É triste verificar que quanto mais se proclama transparência, frontalidade, verdade, é cada vez mais frequente triunfar a mentira, a fraude, a corrupção de valores!
Quantos políticos há em Portugal que não passam de Marian Jones?!

DIA DA REPÚBLICA! DISCURSA O «ZÉ POVINHO»!




__ O que penso do «Zé Povinho»?!
Não passa de um despudorado maledicente, bota-abaixo, má-língua... vou pô-lo em Tribunal! Comigo não brinca!
SE O ZÉ POVINHO DE BORDALO FALASSE... TALVEZ DISSESSE:
Liberdade, transparência,
Mais voz, mais intervenção,
Pluralismo, convergência,
Direito de opinião!... (tudo tretas)
Como há tanta hipocrisia
Tanto afã paradoxal:
Quem cumprir cidadania
'inda vai a Tribunal!!!
Intervenção é negada
Opacidade faz lei!
Opinião castigada
Delito ou crime... bem sei!...
Democracia paupérrima!
Paraíso bem venal
A corrupção é libérrima
Lei?! ... Só a do "vil metal"!
Bem discursa frei Tomás
Conversa vaga, banal...
Corrupção faz e desfaz
É uma praga nacional!
Já chega de hipocrisia!
De alimentar marajás...
Esta «corruptocracia»
Tem a «justiça» por trás!!!

quinta-feira, outubro 04, 2007

FALAR VERDADE!

É ao Presidente da República que cabe o papel pedagógico e regenerador...


RACIONALIDADE ECONÓMICA, PRECISA-SE!


Hoje em dia fala-se em emagrecimento do Estado como se de uma panaceia universal, de uma banha de cobra capaz de curar todos os males, olvidando-se um aspecto importantíssimo, e por vezes escamoteado, que é a racionalidade económica.

Há que articular a máquina estatal de forma a ela ser mais eficaz, menos burocrática, mais leve e ágil. Contudo, isso poderá ir contra o vício instalado, pode ir contra uma clientelocracia que faz ganhar eleições e que é a imagem de marca desta partidocracia __ degenerescência da própria democracia __ que vemos por aí, impante de vaidade, mas balofa, esclerosada, enfim, gorda na plena acepção negativista do termo...

Políticos como Medina Carreira não podem fazer carreira política, pois são demasiado sérios!!!

São demasiado nobres e sábios para darem caução a esta clientelocracia que só visa a perpetuação no poder a todo o transe, e não, como deveria ser, a resolução pragmática deste nó górdio que é o pulular de entidades mais vocacionadas para servir a voracidade dos partidos do que para dinamizar a economia, em sentido lato.

Enfim, a democracia precisa de partidos, é óbvio, mas o interesse dos partidos pode (é o que acontece de facto) ser contrário ao interesse da própria democracia!

Institutos Públicos, empresas municipais, assessorias múltiplas, são a imagem de marca de uma idiossincrasia económica pouco dada à eficácia, mas voltada, isso sim, para saciar um clientelismo hipertrofiado que permite a perpetuação no poder, a alguns, à custa do sacrifício colectivo.

Este discurso, politicamente incorrecto __ como soe dizer-se __ tem que ser proferido por alguém (professores independentes, cientistas lúcidos e sem vínculos partidários, ou, em última instância, pelo próprio PR, no exercício da sua magistratura de influência) sob pena de se continuar a esbanjar recursos de forma escandalosa para saciar esse monstro despesista e clientelar que vive asfixiando a vitalidade económica, qual parasita gigantesco sugando avidamente o hospedeiro-Estado!

Há que ter a CORAGEM de regenerar esta democracia antes que ela se transforme numa ditadura encapotada, com reisinhos e reisetes a ditarem regras, contra as mais elementares regras da racionalidade económica, contra todas as evidências de um são e regular funcionamento das instituições democráticas.

Oração pela Birmânia, a ferro e fogo!...

A prémio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi é o rosto da resistência à feroz ditadura que oprime todo um povo farto de ser explorado pelos militares no poder.





Tirania tutelada
Por belicismo iracundo
A Birmânia amordaçada
Estende os braços ao mundo;
E grita por Liberdade
Quer soltar-se dos grilhões
Quer fugir à iniquidade
À demência dos falcões;
O mundo contempla, quedo,
Esta orgia sanguinária...
Campeia o terror, o medo,
A besta totalitária!
Os monges são perseguidos
Pois são vanguarda moral
Humilhados, oprimidos,
Pelo poder mais venal,
De civismo dão lição,
De coragem, pundonor,
Querem a libertação
Fartos do jugo opressor
Da castrense ditadura
Almejam democracia
Querem o fim da censura
Não querem noite... só dia!

segunda-feira, outubro 01, 2007

BARRIGANA: mãos de aço, guardião de Portugal

Guardião do F.C. do Porto (ao tempo do campo da Constituição) foi várias vezes internacional e ganhou cartel no seu tempo. A minha homenagem no dia do seu passamento.



Em tempos que a memória nunca apaga
Barrigana, lição de galhardia,
Brilhante guardião, épica saga,
Popular... mas com rara fidalguia...
Portugal defendeu condignamente
Tardes de glória deu à pátria amada
Do Porto foi um ícone, expoente,
Na selecção lutou, fé acendrada.
A morte o levará no seu regaço
Mas a imagem, perene, ficará;
Um gigante com mãos de puro aço,
No coração do povo reinará.
Nos curvamos num preito respeitoso,
Pois ao futebol deu arte e beleza;
Seu nome será sempre glorioso,
E legenda de glória à portuguesa!