sábado, maio 31, 2008

VENCEREMOS! VENCEREMOS!





Um frémito de emoção
Uma fogueira no peito
Portugal é uma nação
Que o mundo vê com respeito!

Portugueses, ganharemos
O desafio da história
Todos juntos venceremos
Nosso horizonte: a vitória!

Povo livre e sem mordaças
Povo livre e bem plural
Orgulhamo-nos das raças
Que dão alma a Portugal!

Ancorados no passado
Ao futuro rumaremos
Cada qual é um bom soldado
A batalha venceremos!

Nossa arma, a tolerância,
Nosso escudo, a amizade,
O cravo nos dá fragância,
O cheirinho a... liberdade!

Unidos sob a bandeira
Verde-rubra, tão plural,
Combatentes na trincheira
Que se chama Portugal!

De mãos dadas, olhar firme,
Só bravura em seu redor
Seja negro ou seja branco,
O Português é o melhor!

O sortilégio da fama
É chama que nos devora
Portugal a gente ama,
Portugal a gente adora!

Venceremos! Venceremos!
Ninguém ouse duvidar!
Heróis todos nós seremos.
Quando a Pátria triunfar!

Venceremos! Venceremos!
Que ninguém nos leve a mal
E, no final cantaremos:
Portugal é... Portugal!!!


PORTUGAL É PORTUGAL!!!


sexta-feira, maio 30, 2008

«Seguir o cherne!...»

«O deus-petróleo está na mó-de-cima, há que o venerar...»


... e lá foram todos os peixinhos em romagem agradecendo a dádiva divina, agora já podem andar à vontade, sem medo do humano predador, tão leviano, não respeitando nem as idades nem os tamanhos da fauna piscícola, esse humano predador foi devidamente castigado, de forma tão sublime, tão eficaz... pelo deus-petróleo, esse deus negro que os peixinhos vão venerar lá longe, em peregrinação de cardumes fiéis e respeitosos, seguindo o bem-humorado cherne, esse peixe-guia tão dedicado, tão hierático, tão devoto, tão venerador do arqui-deus petróleo bruto...

quarta-feira, maio 28, 2008

A «fúria» privatizadora!...


O mundo está nas mãos de uma plutocracia que comanda as alavancas económicas e financeiras a seu bel-prazer...
Há quem pense que a privatização até aos limites é a panaceia redentora capaz de curar todos os males. Vêm agora uns ingénuos propor a privatização da CGD. Pura estultícia. O que está mal no Estado é certa irracionalidade económico-empresarial que precisa de correcção. A dicotomia Estado versus privado quando se enfatiza a «maldade» no primeiro segmento e a «bondade» no segundo é de uma hipocrisia aberrante.
Privatizar sectores estratégicos é errado. Ainda agora o caso-Galp vem trazer à colação esta problemática. Se a Galp estivesse nas mãos do Estado a actual conjuntura seria mais facilmente superável, podendo o Estado amortecer o choque petrolífero com mais prudência. Assim, pouco se pode fazer. Se a Galp estivesse nacionalizada poderia haver uma margem de manobra muito maior do que aquela que existe.
O privatizar só por privatizar dá um certo encaixe, num dado momento, mas retira ao Estado a capacidade de obter instrumentos de controlo e de intervenção que poderão ser importantes em determinadas conjunturas.
A «fúria» privatizadora é boa para os que querem abocanhar fatias do Estado a preços irrisórios, como se fez no tempo de Cavaco Silva (nalguns casos de forma bem gritante).
A privatização excessiva da saúde vai doer a muita gente que começa a ser fustigada pelos ventos da crise. Depois, virá a caridadezinha diluír os efeitos do «pecado original». Há que ter cautelas pois a teoria de que as privatizações são sempre «boas» já tem os dias contados...

A CORAGEM DE RESISTIR

Aristides Sousa Mendes, o cônsul que desobedeceu a Salazar!

Quando imperava o terror

E toda a gente vergava

Ao jugo do ditador,

Ele ousou ser um «traidor»

Salazar desafiava.

Ser vertical é servir

A causa da consciência,

Ao ódio nunca anuír

Saber sempre transgredir

Quando impera a prepotência.

A suástica ditava

A morte ao povo judeu.

