sexta-feira, novembro 16, 2007

Honra Nacional em causa.



Há em Inglaterra um autêntico vendaval contra Portugal e as instituições portuguesas. Foi há tempos o jornal Daily Mirror a insultar o embaixador de Portugal no Reino Unido, acusando-o de tudo e mais alguma coisa, indo ao ponto de mandar "calar a boca porca de comedor de sardinhas"!, numa alusão incrível aos nossos tradicionais hábitos alimentares...
Agora vem um deputado europeu denegrir as nossas instituições. É verdade que nem tudo é perfeito. Há entorses ao funcionamento do sistema. Nós sabemos que o é.
Contudo esta acusação (ou melhor, série de acusações) têm todo o aspecto de terem sido "encomendadas" por alguém. Tudo tem como pano de fundo o caso McCann. Sabemos que algo de perturbante pode estar oculto e ferirá de morte a credibilidade deste simpático (?) casal...
Perante esta campanha era útil que o senhor presidente da República tivesse uma intervenção. É Portugal que está em causa. É o orgulho português que está ferido.
O seu silencio poderá ser ensurdecedor. Calar pode significar consentir!
Era bom que o advogado português que lidera a Ordem dos Advogados e tem como clientes os Mc Cann também dissesse de sua justiça. Não é um advogado qualquer. É o Responsável-mor pela Ordem dos Advogados Portugueses. O seu silêncio poderá ter conotações pejorativas. Há silêncios que fazem imenso ruído...

quarta-feira, novembro 14, 2007

Populismo: a face patológica do fenómeno.


O populismo será uma doença?! Qual a patogénese?!
Ao longo da História temos assistido a casos aberrantes em que políticos inicialmente tidos por democratas (e grangeando votos em catadupa), degeneram a passam a assumir comportamentos de um hegemonismo patológico, muito embora sempre camuflados por motivações altruístas.
É o presidente de câmara que quer dominar todas as freguesias custe o que custar. É o líder regional que visa ser presidente de República, é o presidente de República que quer dominar o espaço continental onde está inserido.
Aqui chegados analisemos o comportamento de Hugo Chavez à luz de uma clarividência e de um realismo desprovidos de conotações ideológicas. Ele assume-se como herdeiro de Fidel na luta contra o americanismo exacerbado de Bush; só por isso grangeou muita simpatia pois Bush meteu os americanos num atoleiro diabólico e a reputação dele e das suas forças armadas caíram a pique. Está com a cotação a níveis baixíssimos...
Mas agora a degenerescência deste populismo ( de Hugo Chavez) é óbvia: quer contornar obstáculos burocráticos para se eternizar no poder, estilo monarca; assume posturas de um protagonismo excessivo com intuitos provocatórios para colher dividendos mediáticos; visa um notório espírito de hegemonismo pan-americano sob a capa da autoproclamada herança castrista. É uma nova forma de messianismo com ingredientes multifacetados...
O gérmen do nazismo anda no ar. Os seus amplexos ao líder igualmente populista-fundamentalista como é o do Irão, não são bom augúrio para a humanidade. Estes dois pólos são altamente incandescentes. Aqui há um notório caldo de cultura belicista muito embora sob uma roupagem de vitimização (face aos excessos também óbvios do bushismo...) que deixam vislumbrar certa preocupação por capítulos futuros...
O mundo precisa de se cuidar. Há fenómenos que logo in ovo devem ser denunciados e combatidos com a necessária clarividência. Os hitlers (grandes ou pequenos) têm na sua génese muita aparente legitimidade que serve de capa ao seu modus operandi. Há que estar atento e seguir estas duas personagens como os astrónomos seguem os meteoros cujá órbita gravitacional poderá dar azo a colisão com o planeta. A similitude é óbvia...

Descolonização "exemplar" e... colonização "exemplar"!


