quarta-feira, setembro 27, 2006

Lagos, página de oiro na nossa História!









Gil Eanes daqui lá foi zarpando
Rumo ao mítico e fero Bojador...
Em Lagos, uma elite foi criando
Um Portugal do globo precursor!


Ínclita Geração desabrochou,
De mãos dadas com Sagres, o Infante
Arte de marear nos ensinou,
Saga das Descobertas foi avante!


Tuas praias se ufanam dessa glória
Novos mundos ao mundo foram dar
Mareantes d'aquém e d'além-mar!


Pedras vivas resguardam a memória,
São veros testamentos, com História,
Da Pátria Lusitana, milenar!


Rouxinol de Bernardim

Filipa de Lencastre, mãe-paradigma






Mãe extremosa, ínclita mulher,
Sublime educadora; Portugal
Com ela, foi um berço de cultura,
Um marco de instrução, voz mundial!


Exemplar cidadã, esta rainha,
Paradigma na arte de ensinar,
Paixão pelas ciências ela tinha,
Bendita herança aos filhos foi legar!


Filipa de Lencastre foi materna
Criatura, de ilustre fidalguia;
Um preito e homenagem sempiterna


Eu lhe tributarei com alegria,
Pois esta geração nova e moderna,
Tem nela um bom modelo e um bom guia!

Rouxinol de Bernardim

terça-feira, setembro 26, 2006

Sintra: dez pecados mortais!...












Em Sintra mora a paixão
E a arte de bem viver
Serra e mar em comunhão
Terra de sonho e lazer...

Sintra guarda a memória
De passeatas reais
Monumentos são História
Falam-nos com seus sinais!

O passado se renova
E ao futuro dá a mão
Esta Sintra é uma trova
Ao Amor e à Paixão!

Tuas moçoilas ridentes
Andorinhas a voar
São chamas incandescentes
Faúlhas de um amor sem par...

Sintra é musa inspiradora
De poetas e de artistas
Sua imagem sedutora
É palco de mil conquistas!

Suas queijadas, cartaz
De bela gastronomia
São motivação que faz
Uma cidade-iguaria!

A brisa do mar nos fala
De amor e damas fatais...
A serra... perfume exala
E nos faz amar demais!...

De Sintra levo saudade
Até do ar que respiro
Augusta e nobre cidade
Da capital um retiro...

Na primavera descobres
O viço da natureza
Mas no verão tu nos cobres
Com viço... da boa mesa!...

Na charrete do passado
Voamos com nostalgia
E andamos de braço dado
Co'o Amor e co'a Poesia!!!


Rouxinol de Bernardim

domingo, setembro 24, 2006

Em Leiria Santa Isabel se desnuda...




Herdeira de Callipo, bela herança!
D. Dinis te dotou de bom pinhal...
Vastíssimo, que a vista não alcança
Berço da caravela nacional!

Paio Guterres foi teu salvador,
Te retirou à garra sarracena...
D. Dinis, excelente lavrador
Poetando... no Lis molhou a "pena"...

Santa Isabel no Lis lavou as mãos,
Se desnudou, talvez, com seu amado
D. Dinis, o seu Príncipe encantado!

Ourique!, nobre saga dos cristãos!
Altar-mor de guerreiros viris, sãos,
Por nós eternamente recordados!...

Rouxinol de Bernardim

Asnocracia pura!!!






Vai andando por aí:
Câmaras municipais,
Nos seguros já a vi...
Na banca ... e até tribunais!

Mafiosa e prepotente
Maltrata a lei e o bom senso...
É meretriz indecente
Amante do cifrão... penso!

De uma estupidez sem peias
Cheiro a presunção, intenso!
É bem curta das ideias
Mas o seu rabo é imenso...

Se tem o poder, então,
Procura um efeito cénico:
Sem argumentos à mão
Lança mão do "esquizofrénico"!...