Aristides conspirava

Ordens vis não respeitava

Então, desobedeceu.

Não vergou, foi castigado,

Salazar não perdoou,

Ao ostracismo votado

Perseguido e molestado

Não fugiu, só emigrou.

Seu gesto de rebeldia

A gente jamais esquece

A coragem e ousadia

Merecem a simpatia

Do mundo que lhe agradece!


terça-feira, maio 27, 2008

Epopeia dos pescadores... pescados!...

A crise generalizada é mais sentida nos sectores em que os custos de produção têm como factor fundamental o combustível. A atenção dos governantes deve centrar-se aí, sob pena de começar o descalabro...




Ter o mar por ganha-pão
Pode ser paradoxal:
Pode ser tumba ou caixão
Também pia baptismal...

Ganhar a vida ou perdê-la

Lotaria permanente

A morte, está sempre a vê-la

E a combatê-la, de frente!

O mar é selva sem lei

Tem garras, como o leão,

Devora os bons, eu bem sei,

O mar não tem coração.

Pescar é já epopeia

Uma épica aventura

É, à morte dar boleia,

É... cavar a sepultura!

O vento-crise a soprar

E o pescador fustigado

Explorado até fartar

Também se sente... pescado.

Pescados andamos todos

Sugados pela crise-mar

Há demagogia a rodos...

Sempre os mesmos a... mamar!!!

segunda-feira, maio 26, 2008

Grande humorista este senhor Aníbal de Boliqueime!


«Eu sou a corrupção, tenho motivos pra estar optimista! eles bem tentaram, mas ainda ninguém me tocou porque eu alimento as máfias todas! E nas campanhas eleitorais dou de comer a muita gente! Sinto-me optimista cem por cento!»

«Eu é que sou o pessimista?! Dai exemplos de austeridade, de um viver sem ostentações e depois falai comigo, se tiveres vergonha na cara! Cambada de hipócritas!!!»

Dizeis que sou pessimista!...

Criticais o meu viver;

A rir, não há quem resista,

Pois vivo pra não morrer!


Pra mim, só austeridade,
Não sou assessor de imagem!
Resta-me a mendicidade...
Se pra tal... tiver coragem!

A reforma miserável,
E chamais-me pessimista!?
A vida é insuportável
A morte, essa... anda optimista!

De pés prá cova já estou
Vou bater a caçuleta
O tempo pra mim passou
Já se esgotou a ampulheta!

O pessimista sou eu?!
A corrupção anda aí
E... cada vez mais, Deus meu!
Combatê-la 'inda não vi!

Discursar, vós discursais,
Juízos de mau agouro,
Mas matá-la, não matais,
Galinha dos ovos de ouro!

Não me chameis pessimista!
É gozar com a desgraça,
Chamai-me sim... masoquista,
Pois dei meu voto... de graça!!!

sábado, maio 24, 2008

Carta aberta ao Sr Possidónio!

Ilmº Senhor Possidónio:

Sei que V. Excelência julga que os impostos são a panaceia capaz de resolver todos os problemas cá do burgo, contudo não é assim. Como sabe, a economia é um sistema de vasos comunicantes. Quando se sobe o preço dos combustíveis, está-se, de facto, a arrecadar receitas. Todavia, esse benefício poderá ser um tiro que sai pela culatra.

Porquê?

Porque ao aumentar os combustíveis está a asfixiar a economia, está a estrangular o desenvolvimento, a expansão, o regular funcionamento das instituições económicas.

O que vai buscar por um lado, pode saír pelo outro: ou seja as empresas, as unidades económicas começam a «derrapar» e é o caos que se instala. Pode surgir a estagflação (neologismo que significa estagnação acompanhado de inflação) e com ela todo um calvário socioeconómico como o desemprego, as falências em cadeia, o chamado efeito de bomerangue...

Creia-me Sr Possidónio, um seu admirador. Apesar das tiradas pouco ortodoxas que tem prodigalizado, ainda acredito na sua capacidade de desenrasque para levar a nau lusa a bom porto. Mas, já ouviu falar de «vitórias pírricas»? Se não ouviu, poderá informar-se e analisar bem o seu caso pois poderá ser o corolário lógico dessa obsessão.

