domingo, abril 13, 2008

Bokassa, o insultador-mor do reino!...




- Ó rouxinol, tu trazes para aqui cada alimária!
-Nós os animais, devemos respeito mútuo!
Apertou o nó da gravata, tossiu ligeiramente, olhou em redor com ar imperial, e começou a ler o discurso. A seu lado, Cavaco aguardava a vez de botar faladura...
Desta vez era em quadras populares, para ser melhor compreendido pelo povo.
E falou assim:
Quero massagens ao ego
E discurso de louvor,
Senão, alguém eu encarrego
De vos chamar estupor!
A mim ninguém me dá tanga
E disso ficai cientes
Posso gritar: «Ipiranga!»
Ser um novo Tiradentes!
Perante mim, só vergados,
E co'a maozinha no peito,
Discursos bem engraxados
Os louros com que me enfeito!
Sou Bokassa, sim senhor,
E sempre assim serei,
E até o Silva, senhor,
Trará incenso pra mim!
Ai de quem me criticar
Ou disser pequeno mal,
De vergonha vai corar
Com «maricas» vai gramar!
Vossos discuros vou ler
Exijo prévia censura
Quando não, Bokassa tem,
Um acesso de loucura!
Sou pastor deste rebanho
Dócil e disciplinado
Só assim eu tenho ganho
E mantido o meu reinado.
Chamam-me Soba, sei bem,
Sou Soba, digo e repito,
Exijo a todos Amém!
Mas, críticos não admito!
Todos quero a lamber botas
Padres, juizes, jornais,
Sou eu quem despacha as notas,
Só eu... dou milho aos pardais!
Por isso, exijo respeito,
Todos a lamber-me o rabo,
E quem não me prestar preito,
Mando-o logo pró «Diabo»!
O «Diabo» tem mesuras
Comigo ao colo sempre anda,
Pago-lhe as vis sinecuras
Pra me fazer propaganda!
Sei insultar com rudeza
E gosto de amesquinhar
É condão da realeza
Co'o povo... sempre reinar!
Cavaco ouviu, meteu o papelinho do discurso ao bolso e replicou de improviso:
Tudo voa, tudo passa,
É da humana condição,
Só não voa este Bokassa
Desumano e charlatão!
Aqui, na Bokassolândia, todos lhe lambem o cu, quem o não fizer, ou anda roto ou anda nu.
Mas eu não vergo, não lambo, nem faço massagens. Incenso também não touxe comigo, tenho gasto muito com o povo do continente, esse povo sacrificado que paga uma elevada carga fiscal para que este Bokassa o delapide com mordomias ao «Diabo» e aos diabos que o carregam.
Por isso, caro Soba Bokassa, trouxe apenas uma condecoração, o protocolo obriga-me a fazê-lo.
Merece-a, sem dúvida. É um acto de elementar justiça.
Perante o pasmo de todos os presentes, nunca se vira discurso igual em dezenas de anos na Bokassolândia, colocou ao pescoço do soba uma faixa negra onde se podia ler:
BOKASSA, O INSULTADOR-MOR DO REINO!
O Soba, estupefacto, não aguentou o desaforo e sucumbiu...


sábado, abril 12, 2008

O burrinho, burrinho, branquinho...

Não, não sou eu, o burrinho branquinho. Sou um sósia. Mas, bem mais inteligente...

Que era larilas, falavam,

amava viril colinho,

ardil a ver se enganavam

o simplório zé povinho;

agora, dizem que tem

um colo bem feminino,

até causa inveja a quem

há muito perdeu o tino;

vem agora, um tal branquinho,

por inveja, já se vê,

dizer que arranjou tachinho

prá dama na rtp;

o branquinho imaculado

língua porca de torpeza

já tem provas do pecado:

houve cunha de certeza;

diz que ela não tem perfil

é de baixa condição

elenca pecados mil

de moral, vem dar lição;

diz que houve ali empurrão,

do ex-maricas, talvez,

promovido a vil machão

viril demais... desta vez;

invejoso, este branquinho,

perdeu o norte, o tino,

ai agostinho, agostinho,

tão burrinho... a armar ao fino...

ai agostinho, agostinho,

não armes ao fino, mais,

tão burrinho, tão burrinho,

cavalo? jamais, jamais!!!

Nota: tenho muito respeito pelos animais e acho que merecem o nosso carinho e até aplauso, mas por questão de educação, devemos fazer com que nos respeitem igualmente, a bem da igualdade de tratamento...

