domingo, novembro 02, 2008

Senhor Camilo, tenha maneiras!


Camilo e Ana Plácido (João Reis e Catarina Furtado...) uma dupla fantástica que recordou o inolvidável escritor e a saga amorosa que protagonizou...

__Senhor Camilo, tenha mais siso!__ disse o padre Cícero, o seu companheiro de mesa na Estalagem das Pulgas. __Abandone essa senhora sem demora. Está no caminho do pecado!
___Estamos no caminho de Santiago, essa é que é a verdade !__ retrucou Camilo, cofiando a bigodaça e emborcando uma caneca de tinto escarlate como sangue, típico da região dos vinhos verdes...
__Tenha maneiras, senhor Camilo! Não brinque com coisas sérias!__ insistiu na sua o bondoso padre Cícero. __Olhe que a cidade do Porto está toda contra si!
__Olhe padre Cícero, o Porto tem tantos beatos e hipócritas como pulgas tem aqui esta Estalagem. Não ligo a safadezas burguesóides, não alinho pelo diapasão dessa sociedade velhaca e impostora que só vive de aparências! Eu sou um homem livre e libertário! quero dar um exemplo de liberdade, quero libertar aquela jovem, a minha Aninhas, do jugo maquiavélico daquele canastrão! ela merece outro futuro! abaixo a canga matrimonial forçada!
__Mas é preciso temor de Deus e respeito pelas normas de conduta social. A sociedade não é
uma selva, nela é que os animais fornicam à vontade e não têm regras. O senhor mais parece um animal no cio, escravo dos seus instintos, da impureza da carne, do que um escritor prendado nesta sociedade moderna. O senhor dê-se ao respeito! Respeite a Santa Madre Igreja, os sacerdotes, as freiras, o catolicismo, essa força que liberta os homens do jugo chamado instinto!
__Eu devo andar em contramão, senhor padre! a Igreja é uma aliada da escravidão, ela está divorciada dos sentimentos, das palpitações do coração, ela é pelo jugo conjugal até à eternidade! Ao perfilhar esses princípios o casal sentir-se-á como um junta de bois debaixo da canga! Ana Plácido merece liberdade, merece ser tratada com meiguice, com amor autêntico, ela não é uma alimária doméstica!... O senhor seu marido faz dela uma coisa de sua propriedade, um objecto de uso doméstico!... Nem sequer é objecto de estimação... mas de fornicação apenas!
O padre desta vez sorriu com ironia. Coçou ligeiramente a anca e sentenciou:
__Numa coisa eu lhe dou razão! Não sei se há muitos beatos ou hipócritas lá no Porto, mas que há um exército de pulgas aqui entrincheirado nesta Estalagem, isso há, sinto-o com eloquência!...
Ambos sorriram com prazer. Um caneca de verde tinto, com aquela cor de sangue puro, mais o belo chouriço assado na brasa, foi o suficiente para se aplacarem os ânimos até aí um pouco exaltados... O selo da longa amizade permanecia incólume apesar das contradições ideológicas e vivenciais...
Lá fora chovia a cântaros. Os animais abrigados da intempérie também se iam desforrando no feno tenrinho e saboroso. Ao longe ia subindo as escadas aquele casalinho ternurento que andava em viagem de núpcias. Recolheu mais cedo ao leito. O sol já há muito tinho ido para os braços de Morfeu...
Junqueira, essa continuava a sua lide. Cães latiam, quais alarmes atentos e vigilantes, mostrando aos ladrões que a terra tinha dono. A chuva, essa não parava de enlamear os caminhos de terra batida cada vez mais lamacentos por causa das caravanas de almocreves...
Na igreja, o sino, pachorrenta e religiosamente, dava as horas... greve não era com ele...

ROMA NÃO PAGA A TRAIDORES!




Tenho esta mania tola
De ir roubar à concorrência
Fui roubar este cebola
Pra chorar com frequência!...
Vou perdendo os meus cabelos
Perdi sonhos de grandezas
Já só tenho pesadelos
Sou portador de... tristezas...
Até o Miguel escritor
Anda numa de invejoso
Da SAD é um delator
Que tipo mais odioso!
Nós que propagandeámos
Plágios tolos, sem valor,
Facadas vis suportámos
Deste ingrato torcedor!...
Traidor! Vais mordendo a mão
Que te deu papas e bolos!...
Jamais comerás o pão
Daqueles que chamas tolos!
Roma não paga a traidores!
O diabo te carregue
Guarda lá os teus rancores
Que a terra te seja leve!
Seu Miguel de Vasconcelos
Cebola do Equador
Teus risinhos amarelos
São risinhos de traidor!!!

