terça-feira, agosto 05, 2008

Deus falou... mas o anarca não gostou!

Por entre as nuvens Deus atroou os ares com a Sua voz forte e audível para o mundo inteiro!!!

Perseguido nesta vida

por salmonelas sem norte

já de cabeça perdida

maldiz sua triste sorte.

Salmonelas, salmonelas

que feroz perseguição

difícil livrar-se delas

só dão gozo à oposição!

«Como é possível, Deus meu

onde vá, há salmonelas!

mas que atracção tenho eu

jamais vou livrar-me delas?!»

«Aos insectos: repelentes!

aos opositores: acções!

salmonelas persistentes

meu Deus... talvez orações!»

Agarrado à sua fé

fartou-se de orar, orar,

ouviu Deus: «Tem calma, Zé

é preciso uma E.T.A.R.!»

«Oh meu Deus, muito obrigado

Por essa sugestão

não quero ser derrotado

na próxima eleição!»

Então, Deus elevou ainda mais a Sua voz e, tonitroante, exclamou:

«Tu vais ganhar a eleição

és um vencedor eterno

salmonelas é no verão

mas votos... é no inverno!»

Não muito distante dali, Zé Anarca ouviu Deus com um pouco de enfado. Pensou lá com os seus botões e escreveu na parede que circundava a praia, de modo que toda a gente visse:

Quem fez merda como tu

salmonelas é normal

como o pontapé no cu

no exame eleitoral!

Nota final: dizem que a voz do povo é a voz de Deus! será?!


A Humanidade curva-se respeitosamente.

Um gigante das letras. Um mentor da pura cidadania. Um iconoclasta do «paraíso comunista»!

Faleceu Alexandre Soljenitsine, um dos maiores vultos da literatura, um homem que denunciou as perseguições estalinistas, os gulagues, as prepotências da justiça do regime comunista. Prémio Nobel da literatura em 1970, foi alguém que me ajudou a formar culturalmente, foi para mim um mentor espiritual e um educador. Ainda hoje quando critico certos excessos da justiça, quando me defronto com kafkianas perseguições, não posso deixar de recordar o fervor com que li o Arquipélago de Gulag, num contexto de intimidação social e de alguma conturbação dos espíritos.
Devo também muito a Artur Portela (então director do Jornal Novo), pela sua capacidade analítica, por seu queirosiano sentido do ridículo, por ter sido uma lufada de ar puro num ambiente de intoxicação da opinião pública como foi o verão de 1975 em Portugal.
O Jornal Novo e o Arquipélago de Gulag foram dois bordões espirituais que me ajudaram a atravessar aquelas areias movediças. Pessoas como Raúl Rego, Manuel Alegre, Joaquim Letria, José Carlos Vasconcelos, foram compagnons de route num período difícil onde a lucidez andava arredia...

Recordo ainda as críticas ferozes que certa esquerda fazia. Era tudo anticomunismo primário, segundo eles. Recordo um livro que me marcou por essa altura: «26 Anos na União Soviética» do operário Chico da CUF. Soljenitsine era um «renegado», um «traidor» e outros mimos.

Ainda hoje quando releio o «Arquipélago de Gulag» (ocupa muito espaço na biblioteca mas vale a pena relê-lo...) não posso deixar de compará-lo com os relatos do Tarrafal feitos por alguns comunistas e antifascistas portugueses. Comunismo e fascismo de braço dado na metodologia, na falta de respeito pelos Direitos Humanos.

George Orwell, com o seu «Animal Farm» também me ajudou a formatar a consciência cívica e a ter tanta repugnância pelos «jardins» que vão atolando esta pobre democracia cada vez mais abastardada. Mas Alexandre Soljenitsine foi uma «vacina» exemplar contra o totalitarismo soviético. Cunhal odiava-o. O chamado comunismo de feição soviética (por oposição ao eurocomunismo de Marchais e de Enrico Berlinguer - mais moderado e mais adaptado a uma democracia representativa) tecia as mais duras críticas a este homem perseguido e torturado pelo regime que se dizia defensor do povo, a mais sublime das democracias...

Por isso ainda hoje manifesto uma certa repugnância pelo poder, quando vejo presidentes de câmara perseguindo ferozmente nos tribunais opositores que cumprem com dignidade o seu papel (fiscalizar e alertar os executivos para eventuais ilegalidades), quando vejo chamarem «loucos» aos oponentes, lembro-me logo do internamento de Sakarov, do próprio Walesa e de tantos outros cuja única«doença» era o espírito democrático, a ânsia de liberdade, o desejo de verem uma democracia plena e actuante.

Quando vejo certa justiça (a velhaca, a vendida ao poder...) a fazer fretes aos tenentes do poder, aos magnatas, eu recordo Soljenitsine e todos aqueles que foram vítimas dos arbítrios e das perseguições ao longa da existência. Juízes bastardos, vergados servilmente ao poder, sempre houve e haverá. É da humana condição. Mas são eles que fazem emergir os Soljenitsines de todos os quadrantes, de todas as nacionalidades.

Por isso ao recordar Soljenitsine, recordo também o actual bastonário da Ordem dos Advogados, o intrépido Dr Marinho Pinto, pela sua coragem em denunciar as prepotências, os fascizantes comportamentos de certos agentes da justiça que mais não são do que lacaios da repressão, factotuns ao serviço da nomenklatura! a esses, o meu opróbrio!

segunda-feira, agosto 04, 2008

Diálogo verosímíl!

«Impossível! impossível! tudo mentira! tudo mentira!»

- Está lá?!

__Sim, faça favor!...

__É o dr Papadas?

__O próprio. Faça o favor de dizer.

_Temos aqui na esquadra uma senhora que o acusa de violação!