São Avelino... o altar espera por ele!


Aquele pé direito inconfundível, pé-canhão, digno de Maradona...
Aquele pé de eleição
Tem, de Maradona o estilo,
Autêntico pé-canhão,
Jamais alguém viu aquilo!
Esta figura lendária,
O Maior, entre os primeiros,
É mestre... de culinária,
Mete ao bolso... o Quim Barreiros!
No futebol dá lições,
De ética e de bondade,
Nunca disse palavrões
Modelo de santidade...
Seu talento causa inveja
A gente sem ambições
Tão querido da Igreja
Já vende... o céu aos talhões!...
Tem ideias geniais
Pra ser Rei Midas, tem unhas...
Perseguem-no os tribunais,
Mas... fogem as testemunhas!
Vão todas para o Brasil
Pra fazer «doutoramentos»
Ele usa artimanhas mil
Nunca há... depoimentos!
Esta santa criatura
Um «cristo» crucificado,
«Mártir», na acepção mais pura,
Ao Altar... está condenado!!!

quinta-feira, abril 10, 2008

MUGABE: a droga do poder...


O Hitler de África não quer largar o poder. Sentindo já as dores da abstinência ele tenta agarrar-se a todo o transe, como um toxicodependente em último grau. É o desespero igualzinho ao que se vê por cá, nalguns sítios onde a droga impera... a síndroma da abstinência leva alguns ao ridículo para se perpetuarem no poder. Há «sobas» em tantos lados que Portugal mais parece uma réplica do continente africano!... Ai Abril, Abril, de «sobas» mil!
MUGABE, O «IMPRESCINDÍVEL»!
Na iminência de perder
o prolongado reinado
lá anda a fazer sofrer
um povo martirizado
por inflação galopante
por tirania cruel
povo que crê, doravante,
não ter que provar o fel
de uma guerra fratricida
que envolva toda a nação
desesperada saída
de sendeiro, ex-leão,
incapaz de compreender
que não é imprescindível,
que essa droga do poder
findou, é irreversível,
terá que dar o lugar
a quem venceu eleições,
veredicto popular
cortou cerce as ambições
de um poder eternizado
nas mãos de vil ditador,
da fome já saturado,
queimou o jugo opressor,
o povo só quer a paz,
no poder, quer alternância,
miséria fica p'ra trás,
o futuro é abundância,
é real democracia,
é mais justiça, bem sei,
a racista autocracia
fora-de-moda ... e da lei!

VIVE LA FRANCE!!!

3

Esquerda e direita unidas: simbolo de paz iminente!


A nudez forte da verdade contra a opacidade e a falta de transparência!
Hoje em dia, quando assistimos a cortinas de obscuridade para tapar o tráfico de influências que está na génese de tanta corrupção, a nudez da primeira dama francesa é um prenúncio de transparência e de frontalidade , é um olhar puro e sem malícia que a todos dá esperança!
Com respeito e devoção
pela arte e pela beleza
saibamos ter discrição
apreciando a pureza
simpatia e distinção
da nova dama francesa!
Primeira, na hierarquia,
vestida de nudez forte,
sem preconceitos, diria,
mulher livre, de bom porte,
plena de encanto e magia
do presidente, a consorte!
Nova esperança ela nos traz
Esquerda e Direita unidas
sobre a «pombinha» da paz
fim de guerras fratricidas
seu olhar doce nos faz
sonhar... «terras prometidas»...
Greves, tumultos sem fim,
Há que abandonar de vez,
sua pele de cetim
seu olhar, só limpidez,
repele qualquer motim
abrasa o povo francês!
Nudez forte da verdade,
qual apelo ao bem-querer,
rosto de sinceridade,
coração de bem-fazer,
a França já tem vaidade
pela nudez no poder!!!

terça-feira, abril 08, 2008

O Tibete é... Portugal!!!


