rouxinol de Bernardim

Um blogue plurifacetado procurando abordar questões de interesse sob perspectivas diversificadas. A independência sim, mas sempre subordinada a parâmetros de bom senso, de optimismo e de realismo.

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Penso, sonho, trabalho, amo... logo, existo!

quarta-feira, julho 03, 2013

Sentido de Estado...





O «estadista» Paulo Portas deu mais um péssimo exemplo; com birrinhas atrás de birrinhas, sempre com um pé dentro e outro fora da coligação, ora piscando o olho ao PS, ora criticando as medidas do parceiro de coligação, procurando escapar à natural erosão que a austeridade provoca, deu mais um tiro no pé com a recusa em aceitar a ministra das finanças, sem ter sido frontal logo que teve conhecimento disso. Devia, logo nesse momento, ter dito ao primeiro ministro que nunca aceitaria tal nome. E não, como o fez, com a veemencia necessária,  aguardando o momento da tomada de  posse para fazer uma encenação ridícula e estrategicamente destinada a colher dividendos eleitorais mais tarde...

Enfim, o chicoespertismo do costume,  o oportunismo mais gritante,  não se coibindo de lançar dardos em todas as direções...

Resta ao país a tal reserva moral do PR. Será que existe moral no actual PR? Ele que diz ter o dever de reserva, só nos tem reservado dissabores...

Eleições terão um impacto terrível nos mercados financeiros e nas acções com a troika. O país irá sofrer um desgaste enorme, os reflexos serão danosos para a economia «tout court» e para todas as variáveis em jogo.

Se tivéssemos um Ramalho Eanes ao leme, sabemos que optaria por um governo de salvação nacional. Uma equipa de técnicos especialistas nos mais variados domínios, merecendo um consenso alargado, capazes de gerirem o país sem se preocuparem com impactos eleitoralistas de curto ou médio prazo.

Mas Cavaco é diferente. Cavaco vai enveredar pelo caminho mais formal, mais oneroso, mais periclitante.
Depois? Bem, de pois teremos Portas a fazer com Seguro o que fez com Passos...
 e o país a esboroar-se aos pedaços!

Pobre país que tais  criaturas tem.

«Honi soit qui mal y pense