quinta-feira, fevereiro 12, 2009

FORUM DA VERDADE!

Um nu artístico é sempre uma obra prima.Sem ponta de pecado ou de malícia, aqui está um trabalho fotográfico digno de figurar em qualquer exposição...



La gauche et la droite
du péché, visa,
milieu, endroit
plus sacré, voilà!





Moi aussi dorénavent
la vertu, vertu total
pélade, c'est évident
nouveau paradigme moral!



L'opacité, la burka,
le péché, brutalité,
le vrai ciel c'est pour moi
La Sainte... Bruni... Carla!...











Carla Bruni ensaiando o tema: «NUDEZ FORTE DA VERDADE!»


Vou convidá-la a vir a Portugal para dar o pontapé de saída ao Forum do PSD!


Espero que a Dra Manuela Ferreira Leite me prebende com um lugar, mais tarde (Provedor dos Lusitanos

junto do Governador Geral

Lucius Antonius Rufus Apius).



Nudez forte da Verdade

Ilumina Portugal

Erradica a opacidade

Que é a causa de todo o mal!

Campanhas negras lutando

Com fúrias persecutoras

Galhardamente anulando

As campanhas branqueadoras!

O preto no branco está

Todo o mundo já proclama

A América ao Deus-dará

Lamenta-se o pobre Obama!

Na banca há imparidades

Campanhas negras, será?

Reino de cumplicidades

Muito mais gente haverá!

Portugal tem mais encanto

Indo às compras a Paris

Gasta tanto, tanto, tanto

A crise?! Nada me diz!...

A Verdade nua e crua,

Andam todos a roubar

E o povo grita na rua:

Deixem ao menos... o ar!!!




«Bússola» avariada?!!!

Sempre admirei o jornalista M.A. Pina como uma referência no jornalismo, quase como que uma bússola. Pela sua independêmcia, rigor, isenção.
Admirei também José Rodrigues dos Santos pela sua postura independente, séria, digna. Não afecto a partidos mas tomando partido pela verdade, pelo rigor, pela ética.

Quando vejo jornalismo de «trela» (não é de «treta»...)__ partidária, clubística, regionalista__ fico de pé atrás.

Agora M.A.Pina, a minha bússola, vem hoje no JN quase que a fazer apologia do sectarismo, do partidarismo, da visão clubística no jornalismo. Será que a «bússola» avariou?

Habituei-me a navegar à vista e não por instrumentos. Eles podem induzir em erro e gerar acidentes graves. Na medida do possível navegar a «olhómetro» é mais prudente, em determinadas circunstâncias, como é óbvio.

Será que M.A. Pina tem os óculos desfocados? Ou mudou de óculos?

Será que Manuel Serrão, Júlio Magalhães e outros que tais, bolçando sectarismo por todos os poros, é que são os «novos paradigmas» de M.A.Pina?!

Vou já ali à loja da esquina comprar uma bússola nova! Irra, a crise chegou a todo o lado!!! Até às consciências!

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

Venha a nós o vosso reino!!!

Batista Bastos explica tudo o que era preciso saber sobre a crise! Oração de sapiência do supra-sumo, a eloquência servida em bandeja de prata!

O País inteiro pasma, embasbacado, lendo esta pérola digna de Péricles! Está aqui no DN!

A exegese mais profunda, sobre a magnitude desta crise que assusta o mundo inteiro e ameaça lançar Portugal no abismo mais profundo!

Manuela, Marcelo & a Onça!...







__Dr Marcelo, você é meu amigo ou amigo da onça?!
__Doutora Manuela, eu sou pelo que está a dar. Eu estou aqui para malhar, malhar! É o que está a dar! não vê o PS como faz?!
O PSD vai organizar o forum da Verdade (ler in Público) lá para fins de Fevereiro! Eureka!
Agora sim, o país vai saber realmente o que pensam Jardim, Menezes, Marcelo e toda aquela chusma de predadores que mais parecem um saco de gatos sempre a bater na pobre senhora, sempre a embirrar com a sua imagem, a sua mensagem.
Sinceramente começo a compreender as razões do insucesso do PSD. Recordo ainda o tempo em que um destacado militante do PSD (hoje anafado deputado europeu) foi pressuroso e cheio de raiva ameaçar o director do Semanário (Dr Victor Cunha Rego) por causa de umas reportagens que afectavam directamente um adversário político dele, mas compagnon de route nos negócios!...
Eu fui o politicamente assassinado então. Agora é ela, a Dra Ferreira Leite. Quem tem amigos destes não precisa de inimigos. O PSD enquanto não souber impôr disciplina aos militantes, enquanto não usar critérios de seriedade e de rigor não vai a lado nenhum. Não importa o nome ou a imagem do líder!
Jardim é um subproduto deste clima indisciplinado e terrorista do verbo, sem tento na mioleira, sem princípios, sem ética, sem um resquício de moral para falar. Depois, usa um desbragamento de linguagem que o tornam um ser repulsivo, em termos de captação de um eleitorado flutuante, que é o que decide as eleições.
Os partidos tal como as pessoas têm capacidade de atracção mas também de repulsão; ora, Menezes usa com desusada frequência esta última faceta. Quer protagonismo fácil, quer alpinismo mediático, quer dar nas vistas. Olhe-se para aquele militante sábio, ponderado, honesto, que está a fazer um trabalho notável no Marco de Canaveses, sem espaventos, sem saltos no circo mediático e compare-se com Menezes!... Refiro-me ao ex-governador civil do Porto, Manuel Moreira. O trigo e o joio, frente a frente!
Marcelo Rebelo de Sousa também parece uma borboleta entontecida à volta da lâmpada mediática, esqueceu a relatividade do seu estatuto, parece um Deus ex cathedra debitando decibeis com a ligeireza de um vendedor de banha de cobra!...
Esta é a verdade meus senhores! A Dra Ferreira Leite muito tem feito numa conjuntura destas! vocês são os camartelos hilariantes que para a desacreditar em têm usado todas as truculências. Longe de fazer subir nas sondagens, esse criticismo exacerbado de gatos pardos esfomeados lançados a bofe suculento, esse desvairado hipercriticismo é a causa-mor da derrocada do PSD nas sondagens! doa a quem doer esta é que é a VERDADENUA E CRUA!
A pobre senhora, coitada, deveria estar em casa a tratar da saúde e tem que aturar cretinices agudas de birrentos enfatuados cheios de colesterol na alma e má fé no espírito e talvez muita ambição escondida obnubilando a mente tão parca de modéstia e discernimento como encharcada de vinagre até ao tutano!
Deus nos livre de amigos destes! Valha-nos Santa Bárbara e S. Jerónimo, eles são piores do que trovoada!

terça-feira, fevereiro 10, 2009

A D. Verdade, a proscrita!

A Verdade, nua e crua, pedindo para a levarem ao «Correntes d'Escritas...»


Vinha eu, meditabundo, vagueando pelas ruas da Póvoa de Varzim, quando, de repente, fui surpreendido por uma visão. A Verdade, ela própria, numa varanda, pedia a quem passava:
__Por favor, leve-me ao «Correntes d'Escritas»!...
Olhei, meditei e disse com os meus botões: «Estava tão bem nos braços do Eça de Queiroz!»

Continuei o meu trajecto. Mas ela insistia. Então parei e fui falar directamente com ela.

__Hoje em dia tu não és bem vista. A tua prima, a Mentira, essa sim é que se impõe. Olha, vai ali à frente com aquele casal tão prendado. São a D. Fantasia e o marido, o Manto Diáfano...

