
De Espinho guardo a bonança
A ternura de um sol-pôr...
E o meu coração balança
Entre o trabalho e o amor!
No casino o lazer vence!
E o tempo... corre sem freio...
Sorte ou azar, há quem pense,
Faz o carisma do meio...
Música abrindo clareiras
Corações batendo forte,
Em Espinho até as traineiras
Jogam no mar... sua sorte!...
O vento solta gemidos,
No inverno rigoroso,
São gritos de homens vencidos
Pelo mar-cão e raivoso!
No verão a brisa enlaça
Almas à cata de paz
O mar a todos se abraça
E até... carícias nos faz!
E as gaivotas, à noitinha,
Prometem amor sem fim,
Nenhuma voa sozinha
Alegres, chamam por mim...
Rouxinol de Bernardim
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