quinta-feira, outubro 18, 2012

CDS: Risco de extinção?

Com a proposta do PS no sentido de se adequar a dimensão do parlamento __ reduzindo-o substancialmente__ , admitindo-se que o PSD não irá contra este desígnio, tantas vezes apontado pela generalidade dos portugueses, resta ao CDS um dilema: ou aceita o repto, correndo o risco de extinção dado o desgaste enorme que irá sofrer por causa da política de austeridade desenhada pelo atual governo, ou recusa, gerando sobre si próprio um coro de ódios viscerais que se repercutirão em futuras campanhas eleitorais.

Quer aceite o repto quer o recuse, o CDS não tem saída! Está num beco sem saída!

O que já foi o partido do táxi poderá saír do espectro político nacional. O PCP e o BE também poderão  ser substancialmente reduzidos, muito embora a sua  posição face ao poder político vigente seja mais benigna. Contudo, se a redução for avante, se correrem cada qual na sua bicicleta, poderão também ficar reduzidos a muito pouco. Restarão os dois blocos tradicionais: esquerda polarizada no PS e direita agregada ao PSD!

O papel do CDS neste momento é angustiante: faça o que fizer, está condenado a curto ou médio prazo!

RESTA APENAS UMA SOLUÇAO: o governo de salvação nacional!

Quanto mais tarde vier, pior será para o país!

Mas será que Cavaco Silva e seus mais diretos conselheiros  terão a visão suficientemente lúcida para congregar boas vontades e orgulhos, neste desiderato patriótico?!


Creio bem que não!

quarta-feira, outubro 17, 2012

Austeridade sim, mas...


Todos sabemos que a austeridade é precisa. Ninguém a contesta por si. O que está em causa é quem a sofre e qual o grau dessa mesma austeridade. ´E preciso saber quem deve suportar o maior esforço neste desígnio nacional que é o saneamento economicofinanceiro.
Não vale a pena diabolizar ministros ou instituições de forma frenética sem sentido de responsabilidade. O FMI e a Troika são entidades que também podem errar. Devemos ser nós, com sentido de responsabilidade, a abrir-lhes os olhos.
O país só com austeridade pela austeridade não sai da cepa torta. É preciso investimento. E esse papel também deve caber a instâncias internacionais com responsabilidades no estado a que se chegou. A união europeia também  tem culpas no cartório. A questão da criação tardia e espontaneísta do FEEF e a disponibilização do BCE para acorrer aos mercados a fim de minorar o efeito especulativo sobre alguns dos seus membros prova que havia lacunas, ineficácias, erros crassos.

Há situações que podem e devem ser corrigidas. A Sra Merkell pode ajudar-nos incentivando os empresários alemães a aproveitaram o potencial português. Temos mão de obra relativamente competente e eficaz e é preferível aproveitá-la cá em Portugal, investindo aqui, do que deslocalizá-la para a Alemanha (pagando mais e não retirando todas as potencialidades dessa mao de obra...); o ministro das Finanças deve incorporar um pouco de uma visão económica na sua prática. A economia nunca pode ser subalternizada.
O país só se desenvolverá com equilíbrio, com sageza, com hatrmonia se os sacrifícios forem homogeneizados. O capital também deve suportar a sua quota parte neste esforço coletivo.
Enfim, há que ser responsável e ter sentido de Estado. Aos sindicatos deve pedir-se também uma certa contenção, não mordaças intoleráveis, mas uma visão macroeconómica subjacente à realidade que todos pisamos. O barco nacional é comum.


domingo, outubro 14, 2012

O CACIQUISMO ACABOU! Fernando Gomes dixit!

É de bradar aos céus! todos os dias vemos atitudes pesporrentes e caciques de trazer por casa a vociferar contra isto e aquilo, usando e abusando de jornais e TV's__ que se desdobram em vassalagens servis e bajuladoras:__ e vem esta criatura, não se sabendo bem ao serviço de que Senhor Cacique, determinar que o Caciquismo  já foi extinto!  o Dr Fernando Gomes,  acredita nisso!