A Verdade replicou, com energia:

__Rouxinol, estamos em democracia. Há lugar para todos!
__Como tu te enganas__ disse-lhe com um sorriso de comiseração. __Portugal atravessa uma grave crise e a maior é a democrática. Há um défice enorme, maior do que o défice orçamental. Aqui na Póvoa quem mais ordena são mulheres como aquela que ali vês à frente, bem acompanhada, com um colar de pérolas ao pescoço...
__Quem é?! __interrogou intrigada...
__Olha é a D. Opacidade, a pessoa mais importante aqui da Póvoa.
__Mas, será a mulher do presidente da câmara?
__Não, não. Essa é séria e bem formada. Esta talvez seja concubina ou similar...
Então, ela fez-me uma revelação surpreendente.

__Pois eu julguei que a amante dele era outra. Ele diz que dorme sempre com ela... e não sendo a esposa...

Fiquei intrigado. Quem seria? Como quem tira nabos da púcara, fui conduzindo a minha conversa para saber de quem se tratava. A Verdade ia contornando a resposta, com subtileza. Era compreensível, pois poderia causar problemas familiares. Uma amante é sempre uma mancha na reputação, quanto mais de um político. Mas se ele próprio afirmava que dormia sempre com ela. Era como se fosse uma coisa oficializada. Talvez uma amante consentida. Quem sabe?

Não resisti à tentação e fui incisivo:

_Então quem é essa galdéria com quem o presidente da câmara dorme, todos os dias, sem que a legítima esposa se importe?

A resposta foi de caixão à cova:

__Olha rouxinol, é o presidente que o afirma constantemente: «Eu durmo com a Consciência Tranquila, todos os dias!»

Será ela, a amante, a Consciência Tranquila, a vencedora do Prémio Literário?!

Os candidatos são muitos: O Salamaleque, a Cunha, o Politicamente Grato, a Salta Pocinhas, o Rasputine, a Mordomia, a Sinecura... a Meia-Verdade, o Curvado, a Genuflexão... e tutti quanti...

Preso por ter cão e... por não ter...

Leio sempre com atenção as crónicas do professor de economia João Cesar das Neves. Hoje, no DN, sob a epígrafe «Erro estratégico...» ele desanca a política económica e o arrojo financeiro deste governo ao enveredar pelo investimento em obras públicas, como se fosse gato esfomeado a bofe suculento.

Se não é boa política eu pergunto:

1- Com a crise no horizonte, com as empresas privadas a desinvestirem ou gerarem falências (algumas de pendor fraudulento...) como estancar o desemprego? Seria preferível mandar toda a gente para o fundo de desemprego?

2- Como estimular a iniciativa privada? Com chorudas prebendas fiscais (perdões e mordomias como no tempo de Oliveira e Costa?), com incentivos faraónicos que redundaram em fiascos?

3- Será que é mau fomentar investimento em obras de pendor trabalho-intensivo (em detrimento de obras de cariz capital-intensivo)? Barragens, reparação de escolas e hospitais não é melhor do que ficar à espera do investimento privado que continua com gordos saques em off-shores e só sairá da toca pelo seguro?

4- Será que à míngua de investidores privados o papel supletivo do Estado neste domínio é mau?

Imagine-se que era adoptada outra política: generosidade fiscal com abaixamento brusco dos ditos e não concomitante entrada de investimentos do sector privado?

Diriam que o governo era ingénuo, não criava empregos, não era capaz de tomar medidas anti-crise, que era perdulário!

Agora, que o défice pode subir (dada a folga orçamental conseguida com duro esforço até aqui) e há inclusive directrizes da união europeia nesse sentido, não deixa de ser caricato vir carpir (hipócritamente...) contra o eventual aumento do défice por causa da aposta no investimento.

É óbvio que obras como o TGV e novo aeroporto serão sensatamente contidas até que soprem novos ventos no clima económico e na paisagem financeira.

Ai se o doutor João César das Neves fosse o manda-chuva (ou manda-neves...) isto sim, seria o oásis, o paraíso terreal, o local onde o leite e o mel jorrariam qual maná bíblico!


Valha-nos nossa Senhora das (e dos) Neves!!!

EUROPA: QUO VADIS?!


Gordon Brown, o rosto de uma Europa acossada pela crise, que manda às urtigas os princípios e se deixa levar pela xenofobia. A falta de coesão social, o chauvinismo exacerbado, o egocentrismo como alicerces desta Babel que deveria chamar-se Europa Unida!...
Esta Europa mergulha na apatia
Tem falta de coesão, há egoismo;
Campeia aqui e ali xenofobia
Continua refém do centralismo.
Tem que haver voz comum, visão global,
Sincronismo e acções bem concertadas
Chauvinismos bastardos são o mal
Gerador de injustiças bem pesadas.
Se grande é a nau, grande é a tormenta,
A marinhagem sofre, não aguenta
E pode soçobrar na tempestade!
Pilotagem: ao rumo estai atenta,
Os ventos são terríveis, na verdade,
Há que ter raça, fé, tenacidade!

domingo, fevereiro 08, 2009

Entrevista com o senhor «Messias»...

Flagelar é com ele. Chamam-lhe a «picareta falante» pois usa o verbo como instrumento de flagelo. Falou ao «Expressamente» e disse cobras e lagartos da líder laranja...
Daí a razão de ser desta entrevista...


R.B.-Senhor «Messias», não acha que as suas investidas na praça pública contra a líder são uma das causas da sua baixa popularidade?
Messias - Nada disso.Ela anda sempre calada, não toma posições, usa a continência verbal como a sua principal virtude...
R.B.__Não ouviu dizer que «o calado é o melhor!»
M- Esse era o major Henrique Calado, um grande cavaleiro. O que é preciso agora é falar, falar de tudo e de todos. Só assim se consegue criar empatia no seio da população...
R.B.__ Já ouviu falar nos «tigres de papel», que acha deles?
M- Ó rouxinol, esses «tigres» é que estão no galarim, a maré é favorável, eles são os triunfadores... Os que usam a contenção verbal como arma não vão longe!...
R.B.__Você acusou o seu antecessor de ser apologista da «autoflagelação», mas pelo que se vê, você continua a flagelação insana à líder do momento. Acha bem fazer o que criticava aos outros?
M__Olhe rouxinol, se a gente não for um pouco como Frei Tomás não tem viabilidade política. Eu sou um político viável, credível, um especialista em marketing. Um vencedor nato.
R.B.__Que acha do aproveitamento eleitoral tendo como rampa de lançamento a Igreja católica?!
M_ Acho excelente! Estamos aqui uns para os outros. Olhe, Jardim, na Madeira, não se cansa de elogiar a postura da Igreja católica. Ela retribui-lhe os elogios, com notórias vantagens para ambas as partes...
R.B.__«Colher vantagens» é para si o supremo desiderato da política?!
M_ Toda a gente vai para a política para colher vantagens, hipócritas são os que dizem o contrário...
R.B.__Que acha da corrupção?!
M_ Tenho duas ópticas. Se ela existe nos outros é um pecado capital, uma ofensa à justiça social, um atentado à democracia. Se porventura nós tivermos que caír nas suas malhas direi que é um mal necessário. Existe desde o princípio do mundo...
R.B.__Essa das «duas ópticas» leva-me a perguntar-lhe se é como Janus?
MM__Gostaria de dizer que não, mas para ser totalmente honesto, acho que todos os políticos o são. E quanto melhores mais se identificam com ele. A versatilidade, a capacidade de adaptação às circunstâncias é uma virtude. Os bons políticos (os que ganham sempre) são como Janus: nas eleições dizem que são pela transparência, pela igualdade de oportunidades, pelo abaixamento de impostos, pelo fim da corrupção. Quando se apanham no poder, esquecem tudo e fazem o contrário: opacidade, dão preferência aos da sua cor política no preenchimento de vagas, na concessão de empreitadas, sobem o mais que podem os impostos e as alcavalas, navegam no mar da venalidade com toda a perícia.
R.B.__Acha que a honestidade é uma virtude?
M__ Neste momento quem for honesto não ganha eleições. Há que usar artimanhas, utilizar off-shores, testas de ferro, driblar as leis...
R.B__Que acha do caso Freeport?!
M__É fruta da época. Não sei de que lado está a verdade. Mas pelas aparências aquilo não cheira nada bem.
R.B.__ Se fosse líder do seu partido que faria?
M__ Iria para os jornais e TV's pedir a cabeça do primeiro ministro! Só assim se colhem dividendos...
R.B.__Mas não acha que ele tem direito à presunção de inocência?
M_ Se ouvir o jornalista isento, impoluto e credível, Mário Crespo, saberá que não!
R.B.__Mas não acredita nos valores de um Estado de Direito, de uma ética e de uma deontologia profissional?!
MM_ Só os ingénuos ainda acreditam nisso. Agora o que está a dar é o «salve-se quem puder!». Sempre me dei bem com isso. Por isso sou um triunfador!
R.B.__Acha que a vitória é o único fim a almejar? Que acha de Pirro?
M__Em democracia os bons são os que ganham. Os maus os que perdem. Líricos são todos aqueles que ainda se interrogam pelos métodos seguidos para se atingirem essas vitórias...
Os escrúpulos são a bandeira de todos os perdedores...
R.B.__Senhor «Messias», o senhor não será um travesti de Maquiavel?

