quinta-feira, outubro 05, 2006

DELGADO, um halo de imortalidade!









Libérrima e altiva Liberdade!
Precisas de uma simbólica bandeira,
De estandarte que dê perenidade,
Da heroicidade lusa, digna herdeira?


Não procures lá fora, no estrangeiro,
Figura desgastada, de outra era,
Temos um português, de corpo inteiro,
No inverno quis dar-nos primavera!!!


Morte física nunca faz morrer
A mística, o halo imaculado,
De um mito que está sempre a renascer!


Liberdade!, teu rosto foi achado!!!
Num Homem que por ti soube morrer...
Esse Homem foi Humberto, foi Delgado!!!

Rouxinol de Bernardim

quarta-feira, outubro 04, 2006

SETÚBAL, terra de Bocage e... de Mourinho!






















No céu, Bocage faz uma petição a Deus



PETIÇÃO

O céu não pode ser uma prisão,
Esta claustrofobia me soterra...
Vou fazer-Te esta humilde petição:
__Me deixa dar um salto à minha terra!

O Sado quero ver, bem de pertinho,
Um robalo pescar, nas suas águas,
E o Vitória apoiar, mai-lo Mourinho,
Que aos ingleses tem feito carpir mágoas!...

Te prometo as donzelas não tocar,
Esse tempo já passou e me causou
Mil tormentos; não vou prevaricar!

Meu ser se evaporou e no céu estou
Há já duzentos anos a penar!
Foi um inferno o tempo que passou!!!

DEUS, ENTÃO, DISSE:

Tu criticas o céu?! Que ingratidão!!!
Aqui, eternamente vais ficar,
Indefiro já reles petição!!!
Precedentes, jamais irei criar!...


Na Terra, nesse reino do pecado,
Só torpe vilania e corrupção...
O diabo 'inda impera, esse safado,
Continua a mandar, sem remissão!

Bocage cá no céu irá ficar
  E,-palavra de Deus!- eu te direi:
Bilhete de ida e volta jamais dei!

Ir à Terra? Jamais consentirei!!!
O Mourinho tu ias apoiar?!!!
O que ele quer, eu sei: o meu lugar!!!

terça-feira, outubro 03, 2006

Évora, cidade museu!



















Imponente e majestosa
na planície alentejana
ex-capital gloriosa
do seu passado se ufana!
Templo a Diana é relíquia
de passado esplendoroso
que o progresso, força iníqua,
olha com ar desdenhoso!
Agropecuária é fonte
de riqueza colectiva,
o dinamismo é a ponte
e alma cooperativa!
Preservando o seu passado
sem saudosismos letais
esta gente, lado a lado,
p'rá terra quer mais e mais!
Aqui, Abril começou,
também a Restauração,
jardim onde germinou
a flor da libertação!
Matusalém

segunda-feira, outubro 02, 2006

ALEXANDRE HERCULANO






Pai do municipalismo
tinha visão social,
verberou clericalismo
com lucidez magistral.
Em Vale de Lobos vincou
a paixão de agricultor,
aos olivais dedicou
seu saber e seu amor!
Da História de Portugal
foi cultor-protagonista;
feroz anticlerical
foi cartista-reformista.
Paladino da instrução
de reformas sociais
marcou sua geração
tomando opções bem frontais!
Na Europa peregrino,
da enfiteuse apologista,
bandeirante do ensino
visionário futurista...
Pena e espada, lado a lado,
viveu sempre em plenitude
a todos deixou legado
de integridade e virtude.
Crente em Deus, profundamente,
aos padres tinha aversão,
publicou "Harpa do Crente",
crítico... mas bom cristão!
Farpas ao poder reinante
a sua obra contém;
do civismo militante
um homem de honra e de bem!
Agricultor premiado
e grande olivicultor;
foi a pena, foi o arado,
do progresso um precursor!
Herculano historiador,
Culto, probo e rigoroso,
da verdade um provedor,
na escrita, meticuloso!
Matusalém

