segunda-feira, agosto 18, 2008

O Fado de Amália Morgado

A juíza Amália Morgado foi condenada a «doze dias de multa» por não cumprir o dever de «reserva», falta de «respeito para com colegas», não criar «confiança na justiça».

Será punindo o delito de opinião que se cria confiança na justiça?
A reserva é sinónimo de pactuar com o arbítrio, a falta de respeito será dizer verdades? Se o comportamento de alguns colegas merece censura por que não fazer essa censura?
A «lei da rolha» é credibilizante para a justiça? A transparência é um atentado à corporação?

O CSM ao punir quem teve a coragem de dizer o que sentia, no pressuposto de ao fazê-lo tentar melhorar a dita justiça e não ofendê-la, terá contribuído para a credibilização da justiça?

Espero que perguntar não ofenda...

domingo, agosto 17, 2008

A História repete-se. Há «modus operandi» semelhantes...


Pinochet
Oliveira Salazar



Hitler e Franco
Estes foram expoentes no seu tempo. A História condenou-os mas enquanto no pedestal foram «heróis». Não haverá entre nós, igual «modus operandi», a justificar igual «heroicidade»?!
Há quem pense que sim! Eu não duvido, embora em escala menor, os clones são evidentes.
Este poder corrupto e vil não tem pudor
Serve-se dos jornais e das TV's venais
Pra branquear imagem, se preciso for
Criar aura de «santo»... a mostrengos tais!
E quanto mais corruptos eles são de facto
Tanto mais clerical protecção vão gozando
A Igreja aliciando, sem qualquer recato,
Guarda pretoriana, muito mal andando...
Pinochet, Salazar, Franco, tão bem usaram
Este arsenal complexo; resultou, durou
Muitos e longos anos. Por «heróis» passaram
Estes vis ditadores que ninguém amou.
Mas... a História repete-se, eu creio assim,
Vamos vendo caciques no poder, há anos,
Controlando os jornais, padres, TV's, enfim,
Mafiosos fascistas ou ladrões decanos...

sexta-feira, agosto 15, 2008

Ecos do Pontal: Populismo versus clarividência...


Eu é que sou a autêntica social-democracia que os portugueses adoram, respeitam e amam!


Eu sou a voz da inteligência! O silêncio, por vezes, é de ouro!

Eu sou o porta-estandarte deste povão que pula e dança! Eu sou a voz do populismo! Isto é que dá votos!


O Senhor Populismo!








O «silêncio» a presidir


aos destinos do partido


não podemos consentir


nem deixar caír no olvido


esta alma popular


que luta nesta trincheira


e que se pode ufanar


de ser porta-bandeira


desta gente inquebrantável


que quer mudar Portugal


eu serei o condestável


neste palco do Pontal


dou um prazo à liderança


deste partido laranja:


ou começa a entrar na dança


ou outro líder se arranja!














Resposta da Senhora Inteligência:





Dizem que o silêncio é de ouro

diz o povo e com razão

o folclore é mau agouro

se não tiver o condão

de ir à essência dos problemas

dar pistas alternativas

não basta ruído apenas

é preciso iniciativas

dizer onde é que está mal

apontar as soluções

não é aí no Pontal

conclave de foliões

com discursos populistas

foguetório palavroso

palavras mais realistas

estudo mais rigoroso

o povo aprecia mais

lucidez e inteligência

basta de jogos florais

eu sou p'la CLARIVIDENCIA!



A VERDADE, NUA E CRUA, DIZ TAMBÉM DE SUA JUSTIÇA:


Eu é que sou a verdadeira social-democracia: transparente, sem excessos populistas, sem banhas oratórias, sem rabos de palha, sem celulites demagógicas nem rugas de hipocrisia!...

Direi mais: eu sou o caminho do bem, a verdade da pureza social-democrata, a vida sem roupagens folclóricas !



Nunca tive oportunidade de ir a sufrágio! Os portugueses ainda não viram a verdade, só a mentira tem ido a votos!







O mar enrola na areia... nova versão!


O mar, a areia, a espuma, o sol __ tudo são ingredientes que desde tempos imemoriais inspiraram poetas e artistas. O sortilégio do mar é intemporal!

O cúmulo da ingenuidade!

Ela era tão ingénua, tão ingénua, que quando ouvia apalavra FORNICAR
pensava que era um Stand de automóveis!!! Mas, afinal não era!...

quinta-feira, agosto 14, 2008

No Pódio!

Há nesta aldeia global
Tantos que em bicos de pés
Só procuram pedestal
Sempre ao sabor das marés.

Foi gigante na postura

Sempre altiva e vertical

Ao desporto e à cultura

Deu estatura moral.

Manuel Puga, professor,

Ao desporto deu craveira

Exemplo de pundonor

Ao longo da vida inteira.

Fui aluno, fui amigo,

P'las mesmas causas lutei

Sua memória bendigo

E sempre me orgulharei.

quarta-feira, agosto 13, 2008

Georgia: oil connection!...


«Fiquem cientes de que o petróleo está nos meus horizontes. Para atingir objectivos económicos por vezes há que recorrer aos meios bélicos. Mas, meu Deus, eu quero colocar outra vez a Rússia no topo do mundo. Alguém me pode levar a mal? Sou tão patriótico, tão defensor dos direitos humanos e das amplas liberdades

Os inimputáveis!...



«Inimputáveis?! São os humanos que continuam a reproduzir-se a um ritmo elevado e a poluír o planeta de forma selvagem, pondo em causa a habitabilidade da Terra! É preciso castrá-los! Os rios e os mares estão um nojo»


«Inimputáveis?! São essas bestas que continuam a votar em mim! Cambada de loucos varridos! Sou uma vítima deles!»



