
__Manuel Alegre, o que acha destas cenas patéticas?!
__Durante a campanha eleitoral alguns candidatos disseram que não dormiriam descansados se Cavaco fosse eleito PR. Eu disse o contrário. Contudo, agora, começo a ficar preocupado. Isto roça o delírio persecutório!...
Sou dos primeiros a elogiar o PR quando merece. Mas também sou dos primeiros a criticá-lo quando extravasa e exorbita na sua função.
Há tempos alegou poder estar sob escuta. Desconfiava (segundo um assessor) do SIS. Desconfiava do governo, conclui-se. Devia investigar a fundo tal questão e depois pronunciar-se em público. Ou exonerava o governo, se se confirmasse esse abuso, ou pedia desculpas ao país (ou até, eventualmente, demitia-se do cargo...) , ao governo, ao SIS.
Com ar de quem tem algo na manga, dizendo que não é ingénuo... (mais uma acha de suspeição para a fogueira ), e concluindo que depois das eleições vai mandar investigar!
O país, atónito e perplexo, pergunta: mas por que é que ainda o não fez? anda só a alimentar a tal fogueira que importa fazer avivar na campanha eleitoral? Se já tem essa suspeita há muito (desde a visita à Região autónoma da Madeira, presume-se...) por que nunca mandou investigar a sério? Será que suspeita mesmo ou usa a arma da suspeição para pressionar a opinião pública, para se vitimizar?! Se assim for, estará a querer ser muleta do principal opositor?
Vale a pena ler o DN sobre este escândalo que envolve o PR e seus assessores...
As opinões de Joaquim Vieira (Provedor dos Leitores, do Público) pondo em xeque e contestando a praxis do próprio jornal e da Presidência da República (o próprio PR ainda se não demarcou do jornalista que encomendou a notícia... e se nada tem a ver com esta grave trapalhada já o deveria ter feito...) e de Mário Crespo num artigo incendiário no JN (ver aqui) em que se interroga (com toda a legitimidade e razoabilidade, convém frisar) se o PR ainda tem condições para se manter no cargo depois do impacto na própria campanha eleitoral, são de molde a ponderar algo de muito grave no período pós eleitoral...
Há tempos alegou poder estar sob escuta. Desconfiava (segundo um assessor) do SIS. Desconfiava do governo, conclui-se. Devia investigar a fundo tal questão e depois pronunciar-se em público. Ou exonerava o governo, se se confirmasse esse abuso, ou pedia desculpas ao país (ou até, eventualmente, demitia-se do cargo...) , ao governo, ao SIS.
Com ar de quem tem algo na manga, dizendo que não é ingénuo... (mais uma acha de suspeição para a fogueira ), e concluindo que depois das eleições vai mandar investigar!
O país, atónito e perplexo, pergunta: mas por que é que ainda o não fez? anda só a alimentar a tal fogueira que importa fazer avivar na campanha eleitoral? Se já tem essa suspeita há muito (desde a visita à Região autónoma da Madeira, presume-se...) por que nunca mandou investigar a sério? Será que suspeita mesmo ou usa a arma da suspeição para pressionar a opinião pública, para se vitimizar?! Se assim for, estará a querer ser muleta do principal opositor?
Vale a pena ler o DN sobre este escândalo que envolve o PR e seus assessores...
As opinões de Joaquim Vieira (Provedor dos Leitores, do Público) pondo em xeque e contestando a praxis do próprio jornal e da Presidência da República (o próprio PR ainda se não demarcou do jornalista que encomendou a notícia... e se nada tem a ver com esta grave trapalhada já o deveria ter feito...) e de Mário Crespo num artigo incendiário no JN (ver aqui) em que se interroga (com toda a legitimidade e razoabilidade, convém frisar) se o PR ainda tem condições para se manter no cargo depois do impacto na própria campanha eleitoral, são de molde a ponderar algo de muito grave no período pós eleitoral...
Será que o PR está de novo a falar por falar?!
Nota final: era bom analisar-se com profundidade e minúcia a reacção de Jardim a esta situação: elogio público ao PR, ataque desbragado ao governo, assumindo a denúncia e a suspeita como se fosse um facto consumado, uma acusação fundamentada!!! Pobre país que anda à deriva com gente que deveria pautar o seu comportamento por parâmetros de discrição e rigor, mas que, pelo contrário, é semente de suspeição, de desestabilização, quiçá de intriga palaciana...
Neste cenário rocambolesco aparece um tal Tolentino da Nóbrega que já usou uns papelinhos escritos por Jardim e por um seu assessor dirigidos ao sub-director do Jornal da Madeira, dando "instruções" e inventando cenas patéticas onde a vitimização forjada é delirante. Ver aqui no Vilacondense, vale a pena recordar agora...
Dava um filme melhor que o «voando sobre um ninho de cucos»! Mas de um quilate patológico mais refinado! Isto é de loucos: loucos varridos!
Acusam o DN de falta de carácter mas esquece o Público que já roubou não e-mails mas papelinhos supostamente enviados para o lixo e não totalmente destruídos como seria mais sensato. Foi então manchete no Público e deu gozo ao país inteiro. Agora o Público é a vítima e o gozo não é menor. O povo português assiste, de camarote, a estes delírios rocambolescos perguntando se em matéria de vitimização Cavaco Silva estará a seguir as pisadas de Jardim... será que o país ensandeceu?
Faz fala um psiquiatra na Presidência da República. Talvez o professor Afonso de Albuquerque fosse o candidato ideal na actual conjuntura. Homem perseguido pelo COPCON no tempo da revolução, tem a tarimba ideal para lidar com os loucos montados no cavalo do poder e que não sabem montar...
Era bom que lessem o livro de D. Duarte, o Eloquente: «A arte de bem cavalgar em toda a sela»! ; qualquer candidato a PR deveria fazê-lo para não caír aparatosamente... como caíu Cavaco Silva!
NOTA FINAL: Hoje, dia 21 de Setembro, pelas 17:15 minutos, tive conhecimento de que finalmente teria sido exonerado do seu posto o jornalista Fernando Lima. Custa a crer que tenha demorado tanto esta tomada de posição. Será que é o cordeiro sacrificado, o bode expiatório, puro e simples?