SANTARÉM















Scalabi Castro romana,
do Tejo, Portas do Sol,
és jóia bem lusitana
a cimeira no teu rol...
Na Feira Agrícola dás
imagem bem progressista
que a todo o Portugal traz
fé desenvolvimentista...
Salgueiro Maia aqui jaz
de Abril expoente-mor
homem vertical, que faz
Santarém 'inda melhor!
Do Ribatejo a princesa,
de Cabral último lar,
és lezíria portuguesa
que o Tejo teima em regar...
O teu passado se espelha
na alma dos monumentos
brilha ainda, qual centelha,
alma dos Descobrimentos!
Matusalém

domingo, outubro 01, 2006

Manoel de Oliveira, decano orgulho da grei!







Do cinema é um decano
Tem pose senhorial
Jovem e se não me engano
Sem idade... intemporal!
Quantos jovens, por aí,
Já trôpegos, nas ideias,
Deviam olhar p'ra si
Sem tabus, sem velhas peias!...
Há jovens envilecidos
Velhacos!, vê-se nas frontes!...
Vegetam entorpecidos
Uns verdadeiros gerontes...
Manoel é raça pura!
Luso da sétima arte,
Mostra a face da cultura
Nacional em toda a parte!
Manoel é embaixador
Vinho do Porto de lei,
Um gigante adamastor
Orgulho da nossa grei!
No cinema nacional
Imperador honorário...
De porte intelectual,
Do bom gosto bastonário!...
Que ultrapasse o centenário,
No Porto, ou em qualquer parte,
Desejo ao "missionário"
"Monstro" da sétima arte!
Uns tantos... na flor da idade,
Fora do prazo já estão,
Perderam a validade
Aguardam a "extrema-unção"!!!

Matusalém

sábado, setembro 30, 2006

AGUSTINA, SEMPRE-JOVEM ESCRITORA!






Das Letras, um monumento,
do norte, também emblema,
seus livros são um fermento
são jóias em diadema!

Mulher forte, intemporal,
merece a perenidade,
a maior de Portugal,
vive eterna mocidade!

Sempre jovem, sempre bela,
com beleza interior
uma candura singela
na moldura do amor...

Literatura excelente,
com aroma fascinante
para mim, grande expoente,
da qualidade, garante.

Escrever é derramar
sua veia criadora;
Agustina é lapidar
é genial escritora!

Matusalém

Zeca Afonso, regressa! A democracia prostituíu-se!!!








Com tuas baladas deste
Ao Povo outra animação!
E o País predispuseste
A lutar contra a opressão!!!

Hoje em dia percebemos
Como agora fazes falta!...
Déspotas, é o que mais temos,
Faz falta avisar a malta!...

Argentários têm à trela
Uns canídeos presidentes
Democracia? Que é dela?
Corrompeu-se co'os presentes!!!

Um apartamento aqui,
Relógio de ouro acolá,
Um jipe também já vi
Nas mãos de algum marajá!...

Mega-corrupção à solta!
Comem tudo estes glutões
A isto há que dar a volta
Não tenhamos ilusões!...

Zeca Afonso volta cá
Junta a tua à nossa voz
Tanta corrupção tratá
Uma exploração atroz!!!

Rouxinol de Bernardim

Vila Real, uma amiga inolvidável!
















Como sintetizar tanta beleza
Que ostentas, com orgulho merecido?!
Aqui, Nasoni deu mais realeza,
Com algum barroquismo bem urdido!...


O Solar de Mateus, tão fascinante,
Relíquia arquitectónica sem par...
E as corridas, em tempo não distante,
Foram cartaz condigno e popular!


Douro e Marão contemplam teu fulgor
Observando, respeitosos, teu progresso;
Até Deus!... também quer o teu sucesso!


Crescendo, sê maior, também melhor,
Preserva bem a flora em teu redor...
Vila Real amiga, não te esqueço!

Rouxinol de Bernardim

Vila Real, uma amiga inolvid

Vila

sexta-feira, setembro 29, 2006

Na Ilha do Pau-mandante...




O "Fiel" e o Fidel...