Entre um Sr Possídónio e um general Pirro, o diabo que escolha!...

A tutela europeia e a dignidade nacional!

A legislação que vigora na U.E. impede que se subsidiem as empresas de forma a evitar-se a concorrência desleal. Contudo, no caso vertente da pesca, é todo um sector que está em risco de sobreviência, são os agregados familiares que dela dependem que estão a ser alvo de uma situação catastrófica. Há que engendrar mecanismos legais que possam ser resposta cabal a esta situação não violando as sacrossantas normas comunitárias.

O país não pode ficar de braços cruzados. Há que mover esforços e encetar contactos (com países que estão no mesmo «barco-sacrifício») de molde a ultrapassar o impasse.

A vida na pesca tem sido alvo de mil-e-um atropelos, de mil-e-uma «facada» , os pescadores sofrem esta situação anómala e não tem havido uma resposta eficaz e pragmática a toda esta problemática. Se houver necessidade de criar um ministério do Mar, dada a especificidade da matéria em causa, que se crie. Há que combater este flagelo que ensombra a vida de tantas famílias e se repercute em sectores a jusante e a montante.

Onde está o carácter «social» (já nem falo em socialista...) deste governo?
Há que exigir respostas adequadas aos desafios que vão surgindo sob pena de as populações andarem a reboque de políticas sem estrutura, sem articulação, sem rei nem roque.

Ondas alterosas na pesca!

«Tens razão rouxinol, esperemos que aquele mar de promessas (eleitorais) não seja um buraco negro cheio de mentiras! De artistas já estamos fartos!»
Pescador que vais ao mar
Tão injustiçado és!
Explorado até fartar
Contra ventos e marés
Terás sempre que lutar!
Quando há ondas alterosas
No preço dos combustíveis
Há perdas bem clamorosas,
Sequelas são previsíveis,
E não são nada famosas...
Governos oportunistas
«Arrastões» de voto útil
Prometem, pra dar nas vistas,
Fogo-fátuo, fogo-fútil,
Na mentira são... artistas!
Pescador que vais ao mar
A hora é de xeque-mate!
Um xeque ao Rei há que dar,
Antes que a fome 'inda mate
As famílias a penar!
NOTA: Senhores governantes, com os combustíveis a subir em espiral, os custos de produção tornam-se incomportáveis. Há que tomar medidas de carácter excepcional! Isto é uma calamidade , como os fogos ou as secas! A coisa promete piorar!

sexta-feira, maio 23, 2008

O «bailinho» da Madeira!...

«Lá vamos beijando e rindo, ao soba vergados, vergados sim!...»



Na Madeira quem quiser
Na política singrar
Seja homem ou mulher
Ao soba tem que vergar!


Lá vão, engraxando e rindo
Vergados, vergados sim,
Lá vão, subindo, subindo,
Todos sabem que é assim.


A mulher, se quer aumentos,
Terá que se adaptar:
Desabotoar «talentos»...
E... pernas saber cruzar!...


Quem quiser se promover
Há que saber bem curvar
As botas também lamber
E... engraxar, engraxar!...

E quem não fizer assim
Passará um mau bocado
Levará vida ruim
Será sempre ultrapassado!


Tristemente há que dizer
Há padres... ajoelhados!
São meros verbos de encher
De pudor... esvaziados!


Ministros da propaganda
Gente vendida ... ou comprada
Gente servil, que só anda
A pestar culto... ao «Papadas»!


Há que vergar mais e mais!
Só assim se vai singrando
E até os próprios jornais
Também lá vão... amochando!


Nota final: Sejamos honestos. Isto vê-se em todo o lado. A moda alastrou qual pandemia nacional. Não venham cá dizer que era só no tempo da «outra senhora»! A «choldra» continua!


quinta-feira, maio 22, 2008

2º ANIVERSÁRIO!



A 22 de Maio de 2006 nasceu o rouxinol. D. António Ferreira Gomes foi o primeiro a entrar neste cardápio que viria a causar tantos engulhos a alguns pobres diabos. Ele foi um resistente na verdadeira acepção da palavra. Ainda me recordo, estava em Angola a cumprir o serviço militar e ouvi da boca de um capelão do exército estas «pérolas»: «Coitado, dizem que apoia os terroristas e os comunistas. Depois daquela carta a insultar o Salazar ficou com a mente transtornada!»