O País vai infestando
Da Madeira até Caminha...
Cada vez mais vai medrando
Asnocracia daninha!...

Asnocracia é simplória
Muita empáfia ela denota
'stá sempre a cantar vitória
Mesmo na maior derrota!!!


Rouxinol de Bernardim

Sophia de Mello Breyner Andresen




Coragem e pureza são matriz
Desta escritora livre e sem tabus...
Amante de sonhar e tão feliz
Na arte de encantar e fazer luz!...

Sua escrita é magia encantatória,
A ternura se casa com o amor
E nos prende e surpreende em cada história
Plena de sedução, de luz e cor!...

Me rendo totalmente a este sol
Que inebria com raios ternurentos;
Excelsa poetisa, de bom escol!

Ao mergulhar no mar dos sentimentos
Sophia nos empolga, qual farol,
Que nos atrai e guia os pensamentos!...

Rouxinol de Bernardim

BRAGANÇA





Princesa do nordeste, rica em flora,
Potencial agrícola sem par,
A seda foi orgulho teu, outrora,
Mas o progresso tarda a cá chegar...

Desertificação há que evitar,
Dinamizando polos de atracção;
Bragança é um gigante a despertar
Que será o motor da região!

O carácter da gente solidária
É granítico, forte e vertical;
Transmontano tem gene liberal!

A cultura é anímica, gregária,
É força propulsora libertária;
Bragança é dinastia, é Portugal!

Rouxinol de Bernardim

sábado, setembro 23, 2006

ROTWEILLER VAIDOSO!!!





Oh! Narciso presumido
Oh! pavão tão emproado...
Da vida... és um vencido
Da honra... um invertebrado!


Zéfiro te espalha as fezes...
Do demo... és corrimento...
Aos deuses, ainda que rezes
Não terás acolhimento!


És cinza, és esterco, escarro...
Oh! pútrida criatura,
És um frágil pé de barro!


Tua coleira é loucura
Oh! canídeo com que esbarro,
O teu ego ... é uma tortura!!!

Rouxinol de Bernardim

ZÉ POVINHO!







Passarinho não inveja
O viver dos passarões...
Democracia deseja
P'ra todos, sem excepções!...


No mar da prosperidade
Há tubarões a nadar...
E a sua voracidade
Os peixinhos vai matar!...


Humilhada e perseguida
Anda a pobre honestidade...
Uma gaivota perdida
Em noite de tempestade!...


A transparência ficou
Atracada junto ao cais...
Ao mar nunca mais zarpou...
Nunca... nunca... nunca mais!...


Num mar de contentamentos
Navegam alguns autarcas...
Até "pescam" apartamentos
Isto ultrapassou as marcas!...


Abre a pestana, Zé Povo!
Quem te avisa é o rouxinol...
Corrupção é isco novo
Usado no... velho anzol!...

Rouxinol de Bernardim

Viseu, lusitana cidadania!...














Viseu nos presenteia com a História
Da heróica resistência ao invasor;
Cava de Viriato, suma glória,
Deste tão lusitano pundonor!...

O clarão que esparzis, oh viseenses,
Facho de lusitana rebeldia...
É farol de virtudes bem castrenses,
É matriz cultural, cidadania!...


Viseu é uma lição bem lusitana,
Que inspirou o grande épico, Camões!
O fero Luso, a todos nos irmana!

Por isso, há que louvar estes varões
Que, com sua coragem quase insana
Derrotaram romanos Cipiões...

Rouxinol de Bernardim

sexta-feira, setembro 22, 2006

Figueira da Foz, a cereja...





Mondego te enlaça e beija
E te ama no areal...
Figueira, és linda cereja
No bolo que é Portugal!

Figueira, de encantos mil,
Cidade luxuriante,
O verde e o azul anil
Te fazem mais fascinante!

Tua gente é cordial
Alegre, sabe folgar,
Tem o carácter do mar...

Tem maré viva, tem sal,
E paixão torrencial
Que nos faz sempre voltar!

