quarta-feira, junho 24, 2009

Dr Rui Rio!

Dr Rui Rio:


Não sei se dará uma entrevista ao JN, em que fará todos os elogios a si próprio, gabando a obra feita, incensando-se até ao ridículo como fazem alguns; seja original. Seja parco na utilização das páginas do jornal e dê oportunidade (exija isso mesmo) aos seus opositores para se manifestarem também. Todos eles. Não fale em política, em obras, em dinheiros. Fale em termos espirituais, na necessidade de impor valores, de cultivar solidariedades, de implementar intercâmbios. De implementar uma nova praxis nas relações municipais...

Não use o santo como máquina caça-votos, não aproveite o ensejo para banhos de multidão e manifestações monárquicas; vá por aí, sem o cortejo folclórico de uma entourage que mais parece um bando de emplastros sedentos de protagonismo à sombra do monarca, fuja das câmaras e dos fotógrafos e vá para um lugar retirado jogar uma suecada com os reformados. Aproveite um bailarico incógnito e conte umas anedotas picantes aos que encontrar. Se alguém disser que é parecido com o Rui Rio, diga que já ouviu falar dele, mas que não o conhece de lado nenhum!... nem tem prazer em conhecê-lo!...

Dará início a uma nova imagem, a um rumo mais democrático, menos sacrossanto ao poder local!...

terça-feira, junho 23, 2009

São João, caciquismo à solta!

Só quem for pouco atento é que ainda julga que o S. João é a festa dos balões, dos cravos, do convívio salutar, da sardinha assada... isso, é apenas a parte inócua, o folclore, o pano de fundo que convém perpassar aos olhos da multidão. De facto, a coisa é diferente. Os caciques locais apoderaram-se dele. Usam-no em seu proveito. São eles os «festejados», os «brindados» pela festa...

Vejam-se os jornais entrevistando os caciques com longas conversas à base do narcisismo parolo, do ataque insano aos opositores (a cassete não varia de terra para terra: são uns «maledicentes», «nada fazem», «só criticam», nós sim, somos os «artífices do progresso», responsáveis pelo «milagre local»).

Os jonais nem sequer se preocupam em saber se os opositores são ouvidos (todos eles), não, aquilo é a festa do cacique, só ele fala, só ele insulta, só ele tem direito de antena...

A religiosidade está ausente, a espiritualidade cedeu ao culto de personalidade: ao cacique, ao promotor («juiz da festa») do evento, aos presidentes de junta que aproveitam o palco para o banho de multidão capaz de limpar as impurezas da governação...

Quando desfila a procissão as conversas do populacho são as mais díspares (futebol, subsídios, empregos camarários, disputas familiares, caça ao voto, namoricos...); o santo não faz falta nenhuma, nem precisa das preces de ninguém, também há que ser realista. Ele é mero pretexto, figura decorativa que serve de aval ao culto das personalidades políticas: o senhor fulano de tal, o presidente da câmara tal, convidado de honra que sorri e faz gestos eufóricos à multidão, muito ao jeito do que faziam os reis e nobres no regime monárquico... Basta ler a História e adaptar...

Agora, os reizetes são outros, vestem outros fardamentos, usam discursos carregados de democracia, liberdade, sentimentos de igualdade ... contudo, isto é apenas a capa onde se embrulham para esconder os atentados aos direitos do outro, é a areia lançada aos olhos do povo narcotizado pelo ópio do poder... pelas mordomias que dá a alguns (grandes, médios e pequenos caciques...) para que melhor o dominem, qual rebanho que importa manter unido sob a batuta (cajado) do vil pastor...

Isto não é carapuça para ninguém em especial. É assim em Lisboa (com o Santo António), no Porto, em Braga, na Póvoa (com o São Pedro), sei lá, o mal está generalizado...

Daí estes meus versos simples e galhofeiros. Uma outra visão, mais realista, menos lírica do festim sanjoanino... Os que ainda julgam que a verdade é outra, vivem outra realidade. O «outro» São João já foi devorado por este, em que o culto mediático roça, por vezes, a tolice...
Nem se referem ao Santo, à sua mensagem, ao seu exemplo na sociedade do seu tempo. O martelo-narciso sempre a martelar, sempre a autoincensar, sempre a gabar façanhas e justificar permanência futura sob os holofotes mediáticos. O «ópio mediático» capaz de narcotizar multidões, incapazes de um espírito crítico, de uma reflexão mais profunda, de um exorcizar da canga que teima em permanecer ad aeternum sobre o lombo do povo!... «Pão e circo» era o lema de César... Agora é «Futebol e São João» até fartar! O povo há que narcotizar!


Democratas sem perfil

Só ódio no coração
Esmagam cravos de Abril
Ó meu rico São João.