Cada qual o seu papel...




Enviava papelinhos
A um tal sub-director
Eram sempre recadinhos
Do Grande Controlador!


Joga em antecipação!
Estratégia combinada...
Se for preciso, é "ladrão"
Mesmo que não roube nada...
No ministro da saúde
Quero porrada bem grossa
Usa linguagem rude
O tipo merece a coça!
Segue a estratégia acertada
Cumpre bem o teu papel
Que ninguém saiba de nada
Confio em ti, meu "Fiel"!
Se for aí a "tolinha"
Não lhe dês qualquer guarida...
É jardim, a coitadinha...
De ideias, pouco florida...
Chegarás a director!
Cumpre bem tua missão
Confia no professor
E farás um papelão!
Pruridos, deita fora!...
Escrúpulos, coisa antiga!...
Segue assim p'la vida fora
Terás o rei na barriga!
Cumpre à risca as instruções
O papel é p'ra queimar!
Cuidado com espiões...
No lixo vão procurar!

quinta-feira, setembro 28, 2006

Quem são os pais do défice?


Um dos pais do défice.




O défice foi crescendo
À sombra do populismo
E todos vamos sofrendo
Por causa do despesismo!
Festas por tudo e por nada
Regabofe e foguetório
Agora vem a pancada...
Vai o Zé p'ró purgatório!
A crise?... Paga o povão!!!
Dizem "eles", em clamor!
Acabou-se a reinação
Paga justo e pecador!
Populismo desalmado
Festejando até fartar
Do défice é pai chapado
Não há nada que enganar!!!

Rouxinol de Bernardim

Amor em tempos de crise!







Em tempos de contenção
O Amor é um achado...
Não há cinto nem travão
Que o faça ficar parado!

Se é fogo preso ou de vista
Não importa a distinção
O nosso amor é a pista
Onde baila o coração!

Na fogueira do amor
Há forte contradição:
Nem sempre o muito calor
Acende grande paixão!

Trevo da sorte eu não vi
Mas tenho melhor, agora,
O amor que há em ti
Não me atrevo a deitar fora!!!

Rouxinol de Bernardim

quarta-feira, setembro 27, 2006

OS CLÃ, em carne viva...






Uma discreta harmonia
Um encanto sedutor
Não é música... é magia!
É segredo de alquimia
São os CLÃ, se faz favor!

É flor audiovisual
No jardim das emoções
É perfume intemporal
Expoente magistral
Que faz vibrar multidões!

Orgia de luz e som
Um belo luar de Agosto...
De estrelas constelação
Orgulho de uma nação
Que o mundo aplaude com gosto!

Em carne viva o amor
É mais forte e natural...
Não é só pulsão carnal
E até se preciso for:
Uma paixão musical!

Rouxinol de Bernardim

Vila Praia de Âncora, um oásis...












Em Âncora a Vila Praia
Não há defeito que aponte...
Só espero que o sol não caia
Ao baixar ... no horizonte...

Um bom salmão comi
Nesta terra centenária
É bom passar por aqui
Se gostar de culinária...

Nas ruelas estreitinhas
Carros passam devagar
São cardumes de sardinhas
No alto mar a nadar.

As gaivotas, lá no forte,
Falam de crise danada
Quando sopra o vento norte
Não conseguem pescar nada...

E se algum dia ancorar
Nesta terra ensolarada
O bom vinho vá provar
É divina... esta pomada!

Rouxinol de Bernardim

Lagos, página de oiro na nossa História!









Gil Eanes daqui lá foi zarpando
Rumo ao mítico e fero Bojador...
Em Lagos, uma elite foi criando
Um Portugal do globo precursor!


Ínclita Geração desabrochou,
De mãos dadas com Sagres, o Infante
Arte de marear nos ensinou,
Saga das Descobertas foi avante!


Tuas praias se ufanam dessa glória
Novos mundos ao mundo foram dar
Mareantes d'aquém e d'além-mar!


Pedras vivas resguardam a memória,
São veros testamentos, com História,
Da Pátria Lusitana, milenar!