O Dalai Lama continua a ser uma espinha na garganta da China. Os protestos em Paris, aquando da passagem da tocha olímpica são o exemplo vivo de que o mundo está solidário com o Tibete. Em Portugal, salvo uma ou outra excepção, respira-se o mesmo clima de solidariedade a quem está amordaçado e vilipendiado.
Ao Tibete, ao seu povo oprimido e massacrado pela bota cardada chinesa, o meu respeito, o meu amplexo solidário.
A chama caíu na lama
o vento da liberdade
sopra com intensidade
e o tibete só reclama
respeito e autonomia
não quer a bota cardada
liberdade amordaçada
não quer a noite, quer dia,
que respeitem a nação,
suas crenças, seus valores,
basta de sangue, de horrores,
tibete é nobre rincão,
não quer já a extrema-unção,
tem a sua própria história,
é patria com vida e com glória,
cultiva com devoção
pacifismo salutar,
não quer vis hegemonismos,
odeia imperialismos,
só quer paz... a imperar,
por isso há que respeitar
esta gente espezinhada
da liberdade amputada,
que tão só quer respirar
esse ar puro que é a justiça,
quer chama libertadora,
jamais fornalha opressora,
quer poder celebrar missa
em liberdade total
o tibete é nosso irmão
'stá no nosso coração
o tibete é... portugal!

Questão de «talento»...




Quando o «talento» é grande todo o cuidado é pouco...
Tinha talento às carradas
E mostrava-o sem pudores
Par de bóias, mui gabadas,
Que grandes flutuadores...
Aquilo era de arrasar
Silicone comprimido
Um par que não tinha par...
A abarrotar o vestido!
Lácteo talento mamário
Cobiçado ou invejado
Conforme o destinatário
Talento glorificado!
O cirurgião mostrava
A obra-prima aos clientes
Toda a mulher ansiava
Ter igual par de pendentes!...
«Aquele par é um perigo!»
Dizia o «amante», creio...
«Sinceramente vos digo
Ter par... na testa receio!»

segunda-feira, abril 07, 2008

Charlton Heston...

Charlton Heston o imorredoiro Moisés, um filme histórico inolvidável...


Desapareceu mais um ícone da sétima arte. Capaz de interpretar os papéis mais ousados, ele personificou a magia de Holywood, deu o rosto a personagens lendárias. Spartacus foi talvez a sua obra-prima como actor.

Contudo algumas sombras se perfilam no seu horizonte : a campanha para a venda livre de armas nos EUA não foi uma causa pacífica, tendo grangeado inúmeros detractores. De facto, quando a violência impera descontrolada e sem norte, a proliferação de armas não é o melhor remédio...

Contudo, honra lhe seja feita, foi ao longo dos tempos uma figura ímpar, capaz de dar corpo a personagens bem complexas. O cinema ficou mais pobre.

«Ressurreição da Carne»!


Imagem do filme «A ressurreição da carne», do talentoso cineasta vila-condense hugo silva.
Cumpriram-se as escrituras
O Fim dos Tempos chegou
E Deus, Senhor das Alturas,
Os mortos ressuscitou!...
A todos, sem excepção,
Brancos, negros, amarelos,
A todos deu redenção
Os refez: puros, singelos...
Todos se olharam então
Sem vergonha, sem temor,
Vestidos trajo de Adão
Eva sem parra, só flor!...
Bom Deus botou faladura
E falou, omnisciente:
«A nudez é coisa pura
O pecado está na mente!»
«O pecado é o preconceito
A carne é pura e sem mal
Andar nu é um direito,
A nudez é natural!»
«Eu sou Deus, sou a Natura,
Tenho força divinal,
Tu, humana criatura,
És o Meu fruto carnal!!!»

domingo, abril 06, 2008

PORTO CAMPEÃO - JUSTIÇA E PRAGMATISMO!


Como já era previsível o F. C. Porto sagrou-se de novo campeão nacional. Um triunfo sem qualquer contestação, diga-se em abono da verdade. A concorrência esteve muitos furos abaixo das expectativas. Mesmo sob o fogo da justiça (sequelas do «Apito Dourado») a máquina trituradora, suportada pela magia de Lucho, a frieza de Lisandro, a fulgurância de Quaresma e toda uma estrutura bem organizada, não teve contendores à altura.
O professor soube gerir o plantel de forma lúcida e clarividente, apostou no carregador de piano chamado Paulo Assunção para ser o «trinco» polivalente indispensável para catapultar a equipa para uma dinâmica pragmática; o central Bruno Alves foi o verdadeiro pilar de uma defesa compacta, com forte sentido de entreajuda e com cultura táctica excelente.
Jesualdo Ferreira sabe que o êxito é colectivo (dirigentes, atletas, massa associativa) e soube ser a «peça» charneira de uma «máquina trituradora» que está ali para enfrentar as sequelas de um caso de justiça que ainda vai durar muito. Que se puna quem for responsável por atentados à verdade desportiva (se for provado) e que seja dado o mérito desportivo a quem, dentro das quatro linhas, tem provado valor indiscutível.

sábado, abril 05, 2008

O povo pergunta por Abril!