Ferozes perseguidores
São João, são a granel,
Odeiam opositores
Não respeitam seu papel...

Julgam-se czares, caudilhos,
Vivem ocultando dados
Da prepotência são filhos
Do caciquismo... afilhados...


Caciques em procissões
Alma suja, São João,
Limpam as imperfeições
Com «banho de multidão»...

Lobos com ar de cordeiros
De hipocrisia fardados
São João, são os primeiros
Na Pólis, com seus pecados...

Agarrados que nem lapas
À rocha vil do poder
São João, vê lá se escapas
Perseguido... podes ser!

Eles odeiam o povo
Aos ricos servem de capas
São João, és vinho novo
Eles... são velhas zurrapas!

Porto, um monumento ao trabalho!


Um vero ícone da cultura e do Nortismo autêntico!
O Porto é um santuário sem igual
É desporto, é cultura, é tradição;
Soberba arquitectura, magistral
Berço de Portugal, seu coração!
Portus Cale, embrião deste País,
Capital do trabalho e do amor;
Camilo aqui lutou pra ser feliz
Aqui labuta um povo com honor.
P'las árvores respira e tonifica
Na «Árvore» se cultiva o pensamento
Sem árvores , ó Rio, é um tormento!...
O Porto se renova e modifica
Esta gente se alia e multiplica
Este povo merece ... um monumento!

Observar o passado com olhos no futuro!




(clicar para ampliar)


A História é a mestra da vida. Com os erros do passado devemos aprender para não se caír no mesmo. Assim, dou a conhecer uma situação gravíssima que abalou Vila do Conde de forma indelével, estilo terramoto de grau 7 na escala de Ritcher...






O famoso loteamento de Modivas...

Ver parecer do Provedor de justiça sobre tão escandaloso processo de loteamento. Acima.

Apesar da veemência com que o Provedor contesta aquela série de desmandos, o presidente da câmara resolveu incluír no rol das acusações de injúria e calúnia este naco de prosa elucidativo:

«Assim, em requerimento datado de 22 de Abril de 1984, endereçado ao Sr Ministro das Finanças e do Plano e de que a assistente teve notícia em 2 de Agosto d e 1984 - requerimento esse elaborado e subscrito pelo ora arguido -, este, referindo-se à queixosa produziu entre outras as seguintes afirmações:

«(...) No município de Vila do Conde assiste-se neste momento a autênticos crimes de lesa-economia».

«A câmara municipal adjudica empreitadas de elevados montantes, sem concurso público (Caso das Piscinas Municipais, de valor orçamentado = 48.074.810$00, que não foi publicitado no Diário da República, nem assistiu ao acto do concurso o procurador-geral da república ou seu representante, conforme estatui a portaria nº 345/75 de 7 de Junho)».

«Há facilidades concedidas a uma Firma privada "Maia e Passo Lda", que se assume como instituição de benemerência (Associação Cultural e Desportiva Rio Ave - sem ter qualquer personalidade jurídica!) redundando em prejuízo do erário público, dando um péssimo exemplo de justiça fiscal e atentando contra o princípio da igualdade perante a lei (artº 13º da _Constituição )...»

Ora, perante este lamuriar vitimizador, agora, à distancia, fico perplexo como se teve a ousadia de avançar com tudo isto, sabendo-se, __ e não podiam alegar ignorância porque várias vezes afirmei na AM__ que era verdade; que de desfaçatez, que de má fé, que de atrevimento.

O Provedor diz aquilo que se pode ler nos documentos acima. A Inspecção que se lhe seguiu confirmou que não só para as piscinas municipais não houve concurso público como também para todas as empreitadas que o exigiam! ainda era pior do que eu sonhara! enfim, fazer o mal e a caramunha!

É claro que mais tarde pedi uma indemnização por danos. O processo entrou com um atestado de situação económica precária passado pela junta.Vivia de um salário modesto, minha esposa não tinha salário, e o agregado familiar era de seis pessoas. O juiz não aceitou a assistência judiciária e não pude prosseguir por falta de meios!!! Triste justiça esta!!!

Lateralmente há que mencionar um episódio importantíssimo. O jornal Semanário, onde colaborava o Dr João Conde Veiga, fez duas reportagens sob a epígrafe:«Corrupção na câmara de Vila do Conde?» onde estes temas vieram à baila. A câmara não contestou. Todavia há um episódio marcante. Foi a Lisboa uma «embaixada» falar com o director, Dr Victor Cunha Rego, a fim de o pressionar a impedir a continuação daquela «saga». Este disse que o jornal estava aberto para o contraditório, para a eventual contestação. Nada disso queriam os corajosos «embaixadores» onde pontificava um que viria a ser deputado europeu pelo PSD. Queriam o silenciamento total. Nada de clarificações nem de contraditórios...