A entrevista terminou aqui. Os jagunços de serviço encarregaram-se de enlamear o entrevistador... ainda hoje ostenta na face os resultados dessa flagelação...


sábado, fevereiro 07, 2009

O «Sistema»...


«Importa acabar com a ideia demagógica e perigosa de que o Estado pode salvar as empresas economicamente...»
Pedro Passos Coelho in Jornal de Negócios
Assim é de facto. Mas... e há sempre um incómodo «mas» nestas coisas da economia, qual a saída quando o último recurso (o mal menor...) for esse para evitar danos maiores? É claro que falo em termos de uma empresa que se crê possa ter viabilidade económica futura (no médio prazo) e esteja a passar por uma depressão conjuntural resultante de factores exógenos.
Veja-se (em termos abstractos) uma empresa que recebe milhões do Estado e nunca a presenta resultados positivos nem se vislumbra que o possa vir a fazer. Essa empresa vende o seu produto final muito abaixo do custo de produção (admita-se que seria 40 cêntimos e vende-o a 10 cêntimos...); admita-se que essa empresa paga esse «favor» do Estado com propaganda ao mesmo Estado.
Está-se a falar de quê?
Administração danosa por parte do Estado? Corrupção? Caridadezinha?
Imagine-se (por excercício académico) que isto se passa numa Região Autónoma onde o seu líder se farta de criticar o poder central, numa evidente táctica chantagista, exigindo fundos e mais fundos para os aplicar desta maneira?!
Será que a relação entre o Estado e o Jornal da Madeira é pecaminosa?!
Perguntar não ofende, penso eu de que...

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

«J'accuse!»




__Minha querida, o amor tem destas coisas! não, por favor não faças aquela figura, o «J'accuse!» foi imortalizado porque a injustiça era muito flagrante e a ignomínia alastrou ao mundo inteiro. Isto não se faz, é afrontar a justiça ainda antes de ela começar a desatar o nó górdio. Mas o amor tem razões que a razão desconhece, já lá dizia o Pascal... lembras-te querida?
__O Pascal é aquele negro forte e peitudo que joga no Nimes?

Verdades...


__Pode-se não gostar de Bush mas ele também teve méritos.
__Quais, senhor presidente?!
__Foi um excelente sogro...
__Como assim?!
__Ele deixou toda a América à nora...

Perguntar não ofende...

__Dizem que eu sou o candidato ideal para o derrotar...
__Obviamente, admito-o...

Sócrates confessa! Finalmente!!!

A multidão de repórteres chegou eufórica. Seria desta?!

__Senhor primeiro ministro, os ingleses dizem que têm «provas» excelentes. Quer comentar?

__Não duvido. Confesso que admiro o seu bom gosto quando se dirigem aos magotes para as Caves do Vinho do Porto e «provam» aquele magnífico néctar dos deuses que é o orgulho de todos nós! O que prova o poder de atracção do nosso país aos súbditos de sua majestade...

questão de estado!


__Como é óbvio não me pronuncio. Isso é questão de estado.
__De estado português ou inglês?
__Do «estado a que chegámos»...

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Injustamente no olvido...

Eu penso, logo existo! E insisto nisto: para se ganhar eleições é preciso muito folclore mediático, muita frequência nos púlpitos jornalísticos, muita assiduidade na RTP-N, na SIC, na TVI, na TV I e II, no JN, no DN, no Público, na BOLA, no JOGO, no RECORD e até ... no Cavaleiro da Imaculada... só assim consegui chegar onde cheguei. Tu, rouxinol, vê lá onde chegaste, não tens categoria nem para me desapertar os cordões dos sapatos!...

Este disserta sobre um tema palpitante: «Como desmantelar o Estado em sessenta dias »! O outro, o «ponto», sussura-lhe ao ouvido: __Se ganhar a câmara de Lisboa, vou seguir as tuas pisadas e jamais serei destronado!»


Vestindo o trajo de gala para dissertar sobre o tema:«A baixa craveira mental dos nossos políticos, a causa-mor da nossa derrocada!» , uma autocrítica brilhante, um sentido de humor e uma profunda capacidade introspectiva que definem um político autêntico!

Este, rogando a Deus a oportunidade para lá ir, a esse excelso areópago de Gaia, onde a Verdade emerge qual água pura da fonte de Parnaso!!!

A seu lado, a mui fogosa e sempre crente Carla Bruni, também ela admiradora desse Forum e orando também a Deus no mesmo sentido...








Votado a um ostracismo inexplicável, este Forum de Gaia, dedicado à exploração cognitiva, merece ser relevado. Sempre estive ao lado dos perseguidos e marginalizados, dos deserdados da fortuna, por isso, é justo enaltecer o papel incontornável do Clube dos Pensadores.



Pensa, logo existe, logo não deve ser olvidado. Os poderes vigentes olham de soslaio para este paradigmático Forum que procura através do esforço árduo e persistente dos seus pensadores atingir um patamar cognitivo capaz de colocar Portugal no Podium mundial. Cavaco Silva ainda não foi convidado a lá ir dissertar. É pena, pois o país aguarda com ansiedade a sua oração de sapiência num contexto de crise geral em que só os predestinados têm a palavra certa e a solução credível ao alcance da mão. Talvez disserte sobre : «A crise e a necessidade de um injector de optimismo». Ou então:« A urgência na aquisição de um extintor de pessimismo!»


Mas ainda não está prevista a data da sua presença. Gaia saberá recebê-lo com a devida pompa e circunstância nesse dia maravilhoso!