__ Deve ser uma louca! Não lhe liguem...

__Mas ela ameaça processá-lo!

__Já lhes disse, é uma louca, só uma louca pode dizer isso de mim!

__Diz que tem sido alvo de violações, ultrajes ao pudor, intimidações, ataques à sua honra e bom nome...

__Não pode ser. Eu nunca fiz mal a ninguém. Estou inocente. Isso é um golpe baixo!

__Mas ela tem provas!

_Estou-me borrifando para as provas. Eu sou incapaz de fazer mal a uma mosca, quanto mais a uma rapariga! Ela ainda é menor?

__Ela tem 34 anos. Diz que se chama Democracia. Diz que é madeirense!


domingo, agosto 03, 2008

A notícia mais desejada pelos portugueses?

É esta simplesmente:

A CRISE FOI DE FÉRIAS!

Coerência & Transparência! Precisam-se...

«Gostei das tuas palavras, Rouxinol. Mas sabes o que Cavaco Silva vai dizer ao ler o texto? O mesmo que disse Sócrates a Cravinho! Que não aceita lições! Só dá. Começa assim um certo tipo de autismo político» .
«Olha, cada vez estou mais convicto da tua boa fé. Podes contar com o meu apoio. Substituír Cavaco Silva, por que não? Nos cem metros barreiras tu és um fenómeno! Em verdade, em verdade te digo: há mais marés que marinheiros!»


«Ai Rouxinol, a Madeira precisa de transparência! Estarei contigo nesse nobre combate! A opacidade ali reinante é o caldo de cultura de todos os vícios, o leitmotiv de todas as prevaricações, a cortina por trás da qual se violenta e asfixia a democracia. Há que salvar a democracia, basta de violência doméstica! »



O discurso que faltou!


Ao ouvir o discurso de Cavaco Silva à nação, não pude deixar de reflectir sobre algo que aconteceu na Madeira. Aí sim, impunha-se uma intervenção pública em defesa de um órgão (ARM) fustigado torpemente pelo presidente do governo regional. Cavaco Silva ficou mudo e quedo. Devia ter-se pronunciado em defesa de um órgão, o mais representativo do povo madeirense, devia ter quebrado o prudente silêncio de Conrado e não o fez. Para ser coerente, devia ter feito um discurso como este que tomo a liberdade de elaborar.


DISCURSO DE DESAGRAVO


Portugueses e madeirenses:

Foi com tristeza que ouvi aquele comentário do senhor presidente do governo regional dizendo ser um «bando de loucos» a Assembleia Regional da Madeira.

Ora, é lá que tem assento o povo madeirense através dos seus representantes eleitos, os senhores deputados. Em democracia deve haver respeito institucional. Por muito que se não goste de alguns elementos não se pode deixar passar para a esfera institucional esse ódio pessoal. Assim, por questão de coerência, não posso abdicar da minha visita a esse órgão legislativo por excelência, onde sua excelência o presidente do governo deve prestar contas e dar explicações da sua conduta governativa.

Assim, estarei presente e será com orgulho que ouvirei as intervenções dos representantes de cada grupo parlamentar. Se ao presidente do governo regional causa engulhos a atmosfera que então se viverá, dispenso-o desse incómodo pois sinceramente creio que a sua ausência não terá grande significado. Diz o povo com a sua sabedoria que há criaturas que fazem tanta falta como a guitarra num enterro. Não será este o caso, mas aproxima-se. A atmosfera será mais desanuviada e menos poluída com a ausência do presidente do governo regional, creio eu.

Os órgãos de soberania devem-se respeitar mutuamente e colaborar entre si na resolução prática dos problemas que se deparam. É assim que entendo a democracia. Não, a linguagem achincalhante nem o insulto viperino. Sim, a cooperação estratégica, o salutar intercâmbio de ideias, o confronto feito com elevação e com dignidade. Só assim estaremos a ser dignos do povo ordeiro e cordato que nos elegeu. Só assim seremos o espelho de uma nação que tem dado lições de cidadania ao mundo inteiro.


O equilíbrio inter-poderes exige ponderação, respeito, mútua consideração. Quem usa (e abusa) da linguagem atrabiliária para se impôr, à falta de melhores argumentos, merece dó, comiseração, desprezo. A democracia deve assentar no alicerce da boa educação e não no rastilho do insulto e da canalhice. O povo que nos elegeu espera de nós elegância, dignidade, uma postura cívica irrepreensível à altura dos pergaminhos de uma nação de séculos de história que é um exemplo no cortejo das nações.


Assim, informo solenemente a Madeira e o país que amanhã estarei no Parlamento madeirense onde terei muito prazer em ouvir os anseios do povo madeirense pela voz dos seus deputados, os ínclitos filhos da terra.


VIVA PORTUGAL!

VIVA A DEMOCRACIA!

VIVA A LIBERDADE!





COMME SI DE RIEN N'ÉTAIT!


«La chanson est aussi une arme contre la guerre!»

Comme si de rien n'était!
Nous voyons mourir de faim
Des vieux, des jeunes enfants
Oh! Darfur! Jamais, jamais!
Il faut combattre la guerre
Um impératif global
Musique, l'arme fatale
Musique paratonnerre.
Nous voyons l'enfer, bien sur
Comme si de rien n'était!
La guerre est notre, je sais
La guerre est notre... toujours!
Oh! Darfur c'est toi, c'est moi
Sommes nous, le monde entier
La guerre il faut la tuer
Et la paix arrivera!!!

sábado, agosto 02, 2008

A justiça, essa deusa do olimpo, confessa-se!...

Ser hedonista é mau?


Ás vezes eu sou racista
Até cedo ao vil metal
Às vezes sou hedonista
Sou velhaca e calculista
Ao poder sou serviçal.