Será que foi por causa de esse corajoso ter sido o responsável pelo despacho à entidade «fantasma» na C.N.R.O.A.? Queria silenciar a sua própria asneira? Tudo aponta para ser esse o leit-motiv da sua corajosa investida ...

Não lhes interessava contestar, queriam era encerrar completamente o assunto, sob pena de, cortarem a publicidade ao jornal no norte do país. Isto foi-me confirmado mais tarde pelo jornalista íntegro e impoluto, hoje principal responsável da agência Lusa, Sr Afonso Camões. Não tenho motivos para duvidar dele e tive a confirmação através de cruzamento de outras informações feitas à época!

CORAGEM parece que não abundava pelas bandas do largo dos Artistas. No entanto o adjectivo com que mais frequentemente eu era mimoseado era o de COBARDE!

Fazem o mal e a caramunha! Acusam os outros daquilo que são...

domingo, junho 21, 2009

O charme discreto da ironia...

Romance de Vila do Conde
I


Vila do Conde plasmada
Por artistas com talento
Com bilros toda mimada
Rendas que são monumento.


Pintores de fino escol
Hinos à beleza pura
Estetas, um vasto rol,
Sóis... brilhando a grande altura!


Músicos de bom quilate
Alguns, cá vão vicejando,
Da consciência um rebate
Há que os ir acarinhando.


No desporto também vemos
Um alfobre sem fronteiras
No rio, as mãos são remos
Pra vencer... não há barreiras...


E toda a gente partilha
O pão da fraternidade
Até o sol aqui brilha
Com maior intensidade...


Vila do Conde fascina
E cativa o forasteiro
Vila do Conde ilumina
Este Portugal inteiro!


II


Big Brother...


Olhos e ouvidos tem
Já senil e esclerosado
Quer ter tudo controlado
Usa jagunços... também...


Ridícula criatura
Bem feroz e vingativa
Só mão no peito e mesura
Usa a... sanha punitiva.


O vício do pedestal
Estar sempre no poleiro
Cada vez mais maroteiro
Big Brother... vero chacal!


Conversas particulares
São levadas de bandeja
Por servis tentaculares
Ao cacique... que festeja!


Fecha tudo a sete chaves
Tem MEDO do sol-verdade
Vai fedendo a... insanidade
Big Brother é... quem tu sabes!

sábado, junho 20, 2009

Portugal no topo da ciência!

Depois de o cientista português radicado nos States, António Damásio, ter dado um safanão nos preconceitos científicos, ao elaborar o seu famoso trabalho «O erro de Sócrates», surge agora no horizonte uma nova estrela em ascensão: Beto, guarda-redes recém-adquirido pelo F. C. do Porto que nos surpreende (ver O JOGO de hoje 20.06.2009) com o «erro de Jesus!»



A ciência e toda a comunidade científica dão vivas ao novel cientista que tudo o indica será um novo Copérnico. Jesus errou! Quantas vezes, não se sabe...

O país está mais rico. A ciência rejubila!

Eu, provedor dos Humilhados e Ofendidos

Extracto de processo movido ao eng Antonio Carneiro da Silva
(clicar sobre o texto para aumentar visibilidade)