Jardim, essa luminária da Pérola do Atlântico, já lá foi, e derramou toda a sublime veia oratória deixando extasiadas aquelas criaturas ofuscadas com tanta sabedoria, obnubiladas pelo fulgor da sua verbe onde nunca será demais exaltar a profundidade do pensamento, a originalidade e afã profético da sua catilinária sempre oportuna e carregada de bom senso.


Luís Filipe Menezes também já deixou plasmados os parâmetros do seu nobre pensar, as traves mestras da sua estatura mental, os alicerces psicológicos da sua esmerada formação cívica e do seu élan anímico.


O país, sobranceiro e arrogante, não divulga como deveria esta cruzada de bem pensar, que, se levada à prática pelos obtusos detentores do poder, já teria retirado o país do lodaçal em que se encontra. Por que não condecorar estes seres altruístas e devotados à causa pública?!


A sugestão aqui fica. A quem de direito incumbe levá-la à prática.


A minha homenagem-condecoração aqui vai:







Neste reino de impostores,

Ditosa pátria, criaste

Guerreiros, santos, pintores

Ainda não condecoraste,

O «Clube dos Pensadores»?!






Este alfobre genial

De luminárias falantes

Em Gaia, no pedestal,

Constelações cintilantes

Sempre a «Pensar Portugal»!






E, Portugal arrogante,

Não ouve suas lições...

Do topo 'inda mais distante

Não escuta os seus sermões,

Sua odisseia pensante!





Portugal dos pequeninos,

Não pensas, já não existes,

A rebate tocam sinos

Prenúncio de coisas tristes

Impérios luciferinos!





Portugal, escuta lá

Os ínclitos pensadores...

Gente boa, gente sã,

Da Verdade uns Provedores

Pedras Vivas... ou... Maná!





Urbi et orbi vão falando,

Do Saber, progenitores,

O mundo inteiro espantando

O «Clube dos Pensadores»

Vírus do Mal... expurgando!...





Me curvo a tais sumidades

Com respeito e devoção

São o «toque das Trindades»

Chamando o povo à Razão

São o Clarim das Verdades!!!

SÓCRATES TEM CARRADAS DE RAZÃO!!!

De facto ele está no cerne do problema. Ele, tantas vezes acusado de incompetente, desinformado, chico-esperto, malabarista do verbo, neste caso está perfeitamente dentro da realidade insofismável, e, só cretinos ou mal formados é que poderão contraditá-lo com segurança.

Não há volta a dar-lhe. A globalização deu no que deu. Ou se agarra o problema numa perspectiva global ou não vale a pena tomar paliativos ou medidas pontuais. É como uma pandemia de graves repercussões.

Quem pensar o contrário erra redondamente. Sócrates está no caminho certo. Ele precisa de tempo para provar aquilo que diz e a sua perspectiva é a mais credível, mais razoável, mais sensata.

Sim, porque andam por aí uns cretinóides a dizer o contrário não significa que tenham razão. Só o tempo, esse juiz supremo, poderá avaliar a justeza da coisa.

Se não vejamos:

Que importa cortar ou proibir o nosso off-shore se os que habitualmente o usam irão recorrer a outros? Se a Madeira deixasse de ter essa faculdade (para o bem e para o mal...) os capitais flutuantes (que não têm pátria...) iriam para Gibraltar, para as Ilhas Virgens, para as Caimão ou o diabo a quatro.

Também já pensei de outra forma mas agora Sócrates convenceu-me definitivamente de que este problema tem que ser abordado a nível global. E como as coisas andam, com a falta de humanismo que impera a todos os níveis, não se vislumbra solução a curto prazo. Temos que assistir ao degenerar, ao implodir deste capitalismo selvagem que não tem cura, mas, pior ainda, ainda não encontrou um sucedâneo credível e minimamente aceitável... esse é que é o busílis da questão!

P.C.P. o Partido do futuro!

CONTO COM MAR AO FUNDO...


Foi em Arco com Zelo, freguesia de Vila Nova de Faia que tudo se passou. O presidente da câmara prometeu em plena missa uma série de prebendas para a paróquia. Contudo, «Zé das Medalhas», antigo jogador de futebol da terra (com muitas lesões nos joelhos, daí o epíteto de «Zé das Medalhas»...) e actual líder do PCP (Partido Clerical Populista), dirigiu-se ao pároco nestes termos:

__Senhor abade__ disse pigarreando ligeiramente e torcendo a farta bigodaça que lhe emoldurava o lábio superior__, o senhor é um democrata não é?

_Claro que sou__ replicou de pronto o pároco. Se me permites devo dizer que às vezes gracejo com os meus amigos e digo que é a única amante que tenho...a democracia, demo-cracia!...

__Pois então venho solicitar igualdade de oportunidades. Se o meu rival, o Luís Filipe Mente às Vezes teve oportunidade de falar no final da missa, quero igual direito. Talvez seja mais assíduo à missa que ele. Tenho a convicção de que vou ganhar as eleições e queria dar essa notícia aos meus paroquianos...

O padre ficou petrificado! nunca lhe tinha passado pela cabeça tal petição. Mas era intrinsecamente justa, correcta, democrática. Como democrata dos quatro costados aceitou!

Assim, depois da missa, «Zé das Medalhas» o antigo atleta de Arco Com Zelo, subiu ao púlpito e dissertou assim:


__Caros paroquianos! O meu partido o PCP (Partido Clerical Populista) tem algo de muito importante a dizer-vos. Segundo uma recente sondagem somos os principais candidatos à vitória cá na autarquia. Assim, se for eleito, vou elaborar um protocolo com a paróquia visando o bem comum (da paróquia e do partido clerical populista). Assim, penso fazer uma igreja moderna, com todos os requisitos ambientais adequados: ar condicionado, sistema informático completamente adaptado às valências clericais; penso adquirir transportes para afectar às carências paroquiais: deslocações do padre aos domicílios a fim de dar a comunhão e visitar os doentes, levar as crianças e os idosos à praia ou a locais de convívio.
Os serviços fúnebres serão totalmente pagos pela autarquia, adentro daquele princípio de que os filhos da autarquia na hora do adeus, deverão ter pelo menos direito a transporte e todos as mordomias inerentes a quem foi de facto um caminhante neste vale de lágrimas, sempre a contribuír com impostos e presença assídua em diversos actos cívicos; é justo, humano, perfeitamente adequado à visão humanista que está na génese do partido clerical populista.
Todos os meses haverá uma missa pelos paroquianos paga pela junta de freguesia. Pagaremos 5o0 euros pelo serviço a título simbólico pois todos os paroquianos juntos são uma infinidade de almas...
Quanto ao sistema informático já temos uma visão muito ampla e moderna da coisa. Os sinos tocarão por influxo do sistema informático e poderão ser accionados da residência paroquial. As confissões poderão ser feitas de casa directamente para o computador central da residência paroquial.Já está estabelecido um sistema de penitências consoante a gravidade dos pecados. Haverá mais justiça, mais democracia, mais igualdade de oportunidades. O padre ficará distante dos pecadores, acabando assim a tentação da carne provocada por aquelas mulheres que iam confessar-se com perfumes cativantes, com vestidos muito decotados ou saias demasiado curtas.

Está previsto também um sistema de video a ser implantado em caso de doença do pároco, havendo a tele-missa com todas as comodidades inerentes. A presença física do padre não implica ausência de missa.