Vemos na Madeira, alguns, sempre com acesso fácil à comunicação social, a malhar nas oposições por isto e por aquilo, como se fossem elas as más da fita, as maledicentes e as causadoras de todos os malefícios... é o CDS, o PS, o BE, o PCP...todos vítimas sem exceção de um caciquismo patológico que usa e abusa de uma comunicação social vendida e serviçal ao poder instalado.
 Vemos o cacique de Gaia, em constante e saturante intervenção no JN, mostrando as suas excelsas qualidades, o seu ego narcísico e megalómano, tentando aliciar incautos, vendendo a  sua banha de cobra, usando o altifalante da Rua Gonçalo Cristóvão a seu belprazer..
.
Vemos caciques a fazer queixinhas aos tribunais, por idiotices sem valor, questões de lana caprina, usando os tribunais como se fossem arena, desviando  o palco, usando até a sua veste cacical para pressionar a justiça graças a uma comunicação social servil e grotesca; há palavras que são classificadas como insulto, quando proferidas por quem está na oposição, quando muito piores termos são usados pelos detentores do poder, e os tribunais fecham-se em copas...

Francamente Dr Fernando Gomes, não vê os processos de delito de opinião que são instaurados de norte a sul, a ponto de o senhor procurador geral da república vir à liça dizendo que se está a abusar da lide judicial para pressionar e intimidar... Francamente, vemos caciques sem nível, usando e abusando da comunicação social,  que se desfaz em salamaleques, para insultar e vexar adversários.

Há caciques fruto de uma comunicação social que se deixa instrumentalizar (subornar?) porque o poder político instalado  tem meios financeiros (publicidades e outras mordomias afins...) para a condicionar. e o senhor sabe melhor do que eu, como se faz. Já basta de padre-nossos para tão experiente vigário...
Sabe-se que o Dr Fernando Gomes se bandeou... o íman de Menezes é como um isco tentador...

D.José Policarpo tem fé...

O senhor cardeal patriarca veio dizer em Fátima que «este sacrifício levará a resultados positivos». Falava a título pessoal ou institucional ?  Esta prova de fé neste governo será positiva ou negativa?
Julgo que o senhor cardeal patriarca, figura de proa da intelectualidade lusitana, deveria ser mais comedido, não deveria fazer afirmações que poderão ter efeitos de boomerang...
Pessoalmente tenho apreço e nutro grande admiração pela sua postura habitual no tocante a assuntos de àmbito universal. Não é um fundamentalista, um fanático, um intolerante.
Contudo, fazer afirmações deste jaez, poderá ser considerado como um aval, uma caução moral e até cívica. Acho que deveria ser mais prudente, mais cauteloso.
Diz que não percebe de política, no entanto está a passar um atestado de confiança e de fé aos tenentes do poder. Ora, ainda há dias o conselheiro de Estado, professor Bento, tinha muitas dúvidas e receava até que estivéssemos a enveredar por um caminho semelhante ao da Grécia!
O próprio professor Cavaco Silva __ honra lhe seja feita__ insurge-se de forma eloquente contra esta obsessão por manter metas nominais a todo o custo, sem se olhar ao contexto real e ao evoluír  da economia em sentido amplo... VER AQUI.
Pode-se matar (ou agravar o estado de saúde...) o doente com esta obsessão pela cura rápida ou demasiado rápida atentas as circunstâncias...
É que o problema já não é de competência do governo, da sua estratégia, da própria idoneidade técnica dos seus membros, é muito mais grave e ultrapassa a fronteira de um nacionalismo estreito. É preciso saber navegar com perícia neste mar chamado globalização...
É a própria União Europeia que assenta em traves mestras que se estão a manifestar muito injustas, a gerar situações de falta de coesão e de instabilidade permanentes. Os países do sul e da periferia, lato sensu, estão acorrentados a uma dívida que vai ameaçando asfixiá-los paulatinamente. Os juros absorvem uma grossa fatia do rendimento gerado e as sucessivas tomadas de posição das agencias de rating__ a soldo de não se sabe bem de quê ou de quem...__ contribuem para o agravamento da situação, afastando investidores, alimentando especulações, fomentando crises atrás de crises.
Um homem de Fé, deveria abster-se de fazer profissões de fé nos homens, sobretudo quando se afirma, perentoriamente, que não se percebe da poda política. Estar sempre ao lado do poder, seja ele qual for, não abona a independência e a sageza de quem está ao leme de certas instituições. Corre-se até o risco de vassalagem (cacicagem?) permanente.
Imagine-se o impacto negativo na sua imagem__e até na da própria igreja Católica__ se estes governantes não contribuirem para a regeneração, para levar o barco nacional a bom porto. Os portugueses perguntar-lhe-ão as razões para ter feito esta afirmação. Esta profissão de fé. Este atestado de boa fé e de eficácia.
Apenas acreditar nas boas intenções dos governantes não basta. É que, já diz o povo, «de boas intenções...»