Querem roubar poderes!!!

Isto está muito mau! Roubam computadores, roubam poderes ao presidente, querem fazer de mim figura decorativa, um corta-fitas, um zero à esquerda!!!





Neste país de ladrões
Haja respeito, senhores!
Querem impor-me audições
Roubando-me atribuições
Nesta questão dos Açores!


Não me roubem o poder
Quero mais autonomia
Por que ouvir sem eu querer
É um roubo, podem crer,
Um roubo...à democracia!


Aqui d'el Rei, Portugal!
Alertar-vos eu só quero
Se isto assim continuar
O poder a definhar
Vão fazer de mim um zero!!!

sábado, novembro 01, 2008

A Câmara de Lisboa : sete cães e um só osso!...

MARIA LISBOA a fadista que se anuncia triunfadora nas próximas eleições autárquicas em Lisboa!... Garra tem ela, será que a sua teoria terá suporte material para se concretizar?! Estará na forja uma nova «Passionaria», que em Espanha deu cartas?!



A cena política continua a ser chão que dá uvas. Agora, o DN dá-nos conta de um desfile de candidatos na passerelle do PSD, todos muito alinhados, muito impregnados de curriculum, muito incensados pelos deuses do olimpo.

Maria Lisboa, a vibrante e garbosa fadista, diz de sua justiça:

__Olhe Rouxinol, o Santana Lopes diz que quer «ser feliz»! Eu quero apenas fazer felizes os lisboetas, a maioria deles sem qualidade de vida, sem poder de intervenção nos órgãos de comunicação social, nas assembleias de freguesia e nas assembleias municipais pois os mecanismos democráticos são assaz redutores. E quero que essa felicidade seja colectiva, o mais equitativamente distribuída. Se eu ganhar ganham todos os alfacinhas, todos os democratas!

__O que acha da Dra Manuela F. Leite neste cenário?
_Coitada, ela faz o que pode mas falta-lhe aquela chama, aquela vibração, aquele clic especial que faz a destrinça entre um político tout court e uma figura de Estado, galvanizadora e capaz de fazer aderir as massas. Eu, como fadista, sei bem do que falo. O povo precisa de alma e coração, não de Pib's, de FBCF, de défices, de cash-flow's... ela não tem vida para ser uma triunfadora na política. É uma pessoa séria, mas não tem o élan vital, nem sequer o carisma para tocar a rebate e chamar as hostes à liça! ela é uma perdedora nata, não tenho a mínima dúvida!...

__Não será excessivo esse comentário?!

__Eu sei do que falo! Neste aspecto Jardim e até Menezes têm razão. Alguma razão, não toda, pois há muito oportunismo também subjacente aos seus comentários. Eles estão na oposição interna e querem galarim... Mas a imagem de marca da Dra Ferreira Leite é paupérrima!

__Mas a câmara de Lisboa não vai mudar de mãos ou vai?!

__ António Costa tem qualidades iniludíveis. É sensato, prudente, usa artimanhas; contudo, há uma coisa a seu desfavor: a erosão do poder a nível governamental. Esse descontentamento vai caír-lhe em cima. Depois, os casos graves das casas camarárias, da Gebalis e de tantas empresas municipais mal geridas, tudo isso vai caír-lhe em cima na hora do voto... A câmara é uma manta de retalhos, bem rotos por sinal! Também há algo mais (e bem grave!) que por prudência não quero revelar agora... Há hora de coruja e hora de falcão! Neste momento a hora é de coruja!...

__Como antevê o cenário eleitoral?

__Eu não tenho dúvidas, a vitória será minha! Esmagarei as oposições mesmo que se aliem de forma artificial e contra-natura!...

A um amigo que partiu!



Na linha de baixo, o José Luís é o terceiro a contar da esquerda.
Faleceu há dias. Levou a vida sempre a correr. Talvez cedo demais, lá foi.






Passaste a vida a fintar
Com magia, com talento,
Dava gosto ver driblar
Tua técnica sem par
Desarmava o mais atento.


Partiste cedo demais
Levaste a vida a fugir
Tuas fintas divinais
Autênticos recitais
Até Deus... vai aplaudir!



Na maratona celeste
Que não findará jamais
Brilha como cá fizeste,
Mostra o túnel que me deste
Os nós cegos geniais!...


E dribla sempre a preceito
Os anjos se encantarão
Com o gracioso jeito
Fazendo tudo bem feito
Os santos te aplaudirão!!!

MAMMA MIA! A AMANTE DO PADRE!!!

