
O Zé Povinho alvejado de impostos... os algozes, de papo cheio!
Sacos azuis não tem a nossa gente,
No fim do mês, se sobram, são tostões;
O fisco tudo passa a fino pente,
Já perdemos, de Abril, as ilusões...
De saco cheio... está o nosso povo,
De papo cheio... estão os tubarões;
Cofres bem recheados, como um ovo,
E nós?!... Mais espremidos que limões.
Reformas, mordomias milionárias,
Deputados, gestores: marajás...
Sinecuras injustas, sumptuárias.
Tu, Zé Povinho, gordo é que não estás...
Gritam que o Estado é gordo, as alimárias,
Só comem coisas boas... tu, as más.
Rouxinol de Bernardim
Nota: Os que engordam à custa do Estado, dizem que ele é gordo! Daí, cravarem o Povo de impostos, como suporte da opulência.
Eles andam por aí, em bons carros, sorridentes, se calhar de cravo ao peito! Com bons tachos,
belas férias na estranja, à custa dos dinheiros de todos nós!
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