sábado, outubro 13, 2012

INJUSTIÇAS

Aproxima-se o Rússia Portugal em futebol e as opções de Paulo Bento começam a ser questionadas.
Será que Eliseu, do Málaga, com um início de época fulgurante, não merece ser convocado?
João Tomás, do Rio Ave F.C., outro atleta em destaque, continua votado a um estranho ostracismo.
Será que precisam de Jorge Mendes para os catapultarem para o palco ?
Os empresários têm um papel cada vez mais importante nestas convocatórias. É pena que um selecionador, como Paulo Bento, não seja ISENTO, RIGOROSO, impenetrável a esta teia de interesses que mina os meandros do futebol indígena...

Oxalá isso não se vá refletir no resultado final no jogo da Rússia...

terça-feira, outubro 09, 2012

Os pais da crise...



Em tempos, o dr Miguel Cadilhe faou no monstro despesista e no seu  putativo pai: Cavaco Silva.

Ora são muito redutoras estas análises. Os pais são tantos e tão diversificados que será muito difícil elencá-los a todos.
O governo actual é também vítima de um passado próximo e longínquo que está na génese da crise actual. A União Europeia, com os seus planeamentos e visões globais também tem muitas culpas no cartório.
Isto de colocar os países sob a tutela da banca, gerando-se situações bizarras, de juros altíssimos para uns e de borla para os mais afortunados, é algo de patológico na sua génese neoliberal. As cotações da credibilidade dos países, nas agências de notação financeira, é algo que deveria ser minimizado ou corrigido a médio prazo. O actual status quo é degradante e cria discrepâncias que se irão acentuar cada vez mais criando países altamente beneficiados e outros altamente prejudicados. O centro e norte em notória vantagem sobre alguns do sul e da periferia.

A culpa não é só deste governo. A justiça ao longo dos tempos  tem sido também ela uma trave mestra do edifício chamado crise. O elitoralismo exacerbado, atingindo o seu clímax na Madeira e nalgumas autarquias que bem conhecemos, tem conduzido a situações altamente lesivas da racionalidade económica . O monstro despesista é filho de várias entidades: nepotismo, clientelismo, partidocracia, demagogia, populismo...

 Criar novos hábitos, erradicar práticas danosas, erigir um novo paradigma social é urgente, é imperioso. Era bom que nas escolas se cultivassem princípios de racionalidade económica, de um viver mais austero e compatível com a realidade que nos irá acompanhar na próxima década.

O tempo das vacas gordas passou mas deixou marcas profundas na sociedade, nas mentalidades dominantes. O clima de festa que ainda impera, o eleitoralismo fácil e o populismo manhoso são o caldo de cultura onde floresceu o vírus da crise. Há que vacinar a sociedade contra essa maleita. Urgentemente.

sábado, setembro 29, 2012

Haja equidade!

Todos falam nela e dizem que é necessária, para haver mais justiça social.  Contudo, as medidas tomadas, não são compatíveis com essa preocupação manifestada. Há, como é óbvio, uma preocupação em não desagradar ao capital. A medida ridícula de aumento da TSU e concomitante diminuição, visando, na prática , retirar ao trabalho recursos e pô-lo a financiar o capital, foi alvo de chacota mesmo da parte dos eventuais beneficiados com ela!!!
Se o ridículo pagasse imposto, o governo estaria todo carimbado!!!


Só falam em equidade
Políticos ignorantes
Só vemos iniquidade
Injustiças tão flagrantes!

O capital passa ao lado
Da austeridade geral
É este o grande pecado
A vergonha nacional.