Eu não conhecia a carta. Só conhecia a sua postura cívica e moral perante aquela sociedade. Penitencio-me por não o ter defendido como devia. Eu próprio andava sob suspeita. Dei uns elogios ao poeta Manuel Alegre (não ao político então comunista) e tive logo um ambiente de intriga e desconfiança em meu redor. Tive o azar de terem ocorrido umas explosões no continente e o responsável pertencia à LUAR (ramo do partido comunista) tendo eu também defendido a pessoa em si, ignorando de facto a sua actividade política...

Mas D. António Ferreira Gomes foi (e é) das figuras mais clarividentes da Igreja. Quando vemos aberrações (como as da Madeira e nalguns «jardins totalitários» cá do continente) olhamos para ele com mais saudades ainda. O rastejar ao poder da parte de alguns clérigos é ridículo, patético,
algo de promíscuo. Alguns padres prestam-se a papéis semelhantes a bufos da ex-Pide/DGS, com o seu activismo pró-situação. Com que fim? Obter apoios, ficar «bem visto», enfim, endeusar o poder para melhor ter as suas boas graças!

D. António criticou os excesos comunistas com o mesmo vigor com que o fez perante a ditadura.
Não era uma cana agitada pelos ventos dominantes. A ele, o meu obrigado por me ter aberto os olhos para a podridão de certa política. Sei bem que isso só me trouxe dissabores. Mas acho que o homem, sendo ser gregário, tem de se cuidar e não caír no sectarismo. Hoje vemos o país infectado de pequenas «máfias»: partidárias, clubísticas, para-religiosas (estilo «opus Dei» e maçonarias...), financeiras, enfim, seitas e mais seitas...

A ele, D. António, o mesmo soneto com que comecei este blogue. Aqueles que andam de joelhos perante presidentes de câmara, que meditem no seu exemplo de cidadania... Não verguem, pois nota-se muito e mete nojo!


De joelhos, somente perante Deus,
Nunca vergou perante os ditadores;
D. António foi bispo cá dos meus
A Igreja engrandeceu!, os meus louvores


Sofreu amargo exílio com bravura
Da Fé foi um estandarte glorioso,
Caíu de pé, gigante na procura
De um rumo são, num mar tão proceloso!


Do redil feito ausente, mas presente;
Deixou marca indelével na cultura!
Foi audaz, magistral, clarividente!


Se espalha e frutifica a semeadura,
Portugal usufrui dessa semente
Devemos exaltar sua postura!

Eça de Queiroz e o «doping»!...


«Meu caro Bento XVI tende cuidado com certas afirmações. Corre-se o risco de assistir a uma acusação de dopagem pelo «sangue de Cristo»! Os fundamentalistas já quiseram fazer pão com suor, por causa daquela afirmação: "comerás o pão com o suor do teu rosto!" Neste mundo tudo é possível. Vede o Sócrates, coitado, quase era "despedido" por causa de um cigarrinho inofensivo!»
«O doping é contra os princípios morais e doutrinários da fé. Dizem que a comunhão é mero efeito placebo. Mas eu não acredito, eu acho que ela é de facto o alimento espiritual mais valioso para todos os atletas deste país!»

