
A vida é um mar de sonhos sem ter fim
É barco, é rede, faina intemporal
É rota que traçou um querubim
É vento que activou um temporal!
A vida é sucessão de alguns instantes
É fogo permanente que não vejo
Mas sinto as labaredas sufocantes
Dilacerando o peito, vão desejo!
Olhando os sulcos rudes do arado
Vendo as marcas na areia do deserto
Contemplamos o rosto do passado...
Plasmamos do futuro o rosto incerto
Na febril convicção de ter moldado
Um rosto justo, simples e liberto!
Rouxinol de Bernardim
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