
No Martinho da Arcada, o teu café
Com bagaço bem forte temperado
Querias ver o povo sempre em pé
E não, ao ditador sempre ajoelhado!
A Pátria enalteceste, com fulgor
Tua heteronimia singular
Foi mensagem plural, foi o motor
De um gigantismo anímico sem par!
Pessoa foi um marco inolvidável
Na história portuguesa, sonho eterno
Um precursor do espírito moderno!
Com seu esoterismo formidável
Deixou bem funda a marca incontestável
Num Portugal à beira do inferno!
Rouxinol de Bernardim
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