quinta-feira, janeiro 08, 2009

Não utilizador-pagador! Subversão de princípios!...

Em tempos não muito remotos deu entrada em tribunal uma acção que resultou de uma declaração de um cidadão que entendia haver uma «manipulação idiota do princípio do utilizador-pagador» por parte de um abalizado presidente de câmara. Este entende que as portagens são compensações para dar vazão ao sagrado princípio do «utilizador-pagador».

Também concordo com o princípio, muito embora admita que possa haver algumas excepções. Sobretudo em áreas onde o escoamento do tráfego é muito difícil (como é o caso de Vila do Conde e Póvoa de Varzim).

Agora, o princípio do «não utilizador pagador», aparentemente idiota, tem seguidores.

Conta hoje o JN o caso que abalou a Austrália.

Uma mulher ciumenta, sentindo-se ofendida pelo facto de o marido lhe ser infiel, ou melhor dizendo, não usar o instrumento viril no destinatário correcto (a legítima esposa), mas pelo contrário, andar a meter a foice (leia-se pénis...) em seara alheia, optou por uma solução radical: incendiou-lhe o apêndice viril!

O certo é que passados três dias o marido morreu vítima de queimaduras graves. Ela ainda alegou que o fizera em estado sonâmbulo mas as hipóteses de defesa são nulas.

Enfim, o princípio do «não utilizador pagador» a entrar na liça. Se a moda péga, cá em Portugal poderá haver graves convulsões de índole sexual, onde o ciúme pode degenerar em piromania assassina enchendo os hospitais e as morgues de vítimas inocentes desta interpretação tão extremada (quiçá fundamentalista e exclusivista...) do princípio do «não utilizador pagador»...

quarta-feira, janeiro 07, 2009

Manuel Alegre abriu os olhos...

Um artigo de um destacado dirigente do Bloco de Esquerda verberando certa «ingenuidade» de Manuel Alegre foi o suficiente para este começar a perceber o logro onde caíra.

Isto de se estar com um pé dentro de um partido (PS) e namoriscar com outros, por muito que o conceito de liberdade o permita, não, deixa de soar a «adultério ideológico»...no mínimo!

Alegre, sentiu que estava a ser instrumentalizado, sentiu que o seu perfil abrangente e tolerante, a sua mundividência cultural é demasiado ampla para a estreiteza (alegadamente considerada «pureza»... pelos bloquistas) ideológica de quem o quer arregimentar. Ser «colonizado» por quem não tem perfil cultural para isso, é demasiado para o Poeta. Creio bem que o «namoro» está por um fio e ao não passar pelo petulante «crivo» da «censura» bloquista, Manuel Alegre ficará aliviado por não ter consumado o divórcio...

Manuel Alegre que não é ingénuo nem tolo, sabe que pode criticar e ser livre dentro do PS, mesmo verberando os líderes, frontal e corajosamente, quando deles discordar, como se tem visto com frequência, mas, se entrasse para uma aventura de contornos estilo albergue espanhol, estaria espartilhado, seria trucidado por alguns zelotas da pureza ideológica, sempre afoitos na purga... e no purgante! Seria para ele um purgatório infernizante!

É que o Bloco de Esquerda, entidade que respeito e até admiro certa argúcia intelectual de Louçã, cultiva muito o espírito de seita (disse-o Jerónimo de Sousa e... tenho que o reconhecer... com carradas de razão!), não sendo porventura o local mais adequado para pontificar um homem tolerante e culto como é Manuel Alegre. Naquele conglomerado ideológico (onde avulta um certo «sincretismo primitivo» eivado de pretensão a pureza ideológica!) Manuel Alegre seria afunilado, espartilhado, colocado entre baias...

Este artigo pode ter sido a «vacina» para Manuel Alegre. Agora, depois de «vacinado» ficará imune a «pandemias» de contornos pouco credíveis e onde as megalomanias se esfumam na frieza nua e crua da realidade.

terça-feira, janeiro 06, 2009

O capital é quem mais ordena!

A crise?! A culpa é da falta de competitividade... não podemos continuar a gastar mais do que produzimos!...O país assim afunda-se!!!...