Também cedo à tentação
A carne é fraca, sei bem,
Dou razão aos sem-razão
Aos ricos tenho o condão
De mimar, dizer amén...


A minha razão de ser
A verdade nua e crua
Por vezes deixo esconder
Quando quero proteger
Algum vício ou falcatrua.


Nem sempre sou transparente
Isenta ou imparcial,
Às vezes sou pesporrente
Ao corrupto sou clemente
Dou facadas na moral...


Por que sou irresponsável
Jamais serei castigada,
Sou tirana e intratável,
Num pedestal intocável
Vivo em redoma dourada!

sexta-feira, agosto 01, 2008

HÁ ÁGUA EM MARTE!


«Se o homem for a Marte, por que não eu? Sim, o grande Sócrates, o inventor do «Simplex»,
apologista da igualdade de oportunidades, tudo fará para que tal possa acontecer!....»



Um lago gelado. Terá vida? Haverá seres vivos? Tudo é possível...







A notícia já era esperada há muito. Todavia a sonda «Phoenix» vem confirmar em plenitude tal facto dando azo a mil-e-uma eventualidades. Marte poderá ser o planeta do futuro quando a Terra entrar em colapso, sequência natural da degradação que ora se vai sentindo , apesar dos alertas de muita gente responsável ninguém os leva a sério.


O futuro está aí mais perto do que se julgava. Aquilo que era ficção poderá muito bem ser uma realidade palpável.

Quando Júlio Verne escrevia os seus romances de ficção científica estava longe de imaginar que a maior parte do que descrevia seria uma realidade a curto prazo!


O homem tem capacidades ocultas que ainda não emergiram totalmente. Quem sabe se dentro de alguns anos poderemos estar a morar em Marte, comendo num bom restaurante, assistindo a espectáculos musicais, praticando desporto?

Deus é omnisciente. Se fomos criados à sua imagem e semelhança (dizem as Sagradas Escrituras, não devemos duvidar...) caminhamos a passos largos para a plenitude!

Eu já marquei as minhas férias para Marte. E você?!

Deus é grande, a nossa margem de progressão é infinita!
Como diria o grande António Gedeão: «o mundo pula e avança como bola colorida entre as mãos de uma criança!»
Estes poetas às vezes são seres tão próximos de Deus!...

A ANGÚSTIA DO FIM DO MÊS!




A crise mostra os dentes e até ri perante as discrepâncias que vê: uns mamando à tripa forra na mama governamental, outros, vegetando abaixo do limiar da pobreza, aguardando a negra morte por inanição. É assim este Portugal de contrastes gritantes!
Patologia real
Doença do português
Ela aí está outra vez
Tão fria, tão glacial:
A angústia do fim do mês...
Cada vez há mais doentes
Sofrendo desta maleita
Ele há tantos indigentes
São vítimas inocentes
Já com a fome à espreita.
O neoliberalismo
E a maldita corrupção
São causas do pessimismo
São fruto deste laxismo
O grande mal da nação.
Não vamos capitular!
Há que erradicar de vez
Este triste definhar,
É preciso exterminar
A angústia do fim do mês!!!

quinta-feira, julho 31, 2008

Um discurso diferente...

Portuguesas e portugueses:

Hoje em dia o pessimismo atinge índices preocupantes na sociedade portuguesa. Será legítimo ou injustificado? Será fruto de circunstancialismos incontroláveis, ou terá motivações psíquicas ? Será consequência de erros nossos ou de má fortuna?

Devemos perguntar a nós próprios o que podemos fazer pelo país, em vez de perguntar ao país o que pode fazer por nós!

Eu próprio, pergunto se não terei a minha quota-parte nesse pessimismo. Os jovens estão tão divorciados da política, porquê?

Amiudadas vezes tenho falado nessa erva daninha que se instalou na seara democrática e que gera tantos prejuízos e injustiças sociais: a corrupção.

O que tem sido feito para a combater com eficácia? Praticamente nada. Continua «tudo como dantes quartel general em Abrantes». Algumas vozes queixam-se desse laxismo no combate à corrupção. Os destinatários alegam que não recebem lições de cidadania de ninguém.

Será autismo? Será arrogância? Será a convicção de que o PR abençoará ad aeternum a sua conduta?

O país precisa de respostas. Com urgência.

Deve haver respeito inter-poderes, mas também uma interacção permanente entre eles. Ninguém se deve queixar por receber sugestões ou alvitres sobre actuações para resolução de impasses.

O senhor PGR alertou (e muito bem) para graves implicações (com hipotéticas prescrições de crimes graves) na esfera criminal pelo facto de certos prazos de investigação continuarem reduzidos. É sabido que o garantismo (em termos de direitos e liberdades) não deve ser tão forte que degenere em capitulacionismo no combate às fraudes e ilegalidades graves. Deve haver uma concatenação perfeita entre os poderes (legislativo, executivo e judicial) por forma a que o regular funcionamento das instituições democráticas seja efectivo.

É preciso que as leis sejam coercitivas e não mero objecto decorativo ou estendal de piedosas intenções. Delas, diz o povo com a sua ancestral sabedoria, está o inferno cheio...

Portuguesas e portugueses:

Estamos já há demasiado tempo à espera. Quem espera, diz também a sabedoria popular, desespera...

Ora, ao contemplarmos a cada vez mais gritante desigualdade na distribuição de rendimentos, ao vermos sinais exteriores de riqueza em certos segmentos da população e evidentes sinais de pobreza na grande maioria, é urgente perguntar: até quando isto irá acontecer? Até quando o plano inclinado se irá manter? Quando começam a surgir no horizonte medidas concretas visando o estancar desta corrupção galopante que a todos prejudica (exceptuando a minoria de privilegiados que dela extraem todas as mordomias) e vai colocando Portugal na cauda do pelotão europeu?