Podres de ricos nós vemos
À custa de todos nós
Alguns que nós conhecemos...
E o povo? Num estado atroz!

Justiça social, sim!
Paguem todos por igual
Mas não pode ser assim:
Isentando o capital!

Acumular de riqueza
Nas mãos de uma minoria
Política portuguesa
A mais reles vilania...

Andam fartos de gritar
Mais justiça!, mais verdade!
Mas só vemos imperar
Injustiça e falsidade!

sexta-feira, setembro 21, 2012

Barbaridades!



Portugal, no esplendor do sacrifício
Vai pagando a fatura do passado
Mas quem nos conduziu ao precipício
Vai gozando de estranha impunidade.


A justiça é venal, foi capturada,
Megera tão servil e oportunista
Não vê a corrupção mais descarada
Pois sofre de cegueira calculista.

E o povo sai à rua, furibundo,
Um mar de cidadãos enche as cidades
Maldizem o que sofrem, lá no fundo...


Governantes debitam falsidades
Manifestam cinismo mais profundo
Paga as favas: o zé. Barbaridades!!!

BARBARIDADES!!!

http://www.youtube.com/watch?v=ZgnJWT7i5Ig&feature=player_embedded


O DISCURSO IMPENSÁVEL...

O dia em que ele falou verdade ao país!

Portugueses:

Tendes, mais do que ninguém, o direito à verdade. Verdade nua e crua. Sem subterfúgios, sem manobras ocultas ou distorções manhosas.

De facto o país já não tem soberania, perdemo-la há muito. Agora, não passamos de paus mandados, somos marionetas dos nossos credores. O povo já nada ordena, por mais manifs que faça, por mais gritos que dè na rua, por mais histerias coletivas que surjam na praça pública.

Este governo tem de fazer que o troika manda. Mais pentelho menos pentelho__ como diz o professor Catroga com a sua ironia__ a receita, ou melhor a pena, está traçada de há muito: austeridade, austeridade, austeridade.

A União Europeia é um embuste, uma falácia, um cancro. A banca põe e dispõe a seu bel prazer. O grupo de Bildeberg gizou a estratégia e os paus mandados de todo o mundo cumprem-na  sem tergiversar. Esta é que é a verdade pura, nua e crua. Nada há a fazer perante este cenário. Se firzermos o que o povo quer e exige, na sua legítima manifestação de vontade expressa  nas ruas, temos em cima de nós, como carrapatos sequiosos, os mercados agiotas. As agências de rating atiram-nos ao fundo do poço. Vamos para a lama.

 Que fazer?! A mísera resignação, ou a luta?!

Mas lutar como? Nós estamos atados de pés e mãos, os governantes não passam de «cipaios» como os que existiam na Índia ao tempo  da colonização inglesa. Estamos colonizados pela Alemanha e não temos volta a dar. A bota cardada de Hitler foi substituída pela melíflua linguagem dos mercados, pela gama de instrumentos opressivos saídos das meninges de Bildeberg! Os «filhos de Bildeberg» estão bem instalados na vida, ocupam cargos prósperos e rentáveis, e não querem saber da independência nacional para nada, nem do povo, para coisa nenhuma. Eu próprio, reconheço que não passo de figura decorativa, mais dispendioso que a Casa Real espanhola sem dúvida, mas sem poderes, sem margem de manobra, sinto-me aprisionado na tenebrosa teia de Bildeberg!

Resta-nos um remota esperança. Lembram-se de Saramago falar na Jangada de Pedra, numa subtil metáfora apontando o rumo para uma fusão ibérica?

É o nosso último recurso. Somos bons, somos os melhores do mundo com a stick na mão. Vamos correr a Alemanha a varapau e vamos formar uma união ibérica capaz de fugir a esta tenebrosa teia tentacular. Criamos uma nova moeda, o íbero, e vamos em frente. O mundo respeitar-nos-á, de certeza. Com o pau na mão não há quem nos derrote!

domingo, setembro 09, 2012

FUNDAÇÃO «SALVAR PORTUGAL»...