Eça de Queiroz foi uma figura cimeira das Letras. A sua capacidade analítica dos comportamentos humanos ainda hoje é apreciada. A forma zombeteira como avaliava certos excessos é digna de um psicólogo de gabarito. Enfim, usando a «telepatia» fui entrevistá-lo à Praça do Almada, na Póvoa d eVarzim.
R. de B. - Meu caro Eça, que tem a dizer-me sobre o caso de «doping» que abalou esta linda cidade, com o ciclismo a ser alvo de intervenção da P.J.?
Eça de Queiroz- Olha rouxinol, o fenómeno é generalizado. Todos querem aparentar mais do que são de facto. É os políticos a porem-se em bicos de pés a afirmarem-se como paladinos da honra e da transparência, mas, de facto, são uns aldrabões e uns hipócritas de alto gabarito.
RB -Sois contra a política em si? Ou há alguém que fira mais a atenção?!
E.Q. - Meu caro, eu tenho lido os teus posts e devo dizer-te que estás a fazer o teu papel. Mas deves ir mais longe e mais fundo. Há políticos que deveriam ser responsabilizados pelo que fazem e pelo que patrocinam...
RB- ?!
EQ- Olha com a crise que se vê, com a falta de dinamismo da economia, andar a patrocinar um desporto que está infectado há muito pelos estimulantes proibidos é de lamentar... Eu bem sei que o povo adoro vitórias, quer ver resultados e não se preocupa com os meios usados. Só quer ver os fins. Este povo, em última instância, é o culpado destes excessos...
RB- O povo?
EQ - Sim, o povo. Ao dar o seu voto a quem usa e abusa de certas metodologias, é caucionar tudo isso... Dir-me-ás que o povo não sabe, a câmara também não pensava que isto iria suceder, contudo o contexto envolvente é mais do que suficiente para ter recato.
RB- Mas o ciclismo é um desporto tão popular, tão do agrado das nossas gentes...
EQ- O mal não está no ciclismo mas nos que querem usá-lo como trunfo eleitoral, como imagem de marca. Agora, sofram as consequências também na aposta errada que fizeram...
RB- Achais justo acusar a câmara de algo que directamente não fez?
EQ - Eu sei que por vezes se colhem dividendos de coisas más, sabendo-se que o são, só pelo mero proveito eleitoralista. Há autarcas que extraem proveitos ilícitos de tanta pouca vergonha que nem digo mais... no meu tempo também havia. Mas agora a coisa é mais sofisticada. A prostituição, a droga, o tráfico de mulheres, enfim, há tanta coisa oculta pela manto diáfano da hipocrisia, que nem te digo mais... Deixo ao cuidado das pessoas inteligentes, lúcidas, não enfeudadas aos poderes dominantes, aos situacionismos de ocasião, a conclusão do meu raciocínio...

quarta-feira, maio 21, 2008

Simplesmente... Constança!

«Não. rouxinol , não vou ao ginásio. Mas para pesos plumas destes eu tenho condições muito sui generis: basta deixá-los investir... eu desvio-me e eles vão ao tapete só pelo seu impulso excessivo!...»


Acabo de ver um debate na TVI entre a jornalista Constança Cunha e Sá e Luís Filipe Menezes. Dei-me ao cuidado de gravar e analisar friamente o «combate».
Como é possível o Dr Luís Filipe Menezes ter ido ao tapete de forma tão ingénua?
Ele continua com aquela «cassete» do «sulistas, elitistas e liberais» e não consegue libertar-se dela. Agora são os «barões» que estão na base da Dra Ferreira Leite e as bases estão ao lado dos seus «apêndices» (Santana Lopes e Pedro P. Coelho).
Ele não tem a noção do ridículo. A Dra Ferreira Leite já o elucidou que é abrangente, interclassista, quer um PSD amplo e plural aberto a todas as classes e a todos os sectores tal como alvitrava Sá Carneiro. Ela é a favor de um partido capaz de congregar jovens, idosos, trabalhadores, empresários, estudantes , professores, independentemente da sua origem socioeconómica. É (deve ser) assim em todos os partidos com ambições nacionais.
O facto de ele a tentar acontonar nos chamados «barões» não significa que o seja. E qual o «basismo» de Menezes? Tenho alguns amigos de Gaia que o conotam como um factotum de algumas eminências pardas, algumas bem negras no presente momento...
Como foi ridículo tentar identificar a Dra Ferreira Leite como uma espécie de tentáculo (passe o termo) do Dr Pacheco Pereira! Aliás deve-se dizer, em abono da verdade, que em termos culturais, temperamentais e até mentais, ele (PP) fica uns côvados acima da craveira de Menezes, sem dúvidas nenhumas!
Quem viveu numa onda de euforia mediática produzida pelo fenómeno futebol (um certo clube a quem se pendurou...) julga-se um carismático ideólogo dentro do partido mas não passa (como Constança Cunha e Sá demonstrou à saciedade) de um paupérrimo debitador de ideias-feitas, de um caudilho de trazer por casa arvorado em quinta-essência da social-democracia!

O fogo da corrupção alastra!


