Um blogue plurifacetado procurando abordar questões de interesse sob perspectivas diversificadas. A independência sim, mas sempre subordinada a parâmetros de bom senso, de optimismo e de realismo. O mundo e a sociedade sob o olhar atento e desassombrado de um cineasta do quotidiano, um iconoclasta moderno, sem peias, sem tabus, sem preconceitos.
terça-feira, março 31, 2009
A «guerra» do preservativo continua!...
Agora foi o bispo de Viseu, D. Ilídio Leandro, que indo contra a doutrina do papa e na esteira do que já havia afirmado D. Januário Torgal Ferreira (bispo das Forças Armadas), admite, como medida cautelar defensiva, o uso do preservativo por parte de pessoas contaminadas com o vírus da sida.
É de louvar esta coragem, pois em questões de fé há quem seja inflexível, monolítico, intolerante.
Consta que vai ser emitido um comunicado pela Santa Sé face a estes novos desenvolvimentos que desautorizam a imagem do papa e dão a ideia de haver duas doutrinas sobre esta matéria. Segundo o conceituado jornal Público , a Santa Sé vai tomar posição pública sobre esta postura «não-alinhada» pelo diapasão papal do clero português.
Há que usar bom senso, flexibilidade e prudência. A serem seguidas à risca as instruções do papa certos indivíduos poderiam ser autênticos serial killers!...
É de louvar esta coragem, pois em questões de fé há quem seja inflexível, monolítico, intolerante.
Consta que vai ser emitido um comunicado pela Santa Sé face a estes novos desenvolvimentos que desautorizam a imagem do papa e dão a ideia de haver duas doutrinas sobre esta matéria. Segundo o conceituado jornal Público , a Santa Sé vai tomar posição pública sobre esta postura «não-alinhada» pelo diapasão papal do clero português.
Há que usar bom senso, flexibilidade e prudência. A serem seguidas à risca as instruções do papa certos indivíduos poderiam ser autênticos serial killers!...
domingo, março 29, 2009
PSICANÁLISE:«Vou ter carácter, vou ser leal, vou ser combativo!»...
Quando vemos uma mulher bonita, todos nós (refiro-me aos heterosexuais saudáveis, obviamente...) temos tendência a despi-la mentalmente. É natural, digamos que saudável até.
Se vemos um homem, é natural que a tendência seja para fazer a sua análise psicológica, avaliar o seu «modus operandi» mental.
Sou muitas vezes obrigado a levar para o divã alguns políticos. Aparentemente sãos, eles ostentam patologias e evidenciam sintomas preocupantes. Um dos que mais me preocupa é Luiz Filipe Menezes. Não me sai da memória aquela cena patética num congresso do PSD em que chorou de raiva e gritou: «Abaixo os sulistas, elitistas, liberais...»
Agora, num jantar «só com mulheres», disse que Pacheco Pereira e Marcelo Rebelo de Sousa deviam cerrar fileiras, deixar de ser «analistas televisivos», enfim, uma série de recados com um forte pendor autocrítico, também. Disse que iria ter «carácter, lealdade, combatividade», pelo partido como é óbvio, deixaria as críticas à líder e seriam só elogios e louvores.
Ridículo, patético, anedótico! Agora, assume-se como partidólatra convicto (dá um prazo de seis meses...) e admite erradicar aquele comportamente anterior (presumo que «desleal»,«sem carácter», «sem combatividade»...).
Mete entre parêntesis (ou na gaveta...) o espírito conspirativo e muda de rumo como um catavento conforme as ventosidades do momento. Eleitoralismo oblige! O Partido (com maiúscula, claro) acima de tudo, qual Deus omnipotente que importa venerar a todo o custo!
No Público vai ao cerne da questão: «nós (ele sobretudo...) não estamos a comportarmo-nos como uma família»
Ainda recordo aquele dito oportunista sobre Marques Mendes a propósito das eleições à câmara de Lisboa: «se perdermos, a culpa é de Marques Mendes e não do candidato!»
Dizia cobras e lagartos («não tem estatura», «não tem carisma», «não tem capacidade mobilizadora») do líder, e assumia-se como salvador da pátria laranja, messias imprescindível, sebastião das dúzias com toneladas de argumentos.
Sempre na comunicação social de forma saturante até (SIC Notícias, RTP-Norte, JN __ sobretudo nestes foruns onde parece ter sempre as portas escancaradas para todas as boutades e baboseiras mais hilariantes...).
Agora vai ter «carácter». Será que alguma vez o teve? O carácter é uma marca indelével da personalidade, uma idiossincrasia que se mantém ao longo da existência e não um blusão que se veste ou despe conforme dá jeito. Não é um preservativo que se usa e deita fora, é um traço da personalidade que se manifesta nos actos mais simples do quotidiano.
Não tenho procuração de Marcelo nem de Pacheco Pereira mas qualquer cidadão minimamente apetrechado intelectualmente é capaz de discernir o gap mental que separa estas duas personalidades daquela infeliz criatura que não passa de um factotum, um braço populista, de uma marioneta de um tal «rei do norte» que aos poucos vai perdendo o norte...
