
Cá na ilha da Madeira
Há um romance de amor
Entre a justiça brejeira
E o poder, seu protector!
Andam sempre de mãos dadas
Num idílio tão perfeito
Ele, tem charme às carradas
Que ela nem lhe vê defeito!
Mal entra no tribunal,
Água benta e presunção,
Ela sorri, serviçal
Manda embora a Isenção!
O poder arrasta a asa
E tem argumentos tais
Que ela fica logo em brasa
Queimando assim os rivais!
Ela tem ferocidade
E até morde, podem crer...
Vai até à heroicidade
Se alguém ataca o poder!
A Isenção bem condena
Este amor de perdição
O cifrão também ordena
Estreitando a relação!
Este namorico vai
Acabar em rompimento
Se algum dia o poder cai
Finda o amor, no momento!
06.05.03
Rouxinol de Bernardim
3 comentários:
Santo Deus... O Jardim já leu isto???
Bom dia!
Gostei do poema e do seu recheio(....).
Obrigado pela sua visita, vou regressar para continuar a lê-lo.
Bom dia e um domingo em pleno.
Abraço.
ZezinhoMota
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