Ela tem bom porte, ar puro e imaculado, postura de diva!
Um produto nacional, um ícone da estética, um símbolo de portugalidade!
Chama-se Soraia Chaves... Um altar no coração do povo! Melhor ainda que o «Magalhães»: não tem componentes externas! É produto genuinamente português!

No seu rosto angelical

Coração ensolarado

Alma pura e virginal

Não há sombra de pecado!

Vê-la assim desinibida

Uma cereja carnal

Papoila rubra benzida

Por hissope sensual!

Lácteo peito é um altar

Monumento ao esteticismo

Onde Deus foi colocar

Um sacrário de... erotismo!


Errar é humano!


«Querem que eu mude mas não o farei!»
O filósofo Paulo Bento
«Errar uma ou duas vezes, é humano. Jamais corrigir o erro é idiotia!»
O filósofo Cícero.
«Só os burros é que não mudam.»
Filósofo Mário Soares.

Produto nacional e bom!



Este diamante ainda a lapidar é a Carla Matadinho. Só manifesta cegueira ainda não permitiu que ela fosse aproveitada para dar uma imagem mais viva e mais atractiva da nossa filmografia. Ai se eu fosse cineasta, ela seria uma diva de eleição! Portugal não tem melhor!


Vénus de Milo, perfeita,
Beleza no grau mais puro
Poema que nos deleita
Fascínio são e maduro...



Emblema bem lusitano
Na lapela nacional
Pintura de Columbano
Sinfonia genial.


A roçar a perfeição
Do templo, linda vestal,
Digno de contemplação
Seu porte senhorial.


Maravilha tão humana
Rosto a exalar santidade
Corpo são em mente sana
Sempiterna mocidade...

sexta-feira, outubro 31, 2008

Sócrates «caixeiro viajante?»

No conceituado blog «Impressoes de um boticário de Provincia», o distinto farmacêutico, Dr Mário de Sá Peliteiro, insurge-se contra o empenhamento de Sócrates na divulgação do Magalhães!

Ora, salvo melhor opinião, eu entendo que ele ainda faz pouco na divulgação dos nossos produtos. Devia ser um «caixeiro viajante» mais eclético. Devia mandar fazer uns livrinhos bem apresentados em que aproveitaria para divulgar as nossas potencialidades, lá fora. Seriam ofertas sempre bem aceites e com proveitos inequívocos para o País.

Se eu fosse primeiro ministro daria instruções às nossas embaixadas para serem verdadeiros embaixadores das nossas potencialidades: do nosso turismo, das nossas belezas naturais, dos nossos artistas, dos nossos cientistas, dos nossos engenheiros, dos nossos arquitectos, dos nossos cineastas, dos nossos escritores, enfim, de tudo aquilo que nos faz diferentes (e por vezes melhores) do que o existente nesses países... Até o nosso turismo religioso é tão genuíno que merece ser mais acarinhado!
A Madeira, os Açores, o Algarve, as nossas praias, o nosso turismo rural, as nossas pinturas rupestres, os nossos vinhos e as iguarias gastronómicas (ovos moles de Aveiro, presunto de Chaves, cerejas de Resende, castanhas de Trás-os-Montes, doces conventuais de Vila do Conde, pescada da Póvoa, alheiras de Mirandela, etc., etc.), os nossos monumentos tão distintos, os nossos rios (aquele Douro paradisíaco com tantas potencialidades turísticas), enfim, toda a riqueza que Portugal contém e que merece ser divulgada urbi et orbi. Há que vender estas potencialidades. Há que arranjar mais «caixeiros viajantes » com qualidade.


Se Sócrates quiser fazer mais por Portugal ainda o pode (e deve) fazer. Fomentar as exportações, criar atractivos para o país, é algo de imprescindível, precisamos disso como de pão para a boca.

O presidente da República disse em campanha eleitoral uma série de coisas que não cumpriu nem sequer pode cumprir pois não são da sua competência.

Agora o primeiro ministro pode e deve enveredar por essa via. Os franceses promovem a venda de armamento em grande escala, os suecos até a música exportaram de forma auspiciosa (os Abba são exemplo paradigmático...), os egípcios e os gregos servem-se de tudo para venderem a sua monumentalidade, o seu património histórico.

Digo mais: se se vendessem alguns jogadores de futebol com talento era uma fonte de receitas muito apetecível, e com a crise que vai grassando já não há dinheiro para ir ao futebol, daí ser lógico colocar essas jóias em montras mais dignas da sua qualidade intrínseca.

E por que não «exportar» a imagem de uma Soraia Chaves, ou de uma Carla Matadinho? Dar um «empurrão» à Fátima Lopes, por que não ser o próprio primeiro ministro a fazê-lo? A moda também é um atributo digno de ter em conta no tocante a potencialidades lusitanas. Arrasta a indústria têxtil, tão carente de apoios...