Enfim, a criatura promete emendar-se, meter a mão na consciência, ser menino de coro.
Será que poderemos, finalmente, acreditar nele? Garante que, pelo menos nos próximos seis meses, será assim!
Já não pede o tal congresso antecipado, já não quer ir disputar a liderança como em tempos sugeriu. Será que já lhe passou a messianite aguda?!
Como outsider da cena política, observador imparcial, pedagogo, e com a dignidade que me confere o meu estatuto de não ambicionar cargos (já atingi o patamar que sempre ambicionei: ser cidadão, simplesmente), vou observar de camarote o comportamento da criatura. A vergasta da pena estará atenta... para o que der e vier...
Se vemos um homem, é natural que a tendência seja para fazer a sua análise psicológica, avaliar o seu «modus operandi» mental.
Sou muitas vezes obrigado a levar para o divã alguns políticos. Aparentemente sãos, eles ostentam patologias e evidenciam sintomas preocupantes. Um dos que mais me preocupa é Luiz Filipe Menezes. Não me sai da memória aquela cena patética num congresso do PSD em que chorou de raiva e gritou: «Abaixo os sulistas, elitistas, liberais...»
Agora, num jantar «só com mulheres», disse que Pacheco Pereira e Marcelo Rebelo de Sousa deviam cerrar fileiras, deixar de ser «analistas televisivos», enfim, uma série de recados com um forte pendor autocrítico, também. Disse que iria ter «carácter, lealdade, combatividade», pelo partido como é óbvio, deixaria as críticas à líder e seriam só elogios e louvores.
Ridículo, patético, anedótico! Agora, assume-se como partidólatra convicto (dá um prazo de seis meses...) e admite erradicar aquele comportamente anterior (presumo que «desleal»,«sem carácter», «sem combatividade»...).
Mete entre parêntesis (ou na gaveta...) o espírito conspirativo e muda de rumo como um catavento conforme as ventosidades do momento. Eleitoralismo oblige! O Partido (com maiúscula, claro) acima de tudo, qual Deus omnipotente que importa venerar a todo o custo!
No Público vai ao cerne da questão: «nós (ele sobretudo...) não estamos a comportarmo-nos como uma família»
Ainda recordo aquele dito oportunista sobre Marques Mendes a propósito das eleições à câmara de Lisboa: «se perdermos, a culpa é de Marques Mendes e não do candidato!»
Dizia cobras e lagartos («não tem estatura», «não tem carisma», «não tem capacidade mobilizadora») do líder, e assumia-se como salvador da pátria laranja, messias imprescindível, sebastião das dúzias com toneladas de argumentos.
Sempre na comunicação social de forma saturante até (SIC Notícias, RTP-Norte, JN __ sobretudo nestes foruns onde parece ter sempre as portas escancaradas para todas as boutades e baboseiras mais hilariantes...).
Agora vai ter «carácter». Será que alguma vez o teve? O carácter é uma marca indelével da personalidade, uma idiossincrasia que se mantém ao longo da existência e não um blusão que se veste ou despe conforme dá jeito. Não é um preservativo que se usa e deita fora, é um traço da personalidade que se manifesta nos actos mais simples do quotidiano.
Não tenho procuração de Marcelo nem de Pacheco Pereira mas qualquer cidadão minimamente apetrechado intelectualmente é capaz de discernir o gap mental que separa estas duas personalidades daquela infeliz criatura que não passa de um factotum, um braço populista, de uma marioneta de um tal «rei do norte» que aos poucos vai perdendo o norte...
Enfim, a criatura promete emendar-se, meter a mão na consciência, ser menino de coro.
Será que poderemos, finalmente, acreditar nele? Garante que, pelo menos nos próximos seis meses, será assim!
Já não pede o tal congresso antecipado, já não quer ir disputar a liderança como em tempos sugeriu. Será que já lhe passou a messianite aguda?!
Como outsider da cena política, observador imparcial, pedagogo, e com a dignidade que me confere o meu estatuto de não ambicionar cargos (já atingi o patamar que sempre ambicionei: ser cidadão, simplesmente), vou observar de camarote o comportamento da criatura. A vergasta da pena estará atenta... para o que der e vier...
sábado, março 28, 2009
DIÁLOGOS INTEMPORAIS...


Eça de Queiroz entrevista Acabado Silva...
Eça_ Caro professor, às vezes interrogo o meu monócolo e pergunto aos meus botões se o senhor não será fruto da Lei de Gresham?!
Acabado Selva_ Isso é pergunta que se faça? Isso roça o insulto, sabia?
Eça - Meu caro, em democracia plena há liberdade, há uma margem de tolerância que possa permitir a livre expressão dos pensamentos. Mas eu não sou economista, como o senhor, esse termo suponho que já foi usado por si para verberar comportamentos de alguns seus companheiros (talvez Santana Lopes, se bem me lembro...) daí não vislumbro qualquer maldade... a não ser que queira aplicar aos outros carapuças e não aceite enfiá-las!
