segunda-feira, abril 20, 2009

VILA DO CONDE




Vila do Conde a Mulher-Caravela-Quinhentista!
Íman que atrai! Não há quem lhe resista!
Paradigma do Bem, dizem que és,
Ó Princesa do Ave, minha flor,
Partilhamos o leito, meu amor,
Quando no Ave nado, lés-a-lés...
O sol te acaricia e te seduz
Derramando, gentil, o seu calor...
Vila do Conde, terra do Senhor
Corpo de Deus, tapete que reluz!
Ridente caravela quinhentista
Orgulho de um passado secular,
Raízes mergulhadas neste mar
Íman que atrai, não há quem lhe resista!

domingo, abril 19, 2009

Tiro-lhe o meu chapéu!


Com humildade, com simpatia, com aquele sentido de Estado imbuído de bom senso e de pragmatismo, lá vai levando a água ao seu moinho.
Agora, ao encetar uma nova era com Cuba, esperando, através do diálogo colher mais frutos do que através do bloqueio, lá vai prometendo coisas novas e exigindo, em troca, uma maior abertura do regime cubano no sentido de caminhar para uma democracia autêntica.
Sabemnos que não é fácil, sabe-se como há entrincheiramentos ideológicos arreigados no tempo e capazes de causarem danos colaterais, mas espera-se que os ventos de mudança ora incrementados possam ter eco em Cuba, para bem de todos, para avanço dos processos democráticos.
Que a América colheu lições do passado, estando a corrigir a postura rígida e fanfarrona, estilo «cow-boy enfurecido...», é um dado já adquirido.
E ainda bem que assim é. Oxalá os resultados comecem a surgir, em todos os domínios. Não só no humanitário, mas também no económico e no social.

sábado, abril 18, 2009

O país precisa da Verdade! Duas opções, qual a mais apelativa?!


Quadro de William Bouguereau

Será este o cartaz do PSD nas próximas legislativas fazendo um apelo ao voto? Farto de mentiras (de todos os quadrantes, PSD inclusive) será que o país vai reagir pela positiva ao apelativo cartaz?! A verdade nua e crua da nossa deprimente realidade económica!




Outra corrente, mais realista (ou neorealista) quer a imagem da própria líder actual, com aquela maquilhagem carregada, com efeitos especiais, procurando seduzir o eleitorado: é mais fiel e compatível com o estado depressivo do país. Será um contraste flagrante com aquela imagem de uma euforia artificial de Sócrates mostrando quantos dentes tem. O povo dirá: «Este mente com todos os dentes que tem na boca!». Enquanto ela, não mostrando os dentes, com aquele ar triste e deprimido, será mais facilmente identidficável pelo comum dos portugueses. Rever-se-ão mais nela, com a sua vitimização, do que em Sócrates, sempre sorridente, sempre numa euforia artificial. Votarão nela de certeza. Excelente seria, até, ao lado dela, vestido de centurião romano, o Alberto João Jardim, com a espada vingadora em riste. Ela identificar-se-ia com Cristo a caminho do calvário, então, a votação seria muito mais convincente!

sexta-feira, abril 17, 2009

A Igreja dá o exemplo! Parabéns!

Nós de facto, nunca prometemos, mas graças a Deus, cumprimos!

FALAR VERDADE! Num regime onde impera a mentira!

«O princípio constitucional da igualdade dos cidadãos perante a lei apresenta-se como uma miragem. Há margens de impunidade na sociedade portuguesa.»

Afirmação recente do presidente do sindicato dos magistrados do Ministério Público, João Palma.

Quando alguém conhecedor profundo dos meandros da justiça vem dizer isto, eu pergunto, que credibilidade pode apresentar essa mesma justiça?!!!

Recurso à matemática!