O neoliberalismo tem cultores e sacerdotes de todos os matizes. Dizer que o país não produz, olvidando que o caudal de desempregados é enorme, foram adoptadas políticas conducentes à redução da produção (quotas leiteiras, quotas piscatórias, abate de frota pesqueira, incentivos ao pousio...), despedimentos selvagens, é simplesmente lamentável.
Quantas vezes uma empresa (e não os trabalhadores...) é pouco competitiva porque os «patrões» (não empresários...) sacaram até ao tutano, descapitalizaram, cometeram evasões em larga escala e não investiram como deveriam, tornando-a obsoleta e incapaz de inovação? Quantas vezes da empresa «saem» piscinas, jipes de alta cilindrada, iates, casa de praia, viagens e uma série infindável de mordomias, que não contribuem em nada para o progresso da economia, apenas são símbolos de ostentação dos que estão à frente dos destinos dessas empresas. Depois dizem: não «produzimos»!... como se a falta de produção fosse imputável aos trabalhadores, ao povo em geral!...Aos «outros», que não a «eles»...Eles é que não fomentam a produção, apenas o fútil despesismo!
Quem descapitaliza e desvia só para saciar os seus apetites e as suas noitadas, as suas perfomances nas slot-machines ou nas discotecas, e depois atribui a fragilidade da empresa aos trabalhadores é um cretino da pior espécie! quantos, vemos por aí ostentando sinais exteriores de riqueza iniludíveis à custa de salários em atraso, de desvios, de engenharias financeiras visando o saque puro e duro! E tantos deles passando por gente de bem, gente de teres...e haveres...
Quando o PR e outros economistas neoliberais acusam o «País» de não produzir, esquecem o «sistema» que está na génese dessa improdutividade: salários faraónicos para alguns gestores, reformas avultadas para indivíduos sem escrúpulos que depois vão trabalhar para a concorrência quando segundo os relatórios médicos estariam incapazes para o serviço, isto é um roubo ao erário público, uma traição à democracia, um atentado à equidade e à justiça social!
O Dr José Luís Saldanha Sanches ainda há dias verberava e apontava o dedo a alguns gestores da CGD, reformados por «invalidez» e a saciarem a sua gula pelo vil metal, noutro banco! Não seria da mais elementar prudência submeter esses indivíduos a uma nova Junta Médica? Será que houve corrupção na concessão de tais reformas? A mulher de César deve ao menos parecer séria... e ,neste caso, não parece!
Um antigo gestor de topo do Millenium também reformado por doença de foro «neurológico» anda por aí a facturar em mil e uma actividades, mostrando à saciadade que está são que nem um pero, se comparado com aquelas professoras cancerosas a quem foi recusada a reforma, quando estavam em condições miseráveis para exercerem dignamente o cargo!
Era isto que deveria dizer o PR nos seus discursos à nação, mas passa ao lado, usa linguagem banal e sem objectividade, esquece que a Nação é uma estratificação de classes sociais, um conglomerado de gentes, uns honestos e trabalhadores, outros peritos na trapaça e na artimanha, uns dando o corpo ao manifesto, cumprindo horários, outros saltitando aqui e ali, dando palpites em tudo quanto é sítio, mas nada fazendo de concreto, apenas surfando neste mar de prosperidade que o neoliberalismo propicia aos seus «sacerdotes», aos filhos de um deus maior, seja ele «Opus Dei» ou outra coisa qualquer!
O Dr Marinho Pinto, bastonário da Ordem dos Advogados apontou alguns negócios escandalosos que toda a gente conhecia (de Coimbra e não só...) mas que ninguém investigava. Foi preciso ser o bastonário, com a visibilidade que lhe dá o cargo, para fazer mexer os cordelinhos... caso contrário tudo ficaria em «águas de bacalhau»... enfim, «águas de bacalhau» é o retrato fiel deste país sempre adiado e devorado por piranhas e sanguessugas com pendor vampiresco.
Ai Zeca Afonso, Zeca Afonso, como a tua canção continua actual, nem imaginas!!!

«O valor ético do capitalismo»!...



















O Dr João César das Neves, conceituado economista, faz uma curiosa análise do capitalismo, citando Álvaro Cunhal de uma forma subtil. No seu artigo no DN, muito embora reconheça os vícios do capitalismo e da democracia (não são arquétipos perfeitos...) têm virtualidades inegáveis.


Quando os heréticos (descrentes no capitalismo) são cada vez mais, há «apóstolos» que se perfilam venerando-o como se fosse um boi Ápis. Enfim, há economistas que são... «vacas sagradas»... e têm sempre na algibeira o ouro, o incenso e a mirra para venerar o seu «deus-menino-capital»...
Este capitalismo selvagem com vestes doiradas de um neoliberlismo ganancioso (com roupagens bem elucidativas...) tem cultores em toda a linha!...
Quando virá um humanismo autêntico, capaz de regenerar este vale de lágrimas em que a grande maioria vai peregrinando?!
Não, não será o «profeta» Dr João César das Neves o precursor... o «João Baptista»...

Enfim, vale a pena mergulhar na sua saborosa crónica em tempos de meditação profunda.

segunda-feira, janeiro 05, 2009

A guerra e... os «pretogueses»...

A invasão da Faixa de Gaza pelos israelitas deixa-nos perplexos. Como é possível haver tanto destrambelhamento a nível de lideranças políticas! ?A comunidade internacional já de há muito que deveria ter colocado o Hamas no local que merece: o caixote do lixo da História... Invadiram a Faixa de Gaza e criaram todas as condições para isto! As guerras podem ser evitadas, mas, ao observarmos o comportamento selvagem e continuado de lançamentos de rockets para território israelita, só por mesquinhez, por cobardia, por alienação política, que esperar? A actual ONU, com a sua configuração, está atada de pés e mãos. É urgente criar um organismo verdadeiramente eficaz, interventivo, onde não haja deireitos de veto, onde todos possam ser punidos sejam grandes ou pequenos! Até lá, continuará esta pouca-vergonha: morticínios sem conta, vítimas inocentes de uma insensatez a roçar o limiar da loucura!...