Rouxinol de Bernardim

O MENTIROLAS...


És o mal e caramunha,
Mentiroso compulsivo...
A mentira sempre à cunha
No vómito discursivo!...

E mentes a toda a gente
E... a ti próprio também!
Mitómano impenitente
Já não convences ninguém!

Mentira torpe e nojenta
Que mente vil já pariu...
Gangrena mais purulenta
Que alguma vez existiu!

És reles mitomania,
Desprezível impostor...
Na tua alma a cobardia
Vegeta que nem bolor!...

És um réptil repelente
Verme de sepultura,
Tens veneno de serpente
No lodaçal da loucura!

Escreves odes fecais
Sua cloaca falante...
Metes nojo aos animais
Tu não passas... de um pugante!!!

Rouxinol de Bernardim

Cego do Maio, Poeta e grande "lobo-do-mar"...




Póvoa de Varzim tão bela!...
De gente de bem-fazer
Tens a volúpia singela
Da capitosa donzela
Chamada Varzim-Lazer!...
Com teu "apito Dourado"
Onde crepitam paixões
Fruto de amor acendrado
Ao poder desnaturado
Cemitério de ambições!
Póvoa do Mar, tão querida,
Oh! gaivota imaculada,
Oh! tanta vida perdida
Pela ambição desmedida
De gente desnorteada!
Oh! Senhora da Assunção
Olhai pelos poveirinhos!...
Esqueceram a oração
Adoram corrupção
Crime de alvos colarinhos!...
O mar, mágoas vai carpindo,
Também ele entristecido...
Peixinhos lá vão fugindo
E os tubarões sorrindo
Vão sugando o próprio Estado!!!
São Pedro!!! Porque esperais?
Vinde pregar sem demora!
Há tubarões por demais
Açambarcam capitais
Deixam peixinhos à nora!!!

In JN de 03-02-2006
Excerto da entrevista com Imaginação...
Rubrica "Desabafe connosco"
Autor: JOTEME

quinta-feira, setembro 21, 2006

"Gaia amiga!", um bom exemplo!




Tantos olham a velhice
Com desprezo e com desdém;
Ouvi-los? Pura tolice!
Só mesmo quando convém!

Só com eleições à porta
Falam deles... com respeito;
No resto, ninguém se importa
Nem de falar têm direito!...

Mas... "Gaia amiga" é diferente!
Está atento, o Rouxinol,
Os velhos também são gente
Merecem lugar ao sol!

Por isso... tiro o chapéu
À câmara do Menezes...
Antecâmara do céu,
Exemplo a seguir... às vezes!!!

Rouxinol de Bernardim

quarta-feira, setembro 20, 2006

Rui Veloso, o senhor "Porto Sentido"!











"Chico Fininho" empolgante
Mai-lo seu "Porto Sentido"
Epopeia fascinante
Já por "pai do rock" é tido!

Estela no firmamento
Lucilante, alto astral,
Rui Veloso é um portento
Torna maior... Portugal!

Voz dolente, da Ribeira,
Do Douro tão imponente
O "Chico" da Cantareira
Orgulho da nossa gente!

O talento, a vida ensina,
Só contempla alguns sujeitos...
Rui Veloso, teve a sina
De estar no rol dos eleitos!

No céu há muitas estrelas...
As de brilho mais intenso
Até dá mais gosto vê-las
São mais talentosas, penso!

Cantemos um hino ao norte
Com sabor bem regional
Hino de carácter forte
O NORTE É MAIS PORTUGAL!!!

Rouxinol de Bernardim

terça-feira, setembro 19, 2006

DEUS CONDENA O DOPING!!!




Um novo doping surgiu
Só p'rós atletas de Deus...
O mundo jamais sentiu
Tanta atracção pelos céus!

Todos querem ir de graça
Na viagem p'ró Além...
Vil engenho, vã trapaça,
Esta loucura sustem!...