Rouxinol de Bernardim

Filipa de Lencastre, mãe-paradigma






Mãe extremosa, ínclita mulher,
Sublime educadora; Portugal
Com ela, foi um berço de cultura,
Um marco de instrução, voz mundial!


Exemplar cidadã, esta rainha,
Paradigma na arte de ensinar,
Paixão pelas ciências ela tinha,
Bendita herança aos filhos foi legar!


Filipa de Lencastre foi materna
Criatura, de ilustre fidalguia;
Um preito e homenagem sempiterna


Eu lhe tributarei com alegria,
Pois esta geração nova e moderna,
Tem nela um bom modelo e um bom guia!

Rouxinol de Bernardim

terça-feira, setembro 26, 2006

Sintra: dez pecados mortais!...












Em Sintra mora a paixão
E a arte de bem viver
Serra e mar em comunhão
Terra de sonho e lazer...

Sintra guarda a memória
De passeatas reais
Monumentos são História
Falam-nos com seus sinais!

O passado se renova
E ao futuro dá a mão
Esta Sintra é uma trova
Ao Amor e à Paixão!

Tuas moçoilas ridentes
Andorinhas a voar
São chamas incandescentes
Faúlhas de um amor sem par...

Sintra é musa inspiradora
De poetas e de artistas
Sua imagem sedutora
É palco de mil conquistas!

Suas queijadas, cartaz
De bela gastronomia
São motivação que faz
Uma cidade-iguaria!

A brisa do mar nos fala
De amor e damas fatais...
A serra... perfume exala
E nos faz amar demais!...

De Sintra levo saudade
Até do ar que respiro
Augusta e nobre cidade
Da capital um retiro...

Na primavera descobres
O viço da natureza
Mas no verão tu nos cobres
Com viço... da boa mesa!...

Na charrete do passado
Voamos com nostalgia
E andamos de braço dado
Co'o Amor e co'a Poesia!!!


Rouxinol de Bernardim

domingo, setembro 24, 2006

Em Leiria Santa Isabel se desnuda...




Herdeira de Callipo, bela herança!
D. Dinis te dotou de bom pinhal...
Vastíssimo, que a vista não alcança
Berço da caravela nacional!

Paio Guterres foi teu salvador,
Te retirou à garra sarracena...
D. Dinis, excelente lavrador
Poetando... no Lis molhou a "pena"...

Santa Isabel no Lis lavou as mãos,
Se desnudou, talvez, com seu amado
D. Dinis, o seu Príncipe encantado!

Ourique!, nobre saga dos cristãos!
Altar-mor de guerreiros viris, sãos,
Por nós eternamente recordados!...

Rouxinol de Bernardim

Asnocracia pura!!!






Vai andando por aí:
Câmaras municipais,
Nos seguros já a vi...
Na banca ... e até tribunais!

Mafiosa e prepotente
Maltrata a lei e o bom senso...
É meretriz indecente
Amante do cifrão... penso!

De uma estupidez sem peias
Cheiro a presunção, intenso!
É bem curta das ideias
Mas o seu rabo é imenso...

Se tem o poder, então,
Procura um efeito cénico:
Sem argumentos à mão
Lança mão do "esquizofrénico"!...

O País vai infestando
Da Madeira até Caminha...
Cada vez mais vai medrando
Asnocracia daninha!...

Asnocracia é simplória
Muita empáfia ela denota
'stá sempre a cantar vitória
Mesmo na maior derrota!!!


Rouxinol de Bernardim

Sophia de Mello Breyner Andresen




Coragem e pureza são matriz
Desta escritora livre e sem tabus...
Amante de sonhar e tão feliz
Na arte de encantar e fazer luz!...

Sua escrita é magia encantatória,
A ternura se casa com o amor
E nos prende e surpreende em cada história
Plena de sedução, de luz e cor!...

Me rendo totalmente a este sol
Que inebria com raios ternurentos;
Excelsa poetisa, de bom escol!

Ao mergulhar no mar dos sentimentos
Sophia nos empolga, qual farol,
Que nos atrai e guia os pensamentos!...

