rouxinol de Bernardim

Um blogue plurifacetado procurando abordar questões de interesse sob perspectivas diversificadas. A independência sim, mas sempre subordinada a parâmetros de bom senso, de optimismo e de realismo.

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sexta-feira, março 02, 2012

Os «mutantes»...em Portugal

Em Portugal há uma espécie de «mutantes» que estão constantemente a mudar de posição e continuam a afirmar-se íntegros e verticais. Vejam-se as posições deles no ante e no pós-eleições!
Têm todos uma apetència invulgar para o crescimento dos narizes.
Quando estavam na oposição apontavam o dedo e vociferavam: «Vejam, que pouca vergonha, não fazem concursos públicos em empreitadas de valores astronómicos. Que escandaleira

Mal chegam ao poder fazem ipsis verbis o que os seus antecessores fizeram.
Chegou ao ponto de o próprio bastonário da ordem dos advogados apontar o dedo à ferida. Afirma alto e bom som que a hipótese de cambão é altamente plausível na adjudicação de fornecimento de pareceres jurídicos a sociedades de advogados, por parte do actual governo. O montante é de milhões e o concurso público não se faz.
Antes, na oposição, era o diabo. agora, no poder, fazem o mesmo!!!

Pobre país com tais criaturas ao leme. Cavaco era a favor da regionalização mas quando se apanhou no poder abandonou-a como se lança borda fora uma coisa incómoda.

Quando olho para o discurso dos políticos (quase todos) é só verticalidade, coerência, respeito, inflexibilidade de principios. Quando analiso a prática é só ziguezagues, sinuosidades, patetices de todo o cariz. Não passam de canas agitadas pelo vento do oportunismo!

Há que fazer uma reforma estrutural a sério nas empreitadas e fornecimentos. Quem não fizer concurso público quando a isso for obrigado, rua, perde o mandato!
As excepções não podem ser regra. Há que criar uma entidade de supervisão que tutele essas excepções. Que não se possam pagar empreitadas pelo dobro ou triplo da adjudicação. O país precisa de contenção, de austeridade a todos os níveis.

O supremo magistrado da nação falava há tempos na falta de supervisão como causa principal dos abusos na banca e nas empresas públicas ultraendividadas.

Que fez ele quando era governante, no seu segundo mandato? Chamava «forças de bloqueio às entidades de supervisão: Tribunal de Contas e Provedoria de Justiça.

Frei Tomás está em Belém? Ele está em toda a parte, é omnipresente!
Não tenho partido mas tenho de tomar partido pelos indignados, pelos cidadãos que pagam por tabela as habilidosas mutações destes políticos de meia tigela, sem sentido de Estado que se pavoneiam aqui e ali sempre com discurso imaculado mas mais sujos que pau de galinheiro!
Ouvi-los é conversa mole para boi dormir!

5 Comments:

Blogger Cisfranco said...

O Frei Tomás de Belém só agora é que dá sinais de vida. Dantes eram comunicaçõezinhas ao País mas assinava tudo. Agora até parece transformado em oposição ao Governo. Mas... nada, nem aquenta nem arrefenta.
Faltam os POLÍTICOS dignos desse nome. Não é nada disto que precisamos.

12:25 PM  
Blogger Cisfranco said...

O Frei Tomás de Belém só agora é que dá sinais de vida. Dantes eram comunicaçõezinhas ao País mas assinava tudo. Agora até parece transformado em oposição ao Governo. Mas... nada, nem aquenta nem arrefenta.
Faltam os POLÍTICOS dignos desse nome. Não é nada disto que precisamos.

12:25 PM  
Blogger rouxinol de Bernardim said...

Meu caro:

Há tanto Frei Tomás por aí fora...

10:09 PM  
Blogger as-nunes said...

Este comentário foi removido pelo autor.

12:18 AM  
Blogger as-nunes said...

Exatamente!

Bem prega Frei Tomás.
E se tem andado azafamado ultimamente, a dar-nos palmadinhas nas costas através da TV!

A ver se limpa o pau do galinheiro!

12:18 AM

12:19 AM  

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