Emídio Rangel acusou magistrados e juízes de passarem aos jornalistas peças processuais em segredo de justiça.Fiquei deveras preocupado. Eu, que julgava os juizes e magistrados como padres ou santos, homens probos e acima de qualquer suspeita, fiquei consternado! Será possível?
O país ensandeceu de vez ou é mesmo verdade tudo isto, que, segundo ele, se passa «às escâncaras»!!!
Não o tenho na conta de louco. Será responsável pelos seus actos. Ainda não lhe foi decretada a inimputabilidade. Será que vai provar no tribunal tudo isso?
O sindicato dos magistrados e a associação de juízes prometem accioná-lo. O país não esperava outra coisa. É que o caso não é para menos. Um dos pilares da democracia está fortemente abalado. Ele não é um louco qualquer. É pessoa dentro dos meandros, ele esteve sempre em posições estratégicas, na informação,. certamente falará com conhecimento de causa. O país presume. Toda a gente espera que solte nomes e acções concretas. Enfim, que ponha a boca no trombone! O conteúdo das suas declarações na AR é de molde a gerar grandes expectativas!
Confessou que foi chamado por Almerindo Marques , então administrador da RTP, que lhe colocou a sua saída como um facto consumado. Portou-se, segundo ele, como um comissário político ao serviço do governo de então. Era Morais Sarmento o ministro da tutela, o tal que, segundo Henrique Granadeiro, lhe teria dado a entender que queria ver «saneados» uma série de jornalistas...
Será que o país ensandeceu de vez? A ser verdade tudo isto, o que se espera para um golpe de Estado que acabe de vez com estes atentados permanentes à própria democracia?! Isto não é suficiente? Isto é o fruto do «espírito de Abril»? Se é, o fruto está tão podre, tão podre, que mais vale acabar com ele, já!!!
Isto já não é um Estado de Direito, uma democracia na plena acepção da palavra. Daí um golpe purificador, regenerador, capaz de repor o status quo ante! Qualquer democrata de raiz espera isso!!!
Isto já nem é uma democracia em que o jogo democrático está viciado, pior ainda, é uma pequena ditadura, na praxis, no modus faciendi de quem deveria zelar pela observação de sãos princípios. O «regular funcionamento da instituições», a ser verdade o que afirmou categoricamente Emídio Rangel, está em xeque!!!
Será que já chegámos ao tal «manicómio em autogestão»!!!?