terça-feira, março 06, 2007

FERNANDO PESSOA: Português de dimensão universal.












Fernando Pessoa, um génio intemporal...








Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.


Deus quis que a terra fosse toda una,


Que o mar unisse já não separasse.


Sagrou-te e foi devorando a espuma.


E a orla branca foi de ilha em continente.


Clareou, cresceu até ao fim do mundo,


E viu-se a terra inteira de repente,


Surgiu, redonda, do azul profundo.


Fernando Pessoa






Nota. O Poeta da Mensagem foi talvez o mais completo e complexo do Homem Universal.Com os seus heterónimos (forma de dar forma ao seu ecletismo...) criou um universo próprio,uma idiossincrasia literária fascinante. O seu esoterismo e o ocultismo que cultivou, deram azo a especulações filosóficas e elocubrações metafísicas. Enfim um homem fora do seu tempo...

domingo, março 04, 2007

LISBOA, monte de Vénus...




Com a crise à porta, esta donzela (Lisboa?) pensa em como há-de comprar roupas! ai, custo de vida a quanto obrigas...
Noutros tempos dizia-se que o país estava "de tanga"... agora...
Lisboa, linda donzela,
Teus seios são as colinas,
Teu olhar são as boninas,
Perfume: cravo e canela!...
Namoras um marinheiro
Que anda doidinho por ti...
Amor assim, nunca vi,
Tão sereno e verdadeiro.
Amas o Tejo também,
Esse amante tão bonito!
Que te adora, eu acredito,
Pois a teus pés... se mantém!
Sei que adoras as gaivotas
Tens-lhes amor maternal...
Parecem tuas filhotas
Fruto de amor temporal...
Lisboa, linda donzela,
Filha do mar e da lua
Gosto de ver-te assim nua
Moira encantada... à janela!...
Eu te beijo com ternura,
Quando regresso, saudoso,
O teu beijo é tão gostoso,
É mar calmo... só doçura...
Castelo, de Vénus monte,
Sentinela intemporal,
Teu reduto sensual
De Parnaso também fonte!
JOTEME

CATARINA FURTADO: o busto da RTP!

Um busto que vale milhões. Estará seguro?
Com a ladroagem que para aí campeia...
O busto da RTP
É Catarina Furtado,
Dizem-nos, bem sei porquê:
Peito em mármore talhado!
Neste olimpo lusitano
É nossa Vénus, eu penso!
De moreno bem cigano,
De um fascínio... tão intenso!
Será que o busto é talento?
Não é!, mas ajuda imenso...
Um busto é um monumento
À contemplação propenso!
Ter neurónios já não é
Indicador a preceito;
Até pode ser um pé
P'ra "arrumar" quem não tem peito!
Rouxinol de Bernardim

MATAR A ROTINA, POR QUE NÃO?






Há que fugir à rotina, agarrar a liberdade, mergulhar...
Enquanto o ar é saudável, as águas despoluídas...
Escravos da rotina
Todos somos, eu creio;
Rotina que eu odeio
Que ninguém imagina...
Irmã gémea do tédio,
Inimiga de todos...
Só nos causa mau génio,
E depressão, a rodos...
Se ninguém a assassina
Vou encetar combate
P'ra matar a rotina
Antes... que ela nos mate!
Todos vamos morrendo
Escravos dela, então?!
Quando ela vai crescendo
Todos minguando vão!
JOTEME
Nota: É muito mais legítimo um referendo sobre a rotina do que sobre o aborto. Sócrates: ou decretas a sua morte, já, ou ela nos matará a todos!
E a crise também é filha dela, podes crer!

sexta-feira, março 02, 2007

O TALENTO... E... A INVEJA.


Quem vencerá?
Se a árvore frondosa sombra dá
O talento, se é grande, faz inveja;
Tudo a Psicologia explicará!
Um, muito alto voa, ela rasteja...
Ela anda por aí, maledicente,
Linguagem torpe, reles, avinhada...
Qual venérea excrescência, indecente,
Pústula por bactérias infectada!
O talento não entra em peixeiradas,
Fulgura no ar puro da floresta,
Paira, volátil, sobre... almas danadas!
A cascavel rasteja, só lhe resta
Lançar veneno, fétidas picadas;
Não voa, sai da toca... mas não presta!
Rouxinol de Bernardim

Nota: Amiúde vemos políticos (e outras figuras públicas) serem atacados por inveja pura; casos há que precisam de ser investigados para se clarificarem dúvidas sobre determinadas irregularidades: aí, não há inveja, há imperativos de transparência. Mas, quando é o ódio pelo ódio, a maledicência instintiva, visceral, aí entra a inveja nojenta, essa cascavel execrável..