Eis o rosto da nova fundação, que deixou Portugal rendido ao espírito magnânimo destes três homens de honra. Sob o lema «Gratidão à pátria» eles fundaram algo que ajudará Portugal a saír da crise e servirá de incentivo a muitos outros cujo espírito altruísta espera uma oportunidade para emergir.












Disseram eles:«Se António Champallimaud só fez a sua Fundação, no final da vida, nós podemos fazer uma fundação ainda em vida, e guiar os seus passos em ordem a uma maior justiça e prosperidade para todos. «A gratidão não é plavra vã», disse Belmiro, comovido até às lágrimas:


«Devemos ser gratos ao país que nos deu asas, nos alavancou para uma prosperidade que não foi só fruto do nosso génio empresarial. Ainda recordo o período em que a Sonae estava sob a tutela do universo do Banco Pinto de Magalhães e ia ser nacionalizada, só não o sendo, por acção do governo que atendeu ao meu apelo. Ai começou a minha dívida de gratidão. A esse governo e a todos os governos que mais tarde ajudaram a implementar a internacionalização da empresa, na Alemanha, em Espanha, no Brasil, eu por uma questão de honra, devo ser grato».




Américo Amorim , com um sorriso generoso e simpático, falou no mesmo tom:




«Ainda me lembro do tempo em que ia comprar cortiça ao alentejo e fazia gala da minha simpatia para com os trabalhadores empenhados na reforma agrária. A minha afeição ao povo era genuína e não calculista. Agora, através da fundação «Salvar Portugal» quero confirmar isso mesmo. Se o que mais me repugna é a ingratidão, não quero que me acusem disso os meus compatriotas, num momento de carências de vária ordem, de tantos sacrifícios para o povo, quero empenhar-me numa tarefa construtiva e regeneradora da nossa economia. Não, não sou um predador, como alguns, sem visão, sem humanidade, sem um resquício de honra, querem etiquetar-me. Sou um humanista, um cidadão do povo, e quero contribuír para o progresso desse mesmo povo».




Soares dos Santos não era menos encomiástico. Falou assim.




«Gosto de Portugal, amo os portugueses, adoro os trabalhadores, como tive oportunidade de o manifestar no dia do trabalhador, dando uma ajuda para combater a crise, com produtos a metade do preço e arcando eu com o prejuízo financeiro dessa operação. Não foi operação de charme com intuitos calculistas, não, foi generosidade pura e desinteressada. Não foi populismo, ou coisa de igual jaez. Quero manifestar o meu apoio ao país que ajudou o meu universo empresarial a internacionalizar-se e a obter o èxito que não é só fruto da minha inteligência mas também o corolário de um trabalho coletivo que envolve muitos colaboradores e até muitos governantes ao longo dos tempos. Na Polónia falam de mim como «o português» e falam com orgulho. Sinto-me grato por ser herdeitro da saga descobridora, do espírito quinhentista que deu novos mundos ao mundo. Sou um navegador na área económica, no oceano financeiro. Sou um infante D. Henrique, à maneira empresarial, como é óbvio. A fundação «Salvar Portugal» será uma espécie de «Escola de Sagres», ajudando outros empresários, outros trabalhadores, todos os profissionais a singrarem na estranja, honrando o nome português e carreando para o nosso país as mais valias espirituais e materiais daí advenientes».




Como ponto final, devo dizer que o que mais fez comover os portugueses foi aquele comentário do senhor Presidente da República. Pediram-lhe que comentasse a criação da fundação. Ele, sorridente, como é seu timbre, lá respondeu:




«Às vezes costumo dizer que não sou comentador, quando me pedem para comentar coisas delicadas. Mas esta fundação merece de mim e creio que de todos os portugueses o mais vivo aplauso, e os seus beneméritos fundadores, merecem o reconhecimento pátrio. A pátria não pode ficar indiferente a este gesto magnânimo, a este magnífico gesto de bem fazer. Sugiro até que se homenageiem os fundadores, desta forma singela: que se mude o nome ao Terreiro do Paço e passe a denominar-se para o futuro : Praça dos Beneméritos da Pátria




Cai o pano. Aparece a figura do jornalista Fernando Pessa, regressado do Além, exclamando:




«E ESTA, HEIN?»



sábado, setembro 08, 2012

O «outro» discurso de Passos Coelho...