Ocorre-me recordar aqui um episódio dantesco ocorrido em Moçambique em Dezembro de 1972
que prova o grau de crueldade e de loucura de que é capaz a espécie humana. Na guerra, as vítima inocentes são o pão nosso de cada dia, mas em Wiriyamu, nós, portugueses, excedemos tudo!...


A ordem foi dada e era inflexível: «era preciso limpar toda a zona, não podia ficar ninguém para contar o que aconteceu!»

Era uma aldeia onde se dizia que a Frelimo obtinha protecção. Wiriyamu de seu nome. A 6ª companhia de comandos, sob as ordens de Antonino Melo, lá foi, disposta a executar a tenebrosa ordem. Era preciso proteger Cabora Bassa, a barragem que personificava o poder colonial. Em Tete, na base, é feito um briefing onde são dadas as instruções para o massacre.

É a «operação Marosca», como ficará conhecida esta vergonhosa saga da guerra colonial, que manchará a nossa honra e nos equiparará aos americanos com o seu não menos maquiavelico MY LAI!

Como não havia munições para matar toda a gente são metidos em palhotas e lançadas granadas para maior eficácia da mortandade! Alguns entretêm-se a fazer filas de gente e com uma só bala disputam o record de mais mortes com uma só bala!...Crianças são atiradas ao ar e baleadas na queda, perante os gritos desesperados das mães! uma, grávida, depois de lhe ser perguntado qual o sexo da criança e ter respondido negativamente, é-lhe feita uma sangrenta abertura do útero, com faca, a sangue frio e ... depois disto, mostrada a criança arrancada das entranhas... à mãe moribumda!...Depois foi queimada, ainda semi-viva! (Isto consta do livro escrito pelo padre Hastings!...).
A barbárie, a bestialidade, a loucura elevada ao máximo expoente!
Uma menina de nove meses, nos braços da mãe (Vaina) é morta a pontapé. As cabeças dos cadáveres são usadas para servirem de bolas de futebol e pontapeadas por soldados completamnete fora de si! Um dos sobreviventes, de nome Baera, conta que uma sobrinha ainda menina , foi levada por soldados e foi violada por cinco, de seguida.

Em Lisboa, Marcelo Caetano nega tudo! tudo invenções, tudo mentiras de quem quer denegrir a imagem de Portugal, tudo patranhas de um padre estrangeiro que não gosta de Portugal!...

Enfim, as mentiras do poder, para encobrir tal vergonha, o sistemático ocultar da verdade, como ainda hoje se vê por tanto lado, só para defender quem está no poleiro, só para proteger quem é de facto o responsável em última instância por toda esta carnificina!...

Israel entrou numa investida cujo fim se desconhece! O ter legitimidade não é tudo! Mas, de facto, tem-na, pois os ataques continuados, as provocações sistemáticas sem indícios de terminarem, foram cometidas, sem dúvidas. Mas o fim como será?!

Até lá, centenas de vítimas inocentes (de ambos os lados) perecerão ou ficarão mutiladas para sempre... Assim, a humanidade não dá sinais de progresso. As religiões (e não só) e os fanatismos de toda a ordem podem estra na génese de toda esta imbecilidade; exigem que a ONU seja reformulada, exigem que a humanidade se defenda de bárbaros de todos os matizes que não respeitam normas internacionais e se divertem matando e levando inocentes ao supremo sacrifício!...
Basta de insensatez! A ONU tem que ser reformulada com urgência. É isso que faz falta para se caminhar para um novo paradigma neste universo carregado de totalitarismos e de bestialidades.

domingo, janeiro 04, 2009

DICOTOMIA REDUTORA...

Ó Henrique, ainda falta uma: os maledicentes! O país está cheio de cubanos, invejosos do que se passa na Madeira, sempre a dizer mal da minha forma de fazer política, tão elevada, tão cheia de transparência e sem aquelas promiscuidades que caratacterizam os corruptos e ambiciosos do Cont'nente!
Este país tem duas categorias de pessoas: os ambiciosos e os invejosos!

Henrique Granadeiro dixit!

Este país tem figuras que com suas boutades na comunicação social têm a pretensão de tudo catalogarem com a sua pseudo-eloquência. Por vezes, motiva-os o branqueamento de situações muito próximas do limiar da corrupção, o aligeirar de cargas pejorativas sobre a forma como conduzem as coisas nos lugares onde exercem ou exerceram funções.

Henrique Granadeiro, ex-seminarista, ex-governante no tempo da outra senhora, passou-se de armas e bagagens para esta senhora e esteve sempre na crista da onda. Encostado a figuras com alta influência na esfera política, e com mérito intelectual também, reconheça-se, lá foi por aí fora alçapremado ao topo, usufruindo de todas as mordomias inerentes ao seu estatuto.