O país precisa de publicidade positiva. Para compensar a negativa que é um exagero: caso Maddie, caso Casa Pia, caso do tráfico de prisioneiros clandestinos pelas Lajes, caso da corrupção no futebol, caso de doping no ciclismo...


Sócrates, o caminho é por aí! Ajude a vender mais coisas que o País agradece!
Temos tantas coisas lindas: o sol, as praias, as nossas lindas mulheres, alguns rios, algumas albufeiras, as nossas serras, o lago de Alqueva, os nossos relvados de futebol... Se for preciso eu estou disponível para dar uma ajuda!

Dia de finados? Não, nunca!

Ninguém se fina totalmente. Nós somos uma comunidade interagindo constantemente. No Além estaremos a contemplar os actos de quem deu continuidade à linha da vida . Quem parte deixa um rasto, uma memória, que servirá de estímulo, de guia espiritual, de norte para os que ficaram.
Mais do que o património material há que equacionar o património espiritual, o contributo dado para este nosso viver colectivo, para a civilização.
Ninguém se fina totalmente. Há sempre uma réstea de mensagem que ficou indelevelmente gravada, um resquício de bondade e de sabedoria que serve de alavanca para o nosso viver colectivo.
Que a palavra gratidão seja vivida e sentida por todos.

Lei de Gresham...


«Agora que o Magalhães chegou ao Brasil era altura de mandarem vir o Lula treinar a selecção nacional pois o Queiróz não está a dar conta do recado!..»


«Às vezes, meu caro Presidente, quando o senhor fala na Lei de Gresham, na moeda má que afasta a boa, para ficar ela na mó de cima, chego a pensar se não será um exercício de autocrítica da parte de V. Excelência???»

Nossa Senhora de Aveiro!


Tânia Ribas de Oliveira
Faz muitas aparições. Não na Cova da Iria... mas no «Portugal no coração
Nossa Senhora de Aveiro
Portadora de alegria
Sorriso no corpo inteiro
Porte simples, verdadeiro,
Voz que nos acaricia...
Dela tive aparição
Todo o Portugal a vê;
E tem o raro condão
De ser alma e coração
De um programa da TV!
Nossa Senhora de Aveiro
Todo o País a conhece;
Se tem poder milagreiro
Não sei. Pedestal cimeiro
Isso sim, sei que merece!

O Estatuto dos Açores daqui a alguns anos!...

O professor Cavaco Silva estranha, mas ainda não sabe do resto...

Os Açores serão uma reserva da humanidade, quando tudo se desintegrar, quando vier o tal «crash» que todos aguardamos...

Que interessa então estar-se aqui a fazer uma gritaria medonha com uma coisa de lana caprina?
O presidente pode dissolver a Assembleia regional. Deve ouvir o governo e a própria assembleia. Isso é uma facada nos seus poderes? Ora bolas, senhor presidente!

E gabava-se o senhor de ser uma pessoa capaz de saber ouvir, naquela campanha eleitoral em que nos impingiu tudo e mais alguma coisa a ponto de se pensar que o cargo era uma espécie de varinha de condão capaz de fazer tudo: captar investimento estrangeiro, dinamizar os mercados bolsistas, gerar boas expectativas ao turismo, à agricultura, à finança, ao proletariado, aos pobres, aos remediados, aos ricos...

Há que saber ouvir! há que estudar o futuro para dar valor ao presente!

Ora bolas senhor presidente! A continuar assim, com esses pruridos, essas esquisitices enfadonhas, lá teremos que convidar o Quim Barreiros para ocupar o trono de Belém!

Esse ao menos dá gosto ouvir!!!

Como hei-de ser feliz?!


Eu vou andando por aí... mas tudo tem limites! Para o Sporting já não posso ir pois o cargo está bem ocupado, a câmara de Lisboa está cada vez mais distante, só me resta uma solução!
Vou escrever uns artigos na «Bola», fazer umas passagens de modelos, talvez consiga um lugar na «Tertúlia Cor-de-rosa» que é de facto aquilo para que me sinto vocacionado!...

quinta-feira, outubro 30, 2008

FARTAR VILANAGEM!!!

Quando tantas barbaridades se dizem sobre os trabalhadores portugueses (que lá fora são elogiados pelos patrões), que não produzem, não são eficientes, etc., constata-se que o clima económico é degradado por alguns empresários pouco escrupulosos que retêm indevidamente IRS captado aos trabalhadores e IVA, de forma indevida, não entregue à administração fiscal.