Ao longo da minha vida tenho defendido pessoas e instituições de quadrante ideológico diferente do meu. O caso vertente reporta-se a uma «perseguição» movida ao Eng chefe da Câmara municipal de Vila do Conde. Ele era afecto ao CDS, enquanto eu era independente nas listas do PSD na AM.
Contou-me que andava a ser perseguido pelo presidente em conluio com o engº Mata Lima. Queriam acusá-lo de autos de medição «excessivos» para o apearem do seu lugar de chefia a fim de ser lá colocado o engº Mata Lima, que, segundo ele, seria afecto ao presidente. Mostrou-me o documento supra que seria extraído do processo disciplinar que lhe fora movido.
Em suma, a estratégia seria esta: aliciar um empreiteiro para receber menos do que teria direito, para incriminar o eng Carneiro, compensando-o deste favor, mais tarde, em outras empreitadas! Cesteiro que faz um cesto...
Enfim, isto abria a porta a uma envolvência pouco séria e nada transparente. Fiquei indignado. Disse-me mais: que dera boleia a um empregado da câmara do cine Teatro Neiva até ao restaurante Pioneiro, onde almoçava, e que, dois dias depois, ao parar para lhe dar outra vez boleia, este contara-lhe que fora chamado à câmara e o presidente o proibira terminantemente de voltar a falar com ele! Perseguição pessoal do mais baixo nível!
Tenho todos os motivos para acreditar na seriedade do engº Carneiro. Também tenho fortes motivos para duvidar da honorobilidade do engº Almeida. Assim, pedi ao alto comissário contra a corrupção que analisasse este tema pois era melindroso e escrevi textualmente dando conta da minha apreensão e sentido de Estado. Sim, o caso não era para menos, poderia estar em causa até a integridade psíquica de alguém! Do presidente, claro...
Escrevi isto: «um clima de terror e de intimidação é imposto em Vila do Conde a certos funcionários camarários e a certas pessoas que, pelo exercício de determinados cargos políticos, são obrigados a tomarem posições públicas».
Isto foi escrito a 23 de Abril, para meu espanto, a 13 de Setembro já estava na posse do presidente! A AACC era obrigada a manter absoluto sigilo. Não o fez. Permitiu que o meu apelo para a defesa de um homem que estava a ser perseguido, fosse considerado uma perseguição à própria câmara que se disse atingida na sua honra e bom nome. E o juiz aceitou a estratégia e considerou os termos passíveis de serem considerados como injúria e atentado à honra e bom nome da câmara.
Eu, o bom samaritano, o defensor de humilhados e oprimidos, passei num passe de mágica, e graças à cumplicidade de várias instâncias, a ser um violador da lei, um delinquente perigoso! um alvo a abater!Depois queixam-se que não há supervisão! com esta justiça, pudera!
Fui alvo de uma «espera» à porta da AM (cerca de vinte jagunços aos gritos de: «morte ao canalha!», «morte à escumalha!», fui alvo de ameaças de morte, fui alvo de um achincalhamento grosseiro fazendo passar um pano com dizeres brejeiros no próprio estadio do Rio Ave, procurando atingir-me. No jornal local (Jornal de Vila do Conde) fui acusado falsamente e a carta que enviei a defender-me nem sequer foi levantada no apartado, foi-me devolvida cerca de um mês mais tarde, sem ter sido aberta. Mandei para casa do director e... nada!
Como compreendo agora o que sofreu a enfermeira Mariza Postiga com aquela campanha envolvendo colegas de trabalho, só por um dito-desabafo no local de trabalho. «Isto» é uma máquina trituradora que importa denunciar e desmontar. Há dias fui ameaçado. Por isso vou continuar a abrir o livro... Há muito mais!
O polvo tem que ser destruído antes que destrua a democracia vila-condense. Não tenho partido, não defendo coligações, defendo causas nobres! Defendo a DEMOCRACIA e defendo VILA DO CONDE!

Sócrates foi de férias...prepara combate de boxe



rouxinol e Fidel
no último round



Sócrates foi de férias. Algures na bagagem levava o livro «Os canhões de Navarone». Consta que é o melhor que conseguiu para preparar uma rentrée plena de combatividade. Manuela Ferreira Leite que se cuide, pois o regresso promete... ele tem os níveis de ferocidade pura muito em baixo, tal como o astral, aguardando-se uma reposição e uma recarga das baterias para que possa surgir ao seu melhor nível.


Fará «malhação»intensiva no ginásio e o seu coeficiente de argumentatividade poderá surgir próximo do zénite. Levará a personal trainer que o fará perder aquelas gorduras supérfluas indispensáveis para reentrar na maratona quotidiana com a endurance mais revigorada. Do treino constarão alguns golpes no plexo solar, onde se prevê que a Dra Manuela faça incidir todo o seu potencial, num pugilato de palavras que está a emocionar o país inteiro. O seu famoso (clicar para ver)golpe de Fitzsimmons e o jab da direita (extrema...) poderão levar José Sócrates ao tapete, daí todas as precauções... Levou um vídeo do último combate de Rouxinol e Fidel onde a técnica emerge com todo o fulgor, elevando a «nobre arte» a um patamar artístco jamais presenciado. Toda a especificidade do boxe ali patenteada com o vigor e a arte de esquiva, bem como o magistral jogo de pernas fazendo Cassius Clay (M. Ali) parecer um principiante...



O país já está em contagem decrescente. Os bilhetes serão gratuitos daí aguardar-se uma enorme afluência ao rinque!...Será transmitido em directo para todo o universo...

S.João


Este dia não me esquece
São João... e não me engano
Como eu gostava que houvesse
O teu dia todo o ano!...

sexta-feira, junho 19, 2009

A «mama» é quem mais ordena?

Meu caro rouxinol, não posso deixar de admirar (e me sentir também lisonjeada...) pela forma subtil como penetras no «seio» desta problemática! Tens «dedo» para a coisa...alguns vão ficar com o ego pior que o chapéu de um pobre! Au revoir mon chéri!
Clicar no texto para ampliar. É uma carta-aberta feita pelo Dr Luis Ferraz (há tempos...) condenando a postura de apego ao poder do eng Mário de Almeida. De notar que além de ter sido fundador do PS (partido no poder) é também ligado por esponsais à vereadora Dra Elisa Ferraz que está no executivo camarário há já longos anos... e não se cansa de lá estar.. .porque será?