O que ele poderia ter dito (mas não disse...) face à candência e oportunidade do tema:
__Hoje em dia, em Portugal, as falências e os despedimentos multiplicam-se, a corrupção sobe em espiral atingindo o máximo expoente, somam-se as promessas e as piedosas intenções dos governantes, mas contam-se pelos dedos os politicos honestos, os autarcas impolutos, os governantes competentes. Há sempre um denominador comum: «salve-se quem puder!»
Nunca tantos prometeram tanto e fizeram tão pouco! eu próprio, modéstia à parte, em campanha eleitoral fui longe na multiplicação das minhas capacidades: captação de investimento, apoio de empresários estrangeiros, aumento do clima de confiança na economia, etc, etc...
Enfim, a matemática é uma ferramenta capaz de nos transportar ao âmago do problema, que se vai multiplicando por todo o lado: prometer é fácil, demagogia campeia, captar votos com palavras doces e depois dividir a penúria pelos famintos, enquanto alguns, opípara e avaramente vão degustando o banquete que o neoliberalismo lhes prodigalizou...
Multiplicam-se as mega-fraudes (nem só na banca), as discrepâncias entre muito ricos e muito pobres crescem a um ritmo uniformemente acelerado, a raiz do problema é sempre a mesma: a supervisão falha, os encarregados de fiscalizar não o fazem com rigor, o laxismo (ou o oportunismo) ditam leis. É o império dos vendidos... a justiça «encosta-se» vergonhosamente ao poder instalado, o povo é o eterno condenado!

«Nazificante e fascista!», sublime autocrítica!

A lei é moralizadora?! Nada disso, é «nazificante e fascista!»


O status quo ante, esse sim, é que era bom! Rios de dinheiro deitados borda fora a troco de propaganda pessoal...
Nunca uma carapuça foi tão certeira e tão bem aplicada! Adjectivação magistral, assenta que nem um preservativo a quem a proferiu!

quinta-feira, abril 16, 2009

CREDIBILIDADE, PRECISA-SE!

Agora sim, começo a acreditar na justiça terrena! Dantes só acreditava na divina!
Em certas comarcas há juizes capturados pelo Poder Local!

Sei que nalgumas comarcas alguns magistrados portam-se como marqueses!



É verdade! Alguns juízes, nalgumas comarcas, são autênticos reizinhos!
É preciso que se diga a verdade!
Não sou daqueles que adulam Abril com objectivos de promoção pessoal ou de promoção política.
Antes de Abril soube o que era o arbítrio, a repressão, a violência até. A máquina do poder era diabólica. Quem não fosse totalmente submisso era alvo de suspeição patológica. Sempre brinquei com o poder. A poesia e a sátira foram armas que só me trouxeram prejuizos. Destruí a minha carreira por causa dos escritos. Mas algo dentro de mim sempre me levou a reagir ao arbítrio...
Mas depois de Abril a cena repetiu-se vezes sem conta.
Um dia fui recebido por um delegado do ministério público. Com modos arrogantes perguntou-me o que eu sabia sobre uma certa câmara. Por que é que eu a andava a perseguir. Que motivos pessoais tinha para o fazer.
Olhei para o seu ar arrogante e provocador e disse com os meus botões: «Isto é a Pide outra vez! Este indivíduo está a vestir uma roupagem partidária óbvia».
De facto não me disse nada sobre o conteúdo de eventuais denúncias que estariam ali em causa. Não pude acrescentar nada. Perguntei do que se tratava pois tinha muitas queixas e queria saber a quais se referia. Disse-me que não era obrigado a responder às minhas perguntas. E nada me disse.
Uma funcionária judicial, ao seu lado, ia sorrindo perante as suas ameaças e a sua arrogância.Parecia ostentar aquela carga de impunidade que vestiam os agentes da Pide, cientes de que estando ao lado do poder tinham uma capa protectora para todas as iniquidades. É claro que se estivesse ali com o meu advogado esta cena não ocorreria, pois eu teria testemunhas, assim fui enxovalhado da forma mais repugnante, fascizante até.
Impávido e sereno não respondi às provocações. Sabia que era essa a intenção dos «algozes». Cumprimentei-o e saí.
O dito cujo causou-me náusea!
Chegou a presidir à Polícia Judiciária! Subiu vertigionosamente na carreira!
Nota Final: Nunca comemoro Abril com manifestações de culto político ou de liturgia folclórica. Esta foi uma das imagens mais nojentas que presenciei. Jamais a esquecerei! Abril não pode ser analisado só à luz dos seus aproveitadores...
Para mim Abril é um estado de espírito que se manifesta em todos os mais humildes actos do quotidiano: pegar numa roçadoura e cortar silvas e mato, vestir um fato de treino e dar umas voltas por aí, contemplando a natureza, observando os passarinhos.Escrever um poema, dar um passeio pela floresta e respirar ar puro. Enfim, Abril é um caleidoscópio, um cadinho, uma mundivivência! Longe de mim os «abrilistas» que não passam de ratos de sacristia ou... de biblioteca!...
Quando olho para alguns que engordaram à custa de Abril, recordo com saudade o Dr Orlando Taipa, um dos poucos sociais-democratas autênticos que conheci:
«O poder corrompe, mas o poder absoluto corrompe absolutamente!»