Não posso fazer como Pilatos nem continuar a assistir impávido e sereno a este laxismo (cúmplice?) da parte de quem conduz os destinos governamentais. Daí que este meu discurso já não seja uma «lição», nem uma «sugestão» (visto o destinatário não aceitar essas bizantinices...), é, isso sim, um ultimato!

E faço-o em nome daquela maioria de cidadãos que vivem em dificuldades, que pagam impostos para alimentar megalomanias e obras faraónicas cuja premência é duvidosa, faço-o em nome de todas as portuguesas e de todos os portugueses que se encontram abaixo do limiar de pobreza e sem que se possa vislumbrar uma melhoria a curto prazo, dadas as circunstâncias actuais.

Assim, declaro-o solenemente, ou este governo dá provas de boa fé e de seriedade política, dando andamento a projectos de credibilização e de moralização da vida pública, ou então terei que ponderar outros cenários!


NOTA FINAL: Isto é ficção pura e dura!

Antes não fosse!

quarta-feira, julho 30, 2008

Beleza cigana...


«Não, não sou cigana, mas neste contexto de conflitualidades desnecessárias, aceito ser embaixadora da paz, aceito o epíteto «cigana» com orgulho, num país plural, democrático e com saudável multiculturalismo e convivência racial, todos somos irmãos, temos que dar as mãos pela causa mais sublime que é a harmonia social!»
Olhos negros, doce-amora
ar felino, que escultura!,
ridente raiar d'aurora
sorriso feito ternura,
saia comprida, a preceito,
perna longa e torneada,
dois morangos lá no peito,
coisa só imaginada,
tua aura de mistério
teu halo de virgem pura
é sedativo, é cautério,
é salvação, é a cura,
de tanta agressividade
que anda aí ao deus-dará
tua feminilidade
é fermento, é maná,
é só classe, e da mais pura,
te nomeio embaixadora
do glamour e da cultura
ó cigana redentora!

O sol sorrindo, sorrindo...


No teu rosto tão moreno
de uma ternura sem fim
tens o perfume do feno
o cheiro do alecrim.
Teu cabelo de cetim
solto ao vento, tão liberto,
parece sorrir pra mim
pede carícias... decerto...
Quando o sol vai derramando
sua volúpia dourada
na alma vai penetrando
ficas mais ensolarada!
Na praia, sentado na areia,
e uma brisa tão fresquinha
o meu coração anseia
por ter-te sempre à beirinha...
E quando o sol se vai pondo
ficamos a vê-lo indo
tão vermelho, tão redondo
pra nós... sorrindo... sorrindo...

O meu epitáfio...


«Homem que é macho a sério, nem depois de morto há quem lhe tire as fêmeas da mente!»

Equilíbrio de poderes...


«Nós os três estamos em perfeito equilíbrio e respeitamo-nos mutuamente. Somos o «Executivo», o«Legislativo» e o «Judicial». Para manter a linha (e o equilíbrio orçamental) só comemos queijo marca «Zé Povinho»!

terça-feira, julho 29, 2008

Portugal, pasto de vacas sagradas?!

Em Portugal, em todo o lado, meu caro. Em tempo de crise ser vaca é que está a dar!

País de vacas sagradas

Pastagens em profusão:

Exigem ser cultuadas

E sempre «A Bem da Nação!»

É vê-las nos tribunais

Nas câmaras, em São Bento,

É vê-las nos hospitais

Há tantas no... Parlamento.

Algumas são vacas... «frias»

Outras, são «quentes» demais

Nos prados de mordomias

Julgam-se vacas-vestais.

De pureza imaculada

E Virgens!!!... a gente aposta!!!

Sua postura é sagrada

Mesmo a... sacrossanta bosta!

É vê-las no futebol

Sem máculas, impolutas,

Multicores, vasto rol,

Cagando para as escutas!...

Protegem-se mutuamente:

Vemos vacas nos jornais,

Mercenárias, obviamente,

Enxofrando nos tribunais.

As vacas são solidárias

Pastam também na TV

Movem acções ordinárias

A quem nelas... já não crê!

Num país avacalhado

Há tanta vaca e vaquinha

Julgam ser gado sagrado

Mas «sacro» só têm... na espinha!


Que vaca será?!

As vacas Situação & Corrupção interrogando-se sobre a alfinetada do Chão da Lagoa...

Corrupção: __ Será que ele quando falou em «vaca» se referia a ti?
Situação: __ A mim claro que não. Deve ser a uma nova de que falam muito agora por causa do possível abortar da Operação Furacão...
Corrupção: __ Deve ser a Vaca Prescrição!...

Fado do grosso...


«O grosso anda tão grosso que qualquer dia cai abaixo dos elefantes brancos que criou... Apanha cada piela que mais parece um barril»
Gostava de ter a perícia do Quim Barreiros para dar mais alegria ao povo, pois em tempo de crise a boa disposição faz falta. Imaginemos então o famoso Quim de Vila Praia de Âncora, a cantar este fadinho improvisado homenageando aquela figura típica que canta e encanta todos os cubanos do cont'nente!
Esta asnocracia pura
Vai de tasquinha em tasquinha
Caça tolos com fartura
É piela tão certinha!
Já no estertor da agonia
Só lhe falta a extrema-unção;
Má criação eu diria,
Tem demais, farta ração.
Chá não tomou certamente
Em pequenino, o histrião;
É verbal-incontinente
Por causa do... carrascão!
A taxa de alcoolemia
Vai subindo velozmente
O linguajar sentencia
Óbvio colapso da mente!
De tanto beber ficou
Com as velas encharcadas
Os fusíveis lá queimou
Multiplicam-se as... estradas!...
Ele anda grosso, sabemos,
O verbal-incontinente;
Curá-lo, já não podemos
A piela é permanente!