Uma guerra é uma forma de cultura. É a política no seu desespero. Apela à ignorância e ao desprezo pelo pensar.
A série televisiva que Joaquim Furtado apresentou (vem apresentando) é deveras impressionante e mostra à saciedade os dois lados da barricada: o lado do colonizador e o lado do colonizado....
Quem não presenciou o teatro de guerra não pode imaginar sequer todo o pano de fundo em que se desenrolou o conflito(guerra da libertação para "eles" e guerra colonial para "nós"...). Há todo um contexto histórico que deve ser colocado a quem faz esta análise. A história do passado africano cheio de abusos e de explorações. A história de um auxílio internacional, inserido num contexto de "internacionalismo proletário" então vigente na ex-União Soviética, visando a libertação de povos vítimas de colonialismo. O papel duplo e oportunista dos americanos neste cenário de hipocrisia.
A série está bem montada e mostra com frieza as partes em confronto. Os casos de "heróis" como Marcelino da Mata, Mamadu Baldé (africanos que deram tudo pelo "nosso" lado...) são dignos de ponderação profunda. O caso de Robles, um "heró" nosso, que ultrapassou todos os limites da decência, também é digno de realce. O massacre de Wyriamu (em Moçambique, sob a tutela do então general Kaulza de Arriaga) é algo de aberrante e talvez uma das causas do comportamento bárbaro dos indígenas contra as populações europeias.
O tema daria pano para mangas. As atitudes mais indignas perpetradas por alguns de "nós" eram abençoadas pelo poder vigente. Quem tecesse algum comentário, por ligeiro que fosse, era
logo apodado de falta de adaptação, de "loucura", de falta de "senso". Aqueles que despudorada e de forma desumana violavam a convenção de Genebra eram enaltecidos e condecorados para servirem como exemplo. Uma guerra sem um resquício de dignidade, sem uma plataforma de racionalidade, sem perspectiva histórica da parte do poder vigente.
Paralelamente a este arbítrio e a esta falta de princípios havia o interesse economicista de uma elite, colada ao poder, manipulando os órgãos de comunicação social e os intelectuais mais proeminentes conduzindo para um abismo irreversível um conflito que poderia ter outra condução, outro desenlace.
Ocorre-me sempre recordar o papel de Manuel Alegre.
E porquê?
Tal como hoje, mantém uma postura serena e altiva, não abdicando de princípios, não hipotecando a honra a razões eleitoralistas ou de mediatismo oportunistico. Ele tinha uma visão histórica sensata, inteligente e útil para ambas as partes. Ele queria evitar o cenário que desembocou no massacre e na guerra fratricida. Foi vilipendiado, ultrajado, acusado de tudo e de mais alguma coisa. Quem se revia nos seus conceitos (independentemente de agir ou não) era considerado "cobarde" ou "louco" pelos autênticos "loucos" que geriam de forma leviana e estulta o teatro das operações.
Os "heróis" de então (Robles & Companhia) eram o paradigma moral por excelência, o suprasumo, a excelsa virtude. Pensar por outro diapasão era "crime", era "alienação", era "tolice". Mas houve quem conseguisse continuar na crista da onda, mesmo depois do 25 de Abril entrando furtivamente no autocarro do poder. Autênticos criminosos viraram "heróis de Abril"!Desses, a reportagem de Joaquimn Furtado não fala... mas devia fazê-lo...

terça-feira, novembro 13, 2007

O fim-do-mundo em S. Bento!




O Sr Governo e D. Oposição esgrimindo argumentos .
Em causa o Orçamento de Estado.
Sr Governo - A D. Oposição fique sabendo que este orçamento é credível, rigoroso e mais ainda: virtuoso! Cresce a receita por efeito das exportações e diminui a despesa por contenção de gastos sumptuários e cortes cirúrgicos por força da racionalidade económica!
D. Oposição - Tudo tretas Sr Governo. Vai ser mais um ano de sacrifícios para os mesmos de sempre. Vocês têm a obsessão do défice, procuram ser escravos de Bruxelas e não se preocupam com o povo real que sofre. O Orçamento é restritivo, não dá origem a desenvolvimento económico sustentado, vai contribuír ainda mais para a engorda dos grandes potentados económicos e o emagrecimento do povo.
Sr Governo - Engana-se redondamente D. Oposição! emagrecer o Estado é saudável, permitirá usar esssas gorduras supérfluas para satisfazer as necessiadades dos mais carenciados. O Estado gordo era no vosso tempo, para satisfazer grupos económicos e empresas por vós protegidas. Então o Estado estava ao serviço de uma minoria contra a grande maioria do povo.
D. Oposição - O Estado vai emagrecer sim, mas para engordar os grupos económicos que vos são afectos, é o que é. Já vemos empresas municipais a sacarem das câmaras para entregarem a amigalhaços. Emagrece num lado e engorda no outro. Sistema de vasos comunicantes...
Sr Governo - Engordar num lado e emagrecer no outro faz lembrar aquelas senhoras que fazem lipoaspiração na barriga e nas nádegas e colocam esses excedentes no busto... Será uma autocrítica essa pretensa crítica que a D. Oposição está a fazer ao nosso governo?!
D. Oposição - Não ria senhor primeiro-ministro pois já tenho uma aqui para si. Ao ver essas receitas orçamentais tão empoladas eu pergunto a mim própria com que recursos é que irão crescer? Será que irá recorrer ao viagra?!
Sr Governo - Está a falar a voz da experiência. Quando lá em casa falta algo, a senhora D. Oposição é que toma a iniciativa de comprar o produto ou é o seu consorte?!
D. Oposição - Não me falte ao respeito sr Governo. Responda às perguntas com objectividade. Não responda com novas perguntas. Diga-me como vai conter tanto as despesas que estão notoriamente subavaliadas?
Sr Governo - Nós maximalizamos os proveitos à custa de uma política de incentivos ao desenvolvimento económico sustentado, criando benefícios fiscais e dotando o tecido económico-empresarial de mecanismos de agilização capazes de potenciarem sinergias positivas que serão o verdadeiro embrião do progresso. Por outro lado minimizaremos os custos graças a uma política séria e credível na contenção de despesas sumptuárias e de racionalização de circuitos gerando poupanças que serão canalizadas para reinvestimentos produtivos.
D. Oposição - Tudo tretas senhor primeiro-ministro. O senhor prometeu mundos e fundos em campanha e agora faz o inverso. Isto é traição, é defraudar as expectativas do nosso povo. Não acredito novamente nas suas piedosas intenções. Delas dizem que está o inferno cheio.
Sr Governo - Não sei se há inferno, mas se houver estará lá toda a oposição. Eu prometi algo que me pareceu verosímil face ao clima de oásis que o governo de então aparentava. Contudo quando lá cheguei encontrei o deserto puro e duro e não o tal oásis que o governo de então dizia existir... tive que adequar a minha prática à realidade existente!
Enfim, esta cassete é sempre a mesma! o diálogo acima é ficção mas pretende retratar um discurso estereotipado que só serve para encher o olho a papalvos. Há que tirar ilações e olhar com atenção para os problemas de fundo.
Qualquer dia apresento uma nova personagem: D. Demagogia! ela continua firme e hirta no seu posto. Existe no governo e na oposição! até quando? Até que o coeficiente cultural do povo o deixe de permitir e/ou tolerar. É esse o nó górdio da questão!