Hera, dando origem à Via Láctea: apertando a mama da mãe o leite derramado espalhou-se por todo o universo e deu no que deu!
Dizem que há aqui uma premonição: Jardim, mamando na teta da pátria, derramando tanto leite que fez uma Via Láctea na qual estão instalados os «anjinhos» da Madeira: alguns padres, alguns magistrados, alguns jornalistas, alguns políticos, alguns empresários, alguns pavões da finança, algumas águias da construção civil e obras públicas... alguns deputados -empresários...

quarta-feira, abril 15, 2009

Mania da Perseguição!

Já é tempo de terminar esta nojenta, abjecta, miserável perseguição a um cidadão honesto, probo, impoluto, incapaz de faltar à verdade. É tempo de se colocarem nos devidos «galhos» os «macacos». Quem não deve não teme. O país inteiro já ri a bandeiras despregadas com esta tragicomédia, esta perseguição enfadonha, esta ridícula sanha persecutória que parece não ter fim à vista!

Agora, até o JN, o impoluto JN, vem ser a ventoinha pronta a lançar lama sobre o cidadão em causa! Quem diria?Lá onde pontifica um tal Leite (azedo?), onde escreve um tal Juca, onde o azul impera e dá de comer a muita gentinha...
Basta, chega de mania de perseguição! O país não se revê neste cenário
apocalíptico! Os deuses do jornalismo devem estar loucos de todo!!!

Pinto da Costa não merece isto! Agora vem a irmã de Carolina Salgado, essa incredível, poluta e pouco transparente senhora, de nome Ana Maria, dizer que recebeu cinco mil euros por mês para fazer falso testemunho! Consta que recebeu e até passou recibo (verde) por serviços prestados, descontando o IRS como cidadã cumpridora. Presume-se!...

O que está em causa é que Pinto da Costa diz que foi muito menos! que era para dar umas «prendas» aos filhos dela! Teria motivos para dar prendas? Serão seus «afilhados»? Ou seria para pagar algum «favor»?! Para «prestar falso testemunho», contra a própria irmã,segundo alguns! Para dizer que a irmã estaria doente (de cama) e nunca poderia ter visto um tal Azevedo Duarte a receber o tal envelope! Estratégia diabólica para enganar, ludibriar a nossa impoluta justiça!!! Mas o próprio Azevedo Duarte, honra lhe seja feita, desmontou tal cabala dizendo que foi ela (Carolina) que lhe abriu a porta e até serviu café!!!

Aqui para nós, que mal há nos envelopes? Ainda no domingo de Páscoa dei um, será que pequei? Talvez, era pouco... só vinte euros!

Suspeitar de tão impoluto cidadão já é blasfémia! quem neste país já foi recebido com pompa e circunstância pelo Papa, não merece respeito e consideração? Não merece estima e até veneração? Muito poucos... Só isso já é um atestado soberano de credibilidade, de escrúpulo, de probidade moral e integridade cívica!

Será que o JN mente?

Tudo é possível! jornais não são de fiar. Jornalistas muito menos.