O ar condicionado será um dos requisitos mais válidos cativando a presença de muitos fiéis: no verão, quando lá fora o calor apertar, por que não refugiar-se em meditação e refrescar o espírito no templo? no inverno, com frio de rachar, será convidativo ir orar para o templo, aquecer a alma com a proximidade com Deus e em comunhão espiritual com santos e santas.

Devo dizer que os casamentos poderão ser mais duradouros pois os noivos serão submetidos a testes de compatibilidade (incluindo todas as vertentes: sexual, psicológica, laboral, mental, social), advindo daí uma maior estabilidade no matrimónio.Tudo coadjuvado pela informática, essa criação divina para melhorar as potencialidades vivenciais dos seres humanos.


A perplexidade tinha invadido o rosto dos paroquianos. Olhavam para «Zé das Medalhas» como se fosse alguém vindo do Futuro para catequizar o Presente!


Antes de terminar, rematou assim:

__Não, não quero palmas. Aquilo que eu disse foi o Espírito Santo que me inspirou. O mérito é todo d'Ele! no templo só Deus merece palmas!


Lá fora, o mar estava profundamente alterado. Rugia e punha tudo em polvorosa. Nunca se tinha visto o mar tão enfurecido.

De repente, do meio das ondas alterosas saíu um menino só com um chicote na mão. Andou pela praia meditabundo durante algum tempo. Depois entrou no templo.


Todos olharam para ele. Parecia um menino vulgar, mas não era. Alguns cochichavam baixinho: «Parece o menino Jesus!»

E era de facto. Ergueu o chicote, chicoteou «Zé das Medalhas » e gritou bem alto:

__Tu ainda és pior que o Luís Filipe Mente às Vezes, tu consegues ser convincente, o que torna pior o pecado. Ele, coitado, está já trucidado pela voragem da sua própria postura farisaica. Tu, seu «Zé das Medalhas», tem cuidado, pois o redil de Cristo não precisa de vendilhões informáticos. Tu, és pior do que ele por isso te chicoteio três vezes e te aconselho a não invadir mais o templo. Quanto ao Mente às Vezes, vou dar-lhe um tratamento mais suave: vou fazer com que perca as próximas eleições, para não ser fariseu e Frei Tomás!...

MORAL DA HISTÓRIA: Há fariseus que não interessam nem ao menino Jesus!...

terça-feira, fevereiro 03, 2009

Correntes d'Escritas! Póvoa no pedestal!

Dizer mal por dizer não é o meu lema. Há que dizer bem do que está bem. Assim, as minhas humildes homenagens a quem edifica esse monumento às letras chamado Correntes de Escritas que leva a Póvoa deVarzim aos confins do planeta e onde alguns indígenas se deixam alçapremar a níveis de mediatismo jamais alcançados. É o seu momento de glória, o seu minuto de clímax, o seu apogeu, quiçá a sua entrada no olimpo. A Póvoa torna-se ícone, baliza incontornável, marco indelével.

Há quem sobressaia nesse frenesim , há quem se dedique de alma e coração para que nada falte nos eventos colaterais, para que tudo brilhe ao mais alto nível.

A minha homenagem a essa alma-mater que está sempre no olho do furacão!



Lá no topo já fulgura
Essa estrela refulgente
Expoente da cultura
Esse facho incandescente
Diamantina-criatura!




Cessem de Camões os feitos
Cessem de Ronaldo os golos
É o maior entre os eleitos
Sobressai entre os parolos
Sol... p'ra todos os efeitos
...



Quando bota faladura
O mundo queda, rendido,
Eloquência da mais pura,
Ofusca o sol, não duvido,
Eça ri, na sepultura!


Gigante, este arqui-pigmeu...
Discurso pode ser pícaro,
Bem vulgar, como Lineu,
Mas ganha asas, qual Ícaro,
Sobe ao céu... qual Prometeu!...(1)


Cita frases, pensamentos,
De gente que fez História,
Cita fontes, documentos,
Enfim, percorre a memória
Exibindo seus talentos.


Rendida (ou farta...) a plateia
Espeta-lhe farpas-palmas;
Vê nele o farol, candeia
Que ilumina obscuras almas
Emoções desencadeia...


(1) Prometeu foi o tal que ousou subir ao céu para trazer o fogo para a terra. A humanidade deve-lhe essa conquista imorredoira... esse capital de valor incalculável...todos nos curvamos em seu louvor!

O sol regressa e...

Minha querida! ouvi dizer que os serviços secretos ingleses andam à procura de um tal «Pinochyo», serei eu?!

Este país é uma vergonha! Ninguém tem vergonha na cara! Não encontro palavras para catalogar esta corja de loucos que se fartam de rir com as minhas diabruras!...

Qualquer dia tomo o poder!

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

Precedentes graves!...

A Igreja católica não deve permitir ser instrumentalizada politicamente. Os padres comissários políticos são aberrações e maleitas que atentam contra o normal fluír democrático.

É triste dizer isto mas é um facto verdadeiro: em períodos de decadência e de adulteração de valores a Igreja Católica encosta-se frequentemente ao poder; não se apercebe da instrumentalização de que é alvo. Foi assim no declinar da monarquia, é assim hoje, talvez o canto do cisne deste abrilismo que tanto prometeu e que se deixou afundar no abastardamento.

Soube-se que na freguesia de Pedroso (V. N. de Gaia) o presidente da câmara foi na própria igreja divulgar obras aos frequentadores da missa. Que de abuso de autoridade, que de ostentação abusiva, como é possível usar o templo sagrado para fazer propaganda?

Imagine-se o precedente criado. Se algum cidadão presente na missa quisesse usar da palavra para contestar o abuso, ela ser-lhe-ia negada? Com que direito?

Que consequências poderão advir desta prática? Se todos os partidos políticos têm no seu seio crentes, não terão a mesma oportunidade? Se no próximo domingo, no final da missa, um comunista quiser dar conhecimento de hipotéticas obras que pretenda realizar a nível paroquial, se ganhar as eleições, não terá esse direito? Com que critério moral (ou cívico) lhe será vedado?

Não está em causa o partido nem a pessoa que cometeu o abuso, está isso sim, o princípio de autonomia e respeito que deve existir entre os poderes. Não será isto aproveitamento político, demagogia pré-eleitoral? Caciquismo?

É triste verificar que a situação está muito similar ao que se verificava no término da monarquia: uma promiscuidade e uma venalidade totais entre a Igreja e o Estado. Talvez essa tenha sido a razão principal do anti-clericalismo da I República.

Era bom que o senhor Cardeal Patriarca não deixasse passar em claro este abuso. É que há precedentes que se poderão pagar bem caro!...

Fernando Namora, recordar um Mestre...