Vir a público, fazer uma afirmação destas, cheira a proteccionismos a alguém em maus lençóis.

Quando vemos altas corrupções na banca e em certos segmentos da administração, justamente chicoteados por certa comunicação social atenta e não promíscua, a quem se dirigirá o remoque de «invejosos»?

Às vezes vemos alguns presidentes de câmara usarem tal epíteto para achincalharem adversários, dizendo que só querem protaganismo, que têm ciúmes do seu êxito, fica-se a pensar nesta estratégia já tão gasta mas ainda colhendo dividendos em certa arraia miúda sem capacidade de discernimento para aferir o real significado desse linguajar.

Quando as fiscalizações e as supervisões falham redondamente, perguntar-se-á: será que têm medo de serem considerados invejosos?

Quem fiscaliza e detecta casos graves pode ocultá-los ou fazer vista grossa, por medo de retaliações dos visados, ou por aliciamentos diversos. Há quem use certos conhecimentos para chantagear e não cumprindo o seu dever de denúncia, use os conhecimentos obtidos para caçar mordomias e obter dividendos. Há tantos casos por aí: na banca, nas seguradoras, nas finanças, nas autarquias...

Tanta gente que subiu na vida por ter protegido algum corrupto em lugar influente! Tantas mordomias «douradas» se obtêm por calar, silenciar, encobrir, a omertá está viva e cheia de saúde neste Portugal cheio de padrinhos e afilhados!...



Perder a fé... já na velhice...

Anselmo Borges, distinto professor universitário, comenta hoje no DN, sob a epígrafe «Providência e economicídio», a relatividade da fé, no tocante aos diversos patamares da cultura e ao espírito teocrático e afins. Allan Greenspan o todopoderoso homem forte da Reseva Federal, diz que perdeu a fé no mecado...

Nós por cá temos os nossos mercadólatras ainda muito crentes e muito pouco virados para mudar de crença. Será que depois desta derrocada a nível económico-financeiro não vão mudar?
Jardim, esse, está sempre à frente de tudo e de todos: ele afiança que nunca foi um liberal...

Será que é o protótipo do libertino da democracia?!

sábado, janeiro 03, 2009

Israel versus Hamas...

Na martirizada Faixa de Gaza o jogo do gato e do rato em permanente exibição. O rato é sempre o causador da quebra de tréguas. O gato exorbita na sua missão de legítima defesa. Será que o rato ainda não viu que só terá paz se deixar também o gato em paz?
Infelizmente quem sobre são aqueles de quem a guerra faz gato-sapato... as vítimas inocentes: crianças, mulheres e homens em idade avançada...

Portugueses!...

Portugueses!

No dealbar deste ano de 2009 quero dirigir-me a vós com verdade, com rigor, sem artificialismos demagógicos. Este ano vai ser difícil, a crise galopa infrene acentuando os desníveis sociais, agravando o défice, pauperizando cada vez mais a grande maioria e infernizando a vida dos desempregados, dos marginalizados. Há que ter maior coesão, mais disponibilidade para atender aos que são lançados borda fora sem uma âncora de esperança no seu olhar.
Há que lançar bóias e congregar esforços no sentido de auxiliar os que perderam lugar no barco da dignidade, os que estão abaixo do limiar da pobreza, os que foram vitimizados pelo tsunami económico e pelo tufão financeiro.
Mas antes de perguntarmos ao país o que pode fazer por nós, interroguemo-nos, a nós próprios, sobre o que poderemos fazer por ele também. Uma avalancha de laxismo e de impunidade grassa a vários níveis. Falemos dos desfavorecidos sim, mas falemos também dos favorecidos!
Desses que à custa de malabarismos de uma engenharia financeira mais digna de Satã, têm afundado a nossa economia, têm dado cabo da credibilidade das instituições, têm sugado o erário público até ao tutano! Falemos desses, que fruto de uma supervisão medíocre, de uma fiscalização adormecida ou aliciada, têm enriquecido fabulosamente à custa do esforço colectivo, têm depauperado as instituições e desviado para fora do país autênticas pilhagens. Sim, são eles os piratas que dão cabo da nossa estrutura financeira, em vez de dinamizarem a economia, parasitam-na, vivem à custa dela. São os vermes que vivem à custa do hospedeiro-Estado. E, pior ainda, o Estado protege-os quando em crise...
Depois, «investem» nas campanhas eleitorais para as autarquias, para os governos regionais, para conseguirem colocar em postos chave os seus capitães da areia, os seus pontas de lança, as suas gazuas... na esperança (tantas vezes concretizada, diga-se sem eufemismos...) de obterem empreitadas sem concurso público, fornecimentos de favor, mordomias de toda a ordem, prebendas e sinecuras sociais, comendas com sabor a «pagamentos de facturas»...

Portugueses!