Abril da igualdade de oportunidades, da justiça para todos, da solidariedade e do respeito pelos valores democráticos, vai longe... Agora impera o «salve-se quem puder», uns enriquecem enquanto o diabo esfrega um olho, em negócios escuros, esquemas fraudulentos, malfeitorias sem conta, a grande maioria vai empobrecendo e assistindo a este delapidar de um capital de emoção e de liberdade chamado Abril... Antes que venha o abismo há que mudar as coisas!
Abril, não finjas surpresa
não mostres esse ar d'espanto
já não entoo o teu canto
à tua excelsa pureza
ao teu nobre simbolismo
não me chames pessimista
o que sou é realista
e vejo bem este abismo
que faz o povo sofrer
que gera desigualdade
uns, é só prosperidade,
outros, sempre a empobrecer,
o país depauperado
por paraísos fiscais,
há fortunas colossais
dinheiro ao povo roubado
fala-se que o próprio Estado
usa tais estratagemas
cultiva os mesmos esquemas
mergulha nesses mercados
onde não há transparência
com objectivos impuros
onde os negócios escuros
servem a concupiscência
de tanto vil predador
onde há lavagens sem conta
ao ver isso, o povo aponta
o seu dedo acusador
e pergunta por abril
por esse nobre ideal
que fugiu de portugal
deixando cá... ladrões mil!

sexta-feira, abril 04, 2008

Geração rasca: «lumpen» em embrião...


A recente intervenção pública do senhor PGR em ordem a impôr autoridade nas escolas foi verberada por algumas «iluminadas criaturas» argumentando que haveria justicialismo e excesso da sua parte. Ora, face à gravidade das situações que se vão detectando (que não são a generalidade mas indiciam a existência de focos infeciosos...), há que salvaguardar o ensino e os alunos que querem realmente trabalhar, dos outros, dos que se querem promover como «rascas» e «escumalha»...
A justiça tem que ir ao cerne da questão. Se há armas nas escolas, há que tomar providências. Se há chantagens flagrantes de alunos sobre professores há que agir enquanto é tempo.
Na génese de muita criminalidade há certa apologia da marginalidade como a opção certa, a lógica triunfadora. Vemos revistas como a Notícias Magazine, por exemplo, colocando na capa uma jovem prostituta como uma espécie de «paradigma», um «exemplo», algo que seduz e até poderá levar para maus caminhos algumas menos estruturadas emocionalmente.
É triste constatar isto, sem um resquício de crítica, sem um vislumbre de pedagogia, como se fosse este tipo de vida o mais são, o mais vitorioso, o mais digno de ser copiado...
Há filmes que fazem a apologia da violência gratuita como forma de atingir o poder político, o poder económico, enfim o sucesso! Vemos a TV carregada de protótipos deste jaez.
Os jovens deixam-se «conduzir-ofuscar» por este eldorado...
Pode estar na escola a génese da marginalidade, a patogénese da violência. Há que parar esta espiral de violência. Há que dotar as escolas de mecanismos mais eficazes. Há que responsabilizar
quem manda pelos desmandos actualmente perpretados.
As pessoas de bem não podem temer a entrada da justiça em certos meios pois se há propensão para a criminalidade (seja qual for o grau) há que agir. Só quem está a ganhar dinheiro com esta criminalidade é que pode condenar as medidas preventivas...

Economicismo e danos colaterais...


