rouxinol de Bernardim

Um blogue plurifacetado procurando abordar questões de interesse sob perspectivas diversificadas. A independência sim, mas sempre subordinada a parâmetros de bom senso, de optimismo e de realismo.

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Penso, sonho, trabalho, amo... logo, existo!

domingo, junho 01, 2014

REGRESSA ZECA, SÓ VEJO EUNUCOS...

Portugal esvaziado
de alegria e dignidade
da alma foi expurgado
recorre à mendicidade.

P'lo mundo, chapéu na mão,
mão estendida a pedinchar
milhão atrás de milhão
p'ra vampiros engordar.

Levanta-te Zeca e canta
uma balada sem medo
Portugal não se levanta
morrendo... diz-se... em segredo...

Esta poesia vendeu-se
não hostiliza o poder;
prostituiu-se, perdeu-se,
só botas sabe lamber...

Engraxar o mecenato
à cata do prémio fútil
ao poder faz vénia, ornato,
gongórica, oca e fútil...

Esta poesia de agora
tão abstrata e tão senil
Zeca, é p'ra deitar fora
não chega aos pés da de Abril!

Banca, casinos-vampiros,
com eunucos mão na mão,
gente vil, ocos suspiros,
reumático em profusão!

Faz falta animar a malta
cada vez é mais premente
a corrupção está em alta
Portugal anda doente.

Há que erradicar o mal
do regime democrático
vampiros no pedestal
formam bando cleptocrático...

Há poetas lambebotas
esta gentalha engraxando
autênticas anedotas
ao poder vil ajoelhando...

Poetas sem sal, sem fel,
da corte bobos servis,
recebem em troca o anel
o anel de ouro e rubis...

J Leite de sá