Jaime, o latrinário...

In illo tempore andava de jumento a vender latrinas lá na Pérola, agora, feito jumento, zurra e faz ameaças. Enxofra-se sobremaneira e dá coices mediáticos com a volúpia de uma alimária no cio. Julga-se o dono da Pérola, dando-se ares de querer fazer acções de despejo, tão habituado que ficou de despejar latrinas e similares...

O país ri a bandeiras despregadas, tal a pesporrência da acéfala criatura, desprovida de um resquício de civismo, denotando uma acrimónia própria dos imbecis arvorados em quintessência, fina-flor do entulho com pretensão a condottieri...

E o país ri porque nunca se vira tal lá na Pérola onde se pensava que Bokassa só havia um, o vaca sagrada e mais nenhum!...

Afinal, nesta era de globalização e de concorrência infrene, há um feroz concorrente lá na Pérola:
o latrinário quer destronar o dromedário!!!... Deus lhes ponha a mão por baixo...

domingo, julho 27, 2008

Napoleão Bonaparte, lui même!

R. de B. - Então como se tem sentido do estômago ultimamente?
N.B.- Meu caro Rouxinol, agradeço o teu contacto e a oportunidade que me dás para corrigir a História. Quanto ao meu estômago, agora anda lindamente, nunca mais me deu dores de cabeça... nem de barriga...
R.B.- Que mensagem quer transmitir ao mundo actual?
N.B. - Em primeiro lugar que se cuidem com os Napoleões que por aí pululam. Agora que deixei o meu corpo físico é que aprendi a essência das coisas. Aquela mania das grandezas, o desejo de ficar na História foi a minha perdição, a minha doença...
R.B.- Não será autoestima em baixo? O senhor, um grande imperador, a recriminar-se?
N.B.- A História há-de registar muitos mais casos de patologias semelhantes à minha, infelizmente. Tudo começa na escola. A gente quer ser líder, quer afirmar-se, quer impôr-se aos outros , e depois, vai por aí fora atropelando tudo e todos, enfim, uma catástrofe completa...
R.B.- É essa a ideia que faz de si?
N.B.- De mim e de todos os loucos que andam a enxamear este mundo terreno. Veja agora o Bin Laden, o Robert Mugabe, pessoas completamente alienadas, afirmando-se e impondo-se pela força das armas e de loucuras colectivas, enfim, autênticas pandemias «A la Napoleon»!...
R.B.- Mas considera-se um louco?
N.B.- Louco e perigoso. Eu fui um demente em elevada escala. Servi-me de um povo corajoso, bom e pacífico para impôr um belicismo patológico, uma megalomania dementada, um expansionismo completamente descabido. Quis ficar na História como um conquistador, um líder incontestado, mas fui apenas um ditador violento, um congregador de vontades que moldei à minha imagem exacerbada, juntei «pequenos napoleões» dizendo-lhes que iriam ficar na História, que todos os familiares e conterrâneos se orgulhariam deles para todo o sempre, enfim aquelas patetices que dizem agora os treinadores de futebol antes das grandes provas europeias ou mundiais e que levam os atletas a comerem a relva, como se diz na gíria... aliás há quem considere o desporto como um sucedâneo (positivo) da guerra, servindo para esbater conflitualidades e exacerbamentos chauvinistas. Uma espécie de metadona para com a heroína!
R.B.- Acha-se como se fosse um treinador de atletas militares?
N.B.- Eu fui de tudo um pouco: arquitecto de grandes ideias, engenheiro de batalhas gloriosas, motivador de almas, galvanizador de projectos, mentor de crimes hediondos até, de sanguinárias pilhagens e de violações sistemáticas aos direitos dos povos.
R.B.- Está numa de arrependido?
N.B.- Agora, pairando acima dos humanos, vendo os seus defeitos, contemplando as mentes reinantes à face da Terra, eu, olhando para o meu passado, posso fazer um juízo de valor mais objectivo e mais fundamentado. Tenho a sabedoria que então me faltava. Sou um mestre na arte de pensar. Sou a sabedoria no seu estado mais puro... O tempo, esse divino professor, ensinou-me tanto... Está na hora de transmitir essa sabedoria aos viventes!
R.B.- Posso dizer que não tem orgulho no que fez?
N.B.- Claro que não tenho orgulho em ter lançado para a morte tantos inocentes para saciar a minha megalomania! Guerras e mais guerras para mostrar que era o maior do universo, o mais temido, o mais poderoso? Eu fui para todos os efeitos um génio do mal, uma pessoa alienada e obcecada com a glória, com a imortalidade, com o poder pelo poder... Não tenho orgulho nisso.
R.B.- Revê-se nalguém em particular em Portugal no momento presente?
N.B.- Seria falta de humanidade esconder essa realidade e não a divulgar. A minha doença está estampada no rosto de alguns, sem dúvidas. Olhe para o Jardim, da Madeira, veja aquele ar obstinado, sempre a clamar razão, sempre dizendo-se vítima disto e daquilo: o «sistema», «Lisboa», as «máfias»... O homem usa este estratagema para transmitir aos subordinados a seguinte mensagem: "Os ódios e os perigos que se abatem sobre nós são tantos, que sem mim, vós perecereis. Sem mim, será o dilúvio, o caos! Daí a imperiosidade da minha permanência no poder para vos defender dos malefícios dos «cubanos do continente», dos «ladrões da autonomia»... eu sou Deus, sou o escudo invisível, sou o Divino Salvador
Depois, aquela obsessão de se colar ao poder até à morte, é típica dos que têm a minha doença em grau extremo. Julgam-se (como eu honestamente me julgava também...) imprescindíveis, eleitos por Deus, pessoas com o destino traçado para serem líderes, enfim, «vacas sagradas» no pior sentido do termo. Já fui uma «vaca sagrada» e sei o quão ridículo isso é... Quero iluminar os que estão no exercício do poder para a caricatura que representam!
R.B.- Mas em termos clínicos a sua doença já está diagnosticada ou não?
N.B. - É claro que se Jardim entrasse no consultório de um psiquiatra com um chapéu como o que eu usava, mesmo sem dizer nada, só olhando para o seu aspecto, o médico mandava-o internar para sempre. Contudo, essas pessoas disfarçam lindamente: começam por chamar «loucos» aos outros para que ninguém repare na sua profunda alienação, desviam a atenção da sua patologia com obras, obras, obras, como que a dizerem «se eu fosse louco nunca faria estas obras todas, os loucos nada fazem!», esquecendo que as obras são feitas por tanta gente que a sua quota-parte é ínfima, limitam-se a inauguar e pouco mais... Estas patologias «napoleónicas» empurram-nos para obras «faraónicas» às vezes só para encher o olho e sem grande alcance prático para as populações... Tudo manobras de diversão para ocultar a tal patologia...
R.B.- Mas em Portugal, com a sua doença, há mais gente?
N.B.- Tantos, meu caro Rouxinol, que gastaria os dedos das mãos e dos pés para os enumerar a todos. Eles andam por aí, todos os dias a imporem o seu já saturado e fastidioso rosto numa comunicação social abjecta que passa a vida a endeusá-los, esquecendo o povo. Eles andam em bicos de pés nas inaugurações, nas feiras, nos eventos mais díspares, às vezes feitos à medida dos seus caprichos e não das necessidades reais das populações. Esses napoleões são a grande praga de Portugal no momento, não querem admitir a rotatividade nos cargos, agarram-se aos tachos como lapas às rochas, passam a vida a coleccionar cargos aqui e ali para depois os exibirem como «curriculum» em actos eleitorais que mais não são que passadeiras vermelhas onde circula, cheio de prosápia, o ego idiota dessas criaturas insaciáveis... Essa ânsia patológica de rechearem os «curriculuns» faz lembrar Estaline e seus sequazes com o peito repleto de medalhas e a alma cheia de crimes hediondos! Querem poder, mais poder, mais poder, para o exibirem, o ostentarem, se banquetearem com ele até à morte. Incapazes de um gesto de humildade, incapazes de darem oportunidade aos jovens, aos que nunca tiveram oportunidade de executarem obras com os dinheiros públicos, acusam-nos de «nada fazerem», de serem «parasitas», «incapazes», etc, etc. Isto passa-se em todos os quadrantes, desde a Esquerda até à Direita. Há «jardins» para todos os quadrantes ideológicos neste Portugal de hoje. Enfim, sinto que a minha doença se perpetuou e ganhou foros de pandemia... Portugal é um pasto gigantesco de vacas sagradas desde patamares culturais, jornalísticos, desportivos e políticos que nem sei que lhe diga, Rouxinol! Devia haver mais rouxinóis e menos vacas!...