MANUEL BENTO: mãos de ferro, coração de ouro!



Se o tempo levou o Bento,

Sua ampulheta expirou;

Foi um Homem-monumento

Expoente que findou!

Me curvo perante o exemplo

De brio e de abnegação

Mais que um homem foi um templo:

Templo de Fé, Devoção!

Devotado à causa pura

Do futebol-espectáculo,

Rendo-me à sua figura

Do fair-play um receptáculo...

Mãos de ferro, mas de ouro

O coração que o traíu;

Todos perdemos tesouro

Mas no céu... vaga se abriu!...

JOTEME

Nota: Não foi só o universo benfiquista a lamentar a perda; ele era "a nação", ele representava a mística lusa, o ir sempre mais alto, mais além; ele não morreu, pois nós, os que amamos o futebol, o iremos da "lei da morte" libertando!

Povo de saco cheio... Tubarões, de papo cheio...


O Zé Povinho alvejado de impostos... os algozes, de papo cheio!





Sacos azuis não tem a nossa gente,
No fim do mês, se sobram, são tostões;
O fisco tudo passa a fino pente,
Já perdemos, de Abril, as ilusões...


De saco cheio... está o nosso povo,
De papo cheio... estão os tubarões;
Cofres bem recheados, como um ovo,
E nós?!... Mais espremidos que limões.


Reformas, mordomias milionárias,
Deputados, gestores: marajás...
Sinecuras injustas, sumptuárias.


Tu, Zé Povinho, gordo é que não estás...
Gritam que o Estado é gordo, as alimárias,
Só comem coisas boas... tu, as más.

Rouxinol de Bernardim


Nota: Os que engordam à custa do Estado, dizem que ele é gordo! Daí, cravarem o Povo de impostos, como suporte da opulência.
Eles andam por aí, em bons carros, sorridentes, se calhar de cravo ao peito! Com bons tachos,
belas férias na estranja, à custa dos dinheiros de todos nós!

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

A VOZ DO REALISMO...

Navegando "em mar de contentamentos"...







Os bons vi sempre passar

No mundo graves tormentos;

E, pera mais espantar,

Os maus vi sempre nadar

Em mar de contentamentos.

Cuidando alcançar assi

O bem tão mal ordenado,

Fui mau, mas fui castigado.

Assi que, só pera mi,

Anda o Mundo concertado.

Luiz Vaz de Camões

Nota: Se Camões conhecesse o deputado madeirense João Carlos Gouveia (e todos os membros da oposição ao monolítico regime local...),então, talvez lhes dedicasse esta trova de sabor tão actual.

A SUBTIL ARTE DA OCULTAÇÃO...

















A nudez forte da verdade...





Vós, que usais o poder com bom proveito,
Vós, que enricais de forma galopante,
À mentira prestais sempre bom preito,
A verdade, por fim, sai triunfante...



Vós cultivais a flor-cumplicidade,
Tendes olhos, ouvidos e narizes,
Vigiando o jardim-opacidade,
Cães de caça à procura de perdizes!...


Mas, de tanto ocultar, ou camuflar,
As suspeitas começam a surgir
E muitos cortinados ... a rasgar!


A verdade começa a reluzir,
Há biombos legais a respeitar,
Mas o prédio-mentira vai ruír...


Rouxinol de Bernardim

Versejar: o efémero e o intemporal.


Bocage: talvez o maior cultor do soneto...



Alguns versos sucumbem ao deus-tempo,
Outros, vão refulgindo, gloriosos,
Polidos pela lima do talento,
Ganham a eternidade, são famosos.


É ver a Natureza, contemplar
Árvores seculares, de tão belas,
Ninguém ousa pedir p'ra derrubar,
Mas, antes desfrutar o prazer delas! (1)


Versejar é também o preservar
O que é intemporal, o que é eterno,
É arte de palavras burilar.