Veja-se o que dizem do probo, credível e impoluto ex-dirigente de arbitragem Azevedo Duarte! Na Madeira o acusam de corrupção! Lá, onde impera a seriedade máxima, a lisura de processos mais excelsa, onde o arbítrio foi definitivamente erradicado da prática quotidiana, poderá lá ser! Só campanha persecutória do JN! dizem que o Machico foi beneficiado ganhando 3-0 e não sendo despromovido ! Vade rectro JN!!! Chiça, jornais!!!

Este país precisa de uma MÃO DE FERRO para pôr tudo em pratos limpos!

Basta de caluniadores, de maledicentes, de gente incredível a lançar lama nas ventoinhas!!!

Que o Porto ganhe ao M. U. é que importa! Portugal agradece!

sábado, abril 11, 2009

O Estado e... o estado a que chegámos!...

SUBSIDIOCRACIA ASNÁTICA!

1993- 293.000.000$00
1994- 443.700.000$00
1995- 568.530.000$00
1996- 461.000.000$00
1997- 300.000.000$00
1998- 282.688.000$00
1999- 449.120.000$00
2.000- 630.000.000$00
2001 - 530.000.000$00
2002- 470.000.000$00
2003- 2.000.000. Euros
2004- 1.200.000 "
2005- 2.000.000 "
2006 - 3.600.000 "
2007- 3.100.000 "
2008- 4.100.000 "


Valores de subsídios dados pelo Estado a uma empresa privada cuja principal actividade é cantar loas a quem lhe dá esses vultuosos subsídios!

Depois, queixam-se do despesismo, da dívida pública, do nosso défice! E bradam: «gastamos mais do que produzimos!»

Quantas famílias não poderiam ser alimentadas e até incentivadas a criar empresas? Quantas actividades lucrativas não poderiam ser criadas com estes recursos? Quantos postos de trabalho não poderiam ser incrementados!!!???
__Ó Zé o que achas do P.C.A.?!
__Não sei que te diga, pá! Este rouxinol, a brincar, a brincar, vai dizendo umas verdades... Creio que isto pode abalar os alicerces do regime! O livro que ele anda a escrever, "O afã corruptor",
pode ser a tal pedrada no charco...

__ Vou ver se me ponho a pau, se não também correrei o risco de figurar nos figurantes...

sexta-feira, abril 10, 2009

O Partido que faltava! O P.C.A.!

No espectro político português do momento há uma lacuna grave. Mas dizem que está na forja um novo partido que vai preencher com honestidade, frontalidade e oportunidade, tal vazio.
É um partido corajoso, honesto, organizado, transparente: o Partido da Corrupção Assumida! O PCA!

Todos a praticam mas não a assumem. Há eufemismos que servem apenas para tapar o sol com a peneira. Mas a partir de agora sim, o PCA vai ser diferente.

Slogan de campanha: «Corruptos Unidos Jamais Serão Vencidos!»

Partido abrangente, interclassista, admite quem estiver interessado em subir na carreira: magistrados, técnicos do fisco, empregados bancários, professores, padres, avaliadores judiciais, funcionários municipais, advogados, economistas, engenheiros, prostitutas...

Há lugar para todos. Palavra de ordem mais utilizada nas manifestações: «A corrupção compensa!» ou «É fácil, é barato, dá milhões!... basta ser corrupto!»

Haverá figuras de proa, cabeças de cartaz, mas também meros figurantes com aspirações a figurões.


Sejamos honestos, dirão os apoiantes deste novel partido, vemos a subir na vida os banqueiros, os empresários, os juizes, os professores, os técnicos das finanças, os pintores, os jornalistas; que têm em comum, esses que mais voam nas asas do sucesso?
Eles sabiam que precisavam de um «encosto», um abrigo, uma catapulta. Ao comprarem com o vil metal ou com o empenhamento profissional (traindo códigos de honra e de isenção), esse tal apoio, esse «encosto», eles sabiam que iriam ter compensações futuras. Assim o fizeram e assim lograram singrar nos meandros do quotidiano. Os negócios prosperaram, a carreira floresceu, treparam ao topo com a maior das facilidades. Agora dizem lá com os seus botões;: «abençoada corrupção que me projectou!»