Virgens!!!, são setenta e duas!!!
Mais brilhantes que mil sóis
Dançando felizes, nuas,
À espera dos seus heróis!...

Tanta virgem, é demais!
Qualquer dia o estoque esgota...
Maomé, vê se parais
Co'a celestial chacota!...

Mandai cá um Mensageiro
Mudar as almas e as mentes
A saúde está primeiro
Há religiões doentes!!!

Rouxinol de Bernardim

Mentira caritativa... Ai rouxinol, rouxinol!




Um dia presenteei
Uma "perua" feiosa
Um poema lhe ofertei
Ficando toda vaidosa!!!

E mostrava a toda a gente
Como se fora troféu!...
O meu elogio ardente
Sentia-se então no céu!!!

Tem fasquia muito baixa,
Troçaram amigos meus,
Esteta que se rebaixa
A elogiar... camafeus!...

Matutei co'os meus botões
Como saír desta alhada...
De caridade, morcões...
Tenho a fasquia elevada!!!

Rouxinol de Bernardim

Ericeira, a beleza também se põe na mesa!




Terra de sol e de mar
Quem pela Ericeira passa
Tão bela e cheia de graça
Não pensa senão voltar!

Boa gente, terra calma,
Que bela gastronomia!...
Servida com simpatia
Que alimenta a própria alma!

E o olhar se vai nutrindo
Com paisagens tão gostosas
E as águas tão bonançosas
Parecem ao sol sorrindo...

Hospitalidade é lei
Que se impõe sem repressão
Aqui manda o coração
E a alegria... bem o sei!

Tamanho não é sinal
De valia ou formosura...
Ericeira, bela e pura,
Orgulho de Portugal!

Rouxinol de Bernardim

Rouxinol e Camões, um dueto afinado!

Os bons vi sempre passar
No mundo graves tormentos; Camões, o pessimista...
E, pera mais me espantar,
Os maus vi sempre nadar
Em mar de contentamentos.

Mas não há casos perdidos,
É que a vida tem dois lados,
É via com dois sentidos, rouxinol de Bernardim,
Os maus serão castigados o optimista
E os bons serão redimidos!!!


Camões & Rouxinol de Bernardim

segunda-feira, setembro 18, 2006

VIANA, LINDA VIANA!




Viana, linda Viana,
Cidade tão altaneira...
O teu porte não me engana
Cidade porta-bandeira!
A maresia se casa
Com perfume do pinhal
E o meu coração se abrasa
Por te amar assim!... tal qual!
Viana, mulher tão bela
E de olhar tão cativante
A mais linda caravela
Que jamais sonhou o infante!
Caravela quinhentista
Com perfil tão sedutor
Tens a aragem de uma artista
Tens de Vénus o calor!...
Vem caír nos braços meus
Me abraça com frenesim
Nos perdoará o bom Deus...
Porque amar é mesmo assim...
Eu te afago e tu sorris
Cidade maravilhosa!
Te beijo os seios febris
Ficas toda capitosa!
Viana, linda Viana
São duas rolinhas mansas
Teu seio açucar de cana...
És o clímax!... se o alcanças!...
Viana, linda Viana
Tu és Vénus , eu sou Marte
Tu és toda filigrana
Tu és... uma obra de arte!!!

Rouxinol de Bernardim

Loucos à solta!!!



Há sempre alguém que persiste
Em corridas fatalistas!...
Fazer das estrdas pistas
Dá um final muito triste!!!

Há sempre alguém que persiste
Em andar em contra-mão
É louco a passar por são
Infelizmente 'inda existe!...

Há sempre alguém que persiste
Em conduzir sem seguro
Isto é bem verdade, eu juro,
Leva multa... mas insiste!...

Há tanta vida ceifada
Muito inocente também!...
Porque há malucos na estrada
Que não respeitam ninguém!!!