segunda-feira, novembro 12, 2007

Quando o Rei fazia anos!...


Dizem que D. Sebastião ainda está vivo! Talvez o encontre nalguma esquina da rua em manhã de nevoeiro... ou no café perto de si...
Quando o Rei fazia anos
ia a plebe ao beija-mão
debutantes e decanos
com presentinho à feição
sorridentes e simplórios
vergando a cerviz ao Rei
rituais tão vexatórios
medievais, eu bem sei
a vaidade de querer
exibir a toda a grei
a coroa do poder
enfim, pura ostentação
da monarquia reinante
pífia manifestação
vácua mas espampanante
oca e fútil para a gente
farta de ser ultrajada
pelo Rei omnipotente
mas agora embriagada
pela zurrapa real
batia palmas, coitada
e sorria, bestial
não fosse ser açoitada
pela guarda imperial
vendo nalgum descontente
perigo potencial
de insurreição iminente...
Entretanto....
Há um reisinho a mandar
muito fero, tiranete...
e quem à festa faltar
pode tirar-lhe o... tapete!

domingo, novembro 11, 2007

Cântico dos Cânticos!


Os rostos visíveis da Santa Aliança na Madeira...
Nós somos felicidade...
e nos cobre o mesmo manto
chamado cumplicidade
o país olha com espanto
esta nossa ligação
este longo casamento
cimentado na ambição
crescendo como fermento
num amplexo permanente
e com trocas "afectivas"
à vista de toda a gente
com metas bem selectivas
numa troca de favores
à margem das próprias leis
que narcotiza eleitores
e os mantém sempre fiéis
a esta sacra aliança
que tende à eternização
qual mar de eterna bonança
de fácil navegação
pra piratas mercenários
corsários do caciquismo
branqueadores salafrários
midas do novo-riquismo
controlando o pobre Zé
com o ópio futebol
pipas de massa e de fé
nas barbas deste rei-sol
que se agarra à autonomia
como um luzeiro, um farol
que entontece e alumia
esta escravizada mole...

UTILIZADOR-PAGADOR - Querem fazer do pescador um idiota!


José Festas é o intrépido porta-estandarte de uma classe ferida no seu orgulho...

O pescador é talvez o mais explorado trabalhador deste país. Querem fazer dele um idiota ao obrigá-lo a pagar o próprio socorro no alto mar!...
O princípio do utilizador-pagador está omnipresente! Já basta de economicismo bacoco!
Qualquer dia o pescador (e todos nós, certamente) terá que pagar o ar que respira!
Pra pior já basta assim!!!
Pescador que andas no mar
É só economicismo!
Tudo terás que pagar
Mesmo o simples socorrismo!
A tua vida não presta
O Estado sempre a sacar
Afinal... o que te resta
É ... pagar e não bufar!...
Querem ver-te sem tostão
Asfixia financeira
Não tens outra solução:
Levam-te a alma... e carteira!...
É sempre a sacar, sacar...
Nova angústia já te espera:
Terás que pagar o ar...
Que respiras... da atmosfera!!!

Deus envia novo Salvador!


GAIVOTA QUE ANDAS NO CAIS...
(FADO ANTI-POLUIÇÃO)
Gaivota que andas no cais
À procura de comida
A vida é dura demais
Toma cuidado, se não vais
Comer peixe... e pesticida...
A água tem salmonelas
Os efluentes fecais
Não são meras bagatelas
Coisas más, é fugir delas
Por vezes... mesmo letais!
Gaivota que andas no cais
Toma cautela, cuidado,
Estes pecados mortais
São armadilhas fatais
O cais anda envenenado...
O homem, ser poluidor...
O planeta vai matar
Consta que Deus-Criador
Vai mandar um Salvador
À Terra para a salvar!
Gaivota que andas no cais
Tu sabes que o homem-réu
Conspurca cada vez mais
Tem cuidado, se não vais
Pescar nas... águas do céu!...

sábado, novembro 10, 2007

AMORIM: gente e terra de eleição!