É respeitar o antigo e o moderno,
É as palavras saber não ultrajar,
Tratando-as com carinho e afago terno.

Rouxinol de Bernardim

(1) Nem todos respeitam a natureza como ela merece; há gente com sensibilidade para enricar, para sugar recursos que são de toda a comunidade, em proveito próprio, redundando em prejuízo de toda a comunidade. São os sanguessugas. São eles que fazem deste lamaçal quotidiano, o "inverno do nosso descontentamento"...

O mundo é feito de mudança!... Dizia Camões!...

Há mudanças em quase tudo... mas, o Zé Povinho, ainda hoje é espezinhado por tiranetes que o vão calcando e... à sua custa vivendo...
já é tempo de mudar!...
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente, vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E enfim converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.
NOTA: Luís de Camões, o imortal Épico, fala da mudança como coisa normal no mundo, na natureza, nos sentimentos, enfim na rotina do quotidiano.
Se perguntassem a Alberto João Jardim o que pensa do poema acima, talvez ironizasse: "Camões?! Esse pobre zarolho, esse "cubano" ressabiado não conhece este oásis de progresso e de opulência que é a Madeira desde que me instalei na Quinta da Vigia! Aqui, "valores mais altos se alevantam", portanto "mudança" é palavra que não entra no dicionário desta Ilha... Camões, ao escrever isto, vê-se mesmo que é contra a "Autonomia" e... talvez seja mais um dos "colaboracionistas" do Cont'nente! Deve estar à espera de alguma "tença" do Terreiro do Paço... enfim, esse Camões talvez seja um "velho do Restelo" sem coragem, sem audácia... Se viesse aqui à Madeira... talvez lhe incendiassem o carro...
Atenção: isto é pura imaginação do autor. AJJ não diria uma coisa destas; tem até o espírito de humor necessário para sorrir (talvez em tom amarelado...) desta charge...

domingo, fevereiro 25, 2007

HINO À REVOLUÇÃO!

É urgente acabar com as "mamas"!!!



O CORRUTO... E EU...



Senhor político, eu sei,
que é assim em todo o lado,
por isso contribuirei
pra não ser ostracizado
o que pedir... eu darei!...


É assim em todo o lado
toda a vida subornei
só assim sou respeitado...
o partido eu ajudei
financiei o pecado...


É assim em todo o lado
e não há nada a fazer
é um "SISTEMA" danado
lógica do "tem que ser"!
ou... se é marginalizado!


Nas finanças, tribunais,
nas arbitragens... também!
câmaras municipais
é preciso ir além
dos "processos" triviais...


É assim em todo o lado
e quem assim não pensar
por louco pode ser dado
quem não quiser alinhar
tem logo o "caldo entornado"!...


Quem quiser subir na vida
no "esquema" tem que alinhar
a moral está corrompida
a ética anda a voar
a decência... está falida!...


É assim em todo o lado
é pagar e não bufar!...
o "SISTEMA" está montado
ninguém o vai desmontar
ou... é desacreditado!...


Jagunços vão contratar
coças são encomendadas
juízes vão controlar...
têm vidas devassadas
por fim... é chantagear!...


É assim em todo o lado
ai de quem não alinhar!
o "SISTEMA" bem oleado
com cifrões até fartar...
há que pagar... e calar!


As almas estão à venda
preços, podem variar:
umas, recebem comenda,
outras... talvez Jaguar!
p'ra todas há uma prenda!




MAS... EU PENSO ASSIM:
"SISTEMA" desnaturado
"jardim", só ervas daninhas!
Portugal acorrentado
a corrupções bem mesquinhas
é país sempre adiado
entregue aos furões e doninhas
é país abastardado
só intrigas e guerrinhas
um povo narcotizado
com Fátima... e "Fatinhas"...
um país colonizado
por reisetes e rainhas
é país alienado.
Por isso, estou revoltado!
triste, mas não derrotado...
quero ver o povo amado
deste chão... alevantado!!!
Rouxinol de Bernardim



