domingo, abril 17, 2011

Corrupção vs FMI

A corrupção não dorme... mas há que a domesticar custe o que custar...maior fiscalização, maior controlo e sanções eficazes é o que é preciso!


O país inteiro goza com esta caricatura de democracia- Maria José Morgado uma lutadora anti-corrupção, afirma que a presença do FMI pode potenciar o aumento da criminalidade neste âmbito. Não acredito. Julgo que uma das imposições do FMI será um controlo mais apertado sobre empreitadas e sobre gastos públicos diminuindo assim as probabilidades de corrupção. O país precisa de despedimentos mais fáceis, sobretudo na esfera política. Cito exemplos: Seria criado um dispositivo legal que fizesse perder o mandato a quem não cumprisse regras escrupulosas no cumprimento dos concursos públicos. Não seriam admitidas excepções e as urgências só devidamente fundamentadas por entidades de supervisão para isso criadas. Ministros, presidentes de câmara, administradores de grandes empresas sentiriam o lugar em perigo e pensariam duas vezes antes de prevaricar... O que se passa agora é que a lei é permissiva, admite excepções de forma tão aligeirada que de facto é incentivo à corrupção. Não é coercitiva. O país precisa de mudar para melhor. O FMI ao vir há-se trazer disciplina, controlo, mais fiscalização. Isso é o que faz falta neste país. O povo exige-o. A decência impõ-no!


Há até quem prefira a praxis do FMI à da UE!!!...


O país não tem tido rei nem roque. Faz falta uma tutoria eficaz, saudável, em nome do povo tão sacrificado. Os actuais e antigos governantes viveram sempre sem controlo. Os tribunais, eles próprios sentem-se incapazes, impotentes. Há que mudar tudo isso. O povo exige-o. A erva daninha da corrupção se não é passível de erradicação ao menos que seja desbastada ao mais alto nível...


Hoje, no JN( se ao clicar estiver apagado o artigo, digite JN.pt - sobre Zita Seabra), Zita Seabra, a comentarista, critica e vergasta forte nos comentaristas...Sublime esta autocrítica!Uma verdade iniludível!Ela, Zita Seabra, sabe do que fala! Pena é que o JN não tenha comentadores assim todos os dias!


A corrupção é tão grande que desmotiva os próprios votantes. Esta democracia é cada vez mais uma caricatura, um abastardamento, da vera democracia.



Marinho Pinto propõe mesmo a greve às eleições como cartão amarelo ao sistema. Na senda do que Saramago propugnou num dos seus romances. O país tem de manisfestar o seu descontentamento. Os deputados são eleitos por uma máquina de investidores nas campanhas. Os bancos e os barões estão por trás deles. Logo, eles não passam de marionetas, de vozes de um dono cada vez mais asfixiante e predador... É tempo de dizer não, à farsa! Democracia isto?! Há cada vez mais uma sanguessugocracia institucionalizada! Até os jornais são controlados por essa máfia infecta e putrefata. Veja-se que que se passa actualmente no JN!!!! Um nojo!!!Um dia publicarei algo que vai mostrar a face oculta deste jornal!



Flexibilização laboral já: presidentes de câmara corruptos, ministros corruptos... despedidos com justa causa!

UM PAÍS DE PAINELEIROS...

A praga acentuou-se nos últimos tempos. Eles andam por aí como gafanhotos. Na comunicação social são às centenas. No futebol e na política sobretudo o tema é enfadonho, saturante, aberrante mesmo. Já não há livres-pensadores, opinion makers independentes. Qualquer PAINEL é preenchido com meia dúzia de debitadores de cassetes que vão golfando banalidades atrás de banalidades, sempre repetindo-se e seguindo um guião pré-fabricado. Os cidadãos independentes que pensam pela própria cabeça que não estejam inseridos em correntes (aprisionados, acorrentados, algemados...) não têm hipóteses de surgir nos painéis, não podem opinar, ficam sempre no olvido...Os paineleiros devoram tudo e não fica nada! A partidarite e a clubite aguda em todos os domínios na nossa castradora e senil comunicação social. Será que o FMI também vai mexer aqui?! Ela (ver aqui) também já viu isto. Ninguém mais vê? Cambada de paineleiros! E O POVO, PÁ?! É por isso que isto tudo anda à rasca!

sábado, abril 16, 2011

Se a moda pega...