Acabado - Não, claro que não, eu sou muito democrata e elogio os jornalistas. Tenho aqui o José António que me segue para todo o lado e respeito muito. Você é um jornalista diferente. Eu aprecio muito o culto da personalidade, sabe, dá mais jeito nas campanhas. Você nunca seria contratado por nenhum político para assessor de imprensa...
Eça - Nisso dou-lhe total razão, professor. Não tenho vocação para lambebotas. Mas, diga-me lá, o senhor prometeu estabilidade, prosperidade, captação de investimentos, enfim, consigo Portugal iria subir no ranking das nações e, afinal, é o que se vê...
Acabado - Em campanha a gente excede-se. Eu não devia ter prometido isso tudo. Mas o Manuel Alegre era um adversário temível, tive que usar todas as artimanhas para o derrotar. Se ia à segunda volta estava feito num oito. O que me valeu foi o Sócrates com aquela ajudinha final. Se fosse à segunda volta. Deus me livre!...
Eça - Meu caro professor, diga-me lá por que fez aquela cena na Madeira, perante o Jardim, quando ele chamou «bando de loucos» aos deputados? O seu silêncio foi ensurdecedor!!!
Acabado - Meu caro Eça, o que iria dizer? Os próprios deputados do PSD (afinal a maioria no Parlamento Regional) calaram-se e aceitaram de boa mente o «elogio». De facto, só um «bando de loucos» votaria naquele animal político!
Eça - Mudemos de tema. O juiz Carlos Alexandre vem manifestar a sua impotência no combate à corrupção por causa das leis. Não acha que estamos num país de «passa-culpas»?
Acabado - Isto é um país de idiotas, idiotas muito úteis convém frisar. As leis são feitas para fazer singrar os corruptos. Os deputados é que fazem maioritariamente as leis. O povo é que elege os deputados. Elege quase sempre os mesmos ou os dos mesmos partidos maioritários. Em última instância o povo tem os corruptos que merece. Quer que eu mude de povo? não posso. Tenho que «dançar ao som da música»?
Eça - Reconheço o seu talento, professor. Raramente se engana. Essa análise sobre o povo é magistral, não se esqueça que irei recordar isso em campanha eleitoral...
Cravos de Abril? Ilusões mil....
Democracia sem norte
Sem alma, flor sem perfume,
Tal qual dama de mau porte
Zurrapa!, só azedume!
Cravos de Abril já murcharam
Doce ilusão popular!...
Deles, uns se aproveitaram
O povo? Ficou a olhar!...
Agora, a crise aí está
Só desemprego e falências...
Os cravos? Foram maná
Para algumas «excelências»!...
De ilusões, bons vendedores
De promessas, boca cheia,
Corruptos e corruptores
Bebem co'a taça bem cheia!...
sexta-feira, março 27, 2009
Sócrates vítima de cabala?!
O sempre polémico Dr Marinho Pinto, bastonário da Ordem dos advogados vem insinuar que Sócrates foi vítima da PJ. A metodologia seguida (sugestão para envio de uma carta anónima) foi sugerida por alguém da PJ adulterando uma praxis que, muito embora precisasse de ser clarificada, seguiu os trâmites menos convenientes.
Será que Sócrates foi vítima da Santana Lopes? A tese da «cabala» ganha foros de verosimilhança na opinião de Marinho Pinto. A ler nas entrelinhas no JN.
Toda a gente deve ter direito à presunção de inocência.No entanto a actuação da PJ deixa a desejar. O tempo decorrido sem uma saída satisfatória para este caso, lança a lama da suspeição sobre o actual primeiro-ministro e, continuando a morosidade, será uma forma de o «fritar em lume brando» até ao fim dos actos eleitorais.
O país precisa de uma outra justiça, mais célere, mais operacional, mais objectiva. Todos reclamam e nada se vê no horizonte.
Parece que anda tudo sob controlos políticos ora dando dividendos a este partido ora àquele. É lamentável esta instrumentalização que qualquer cidadão minimamente lúcido descortina em muitos actos e em muitas acções (e/ou omissões...) adentro da esfera da justiça e similares.
É uma imagem terceiro-mundista que nos coloca sob os holofotes do ridículo. Há que criar outra justiça, outro país, outra democracia. Esta já cheira a mofo e a lodo...
Será que Sócrates foi vítima da Santana Lopes? A tese da «cabala» ganha foros de verosimilhança na opinião de Marinho Pinto. A ler nas entrelinhas no JN.
Toda a gente deve ter direito à presunção de inocência.No entanto a actuação da PJ deixa a desejar. O tempo decorrido sem uma saída satisfatória para este caso, lança a lama da suspeição sobre o actual primeiro-ministro e, continuando a morosidade, será uma forma de o «fritar em lume brando» até ao fim dos actos eleitorais.
O país precisa de uma outra justiça, mais célere, mais operacional, mais objectiva. Todos reclamam e nada se vê no horizonte.
Parece que anda tudo sob controlos políticos ora dando dividendos a este partido ora àquele. É lamentável esta instrumentalização que qualquer cidadão minimamente lúcido descortina em muitos actos e em muitas acções (e/ou omissões...) adentro da esfera da justiça e similares.