PORTUGUESAS E PORTUGUESES:


Antes de se iniciar o jogo de futebol Luxemburgo Portugal queria dizer-vos o que me vai na alma. Como sempre serei frontal, sincero, verdadeiro. Falarei olhos nos olhos, sem tibiezas nem rodeios.

A culpa do actual estado de coisas é vossa, exclusivamente vossa.

A falta de procriação está na génese da crise: não há gente a contribuír para encher as escolas, para contribuír para a segurança social, enfim, depois segue-se um rosário de maleitas.

Vem para cá gente de toda a parte, com salários baixos, aceitam tudo, aviltam o preço da mão de obra, permitem que muitas empresas ganhem hábitos perniciosos nesse domínio...


Alguns, com ódio aos ricos e aos homens de sucesso, gritam que o mal é da corrupção e dos políticos. Tudo mentira!

A Dra Cândida Almeida veio a público dizer que o país não é corrupto. Isso de submarinos, de sobreiros, de faces ocultas, é tudo fruto de imaginações delirantes. Os portuguese têm imaginação a mais, fazem novelas por tudo e por nada. Sempre foi assim e continuará a ser...


A culpa dos nossos males, é vossa, exclusivamente vossa. Lembro-vos que D. João Peculiar, homem de fé, arcebispo de Braga, já naquele tempo relevava a importância da sexualidade como condição sine qua non para a expansão da fé, para o vigor económico e financeiro da nação. Aquele símbolo fálico que se vê na imagem é uma mensagem intemporal. Hoje em dia ele assume uma importância cada vez mais óbvia: sem procriação a pátria afunda-se e vai à decadência.

Assim, e para provar que sou viril, que não tenho culpa do estado a que se chegou, vou-vos fornicar a todos: vou subir a contribuição para a segurança social, isto é uma forma subtil de vos reduzir o poder de compra. Uma penalização pela vossa preguiça sexual!

Digo-vos olhos nos olhos, a culpa é exclusivamente vossa! Continuai a votar em nós e sabereis que nós cá estamos e estaremos para vos fornicar a todos!!!


Nota: Discurso ficcionado e à última hora substituído por um bem mais hipócrita...

quinta-feira, setembro 06, 2012

ATENÇÃO SENHOR PRESIDENTE.

É função do PR, supremo magistrado da nação, garantir o regular funcionamento das instituições. É sua missão zelar pelo cumprimento da constituição da república. Goste-se ou não dela, ele deve cumpri-la e, também, obrigar ao seu cumnprimento os agentes do Estado. Pelo que se depreende do que disse António Borges, é intenção deste governo concessionar a RTP a privados (nacionais ou internacionais, não se sabe pois esta questão fica diluída após o facto consumado). Este cenário, além de ir contra as promessa do governo__ que admitiu a privatização, tout court__ vai colidir com a própria constituição que exige e incumbe o Estado de garantir um serviço público. Ora se o Estado se descarta dessa incumbência restrita e  a delega numa entidade que pode ser extra-nacional, está a violar a constituição e, pior ainda, a não acautelar os interesses do próprio Estado. O cenário que se vislumbra no horizonte poderá ter repercussões altamente danosas para a nossa credibilidade externa, para a nossa economia e, lato sensu, para o próprio bem estar do povo português. Sabe-se que António Borges, mandatado pelo governo para supervisionar as privatizações, vinculou-se, já depois desse mandato, a uma entidade privada que poderá ter interesses em vários negócios com o Estado. Como economista, V. Excelência sabe que as entidades privadas podem ter ligações multifacetadas e os seus interesses poderão colidir com os interesses do Estado em vários domínios. Assim sendo, António Borges, poderá estar num cenário de conflito de interesses. Pago pelo Estado para defender os seus interesses e pago por entidade privada para defender interesses que poderão ser antagónicos do Estado. Bem sabemos que o governo autorizou tal duplicidade. O governo não acautelou os interesses do Estado, na minha modesta opinião. Ora, perante o actual cenário, de contornos perigosos e de resultados que poderão ser altamente danosos para a nossa credibilidade, o nosso prestígio e a nossa autonomia face ao exterior, poderá estar em causa o regular funcionamento das instituições. Ainda que isso se possa vir a constatar à posteriori. Contudo, exige-se a um PR, a capacidade de previsão, um olhar atento sobre o futuro, uma análise prospetiva salutar e pedagógica, no sentido de acautelar perigos para a nossa soberania, e eventuais conflitos de repercussões altamente gravosas, ainda que num futuro próximo. A planificação é essa capacidade que deve possuír um PR, no sentido de obviar a situações calamitosas de carácter irreversível. Além de ilegalidades graves, estes cenários são atentatórios do mais elementar bom senso, e poderão, no terreno das probabilidades é certo, gerar conflitos gravíssimos e até subordinar a nossa soberania a interesses contrários ao interesse nacional.