É tempo de abrir os olhos. É hora de escolher um presidente da República que não venha com banalidades tentando tapar o sol da corrupção com a peneira da falta de competitividade ou da falta de empenhamento dos trabalhadores. É tempo de dizer que o sistema já deu o que tinha a dar. É preciso criar um novo paradigma: baseado na transparência, na frontalidade, na lisura de processos. O governo tem que deixar de favorecer os lóbis amigos que abocanham grandes obras só porque têm na administração o senhor X, antigo ministro, ou ex-dirigente partidário. Há que agir com isenção e transparência totais.

Portugueses!

O pecado original do sistema começa logo no processo eleitoral: gastos loucos em propaganda, talvez suportados por dinheiros sujos de candidatos a prebendas futuras, talvez alicerçados em promessas espúrias, em cumplicidades contra-natura em termos de democracia autêntica!

Vede, Portugueses!

A qualidade da democracia é paupérrima, o défice democrático é a génese dos outros défices: o moral, o institucional, o politico, o económico, o cultural.

É tempo de mudança! É tempo de lançar borda fora os corruptos e os vendedores de ilusões que têm abocanhado cargos, não pela sua honestidade, não pela sua força de carácter, não pela verdade autêntica, mas, a contrario, pela mentira sistemática, pelo compulsivo ocultar da realidade, pela opacidade doentia, pelo aliciamento de poderes que deveriam ser imparciais e isentos e amiudadas vezes o não são. Esses poderes que todos conhecem, que deveriam ser os alicerces da democracia deixam-se «capturar» pelos detentores do poder económico, pelos agentes do poder político, numa promiscuidade sem limites, num atoleiro de venalidades sem conta. O país precisa de mudar de rumo. Assim, gastando mais do que produz, sendo quase sempre os mesmos os gastadores, não vai a porto seguro. Que 2009 nos traga a transparência, o castigo dos corruptos, o restaurar da dignidade, o reerguer do orgulho nacional. Que os benefícios eventualmente advenientes dessa nova postura sejam distribuídos equitativamente pelos que mais têm sofrido, pelas vítimas do actual status quo.

Nota: Este era o discurso que eu gostaria de ouvir a um PR autêntico, a um provedor de todos os portugueses, a um garante da justiça social, a um paladino da transparência democrática. Mas, ele não existe. Há que criar um novo paradigma presidencial. Os discursos insuflados de banalidades e de superficialidades, não indo ao âmago dos problemas, não atacando a génese da doença que nos vai minando a todos, são dispiciendos.

Nota final: é preciso ter um pouco de espírito de humor para saber ler também nas entrelinhas... que dizem mais que as próprias linhas...

sexta-feira, janeiro 02, 2009

Entrevista com o salário mínimo!

Eis o Salário Mínimo nacional prestes a enfrentar o Salário Máximo nipónico!...

Fui entrevistá-lo pois andava nas bocas do mundo. Uns defendiam-no, outros, pelo contrário, atacavam-no. Neste blogue há direito de resposta. Fui visitá-lo.

R.B.- Meu caro Salário Mínimo, que tem a dizer sobre o ano de 2009?

S.M. - Antes do mais os meus parabéns. És a primeira pessoa neste país a lembrar-se de me entrevistar... sou tão insignificante..
R.B.- Sabes SM eu acho que devemos dar a voz aos mais fracos, eles merecem respeito...

S.M- Sou SM mas não sou fraco, abaixo de mim há milhões...
R.B. - O que desejas para 2009!
SM- Olha rouxinol só espero que aquela que disse que eu «roçava a irresponsabilidade» veja a bota do Zé Povinho a «roçar-lhe o traseiro»... ela não merece chegar ao acto eleitoral pois anda a «roçar» a pobreza de espírito...

«O povo está com o M.L.A.»

Os alunos virão para as ruas em massa condenando a actual avaliação: «discriminatória», «penalizante», «sancionatória», enfim, «capitalista»!...
A ministra será enforcada na praça pública, após um julgamento popular. «Inimiga do povo», «avaliadora compulsiva», «com a obsessão pelo rigor»... serão alguns dos anátemas gritados pelos revoltosos...
Esta professora algemada ao volante de um carro e despojada de vestes... para uma «melhor avaliação», segundo reza um cartaz colocado na parte traseira do carro...