Em Amorim a terra e as gentes merecem palmas!...









Gentes e terras são
Entidades respeitáveis
Temos consideração
Por gentes que são notáveis
Por que não igual respeito
Por certas localidades?!
Elas merecem-nos preito
Há certas afinidades
Que nos merecem dar palmas
Ambas têm os seus carismas
Seus egos, as suas almas,
Iguais ópticas e prismas
Servem para analisar
As terras... também pessoas...
Podemos classificar
Terras más e terras boas
Pessoas boas e más
Sempre assim contemplaremos
Gente de guerra e de paz
Em todo o lado teremos...
Ao falarmos de Amorim
Junta-se um raro condão:
É raro ver coisa assim,
Gente e terra... de eleição!


BEIRIZ: o «mar» da polémica...


Os tapetes de Beiriz, autêntico «ex-libris» da terra...

«Mar de Beiriz», que surpresa!?

A polémica no ar...

Mar é mar, é concerteza,

A dúvida é pra ficar...

Beiriz progrediu imenso

Nem sempre com qualidade

Podia ser melhor, penso,

Com mais autenticidade!

Tapetes já foram glória

Desta terra embaixadores...

Beiriz no mapa, na história,

Procura novos actores!...

No «Mar de Beiriz» há ventos

De certa contradição:

Temos que estar bem atentos

Cuidar da navegação!

Quando o vento é de mudança

Ao leme dar atenção

O povo renova a esperança

Quando o vento é de feição.

Beiriz tem potencial

Pra nevegar noutras águas...

Às vezes... o grande mal

É fartar de carpir mágoas!...



BALAZAR: terra adorável!



Balazar, vai mais Além...
Tem pujança e altivez
Terra de santa, também
Dizem... que em breve... talvez...


Seus varões assinalados
Gente de estirpe, linhagem,
Ínclitos antepassados
Testemunhos de coragem.


Na encruzilhada da História
Aqui se dignou nascer
Gente de boa memória
Gente de um só parecer.


Balazar tem ADN
Na alma, um nobre brasão
Receber com ar solene
Sem olhar à condição...


Pobre ou rico aqui terá
Tratamento singular
Discriminação não há
Igualdade é lapidar!


Aqui mora boa gente,
Com perfil incontornável
Um povo bem diligente
Que torna a terra adorável!...

LAUNDOS: milagre do Criador




Olhando o mar, sobranceira,
Rosto virado ao sol-pôr
Esta Princesa altaneira
Milagre do Criador!
Pelo mundo repartida
Tem a alma e o coração
Chora, triste e comovida,
No regresso... é só paixão!
São Miguel é o protector
No céu, fiel guardião,
Desta gente zelador...
De todos, sem excepção:
Rico ou pobre pecador
A todos dá protecção...

RATES: monumentalidade imponente.




Rates é só esplendor, tem pergaminhos,
Um passado bem rico, por sinal,
Falam-nos de História os velhos caminhos
Mai-lo património monumental.


Tomé de Sousa foi aqui criado
No Brasil foi o rosto mais visível;
Rates tem o seu nome divulgado
No lugar mais remoto e imprevisível.


Esta terra tem classe, distinção,
Sua gente também tem o condão
De receber com rara fidalguia.


Juventude com nível, galhardia,
Aval do porvir, é a garantia
De um povo ainda mais lúcido e mais são.

sexta-feira, novembro 09, 2007

ARGIVAI: só sinais ... é pouco!




Argivai pode crescer mais e melhor...
Argivai tem Bom Sucesso
S. Miguel, o Anjo, dá
Um empurrão ao progresso
Protecção melhor não !
Mas... aspira a algo mais
A população merece
O povo só vê sinais...
A obra não aparece...
Há que apostar no futuro
Deitar o passado fora
Abrir a porta ao ar puro
Que a poluição vá embora...
Crescimento harmonioso
Com rigor e qualidade
Urge!, é imperioso!
Argivai... quase-cidade!
Há que traçar outras metas
Seguir por rumos diferentes
Ouvir a voz dos estetas
Mudar ideias e mentes!
O progresso e o saudosismo
Vão cada qual por seu lado
Um, é pelo vanguardismo
O outro apela ao passado...

ESTELA: Pedra Branca ou jóia a lapidar?



Em Barros ou na Baldóia

Na Fervença ou no Bonfim

Estela é uma linda jóia

Na Póvoa não há assim.

É preciso lapidá-la

Pra atingir a perfeição

Há que saber bem amá-la

E falar-lhe ao coração.

Seu povo tem dinamismo

A juventude tem garra

Cultiva são optimismo

Mais formiga que cigarra...

Estela almeja um futuro

Onde o progresso se casa

Com ambiente mais puro

E.. água dentro de casa.

