Todos o calcam, se servem dele... clero e nobreza...
Um novo deus arranjou
O senhor «Causa Real»
E «Deus-Povo» o crismou
Redentor de Portugal!
O «Deus-Povo» omnisciente
Que ganha sempre a eleição
Está sempre omnipresente
Na boca do charlatão...
Cultuar o «Deus-Zé-Povo»
P'ra ir ao trono-poder
O discurso não é novo
Depois... o povo esquecer!
No passado, Deus usou
P'ra subir... o impostor...
Mas... borda-fora O lançou
Coisa inútil, sem valor.
Usar um deus descartável
E no rosto dar-lhe ... um murro!
O povo?! Não é notável
Mas nota bem... não é burro!!!