Honi soit qui mal y pense!

Je t'aime... moi, non plus!!!

O apelo da natureza!


sol e mar em comunhão
brisa fresca da manhã
uma aposta na emoção
vila do conde será
uma terra sem bolor
um cantinho protegido
da poluição, do estupor
do mau cheiro e do ruído
onde a natureza pura
possa explodir com prazer
será demais, ou loucura
pensar que vai suceder
será demais o pensar
que podemos construír
a terra mais salutar
um oásis no porvir?!

Lídia Jorge, parabéns!

Aqui, rouxinol, o ar é puro, a natureza exala um aroma celestial!O sol, esse quis dar-me um presente de aniversário. Adorei!




Hoje o sol parou, sorrindo
E a abraçou com timidez:
«O passado foi sumindo
Só vivemos uma vez!»



Ela ripostou, feliz:
«Minha pena é meu cinzel
O futuro, meu juiz,
Cumpri sempre o meu papel!»


E o sol voltou a sorrir:
«E fizeste-o bem, querida,
Serás um sol no porvir
Jamais serás esquecida!»



Então, de mãos dadas,
Correndo pelo areal
Duas almas geminadas
Dois sóis... num divino astral!!!

quinta-feira, junho 18, 2009

O livro de reclamações de Maquiavel!

Eu, rouxinol de Bernardim, na qualidade de Agente Transcendental 008 ao Serviço de Portugal!
Meu lema: «fidelidade à Pátria, aos princípios nobres, ao bem!»


Nicolau Maquiavel, o florentino que escreveu «O Príncipe», manual de eficácia no exercício da nobre causa da política. Uma espécie de «treinador de bancada» do seu tempo...




Mergulhei no tempo e no espaço e lá fui a Florença. Sobre uma secretária obscura iluminada por uma vela dourada, lá estava ele, o «Livro de Reclamações» do Mestre. Não resisti à curiosidade e abri-o.
Pareceu-me tão cheio de actualidade que não resisti à tentação e filmei-o com o telemóvel que o procurador geral me deu. Magnífico, pedagógico, super-lúcido!!!

Reclamação mais recente:


«Meu caro professor. O resultado das suas prédicas deu no que deu. Tanto me pediu para ser inflexível, não ceder nunca, não dar parte de fraco, levar até aos limites as minhas convicções, que foi um desastre. Receio o fim iminente da minha carreira política. Ou me dá novos remédios, novas terapêuticas ou terei de mudar de conselheiro-consultor...»

O Mestre escreveu ao reclamante:


«Meu caro JS, as receitas foram boas, tu é que usaste dose excessiva: perseverança sim, não teimosia, obstinação, inflexibilidade. Tens de ter confiança em mim e ser forte. Usar o plano B é o que se impõe agora. Usa a humildade, o acto de contrição, o sorriso, a artimanha. Admite agora o erro, como factor da tua humanidade, aceita a crítica e até sorri com ela, usa o poder de encaixe com mestria. Quando te chamarem «Maquiavel» não movas um processo como usaste e abusaste, não, arranja um desses pobres lumpen (palermossáurios como tu gostas de dizer no teu jargão...) dos jornais ou das TV's e manda-os chamar o mesmo nome aos que te acusam.
Aproveita o impulso dos teus críticos e fá-los projectar no solo.Sorri e não mostres crispação. Dá o braço a torcer como forma de melhor derrubares o inimigo...
Usa a comunicação social com parcimónia. Não os forces a adularem-te, sê tu o adulador.
E quando o «grande timoneiro» disser que tens «bom senso», tu não hesites e cumula-o também de panegíricos. Sois farinha do mesmo saco, estais no mesmo barco, andais debaixo da mesma chuva!... Quando fizeres alguma festa, convida também alguns adversários, sedu-los, passa-lhes a mão pelo pelo...
Se cumprires o Plano B com inteligência e espírito de observação, continuarás no poder por muitos anos. Mas lembra-te: os fins justificam os meios se souberes usar esses meios com habilidade e com manha. Diz àquela que tão deselegantemente escreveu o «J'accuse!» que basta de servilismos, que lamber feridas não basta, é preciso curá-las!
E, por vezes, sorrir é o melhor remédio!!!

quarta-feira, junho 17, 2009

Enfiar o barrete!

No seio da justiça há cada «gato»!!!
E u enfio o boné mas há quem enfie carapuças de forma tão ridícula!!!



A justiça é assim!!! que se há-de fazer!!!