É uma imagem terceiro-mundista que nos coloca sob os holofotes do ridículo. Há que criar outra justiça, outro país, outra democracia. Esta já cheira a mofo e a lodo...
Vê-se tanto por aí...
Cultura domesticada
ao poder tão serviçal
turibulária e vergada
não é cultura nem nada
é prostituição mental.
Autocensura evidente
pautada por calculismo
tão medrosa e conivente
não ousa ser maldizente
roça o... miserabilismo...
O provincianismo ecoa
na capelinha sectária
isenção até destoa
perante a hosana e a loa
a panegírica ária...
Na liturgia submissa
irreverância castrada
o fogo já não se atiça
a chama é triste e mortiça
chalaça é ostracizada.
Cultura assim faz escola
tem cortesãos, camarilhas,
se o poder puxa a pistola
curvam-se e pedem-lhe esmola
comem pratos de lentilhas!
Nota final: um conhecido presidente de câmara do norte afirmou que só dava subsídios a projectos culturais se eles não fossem críticos. O termo é subjectivo, mas toda a gente viu uma implícita censura, uma forma de domesticar os agentes culturais, subrepticiamente uma mensagem: «se disseres mal do poder, ainda que justamente, nada levarás...»
É assim em muito lado. Esta censura campeia. Os sabujos, os lambebotas levam prebendas do erário público. Os erectos, os que não vergam, os independentes não são bem vistos. Para eles, a pistola...
quinta-feira, março 26, 2009
O canto do cisne de Queiroz?!
O próximo Portugal Suécia é decisivo para o nosso apuramento ao mundial da África do Sul.
Carlos Queiroz não pode continuar a optar por um tímido 4x3x3, com dois trincos e um ponta-de-lança isolado no meio de três centrais.
Há que arriscar. Há que optar por um 4x2x4 elástico, capaz de dar em cima dos suecos e permitir liberdade de acção a Cristiano Ronaldo. Este, o alvo número um a abater (para os suecos) deve ter liberdade, não pode ficar acantonado a uma extrema. Ele deve ter oportunidade de circular e fazer circular o esférico de molde a deixar sempre uma margem de incerteza nos espíritos adversários. O ponta-de-lança (se for Hugo Almeida) deve saber que nas alturas eles também são bons e há que não usar logo o remate directo à baliza mas o amortie para parceiros vindos de trás, é, muitas vezes, a melhor arma.
Nada de passear a bola no centro do terreno, com jogadas estéreis e «bonitinhas» permitindo a recolocação dos adversários. É preciso explorar o efeito-surpresa. Nada de rodriguinhos enfadonhos no centro do terreno. Há que ter segurança no passe e arriscar nos espaços vazios, chamando os adversários ao nosso meio-campo e só depois explorar a dinâmica atacante.
A defesa deve jogar em bloco, longe da área, mas sempre preparada para um ataque furtivo, ou um livre, ou até um pontapé de canto traiçoeiro.
Que o exemplo da Grécia nunca saia do pensamento e não se cometam os mesmos erros. A Suécia pode ser uma nova Grécia. Oxalá isso não aconteça. Mas os excessos de confiança são sempre perniciosos.
Carlos Queiroz não pode continuar a optar por um tímido 4x3x3, com dois trincos e um ponta-de-lança isolado no meio de três centrais.
Há que arriscar. Há que optar por um 4x2x4 elástico, capaz de dar em cima dos suecos e permitir liberdade de acção a Cristiano Ronaldo. Este, o alvo número um a abater (para os suecos) deve ter liberdade, não pode ficar acantonado a uma extrema. Ele deve ter oportunidade de circular e fazer circular o esférico de molde a deixar sempre uma margem de incerteza nos espíritos adversários. O ponta-de-lança (se for Hugo Almeida) deve saber que nas alturas eles também são bons e há que não usar logo o remate directo à baliza mas o amortie para parceiros vindos de trás, é, muitas vezes, a melhor arma.
Nada de passear a bola no centro do terreno, com jogadas estéreis e «bonitinhas» permitindo a recolocação dos adversários. É preciso explorar o efeito-surpresa. Nada de rodriguinhos enfadonhos no centro do terreno. Há que ter segurança no passe e arriscar nos espaços vazios, chamando os adversários ao nosso meio-campo e só depois explorar a dinâmica atacante.
A defesa deve jogar em bloco, longe da área, mas sempre preparada para um ataque furtivo, ou um livre, ou até um pontapé de canto traiçoeiro.
Que o exemplo da Grécia nunca saia do pensamento e não se cometam os mesmos erros. A Suécia pode ser uma nova Grécia. Oxalá isso não aconteça. Mas os excessos de confiança são sempre perniciosos.
quarta-feira, março 25, 2009
José Mourinho, doutor Honoris Causa...

Galardoado com o título de doutor Honoris Causa, o treinador de futebol José Mourinho não quer que lhe chamem doutor. É que doutores há tantos, mas «Special One» só há um!