Rouxinol de Bernardim

BRAGANÇA





Princesa do nordeste, rica em flora,
Potencial agrícola sem par,
A seda foi orgulho teu, outrora,
Mas o progresso tarda a cá chegar...

Desertificação há que evitar,
Dinamizando polos de atracção;
Bragança é um gigante a despertar
Que será o motor da região!

O carácter da gente solidária
É granítico, forte e vertical;
Transmontano tem gene liberal!

A cultura é anímica, gregária,
É força propulsora libertária;
Bragança é dinastia, é Portugal!

Rouxinol de Bernardim

sábado, setembro 23, 2006

ROTWEILLER VAIDOSO!!!





Oh! Narciso presumido
Oh! pavão tão emproado...
Da vida... és um vencido
Da honra... um invertebrado!


Zéfiro te espalha as fezes...
Do demo... és corrimento...
Aos deuses, ainda que rezes
Não terás acolhimento!


És cinza, és esterco, escarro...
Oh! pútrida criatura,
És um frágil pé de barro!


Tua coleira é loucura
Oh! canídeo com que esbarro,
O teu ego ... é uma tortura!!!

Rouxinol de Bernardim

ZÉ POVINHO!







Passarinho não inveja
O viver dos passarões...
Democracia deseja
P'ra todos, sem excepções!...


No mar da prosperidade
Há tubarões a nadar...
E a sua voracidade
Os peixinhos vai matar!...


Humilhada e perseguida
Anda a pobre honestidade...
Uma gaivota perdida
Em noite de tempestade!...


A transparência ficou
Atracada junto ao cais...
Ao mar nunca mais zarpou...
Nunca... nunca... nunca mais!...


Num mar de contentamentos
Navegam alguns autarcas...
Até "pescam" apartamentos
Isto ultrapassou as marcas!...


Abre a pestana, Zé Povo!
Quem te avisa é o rouxinol...
Corrupção é isco novo
Usado no... velho anzol!...

Rouxinol de Bernardim

Viseu, lusitana cidadania!...














Viseu nos presenteia com a História
Da heróica resistência ao invasor;
Cava de Viriato, suma glória,
Deste tão lusitano pundonor!...

O clarão que esparzis, oh viseenses,
Facho de lusitana rebeldia...
É farol de virtudes bem castrenses,
É matriz cultural, cidadania!...


Viseu é uma lição bem lusitana,
Que inspirou o grande épico, Camões!
O fero Luso, a todos nos irmana!

Por isso, há que louvar estes varões
Que, com sua coragem quase insana
Derrotaram romanos Cipiões...

Rouxinol de Bernardim

sexta-feira, setembro 22, 2006

Figueira da Foz, a cereja...





Mondego te enlaça e beija
E te ama no areal...
Figueira, és linda cereja
No bolo que é Portugal!

Figueira, de encantos mil,
Cidade luxuriante,
O verde e o azul anil
Te fazem mais fascinante!

Tua gente é cordial
Alegre, sabe folgar,
Tem o carácter do mar...

Tem maré viva, tem sal,
E paixão torrencial
Que nos faz sempre voltar!

Rouxinol de Bernardim

O MENTIROLAS...


És o mal e caramunha,
Mentiroso compulsivo...
A mentira sempre à cunha
No vómito discursivo!...

E mentes a toda a gente
E... a ti próprio também!
Mitómano impenitente
Já não convences ninguém!

Mentira torpe e nojenta
Que mente vil já pariu...
Gangrena mais purulenta
Que alguma vez existiu!

És reles mitomania,
Desprezível impostor...
Na tua alma a cobardia
Vegeta que nem bolor!...

És um réptil repelente
Verme de sepultura,
Tens veneno de serpente
No lodaçal da loucura!

Escreves odes fecais
Sua cloaca falante...
Metes nojo aos animais
Tu não passas... de um pugante!!!

Rouxinol de Bernardim

Cego do Maio, Poeta e grande "lobo-do-mar"...