«Quando a água acabar tenho ali uns extintores de optimismo! Muito eficientes!

«Senhor presidente o optimismo é muito eficaz nos discursos, aqui nunca deu!»




A «culpa» é do pessimismo
E da barriga a dar hora...
Uma injecção de optimismo
A ver se a «coisa» melhora!


Mas a «coisa» é complicada
Optimismo só não basta
Cheira a conversa fiada
Conversa de treta, gasta!


Controlar a corrupção
Dar mais eficácia às leis
Ao laxismo pôr travão
Ou vão dedos... e anéis!


Optimismo é coisa fútil
Não vai à raiz do mal
É uma postura inútil
Por si não faz bem... nem mal!


Ser realista é dizer
Que o optimismo é só... treta!
Quando o país está a arder
É preciso uma agulheta!



terça-feira, maio 20, 2008

«Resistir ao pessimismo»!

«Um copo a meio é:
a) Meio cheio para o optimista
b)Meio vazio para o pessimista»
O optimismo, meu caro presidente, não serve de nada! É apenas um estado de alma. Quando excessivo é uma patologia!...

Se alguém sente que vai deslizando para o abismo e pensar que mudando o estado de espírito vai inverter o rumo da situação, engana-se redondamente.
O povo já há muito interiorizou isso dizendo: «Fia-te na virgem e não corras! ...»

Não basta ter fé nas instituições. É preciso fazê-las funcionar.

«Tende fé que isto muda!»

Isto é um apelo à resignação, à capitulação. É preciso resistir dizendo o que vai mal, e esperando que os responsáveis ajam em conformidade! É uma resistência activa e consciente.

Senhor Presidente:

Já ouviu dizer que há dinheiros públicos (governamentais) em paraísos fiscais?
Não se sabe quanto nem quais os objectivos. Mas ao comum dos cidadãos isso não cheira bem. Poderá estar ali um gigantesco «saco azul» com objectivos inconfessáveis.

Era bom que todo o povo português fosse esclarecido do exacto montante e quais os objectivos que subjazem a essa trasfega de fundos. Haja transparência!

A justiça continua paralizada nalguns domínios porque não há a coragem de agarrar o touro-corrupção pelos cornos!

Senhor Presidente,

Acha bem aquelas volumosas injecções de capital no JM (lá na pérola do Atlântico)?

Não será um convite à promiscuidade a existência de deputados na RAM detentores de quotas em grandes empresas de construção e obras públicas?

Os bancos, com a permissividade actualmente vigente (com situações anómalas no Millenium e... porventura nalguns «milleniuns» que para aí há!...) são autênticas galinhas de ovos de ouro. Quando os ventos de austeridade fustigam a maioria dos cidadãos (trabalhadores por conta de outrem e pequenos e médios empresários), os banqueiros navegam no mar da prosperidade!...

Será pessimismo da nossa parte, os que vemos estas hiperdiscrepâncias, ou mero realismo?

O optimismo do doente que não vê melhoras, será realista?

Será que pretende «injectar optimismo» de forma artificial, criando paraísos artificiais na mente dos ouvintes dos seus discursos?

Há uma doença bipolar nesta sociedade esquizofrénica que patrocina o amontoar de riqueza em meia dúzia de privilegiados e exige, de forma obstinada e cega, que os outros, os «párias», os não politicamente correctos, paguem a crise.

Haja um resquício de realismo Senhor Presidente!

Fome & Miséria, globais! Cada vez mais!

Os biocombustíveis estão a dar que falar. Os preços dos cereais sobem em espiral. A inflação dispara. África, onde a sobrepopulação é gritante, começa a entrar em pânico. O ser humano ainda não criou mecanismos de defesa para controlar esse deus caprichoso e volátil chamado mercado. E há até quem o adore sobremaneira. Há que fazer um combate global. Há que pensar global. E agir em consonância com o flagelo iminente. É urgente começar!

segunda-feira, maio 19, 2008

O que faz correr Menezes?

«Não, não assim assim tão mau como isso! tu, rouxinol é que és um miserável deturpador!»

O Prof Marcelo Rebelo de Sousa vem dizer que Menezes agora ataca a Dra Manuela Ferreira Leite porque acha que ela vai vencer e é isso que o faz criticá-la. Talvez não seja só isso.