Apraz-me recordar o tempo em que seu pai, Félix Mourinho, treinava o Rio Ave F.C.. Ele, José Mário, treinava apenas. Não podia jogar. O presidente José Oliveira dizia que era «só para treinar», nunca para jogar.
Um dia lesionou-se o defesa central e o pai recorreu aos serviços do filho para preencher a vaga.
O presidente desceu do camarote e exigiu que ele não jogasse!
O certo é que o Rio Ave apanhou nove do Sporting! Talvez com Mourinho a central a coisa fosse mais suavizada, mas o presidente não deixou.
Talvez tenha nascido aí a aura do treinador: «só para treinar!», a sentença do então presidente iria ser de um simbolismo flagrante!
Agora, supermediatizado, adulado por multidões, idolatrado pelo mundo da bola e até aureolado pela universidade, vale a pena meditar em certas facetas do passado, que por vezes são premonitórias!...
Que o futuro lhe reserve ainda mais sucessos, são os votos deste admirador, que não pôde conter o riso quando o dito José Oliveira fez a tal cena patética!...
Bem haja!
terça-feira, março 24, 2009
Caso FREEPORT: Advogados do diabo?
Segundo relata o DN de hoje a intervenção de um escritório de advogados de Albertino Antunes e Gandarez, exigiu uma avultada verba para garantir a aprovação do projecto. Nesse documento enviado pela firma de advogados actua-se como se fosse «testa-de-ferro» de alguém do governo, com capacidade de decisão!
O país precisa de saber com quem lida. É preciso saber a mando de quem actuavam estes advogados. Será que o governo os tinha como colaboradores?
Actuaram por sua conta e risco? Se de facto houve «luvas», quem as «calçou»?
Os governantes ao tomarem conhecimento deste comportamento que medidas tomaram?
O imbróglio começa a complicar-se. TRANSPARÊNCIA TOTAL, exige-se!
O país precisa de saber com quem lida. É preciso saber a mando de quem actuavam estes advogados. Será que o governo os tinha como colaboradores?
Actuaram por sua conta e risco? Se de facto houve «luvas», quem as «calçou»?
Os governantes ao tomarem conhecimento deste comportamento que medidas tomaram?
O imbróglio começa a complicar-se. TRANSPARÊNCIA TOTAL, exige-se!
segunda-feira, março 23, 2009
Meu Deus!...
A abordagem dos piratas...

Excelsa pátria, barco sem ter rumo
Piratas te abordaram, inclementes,
Perderam a vergonha e o aprumo
A pilhagem e o saque são frequentes.
Já não há calafates, como outrora
Vai-se afundando o barco lusitano
Ao leme, o fatalismo corrobora
Triste sina, mais ano menos ano...
Há que inverter o rumo, a situação,
Há que enjaular piratas miseráveis
Onde merecem estar é na prisão!
Piratas-conselheiros, condestáveis
Paradigmas de esbulho e corrupção
Figuras mafiosas, detestáveis....
NOTA: O que é de lamentar é que os piratas continuam a sorrir, na comunicação social, como se nada fosse com eles, de consciência tranquila, sem medo desta justiça subserviente e abjecta que está pior do que antes do 25 de Abril, em certos domínios. As raras, e porventura honrosas excepções, são afastadas dos lugares de decisão. Aí, só os politicamente atrelados, os mais fiéis serventuários, os mais obedientes.
Veja-se a novela do Provedor de justiça: deseja-se alguém que apare todos os golpes que se vislumbram no horizonte sombrio que se aproxima.
País de canídeos. País de ratos. País onde a erecção (sobretudo a moral e cívica) é uma ameaça ao «sistema»!...
domingo, março 22, 2009
A falência do Supervisor-Mor do Reino!...
Num excelente artigo de Mário Crespo no JN dá-se conta do desabafo do PR em Barcelos dizendo não haver soluções para o desemprego galopante e toda esta situação alarmante que atravessa a sociedade.
Longe vão os tempos da campanha eleitoral em que ele prometia amanhãs que cantam a todos, primaveras risonhas a investidores, trabalhadores, economistas, arquitectos... enfim, era o arquitecto das ilusões mais hilariantes, chegou ao cúmulo de dizer que o facto de ser economista reputado iria chamar investidores estrangeiros ao nosso país, iria dar uma imagem de credibilidade e de confiança a todos os agentes económicos, enfim seria a panaceia universal capaz de curar tudo neste Portugal de ilusionistas do verbo, de picaretas falantes, de vendilhões do templo...
Agora, diz que não há nada a fazer a não ser resignação. Ele, que no 25 de Abril tece algumas críticas à corrupção reinante, que critica acerbamente certos abusos, durante o resto do ano passeia o trajo da comiseração e do fatalismo, num ar resignado e pungente que mete dó...é o cruzar os braços, são as mãos atadas... é o lavar de mãos... é o assobiar para o ar... como se ele __ o supervisor dos supervisores__ não tivesse nada a ver com a situação a que se chegou!!!