Face ao exposto, solicito a V. Excelência se digne interceder junto do governo, para:


 1- Clarificar de uma vez por todas o vínculo contratual do Dr António Borges, libertando-o a ele (e a nós todos) de uma situação de claro conflito de interesses, potencialmente geradora de perigos e de danos patrimoniais incalculáveis.

2- Tomar medidas no sentido de se evitarem situações potencialmente lesivas da constituição, ou configurando cenários geradores de dependência externa.

PARA MEMÓRIA FUTURA.

O cidadão, independente, apartidário, militante da cidadania e do interesse patriótico,

 José Manuel Figueiredo Leite de Sá


Vila do Conde, aos 6 de setembro de 2012.

Costa Nova



A Costa Nova vestida

De paixão, fulgor, beleza

Sempre jovem, tão florida

A terra mais portuguesa.

Se o Eça a imortalizou

Com sua pena erudita

O mundo inteiro a adoptou

Chama-lhe terra bendita...



Tão bela joia incrustada

Num diadema feliz

Estrela que ao céu foi roubada

Porque Deus... assim o quis!






O mundo fica a pasmar

Cativo e deliciado

Com este lauto manjar

Que deixa o olhar saciado...






Terra nobre, um diamante,

Sortilégio sem igual

Costa Nova, sol brilhante

Que ilumina Portugal.






Ao seu encanto vencido

Ao seu aroma floral

Portugal todo rendido

Vai pô-la num pedestal!


Jose M Leite de Sá

Centro Hospitalar do Alto Ave

Na esteira do que havia já sido feito no hospital Pedro Hispano, no Centro Hospitalar do Alto Ave foram postos à venda veículos de serviço para se apostar na investigação. Um exemplo que deveria ser seguido por todo o lado: câmaras, hospitais, serviços de finanças, militares, tribunais, fundações, universidades...governos nacionais e regionais...

O país precisa de exemplos destes. Há que ter a coragem de assumir que a austeridade é para todos.

Já basta de mordomias e bizarrias excessivas . a austeridade quando nasce é para todos. Ao centro hospitalar do alto ave tiro o meu chapéu.

quarta-feira, setembro 05, 2012

A cartilha neoliberal...

Estamos num estado de exaustão fiscal, ou seja, o limão foi espremido até aos limites...
Em vez de olharem para o que fez Holande, em França__ que cortou mordomias sem conta aos altos funcionários, benesses à Igreja, beliscou os interesses dos grandes milionários, cortou nos mecenatos fúteis e coisas similares__ em Portugal querem pura e simplesmente esmagar os salários... enfim, diminuír ainda mais a procura interna, estrangular o frágil mercado interno, deixar os portugueses ainda mais entregues a uma pauperização estulta.

Porque não seguem o alvitre de Miguel Cadilhe?! um imposto extraordinário de 3% sobre as grandes fortunas, capaz de amortecer um pouco a queda para o abismo __o tal «bom caminho» no caricato dizer de alguns iluminados...__ revitalizando a economia, diminuindo a anemia e gerando recursos capazes de reverter o rumo das coisas?!