Póvoa de Varzim tão bela!...
De gente de bem-fazer
Tens a volúpia singela
Da capitosa donzela
Chamada Varzim-Lazer!...
Com teu "apito Dourado"
Onde crepitam paixões
Fruto de amor acendrado
Ao poder desnaturado
Cemitério de ambições!
Póvoa do Mar, tão querida,
Oh! gaivota imaculada,
Oh! tanta vida perdida
Pela ambição desmedida
De gente desnorteada!
Oh! Senhora da Assunção
Olhai pelos poveirinhos!...
Esqueceram a oração
Adoram corrupção
Crime de alvos colarinhos!...
O mar, mágoas vai carpindo,
Também ele entristecido...
Peixinhos lá vão fugindo
E os tubarões sorrindo
Vão sugando o próprio Estado!!!
São Pedro!!! Porque esperais?
Vinde pregar sem demora!
Há tubarões por demais
Açambarcam capitais
Deixam peixinhos à nora!!!

In JN de 03-02-2006
Excerto da entrevista com Imaginação...
Rubrica "Desabafe connosco"
Autor: JOTEME

quinta-feira, setembro 21, 2006

"Gaia amiga!", um bom exemplo!




Tantos olham a velhice
Com desprezo e com desdém;
Ouvi-los? Pura tolice!
Só mesmo quando convém!

Só com eleições à porta
Falam deles... com respeito;
No resto, ninguém se importa
Nem de falar têm direito!...

Mas... "Gaia amiga" é diferente!
Está atento, o Rouxinol,
Os velhos também são gente
Merecem lugar ao sol!

Por isso... tiro o chapéu
À câmara do Menezes...
Antecâmara do céu,
Exemplo a seguir... às vezes!!!

Rouxinol de Bernardim

quarta-feira, setembro 20, 2006

Rui Veloso, o senhor "Porto Sentido"!











"Chico Fininho" empolgante
Mai-lo seu "Porto Sentido"
Epopeia fascinante
Já por "pai do rock" é tido!

Estela no firmamento
Lucilante, alto astral,
Rui Veloso é um portento
Torna maior... Portugal!

Voz dolente, da Ribeira,
Do Douro tão imponente
O "Chico" da Cantareira
Orgulho da nossa gente!

O talento, a vida ensina,
Só contempla alguns sujeitos...
Rui Veloso, teve a sina
De estar no rol dos eleitos!

No céu há muitas estrelas...
As de brilho mais intenso
Até dá mais gosto vê-las
São mais talentosas, penso!

Cantemos um hino ao norte
Com sabor bem regional
Hino de carácter forte
O NORTE É MAIS PORTUGAL!!!

Rouxinol de Bernardim

terça-feira, setembro 19, 2006

DEUS CONDENA O DOPING!!!




Um novo doping surgiu
Só p'rós atletas de Deus...
O mundo jamais sentiu
Tanta atracção pelos céus!

Todos querem ir de graça
Na viagem p'ró Além...
Vil engenho, vã trapaça,
Esta loucura sustem!...

Virgens!!!, são setenta e duas!!!
Mais brilhantes que mil sóis
Dançando felizes, nuas,
À espera dos seus heróis!...

Tanta virgem, é demais!
Qualquer dia o estoque esgota...
Maomé, vê se parais
Co'a celestial chacota!...

Mandai cá um Mensageiro
Mudar as almas e as mentes
A saúde está primeiro
Há religiões doentes!!!

Rouxinol de Bernardim

Mentira caritativa... Ai rouxinol, rouxinol!




Um dia presenteei
Uma "perua" feiosa
Um poema lhe ofertei
Ficando toda vaidosa!!!

E mostrava a toda a gente
Como se fora troféu!...
O meu elogio ardente
Sentia-se então no céu!!!

Tem fasquia muito baixa,
Troçaram amigos meus,
Esteta que se rebaixa
A elogiar... camafeus!...

Matutei co'os meus botões
Como saír desta alhada...
De caridade, morcões...
Tenho a fasquia elevada!!!

Rouxinol de Bernardim