Será que ele não tem moral para falar? Será que aqueles que com ele fizeram o percurso das vacas gordas sem efectuarem as reformas estruturais que o país tanto precisava, mas, pelo contrário, foram peritos na arte de engordarem eles próprios à custa de esquemas mirabolantes que fariam inveja a Alves dos Reis e seus pares, já perdeu a credibilidade e a legitimidade moral para impôr regras e garantir o funcionamento eficaz das instituições?
Perguntar não ofende. Mas que nos dói, dói, saber que muito mais podia ter sido feito e não foi. Dói saber que há assuntos que poderiam correr com maior celeridade se ele, presidente, chamasse à pedra alguns responsáveis (não ponho o nome pois todos os conhecem) e fizesse eco da insatisfação popular. É óbvio que tem que haver respeito inter-poderes, mas quando o laxismo é gritante, o arrastamento de situações é lesivo da credibilidade e da qualidade da própria democracia, há que actuar e não ficar qual múmia paralítica a ver a banda passar!...
Já acreditei na capacidade efectiva deste PR. Já fui um crente nos seus dotes e nas suas potencialidades. Neste momento lamento que Manuel Alegre não tivesse ganho as eleições presidenciais. Outro galo cantaria. Até porque não tem os telhados de vidro que este aparenta ter.
Casos como o do BPN, com Dias Loureiro, conselheiro de Estado e um dos mais fiéis compagnons de route de Cavaco Silva, com todos os condimentos de uma novela de Jorge Amado, ou de um filme de Visconti, não abonam nada sobre o ADN moral daquilo que se convencionou chamar «cavaquismo»... e tal como as coisas estão algo vai podre no «Reino do Cavaquistão»!!!
Longe vão os tempos da campanha eleitoral em que ele prometia amanhãs que cantam a todos, primaveras risonhas a investidores, trabalhadores, economistas, arquitectos... enfim, era o arquitecto das ilusões mais hilariantes, chegou ao cúmulo de dizer que o facto de ser economista reputado iria chamar investidores estrangeiros ao nosso país, iria dar uma imagem de credibilidade e de confiança a todos os agentes económicos, enfim seria a panaceia universal capaz de curar tudo neste Portugal de ilusionistas do verbo, de picaretas falantes, de vendilhões do templo...
Agora, diz que não há nada a fazer a não ser resignação. Ele, que no 25 de Abril tece algumas críticas à corrupção reinante, que critica acerbamente certos abusos, durante o resto do ano passeia o trajo da comiseração e do fatalismo, num ar resignado e pungente que mete dó...é o cruzar os braços, são as mãos atadas... é o lavar de mãos... é o assobiar para o ar... como se ele __ o supervisor dos supervisores__ não tivesse nada a ver com a situação a que se chegou!!!
Será que ele não tem moral para falar? Será que aqueles que com ele fizeram o percurso das vacas gordas sem efectuarem as reformas estruturais que o país tanto precisava, mas, pelo contrário, foram peritos na arte de engordarem eles próprios à custa de esquemas mirabolantes que fariam inveja a Alves dos Reis e seus pares, já perdeu a credibilidade e a legitimidade moral para impôr regras e garantir o funcionamento eficaz das instituições?
Perguntar não ofende. Mas que nos dói, dói, saber que muito mais podia ter sido feito e não foi. Dói saber que há assuntos que poderiam correr com maior celeridade se ele, presidente, chamasse à pedra alguns responsáveis (não ponho o nome pois todos os conhecem) e fizesse eco da insatisfação popular. É óbvio que tem que haver respeito inter-poderes, mas quando o laxismo é gritante, o arrastamento de situações é lesivo da credibilidade e da qualidade da própria democracia, há que actuar e não ficar qual múmia paralítica a ver a banda passar!...
Já acreditei na capacidade efectiva deste PR. Já fui um crente nos seus dotes e nas suas potencialidades. Neste momento lamento que Manuel Alegre não tivesse ganho as eleições presidenciais. Outro galo cantaria. Até porque não tem os telhados de vidro que este aparenta ter.
Casos como o do BPN, com Dias Loureiro, conselheiro de Estado e um dos mais fiéis compagnons de route de Cavaco Silva, com todos os condimentos de uma novela de Jorge Amado, ou de um filme de Visconti, não abonam nada sobre o ADN moral daquilo que se convencionou chamar «cavaquismo»... e tal como as coisas estão algo vai podre no «Reino do Cavaquistão»!!!
Benfica vence Sporting, mas não convence...
É lamentável assistir a jogos de futebol onde a verdade desportiva é adulterada de forma tão gritante.
Jogo muito viril, jogado aos repelões, onde o sentido prático se sobrepôs ao futebol bem jogado, esta final foi pobre demais em termos artísticos e espectaculares. Lucílio Batista, o árbitro deste encontro, errou gravemente ao marcar um penalty inexistente.
É lamentável a qualidade da arbitragem mas mais lamentável ainda o acto de indisciplina do atleta do Sporting ao querer tirar desforço do árbitro.
Enfim, mau demais. Valeu a actuação dos dois guarda-redes que ao defenderem alguns penalties com mestria deram um ar da sua graça num jogo sem graça nenhuma...