O ano de 2009 será caracterizado pela revolta estudantil. Na sequência das manifestações feitas pelos professores exigindo critérios de avaliação justos e idóneos, os alunos, na esteira dos seus mestres, argumentado «igualdade de oportunidades», vão reivindicar um sistema de avaliação «não punitivo», destinado apenas a «efeitos pedagógicos» , procurando aferir algumas carências de formação e lacunas cognitivas. Mas sem carácter «sancionatório» com o actual sistema «repressivo, capitalista e tremendamente injusto» mostra à saciedade!... Poderá ler-se nalguns comunicados...
Irão para a rua e gritarão palavras de ordem bem revolucionárias: «O povo está com o M.L.A. (sigla que significa Movimento de Libertação dos Alunos)», «Alunos Unidos Jamais Serão Vencidos!», «Avaliar não, pois cria discriminação!»...
Assim, as ruas encher-se-ão de alunos munidos de pistolas de plástico, de forquilhas e catanas, dispostos a tudo para a redenção do ensino. Os professores serão insultados e considerados lacaios do capitalismo opressor, instrumentos de diabolização, serão corridos a ovos podres, como vai começar a ser prática corrente... serão acusados de propagar o «vírus da contestação», logo responsáveis pela pandemia reinante...
Enfim, instalar-se-á o tão almejado caos... o supremo desiderato destas hostes libertárias que lançarão o país na senda da «Revolução do Futuro»... então, atingido este patamar, vibrarão de contentamento e glorificarão a Revolução Rasca que libertará o país da psicose avaliadora, do império da exigência e da disciplina. Enfim, o Estado vergar-se-á aos desígnios dos libertadores e a anarquia será implantada em Portugal, como sempre fora o desígnio de tão entusiastas condutores de multidões alucinadas...

quarta-feira, dezembro 31, 2008

Falta de lealdade?!


A questão do estatuto dos Açores vem trazer mais achas para uma fogueira que ganha contornos pouco aliciantes. De facto, Cavaco Silva sente-se vítima de falta de solidariedade institucional, de quebra de lealdade, de afronta mesmo. Diz que lhe retiraram poderes. Queixa-se de que poderá haver quebras no regular funcionamento das instituições e até atentado grave ao equilíbrio de poderes.
Diz isto em altos brados, usando a comunicação social para vergastar «os partidos», esses monstros geradores de instabilidade institucional! Sim, «os partidos»...
De facto, há quebra nos seus poderes em detrimento de um certo reforço da autonomia. Mas em democracia há que respeitar os domínios específicos de cada órgão. A AR é um órgão autónomo, fiscalizador do governo e o órgão legislativo por excelência. Não pode ser considerado uma caixa de ressonância do dito governo, muito embora possa comportar-se como tal.
O que é de lamentar no comportamento do Senhor Presidente da República é o uso de dois pesos e duas medidas.
Assim, queria perguntar-lhe: onde é que estava quando o presidente do governo regional da Madeira se pavoneava a fazer inaugurações em catadupa em plena campanha eleitoral? Onde é que estava este presidente da República quando a assembleia Regional da Madeira foi gravemente insultada («bando de loucos») pelo presidente do governo indígena? Onde é que estava o senhor Presidente da República quando um deputado eleito pelo povo madeirense (José Manuel Ribeiro) foi impedido de entrar no órgão legislativo a que pertence?
São ou não são atentados ao regular funcionamento das instituições? São ou não abusos que podem pôr em xeque a própria democracia?
Admito que possa ter actuado subrepticiamente, quer enviando emissários ou fazendo manifestar a sua discordância por interpostas entidades.
Contudo, e aqui é que mora o busílis da questão, não o fez na praça pública, usando a comunicação social, como o faz agora, e como seria da mais elementar prudência fazer também , naquelas circunstâncias tão pouco lisonjeiras para o processo democrático.
Há dois pesos e duas medidas na praxis presidencial: na Madeira não tugiu nem mugiu, apesar de ser uma afronta pública e notória, assumindo graves repercussões, e agora, assume uma postura de vestal impoluta e ferida na sua virgindade imaculada!... Servindo-se da comunicação social para dar um «puxão de orelhas» aos partidos!

sexta-feira, dezembro 26, 2008

Vila do Conde : Caravela Juventude!

Vila do Conde linda caravela
No cais da Boa Esperança, engalanada;
S. João, timoneiro, cuida dela
Nunca a deixa sozinha, abandonada.




Juventude também é caravela
Em vias de enfrentar o mar da vida;
Temos que a apetrechar, cuidar bem dela,
P'ra levar o mar sempre de vencida...



Mar de rosas não é este mar-cão
Que à morte nos conduz sem remissão;
Este mar tormentoso... nos fascina!


Enfrentá-lo com garra e convicção
Humana condição, humana sina,
Da gente que na terra peregrina...

quarta-feira, dezembro 24, 2008

Figuras inesquecíveis...

Paulo Teixeira Pinto (banqueiro, ex-Millenium) e dono da editorial Guimarães.:



«A minha poesia não é queixinhas...»


Madoff, o responsável pelo maior escândalo financeiro na América (com repercussões em todo o mundo), dizia ainda o ano passado:


«E impossível, com a actual supervisão e o controlo dos mercados financeiros , haver inside trading ou fraudes de qualquer espécie...»



Duas figuras distintas, dois homens do meio financeiro entranhados nos meandros de manobras pouco transparentes. Podres de ricos.


Nunca li nenhuma poesia de Paulo Teixeira Pinto, no entanto, de há uns tempos a esta parte, a sua veia poética e os seus dotes pictóricos têm sido incensados à outrance em certa comunicação social. Não sei se devido ao mérito intrínseco, se fruto de contactos ao nível de directores de jornais ou algo mais...