Água pura e cristalina

Símbolo de transparência

Água pura genuína

Pra todos e... com urgência.

Pedra Branca, pedra bela

Pedra angular, de certeza,

Deus criou assim a Estela

Cheia de sol e beleza.

AGUÇADOURA: Pode ser mais agradável!




Aguçadoura é pioneira no aproveitamento da energia das ondas...
Tem no mar energia alternativa
Prontinha a dar (à) luz... se Deus quiser...
A gente só bendiz a inicitiva
Que não aborte, venha o que vier...
Que o sol deste progresso sustentado
Fonte de lazer, fonte de saúde,
Seja cada vez mais abençoado
Que a terra frutifique em plenitude!
O agro aqui projecta sãs raizes,
Potencia novas forças motrizes
Com este micro-clima tão saudável.
Mas podem ser ainda mais felizes
As gentes, com este ar mais respirável,
Viver, será então mais agradável!

NAVAIS: Terra a pedir sinal "mais"!

Rancho folclórico de Navais


Em Sonhim ou em Espinhal
Navais respira bem fundo
Tem carácter especial
Povo com alma, no fundo!
Quando percorro a Burgada
A Azenha, com bucolismo
Vejo que é terra asseada
E que a gente tem bairrismo.
Senhora dos Bons Caminhos
Tem Navais no coração
Dá a paz entre os vizinhos
A Deus só pede união!
Mas há coisas por fazer
A pedir mais atenção
Saneamento há que ter
Há que evitar poluição...
Navais reclama progresso
A gente merece mais
O Senhor do Bom Sucesso
Parou... lá nos Argivais!!!
A gente confia então
No Senhor do Bom Caminho
A Senhora... dá-Lhe a mão
Não vá caminhar sozinho...

A-Ver-o-Mar: Princesa-maresia!


A-Ver-o-Mar Princesa-maresia
Desnuda ao sol, na praia, com sargaço
Hei-de voltar aos braços seus um dia...
Hei-de sonhar na areia... o seu regaço!
O seu olhar reflecte paixão pura
Irradia fulgor, o coração!
A-Ver-o-Mar Princesa-formosura
Da Póvoa de Varzim belo rincão!
Muita especulação ganhou raiz
A-Ver-o-Mar perdeu sua matriz
é preciso cuidar desta Princesa!
A Vila litorânea é mais feliz
Quando a gente respeita a natureza
E sorri, encantada, concerteza!

Terroso: Miradouro do mar...





A magnífica cividade de Terroso, património histórico de valor incalculável...

Em Terroso pouso o olhar

E a Cividade contemplo

Terra antiga, secular,

Pra todos é um exemplo.

Em Sapojães ou Vilar

Há limpeza e bom aspecto

Na Cividade há bom ar

O povo é digno e correcto.

Ao longe vemos o mar

Terroso, bom miradouro,

E quem a vem visitar

Chama-lhe rico tesouro!

Como é belo o sol-poente

E não há quem lhe resista

Bem majestoso e imponente

É vê-lo... na Boa vista!

Terroso o mar vai mirando

Mar de lágrimas... que mar...

Há muita gente emigrando

Mas... só pensa em regressar!

quinta-feira, novembro 08, 2007

Póvoa de Varzim: Passado e Presente...











O glorioso passado e ... o ominoso presente!
A Póvoa do Mar eu canto
Terra de tão fino gosto
Linda, coberta co'o manto
Chamado luar de Agosto!
Tua pescada fascina
Água na boca faz ter
Póvoa cidade-menina
Rincão sagrado há-de ser...
Teu mar nos fala de heróis
Marinheiros de talento
Rostos tisnados p'los sóis
E fustigados p'lo vento.
Cego do Maio, Lagoa,
Patrão Sérgio ou Caramelho
Sua memória 'inda ecoa
Na cidade e no concelho.
Heróis do mar sem igual
Têmpera d'aço forjado
Seu destemor natural
Seu bairrismo acrisolado.
Nessa galeria impante
Espelho d'alma poveira
O povo vê doravante
A Póvoa mais verdadeira.
Calafate ou Santos Graça
O grande Eça ou Amorim,
Ícones em que perpassa
O bairrismo e o frenesim!
Amor, paixão acendrada,
Humanismo em combustão!...
Esta gente tão lembrada
Da Póvoa 'inda é coração!!!
De fora vejo melhor
De cima vê-se a baixeza
De gente raça-menor,
Alçapremada em nobreza!...
Reisinhos... só ambição!
No olhar... só salmonelas!
Do poder têm a visão
De... saciar clientelas...
O passado olha o presente
Vê o POLVO do momento!!!
Pura vergonha é o que sente
Por tão grande aviltamento!!!

quarta-feira, novembro 07, 2007

Cão achado com coleira.

O seu perfil é estilo cão de czar...