Jogo muito viril, jogado aos repelões, onde o sentido prático se sobrepôs ao futebol bem jogado, esta final foi pobre demais em termos artísticos e espectaculares. Lucílio Batista, o árbitro deste encontro, errou gravemente ao marcar um penalty inexistente.
É lamentável a qualidade da arbitragem mas mais lamentável ainda o acto de indisciplina do atleta do Sporting ao querer tirar desforço do árbitro.
Enfim, mau demais. Valeu a actuação dos dois guarda-redes que ao defenderem alguns penalties com mestria deram um ar da sua graça num jogo sem graça nenhuma...
sábado, março 21, 2009
ABRIL: o pulsar do meu coração!
O meu Abril não é o dos banquetes, das liturgias folclóricas, dos exibicionismos de pavões cheios de democracia na ponta da língua mas sem ela nos actos...O meu Abril é o dos que sofrem por não verem cumprido um ideal, dos que ainda acreditam que é possível uma mudança. Para melhor...
Pelas ruas da amargura
anda ele, nós sabemos,
e valer-lhe não podemos
pois o mal já não tem cura,
anda perdido e afastado
da mente dos maiorais
dele já não há sinais
foi também ostracizado
banido, sem mais aquelas
já não anda nas lapelas
foi, talvez, excomungado,
considerado um entrave
um estorvo na consciência
um detalhe, minudência,
para alguns doença grave
de efeitos perniciosos
susceptível de criar
polémicas e mal-estar
talvez de efeitos danosos
nas mentes mais prepotentes
com alergia à verdade
com horror à liberdade
mas não, aos mais conscientes,
aos amantes da razão,
para esses, Abril é
motivo d'esperança e fé
o pulsar do coração!
NOTA FINAL: por alguma razão Jardim proibe as comemorações do «25 de Abril» na Madeira. Ele tem consciência de que Abril é a antítese da sua praxis quotidiana e portanto não quer ser hipócrita. É coerente, banindo o espírito de Abril. Pior do que ele são os que tendo banido o espírito de Abril do seu comportamento, continuam a abrigar-se (colhendo mordomias gordas) debaixo da rubra flor, como se fossem os devotos mais extremosos. Esses, são piores do que Jardim...
sexta-feira, março 20, 2009
Ditosa pátria, lusa encarnação...
Camões, o genial criador do Velho do Restelo, talvez comece a ser mais identificado com a sua própria personagem ; nos momentos de crise, o seu falar é profético... O Velho do Restelo dizia mal dos gastos mirabolantes da aventura ultramarina e verberava o abandono das populações tão sacrificadas... e desamparadas.
Neste momento estamos a pagar caro o não se ter aproveitado bem o tempo das «vacas gordas» (cavaquismo...) e feito (então) as reformas estruturais que o país precisava.
Ditosa pátria, lusa encarnação,
Conduzida ao abismo dos valores
Será que ainda tens cura, remissão,
Ou sentes da agonia os estertores?!
O que há mais é piolhos-pensadores!
Sim, usando a cabeça, mas... de fora...
Louvaminhando abutres corruptores
Sanguessugas de ontem ... e de agora!
Ditosa pátria, pasto de cobiças,
De ambições sem freio, sem travão,
Vasto rol de ladrões matar-te-ão!
Ditosa pátria, palco de injustiças,
Terás mau fim, se olharmos às premissas,
Triste o destino, triste a conclusão.
quinta-feira, março 19, 2009
O «pai» de todas as malfeitorias...
É tão culpado o que vai às cerejas como o que fica a apanhar as cerejas debaixo da cerejeira...
ditado popular
O BPN tem sido um alfobre de situações pouco transparentes e geradoras de perplexidades várias. Desde a falta de eficácia dos órgãos fiscalizadores (internos e externos...) até à excentricidade das metodologias (imagine-se que Oliveira e Costa com um simples post it fez movimentar milhões para uma conta pessoal na Suíça!...) usadas, é de bradar aos céus!...
Que país é este onde isto é permitido? Que supervisão existe que nada detecta?
Agora começo a perceber por que é que Vítor Constâncio sonega informações à comissão parlamentar de inquérito!... Os «rabos de palha» podem chegar à cúpula supervisora. É bom que não se saiba tão cedo...
É isto o fruto de uma partidocracia clientocrática que vive a fazer fretes a este e àquele (um tem uma filha casada com... o outro tem um parente que... aqueloutro tem um afilhado que...) e em que o «centrão» tem mostrado a sua faceta mais perniciosa ao permitir o apoio de «máfias» mesmo de sinal partidário contrário mas subordinadas ao mesmo denominador: o salve-se quem puder!...
Conheci situações ocorridas no tempo do apelidado «grupo da sueca» que eram o espelho fiel desta promiscuidade inter-partidária: a corrupção não tem partido, une-se em torno de objectivos concretos, o poder financeiro atrela os agentes políticos como canídeos amestrados e obedientes, estejam em que partido estiverem, quem manda é o senhor fulano de tal que tem «MONTES» de notas, tem a comunicação social controlada, tem até agências de sondagens, tem mordomos e lacaios em tudo o que é aparelho de Estado, num emaranhado tal, numa promiscuidade total, a ponto de se poder dizer que é tudo farinha do mesmo saco!
