sexta-feira, março 12, 2010

Greves e «boys»...

«As greves são coisa do século passado...»
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A greve é uma arma dos trabalhadores. Só deve ser usada em último recurso. Mas é um direito indeclinável. Pelo menos na vigencia da actual constituição.
Vir agora, alguém, dizer que a greve é coisa do passado, numa tentativa intimidatória, num braço de ferro ridículo e pouco consentâneo com o contexto democrático em curso, é caso para meditar.
Fernando Pinto é um provocador. Gosta de usar a comunicação social para exibir «capacidades, «talentos», «fanfarronadas»...
Como cidadão, como português ciente dos meus direitros sei que a greve ainda não foi abolida. A greve é um último recurso. Não se deve abusar dela. Mas ninguém tem o direito de afirmar que ela já deixou de existir!

8 comentários:

Anônimo disse...

As vezes a greve é necessária ao menos para expressar as necessidades.Em alguns casos ñ funcionam o q é lamentável.O conformimos ainda é a solução.
Um beijo.

donatien alphonse françois disse...

Do século passado é tamanho mentecapto auferir uma injusta maquia!

Rui da Bica disse...

Vejamos a coisa por outro lado. Eu concordo na generalidade com o post e com os comentários já feitos, nomeadamente “direito à greve”.
Há, no entanto um pormenor que deve ser considerado. Os pilotos da TAP e mesmo o restante pessoal de voo, têm regalias e privilégios absolutamente escandalosos, que não têm nada a ver com o resto da classe trabalhadora da empresa, em terra.
Qualquer trabalhador de voo, de empresas concorrentes, está muito longe de auferir essas regalias e ordenados. É escandalosa a diferença.
Eu creio que era a este tipo de trabalhadores que o Fernando Pinto queria chegar.
Se a TAP, com altíssimos prejuízos, viesse a ser comprada pela concorrência, como tem acontecido por esse mundo fora, adeus regalias e privilégios absurdos, deste grupo de trabalhadores.
Por isso, diz ele, “deveriam ser mais responsáveis”.

( Nota : Isto e muito mais, foi-me dito por um familiar, Piloto numa empresa concorrente.)

rouxinol de Bernardim disse...

Pérola:

Sei que na generalidade as greves serão sempre o ultimo recurso. E nem sempre são questões salriais...

rouxinol de Bernardim disse...

Rui da Bica:

Eu não falo nos salários. Sei que os pilotos têm uma formação cara (já fui piloto), uma constante actualização também dispendiosa e suportam desgaste fora do comum.

Sei também que tem havido tentativas de achincalhamento (perseguição/humilhação) por parte deste senhor com intuitos provocatórios.

Poderia ter outra postura (mais dialogante, menos crispada...) e conseguir melhores resultados.

A flexibilidade e o respeito mútuos
são preferíveis (penso eu) ao «quero, posso e mando... dê por onde der, roa a corda por onde roer...»).

Isto não é luta de classes é gestão de recursos humanos.

Se houver greve na altura da Páscoa (oxalá as partes tenham o bom senso de não chegar a esse ponto) o País e a empresa serão mais afectados que os pilotos ou o administrador em causa. Disso não tenho dúvidas.
Esta situação tem causas remotas iniludíveis.

Rui da Bica disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Rui da Bica disse...

O meu comentário ia nesta base:

http://economia.publico.pt/Noticia/ryanair-critica-greve-dos-pilotos-da-tap_1426676

Porque será que os Pilotos da Ryanair, que trabalham muito mais horas, sem regalias, com os mesmos custos de formação e actualização, com muito menos possibilidades de transigências e de exigências, não fazem greves ?
Por acaso, eu sei bem como se trabalha na Ryanair.
Será a Irlanda menos democrática ?
Será que os Pilotos da TAP farão assim tanta falta ?...
Sempre ouvi dizer: "Tem cuidado ao faltares ao trabalho. Pode ser que cheguem à conclusão que não fazes falta !"
Sinceramente, neste caso, não dou razão aos Pilotos da TAP, até por que lhes foi oferecido muito mais do que seria "permitido" pelo governo, o que iria aumentar ainda mais o fosso das regalias.
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Táxi Pluvioso disse...

Já nem sei se as hospedeiras são coisa boa, como antigamente. O melhor é falir, temos a Ryanair, é como se fosse nossa.