rouxinol de Bernardim

Um blogue plurifacetado procurando abordar questões de interesse sob perspectivas diversificadas. A independência sim, mas sempre subordinada a parâmetros de bom senso, de optimismo e de realismo.

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quinta-feira, setembro 02, 2010

Sou pluralista: tanto aprecio morenas como louras...


























O grande escritor Guerra Junqueiro apreciava as morenas.Ver aqui o seu poema a elas dedicado ... morenas...
Mas Guerra Junqueiro foi um grande democrata, um revolucionário no seu tempo. «EXCESSIVO», disseram os reizetes de então, numa alusão à sua paixão pela verdade e pela democracia republicana, da qual foi um dos mentores espirituais. Homem de combate, atacado pela Igreja quando, zombeteiro, escreveu poemas satíricos como «A Bênção da Locomotovia», é um exemplo de cidadania a não perder. Um homem fora do tempo! Mas, INTEMPORAL!!!
Quando, hoje em dia, este povo macambúzio e resignado não reage ao arbítrio, não ergue a sua voz aos abusos da justiça, aos atropelos da governação, aos caprichos do poder mediático que incensa meia dúzia de imbecis, marginalizando os íntegros, os verticais, os não-alinhados na farsa reinante, era hora de olhar em profundidade para Guerra Junqueiro.
Ele que foi um iconoclasta genuíno, um puro sangue literário, um revolucionário irreverente, merece ter seguidores hoje em dia. Fazem falta muitos Guerra Junqueiros pois a «choldra continua», o poder continua entregue a uma corja de corruptos mais empenhados em engordar a sua conta bancária do que em salvar a Pátria da bancarrota...
CONTUDO:

Eu sinto obrigação de elevar o astral das louras. Tantas vezes injustamente apodadas de «burras», elas também são dignas de uma imortalização poética!
Desculpa lá, Guerra Junqueiro, cá o Rouxinol de Bernardim, vai imortalizar as louras.
Elas me desculpem se o poema não for tão sublime, tão excelso como elas merecem...
Mas a fonte de Parnaso, no verão, por vezes também seca...
Loura de alma dourada
Trigo maduro, seara,
Rosto puro, mente clara,
O alvor da madrugada.
O mel dos teus pensamentos
Alimenta o nosso olhar
Vinho doce, no lagar,
Dulcíssimos sentimentos...
No esplendor diamantino
Desse cabelo dourado
Fino quilate... plasmado...
P'las mãos do próprio destino...
Quanta inveja em teu redor
Como a noite inveja o dia:
Porque é quente e alumia
Nos dá luz... nos traz calor!
Não queiras, não vale a pena!
Não queiras mudar agora
Serás loura... toda a hora
Não, não queiras... ser morena!...

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2 Comments:

Blogger Rosa dos Ventos said...

Então e as ruivas não entram nesse pluralismo?! :-))

5:07 AM  
Blogger rouxinol de Bernardim said...

Rosa.

Ruivas? Por que não hão-de ser também elogiadas?
Sou pelo *PLURALISMO INTEGRAL!!!

6:24 PM  

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