
Uma a uma vão caindo
De Abril algumas promessas
Conquistas também vão indo
É preciso que o não esqueças.
Usam gravata berrante
P'ra condizer com o dia
Mas é cinzento o semblante
É bem negra...a hipocrisia...
E o povo tão explorado
Olha p'ra isto e exclama:
«Nosso Abril foi capturado
Só querem mas é a mama!»
Os cravos foram murchando
Não têm viço nem cheiro
E alguns... cravando, cravando,
Estão fartos de dinheiro...
Abril sempre na lapela
E nos discursos da treta
Eles so querem gamela
Abril ... ficou na gaveta.
Moram na extrema direita
Co'ela até vão de férias...
O cravo a todos enfeita
Esconde algumas misérias.
«Abril sempre!», como isco
Promessas eram aos molhos
E a pescaria deu nisto
Tarde o povo abriu os olhos!
Meia dúzia de barões
Deram cabo do país
De cravos... deram sermões
Eram cravos... sem raiz...
Vejo Abril já de olhos lassos
Não alimento ilusões
Os frutos... foram bem escassos.
Comeram-nos uns glutões!
Viveram sempre à direita
E com mordomias mil
A esquerda? Era só a seita
Nem sabem o que é Abril...
O povo paga a factura
Das festas destes fulanos
E o mal é que não tem cura
Vai durar anos e anos...
Encheram todos a pança
Abril? Serviu-lhes de rede;
Agora o povo é que dança
Entre a espada e a parede.
Nuvem de fumo caíu
Neste país desgraçado
O povo os olhos abriu:
Só fumo por todo o lado.
Nuvem de fumo tombou
Cobrindo toda a nação
Nossa riqueza voou
Nas asas da corrupção.
O povo é que vai pagar
Esta orgia sem perdão
Uns, a mamar, mamar,
O povo?! Não mama, não!
O país perdeu a graça
Abril perdeu a magia
Virou... Praça da Desgraça
Esta Praça da Alegria!
De Abril algumas promessas
Conquistas também vão indo
É preciso que o não esqueças.
Usam gravata berrante
P'ra condizer com o dia
Mas é cinzento o semblante
É bem negra...a hipocrisia...
E o povo tão explorado
Olha p'ra isto e exclama:
«Nosso Abril foi capturado
Só querem mas é a mama!»
Os cravos foram murchando
Não têm viço nem cheiro
E alguns... cravando, cravando,
Estão fartos de dinheiro...
Abril sempre na lapela
E nos discursos da treta
Eles so querem gamela
Abril ... ficou na gaveta.
Moram na extrema direita
Co'ela até vão de férias...
O cravo a todos enfeita
Esconde algumas misérias.
«Abril sempre!», como isco
Promessas eram aos molhos
E a pescaria deu nisto
Tarde o povo abriu os olhos!
Meia dúzia de barões
Deram cabo do país
De cravos... deram sermões
Eram cravos... sem raiz...
Vejo Abril já de olhos lassos
Não alimento ilusões
Os frutos... foram bem escassos.
Comeram-nos uns glutões!
Viveram sempre à direita
E com mordomias mil
A esquerda? Era só a seita
Nem sabem o que é Abril...
O povo paga a factura
Das festas destes fulanos
E o mal é que não tem cura
Vai durar anos e anos...
Encheram todos a pança
Abril? Serviu-lhes de rede;
Agora o povo é que dança
Entre a espada e a parede.
Nuvem de fumo caíu
Neste país desgraçado
O povo os olhos abriu:
Só fumo por todo o lado.
Nuvem de fumo tombou
Cobrindo toda a nação
Nossa riqueza voou
Nas asas da corrupção.
O povo é que vai pagar
Esta orgia sem perdão
Uns, a mamar, mamar,
O povo?! Não mama, não!
O país perdeu a graça
Abril perdeu a magia
Virou... Praça da Desgraça
Esta Praça da Alegria!