NOTA: Isto pretende ser um grito de alerta contra o marasmo, a resignação, o fatalismo, "fados" tão enraizados na alma lusa, mas que há que ultrapassar sem demora. Cada um de nós, de per si, faça um esforço e não se renda ao "SISTEMA". O "monstro" vai ser derrotado. Basta cada um de nós ter pensamento positivo, não se deixar amordaçar. Quero homenagear o que há de são e puro neste Povo que Rafael Bordalo Pinheiro retratou com tanta mestria. Quero homenagear os juízes honestos e íntegros que não "alinham" no "SISTEMA". E... QUE A REVOLUÇÃO COMECE HOJE! QUE NINGUÉM SE DEIXE AMORDAÇAR PELO "MONSTRO"!!!

sábado, fevereiro 24, 2007

AURORA CUNHA: um hino ao atletismo!





Em Ronfe foi despontando
Qual aurora promissora...
Correndo, quase voando,
Esta atleta ganhadora.


Com fibra, com pundonor,
Com o "triunfo" casou,
E este tão grande amor
À fama a catapultou!


Portugal se revê nela
Com a raça e o estoicismo
Portugal correu com ela...
Sentiu seu portuguesismo.


Sua leveza se impunha
E a classe tão natural
Dir-se-ia que Aurora Cunha
Foi "aurora boreal"!...


Teu brilhante palmarés
Com vitórias de eleição
Diz-nos, Aurora, que és
Digna da nossa afeição!

JOTEME

ZECA AFONSO, 20 anos de saudade!...





A saudade também dói

É, da alma uma ferida,

Como um ácido, corrói,

Deixa marca bem sentida...

A morte, reles vampiro,

Desses, que tu detestavas,

Privou-te, com teu "retiro",

Da vida que tanto amavas.

Mas, a viver continuas,

No Povo, lá na garganta...

Quando se povoam ruas

E Grândola a gente canta!

Há que cantar Liberdade!

Coisa que faz sempre falta...

Há que animar a cidade

E fazer vibrar a malta!...

Vampiros, cada vez mais,

O Povo sugando vão,

Controlam os tribunais

Tidos por santos... já são!

Vampiros "dourados" passam

Por "santinhos" de respeito

No desporto só trapaçam

Atropelam tudo a eito...

Tem vasos comunicantes

Na Madeira, o vampirismo...

Passa de alguns governantes

P'ró venal clericalismo...

O vento da Liberdade

Já não sopra como outrora

No reino da opacidade

A censura sopra agora...

ZECA AFONSO, penso assim:

Portugal vampirizado

Por sanguessugas sem fim

É País sempre adiado...

Falar verdade não é

Virtude, mas sim defeito!...

Mentir, dá glórias até,

Preciso... é ter bom jeito!

Cada vez mais actual

ZECA, é a tua menagem,

Cada vez mais crucial

É mostrar tua coragem!

Matusalém

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

ALVES BARBOSA: 700.000 Km a pedalar...

Alves Barbosa, já veterano...


Na bicicleta montado
Em perfeita sintonia
Com o dorso bem curvado
Era assim que ele corria...

Inteligência e talento
Controlando a emoção
Estrela do firmamento
A brilhar no pelotão.

Elegância a pedalar
Com porte senhorial
Metas, sabia cortar,
Chamavam-lhe :"o canibal"!

"Devorava" a concorrência
Com raro virtuosismo
Fibra mais inteligência
Em perfeito sincronismo!

No contra-relógio, um rei,
A sprintar, um velocista,
Tão ecléctico, eu direi,
O mais completo ciclista.

No seu tempo dominava
O pelotão nacional
Águia que nos encantava
O maior ás do pedal!!!

Rouxinol de Bernardim

Nota: era um gentleman na verdadeira acepção do termo; venceu várias voltas a Portugal na década de cinquenta. Esteve na Volta a França e brilhou em Espanha.

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

Campanha eleitoral: amante com duas grandes tetas!...




Na campanha eleitoral
Tem duas tetas na mão:
Uma, é mama clerical
A outra, é a informação!

Cada qual mais bem nutrida
Com "silicone-cifrão"...
Cada qual mais atrevida
Alimentam multidão!

Os padrecos "comissários"
Sem um pingo de isenção
Do poder serventuários
Agradecem a "atenção"!...