Menezes disse que iria manter-se neutral. Mas agora, ao ver o peso que vai ganhando a candidatura de Manuela Ferreira Leite, assustou-se e... deu o dito por não dito. Começou a tomar partido, quer ser patrono de alguém mas está indeciso se entre o demasiado verde e o demasiado maduro...

Vai daí toca a atacar a pobre senhora, que, pé ante pé, lá vai levando a água ao seu moinho. Ela sabe que não é perfeita (ninguém o é...) mas, é o mal menor, a aposta mais saudável, o risco mais digno de ser corrido na hora presente. Sabem os PSD's mais lúcidos e aqueles que (como é o meu caso) fora das estruturas partidárias, querem o melhor para o país, para a democracia e para o progresso a todos os níveis.

O Dr Menezes tem uma linguajar fácil, erudito, insinuante. Mas só convence uma minoria menos atenta. Ele entra em contradições flagrantes e posturas por ele assumidas hoje, amanhã são completamente postas de lado. Reconheço que o mal não é só dele, há situações que justificam mudanças de comportamento: se o vento muda, há que mudar o rumo para que a rota seja cumprida...

Contudo, este súbito e inflamado ataque à Dra Ferreira Leite é um prenúncio de mudança de mentalidades no interior do maior partido da oposição. Ela, com serenidade e sem hiperdramatismos (tão ao gosto de caudilho de Gaia) vai singrando rumo a porto seguro. Ele, na iminência de ser relegado para plano subalterno, tenta «nadar nas areias movediças»...

Enfim, o Dr Menezes sabe que com ela perderá muito mais do que com qualquer dos outros...
Só não sabe o quanto. Mas, quem singrou no partido à custa de métodos pouco elegantes, mais fruto de «padrinhos» de ocasião e de beneplácitos pouco transparentes , sabe que isso tem custos. E bem grandes, por vezes. Era melhor seguir aquele conselho do Rei de Espanha:«Porque não te calas, Luís!»

Um extraterrestre surgiu na minha frente e...



Eu já tinha ouvido o então brigadeiro José Lemos Ferreira ter afirmado que vira um, sinceramente não acreditei. Pensei cá com os meus botões:«o tipo quer é protagonismo, ou então não andava lá muito fixe dos carretos!» Isto foi a seguir ao «11 de Março de 1975» onde ele tivera um papel muito estranho a ponto de se dizer que era um aliado de Carlluci na implantação do golpe de Estado. Eu duvidava muito dele. Achavo-o um pouco pretensioso e demasiado inculto para o alto posto que ocupava então (DSINST na FAP).

Mas, e há sempre uma primeira vez para tudo, comecei a acreditar na «coisa». Por detrás da minha casa surgiam por vezes uma espécie de relâmpagos inexplicáveis. Depois não havia trovões. Cheirou-me a algo de intricado. Comecei a investigar a «trajectória» dos «relâmpagos».
Descobri que ficava não muito distante de uma mamoa (cemitério da Idade da Pedra).

Comecei a fazer umas corridas a pé para esses lados. Hoje de manhã vi um extraterrestre a entrar para a astronave. Era um «charuto» enorme, cheio de antenas parabólicas e muitos minireactores. O estranho ser comunicava comigo por sinais luminosos. Aproximei-me a medo.
Vi que ele falava e eu percebia, embora não saiba explicar a língua! Talvez seja isto a telepatia...
O que sei é que a mensagem deve ser transmitida sem demora. Se não sofrerei pesado castigo do além. Aqui vai:


«Nós somos enviados do Grande Arquitecto. Estamos a zelar pela manutenção dos planetas. Vocês estão a fazer mal à casa onde habitam. Tende cuidado ou sereis castigados. O que foi feito na China e em Myanmar foi obra nossa a mando do Grande Arquitecto. Queremos que a China respeite os monges do Tibete. Que em Myanmar haja uma democracia e não se maltratem os monges budistas. Nós fizemos perfurações a grande profundidade e depois lá colocámos cargas explosivas para dar tremores de Terra. Quando aos tufões lançámos um gás proveniente de Marte (o propanotempestocaos: prO2NTe3O2X5) que cria esta crispação eólica e é a verdadeira causa deles. É um aviso à humanidade. Ou deixam de poluír a Casa Grande (Terra) ou o Grande Arquitecto expulsa-vos daqui. Há povos noutras galáxias que estão prontos a vir para cá se vocês não se portarem bem. Há um plano de extinção da espécie humana (basta lançar o vírus Ébola no meio dos ventos ciclónicos e fazê-los percorrer toda a Terra...). A mensagem é simples: ou os humanos se começam a portar bem ou o Grande Arquitecto os extinguirá. Tal como o senhorio expulsa o inquilino que lhe dá cabo da casa. Agora escolhei: ou uma vida mais racional e no respeito pela biodiversidade, pela não poluição do ar e da água, ou, caso isso não suceda, a extinção pura e simples!»

Fiquei petrificado. Não trazia telemóvel e não fotografei. A imagem que está acima é extraída do Google e é a mais parecida que encontrei com o estranho «espécime». Por favor, acorram às «Mamoas do Fulom» e verifiquem as marcas que a astronave lá deixou!... Não, não fui eu que cortou o mato e deixou aquela camada de resíduos com cheiro a enxofre...

Humberto Delgado: o herói anti-poder!


Era um tempo de liberdade amordaçada. Quem falava era esmagado, vilipendiado, via denegrida a sua reputação. O medo guardava a quinta. Quem ousasse fazer uma crítica, exercitar a sátira, era lançado às feras. Mesmo aqueles que estavam dentro da legalidade vigente e cumpriam com os seus deveres, se por qualquer motivo diziam algo que fosse politicamente incorrecto, eram logo acoimados de estarem ao serviço de correntes «dissolventes»...
Ele lutou dentro do regime enquanto pôde, para a sua transformação; acreditava que era possível dar uma imagem democrática ao regime; foi da situação até ao limite da saturação; depois optou pela ruptura. O regime não lhe perdoou e matou-o à paulada.
Agora, quando vemos sinais de amordaçamento da liberdade ( na Madeira e nalguns nichos autocráticos do poder local, sobretudo), há que olhar aquele exemplo, não com nostalgia contemplativa, mas com garra, com convicção, sem medo dos esbirros da actual situação, sem calculismos medíocres como os dos que gravitam na órbita do poder para melhor o sugarem, para melhor saciarem os seus apetites de vampiros do erário público. É vê-los por aí a dar cobertura a roubalheiras só para usufruirem de umas míseras mordomias, uns trinta dinheiros da praxe!
Ao general Humberto Delgado, que soube o que era enfrentar o situacionismo mais bárbaro, a minha homenagem. Que os jovens olhem para ele e saibam nortear a sua postura sem acomodatícias cauções aos títeres do momento.
O regime vivia apavorado
Andava à solta a alma popular;
Era então Portugal amordaçado
Era premente a Pátria emancipar.
Numa emboscada vil foi apanhado
À traição, com perfídia bem soez,
Pelos esbirros viu-se encurralado,
Caíu de pé, caíu com altivez!
Não morreu a mensagem-liberdade
O sangue derramado foi semente
Alfobre de justiça e dignidade!
Sua memória deve ter em mente
Testemunho de sã fraternidade
De um Herói que lutou contra a corrente!

domingo, maio 18, 2008

A Inauguração do «bunker»...


«No dia da inauguração do «bunker» eu não quero lá ver judeus! Eles votaram contra, eles puseram-se à margem, eles são escória, escumalha, «racaille»! Já dei ordens às SS, para, se algum tiver a lata de por lá aparecer, para colher protagonismo à custa da nossa obra, que seja de imediato preso e levado para os campos de extermínio!
Eu sou o poder, a força, a lei! Ai daqueles que ousarem enfrentar a minha vontade, serão levados para locais onde o trabalho libertador os fará compreender a grandeza incomensurável da minha obra. Obra pioneira, vanguardista, sem paralelo nos anais! O ministério da propaganda saberá o quão importante é para mim este objectivo, esta meta grandiloquente. Que todos se reduzam à sua insignificância, e de braço erguido, saibam olhar o sol da magnificência, bem de frente, para que a posteridade veja o vosso papel cúmplice e solidário nesta epopeia!»