«Tarzan Taborda» o garanhão vítima do economicismo socrático?
Talvez... mas não muito...
O dono, senhor Evaristo, um modesto agricultor das beiras, tinha muito gosto nele.E o caso não era para menos. A agricultura mal paga, os rendimentos sempre a baixar, o cavalo de cobrição a que pusera o nome do grande lutador português «Tarzan Taborda» era o seu ganha-pão...
Cobria as éguas e recebia um boa maquia pelo trabalho. Era um puro sangue. As crias tinham os genes do progenitor e ostentavam a herança genética. Todos queriam levar as suas éguas ao «Tarzan Taborda»... Era um fartote...
Até que, com a sua fúria economicista, o governo de Sócrates, tão sequioso de impostos como o diabo por almas, decidiu pôr a mão em cima da galinha dos ovos de ouro... Mandou o fisco tributar o lavrador pelas receitas auferidas pela cobrição...
E assim foi. Os técnicos do fisco, com excesso de zelo, mas querendo mostrar serviço ao novo chefe, estava em causa a sua avaliação, arbitraram um valor muito elevado. o Sr Evaristo disse lá com os seus botões: «por esse preço levem o cavalo... eu é que não pago!»
Após alguns contactos com a estrutura fiscal lá veio o despacho: «confisque-se o bem!»
E assim foi. O «Tarzan Taborda» lá foi para uma cavalariça feita de propósito anexa à repartição de finanças. O fisco não brinca em serviço. Fugir aos impostos já foi chão que deu uvas. Sócrates foi implacável com o «Tarzan Taborda»...
Eis senão quando, surgiu uma pequena surpresa: o animal, insatisfeito com a situação, deixou de cobrir as éguas!...
Não valeu de nada o zelo do chefe da repartição que mandou emoldurar com posters de belas éguas, pastando ao sol num prado maravilhoso, a nova cavalariça. O cavalo não cumpria a sua nobre missão reprodutora e lá se foi o investimento por água abaixo. A alimentação era excelente, as éguas lindas de morrer, mas ele... nada!
Até que, por ordens superiores, foi decidido falar ao antigo dono a ver se ele tinha alguma explicação para o «fenómeno»...
A resposta do ex-dono do animal surpreendeu o chefe das finanças. E foi esta: «eu já sabia que isto ia acontecer! Ele agora sente-se funcionário público!»

quinta-feira, abril 03, 2008

Jaime Gama & JARDIM!




Jaime Game & Jardim
A Ironia e o ridículo! Lado a lado, na paradisíaca ilha da Madeira... Enfim, como diria o grande Eça de Queirós: «a nudez forte da verdade...»
O Dr Jaime Gama, líder da assembleia da República, esse areópago imaculado que tão bem fiscaliza as governações e vai parindo leis de altíssimo quilate técnico-jurídico, leis que fazem com que a corrupção esteja erradicada definitivamente da República, podendo mesmo dizer-se que há tantos corruptos no país como homossexuais no Irão, foi à ilha da Madeira atestar, lá do alto do seu pedestal, a honorabilidade , o carisma, a capacidade obreira de um Homem que é já um ícone na Europa e no mundo: o Dr Alberto João Jardim!
Este acto de elementar justiça era uma dívida de gratidão de todos os portugueses para com este luminar que incendeia de criatividade e génio o mundo da lusofonia e arredores...
Ele não é como esses arruaceiros que «se estão cagando para a Assembleia da República» ou que recusam cumprir as leis dizendo que são «fascistas», ele, honra lhe seja feita, é um cidadão probo, impoluto onde não se poisam nódoas de corrupção ou de abuso de poder como vemos amiúde. Ele não é como esses que mandam recadinhos (escritos pelo próprio punho) aos directores de jornais (sabujos e lacaios) a pedir para «dar porrada no ministro» ou para não dar ouvidos a toleimas. Ele não é dos que se servem da religião para se promover, para colher votos nos púlpitos ou nas parangonas de alguns pasquins vendidos ao Diabo... mas financiados de forma escandalosa pelos dinheiros de todos nós!...
Assim, foi feita justiça. Dr Jaime Gama, o nosso sincero obrigado. Se há alguns «reles canalhas» que por aí pululam, não é o caso do augusto presidente da formosa ilha que, ele sim, é um paradigma, um expoente máximo, um líder incontestado e incontestável daquela democracia plena. Se há «défices democráticos» algures, se há «sobas rabujentos e intolerantes» não é nesta ilha paradisíaca que o sol acaricia e Neptuno tanto aprecia...
Por isso, honra ao dr Jaime Gama e ao Dr Jardim, irmanados num amplexo fraterno e de inigualavel alcance estratégico. O seu sentido de Estado, a sua galhardia institucional e o seu modus operandi tão ultra-democrático são um hino à democracia, um cântico aos valores de Abril!
Amen!

Ora saia uma sondagem, se faz favor!...