Rendidos ao poder 'stão
Alguns, com grande cinismo,
Não sei se é só gratidão
Ou também oportunismo?

A teta do jornalismo
Do Estado chupa milhões...
Autêntico vampirismo
Esta praga de mamões!!!

A teta do Cont'nente
A Lei ousou controlar...
Era teta incontinente
Não parava de aleitar!

O "bezerro" não gostou
Do garrote-austeridade...
Vão-me capar, lá pensou,
E... toca de protestar!

A mama não larga, não!
Diz que vai continuar
As tetas são obsessão
Há-de morrer a mamar!

Que ilacção há que tirar
Desta mania-obsessão?!
O povo vai "receitar":
A "cura de oposição"!!!


JOTEME

NOTA: Dizem que o Estado está "gordo"! Vai daí toca de o sugar para engordar as tetas que hão-de suportar as mordomias de clientelismos... e outros ismos de igual teor! Já chega de "abastardar" a democracia! O povo tem que erguer a sua voz, tal como o Zé Povinho do imortal Rafael Bordalo Pinheiro e lançar ao chão aqueles que o calcam impunemente! É um fartar vilanagem!

domingo, fevereiro 18, 2007

O "Imprescindível" ameaça... mas falta-lhe coragem!





Farto do poder, farto do "sistema"!
Regurgito discursos, com prazer,
Já não sou solução... mas o problema,
Lapa agarrada à rocha do poder!


De síndrome insular estou a sofrer,
Sinto-me afogar neste mar de palmas!...
Sei bem que não p'ra mim... mas... ao poder...
Poder que tudo compra!, até as almas!


Prazo de validade terminou
Faço omoletas sim!, mas só com ovos!
Magia?! não farei... mago não sou!


Já é tempo de dar lugar aos novos
O Brasil é mais quente, p'ra lá vou!
Conhecer novos mundos, outros povos!...

Matusalém

sábado, fevereiro 17, 2007

MANUEL JOSÉ, o "faraó" português!




No país dos faraós
Manuel José venceu!
Foi "leão" bem feroz...
E o Egipto "enlouqueceu"...



Da pirâmide foi cume
Foi um sol abrasador
Foi a chama que deu lume
Facho galvanizador!


De Portugal é o rosto
Ao rio Nilo sorrindo...
Sorria sempre com gosto
Sempre subindo, subindo...


Estrela do futebol
Treinador de grande astral
Na alma usa o cachecol
Deste pátrio Portugal!


Te saudamos Manel
És espelho da Nação,
Sofremos, mas temos fé,
Que hás-de vir p'rá selecção!...


África já se rendeu
Ao teu futebol estético
Até Alá... compreendeu
Esse teu dom profético!


A Nau Lusitana espera
O teu regresso, eu sonho...
Há sempre uma primavera
Depois de inverno tristonho!...

Rouxinol de Bernardim


sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Mário Moniz Pereira: um ás gerador de ases!



Esta excelsa criatura

No pódio merece estar,

Do desporto é uma figura

De currículo exemplar!

Príncipe dos treinadores

Muito grande, entre os primeiros,

"Deu à luz" grandes valores

De talentos... é "parteiro"!...

O seu fado é a vitória

Só faz marchas triunfais!

Parente rico da glória

Seus hinos... são imortais!

Um "mago" do atletismo

Em Portugal fez escola...

E com raro virtuosismo

Tira ases da cartola!

O país tira o chapéu

A quem desposou a fama

Essa noiva sem ter véu

Que só veros heróis ama!!!

Rouxinol de Bernardim

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

PEDRO HISPANO: Português de dimensão universal.




Pedro Hispano foi papa-cientista,
Português ilustríssimo de então,
Nos legou a mensagem humanista
Símbolo de cultura e erudição.


Seu acendrado amor à medicina
Não impediu o amor à teologia;
Dois credos, mas também a mesma sina:
O mistério de Deus, sua magia!


Hoje em dia, penumbra da memória,
Coroamos a vil gente irrisória
Olvidando figuras de valor!...


Há tanta gente boa, meritória,
Que foi um facho ardendo em paz e amor
Devia ser motivo de louvor!

Rouxinol de Bernardim