Fernando Namora um escritor-médico que continua omnipresente. Faleceu a 31.01.89 mas a sua memória continua sempre no pensamento daqueles que com ele privaram, que com ele partilharam afectos, desilusões, ideias.
Só falei com ele uma vez. Sei que era sogro do escritor bracarense José Manuel Mendes (então deputado comunista e hoje presidente da APE). Em plena Av da Liberdade, à saída do semanário «O JORNAL», de Letria e de José Carlos de Vasconcellos. Mais tarde, por duas vezes, tivemos oportunidade de trocar correspondência sobre os seus pontos de vista no tocante ao evoluír da chamada «Revolução dos Cravos».
Ele pronunciava-se com certa amargura e desencanto nos seus «Cadernos de um Escritor». Eu procurei ir um pouco ao encontro das suas preocupações. Também preocupado com os excessos e as indecisões de um tal «Cortiça» que flutuava ao sabor dos águas, sem tomar posição sobre alguns desmandos então ocorridos.
Sei que o seu ponto de vista era mais conservador que o meu e por maioria de razão, do do seu genro, JMM. Ainda guardo religiosamente essas cartas, numa escrita muito peculiar, num estilo muito sui generis...
Foi um precursor do neorealismo bem evidenciado no Novo Cancioneiro. O seu método de escrita, a sua argúcia psicológica, a sua mão de médico capaz de aprofundar a patologia social veio ao cima no «verão quente de 1975» em que foi dos mais sérios e conscientes críticos dos excessos comunistas e afins. Sem medo de ser apodado de «reaccionário» (como era moda então...) vergastou com acerada precisão aquelas atitudes pacóvias de um revolucionarismo voluntarista e exibicionista de alguns caudilhos de pacotilha.
A sua argúcia, o seu sentido profético, a sua análise atenta e judiciosa à realidade, ainda hoje fazem falta nesta sociedade patológica em que os mais lúcidos são enxovalhados por autênticos histriões que usam e abusam de certo mediatismo fácil para se alcandorarem ao patamar de «pensador» ou de «educador da plebe». Ele sim, era um autêntico pensador, um cirurgião das ideias e um bastião dos direitos cívicos. Esta democracia pré-cadavérica precisa de ser lancetada pelo bisturi da crítica superior e genial de algum Namora que ainda penso poder existir neste cantinho da Lusolândia. Que faz falta isso faz...
Hoje vemos medíocres plumitivos que por serem expostos nos altares mediáticos do status quo já se imaginam fulgurantes criadores dignos de ombrearem com Victor Hugo, Shakespeare ou Camões. Escrevem ao quilo e à tonelada mas ficam muito aquém do merecimento intrínseco deste grande pensador. Este era uma árvore frondosa na floresta das Letras. Estes são arbustos rasteiros sem craveira, sem envergadura, sem dimensão ética ou deontológica.

Símbolo de Angola em extinção!...

A notícia sai hoje no Público. Era bom que se preservasse tão imponente espécie em vias de extinção. Há que dar-lhe força e amparo pois até no aspecto psicológico ela pode ser afectada. Viu-se ontem no Estádio da Luz. Quando entrou, a Luz brilhou e ofuscou tudo à sua volta.

sábado, janeiro 31, 2009

Leis que fazem falta!

O senhor presidente da República insurge-se contra o legislador e acusa-o de estar na génese de problemas económicos e sociais. Sobretudo por causa da Lei do divórcio...


O legislador tem humores, estados de espírito e manhas que vão variando ao longo dos tempos.
Não confio muito neste tipo, reconheço-o. Recordo o tempo em que ele (legislador) argumentava que era preciso fazer concurso público para empreitadas acima de 20.000 contos. E porquê?
Segundo ele (legislador) a partir desse montante poderiam caír em tentação os decisores politicos e, aliados aos empreendedores, em cambalacho promíscuo, fazer falcatruas lesivas do interesse público. Até 20.000 contos o concurso limitado, simples e expedito, era legítimo, a partir daí já não.
Que legislador desconfiado! que legislador mesquinho! então permitia-se desconfiar da honorobilidade de autarcas e de empreiteiros, pessoas seriíssimas e incapazes de se associarem para fins tão pouco recomendáveis como é a lesão patrimonial do erário público!!!

Baseado nisso, eu, membro de assembleia municipal, pedi um inquérito por julgar que não sendo feitos concursos públicos para empreitadas de 50.000 ou de 100.000 contos poder-se-ia estar a caír na tal tentação. Nessa data, todas, mas todas as empreitadas acima de 20.00 contos eram feitas por concurso limitado nessa autarquia. Eu confiei na bondade do legislador. Pedi um inquérito à alta autoridade contra a corrupção. Admiti que pudesse haver crimes de lesa-economia a fazer fé na presunção do próprio legislador! Ingenuidade a minha!

O alto comissário era obrigado a garantir sigilo. Dizia o legislador (outra vez esse picuinhas...), que o sigilo era necessário para evitar vinganças, retaliações, abusos, por parte dos visados nessas queixas. Mas o ACCC esteve-se nas tintas para o sigilo. Antes de investigar fosse o que fosse, permitiu que a carta fosse divulgada e chegasse às mãos dos visados.Por telefone disse-me que não fora ele. Mas sim alguém do governo que pedira o documento garantindo sigilo e não cumprindo essa promessa... Enfim, se eu quisesse processar o violador, teria que processar todo o conselho de ministros, tendo à cabeça o presidente, o impoluto dr Mário Soares, o próprio progenitor da tal Lei geradora do cargo de Alto Comissário Contra a Corrupção!!!!! Era obra!!!

A retaliação surgiu de imediato. Um processo judicial. Os factos eram verdadeiros. Uma empreitada (talvez a maior) adjudicada por cerca de 48.000 contos (com custos finais a rondar os 120.000...) fora executada sem concurso público, apenas concurso limitado.

Segundo a Inspecção que se seguiu (muito mais tarde) todas as empreitadas que deveriam ter concurso público não eram alvo desse tratamento, mas apenas de concurso limitado, mais prático, mais expedito. Mas também mais susceptível de encarecer a obra, como aliás se viu...

Ora acontece que o meritíssimo juiz, em tribunal, considerou que o termo «crime de lesa-economia» era um insulto grave à honra e bom nome do presidente da câmara. Se esse processo não era mais que uma retaliação, uma vingança, um salto em frente para limpar a imagem, isso não cuidou de saber. O juiz esteve-se marimbando para o legislador, essa figura sempre desprezível.

A propósito deste presidente da República, devo confessar que tenho memória de elefante. Recordo ainda o tempo em que ele verberava as entidades de supervisão (as tais que ele afirma terem falhado agora, no dealbar desta crise...) chamando-lhes nomes feios: «forças de bloqueio» e coisas similares... Era o Tribunal de Contas, o Provedor de Justiça, sobretudo estes garantes da legalidade e dos direitos dos cidadãos. Todos em xeque. Tudo posto em causa!

Senhor presidente, lamento dizer-lhe mas o senhor não tem moral para falar. Permitiu que no segundo mandato o país fosse conduzido de forma desbragada, laxista, saciando a voracidade de clientelismos pouco abonatórios. Depois foi o que se viu. Uma não equitativa e irracional distribuição de benefícios alimentou uma caterva de novos-ricos que poderão estar na géneses da existência de novos -pobres na hora que passa. Esse dinheiro que foi alimentar contas no estrangeiro, essas pipas de massa que alguns subtraíram e foram engordar pecúlios talvez nalgum off-shore, estão agora a fazer falta ao país.
Vemos por aí muitos sinais exteriores desse exibicionismo...

É preciso criar leis que previnam a corrupção. Leis que impeçam os enriquecimentos ilícitos. Leis que obriguem os políticos à transparência, ao respeito pelos órgãos fiscalizadores. Ser membro de uma assembleia municipal, estando em minoria, é meio caminho para ser insultado, vilipendiado, se se quiser ser escrupuloso no cumprimento do dever. O país está cheio disso tudo. Veja a Madeira onde a situação atinge picos de intolerância e de patologia social. Que disse o senhor quando lá esteve? Remeteu-se ao silêncio. Fez ouvidos de mercador.
E eram graves os vitupérios. E foi posta em causa a sua autoridade. Foi colocado em xeque o prestígio da ARM e o do próprio PR!

