
Meu caro rouxinol, sou obrigado a dar-te razão! já houve um louco que quis pôr Deus em tribunal por causa dos distúrbios da natureza. Agora este, não menos louco, que diz que o diabo fez um pacto com os haitianos, devia ir a tribunal provar o que diz! E, como o diabo não reivindicará indemnização, devia dar uma verba substancial para as vítimas do terramoto! Isso é que era democrático! Estou contigo, caro rouxinol!
Ora aqui está uma resposta para as angústias e dúvidas de todos nós. Eu já suspeitava. A mão de Deus andaria ali. O que não sabia era a causa remota. Este clérigo norte-americano, homem de prestígio, de grande mediatismo televisivo dá essa resposta.
Um alegado pacto com o diabo feito pelos haitianos, há já longos anos, para expulsar os franceses! E ele vai ao cerne da questão, relata o teor desse diálogo. Só visto! Clicar para ver...
Não se pense que isto é a opinião generalizada das igrejas, não, não é. Contudo, em tempos mais remotos, era assim. Qualquer manifestação mais anormal da natureza era castigo divino: foi-o o dilúvio, o vulcão que destruíu Sodoma e Gomorra. Os trovões eram a voz divina encolerizada pelos pecados.
Eu ouvi da boca de um orador sacro, cá em Vila do Conde, que a causa da guerra do ultramar era o pecado. Pecado do povo, claro, não dos exploradores económico-financeiros daquelas colónias. A bíblia está cheia de alusões a derrotas nas guerras provocadas por não auxílio de Deus. A chamada «arca da aliança» que serviu para motivar os judeus depois de uma derrota, qual doping moralizador, qual efeito placebo de conotações belicistas é também algo que importa equacionar à luz da desmistificação teocrática!
Cada vez mais os clérigos (de todos os quadrantes) mostram a face oculta da religião! a manipulação de massas inculcando o medo (da doença, da guerra, dos terramotos, dos ciclones, das pragas e pestes) e fazendo crer que é Deus que está por trás de tudo (o bem para premiar, o mal para castigar...) e, ela religião, como solução para todos os males, como mandatária divina (ou intermediária, mediadora privilegiada) para solucionar todos os males!.. Com o impacto comercial que todos conhecemos:os santos desmultiplicam-se em especialidades (como se fossem médicos ou advogados...) para satisfazerem a ânsia dos crentes! Este cura os ossos, aquele a garganta, aqueloutro a vista... havendo caixas de esmolas, quais caça-níqueis de uma multinacional bem orientada para fins comerciais, capazes de darem vazão e satisfazerem todos os gostos dos crentes...
Enfim, o nosso padre Maçarico, o tal que com a sua bênção curava a gripe A (e que certamente foi a causa-mor do não alstramento da terrível pandemia) foi apenas a parte visível desse gigantesco icebergue especulativo.
Saramago, escreve, continua escrevendo, dá-lhes forte e feio pois ainda é pouco. Eu, humilde servo da vinha do Senhor, acho que ele também deve regressar e trazer com ele o chicote... que falta faz hoje em dia, certos clérigos precisam dele no lombo!
É urgente um terramoto cultural, um ciclone mental capaz de varrer todas as crendices e hipocrisias que estão na génese de muita religiosidade mercantilista.
Um alegado pacto com o diabo feito pelos haitianos, há já longos anos, para expulsar os franceses! E ele vai ao cerne da questão, relata o teor desse diálogo. Só visto! Clicar para ver...
Não se pense que isto é a opinião generalizada das igrejas, não, não é. Contudo, em tempos mais remotos, era assim. Qualquer manifestação mais anormal da natureza era castigo divino: foi-o o dilúvio, o vulcão que destruíu Sodoma e Gomorra. Os trovões eram a voz divina encolerizada pelos pecados.
Eu ouvi da boca de um orador sacro, cá em Vila do Conde, que a causa da guerra do ultramar era o pecado. Pecado do povo, claro, não dos exploradores económico-financeiros daquelas colónias. A bíblia está cheia de alusões a derrotas nas guerras provocadas por não auxílio de Deus. A chamada «arca da aliança» que serviu para motivar os judeus depois de uma derrota, qual doping moralizador, qual efeito placebo de conotações belicistas é também algo que importa equacionar à luz da desmistificação teocrática!
Cada vez mais os clérigos (de todos os quadrantes) mostram a face oculta da religião! a manipulação de massas inculcando o medo (da doença, da guerra, dos terramotos, dos ciclones, das pragas e pestes) e fazendo crer que é Deus que está por trás de tudo (o bem para premiar, o mal para castigar...) e, ela religião, como solução para todos os males, como mandatária divina (ou intermediária, mediadora privilegiada) para solucionar todos os males!.. Com o impacto comercial que todos conhecemos:os santos desmultiplicam-se em especialidades (como se fossem médicos ou advogados...) para satisfazerem a ânsia dos crentes! Este cura os ossos, aquele a garganta, aqueloutro a vista... havendo caixas de esmolas, quais caça-níqueis de uma multinacional bem orientada para fins comerciais, capazes de darem vazão e satisfazerem todos os gostos dos crentes...
Enfim, o nosso padre Maçarico, o tal que com a sua bênção curava a gripe A (e que certamente foi a causa-mor do não alstramento da terrível pandemia) foi apenas a parte visível desse gigantesco icebergue especulativo.
Saramago, escreve, continua escrevendo, dá-lhes forte e feio pois ainda é pouco. Eu, humilde servo da vinha do Senhor, acho que ele também deve regressar e trazer com ele o chicote... que falta faz hoje em dia, certos clérigos precisam dele no lombo!
É urgente um terramoto cultural, um ciclone mental capaz de varrer todas as crendices e hipocrisias que estão na génese de muita religiosidade mercantilista.