Aparecem iluminados na TV , em horário nobre, debitando banalidades sem conta que até fazem sorrir os mais atentos ao fenómeno de estupidificação coletiva. Uns culpam a «inveja» como causa do nosso mal; outros apelam à «resignação» como forma de solucionar a crise... E são professores universitários, carregados de títulos académicos, incapazes de uma análise séria, profunda, pedagógica. Falam por falar, usam palavras redondas, ocas, imbuídos daquele sentimento de gurus com um sorriso triunfalista, como se fossem a quintessência, o suprassumo. custa-me ver antónio borges, que vi crescer como estudante, como pedagogo, enveredar também pelo caminho do esmagamento dos mais pobres como se fossem eles os carregadores do piano, ideais para permitirem a continuidade da música fúnebre enquanto o titanic nacional se afunda. Tolentino de Mendonça a fazer finca pé na resignação como desiderato para a SALVAÇÃO NACIONAL!!!

Estas criaturas aindam não vislumbraram que os países não podem ser tratados como empresas cotadas na bolsa, sujeitos aos rumores e às especulações do mercado? Há que proteger os países periféricos deste tsunami avassalador que tenta afogar a periferia para que o centro possa ficar ainda mais rico ? O pecado original da união europeia é este. Há que cortar o mal pela raíz senão a discrepância vai acentuar-se, os contrastes irão acentuar-se cada vez mais por mais esforços que se faça. Se é crime a usura, a agiotagem, para as pessoas singulares, por que não será também para os países alvo desta perversa arquitetura neoliberal que subjaz à união europeia?!

terça-feira, setembro 04, 2012

A corrupçao não existe em Portugal!

Alguns, arvorados em mentalizadores do povo, vêm agora dizer que não há corrupção em Portugal contra o sentimento generalizado das populações que sofrem no seu quotidiano as consequências desta praga.




Merece uma poesia satírica tal dislate. Gostaria de ter o talento de um Rafael Bordalo Pinheiro para pintar a cara desta criatura, mas como não tenho, aqui vai este pobre poema.




CORRUPÇÃO JAMAIS EXISTIU!!!






Em Portugal não há corrupção


Dizem alguns, com ar tão chocante;


Maledicência e imaginação


De gente invejosa e delirante!




Políticos são só gente boa


Do sacro templo, são as vestais!


A corrupção não passa de loa


Há, tão só, vícios processuais.




Essa Maria José Morgado


Devia ter tento, contenção,


Fala demais, tem esse pecado


Neste país não há corrupção.




Os políticos são, no país


Os paradigmas da honestidade


E o povo, bate palmas, feliz


Porque sabe que é pura verdade!




Culpados são os maledicentes


Essas pessimistas criaturas


A crise, é fruto das suas mentes


Mentes corruptas, talvez impuras...




Maledicentes ao pelourinho


Os filhos da crise que os pariu


Há que mentalizar o povinho


Que a corrupção jamais existiu!





domingo, setembro 02, 2012

RTP: Serviço público em mãos privadas?


Pela voz de António Borges o país foi informado que estará na mente do governo a possiblidade de concessão a privados __ por um certo lapso de tempo__ da RTP. O país levou um soco no estômago e não conseguiu digerir a notícia. António Borges , encarregado pelo governo de negociar patrimónios do Estado e, sem simultâneo, sendo pago por uma alta entidade do setor privado para aconselhamento em negócios__ daí a crítica feita por várias entidades no tocante a eventual conflito de interesses__ dá a impressão de não ter a noção do terreno movediço que pisa.

É óbvio que a RTP nas maos do Estado corre o risco de governamentalização, contudo, nas mãos de uma entidade privada__ nacional ou extra-nacional__ corre o risco de ser instrumentalizada para fins que podem colidir com o interesse patriótico ou até a segurança do Estado. O serviço público prestado a países de expressão lusófona é algo de muito delicado. Se houver notícias escaldantes elas poderão gerar conflitos diplomáticos, guerras comerciais e não só.

Além de poder atentar contra a própria Constituição, como aventam alguns constitucionalistas e o próprio PR, há o grave perigo de atentar contra os interesses legítimos do país, se a concessionária for de origem estrangeira e quiser condicionar reportagens e noticiários de forma a gerar conflitos. É um tema tão delicado que seria de uma imprudência crassa enveredar por essa via. Ainda bem que o CDS já alertou para o problema. Oxalá não se enverede por uma via de consequências imprevisíveis...e riscos incalculáveis. O bom senso deve imperar.