rouxinol de Bernardim

Um blogue plurifacetado procurando abordar questões de interesse sob perspectivas diversificadas. A independência sim, mas sempre subordinada a parâmetros de bom senso, de optimismo e de realismo. O mundo e a sociedade sob o olhar atento e desassombrado de um cineasta do quotidiano, um iconoclasta moderno, sem peias, sem tabus, sem preconceitos.

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Penso, sonho, trabalho, amo... logo, existo!

terça-feira, março 02, 2010

Como se ganham eleições...




















__O Brasil está na vanguarda em tudo! Vocês têm Figo, «el pesetero»! Nós temos os «sanguessugas», os «mensalões» e ainda há um tal de Collor de Mello, o tal que se intitulava o «caça-marajás» mas que afinal se constatou ser o maior de todos!!! Tiro-lhe, humildemente o meu chapéu, aquele garotão ainda era mais sofisticado que eu! Ele e o P.C. Farias, que dupla, meu Deus...

Enfim, como dizem lá no escrete, Portugal não passa de um Brasil-B!!!



Os factos vindos a lume recentemente manifestam aos olhos de todos o modus faciendi pouco ortodoxo para a vitória eleitoral.
Observa-se o desejo de ter ao lado pessoas importantes, mediáticas, capazes de captarem eleitores. Se preciso for usam-se bens públicos, de todos nós, para as seduzir, aliciar, «capturar»...

O recente caso do Tagus Park em que se vislumbra uma situação pouco ética: o objectivo é captar o apoio de uma figura pública, depois dá-se-lhe (ainda que de forma diferida: uma Fundação da qual o beneficiário é tutor...) um óbulo a título de possível compensação para o «custo» da operação.

Ainda temos bem presente o caudal de insultos lançados ao prestigiado internacional Luís Figo quando trocou o Barcelona pelo Real Madrid: o de «pesetero»...

No final o zé povinho é que vai pagar a factura. Estas cenas repetem-se de forma tão caricata que dão, da própria democracia uma imagem caricata.

Há até quem diga que vivemos uma caricatura democrática...

2 Comments:

Blogger RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO said...

*Amor, que o gesto humano na alma escreve

Luís Vaz de Camões

Amor, que o gesto humano na alma escreve,
Vivas faíscas me mostrou um dia,
Donde um puro cristal se derretia
Por entre vivas rosas e alva neve.

A vista, que em si mesma não se atreve,
Por se certificar do que ali via,
Foi convertida em fonte, que fazia
A dor ao sofrimento doce e leve.

Jura Amor que brandura de vontade
Causa o primeiro efeito; o pensamento
Endoudece, se cuida que é verdade.

Olhai como Amor gera, num momento
De lágrimas de honesta piedade,
Lágrimas de imortal contentamento.*

Muito obrigada, amore!
Adorei a sua crítica mordaz.
Aquele abraço
Renata

4:37 AM  
Blogger rouxinol de Bernardim said...

Cara Renata:

Camões é de per si a alma da alma lusitana.

Ainda bem que também partilha esta paixão pelo Épico que orgulha a lusofonia (no seu tempo ainda não havia mas ele esteve na sua génese...).

Aquele abraço.

rouxinol de Bernardim

7:03 AM  

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