Pastor pintou todas as suas ovelhas de cor laranja para evitar roubos.... Consta que Pedro Passos Coelho vai fazer o mesmo, por cá...

quarta-feira, abril 13, 2011

Também tu, Nobre?!

Declaro que fui convidado pelo PS e pelo PSD para deputado. Recusei liminarmente. Sou pela cidadania pura. Não quero promiscuir-me na política rasca. Tenho sangue azul... e branco. Sou soberano de mim. Odeio essa promíscua dívida soberana. Além disso quero continuar a aparecer nas TV's com ar puro e imaculado. Tenho vergonha na cara.

Conheço bem a lei da oferta e da procura... mas... como aprendi com o meu Mestre, sei bem resistir às tentações...

Não tenho telhados de vidro nem rabos de palha.Sou de Abril. E de Maio.


*****



Há gente que ostenta altruismo, generosidade, serviço à causa pública de forma desinteressada, contudo, quando envereda pela política, transforma-se, quer agarrar a oportunidade com unhas e dentes e é capaz de tudo... Veja-se Fernando Nobre. Segundo se pode ler aqui se não for eleito presidente da AR demite-se ! Quer apenas o penacho, a aura, a glorificação. Se a coisa der para o torto, bate com a porta e entrega o grupo (com o qual deveria ser solidário no melhor e no pior...) à bicharada! Tantos como ele vemos por aí, dizendo: se não for presidente da câmara vou embora, não quero ser vereador! É isto o estado a que chegámos. A cidadania travestiu-se de tachocracia!!! Estas pessoas não têm vergonha na cara?!

«Se soubesse o que sei hoje...»












Alguns dos sub-produtos de Abril... imagem de marca de um regime que criou déspotas, Midas, barões, gangsters...sanguessugas do erário público...
Abril, de tachistas mil...







Otelo mostra-se arrependido. Ao ver o que vê hoje, o país com dois milhões de pobres (a maioria da população a passar dificuldades ) e endividado para o futuro próximo, enquanto alguns dos sub-produtos de Abril vivem à grande, com patrimónios fabulosos, auferindo chorudos proventos sem grandes contrapartidas. Otelo diz-se triste com o que observa. O país entregue a meia dúzia de chico-espertos que navegam no mar da prosperidade, como disse o Épico no seu tempo...Diz-se arrependido de ter feito o «25 de Abril».VER AQUI.



NOTA FINAL: Não é derrotismo, não é saudosismo do passado, não é doentio desentanto. É consciência do crime que alguns cometem diariamente, enriquecendo e fazendo enriquecer meia dúzia de amigos que ganham todos os concursos, por baixo da mesa, sem regras, sem escrúpulos, sem medidas corretoras à vista. Quem denunciar isto, corre o risco de ser condenado em tribunal pois há lá gente capturada, capaz de silenciar verdades e santificar mentiras...










terça-feira, abril 12, 2011

FMI, o diabo?!