Rouxinol de Bernardim

domingo, setembro 17, 2006

O GRANDE IDIOTA!!!















Idiotas há um ror...
Na língua tende bom tento!
Muita atenção, por favor:
E quem se julgar isento
Pode até... ser o maior!!!

Rouxinol de Bernardim

sábado, setembro 16, 2006

A GRUTA...















Gruta e "terror"... bem juntos!!!
O poeta ia atacando
Corruptos, até fartar...
E estes lá matutando
A forma de o amordaçar...

Mordomias?, não senhor!!!
O poeta não vergava!...
Foram buscar o "terror"...
A ver se o amedrontava!!!

O "terror" era um mostrengo
Alimária fera e vil...
Coitado!!!... era burro e trengo...
Pois só tinha corpanzil!...

E o poeta não vergou!
Não arredou pé da luta!...
Com um laço o apanhou
E o meteu... em fria gruta!!!...

O IMPÉRIO...




A corrupção a mandar
Neste país sem justiça
Vai a Fátima rezar
Lê epístolas na missa...

Investigar?, não se pode...
Não há dinheiro p'ra tal
Mega-corrupção explode
Vai afundar Portugal!

Marajás das autarquias
E os sobas do futebol
Só fazem malfeitorias
E a Justiça nem lhes bole!...

Há fortunas de milhões
Há muitos Ali-Babá
Mas que corja de ladrões
Andam à solta por cá!!!

Prolifera a "vista grossa"...
Nesta Justiça caseira
Só o pobre vai p'rá choça
Porque tem leve... a carteira!!!

P'rós ladrões há protecção
E até ... são condecorados!
Nuncam viram a prisão
Podem ir... a deputados!...

A transparência morreu
E a culpa... morre solteira!
Que país este, Deus meu...
Só não morre... a escandaleira!!!

Império da corrupção
Portugal se vai tornando
É ladrão e mais ladrão
Cada qual... se governando!!!

Rouxinol de Bernardim

sexta-feira, setembro 15, 2006

Padre Américo! Um Ícone intemporal!












No teu rosto fraternal
Aura de amor vai brilhando
Sucedâneo paternal
Ao humanismo rumando!



À rua tu resgataste
Rapazes abandonados,
Homens bons, tão bem moldaste,
Homens sãos, civilizados!...

Tua jornada acabou
Servo da vinha sagrada,
A semente germinou
É semente abençoada!

Quantos gaiatos referem
Com orgulho bem vincado
Que façam o que fizerem
Não esquecerão o passado!

Pai Américo!, assim
Vale a pena ter nascido...
És exemplo para mim
Um ícone merecido!

Da obra não precisei,
Felizmente, tive um Pai,
Grato sempre lhe serei...
Vós que os tendes, os amai!

Em Penafiel perdura
Tua imagem tão serena...
Cheia de amor, a moldura
P'ra tão grande alma... é pequena!!!

Rouxinol de Bernardim

Penafiel, imperatriz do norte.

Sol a rodos, Zé Povinho!
As castanhas e água pé
"Ex-libris" do S. Martinho
Atraem muita ralé
Provando nozes e vinho!...

Castanheiros com bom porte
Altivo e senhorial
É credencial bem forte
Relicário intemporal
Desta imperatriz do norte!

Penafiel é diferente!
No estio, sua estopinhas!
No inverno, bate ao dente;
Gentes fortes, cá das minhas,
Carácter são, mas prudente!...

O granito secular
Impregna a alma do povo,
Como se fora um altar...
Oratório sempre novo
Mas... de idade milenar!...

Rouxinol de Bernardim

terça-feira, setembro 12, 2006

FÉRIAS

Padre Abel Varzim: Cultura & Paz!


Em tempo de obscurantismo
Foi chama ardente de fé!
Culto e pleno de civismo
Lá remou contra a maré!...

Foi candeia, foi farol,
De antes quebrar que torcer...
Naquela noite... foi sol...
Foi a luz do amanhecer!