Agora vem este governo propor a obrigatoriedade de concurso público (nalguns casos) para verbas acima de 5.000.000 de euros(cinco milhões!); até lá não irão os decisores políticos nem os empreiteiros caír em tentação!!! ficará na lei! a lei será a porta aberta para a promiscuidade mais vil! Ou será que o legislador ensandeceu de vez?!

Duas estrelas cintilando...




«Gaivota crise, no cais
Passando fome e tormentos...»




Carla Bruni
«Rememos contra a maré
Neste mar desilusão
Gaivota crise tem fé...»
Gaivota crise no cais
Passando fome e tormentos
Só vês lodo e nada mais
Serão vãos os teus lamentos...
Gaivota, p'ra onde vais?
A vida é dura demais
Gaivota crise, sabemos,
Vêm aí os vendavais
Enfrentá-los só podemos
Com medidas sociais!...
Desnorte capitalista
Desvario sem igual
É temporal derrotista
Tsunami fenomenal
E não há quem lhe resista.
Gaivota crise, vê lá,
O clima tem de mudar
Controlos ao Deus-dará
Supervisão a falhar
O sol jamais brilhará!...
Gaivota crise tu vais
Saber ousar, resistir,
Tomar opções racionais,
Não ceder ou desistir
Porque a vida é sinal mais!
Rememos contra a maré
Neste mar desilusão
Gaivota crise, tem fé,
As estrelas brilharão
Gaivota fica de pé!..
..............
.............
As estrelas brilharão
Gaivota fica de pé!...

sexta-feira, janeiro 30, 2009

Maddie, Vale e Azevedo, Sócrates... English connection!...

Desde o famoso mapa cor-de-rosa em que a pesporrência da nossa velha aliada se manifestou de forma ostensiva e grosseira, que tem havido sucessivos diferendos aos mais diversos níveis.
Invejosos com os sucessos de Mourinho e de Cristiano Ronaldo, recalcados com o episódio dos «Magriços», em que Camões exalta a raça lusa e ofende o snobismo rasca britânico, talvez corneados na sua dignidade pela ousadia e sucesso do romeu lusitano ( Zézé Camarinha) junto das «bifas» sequiosas de saborear o verdadeiro macho latino, caldeado ao sol e temperado pelo vinho deste rincão tão cheio de potencialidades telúricas, o inglês típico, ciumento e avinagrado, impregnado de nevoeiro (smog) até aos confins da alma cinzenta e lúgubre, continua a protagonizar episódios pouco edificantes.

No caso Maddie foi o que se viu. Pensando tratar-se de um país do terceiro mundo (às vezes parece-o de facto, basta olhar para a Madeira...) quiseram fazer de nós parvos, quiseram desautorizar as autoridades, pensaram que nos comiam por lorpas... As armas mediáticas e os canhões políticos sempre na primeira linha do ataque. «Contra os lusos marchar, marchar», parece ser a mensagem subliminar que se adivinha neste contexto belicista.

No caso Vale e Azevedo protegeram de forma pouco ética um homem condenado pela justiça, um foragido criticado por todos os desportistas de bem que não querem admitir que uma maçã podre seja a imagem de marca do todo nacional. Estão de unha e carne com o foragido, numa manobra dilatória que não deixa os menos atentos perplexos.

É o tal recalcamento, a tal inveja, a tal animosidade dos machos traídos e desejosos de vingança...A síndroma dos «bifes corneados» (atenção ASAE, isto é perigoso para a saúde pública!).

Agora é Sócrates. Não ponho as mãos no fogo por ninguém. Neste país de brandos costumes tudo é possível. Sei do que falo com muitos anos de experiência. Sou combatente da primeira linha contra a corrupção. Dizem que tenho certo excesso de zelo... Mas custa-me ver o povo a sofrer por causa de meia dúzia de parolos compradores de consciências...

Contudo, a forma insolente, extravagante e ostensiva como o affaire Sócrates está
a ser tratado fere a minha dignidade de português. Querem humilhar-nos e usam todos os expedientes possíveis para se vingarem de um complexo centenário nunca ultrapassado por mais consultas aos psicanalistas que lá vão fazendo.
Às nossas cartas rogatórias dão um tratamento mesquinho e subalterno. As deles são divulgadas com pompa e circunstância por tudo o que é comunicação social. A artilharia mediática outra vez em acção. O megafone do poder político também acoplado a ela.

Vou assistindo de camarote a este filme de contornos hilariantes. Mr Bean continua ridículo, intragável na sua pequenês mesquinha e insolente. Não gosto dele nem consigo rir das suas entediantes peripécias. É zurrapa inglesa, tal como certa justiça petulante, snob, cheia de smog nas meninges... Prefiro Vasco Santana ou Camilo de Oliveira!...Prefiro o vinho do Porto! Esse sim, propagandeia-se a si próprio, não precisa de megafones mediáticos!...

quarta-feira, janeiro 28, 2009

El País ataca Jardim!...




Navegando no «Mar da Prosperidade», enquanto o povo humilde e desamparado atravessa o «Mar das Tormentas»...





O jornal espanhol El País ataca Alberto João Jardim e atreve-se a dizer aquilo que todos sabemos mas que nem todos dizem. Com um conhecimento de causa profundo, El País (citado no PUBLICO) vai ao cerne da questão e coloca a igreja católica como um dos pilares do regime.

O Jornal da Madeira (com o preço simbólico de 10 cêntimos) com a sua carga apologética e panegírica é também apontado como turibulário do regime que herdou do fascismo os tiques totalitários e as toleimas congénitas.

Vale a pena ler este diário pois mais não faz do que retratar de forma sublime o que tem sido glosado neste blogue até à exaustão. Cita uma fonte que assevera nem o Papa ser capaz de derrotar este invencível leão das urnas...

Só espero que El País não vá sofrer o que eu já sofri: calúnias imbecis, ameaças de morte, insultos soezes, ataques do mais baixo jaez proferidos numa blogosfera imunda que mais parece uma cloaca fétida...

Já tive que recorrer ao Procurador Geral da República, aos tribunais, à PJ...

terça-feira, janeiro 27, 2009

A «excelência» do jornalismo totó...