A vida tem destas coisas... Às vezes uma sondagem «forjada» faz elevar a cotação do «animal político»... mesmo as nódoas sendo grandes, tudo se lava, tudo se branqueia...
Ele era um perito na arte de se fazer passar pelo que não era de facto.Quando a coisa dava para o torto, recorria à comunicação social: dizia que os jornalistas não o largavam, mas, de facto, era ele que fazia os telefonemas...
Depois, se o bombardeamento mediático não surtia aquele efeito desejado, recorria a uma «sondagem». Escolhia uma empresa «amiga» e lá aparecia a indicação que mais de sessenta por cento estavam com ele. Era assim que levava os «patos», era assim que branqueava a imagem mais suja que pau de galinheiro...
A este estratagema, que já tem barbas, a minha «homenagem»...
Urgia branquear a sua imagem
Manchada por sombrias corrupções;
Que fez?! Encomendou uma sondagem!
Foi caro, mas subiu nas cotações!
A popularidade lá trepou,
Fruto dessa sondagem bem forjada,
Custou um dinheirão, isso custou,
Mas a imagem ficou bem retocada!
Não passa de cosmética banal
As nódoas, lá na alma, permanecem;
Mas, nem tudo ele compra, o vil metal,
A memória das gentes... que não esquecem!...

quarta-feira, abril 02, 2008

O fim do Mundo? Não acredito, deve ser dia um de Abril!

Mas, por vezes, o diabo tece-as.... e nunca será demais estar prevenido. Nostradamus era especialista nisso!

segunda-feira, março 31, 2008

Será que se pode tolerar a intolerância?!

O JN dá-nos conta da polémica provocada pela conversão de um jornalista egípcio ao catolicismo. O ódio, a ameaça sub-reptícia, um autêntico furacão desencadeado pelos muçulmanos, é algo de patológico.

Será que poderemos conviver com esta maneira de encarar a realidade? Como será a Europa com este e outros sentimentos tão exacerbados? Há ou não há uma componente violenta nesta religião?

Só um idiota (ingénuo-útil?) acredita na boa fé desta gente. A civilização ocidental (lato sensu) precisa de se defender destes fanáticos que não respeitam a liberdade do seu semelhante. Este conceito de respeito pela liberdade do outro é uma das marcas indeléveis da sociedade moderna. Ou os árabes se adaptam a isto ou então há que tomar medidas para que não comecem a ser o gérmen de uma nova barbárie, a semente de uma insana postura social onde a violência e a intolerância sectárias serão o denominador comum.

A religião não é um MacDonald's ou uma Coca-Cola, não é uma cadeia de supermercados ou uma multinacional da política; estas atitudes revanchistas, estes sentimentos de «perda de clientela» não são admissíveis numa sociedade onde a ética, o respeito, o bom senso sejam os alicerces mais básicos, os fundamentos mais elementares.

Ou os muçulmanos se adaptam ou jamais terão oportunidade de uma convivência ecuménica. A tolerância tem limites. Quem tolerar os intolerantes sujeitar-se-á aos seus caprichos, aos seus destrambelhamentos, aos seus «diktats»...

sábado, março 29, 2008

Miss Landmine... outro olhar sobre a condição feminina!

Maria Restina Manuel de 25 anos, vítima de uma mina (1997), agora miss Cuanza Sul...



A mulher ainda é vítima de segregações e discriminações de toda a ordem. Nos países árabes, obrigada a usar aqueles vestuários medonhos, a submeter-se a todos os caprichos do macho, mesmo a violência mais degradante, em África então, sendo vítima de certas práticas medievais (como a excisão genital), a sujeição a trabalhos pesados e mal remunerados, enfim noutros continentes algo de similar se vai passando...

Entre nós, há uma certa discriminação salarial, há preconceitos ainda mal «digeridos» que colocam a mulher em posição subalterna, em certos domínios...

Este caso que agora vou analisar reporta-se a um concurso de beleza para jovens mutiladas por minas. Foram amputadas de membros inferiores, mas não foram amputadas da sua dignidade, da sua beleza intrínseca, da sua feminilidade. Hoje em dia quando se gastam fortunas com lipoaspirações, implantações de silicone, tratamentos diversos ao nível das nádegas, nariz, face, abdómen, sei lá, a mulher anda sempre «em obras», mal tira os andaimes de um lado são logo colocados no outro... este caso das mutiladas de guerra (por minas) deveria merecer mais incentivos para a implantação de próteses. O mundo inteiro é responsável por este martírio. Devemos colaborar na minimização dos efeitos colaterais.

Este concurso de beleza, longe de endeusar a mulher-objecto, de a tornar menos digna, eleva o astral, dignifica e é um hino anti-discriminação. Bem haja quem tomou tal iniciativa. Oxalá outras (complementares) se associem a esta para que mulheres em plena pujança vital não se sintam marginalizadas, ostracizadas pela deficiência...