O país não pode continuar a diabolizar o FMI olvidando as causas profundas da sua vinda até nós. Há causas próximas e remotas. A saga da SLN e BPN (VER AQUI MAIS UM CARICATO EPISÓDIO), a aposta excessiva nas energias renováveis (só capazes de retribuirem retorno do investimento a médio prazo), a falta de uma legislação eficaz que puna os desvarios nas derrapagens (todos os partidos com assento na AR são responsáveis, uns mais outros menos) e que desincentive a corrupção em vez de a motivar (erradicar é impossível...), uma supervisão ineficaz, laxista e permissiva a todos os níveis: Banco de Portugal, Tribunal de Contas, Assembleia da República, assembleias municipais e até os próprios tribunais. O mau da fita não é o FMI. É, de facto, todo um conjunto de circunstâncias que desembocaram neste pântano de promiscuidades mil, de incentivos à fraude e à corrupção. O financiamento dos partidos, as ligações promíscuas ao mundo do futebol, as apostas em projetos de frouxa rentabilidade (nalguns casos), o peso excessivo de alguns segmentos do Estado que funcionam em paralelo numa sobreposição que só se compreende por motivações clientelares, as parcerias público-privadas e todo o estendal de facilitismos que redundaram neste caudal de prejuízos que ora se vislumbram, são de facto as diabólicas causas deste estado de coisas. Diabolizar o FMI é tapar o sol com a peneira! O país precisa de uma nova cultura, assente na verdade, na equidade. Precisa de uma nova justiça, mais pragmática, mais lesta, mais eficaz. Precisa de um novo paradigma moral. O culto do poder a qualquer preço, a ausência de um criticismo saudável, o seguidismo amorfo e e a fidelidade ao deus-partido são condições propícias ao desabrochar de ditaduras mesmo que ostentem rótulos democráticos... Na Alemanha o grupo Europolis já entregou um providência cautelar a fim de impedir a Alemanha de participar na operação de resgate a Portugal....

segunda-feira, abril 11, 2011

OSCAR MASCARENHAS...







Meu caro Óscar Mascarenhas:




Sob a epígrafe «Meu caro Siza Vieira» lê-se hoje no JN(VER AQUI) um artigo de opinião de tua autoria onde, com o devido respeito e deferência para com a ilustre criatura chamada Siza Vieira, verberas de forma incisiva o facto de ter aposto a sua assinatura num documento pragmático, sensato, judicioso e necessário para alertar consciências e amainar radicalismos tolos.


Não sei nem me interessa saber quem são os co-autores do documento. Vejo apenas pelo seu conteúdo que é um documento prático, sem chinesices ideológicas, que todo e qualquer cidadão não toldado por sectarismos doentios assinaria sem rebuço. O país precisa mais do que nunca de senso comum. De espíritos arejados e práticos.


Não tenho partido, nem sou afeto a nenhuma corrente político-partidária. Já nem sei se sou de esquerda, ela está tão mal vestida hoje em dia que nem me reconheço nela. Deitei fora a gravata ideológica, procuro ser pragmático e uso o fato macaco do bom senso, às vezes a T-shirt do bom humor.


Espero que não te aborreças__ sei que tens maturidade e poder de encaixe__ se te disser que a tua prosa de hoje me fez sorrir. Aqui está o Óscar, que conheci na FAP __ num plenário em Monsanto, onde me defendeste com dignidade e carácter, após ter sido transferido da BA7 para a DSINST por ter cumprido uma ordem do próprio comandante e este depois me ter acusado de falta de bom senso...__ei-lo aqui em todo o seu esplendor, vestindo a pele de uma vestal imaculada! Um autêntico árbitro de elegâncias morais!!!


Siza, o maduro e sensato Siza, deve ter sorrido também. Com bonomia, com aquele doce sorriso dos sábios humildes e que se recusam a subir ao patamar da quinta-essência...


Meu caro, esta postura de Siza Vieira não é a de um vendido, de um traidor, de um vira-casacas, mas de um homem experiente, caldeado pela vida, fiel ao seu estatuto de arquiteto da alma, pintor da estética vivencial, paisagista da condição humana...


Um abraço do ex-alferes miliciano Pilav e Tocart : José Manuel Figueiredo Leite de Sá


(FAP de 1969 a 1975).

domingo, abril 10, 2011

País dos sempre em festa!