Vemos indivíduos de um partido a elogiarem outros do partido adverso (estando no poder é claro!...) como se fossem capos de organizações mafiosas, sempre subordinados ao princípio superior do «salve-se quem puder!», «há que enriquecer a todo o custo, custe o que custar!», «hoje estás tu no poder e defendes-me, amanhã estarei eu e defender-te-ei a ti!», numa oligarquia mafiosa, supra-partidária e unida apenas pelo cheiro a vil metal ( e a esturro, também...).
Oliveira e Costa não pode estar sozinho neste forrobodó. Ele teve cumplicidades (por acção e omissão) que importa deslindar dê por onde der. Mas, será que haverá moral para aprofundar esta conexão insalubre, esta rede de cumplicidades?
Esse é que é no fundo o cerne da interrogação. Será que este «sistema» tem capacidade para se regenerar a si próprio quando está totalmente putrefacto?!
Meus Deus, onde é que isto vai parar?!
O que faz o «garante do regular funcionamento das instituições democráticas»?!
Não se vê fazer nada de concreto no que concerne à erradicação do mal. Será que os seus «sponsors» também estão neste cais enlodaçado, será que também está tolhido pela teia que envolve os outros?!
Ai Portugal, Portugal, triste sina esta de te ver nesta agonia letal!
Preservativo propaga a sida?|!

«Porque será que quando falamos com Deus, dizem que estamos a rezar, mas quando Deus fala connosco ... dizem que somos esquizofrénicos!...»
Lily Tomlin
Já tenho procurado falar com Deus, muitas vezes, não sei se Ele me ouve ou não pois nunca me enviou o feedback. Contudo, o momento é de meditação profunda. A ocasião merece -o.
O papa, na sua recente visita a África, afirmou categoricamente que o preservativo aumenta a sida! Assim, textualmente!!!
A OMS está pasmada! Os padres e freiras que divulgam o uso do dito cujo, estão abismados! Será possível? Aquilo que se supunha ser uma forma de a evitar, é, no sacro parecer do papa, precisamente o contrário: um veículo propagador da sida!
O papa é, no conceito e na doutrina actual da Igreja, infalível! Logo, incapaz de errar, de mentir, de falar sem conhecimento de causa!
Seria bom - e a comunidade científica está ansiosa por tomar conhecimento desta nova conquista científica- que o papa demonstrasse as suas asserções sob pena de lhe outorgarem epítetos não muito recomendáveis.
Pergunto a Deus: __ Será que o papa faltou à verdade? Será que adquiriu conhecimentos que não estão ao alcance do comum dos mortais? Como chegou a tal conclusão? Seria revelação divina?
Meu Deus, ao menos uma vez, dignai-Vos responder a este crente que se interroga quotidianamente sobre tantas perplexidades inexplicáveis e que teme começar a perder a fé em Vós! Senhor, Vos suplico, respondei-me!
Assim seja!
Nota final: Aguardo ansiosamente uma resposta! Tenho fé!
quarta-feira, março 18, 2009
A VITÓRIA DO PSD! GARANTIDÍSSIMA!...

Existe no PSD uma notória onda de contestação interna à liderança de Manuela Ferreira Leite. É notório, é palpável, é gritante!
Que não sabe transmitir a mensagem, que tem rabos de palha (obsessão pelo défice, "salário mínimo a roçar irresponsabilidade"... enfim... coisas que marcam), que não transmite chama, galvanização, que não sabe usar a ironia, o sarcasmo, a «boutade», com a argúcia de uma verdadeira líder.
O mal dela, segundo constatei numa sondagem por mim efectuada, é a P.I.!
E é por causa da PI (l) que a mensagem não circula, as sondagens não descolam, o seu sucesso está condenado. Ela vai ser derrotada, dê por onde der. Nem sequer há mérito de Sócrates. Ela perderá por falta de indicadores visuais suficientemente apelativos, por carência de qualidades oratórias, incapaz de criar empatia e interacção galvanizante.
Perante este cenário dantesco, que fazer?
Procurei por todo o país e encontrei a substituta ideal. Está aí na foto acima. Como podem ver, não tem rabos de palha, é transparente, tem figura apelativa, transmite com fidelidade a mensagem, tem um visual imaculado, não tem rugas, não transparece ódio nem ressabiamento. Esta sim, é a candidata ideal!
Para vos dar uma imagem fiel do seu ideário, perguntei-lhe: __ O que pensa da social-democracia?
Ela respondeu, com serenidade: __ É a aragem fresca que faz elevar o astral de todos os portugueses! É o caminho mais directo ao clímax!
Com esta linguagem inovadora, sem estereotipos anacrónicos, sem presunções ex cathedra, ela é, de facto e de jure, uma triunfadora!
Eu, entre ela e a Dra Ferreira Leite, não hesitaria! Ela levaria a Europa inteira atrás dela!!!
(l) P. I. - A porra da idade!
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