Abana a cauda ladino
até se deita a seus pés
lambe as botas canino
com medo dos pontapés
arreganha a alva dentuça
com ar servil, serviçal,
o engenho sempre aguça
quando passa ao tribunal
e ladra com distinção
uiva com rara mestria
ao dono dá protecção
como se fora uma cria
rosna com ar rufião
a quem parecer suspeito
do dono é bom guardião
não quer faltas de respeito
usa coleira dourada
este rafeiro em questão
é fera domesticada
por quem lhe dá a ração.

segunda-feira, novembro 05, 2007

A inveja do poder!



«Quanto mais nos elevamos, menores parecemos aos olhos daqueles que não sabem voar.»

Nietzsche

Não sou particularmente apaixonado por Nietzsche; contudo reconheço-lhe uma lucidez fria e digna de meditação. Todos os escritores têm facetas positivas e negativas. Compete ao leitor filtrar e saber assimilar o que há de melhor.

Aquela frase tem algo de premonitório, de fascinante antevisão. Pessoas de elevado nível, de craveira intelectual superior, tenderam a ser esmagadas pelo poder vulgar de Lineu, pelo situacionismo reinante, quando tentaram alterar o status quo existente.

Há de facto uma grande resistência à mudança, por parte do poder, qual lapa agarrada à rocha do tempo. O nazismo perseguiu os intelectuais lúcidos que anteviram a hecatombe, os pedagogos que denunciaram o arbítrio, os intelectuais que voando acima da mediania tinham o escrupuloso dever de alertar os seus concidadãos para a aberração, para o aviltamento do poder, para o desbragamento das instituições. Galileu foi um mártir da verdade, um paradigma dessa situação paradoxal: os lúcidos e sensatos serem acusados de ignomínia e blasfémia pelos medíocres, embusteiros, pelos fariseus da política e da religião...

Quem não sabe voar tem inveja dos que voam! quem se habituou a rastejar no charco da bajulação, no pântano da mentira, continuará a fazê-lo tentando arrastar os outros para essa situação triste e inferior. Para não se sentir só, para, no martírio da mediocridade, sentir que também há companheiros de caminhada. Ainda que a caminhada vá dar ao abismo...

No regime do "28 de Maio" assim foi. Agora, no regime de "25 de Abril" também algo de patológico se vislumbra no horizonte. Claro que nem todos têm capacidade para descortinar o horizonte. Depende da altura (altivez) moral de cada qual.

Serve este intróito para convidar alguns leitores interessados (independentemente do seu estatuto intelectual, da sua formação académica, do seu ideário político) a observarem com atenção a saga épica de um cidadão que pugna pelo direito a dizer a verdade, num tempo em que a censura aparece travestida. É a saga de um democrata contra uma parefernália de situações constrangedoras, contra uma teia de cumplicidades que o poder tece para se libertar do atoleiro que criou. Tentam amesquinhar quem voa, por inveja de não saberem voar! sabem apenas rastejar no charco da plutocracia mais indigna, mais aviltante, mais pecaminosa...

Acompanhe o voo digno e talentoso do Arquitecto Silva Garcia, no blogue
http://www.ca-70.blogspot.com

Vale a pena seguir todas as pistas e aprofundar toda a verdade.

Que conclusão tirar?

Seja você, amigo leitor, o juiz!

CATHERINE... A NINFA INTEMPORAL|!




Ao vento da liberdade
o teu cabelo esvoaça
esse olhar-graciosidade
sorri ao tempo que passa
é como se nos falasse
do teu perfil de princesa
do teu glamour feito classe
do teu charme de francesa
mas mulher universal
com encanto, com magia
de pureza virginal
feita de estranha alquimia
que nos faz sempre sonhar
mulher que não verga ao tempo
sem idade no olhar
sempre foi um monumento...
Catherine é bela rosa
no jardim universal
a mais linda e mais formosa
com perfume sem igual
continua donairosa
encantando Portugal
simples, fresca e radiosa
uma ninfa intemporal!

domingo, novembro 04, 2007

Era uma vez, na terra do Gato Maltez...



Um é o conhecido Gato Maltez, o outro é o anti-Sopranos...
Queriam fazer dele um pobre louco
Lançar labéu, estigma, um ferrete,
Foi ganhando prestígio pouco a pouco
Ao poder vai tirando o vil tapete...
Barrabás no poder há tantos anos
Já vê chegada agora a sua vez
O povo já está farto dos Sopranos
Cujo chefe é um tal Gato Maltez...
Neste Sicília lusa vai medrando
Um Bicho Carpinteiro bem nutrido
Que se ponha a pau, muito tem comido...
Comer demais é mau, e vai matando...
A farinha de pau vai enfartando
Este poder obeso e corrompido!