Angela Merkel:
«Em Portugal, no verão, há euforia total. A economia está deprimida, anémica. A cerveja portuguesa faz gastar, gastar, enquanto a alemã faz trabalhar, trabalhar...»

Solução: mudar de cerveja! Talvez faça falta a cerveja... Juízo...




Portugal precisa de um compromisso nacional!

Investimento produtivo em vez de despesismos estéreis, obras faraónicas, festejos e comemorações por tudo e por nada...o Estado está falido, desmantelado....

A política do «quem vier atrás que feche a porta» deu no que deu.

Mea culpa! Prá frente Portugal!



O país sofre os excessos cometidos por todos. Mas alguns foram exemplares. Quem não se recorda daquela boutade de Menezes dizendo que o seu foguetório era melhor que o do Rui Rio? Ridículo, patético, infantilismo puro... e este, sorrindo e concordando... norteava-se por valores de racionalidade económica... era o bom senso contra a delapidação infrene!

Jardim, dando milhões atrás de milhões ao falido jornal da Madeira!

A sua irracional política de urbanização, plantando prédios onde deveria haver espaços arborizados, deu no que deu. As ribeiras Bravas zangaram-se de vez e mostraram essa monstruosidade urbanística. Pagou o desgraçado do Contenente e a Europa toda...

Santana, chamando aquele famoso arquiteto americano, gastou balúrdios para nada se fazer no Parque Mayer. Tudo pra inglês ver, tudo para o lixo!!!


O país está cheios de jardins.... Obras caras sem grande valor utilitário: Foruns, Centros Cívicos, estatuetas por tudo e por nada, formas de esbanjamento e de clientelismos fáceis...

Os próprios bispos não denunciam os abusos das festarolas de verão, só foguetórios e mais foguetórios, pouco ficando para obras e realizações úteis. Os pomposos S. Antónios, S. Pedros e S. Joões são autênticos sorvedouros. Passerelles de vaidades mundanas. Um clima de despesismo estulto foi-se instalando no país. Alguns estranharam, mas depois a coisa entranhou-se de tal forma que quem criticasse era parolo ou atrasado...Os gastadores sempre foram populares... ou populistas? Os gastadores acusam-me mutuamente...


A moda é gastar, gastar, gastar... o dinheiro do contribuinte é elástico, chega pra tudo! há que fazer farras e mais farras, o dinheiro público dá pra tudo! A grande farra vai terminar...

Fundações, institutos públicos, convénios público-privados, estudos e mais estudos: arquitetos, advogados... tudo para saciar clientelismos abusivos...

Quem criticava, era apontado a dedo. Era excomungado. Era votado ao ostracismo. Perseguido até. Ser popular era sinónimo de despesista, perdulário. Euforia e embriaguês totais!

Hoje vemos Jardim que lá continua a silenciar adversários para só ele falar, como todos os ditadores, que querem falar sozinhos. Tirano do mais baixo quilate, usa a censura de forma mafiosa, subtil...Diz-se líder da máfia boa... A social democracia cora envergonhada com este espécime tão pouco ortodoxo!!! Ninguém ousa dizer que a maçã (leia-se: laranja...)está podre!!!

O Contenente pagou e continua a pagar as suas loucuras. Ele, agora diz-se vítima, o ingrato, o hipócrita...E há tantos jardins por aí. Repare bem, deve ter algum bem perto de si! No supermercado, no cinema, talvez no café!...

PR demite-se!!












Em plena campanha eleitoral este homem mostrou-se disponível para enfrentar todos os desafios que a crise já deixava vislumbrar. Agora, lava as mãos, como Pilatos...

Coerência? Onde está o sentido ético, o patriotismo, a capacidade de supervisão?

Enfim, mais um triste corta-fitas, confinado a papel passivo/amorfo...