Aos humildes devotou
Acrisolado fervor
Muitos jovens amparou
Sendo guia e condutor!...

Em seu Cristelo natal
Seu exemplo permanece
De padre são, vertical ,
Daqueles que não se esquece!

Prostitutas converteu
Novos rumos soube dar...
Quem a ele recorreu
Jamais o irá olvidar!

Um ala-arriba!!!... merece,
Este homem libertador...
A cultura se enriquece
Com gente deste valor!...

Rouxinol de Bernardim

Manuel Lopes In Memoriam



A tesoura do tempo amputou cerce
Esse fio da vida, sempre tenso,
Novelo de cultura e alicerce
Do teu saber tão sério e... tão imenso!

Enciclopédia viva, sempre aberta,
À Póvoa de Varzim, à juventude;
Foi sempre referência bem desperta
Culto, bairrista, poço de virtude!

Etnógrafo sem par, aos pescadores
Devotou um carinho filial,
Quer nas horas felizes, quer nas dores!

Da Póvoa embaixador, e magistral!
Muito grande, na escala dos valores
Enorme!, o seu legado cultural!...
Rouxinol de Bernardim

Espinho, uma Senhora cidade!


De Espinho guardo a bonança
A ternura de um sol-pôr...
E o meu coração balança
Entre o trabalho e o amor!

No casino o lazer vence!
E o tempo... corre sem freio...
Sorte ou azar, há quem pense,
Faz o carisma do meio...

Música abrindo clareiras
Corações batendo forte,
Em Espinho até as traineiras
Jogam no mar... sua sorte!...

O vento solta gemidos,
No inverno rigoroso,
São gritos de homens vencidos
Pelo mar-cão e raivoso!

No verão a brisa enlaça
Almas à cata de paz
O mar a todos se abraça
E até... carícias nos faz!

E as gaivotas, à noitinha,
Prometem amor sem fim,
Nenhuma voa sozinha
Alegres, chamam por mim...
Rouxinol de Bernardim

segunda-feira, setembro 04, 2006

O Bailinho da Madeira


Lá na Ilha da Madeira
A hilária criatura
Só regurgitando asneira
Bicho de má catadura!

São "colaboracionistas"
E "bandalhos", é o termo...
Deputados socialistas
Apoiantes do governo!

Respeitar a oposição
Coisa que nunca aprendeu;
Prefere usar o calão
De carroceiro sandeu!

Imunidade total
Goza o soba, lá no meio;
Sua diarreia oral
É vómito no passeio...

Na forja estão leis severas
Estancando o despesismo
Então, vai abrir crateras
Qual vulcão de satanismo!

Dirá que é Lisboa, então,
A matar a autonomia...
Dirá que é perseguição
Abusa desta mania!...

Maior justiça fiscal!
É sempre de enaltecer
Temos um só Portugal
É urgente perceber!

Qualquer dia vai "ferrar"
No "colaboracionista"...
Que em Belém anda a ajudar
O governo socialista!!!

Rouxinol de Bernardim

domingo, setembro 03, 2006

Poder Económico Vs Poder Político!



Quero levantar questão
Que a todos faz meditar:
É o poder do Cifrão
Que tudo quer controlar!

Muito político está
Atrelado ao capital
Coisa mais feia não há
Adorar o vil metal!

Há casos bem repugnantes
Que chocam o cidadão
Políticos degradantes
Fazendo o papel de cão!

No País já prolifera
E ninguém pára com isso!
Política é uma megera
Moça p'ra todo o serviço!

Até grande informação
Se verga à publicidade
Triste é ver tal disfunção
Que cheira a venalidade!

Repugna essa postura
De alguns, perante o cifrão,
É imposta a ditadura
Do vil metal à razão!...

Andam p'raí tantas trelas...
É preciso ter cuidado!
Ou nos desviamos delas...
Ou ficamos atrelados!!!