Vemo-los por aí, saem da política e vão usufruír gordas benesses em bancos, empresas públicas, multinacionais. Vão para administradores na comunicação social. São prendados e idolatrados.
É o marketing, é o lobbying, é a corrupção pura e dura a aureolar como coroa de glória as suas carreiras. Chegam ao topo com a maior das facilidades.

Se tivessem sido honestos, íntegros, intransigentes, inflexíveis, estariam certamente condenados à estagnação, ao anonimato, na valeta da sociedade.

Assim, não. As luzes da ribalta, os holofotes da comunicação social apontam-nos como exemplos a seguir. A corrupção foi o alicerce, a varinha de condão, o elixir do êxito! Indivíduos não muito dotados, nem intelectual nem moralmente, por vezes até feios que nem porcos, aí estão, no galarim. É preciso colher lições da História! O Partido da Corrupção Assumida ... se calhar já existe! Se calhar até é mais que um! Vamos vendo por aí: na Madeira, em Braga, em Felgueiras, na Póvoa, em Gondomar... em Gaia...
Direi mais: são quase todos! Generalizar será pecado, mas não muito grande...

terça-feira, abril 07, 2009

Certa justiça....


Tá a ver? Limpo, limpíssimo, nem foi preciso ameaçar com a justiça divina!
Esta justiça tão boa
Merece louvor, comenda,
Talvez até uma prenda
Talvez lhe cante uma loa...
Ó justiça branqueadora
Que até santifica o mal
Que venera o vil metal
Tal qual a da outra senhora!...
Faz recordar o passado
Aos ricos tão serviçal
Esta justiça imoral
À verdade o olhar vendado...
Anda injustiça no ar
A moral sempre a ofender
Pró ilegal proteger
O justo vai castigar...

domingo, abril 05, 2009

CONTRASTES FLAGRANTES...

Tenho a mesma voracidade dele, só me falta ser ... COMENDADOR!...
A Lactogal... vista pelos produtores de leite!




A Lactogal... vista pelos administradores!...

sexta-feira, abril 03, 2009

OS «ESTUPORES»...

Quando o país aperta o cinto para suportar os desmandos de meia-dúzia de oportunistas que colocados nos postos chave enchem os bolsos de dinheiro tantas vezes à custa do suor de tanta gente humilde e explorada, há quem viva desafogada e desalmadamente acima da mediania ostentando sinais de um enriquecimento a todos os títulos ilícito e desumano.

É vê-los por aí, depois de condenados por corrupção a tomarem posse em cargos em que os dinheiros dos contribuintes estão a ser sorvidos por esses sanguessugas sem um resquício de dignidade.

É vê-los por aí ganhando rios de dinheiro à custa dos agricultores mas pagando-lhes uma côdea pelo produto do seu esforçado trabalho.

«Eles comem tudo e não deixam nada!», são os «vampiros» que andam por aí a sugar o povo até ao tutano. Esse povo que ainda não abriu os olhos e continua a votar neles, a adorá-los, a venerá-los como «santinhos» imaculados na procissão do vício e da corrupção...



Um país obscurecido
por fumos de corrupção
negra imagem da nação
fadário triste e sentido
de um povo honesto e tão puro
sugado até ao tutano
castigado ano após ano
que suporta o fardo duro
da administração danosa
mordomias sem limite
saciando o apetite
de gente gananciosa
que cultiva o egoismo
pensa em si e nada mais
nesta selva são chacais
só ódio só calculismo
desviando sem pudor
explorando tudo e todos
a si próprios dando bodos
chamando ao povo: «estupor!»

O G-20 , salvadores da humanidade?

Os G-20 (os vinte países mais poderosos do planeta) assustados com a gravidade desta crise tentam salvar a economia mundial em ordem a salvarem-se também. Os paraísos fiscais (devidamente controlados) e o FMI (com mais financiamentos) poderão ser receitas ou terapias para erradicar o mal. Poderá não ser suficiente. A epidemia alastrou a ponto de quase não retorno. Mas há que injectar confiança nos mercados. Até ver.
A humanidade dizem salvar
Das garras desse caos que eles criaram
Monstro liberal à solta deixaram
Arrependidos, querem-no enjaular.
Os ricos do planete encurralados
Tanta preocupação que mete dó
Ao controlar o efeito dominó
Os pobres querem ter mais controlados...
Globalização, rosto de miséria,
Desemprego e até fome em profusão;
Descontrolo, anarquia e corrupção.
Há que fazer análise bem séria,
Corrigir excessos nesta matéria,
Construír nova ordem, nova opção.

quinta-feira, abril 02, 2009

Pressões e contra-pressões...