O processo que envolve a Dra Amália Morgado assume foros de caricato. Hoje, no JN, pode ler-se algo sobre este caso controverso. Uma procuradora geral adjunta refere que se sente visada por uma afirmação da juiza. Esta nega a acusação.
Seria caricato se a justiça pouco isenta que temos não criasse injustiças demais. Há presunções e presunções.
Vou contar um caso que se passou comigo e que é elucidativo.
Trabalhava eu numa seguradora na Póvoa de Varzim quando por telefone fui alertado para um artigo que enchia a totalidade das páginas centrais do Diário. Telefonara-me o sr Cândido Rodrigues (já falecido) da Papelaria Adriano, de Vila do Conde, agente da companhia.
Dizia o Diário que o senhor Aparício Barros (também já falecido) andara com uma brigada a destruír propaganda do partido comunista. Consta que também fora ele que mandara pintar com tinta negra um mural de belo efeito pictórico, em que se anunciava um Congresso da CGTP em Lisboa (no antigo Pavilhão dos Desportos, hoje Carlos Lopes).
Ora, recortei as páginas que me interessavam e fiz uma carta ao Alto Comissário Contra a Corrupção a dar conta do sucedido, bem como de outros casos. Parte da carta veio ter às mãos do Presidente da Câmara. Este, moveu-me um processo judicial.
Nessa carta eu dizia que «em Vila do Conde há repressão sindical fascizante» (sic).
Acontece que o alto comissario apesar de solicitado, não confirmou a carta, mas o juiz entendeu aceitar tal carta como boa. A lei dizia que ninguém podia ser punido por opiniões emitidas à referida alta autoridade, que por sua vez, deveria guardar total sigilo. Alguém não guardou.
O presidente da câmara disse que aquilo era ofensivo da sua honra e bom nome. Eu neguei , que muito embora pudesse haver perseguições a sindicalistas(e constava que sim), aquele dito não se reportava a ele. Referia-se ao senhor Aparício Barros. Se fosse possível ler o teor integral da carta certamente que lá estaria tudo bem explicitado.
O juiz deu razão ao presidente da câmara e considerou injúria tal dito. O processo correu pela Relação, pelo Supremo e pelo Tribunal Constitucional. A minha palavra foi considerada pouco credível, ao contrário da palavra do presidente da câmara. Mas eu é que tinha razão.
O ridículo da questão é que os termos considerados ofensivos são, na minha modesta opinião, o retrato fiel de uma situação grave que então se vivia.A justiça esteve ao lado do poder. Vergou-se, na minha modesta opinião. Não foi ao fundo da questão.
Enfim, há filhos de um Deus maior e... filhos de um Deus menor. Todos se dizem iguais perante a lei, mas na prática alguns são mais «iguais».
Há todo um universo tenebroso que importa denunciar já que os que superintendem na coisa pública o não fazem. Quem quiser ser supervisor autêntico passa um mau bocado e tem a justiça contra si. É triste, é lamentável ver ao ponto a que isto chegou. Esta injusta justiça frena (quando não fustiga...) a necessária supervisão!
Agora no caso da juíza Amália Morgado não posso deixar de estar ao lado dela. E digo mais: isto é vergonhoso para a própria justiça que temos!

Nem por cima do meu cadáver!


Estou ouvindo aqui na rádio que o Real Madrid quer levar o Mantorras! Mas o Luís Filipe Vieira disse: «Nem por cima do meu cadáver!»
Penso que era melhor o Benfica vender o cadáver!!!

Ora toma que é democrático!

Fui a Belém. O caso exigia a minha presença. O presidente queria receber-me.
Deveras surpreendido, lá fui, pensando com os meus botões: «Que me quererá o presidente?
Será alguma missão na minha qualidade de Agente 008 ao serviço de Portugal?

Recebido pelo Chefe da Casa Civil com pompa e circunstância, lá entrei. Um misto de curiosidade e até alguma ansiedade faziam-me estar um pouco tenso. O caso não era para menos.

Atirou-me de chofre:

__Sabes, rouxinol, sei que estavas disponível para conselheiro de Estado mas...__atalhou ele com um ar desculpabilizante...

Repliquei de imediato:

__Aquilo era a brincar, Senhor Presidente! eu esqueci-me de mencionar como «Nota final», que era para não ser levado a sério.
__A brincar ou a sério tu tens sempre uns apartes dignos de atenção. O certo é que meditei muito e achei que tens um perfil para algo bem mais elevado que simples conselheiro de Estado.
Aquilo é um forum de gente quase senil, é um papel tão decorativo como estes jarrões aqui do Palácio de Belém. Acresce o facto de ser uma sinecura, e tu és avesso a isso, sei bem. Por isso, se tu começares a adoptar uma postura panegírica em relação à minha pessoa, abandonando aquele estilo satírico, que faz rir até os funcionários mais humildes cá do Palácio, eu prometo nomear-te Conselheiro da Pátria honoris causa!