Um novo olhar sobre o jornalismo. Será que «totó» é suficiente?!
Há dias, ao contemplar o jornalismo insípido, sabujo e servil, que foi o encontro com A.J. Jardim, na Madeira, sem uma réplica condigna, sem um contraponto minimamente objectivo (um jornalista a sério deve ser o porta-voz de todos os segmentos da opinião pública), fiquei elucidado sobre o carácter e a capacidade de um jornalista. É tido na conta de «guru», de «eminência» (ainda que parda...), de «opinon maker»... Mas aquela entrevista mostrou a face salamaleque e mesuras de um jornalismo de sacristia, de culto de personalidade, de genuflexão bacoca ao poder instalado. Sem o questionar, sem o pôr em xeque, sem o interrogar com boa fé... sem o olhar de frente, olhos nos olhos, com a espinha direita e vertical!!!
Agora, cúmulo dos cúmulos, em artigo no JN, esta quintessência da mediocracia, vai ao clímax mais pacóvio, atinge o limiar da senilidade precoce, com um descabelado discurso onde a isenção, o rigor, a honestidade intelectual , andam a milhas de distância!...
Analise-se com imparcialidade:
«Em política, ao nível a que José Sócrates chegou pura e simplesmente não há presunção de inocência quando há indícios insofismáveis».
Enfim, o supra-sumo, o decretar definitivo de uma sentença: o fim da presunção de inocência!
E porquê? Por causa do «nível a que José Sócrates chegou»!...
Como é possível tanta cegueira, tanto vinagre, tanta falta de escrúpulo, tanto arbítrio! Num Estado de Direito todos têm direito à presunção de inocência até trânsito em julgado de sentença condenatória! Mas esta criatura num rasgo de eloquência espantoso, num golpe de asa surrealista e patético, retira-lhe essa presunção de inocência por causa do «nível a que José Sócrates chegou»!
E eu, acreditando piamente que todos éramos iguais perante a Lei, até ler estou doutíssimo tratado de eloquência crassa, parido nos interstícios de uma meninge brilhantíssima, refulgindo sapiência e fulgor por todos os lados!!!
Mais à frente, pontifica de novo, com uma argúcia lucilando fulgor divinal:
«José Sócrates devia sujeitar-se ao julgamento popular que vem com o voto e aí saber se Portugal acredita na sua boa-fé...»
Então este jornalista de eleição não actredita na justiça actualmente vigente, no Estado de Direito, vai direitinho para a «justiça popular», para o linchamento na praça pública com janela aberta para o referendo eleitoral?
Imagine-se (por hipótese meramente académica, sublinho) que José Sócrates é culpado...
O que pretende o excelso jornalista iria de encontro aos objectivos de quem ambicionaria fugir às malhas da justiça optando pela via do sufrágio antecipado! Era ouro sobre azul!
Ainda há bem pouco, Marcelo Rebelo de Sousa refutando uma análise espúria de Santana Lopes, que alvitrava que o parecer discordante de Sócrates no tocante ao Estatuto dos Açores, com o PR , seria uma forma hábil de criar eleições antecipadas, reconheceu que não é útil aos oponentes de Sócrates irem a eleições antecipadas pois a vitimização daria azo a uma vitória folgada (como aconteceu com Jardim, com Cavaco Silva no tempo do PRD...) de Sócrates...
Enfim, tanta falta de rigor, de isenção e até de meridiana inteligência, num artiguelho que deveria ser utilizado nas universidades para mostrar o baixo nível de jornalismo que de quando em vez se vai praticando cá no burgo... E é pena, o país merecia melhor jornalismo!
Será que o termo «totó» é suficientemente incisivo para catalogar esta porcaria?!

segunda-feira, janeiro 26, 2009

Regionalização versus macrocefalia centralizadora...

Hoje em dia é cada vez mais premente a regionalização. Quando o centralismo mostra a sua ineficácia, quando cada vez mais se sentem as carências in loco, as populações defraudadas com actuações ineficazes e pouco coordenadas em determinados serviços, é imperioso relançar o tema e levá-lo à prática.

O país precisa de uma desconcentração administrativa cada vez maior em ordem a uma maior eficácia e capacidade concretizadora. Os argumentos falaciosos de «mais corrupção», mais «burocracia», mais «despesismo» já foram completamente erradicados face à premência de uma solução que a Europa impõe, a constituição consigna e o povo português cada vez mais reclama.

Por que se espera?

domingo, janeiro 25, 2009

Uma fonte do «Processo» disse que...

Franz Kafka, o célebre autor de «O Processo» continua actual. As «fontes» alimentam os jornais, as TV's , saciando a sede inesgotável de sensacionalismo que vai imperando e há-de imperar até à eternidade...

UMA FONTE ...

Uma fonte do processo

Diz que vai haver arguidos

Isto tudo é tão perverso

Não há bom senso... ou pruridos...

E a fonte sempre a jorrar

Gotas sensacionalistas

Detalhes até fartar

Dando pistas... e mais pistas...

Kafka sorrindo, talvez,

Com esta promiscuidade,

Continua a mesquinhez

A fonte é... a eternidade...

Há tanta água a jorrar

Desta fonte inesgotável

E jamais vai terminar

O «processo» é... imparável!!!


O caso Freeport...



Sou daqueles que entendem que todas as suspeitas de corrupção devem ser investigadas até às últimas consequências, até para salvaguarda da honra e bom nome de pessoas e instituições eventualmente envolvidas. Quando há silêncios e encobrimentos, isso é mau e pode indiciar fumo e fogo em simultâneo.

Agora veio a público José Sócrates confirmar contactos que anteriormente havia negado. Aparentes contradições que nada provam mas não deixam de causar surpresa.

Em dados colhidos no DN pode-se inferir que o tio materno do primeiro ministro teve um contacto informal com um tal Smith. Um sobrinho de Sócrates (filho desse tio) terá enviado um e-mail a solicitar uma espécie de tratamento preferencial alegando «favores»...

Situações aparentemente inócuas poderão ter consequências nefastas se se provar o nexo de causalidade entre as ditas conversas e os fluxos financeiros alegamente envolvidos.

O futuro irá esclarecer tudo, há que ter confiança na justiça.

O que não deixa de criar desconforto, e Mário Soares referiu-o com oportunidade, foi o apoio expresso de Sócrates a futuros casamentos Gay (entre homossexuais...); nada tenho contra as ditas criaturas, cuja existência é um facto, por muito que se discorde da sua filosofia de vida, mas não deixa de ser preocupante abordar esta questão fracturante e secundária, num contexto de crise grave e de problemas mais candentes . Será um ombro-a-ombro com Manuel Alegre, já iniciado, depois do apoio expresso do ex-candidato a PR? Será que este território, aparentemente pouco relevante, começa a ser disputado ?!

Há uma crise grave no horizonte. Tem contornos bem preocupantes e dada a debilidade da nossa economia (aberta e periférica, muito dependente do evoluír das economias ditas centralistas: Alemanha, França...) seria útil centrar esforços em coisas realmente importantes para todos nós.
Casos como o da Quimonda (no dealbar da falência, podendo lançar para o desemprego quase dois mil profissionais portugueses), com um honroso contributo para a nossa capacidade exportadora,são sinais preocupantes. Oxalá haja o bom senso de privilegiar o essencial subalternizando o acessório...

sábado, janeiro 24, 2009

Diálogo inter-religioso. Verdades & Ficções...


Há dias, ao ler o Jornal de Notícias, tive conhecimento de uma manifestação em que alguns adeptos do Islão exibiam cartazes com os seguintes dizeres:
«Morte à liberdade!»
«O Islão vai dominar o mundo!»
Dentre vários slogans escolhi estes, pois são uma amostragem fiel do pensamento fundamentalista muçulmano. Como é possível viver em diálogo franco e responsável com gente que odeia a liberdade, que é escrava de uma doutrina e quer pôr o mundo inteiro debaixo da mesma ditadura?!
O cardeal patriarca, a propósito de casamento com muçulmanos alertou (e muito bem) para os «sarilhos» que poderiam advir de uma convivência conjugal adentro desta comunidade.
Saíram a terreiro algumas criaturas enxofradas com a «fatwa» (expressão ridícula e ultra-capciosa) que o senhor cardeal estava a incrementar! Ele alertou para os perigos de quem não sabe o que é tolerância, de quem tem o culto da ditadura, olvidando os valores sagrados da liberdade religiosa.
Este fanatismo exacerbado é, de facto, o progenitor de todos os crimes e de todas as violências que por aí abundam. Não é só o casamento que está em causa, é o próprio convívio, é a própria comunhão cívica com gente que não respeita os valores alheios, que odeia o pluralismo.
Há que começar por ensinar-lhes pedagógica e pacientemente o valor da liberdade!