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terça-feira, outubro 12, 2010

Antes das eleições: o Povo-Deus!... depois: a-deus!

Bordalo Pinheiro (Rafael) bem retratou o Zé Povinho...
Todos o calcam, se servem dele... clero e nobreza...



Um novo deus arranjou
O senhor «Causa Real»
E «Deus-Povo» o crismou
Redentor de Portugal!



O «Deus-Povo» omnisciente
Que ganha sempre a eleição
Está sempre omnipresente
Na boca do charlatão...



Cultuar o «Deus-Zé-Povo»
P'ra ir ao trono-poder
O discurso não é novo
Depois... o povo esquecer!


No passado, Deus usou
P'ra subir... o impostor...
Mas... borda-fora O lançou
Coisa inútil, sem valor.


Usar um deus descartável
E no rosto dar-lhe ... um murro!
O povo?! Não é notável
Mas nota bem... não é burro!!!