Respondi-lhe de pronto:

__Não me vergo a prebendas, não mudo o meu estilo a troco de pratos de lentilhas, também não posso acumular cargos!

__Mas, tu já tens esse cargo? __ interrogou-me irritado e incrédulo, o Presidente.

__Fui entronizado, o mês passado, na praça de Bocage em Setúbal pela confraria dos elmanófilos
como Augusto Embaixador da Pátria Lusa a título humoris causa!

Santo António casamenteiro... padre Luís, procriador!...

Era uma terrinha do interior cujo nome não me recordo. A igreja era linda e tinha fama de, toda a jovem que lá fosse e rezasse algumas orações com fervor, mais tarde ou mais cedo ficaria grávida... Tinha de ser junto à imagem do santo António!

A linda Mariette queria ficar grávida e não conseguia. Ouviu falar que a sua amiga Senhorinha ficara grávida com apenas uma avé-maria!

Foi lá à dita igreja e perguntou ao pároco.

__Senhor padre, a minha amiga Senhorinha diz que ficou grávida só com uma avé-maria, será possível?

__Não, não minha querida__ replicou o padre fazendo um gesto com o dedo no nariz pedindo silêncio e segredo. __ Foi o padre Luís, mas já foi transferido!...

terça-feira, junho 16, 2009

Àqueles que se vão da lei da rolha libertando!









Hoje em dia a justiça é uma das causas do nosso défice económico e democrático. Ela é, por acção e/ou omissão, um entrave ao progresso, uma alavanca da corrupção reinante.
Mas há vozes que de há muito se vêm levantando contra esta besta negra que passa a vida a branquear quem deveria ser expurgado do sistema mas que sobrevive à custa dela...
A esses poucos, que levantam a voz, fazem ouvir o seu desencanto, a minha homenagem. A História far-lhes-á justiça. O povo condecorá-los-á guardando-os no coração!
Ditosa pátria amada, na agonia,
Sugada por vampiros sem vergonha
Justiça «capturada», sem valia
Tem alguém que resiste, que se oponha!
Àqueles que se vão da lei da rolha
Libertando, lutando contra o medo
Minha homenagem, minha vera escolha
Bastiões contra o «Estado de segredo»...
Ditosa pátria amada, excepções
À regra tão velhaca do vergar
Ao poder, ao caír nas tentações!
Merecem um louvor bem popular
A todos nos vão dando as lições
Que certamente a História irá guardar!


À atenção do PR

«Os principais partidos têm um pacto. É um pacto de não agressão e de partilha e invasão da Justiça

Ricardo Cardoso, juiz desembargador à Tabu

Senhor Presidente da República:

Excelência,

Diz a Lei que é o responsável pelo regular funcionamento das instituições. Que é também o supremo magistrado da nação.

Disse há dias (no 10 de Junho) que a verdade gera confiança...

Ao ler isto, proferido no tom mais eloquente e lúcido, como se exige a um juiz desembargador, fico intranquilo, perplexo, indignado! Perdi a pouca confiança que ainda me restava!

De duas uma: ou é verdade ou é mentira
!

Se é mentira__ e não o creio__ este senhor deve ser chamado à justiça pois está a pôr em xeque a dignidade de um dos pilares do Estado de Direito: a Justiça!

Se não é, se o que disse é o retrato fiel da situação neste domínio, eu pergunto o que é anda a fazer o senhor? Se as instituições estão assim, se se diz abertamente, e fá-lo um dos principais elementos do sector (convenhamos que não é nada corporativista... honra lhe seja feita), que credibilidade tem este regime? Que credibilidade tem o supervisor-máximo do regime? Será que podemos confiar na Justiça?

Ou me engano muito ou parece transparecer deste comentário um clima de intimidação; os juizes receiam ser penalizados pelo poder político, o tal que «partilha», «captura» (no dizer pitoresco de Saldanha Sanches) o sistema judicial. Eu, sinceramente, já antevi isto há muitos anos. Agora, com certa «legislorreia» perversa, mais se acentuou a tendência. Ainda guardo um recorte de um jornal onde Noronha do Nascimento (hoje Presidente do Supremo Tribunal de Justiça) então , sindicalista apenas, dizia que havia «promiscuidade» entre a magistratura e o poder local.

Será ofender a justiça dizer a verdade? A juiza Amália Morgado foi ao cerne de muitas questões__ não para ofender gratuitamente este ou aquele__ mas para tentar corrigir o sistema, por dentro. Foi alvo de processo por injúria. A «verdade» dela, gerou medo, desconfiança, a sua transparência foi considerado «violação do dever de reserva»!!!