Pasme-se! Cavaco Silva diz que não intervém no sentido de corresponder ao apelo para os partidos se entenderem numa plataforma de cooperação em ordem a um consenso mínimo no tocante ao resgate para salvar a economia nacional da bancarrota!!! Onde está a magistratura de influência?! Diz que não é governo! Pois não, mas é o preisdente de todos os portugueses, ora se os partidos são a emanação da vontade de todos eles, deve ser um coordenador e servir de charneira para limar arestas e estabelecer contactos. No mínimo o presidente de todos os portugueses deveria estar disponível para esse diálogo. Se ele não for frutífero, isso é outro assunto...Agora, indisponibilizar-se, ab initio, para uma tarefa de elevado pendor patriótico, é, no mínimo, estranho...

A oposição uniu-se no combate ao PEC IV. Segundo eles, era «demais», era sacrifício demasiado para o povo. Agora, para serem coorentes consigo próprios, poderão dizer a mesma coisa e recusar o resgate e até mais sacrifícios como se vislumbra face às exigências dos credores. A quem compete este diálogo?

A união europeia é a mãe de todos os Estados. O chefe de Estado recusa a tarefa de mediador. Se o governo recusar, tem motivos para isso face ao chumbo do PEC IV, quem vai ser o intermediário? E se os restantes partidos, por calculismo eleitoral, recusarem?

VERGONHA NACIONAL

Um livro que relata as tropelias cometidas na Madeira em nome de uma social-democracia que só tem o nome mas que na prática cheira a nazismo obscurantista tem dificuldades em ser apresentado. Segundo relata o EXPRESSO várias portas se têm fechado. Porquê?! Porque num Portugal que se quer livre e pluralista a peçonha totalitária, o ranho fascizante, a trampa fascistóide impera e reina na formosa ilha. Até quando se permitirá isto?!

sexta-feira, abril 08, 2011















O edifício economicofinanceiro implodiu. Já era previsível. Os dados iam sendo cada vez mais evidentes. Chegou a hora de mudar de vida. Apontar a dedo os responsáveis. Fazer diagnósticos e tratar da cura. A bolha despesista rebentou. Os veros responsáveis onde estão? Quem falhou? Que medidas tomar no futuro? Os decisores políticos que estiveram na génese deste descalabro devem ser punidos. O povo exige-o. Não pode continuar tudo na mesma. O esquema era este: o agente económico patrocinava a campanha e depois cobrava-se da factura. À custa de empreitadas por ajuste direto, com derrapagens astronómicas, obras a mais sem justificação plausível, enfim um fartar vilanagem! Um discreto sistema de vasos comunicantes fazia diluír os proventos entre agente económico beneficiado e decisor político. generoso, atento e venerador.. __.apartamentos, lojas, enfim, mordomias várias... Ainda há dias um conhecido dono de hipermercados usava despudoradamente a comunicação social para impor candidatos a ministros de sua confiança. Outros, mais discretos, usarão o telefone ou o email... Depois, quando os designados estiverem no poder, poderão dizer como aquele conhecido e venal dirigente desportivo apanhado nas escutas, dirigindo-se a um árbitro:«lembra-se do que fizemos por si no verão passado?» A pouca-vergonha continua. Freitas do Amaral, sem papas na língua, punha a boca no trombone e acusava o Tribunal de Contas de nada fazer para sancionar estes crimes. Não me consta que o TC o processasse por calúnia ou difamação...todos sabemos que é a verdade nua e crua. Todos farinha do mesmo saco. O povo, o eterno destinatário das facturas finais vai pagar caro os desmandos destas criaturas. E elas?! Usando e abusando da comunicação social (dominada pelos agentes económicos amigos...) perorarão quotidianamente, enxofrando os leitores com autoelogios bacocos, panegíricos sem fim, balelas para fazer boi dormir ou hipopótamo ressonar... Nomes?! Nem vale a pena citar. Câmaras ultra-endividadas, obras faraónicas mais feitas com o objetivo de alimentar clientelas do que servir o povo. Estudos para deitar ao lixo mas alimentando a gorda conta bancária de arquitetos famosos. Paga o povo. Paga o contribuinte. Se não houver uma revolução de mentalidades, tudo continuará como dantes... quartel general em Abrantes!