Quem diz «a minha poesia não é queixinhas», está a criticar aqueles que verberam a sociedade actual, os abusos, as prepotências, os escândalos financeiros geradores de contrastes miseráveis.

Eça de Queiroz desancou a sociedade do seu tempo: a Igreja, a política, a sociedade hipócrita que então medrava e dava cartas. Camões criticou os que «nadavam no mar da prosperidade», de forma injusta, protegidos pela deusa Fortuna. Zeca Afonso criticou os «vampiros» que sugavam a sociedade até ao tutano, contribuindo para as desigualdades que o regime fascista foi enraizando ao longo dos tempos. Quantos vemos por aí vampirizando tudo para saciarem a sua gula fiduciária?


Enfim, Fernando Pessoa fartou-se de criticar os excessos e abusos cometidos pelos que lhe criavam mal estar, «desassossego» permanente.


Será que estas criaturas mereceriam ser editadas pela Guimarães?
Todas elas tinham o seu quê de «queixinhas», embora com talento inconfundível. As críticas à sociedade e aos costumes elevaram Bocage aos píncaros da popularidade no seu tempo. Tinha talento, tinha cultura, mas era um iconoclasta, um ateu convicto, logo, alvo da ira do clero e dos bem-pensantes da época.
É este o pensamento intrínseco e profundo do editor da Guimarães: há que abafar e silenciar quem contesta o status quo, quem tem queixas do sistema, pois é preciso preservá-lo como a uma galinha de ovos de ouro...
Peço desculpa ao ilustre ex-Opus Dei (suponho que só foi militante da causa enquanto esteve na crista da onda... depois abandonou o barco, talvez para não comprometer o barco...); se estou enganado, que ele é capaz de publicar obras contestatárias, livros de pessoas não enfeudadas ao politicamente correcto, escritores satíricos e mal-dizentes desta sociedade hipocrita que só sabe premiar os bajuladores, então me retractarei pelo excesso...
Quanto ao outro protagonista, conhecido pela Dona Branca do Nasdaq (ou de Wall Street), aquela frase, proferida há já algum tempo, patenteia bem o grau de hipocrisia que é timbre de alguns estupores...

domingo, dezembro 21, 2008

Museu do Douro!










Ao saber que o Arqtº Fernando Maia Pinto foi nomeado novo director do Museu do Douro não posso deixar de enaltecer o seu curriculum (no Coa, no IPPAR) e formular votos de sucesso neste cargo.





Meu companheiro nas lides castrenses (BA7 - 1973), homem de causas nobres, formulo votos de sucesso nesse novo empreendimento.
DOURO VINHATEIRO...

Água, sortilégio, vida...
Veia, artéria, coração
Paisagem apetecida
Enfim... vida em profusão.



Amendoeiras em flor
Vinho do Porto, tripeiro,
Uvas maduras, que odor,
Neste douro vinhateiro!...




Sável , petisco adorável
Peso da Régua, Entre-os-Rios
Terra e gente tão amável
Úbere em seus regadios.






Tanta beleza a jorrar
Desta aquífera serpente
Ao Porto dá outro ar
Majestoso e imponente!

Portugal & Brasil: Feliz Natal!



Portugal e Brasil Pátrias Irmãs, Solidárias, Rumo à Paz, Progresso, Felicidade!
GOD BLESS YOU!!!

Portugal e o Brasil

Um sol de fraternidade

São terras de encantos mil

Onde floresce a amizade!

As mãos dadas há que ter

E nunca cruzar os braços

Devemos sempre manter

Eternamente estes laços.

Povos irmãos, na verdade,

A língua lhes dá matriz

Progresso e prosperidade

Num futuro mais feliz!


Quem vê caras...

AGORA É ASSIM!!!

MAS DEPOIS... COMO SERÁ?!



A vida é contradição
Néscio culto da aparência
Se hoje se está mão na mão
Amanhã em divergência.
Casamento é falsidade
Passo em falso neste vira
Aquilo que hoje é verdade
Amanhã já é mentira...
Política é certamente
Desfilar de hipocrisias
Tanta gente sorridente
Mostra falsas alegrias...
As caras e os corações
Nem sempre vão convergindo
O coração tem razões
P'ra chorar... mas vai sorrindo...
Sob as asas da paixão
Se esconde algum desencanto
Sorrisos em profusão
Prelúdio de... mar de pranto!...

Lobo alucinado na alcateia laranja...



Coitado do lobo, quer o poder outra vez. Mas a avozinha marota vai pô-lo numa casota, fechado a cadeado, se ele continuar a uivar... rancoroso...

Laranjas quis ver

Vestidos de azul marinho;

Nortista dizia ser

Basista, qual zé povinho...

O Estado era p'ra abater

Erguia a voz num clamor!

Quando chegou ao poder

Ruiu c'um grande estupor!

Dizia-se perseguido

Por tenebrosos barões;

Cordeiro sempre ofendido

Pela corja de... lobões...