Será o «sistema» a defender-se? Tal como no regime fascista, com os tribunais plenários e outras perversidades, será que este regime caminha para uma situação tal que implique o uso da força para a sua regeneração? Será que o «golpe de Estado» é a«terapia de choque» para nos salvar do «Estado a que chegámos»?

A justiça é um manicónio? Creio que ainda o não é, mas, a não ser tratada convenientemente, pode muito bem para lá caminhar!...

Eu tenho muitas razões de queixa. Pessoalmente, pedi um inquérito à «falecida» Alta Autoridade Contra a Corrupção. Inquério a mim próprio no tocante ao meu desempenho como deputado municipal. Assinei como denunciante e como denunciado. Até hoje nada soube das conclusões. Nunca fui ouvido. O processo está na Torre do Tombo para ser lido (se entretanto não o extraviarem...) lá para 2015...

Tenho sido tratado pela justiça de forma parcial, pouco isenta, será que por causa do que diz o Dr Ricardo Cardoso? Será que ele tem razão?

Se eu pegar numa arma e atentar contra a vida de quem me prejudicou e deu cobertura a uma justiça parcial, despótica, será que terei cem anos de perdão? A própria constituição da República contempla situações extremas. Os cidadãos não podem ser espezinhados por quem os devia proteger. Certos agentes do Estado, ao sentirem-se acossados podem usar a perversidade da justiça para se defenderem. Será que a justiça está preparada para se defender do assédio dos agentes políticos? Creio bem que não, e esta afirmação categórica de um juiz tão categorizado, vem dar razão a quem pensa como eu!

Julgo que as minhas interrogações só podem ofender quem não estiver no seu perfeito juizo. O Dr Ricardo Cardoso não é louco para andar a dizer estas coisas sérias e de muita responsabilidade, em revistas. Não o disse no café, numa conversa entre amigos, foi num órgão de comunicação social. Para que todos possam sentir e conhecer a dimensão do perigo que se corre com esta justiça que temos!

Há tempos, o Dr Marinho Pinto afirmava que há juizes a ameaçar advogados («para a porrada» sic) criando um clima intimidador. O presidente do sindicato dos magistrados do ministério público punha em causa a existência de condições para uma efectiva «igualdade de todos os cidadãos perante a lei»...

Daí, aguardar ansiosamente a sua actuação, não só no meu caso (que sejam analisados à luz da VERDADE os meus processos) e que seja ouvido o dr Ricardo Cardoso, para concretizar as acusações que faz à entidade que serve e que lhe paga os salários.

Aguardo ansiosamente a sua actuação.

rouxinol de Bernardim

Que também usa o «heterónimo» de José Manuel Figueiredo Leite de Sá

segunda-feira, junho 15, 2009

«Nós não baixamos os braços!»




«Nós não baixamos os braços!»


Dizem alguns políticos que não fizeram o que prometeram... nem respeitaram os próprios planos de actividades...

Resposta do Zé Povinho:

«Sim, sim, nós bem vos vemos mas é a baixar as calças aos que vos pagaram as campanhas!»

Baixam as calças, sabemos,

Ao capital salafrário

Dão tudo!, nós bem os vemos

O povo não é otário!...

São Midas à custa nossa

Meu Deus!, onde é que estás?

O povo vive na fossa

Eles... que nem marajás!...

Há que mudar com firmeza

O rumo não serve, não!

Reles choldra, que torpeza

A chupar no gamelão!

Sempre os mesmos, que cambada!

Só eles têm «paixão»

Ao poder sempre agarrada

A cambada de «eleição»!

Promessas tolas e falsas

Só dá vontade de rir

Ao capital baixam calças

E o povo? Anda a pedir!

Cambada de vigaristas

Chulos do poder local

É carrões pra dar nas vistas

Ostentação imoral!

Alguns «padres»(1) engraxando

Dão a bênção ... ao pecado

A boca lá vão fechando

Só medo!... bico calado!

Neste caldo de cultura

Viceja o medo, a cegueira,

E o cacique faz «figura»

Tapa o sol com a peneira...

Tem tantos turibulários

O rabo sempre lambendo

Servis, tão serventuários,

Poucas migalhas comendo...

(1) - Nem se podem chamar padres a abjectos comissários políticos que vendem a alma ao poder instalado...

Nota: Não tenho partido. Não quero, nem tenciono ter. Não pensem que estou a pedir «gamela»... a minha função é a que deveria ser de alguns padres. O meu múnus é a PEDAGOGIA! Alguns deles abraçaram o poder, daí haver necessidade de haver «alguém que resiste!»