R.B.- Estou estupefacto, meu caro imperador. Nunca esperei tal coisa. Que mensagem quer deixar a esses doentes? Será que são curáveis?!

N.B.- Que leiam e releiam as minhas palavras. Que meditem nas suas capacidades intrínsecas e façam este raciocínio: «Será que o abuso no pedestal do poder nos vai marcar perante os vindouros? Será que iremos ficar na História como imperadores, caudilhos e não como democratas, homens do povo? Será que temos capacidade realizadora fora do comum, ou é o dinheiro público que está na base das obras? Será que estamos a chamar a nós capacidades e méritos que mais não são do que esforço colectivo, sacrifício da colectividade, fruto do erário público?»

Então, depois de meditarem, talvez não queiram continuar a assumir o odioso de serem «napoleão», «imperador»,«vaca sagrada», «lapa na rocha»... Mas a doença é terrível, ninguém contaminado por ela, é capaz de admitir possuí-la. Esse é o grande mal! Essa é a grande perdição da humanidade!

«NOTRE DAME» DE PARIS...



«Nous irons tous au paradis! Le ciel de France: Paris!»





La France entière chante:
Liberté c'est au pouvoir!
Carla Bruni nous enchante
La nudité au miroir!



Magnifique «Notre Dame»
Miracle de la chanson
Tout le peuple, heureux t'aclame
Mais Dieu... peut-être non...



Paris, le ciel de France
Où se trouve les étoiles
Aclame ta perfomance
Oubliant tous les scandales.



L'Amour c'est aussi «Dieu»
La Liberté, la «Déesse»
Chacun de nous a un peu
La Bruni... comme «Princesse»!

sábado, julho 26, 2008

Lobo Antunes- Prémio Camões



L.A. - Meu caro Rouxinol, sem falsas modéstias, já há muito que merecia o prémio Camões. Tenho feito por isso, divulgando a língua portuguesa urbi et orbi. Sou porventura o melhor escritor português da actualidade, tenho que manifestar algum regozijo, por questão de carácter, mas não sou hipócrita. Mereci este galardão. Poucos como eu o mereceram. Talvez a seguir venha aí o Nobel. Já vi muito piores que eu serem galardoados...
R.de B. - Justíssimo, meu caro. Sem hipocrisias, nesta alcateia lusíada, há poucos a uivarem com tanta mestria, tanta frontalidade, tanto fulgor. Veio tarde, mas mais vale tarde que nunca! Estou a imaginar o riso amarelo dos «cus de judas» que embirram consigo por causa da sua frontalidade e do seu amor à causa das Letras. O comité Nobel deve andar distraído, talvez precise de uma task force como aquela que foi feita no tempo de Saramago (Soares confessou-o) e tanto resultado deu! O marketing é quem mais ordena!