Enola Gay - Hiroxima


Foi a bordo do avião Enola Gay que Paul Tibbets lançou a primeira bomba atómica sobre Hiroxima. Gay de má memória, como quase todos os gays que por aí andam a infernizar a vida das pessoas...
Faleceu hoje o piloto que lançou a primeira bomba atómica causando centenas de milhar de mortos e um rol extenso de feridos. A humanidade fervilhava de ódio mortal. Os japoneses com os célebres kamikazes (pilotos suicidas) iam cometendo atrocidades atrás de atrocidades. O culto cego ao imperador (que consideravam divino), um fanatismo patriótico exacerbado aos limites, eis o cocktail explosivo que conduziu ao desespero. Os americanos sentindo-se ultrajados (pelo cobarde ataque a Pearl Harbour) vendo que nada parava aquela espiral de violência suicida, usaram a arma terrível de que dispunham: a bomba atómica.
A humanidade assistiu a um flagelo devastador. Centenas de pessoas gravemente afectadas pelas radiações radioactivas viriam a sofrer horrivelmente no futuro próximo. Apesar de tudo, os japoneses só se renderam quando caíu a segundo bomba: em Nagazaki.
Dizendo não temer a morte (como os cobardes americanos, na sua versão...), eles acabaram por se render e cairam na realidade horrenda. A bomba atómica foi o travão para a hecatombe que se abateria sobre a fanática nação japonesa.
Agora, contemplando a onda de homens-bomba que no Iraque assumem igual papel suicida pergunta-se se a humanidade não aprendeu nada com a História? A cegueira (religiosa e nacionalista) leva a limites insensatos e aberrantes. Oxalá não seja precisa uma nova bomba para terminar este conflito. Oxalá ambas as partes metam a mão na consciência e retirem as ilações necessárias e convenientes.

sábado, novembro 03, 2007

Carta aberta a Benedictus XVI


Benedictus XVI, o nome escolhido por Joseph Ratzinger, ficará na História. Como? Só ele o dirá com a sua prática, o seu exemplo, a sua acção cívica e pastoral. Tentando (modestamente) contribuír para uma melhoria da Igreja Catrólica, aqui vai este singelo contributo de alguém que sente a injustiça reinante e quer ver mudada a praxis vigente.
A:
Basílica de S. Pedro (Fax: 39.06.698.85518)
Com conhecimento de :
L'OSSERVATORE ROMANO E-mail: ornet@ossrom.va
Caríssimo Papa:
Antes de mais as minhas desculpas por não usar aquela terminologia de Sua Santidade, pois sei que não gostais de lisonjas nem de subujismos pouco dignificantes. Ainda não sois santo, daí ser abusiva a terminologia. Seria ferir a vossa consabida modéstia...
Às vezes sinto-me como aquele Galilei Galilei que afirmava não ser o sol que girava mas sim a Terra, perante a fúria de toda a Igreja Católica e de todo o mundo civilizado de então. Sinto-me como aquele menino que via o rei a seguir nu, todo impante no seu cavalo, perante o aplauso da multidão acéfala, sem coragem para dizer a verdade ao rei.
Há muita falta de CORAGEM. A Igreja precisa de gente capaz de dizer com coragem o que precisa de ser dito. Sei que dói, por vezes, dizê-la, mas alguém terá de assumir esse papel. Terá que haver um menino para dizer averdade ao rei...
Nessa qualidade me dirijo ao humilde servo da vinha do Senhor, na minha qualidade de servo da mesma vinha.
Sei que é duro o que vou dizer. Sei que vai causar embaraço, mas tem que ser dito. Deus me perdoe se erro. Faço-o com recta intenção, de peito aberto às balas de todos os vendilhões desta vinha às vezes tão atacada pela filoxera do farisaísmo e da corrupção...
A IC em Portugal tem virtualidades e defeitos. É de enaltecer o seu esforço para se adaptar a uma realidade hodierna, cheia de tentações e de perversões.
Tem-se vindo a constatar uma osmose (diria mais: um conúbio) entre o poder clerical e o poder político, havendo sinais pouco dignificantes para ambas as partes. O que se passa na Madeira com subsídios chorudos (a rondar os cinco milhões de euros) do governo regional para o Jornal da Madeira (jornal da diocese) assume foros de "compra de consciências"... Se o jornal usasse essas verbas para matar a fome e socorrer os deserdados da sorte, que os há em abundância paredes-meias com a ostentação e o luxo mais aberrante, ainda se tolerava. Mas o jornal em vez de se cingir às coisas da "seita do Nazareno" alimenta a coutada da "seita do Alberto João", entrando abertamente na liça política, atacando ferozmente quem combate a corrupção e as ilegalidades, e colocando nos altares quem pratica tais desmandos. Ou seja: coloca-se ao lado dos prevaricadores e não ao dos que denunciam essa prevaricação.
A Deus o que é de Deus e a César o que é de César!
Em Braga há um cónego que usa as vestes clericais para tentar intimidar o poder judicial. Ainda há tempos, num jantar que englobava os maiores ricaços da zona (80% do PIB no estulto dizer de um jornalista) ele defendia um amigo acusado de corrupção na câmara de Lisboa, incendiando os ânimos contra quem tem o sagrado múnus de ministrar a justiça. Se se assumisse como o cidadão X, sem a roupagem clerical, ainda se tolerava, mas vir à liça enxovalhar a justiça para defesa de alguém que, ao que tudo indica, navega nas águas turvas da ilicitude, não é digno nem para si próprio nem para a Igreja Católica.
Não se ouviu um tugir ou mugir pedagógico da hierarquia! diz o nosso povo, e se calhar todo o mundo, "quem cala consente"!
Assiste-se nalgumas autarquias a um autêntico circo mediático em que alguns párocos usam jornais e até o púlpito para apoiar quem manda (normalmente os presidentes de câmara no poder). Isto é mau, isto é vexatório. Isto é degradante!
Fala-se muito no anticlericalismo reinante na Primeira República. Esquece-se que ele radicou na hostilização popular a uma Igreja sempre servil, sempre subserviente e apologeta a uma monarquia corrupta, decadente e sem estofo moral para reinar e galvanizar um povo ávido de justiça social e de desenvolvimento a todos os níveis. A Igreja de então foi a muleta negra da monarquia. Suportou-a até ao seu desmantelamento total, serviu de caixa de ressonância ideológica de uma monarquia sem valores, sem dignidade, atolada na mais vil corrupção e no despotismo.
E o que se passa agora?
O presidente da República bem clama por leis moralizadoras pois elas são actualmente incentivadoras (e protectoras) da corrupção mais degradante. A AR faz ouvidos de mercador.
O país atola-se no lamaçal da corrupção mais fedorenta. A Igreja, tal qual o fazia aquando do estertor da monarquia, vai a reboque, não denuncia (como seria seu dever moral e cívico) o regabofe, mais parece interessada em devorar o ágape que lhe é facultado pelos responsáveis pela orgia orçamental.
A História repete-se. A dinastia de Bragança foi-se, a dinastia de Abril está a ser contaminada pelo cancro da corrupção, pelo vírus do tráfico de influências...
Caríssimo Papa,
Apetece-se parafrasear um grande escritor que teve a coragem de denunciar tudo isto no seu tempo (isto está cada vez mais parecido): "Este país é uma choldra!"
...E a Igreja Católica está nela até ao pescoço...

