rouxinol de Bernardim

Um blogue plurifacetado procurando abordar questões de interesse sob perspectivas diversificadas. A independência sim, mas sempre subordinada a parâmetros de bom senso, de optimismo e de realismo.

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sexta-feira, maio 06, 2016

JOAO SALGUEIRO: O MURRO NA MESA!

http://www.sabado.pt/ultima_hora/detalhe/joao_salgueiro_a_antena_1_governo_devia_ter_rompido_negociacoes_sobre_o_banif.html
João Salgueiro disse à Antena Um que Portugal devia ter interrompido as negociações que desembocaram na tragédia do caso BANIF!
Vai mais longe (ver peça acima) e diz que por questão de soberania devemos exigir explicações a Bruxelas sobre determinados casos. Há risco de resolução no Millenium,  na própria CGD, onde a impossibilidade de o accionista Estado poder aumentar capital é uma contradição. E uma dualidade de critérios face aos accionistas privados...


Enfim, este economista que se celebrizou ao epitetar Cavaco Silva de um Napoleão de hospício, no congresso onde ele haveria de ser entronizado (para mal dos nossos pecados...). dá um grito de ipiranga, faz um alerta à dignidade nacional e chama a atenção  para os abusos de Bruxelas.
Tal como o Bloco de Esquerda que, de uma forma razoável e muito serena,  faz apelos ao governo para ser mais corajoso e menos subserviente com a comissão europeia (o caso BANIF e outros... são paradigmáticos), ele não mete a cabeça na areia e todos nós já nos apercebemos que o lóbi da banca espanhola está a instrumentalizar a Comissão Europeia para abocanhar a banca nacional  e controlar toda a economia portuguesa  num curto espaço. Há que conter e reverter esta investida galopante!

A obrigação de o BPI fugir à exposição a Angola será uma medida com paralelos na Europa? Será que outros países em condições similares estão a ser compelidos a vender de forma rápida? Estas interrogações são pertinentíssimas e salutares.

A questão da venda acelerada do Novo Banco é outra questão que impõe reflexão, sentido de Estado e muita prudência. Esse banco precisa de estabilidade para resolver problemas e crescer com sustentabilidade. Até a sua nacionalização pode ser uma medida positiva tudo depende dos cenários macroeconómicos supervenientes. 

Diz a sabedoria popular que "cadelas apressadas parem filhos cegos..."

Enfim, polémico e irreverente, não pode deixar de ser aplaudido pela coragem de avisar a tripulação da nau lusa para que se não voltem a repetir capitulações e colapsos que redundaram em graves prejuizos para os contribuintes, como o caso BANIF.
Parabéns e  continue a falar assim pois de tíbios e timoratos já estamos fartos nas governações...

Jose m F. Leite de Sá