L.A.- Quem sabe?!
R.B. - Este ano de 2008 o contemplado - João Ubaldo Ribeiro - é digno do prémio Camões?
L.A.- Muito embora houvesse outros dignos do galardão, acho que está bem entregue. Apetece-me dizer:«viva o povo Brasileiro!»
R. de B. - Outros eventualmente contempláveis?
L.A. - Ele há tantos que, seria ferir susceptibilidades estar a citar algum dentre a vasta gama de possíveis candidatos. Felizmente a crise é de abundância...

Novas ideias... novas mentes!...


In Kaferoceiro.blogspot.com


A língua portuguesa!...


A língua é passaporte inesgotável
Ultrapassa fronteiras, universos,
Paira qual atmosfera interminável
Capaz de unir os povos mais diversos.
Cimento que aglutina raças, povos,
Congrega corações; liga e entretece
As velhas tradições, anseios novos
E o sol-fraternidade tudo aquece.

Sempre à boleia!...

Eis aqui, mostrando toda a sua perícia de equilibrista, o rato populista montando a ingenuidade popular...

Nem tudo vale a pena... depende do comprimento da arena...

Hoje, lá no restaurante dos aficcionados, em vez de testículo de touro vai saír testículo de toureiro!...

Acordo ortográfico... transparência, precisa-se!

As línguas são roupagens dos sentimentos. Mas falar pode ser meio caminho para ocultar esses sentimentos, ou seja, pode ser um atentado à transparência total!...
A tentação da cegueira é o mal das ditaduras: nos regimes, nas modas, até nas línguas...
Tudo se pode comparar, a língua portuguesa é tão rica que tem adjectivos suficientemente elucidativos para catalogar tudo: sentimentos, momentos, intensidades, aromas, fisionomias, estados de alma; enfim, ela vale a pena, pois sua alma não é pequena!...

sexta-feira, julho 25, 2008

Questões de «talento»...

«Diz-me lá tu, Rouxinol, que é preciso fazer para mostrar que tenho talento? Será que tenho que seguir as pisadas do Dr Vale e Azevedo?! Esse sim, tem talento às carradas!...»

«Ai quem me dera ter o talento de tantas que fazem furor graças a um pouquinho de silicone injectado nos sítios certos!»

Um olhar diferente!...


«Vocês riem-se?! Se alguns políticos olhassem para trás e vissem a merda que fazem, o país estaria muito melhor!»

Parabéns!








«Obrigada pelo teu convite, que me sensibilizou bastante _ tu sabes ser simpático como poucos, não és como o Bush que nem me fez um telefonema!_ as rosas vermelhas estavam maravilhosas, mas não posso estar presente aí em Portugal. Acabo de ouvir, na CNN ,que uma praga de «legionella» alastrou para esses lados (o vírus está alojado no jacuzzi da Varzim-Lazer, salvo erro), pelo que o meu agente me proibiu a deslocação. Este vírus ainda é pior do que o outro de que me falaste: o vírus da corrupção!»




«Contudo, estou totalmente disponível para ir à praça de touros da Póvoa de Varzim, em pleno Agosto, tourear o tal «bicho» de que me falaste... Eu e uma amiga já andámos a treinar com afinco para aparecermos em grande forma, em pleno mês de Agosto, aí na praça de touros da Póvoa de Varzim, o «touro» que se cuide!»




«Hoje, dia 24 de Julho, faço anos e não vou treinar, mas não passo um dia sem que me exercite nessa nobre arte que estou certa vai entusiasmar todos os bons admiradores da arte da tauromaquia. Festa brava sim, com touro assim, nunca se viu! as toureiras esculturais e cheias de genica, então, vão mostrar quão belo é este espectáculo sem necessidade de fazer sangue a bichinhos tão adoráveis como são esses da lezíria ribatejana!»


«O mundo chorará de riso e de entusiasmo com o nosso número!!!»



«Aí te envio a foto da minha amiga e eu, em trajos desportivos, protinhas para dar «baile» ao Minotauro da Póvoa de Varzim!!! Ele que não pense em fugir para os subterrâneos da Av. Mouzinho de Albuquerque pois até aí o obrigaremos a dar à perna!...»




«Daqui , de Miami Beach, um beijão para todos os portugueses e para todos os amantes da arte de tourear... Ai como Ernest Hemingway se deliciaria a ver um espectáculo desta plasticidade e deste calibre tão empolgante! Ai como o nosso espectáculo inaugurará uma nova forma de tourear, sem sangue, sem malfeitorias a animais indefesos! As cow-girls da América são mesmo firmes e hirtas!»



um ósculo do tamanho do Atlântico
da
jennifer lopez















quinta-feira, julho 24, 2008

Passagem de testemunho...

«Hugo Chavez, meu filho!»
És o meu filho dilecto
Meu herdeiro universal
Flor no jardim do afecto
És aroma filial.
Divulga a minha mensagem
Faz também a difusão
De Cuba, da minha imagem
Da nossa Revolução.
Enfrenta o bushismo fero
Que semeia o sangue e a morte;
Ama o povo!, isso eu quero,
Traça-lhe um rumo e um norte!
Combate o imperialismo
Com vontade e com ardor
Mas... evita o caudilhismo
Não sejas... imperador!...
Não te cales, não te cales!
Por que tens toda a razão
Não te rales, não te rales
Porque... outros se calarão!...

Laissez chanter le vent!...





«Moi, un café Delta?! Pas mal...»

«Merci Rouxinol, le soleil, la lune, les fleurs, la mer, les enfants, les amants...

et café «delta»... sont PORTUGAL

Laissez chanter le vent

Laissez chanter le soleil

La lune aussi chantant

Merveille des merveilles!...

Salope non!, jamais!

Tu es femme fidèle

Très globale ... je sais,

Une enfant très femmele!

