rouxinol de Bernardim

Um blogue plurifacetado procurando abordar questões de interesse sob perspectivas diversificadas. A independência sim, mas sempre subordinada a parâmetros de bom senso, de optimismo e de realismo. O mundo e a sociedade sob o olhar atento e desassombrado de um cineasta do quotidiano, um iconoclasta moderno, sem peias, sem tabus, sem preconceitos.

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terça-feira, junho 28, 2011

A NOVA BABEL EUROPA!

Esta mulher tinha carradas de razão. Ela previu o desastre da economia francesa e o desastre europeu. O alargamento sem cautelas, a abertura a todos os países, sem estarem devidamente apetrechados, a amálgama social, as diversidades culturais e idiossincrasias peculiares iriam fazer soçobrar o projeto europeu.
Em França, o excesso de árabes, alguns habituados a viver à custa da segurança social e nada fazendo para modificar este estado de coisas, foi um desastre. Sarkozy, sabendo bem os problemas graves que enfrentava, tratou os ciganos oriundos da Roménia com prudência. Foi acusado de racismo, mas falou mais alto a experiência adquirida com alguns árabes, no passado.
Neste momento, a integração da Turquia seria o canto do cisne, a estocada final.
Há que repensar o projeto europeu que está mais vocacionado para defender os interesses dos grandes grupos económicos (sobretudo os ligados à banca que é uma espécie de vaca sagrada)
do que os cidadãos anónimos que vão sendo cada vez mais sugados por um capitalismo selvagem que deixou a solidariedade e a coesão social na gaveta e só pensa na maximização de lucros.
Os países mais débeis, em vez de serem ajudados, são lançados no abismo: não tèm condições para comparticipar nos fundos estruturais, e, cravados de dívidas, estão a ser espancados pelos mercados que só pensam em explorá-los até ao tutano...
É altura de abrir os olhos e chamar os bois pelos nomes...

2 Comments:

Blogger Nilson Barcelli said...

E como eu estou de acordo contigo.

Pergunto: se há políticas comuns (para a agricultura, etc.), porque não há o "défice comum"?
Não quer dizer que os países respectivos não pagassem por eles próprios, mas teriam acesso a um fundo de crédito comum, com juros baixos, tendo em conta o risco médio europeu e não o de cada país em particular.
Isto minimizaria, por exemplo, as vantagens que os países fortes têm em ter o EURO muito valorizado... e que prejudica os mais frágeis...

Um abraço.

6:55 AM  
Blogger rouxinol de Bernardim said...

Nilson,

O problema é complexo. Há bancos a ganharem fortunas com esta situação. O BCE empresta à banca a valores que, se tornam autenticas pechinchas... mas os países têm de ir ao mercado...

Há falta de craneos na UE. A massa cinzenta anda arredia ou, a contrario sensu, está subjugada ao imperio de Bilderberg, que mexe os cordelinhos das marionetas que nos desgovernam...

10:09 PM  

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