Oposição ou refugo?


O partido socialista tem gente capaz de dar uma nova imagem e revivificar um socialismo que esteve na gaveta. Mas este Narciso Miranda é a antítese do que se pretende, ele é o rosto da intriga palaciana, do primado dos interesses mais mesquinhos, ele simboliza um velho PS onde impera a manha, a venalidade, até a traição aos ideais mais puros de justiça e de seriedade.


Mas faz falta ouvi-lo falar e ver que rostos como António José Seguro, Jacinto Serrão, Ana Gomes fazem falta cada vez mais ao país. Narcisos jamais!


Este «senhor de Matosinhos» já saíu do altar há muito e não deixou saudades...


Valha-nos o verdadeiro Senhor de Matosinhos!!!

quinta-feira, abril 07, 2011

FINALMENTE, O FMI... VEM AÍ...

E agora Zé, tu vais ver a lata daqueles que reprovaram o PEC 4 dizendo que era «demais» vergando-se de forma servil e hipócrita a todas as exigências formuladas pelos novos credores. Cambalhotas e mais cambalhotas. O país já antevia isto... estivemos a pagar juros altíssimos, esticamos a corda até ela rebentar... A pergunta que o Zé povinho faz é pertinente:_ __Quanto pouparíamos todos nós se em vez de discursos fanfarrões e excessivos tivessemos optado pelo invitável recurso ao FEEF e FMI há mais tempo?

terça-feira, abril 05, 2011

«Grande sarilho» diz Basílio Horta...

Este homem era um otimista incorrigível...

Tarde demais, virou arqui-pessimista...


Aquilo que hoje diz Basílio Horta no DN(VER AQUI), já eu o tinha dito há muito. Estamos a caminhar para o FMI. Por culpa de quem?!




1- Do governo. 2- Da oposição. 3- Do PR.




1- Nada fez para evitar a degradação da situação económico-financeira. Não acreditou nos «pessimsimos» de vários cronistas que avisaram com a devida antecedência. Sempre com uma calma artificial e forçada, com sorrisos de tranquilidade artificiais, permitiu que a espiral de endividamento subisse de forma incomum. A culpa é dos mercados? Sim, mas eles agem sempre assim, se cá dentro dermos sinais de má governação, de esbanjamentos imprudentes, de satisfações de vícios corporativistas e de classe...e não faltam exemplos!






2- A oposição que usou o pretexto de uma falha no relacionamento (não apresentação do PEC-IV na AR antes de o apresentar na «capital do império»)... Seria motivo para o derrube do governo e toda a série de calamidades que ora se vêem?! Penso que não.

Disse-se que o PEC -IV era demais, era penoso demais para a população. Lá fora, PPC disse, mais tarde, que era insuficiente!!! Temos gente com coerência!!!




3- Nada fez para criar estabilidade. Fez um discurso divisionista na tomada de posse, incentivou as clivagens, acirrou os ânimos. Deitou gasolina numa fogueira de mediana dimensão e ele alastrou a toda a Europa!!! Ele, que era um otimista convicto__quando nós, os prudentes, íamos alertando o país para o perigo iminente(VER AQUI)__ tornou-se num hiper-pessimista! doentio demais para o que fazia falta ao país!

Ver meu post de 20 de Maio de 2008 (RESISTIR AO PESSIMISMO).

Pateticamente, anda agora a pedir unidade! Faça o favor de ler o seu discureso de tomada de posse! Moralmente, também o PR tem culpas (e muitas) no cartório...