Rouxinol de Bernardim

sábado, setembro 02, 2006

CUMPRIR ABRIL!


Vinte e cinco de Abril contém mensagem
Bonita!, mas difícil de cumprir...
Ilusão permanente na voragem
De novos horizontes por abrir!...

Liberdade é uma flor bem delicada
Precisa de água, sol e até Amor...
Talvez não tenha sido bem tratada
Por cada um de nós, seu tratador...

Democracia, é sol no horizonte,
É comunhão, é rio, também fonte...
É poder dizer mal... do que está mal!!!

Ser de Abril, é saber fazer a ponte
Entre certa equidade social
E o progresso e o bem estar de Portugal!!!

Rouxinol de Bernardim

SALOMÃO REGRESSA! FUTEBOL PRECISA!


O futebol é danado
Provoca raivas sem fim
Parece desnorteado
Nunca se viu coisa assim!...

Há razões de parte a parte
Argumentos abundantes
Juristas de fina arte
Talentosos litigantes!

Até já provoca riso
A procela mediática
A causa perdeu o siso
Causa disfunção hepática!

A tribo da bola deve
Adoptar outra postura
Sem mácula, como a neve,
Caminhando com lisura!

É vómito permanente
Coisa reles e pirosa
Patológico e doente
Coisa assim é asquerosa!

Viciado e mentiroso
No campeonato e na taça
Futebol é cão raivoso
Ladrando a tudo o que passa!

Futebol perdeu a graça
Virou máfia sem respeito
É só lodo, só trapaça,
É fraude a torto e a direito!

Há gente desesperada
Insultando a toda a hora
Salomão!, co'a sua espada,
Era tão bem-vindo agora!!!

Salomão regressa então
Em nome do são desporto
Toda a gente em contramão
Este Direito anda torto!!!

Rouxinol de Bernardim

sexta-feira, setembro 01, 2006

ABAIXO O PRECONCEITO!


Ser gorda não é defeito
Não há que discriminar!
Erradicar preconceito
É nova forma de estar!


Ditadura da magreza
Acabou o teu império
És franciscana pobreza
Estou a falar a sério!

A gordura é liberdade
Não sujeição a dietas
Modas, têm caducidade
E caprichos bem patetas!

Já chega discriminar
Ou as gordas pôr à margem!...
Já basta de ostracizar
É um fartar vilanagem!...

Os partidos deverão
Ter quotas também p'ra elas!...
Já chega de reinação:
Ditaduras magricelas!...


No céu... já são maioria
Andam nuas e a dançar!...
Até Deus... quem o diria?!
É bem capaz de as amar!!!

Rouxinol de Bernardim

Peneda - Gerês


Teu granito milenar
Teu verde luxuriante
E o teu ar de embriagar...
Minha predilecta amante
Deploro ver-te queimar...

Albergas águia real
No teu seio majestoso
Santuário natural
Relicário glorioso
Deste novo portugal!

Preservar a Natureza
Fauna, flora e o próprio ar...
É conservar a riqueza
Desta terra milenar
Prenhe de encanto e beleza!...


Rouxinol de Bernardim

Eugénio de andrade: Magistral!


Foste "Amante sem dinheiro"
Poetaste o vero amor...
Nada ficou no tinteiro
Desabrochaste, qual flor!

De um erotismo sadio
Criaste ternas imagens
Deste caudal a um rio
Extravasando nas margens!...

De poesia inundaste
Uma cultura de "brutos"...
Do fascismo tu troçaste
Com tuas mãos e teus frutos!...

Bardo maior, te respeito,
E coloco em pedestal,
Daqui o meu simples preito
A Poeta magistral!

Tuas palavras: que aroma,
Que perfume, que fragância!...
Não ficaste na redoma
Bolorenta da jactância!...

Tua humildade serena
Inebria e faz sonhar
Ler-te, vale sempre a pena
Tua pena é lapidar!...

Rouxinol de Bernardim