Eu comentar o caso Freeport? Olha, rouxinol, os políticos e as fraldas precisam de ser substituídos com frequência e pelos mesmos motivos!

O caso Freeport continua a dar que falar. O recém-eleito presidente do sindicato dos magistrados do ministério público vem assegurar que os procuradores afectos ao processo foram alvo de pressões. O senhor procurador geral da república vem assegurar o contrário.

Hoje o Público relata algo de preocupante: uma alegada tentativa para pressionar os referidos procuradores a assinarem um documento atestando que não foram pressionados!!!

Em quem acreditar? Há pressões, contra-pressões, tenho a im-pressão que há altas pressões a condicionarem baixas pressões podendo gerar tempestades inimagináveis.

Sim, por que o vento forma-se por causa da diferença de pressões: circula das altas para as baixas pressões. Ou será só impressão minha?!


Questão de estilo?!

Tem sido frequentemente acusado de «parasitar o PS» e estar dentro do partido para defender interesses alheios ao PS. De facto, Manuel Alegre tem sido uma presença incómoda na bancada parlamentar do PS. Amiudadas vezes vota ao lado de BE e PCP, hostilizando as directrizes do seu partido.

Quem terá razão?

Se analisarmos as promessas eleitorais socialistas seremos levados a concluír que Manuel Alegre está ao lado delas. Contudo, no contexto actual, em que o partido no governo foi obrigado a acorrer a fogos que não estavam previstos (alguns de origem endógena, outros de propensão exógena...), tendo que optar por cortar nalgumas dessas promessas em ordem a obter um mais saudável equilibrio orçamental, poderemos ser levados a concluír que Manuel Alegre não afina pelo diapasão governamental.

Nesta aparente dicotomia há quem sugira que possa estar a capitalizar o descontentamento provocado por medidas pouco populares em vários domínios: saúde, educação, trabalho.

Será, não será? Num partido plural e eminentemente não dogmático, não monolítico, cuja principal virtualidade é o interclassismo e a abrangência social, esta conduta é aceitável ou não?

Não é fácil responder liminarmente a isto. Eu próprio não comungando da opinião defendida por alguns, de que Manuel Alegre pode estar a ostentar tiques de «mau carácter», não deixo de reconhecer certo desconforto sentido por alguns militantes vendo uma sistemática falta de disciplina partidária (fruto dessa liberdade e desse pluralismo, assinale-se).

Agora, segundo relata o DN, Manuel Alegre foi ao jantar mas não integrou os trabalhos, não interveio nos diálogos nem sequer marcou presença. Será que o seu distanciamento ideológico, ético, face à conduta do partido é de tal ordem que nem aceita debater as questões que dizem respeito a todos?

Algo não está bem no PS__ é notório e muita gente anda desgostosa. Será que Manuel Alegre é a tal vaga de fundo que se vislumbra para salvar a face, apresentando um perfil imaculado e regenerador, ou, a contrario sensu, se prepara para a guerra da secessão?

quarta-feira, abril 01, 2009

A PRAGA DAS «LUVAS»...

Luvas? é um pecado muito grave: são o «preservativo» dos corruptores!..

«Luvas» também quero ter
É moda internacional
Calça quem está no poder
Quando é corrupto ou venal.



Se quero ter bom despacho
Boa decisão obter
Da mesa, é pagar por baixo
Que ninguém possa saber...



As mãos limpas há que ter
Não sujar com vil metal
Há que comprar o poder
Ele é caro.. . em Portugal!


«Luvas» aqui e acolá
Todo o cão e gato paga
Gente séria já não há
O país é uma praga!