Laissez chanter le vent

Il siffle sur les eaux

Il touche les amants

Il agit les drapeaux!...

Salope non!, jamais!

Tu es l'arc-en-ciel!

Hirondelle tu es,

Très douce, très femmele!...

Laissez chanter le vent

Laissez parler les fleurs

Les étoiles du jardin

Aspirons... les odeurs!...

Salope non!, jamais!

Un café chaud, delta!

Un café fort, tu es

La femme-parfum, voilá!

Laissez chanter le vent

La pluie, les oiseaux,

Il faut naitre printemps

Tuer l'hiver, il faut!...

N.F.: Le Portugal et La France... L'honneur et la liberté... un mariage parfait!

terça-feira, julho 22, 2008

A Gala das Primeiras-Damas! Olympia de Paris!


«Eu, uma nova Amália Rodrigues? Não, não serei tão perfeita mas faço o melhor para deixar Portugal no topo!»



Carla Bruni deu o pontapé de saída. Dizia-se que o seu disco era o melhor que alguma primeira-dama havia feito. Era uma forma de a depreciar. Nenhuma primeira-dama havia cantado antes.

Mas Carla Bruni quis saber a verdade. Vai daí organizou uma gala para a Cruz Vermelha, em que as intervenientes eram as primeiras-damas!... Foi no Olympia de Paris!

Maria Cavaco Silva não se fez rogada. Representou lindamente o nosso país sem ter necessidade de recorrer a apologia da droga ou do cigarro. Subiu ao Podium sob uma chuva de aplausos! A terminar os «encore» repetiam-se interminavelmente! Foi o auge, nunca Portugal havia dado tão boa conta de si!

Rouxinol de Bernardim (autor da letra...) revela em primeira mão o brilharete da nossa primeira dama.

À saída do Olympia dizia-se em surdina: «É a nova Amália Rodrigues!!!»






Meu homem és o meu sonho
És a meta, és o golo,
És um licor de medronho
És cereja no meu bolo!



Foste atleta de eleição
Na bancada te aplaudi
À meta do coração
Foste o primeiro!... eu o senti!...



Oh! minha amora agridoce
Fruto da «Silva» campestre
Comer-te... é como se fosse
Ganhar... corrida pedestre!...



Na caminhada da vida
Sou teu doping preferido
Amante sempre rendida
Ao teu encanto... querido!


No campo, na praia, eu sei
Que tu és .... o «especial»
Fruto dilecto, direi,
Com sabor a... PORTUGAL!!!


Nota: Cai o pano e abandeira portuguesa cobre a artista sob uma chuva de aplausos!!!

segunda-feira, julho 21, 2008

A queda do cristianismo!



«Tem cuidado, Rouxinol, o padre Francisco Costa não foi um paradigma moral por excelência.Há que pôr travão a certas generalizações. A hipertrofia da igreja muçulmana, usando métodos bárbaros (a morte para quem ousar abandoná-la) e graças a uma taxa de natalidade altíssima é algo a ponderar, sobretudo na tal magna-carta que supervisionará a união europeia. Há que salvaguardar as raízes cristãs dos europeus. Senão, os frutos serão pouco abonatórios. Penso eu de que...»









Em recente Congresso de Sábios foi constatada a previsível queda (em número de crentes) da Igreja Católica e a subida em espiral da igreja muçulmana, devido a questões de natalidade.

É óbvio que já não temos entre nós o famoso padre Francisco Costa, de Trancoso, que passou à história com o cognome de o Povoador, progenitor de 299 filhos, um procriador nato que ajudou Deus na Sua árdua tarefa de lançar almas para o planeta...

Ora a Europa caminha a passos largos para uma colonização muçulmana em larga escala. Agora não é com a cimitarra, nem com canhões, apenas com o instinto procriador! Depois virão os votos e as vitórias eleitorais. Seguir-se-ão as conquistas de autarquias, de governos, de nações!

O futuro está aí à porta com mais celeridade do que se imagina! Dentro de poucos anos a nossa autarquia poderá ser liderada por um seguidor de Alá, o nosso governo poderá ter uma ministra com burka ou véu islâmico a mostrar ao mundo a força dos seguidores de Maomé!

O presidente Cavaco Silva, nas suas bem elaboradas arengas à nação tem falado no pessimismo, essa erva-daninha causadora de todos os males! A baixa taxa de natalidade é uma dessas ervas! há que ter cuidado pois o futuro está aí ao virar da esquina!

Nesse Congresso de Sábios (onde Rouxinol de Bernardim foi uma das presenças lusitanas...) falou-se na Revolução Demográfica que já está em marcha. Há que adoptar posturas defensivas com urgência!

Era bom que órgãos como o Conselho de Estado (e a Comunidade de Santo Egídio) se reunissem e atentassem nesta nova realidade! O Tratado de Lisboa nada fala sobre esta probabilidade, não trata deste assunto-mor da Revolução Demográfica e é pena, pois é o assunto mais marcante na Europa e no mundo nos tempos vindouros!

Enfim, a união europeia tem que abrir os olhos e pensar em estratégias de combate a este flagelo. A colonização por uma outra cultura com princípios e filosofias tão pouco conformes à nossa filosofia libertária e à nossa idiossincrasia ecuménica, é um perigo real!

Rememorar o saudoso padre Francisco Costa e o que ele simboliza na hora presente é um imperativo nacional, uma opção de cidadania a ter em conta. Estão em causa os valores da chamada civilização ocidental (por mais heterogéneos que sejam esses valores...), está em causa a sacrossanta liberdade de expressão, está em causa o Estado laico, está em xeque a nossa matriz sociocultural!

Doutor Durão Barroso, se ainda não foi capaz de interiorizar esta problemática, então só tem um caminho a seguir: demita-se!