Alguma vez se ouviu ele criticar os desmandos na banca, os banqueiros corruptos, os crimes de lesa-economia perpetrados por gente que se fartou de apaparicar? As fugas de autênticas fortunas para paraísos fiscais? O seu silêncio é aterrador...

segunda-feira, abril 04, 2011

Neste mapa, minha querida, está tudo à vista, na Junqueira há dois rios formidáveis, o Este e o Ave, tão românticos, não imagina o que seria passar uma semana na Espinheira, junto ao rio Ave, ouvindo os passarinhos a cantar em Tougues e passear de barco naquelas águas tépidas... Um paraíso terreal...

Entrevista com... o FMI!
















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__Sabes Sarkozy, por vezes tenho pena dos portugueses...

__Porquê, querida?!

__Sempre com medo de tudo, com tantas capacidades, tantas qualidades extraordinárias, mas sempre com receios infundados lançados como «papões»...cá em França o nosso Obelix só tinha medo que o céu lhe caísse em cima...era corajoso.


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__Senhor FMI o que pensa de Portugal?

__O mesmo que já diziam os romanos: um povo que não se governa nem deixa governar...

__Mas, há lá tantos crâneos ganhando fortunas... nos postos-chave.

__Só sabem roubar, roubar, vender coisas boas ao desbarato para amigalhaços e comprar coisas caras que não servem para nada... olhe os submarinos, uma fortuna, nem para vigiar a costa, nem estão apetrechados para um combate sério... uma anarquia total este Portugal. Armaram-se em mecenas em Cabora Bassa, esbanjaram dinheiros comunitários em carros de luxo e casas apalaçadas, há fortunas ocultadas em off-shores...uma vergonha. Uma cambada de corruptos nos centros de decisão. Veja o Tribunal de Contas... tanta pouca vergonha e há tanto crime impune! Nós ouvimos o que disse o professor Freitas do Amaral, era bom que o T de contas também não fizesse ouvidos de mercador! Nem tugiu nem mugiu!

__Mas, Portugal não tem cura?!

__Uma cura de pauperização forçada, pena é que pague o justo pelo pecador. O dinheiro que foi lançado às golfadas, em torrentes, para a reforma estrutural foi mal gasto, criaram um monstro despesista que ainda hoje subsiste. Esse monstro tem os seus pais. O principal está ao leme da nação. É ele o principal responsável mai-los seus acólitos. Agora, chamam-me monstro a mim. Fazem o mal e a caramunha. Hipócritas, liberticidas, ladrões do futuro...

Enfim, Portugal tem coisas supérfluas a mais: políticos, generais, fundações, organismos parasitários do Estado...corrupção por demais...

Contudo tem coisas a menos: supervisão, ética, justiça eficaz, empregos, gente séria...

__Ladrões do futuro? Mas, como, se ele ainda não chegou?!

__São safados, sabe. Ele (futuro) ainda nem sequer nasceu e já está hipotecado!

Por alguns políticos...arvorados em Midas de trazer por casa....

sábado, abril 02, 2011

Não tenhas medo do FMI... ele está ali....


«Não tenhas medo, Mário Soares também não teve, é amargo, é como o óleo de fígado de bacalhau... mas tem de ser... deste cabo da saúde financeira do país... arruinaste a economia...

ris demais... mas o povo já não ri!»


«Eu tenho muito medo dele, dizem que é o gigante Adamastor... e nos vai comer a todos... tenho medo, muito medo!...»

Começa agora..(.FICÇÃO...)