Elitistas e sulistas

Apodava os figurões

Talvez até bolchevistas

Quiçá... hordas de espiões...

Um terror!, foi-se queixando,

Gente de vil condição,

Ganindo e amaldiçoando

Atirou toalha ao chão...

Bateu co'a porta, raivoso,

Entregou ouro aos bandidos...

P'lo poder está ansioso

Nos media bolça latidos...

Frenesim alucinado

Mordendo a «Velha Senhora»

O lobo ressuscitado

Quer o poder!... sem demora!...(1)

1 - Anda ansioso por ele. Até vai pedir um congresso antecipado para poder concretizar o seu desejo obsessivo! Depois dele... o dilúvio!!!


sábado, dezembro 20, 2008

Um Régio do cinema!

Meu Deus, eu sei que não sou um Spilberg, mas ao menos falem de mim, pelo teor das minhas obras e não somente por causa dos meus cem anos. Quando chegar aos duzentos (espero chegar lá...) talvez falem do meu espírito inovador na sétima arte...

ENTREVISTA (FICCIONADA) COM MANOEL DE OLIVEIRA
RB- Meu caro Manoel de Oliveira, considera-se um José Régio do cinema?
MO_ Talvez, pois sempre bebi muitos conhecimentos na obra de Régio, de quem fui amigo pessoal e admirador. O seu mundo interior sempre me fascinou. A sua preocupação com certo misticismo, a sua obra é digna de uma exegese profunda pois é de uma riqueza impressionante.
RB_ Dizem que Régio está fora de moda, desactualizado...
MO_ Essa acusação é tão enfadonha e já circula há tanto tempo que mete dó. O tema da espiritualidade, da problemática do bem e do mal, é sempre actual e está no âmago de todas as culturas.
RB- O livro que vai editar fala de Budismo, fala de Maomé, fala de religião, tout court, não acha que será um tema enfadonho também? Será literatura para «adormecer», será um pouco de «ópio» para certos críticos ...
MO- Os críticos fazem-me lembrar os eunucos...
RB- Os eunucos?!
MO- Sim, os eunucos sabem dizer como se faz, mas não conseguem fazer...
RB- Está magistral essa analogia, nunca tinha visto uma crítica tão certeira aos críticos. Eles, de facto só sabem deitar abaixo e não conseguem erguer o mastro da criatividade... estão sempre no bota-abaixo, não conseguem manter-se erectos na capacidade criativa e realizadora...
MO_ Por isso é que eu sou um REALIZADOR e não um crítico!...

Humor & ficção de mãos dadas...

__ Com os teus conhecimentos científicos, tu rouxinol, davas um bom líder do PSD!
__Mas Dra Ferreira Leite, eu já estou noutra. De há muito. Com o plano inclinado tão acentuado, a velocidade uniformemente acelerada, o país caminha rumo ao abismo. Estou a preparar-me para ser então Presidente da Junta de Salvação Nacional! ...
O País inteiro riu a bandeiras despregadas. Menezes, outra vez, fazendo jus ao espírito obsessivo que o norteia, com aquela sanha anti-sulistas que o motiva, tendo no horizonte a meta da liderança perdida na nau laranja, veio a terreiro vergastar a Dra Ferreira Leite por ter indigitado Santana Lopes para a câmara de Lisboa, quando, várias vezes alegou a sua falta de perfil.
Menezes está farto de sofrer o chamado efeito de bomerangue devido ao seu espírito emotivo-activo-primário, à sua impulsividade infantil, desta vez excedeu-se. Passou-se dos carretos, como diz a minha vizinha Lucinda...
Então Barack Obama, depois de ter criticado acerbamente Hilary Clinton, não a convidou para um cargo de tanta envergadura? Não deu provas de democracia, não mostrou superioridade moral, não patenteou integridade?
Manuela Ferreira Leite fez tal qual Barack Obama. Ela respeitou a vontade de uma maioria apologética que ciranda à volta de Santana Lopes como as borboletas entontecidas à volta de uma lâmpada acesa... ela sabe que o seu perfil não é o mais indicado. Mas disseram-lhe: «quem não tem cão, caça com gato!» e ela indigitou de imediato o pobre «gato»!...
E aí está o «gato maltez» a sorrir de novo, outra vez!
Se ganhar, ela dirá: eu não acreditava, reconheço-o, mas respeitei a vontade da maioria, como democrata que sou.
Se perder, que é o mais natural, ela dirá: eu limitei-me a respeitar democraticamente a vontade da maioria, não impus um diktat autocrático...os derrotados são vocês, eu tinha muitas alternativas: Marcelo, Borges, Eusébio, etc, etc...
Dr Menezes, mais um tiro no pé. Mais uma acha para a fogueira que o vai queimando a um ritmo acelerado. De tanto manifestar sintomas de «síndrome do abutre», ainda vai transformar-se em cadáver. Cadáver político, claro. Aquela senhora que anda a estudar há muito o seu caso clínico está ansiosa por derrotá-lo nas urnas. Cuide-se, homem!