rouxinol de Bernardim

Um blogue plurifacetado procurando abordar questões de interesse sob perspectivas diversificadas. A independência sim, mas sempre subordinada a parâmetros de bom senso, de optimismo e de realismo. O mundo e a sociedade sob o olhar atento e desassombrado de um cineasta do quotidiano, um iconoclasta moderno, sem peias, sem tabus, sem preconceitos.

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Penso, sonho, trabalho, amo... logo, existo!

terça-feira, fevereiro 19, 2013

Pior a emenda que o soneto!

http://www.jn.pt/Opiniao/default.aspx?content_id=3058268&opiniao=Ant%F3nio%20Marinho%20Pinto

O senhor bastonário da ordem dos advogados usa, por vezes, linguagem excessiva. Reconheço que, quando os arbítrios e os abusos de poder o são, há que usar linguagem compatível.

Recordo aqui uma polémica no JN envolvendo o saudoso Manuel António Pina que o acusou de ser um dependente de manchetes, ou seja, precisar de uma dose diária de  injeção mediatica na veia para  o seu equilíbrio psíquico. Enfim, exagerou na metáfora, foi infeliz. Depois, Marinho e Pinto, qual   leão ferido, saíu a terreiro e chamou-lhe o «sniper» que  actua nos telhados do JN... Disse dele cobras e lagartos também...

  Manuel António Pina queixou-se de o diretor do JN ter aceite o tom daquele «camião destravado» esmagando tudo à sua passagem.

Agora a cena repete-se: ele chamou, num discurso acalorado, «barata tonta» à ministra da Justiça.

Veio agora à liça um tarefeiro de serviço que vai  servir de guardião da honra da ministra e lhe morde as canelas sem dó nem piedade. Ele insurge-se contra este excesso, invocando os limites para a liberdade de expressão. Quem define os limites são os tribunais...
Ora, aqui é que a porca torce o rabo. Sabemos que a justiça __ essa «barata tonta»...__não é flor que se cheire...

Imagine-se que a mim, um pobre diabo, me condenou, por, no exercício da liberdade, no dever de investigar e fiscalizar uma câmara municipal,  como deputado municipal,  ter achado  excessivos e passíveis de sanção estes inocentes termos: «onde pára o dinheiro?», «ambiente maquiavélico», «repressão sindical fascizante» e «crimes de lesa-economia»...

Estava no meu dever/direito  de fiscalizar pois era deputado municipal, tinha detetado um caso grave de ausência de concurso público (mais tarde a IGF concordou comigo e disse mais: que todas as empreitadas acima do montante a que era exigível o concurso público, foram executadas sem ter sido feito esse concurso!).

A justiça, tem dois pesos e duas medidas!



Se o pífio bastonário é casca grossa
Não sei, não. Há limites p'rá decência;
Só vemos vil jactância e pesporrència
Almas-latrinas, sujas que nem fossa...