rouxinol de Bernardim

Um blogue plurifacetado procurando abordar questões de interesse sob perspectivas diversificadas. A independência sim, mas sempre subordinada a parâmetros de bom senso, de optimismo e de realismo.

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Penso, sonho, trabalho, amo... logo, existo!

domingo, julho 28, 2013

A nossa Troika...


O país vai iniciar um novo ciclo. Seguro vestiu a camisola partidária e prepara-se para ganhar as autárquicas por maioria aproveitando o desgaste governamental,  com uma política de austeridade imposta pelos credores.
Pedro Passos Coelho passou a batata quente da economia para os centristas aguardando que o desgaste do CDS minimize os danos autárquicos que se vislumbram no horizonte próximo.

O tal crescimento de que todos falam precisa de investimento. Ora onde ir buscar investimento? Aos privados?
O Estado está nas lonas precisa de cumprir metas duríssimas (os 4.ooo milhões de cortes na função pública são uma mera proposta de intenções longe de poder ser atingida no curto prazo). O investimento estrangeiro está condicionado e há tantas boas opções por esse mundo fora que só líricos ou ingénuos investirão por cá, nesta perigosa conjuntura. Os indígenas não investem o necessário. O clima de sobrevivência é o predominante.
Portugal está numa perigosa encruzilhada. Os sorrisos de Cavaco e dos ministros na tomada de posse são sinal claro do desconhecimento  da gravidade da situação que se apresenta neste desafio ciclópico. Sorrisos hipócritas, de circunstância, forçados...
Juros altíssimos, indemnizações nas parcerias e nos ajustamentos na função pública repercutir-se-ão no avolumar da dívida que não parará de crescer a um ritmo diabólico...
A União Europeia, sentindo um governo fragilizado, fará tudo para não ceder em nada, esmagando o país com juros e alcavalas de todos os matizes. Cavaco Silva sorri, continua a sorrir contemplando as vacas açoreanas e as cagarras das Selvagens como se nada fosse com ele, bem acolchoado com a esmola grande obtida num banco famoso pelos piores motivos, está-se nas tintas para o avolumar do desemprego, para a fome que por aí campeia, para as sequelas inevitáveis: criminalidade, violência, miséria e mais miséria...

O país vai apodrecendo aos poucos. O chicoespertismo assentou arraiais a todos os níveis. Se os banqueiros o são, por que  não os pilha galinhas? No fundo do túnel já se pode visualizar um novo resgate ou um perdão parcial da dívida como mal menor, à semelhança do ocorrido na Grécia.
 E o povo? Batendo palmas em comícios, narcotizado pelo futebol e pelas festarolas que vão pululando aqui e ali, escravizando uns e permitindo que os algozes se pavoneiem como deuses no olimpo...

A justiça, a comunicação social e a corrupção que continua impune darão cabo deste país em curto espaço de tempo. Esta classe política ávida de protagonismos e de dinheiros fáceis é o fermento que fará com que todos comamos o pão que o diabo há-de amassar...