__Meu caro, você vai ser o futuro primeiro-ministro, não duvide. Quero que opte por estes três deputados que são de minha inteira confiança, ministeriáveis, sem dúvidas... __Compreende, não posso receber sugestões dessas, há órgãos, há requisitos legais... __Não me venha com tretas, homem de Deus. Veja o Sócrates, veja como ele fala, ouça as escutas... «as leis são pra contornar»...diz ele bastas vezes... não seja otário, isto é para os espertos... as leis, sempre a trampa das leis, as leis não tên afetividade, não trazem votos, eu e outros como eu é que o colocamos no poleiro, não seja escravo de formalismos legais, seja pragmático, quero gente com carácter, fiel... __Se for primeiro-ministro, compreenda, sr engenheiro, não posso ser um pau-mandado, mais uma «voz do dono»... __Aí é que se engana, eu exigo fidelidade total, carácter, senão... rua! É esse o meu lema, é isso que prego todos os dias aos meus colaboradores, fidelidade, fidelidade, fidelidade. Só assim serei e continuarei a ser um líder na plena acepção. Se quer os meus três deputados terá de falar comigo noutro tom, senão desligo e ... nunca mais... __Por favor, não se amofine senhor engenheiro. Eu tenho carácter, sou fiel, mas não sou escravo nem cachorro de ninguém, tenho princípios, os deputados que me aconselha não são «seus»... __Você está quase como Cavaco, eu tinha no governo quatro (veja bem: QUATRO) ministros meus, e ele, sem dar cavaco, tirou-mos todos... se vai por aí não conte comigo. Os meus colaboradores estão autorizados a dizer que não são a «VOZ DO DONO», mas são-no de facto, perante a realidade, perante mim. Exijo isso. Eles já sabem o que a casa gasta. E o senhor ponha-se a pau... senão eu destru-o. Eu tenho um império. Aliás, vários. Na comunicação social, na indústria, no comércio, até nas universidades tenho os meus homens. Lembre-se disso. Ou é por mim, ou contra mim! __Mas... senhor engenheiro, eu já tenho uma grelha de predicados e esses senhores deputados não encaixam nessa grelha, se quiser mudar... estaremos disponíveis para equacionar... O telefone desligou abruptamente. O grande chefe fato de seda voltaria a ligar, mais tarde, pedindo desculpas e usando voz de veludo e pinças na linguagem... vergara. Mas era apenas a táctica número dois... e ele tinha tantas como os dedos das mãos...

sexta-feira, abril 01, 2011

Entrevista com o Zé Povinho

Se Oriana Falaci fez a sua célebre «Entrevista com a História», nos anos setenta, por que não eu fazer uma entrevista com o «nosso» Zé Povinho?!


__Zé, que achas do momento político actual?!


__Dizer que é grave é pouco. Não temos governo, não temos instituições, não temos clima de confiança...Tudo faliu, até a justiça...


__Isso não será pessimismo? __Não, não é. Julgo que Cavaco Silva vai convocar eleições. É um erro crasso. Nada resolve. Vai agravar ainda mais a situação... Eu se fosse PR, faria como fez o general Eanes numa altura difícil, nomeava um governo de iniciativa presidencial. O parlamento, onde os partidos ditam, criou a actual situação, bloqueou o prosseguimento de uma governação apenas pelo aspecto formal, a não apresentação na AR do PEC antes de o levar a Bruxelas, daí...


__Mas isso vai contra a democracia formal, o semi-presidencialismo, o respeito pela AR. __Estamos numa situação pior do que quando Eanes nomeou Mota Pinto. Os eleitoralismos são tão exacerbados que danificam a estrutura económico-financeira. Nascem godinhos, mecenas que depois vão cobrar o esforço na campanha. Quem paga? O Estado obviamente, o Zé, em última instância. Ora, neste momento difícil, era preciso criar um governo forte, sem olhar a sondagens, sem se preocupar com votos, sem ter que pagar/prestar vassalagens a hipotéticos mecenas. De salvação nacional, de mãos limpas e mãos livres...


__Zé, tu falas bem, mas aceitarias ser primeiro-ministro?!


__Claro que não. Pertenço à maioria de otários... não sou digno de ir para Belém, não pago favores, não dou prendas, não tenho «listas» para gratificar ao fim do ano...Sou um pobre Zé, simplesmente Zé!