Assim, que dizer deste país que continua a ser devorado por hienas sempre a sorrir, nos jornais, nas TV's, mas sempre a chular o erário público de forma escandalosa.

O DN de hoje dá conta deste cleptocrático artifício que nos vai depauperando a todos, lançando-se o odioso da questão para os trabalhadores, quando, de facto, eles são vítimas e não os agentes da perversidade.

Alguns deles (conhecêmo-los bem) estão constantemente a ir a Fátima e a pavonear-se nas procissões que por aí vão pululando como cogumelos em manhã chuvosa!... Deus nos livre de tanta hipocrisia!

29 anos!






Silêncio, o Fado faz anos!
Descalça vai para a fonte
Maria Lisboa, vai!
Na vida, a meio da ponte
Ninfas do Tejo, a saudai!
Vai formosa e vai segura
Sorri à vida, sem medo,
O seu manto é a cultura
Seu futuro ainda é segredo.
Cantai, ó ninfas, cantai!
Lisboa inteira te aclama
Maria Lisboa vai
De Lisboa... ser a chama!
Vinte e nove anos, talento,
O Fado Boa Gestão
Ela é já monumento
De Lisboa o coração!
O País quer libertar
Ser um farol redentor
Seu Fado vamos cantar
Fado regenerador!
No País inteiro ecoa
A sua voz triunfante
Fado Maria Lisboa
Será hino... doravante!!!

O canto do cisne!...




O abraço do desespero! «Só tu me podes salvar! Não me deixes ao desamparo!»

OS TREZE MAGNÍFICOS.

Os «Treze Magníficos» davam cartas na BA7, em S. Jacinto, Aveiro, em 1973.
O número treze foi o número usado por Eusébio em Inglaterra no campeonato do mundo e sempre foi um talismã para nós todos.
A máquina era afinada
Um colectivo sem par
Gente de guerra, fardada,
Violinos a tocar...


Em S. Jacinto brilhava
Um Lanhas, o guardião,
O Tavares arrasava
Aveirense pé-canhão.


O Lima, lá de Monção,
Voava que nem um gato,
O David, o capitão,
Driblador frio e sensato.


O Freitas lá de Vizela,
Tinha magia sem par
De Gondomar, uma estrela,
Não parava de brilhar.


Ao centro, o rouxinol,
Foi o melhor marcador,
A chutar não era mole
E de bico, era um furor!


Esta armada organizada
Comia a relva a jogar,
Em S. Jacinto brilhava
Era uma orquestra a tocar.


Aveiro com seu farol,
Não brilhava tanto eu sei!
Eram atletas de escol
Uns puro-sangue, de lei...

Um cirurgião na banca!


«Antes que o mal alastrasse limitei-lhe a extraír uns quistos. É medicina preventiva, tão somente!»
Quando tanto se fala em ausência de supervisão, em falta de autocontrolo, eis um exemplo paradigmático do que deve ser uma gestão sã e prudente. Miguel Cadilhe, no BPN, mandou executar uma auditoria externa e descobriu alguns sintomas de insanidade. De imediato, sem esperar que lá fosse a PJ ou o Banco de Portugal, fez ele a erradicação do mal, a fim de não alastrar, de não criar metásteses galopantes.
Tiro-lhe o meu chapéu! Por que é que outros, noutras circunstâncias, não o fizeram? Porque certamente tinham telhados de vidro, tinham rabos de palha e não eram exemplos a seguir nem tinham moral para o fazer!
Miguel Cadilhe, a alma sã de um corpo (banco) são!
Nota Posterior: foi hoje (2.11.2008) anunciada nacionalização deste banco para salvaguardar e garantir os direitos de todos os que nele confiaram. Afinal não era tão são como parecia. O que Cadilhe fez foi uma pequena cirurgia, agora o Estado fez uma grande cirurgia com anestesia geral! Oxalá a terapêutica anunciada tenha êxito!

Libelinhas-girassóis...







Nós somos as Libelinhas

E gostamos de dançar

Somos muito engraçadinhas

Nosso mundo é só bailar.



Nos céus, estrelas já somos,

Mais brilhantes que o sol

Como ele também nos pomos

Nossa flor é o girassol!



Nós somos as libelinhas

Girassóis sempre a rodar

No jardim, lindas florinhas

Perfume sempre no ar...



A dançar nos entendemos

Sempre leves e fresquinhas

Sorrir e cantar sabemos

Nós somos as Libelinhas!



Queremos dançar cantigo

Sai daí e vem cantar

Vem, traz também um amigo

É mais um sol a brilhar!



Nós somos as Libelinhas

E gostamos de cantar

No céu somos estrelinhas

Não paramos de brilhar!