Corrupção e ... perfumes similares!




A corrupção é uma erva daninha que urge erradicar...
Veja a plantação perto de si...
O perfume corrupção
Anda no ar, nós sabemos
Um cheirinho a tentação
Prová-lo, lá chegaremos.
Perfume bem tentador
Inebria e faz sonhar
Vemos tanto sonhador
Com sonhos até fartar.
Pode usá-lo a meretriz
O autarca ou jornalista
O árbitro ou o juiz
O cónego ou o jurista.
Diamantinas criaturas
Com aroma muito forte
Fraqueza de almas impuras
Sem dignidade nem porte.
Ao perfume do poder
Já não há quem lhe resista
Há quem use pra vencer
O da marca populista!
Há perfumes bem audazes
E com aplicações várias
De abrir portas capazes
E até... contas bancárias!
O cheirinho a nostalgia
Ao passado se reporta
Fascismo anda aí, diria,
Anda aí, ninguém se importa!
Há aromas suculentos
Capta o senso olfactivo
Uns... captam apartamentos
Outros... só dinheiro vivo!
O perfume-corrupção
Anda no ar, é visível
Modesto e sensaborão
É o do... incorruptível!
O perfume da mentira
Usa um cacique idiota
Em Maquiavel se inspira
Prá sua ignóbil batota!
Perfume-demagogia
É pra uso eleitoral
Tão volátil, eu diria
Que não cheira bem nem mal...
O aroma na saúde
É o economicismo...
Mas a gente não se ilude
Já fede a chico-espertismo!
Nos tribunais vai fedendo
A chapelada ao poder
Perfume reles, horrendo,
Muito se está a vender...
Se a poluição cheira mal
É um fedor a política
Gigantesco lamaçal
Mas de moral bem raquítica.
O perfume que utilizo
É da marca Liberdade
Cada vez é mais preciso
Mete dó a sociedade.

quinta-feira, novembro 01, 2007

A vida é um instante... um "ai que mal soa"...



A Vida e a Morte... a roda da vida...

A vida dura um instante

Um nada na eternidade

Ficamos neste mirante

Às vezes contra vontade

A morte entra a seu talante...

O nível de cada qual

Não se mede por dinheiro

Por pipas de vil metal

O nível vê-se primeiro

Pela postura moral.

Moral e religião

Nem sempre andam lado a lado

Já vi moral em pagão

E bispo a ser condenado

De alma negra, qual tição...

Água benta e presunção

De nível não é medida

Bater no peito co'a mão

Madalena arrependida

Pode não ser contrição.

Muito falso moralista

Passa a vida se gabando

Atitude narcisista

O seu ego sempre inchando

Mais que do galo a crista.

A vida é uma procissão

Todos vamos no desfile

No adro, todos nus vão

Quais cordeiros em redil

Prá cova todos irão.

Há que colher a lição

E moral disto tirar:

Que importa tanta ambição

Muito dinheiro juntar

Se vamos sós no caixão?!

A vida é um instante... um "ai que mal soa"...