Julgam-se acima da lei
Ninguém lhes pode tocar
Inimputáveis, direi,
Só Deus... os pode julgar...



O povo vai endeusando
Estes caciques venais
No poder se empoleirando
Como bando de pardais.



Vaidosos que nem pavão
Nos media sempre a palrar
Usam a televisão
Prá imagem branquear!



O povinho embasbacado
Aos sobas sempre rendido
Mais parece embriagado
Pobre povo embrutecido!...
Nota: Dizem alguns: «o cliente tem sempre razão
Dizem os eleitos: «o povo tem sempre razão!»
Digo eu: «o povo vota de acordo com os parâmetros culturais, de acordo com as pressões do meio; onde há défice democrático, onde a informação é sonegada, o juiz-povo julga com os reduzidos dados disponíveis daí poder votar não no melhor mas no que ostenta (através dos media controlados) melhores trunfos. A apetência pelo poder mediático (sobretudo onde há corrupção notória) é uma forma doentia de controlar e adulterar o juizo popular. Andam quase sempre de braço dado: a corrupção e o abuso do poder mediático!
Aqueles que dizem que o cliente tem sempre razão, se aparecer lá um bêbado a insultá-los, será que manterão o slogan?! Quanta embriaguês não anda por aí mascarada de propaganda eleitoral?!»

terça-feira, agosto 12, 2008

Carta Aberta ao Dr Alberto João Jardim

Exmº Senhor Presidente do Governo Regional da Madeira:


Os meus respeitosos cumprimentos.

Creia-me um atento observador do que se passa nesse arquipélago. Tenho pela Madeira uma atenção e um carinho especial. Quem diz Madeira refere-se ao seu povo, às suas gentes. Mas também aos que governam e decidem os destinos das gentes. Como é óbvio, V. Excelência com o seu comportamento, as suas diatribes, os seus desgostos e seus arrebatamentos gongóricos, é pano para mangas. Mangas clínicas, neste caso concreto.

Disse V. Excelência que o Parlamamento Regional era um «bando de loucos»! Ora, creio que o disse por que o sentiu e não por mera birra achincalhante ou qualquer atrabiliária toleima em que alguns políticos de má catadura são pródigos. V. Excelência é responsável pelos seus actos, é imputável, é rigoroso nas suas análises. Ora, se são loucos por que não um tratamento?

Seria útil começar pelos do seu partido, do PSD, que também estão englobados no rol. Talvez ainda mais loucos que os outros pois aceitaram de boamente o diagnóstico do seu líder, ao contrário dos outros, que o repudiaram com veemência!

Ora se no País já há uma escola para autistas, por que não um hospital psiquiátrico para deputados? Deputados loucos, como é óbvio.

Ora, como não creio que V. Excelência ande a dormir na forma, não é como alguns deputados que dormem a sono solto nas Assembleias Regionais, era bom que começasse a tratar do projecto.
Tão preocupado com a saúde pública creio que não deixará caír em saco roto este alvitre. Caso contrário será responsabilizado por omissão danosa. Pecado gravíssimo.

Interrogação pertinente!

Temos um governo ou uma comissão liquidatária?

Esta é a pergunta que faz um empresário que entregou as chaves da empresa nas Finanças.
Bloqueado por diversas formas, penhorado quando tem verbas a receber de muito maior vulto, passa a bola ao Estado.

Enfim, o estado a que chegamos!...

Sobre «autistas»...

É um dos adjectivos mais usados para mimosear adversários políticos. Ele é o presidente da câmara que acusa os opositores em determinadas circunstâncias. Noutras é o inverso. Deputados acusam governantes e vice-versa. Em Portugal o mal é generalizado. Mas, finalmente, alguém se lembrou de uma escola para autistas . Finalmente!

segunda-feira, agosto 11, 2008

Rio Ave F.C. versus S.L Benfica!



Rio Ave: __Tu águia dourada, vais levar um pontapé que nem sonhas! Tens gasto fortunas em prendas e mais prendas, mas nós, com a nossa humildade, é que vamos rir no fim!
Águia Dourada: __ Lá dentro das quatro linhas é que se vê quem tem garras. Os teus dentes nesse estado não mordem nem metem medo. Queres ser um crocodilo mas é só na aparência!

Oração da Gaivota Imaculada!

«Tens razão, Imaculada. Tenho o Livro de Reclamações cheio de queixas contra certos humanos: são os peixes, são os pássaros, são os répteis, enfim, o ser humano começa a ser um predador perigoso. Eu , como Senhorio, estou a pensar substituír este inquilino... Vou lançar um novo vírus: o vírus da derrota eleitoral! Pode ser que a coisa melhore»
«Meu Deus, protegei-nos do ser humano. Vós que o fizeste à Vossa imagem e semelhança vede em que se transformou! Um verdadeiro diabo!...».
FADO DA GAIVOTA
Sou a gaivota Imaculada
Ganho na praia o meu sustento
A praia está tão conspurcada
Que ser gaivota... é um tormento!!!
Meu Deus, humanos predadores
Vão fornicando a Natureza
Lançam maus cheiros, maus odores,
São salmonelas... concerteza!
Estes humanos são demais
Não podemos viver aqui
É só coliformes fecais
Meu Deus: apelamos a Ti!
Há que punir os responsáveis
São pecados contra-Natura
Consideram-se inimputáveis
Estes abortos... sem cultura!!!


domingo, agosto 10, 2008

Salmonelas e santos...



Afinal o Dr Macedo Vieira que ia a caminho dos altares, já caíu em desgraça por causa de umas salmonelas e legionelas que contaminaram as águas. O Papa ao decretar os atentados ao ambiente como pecado mortal inviabilizou tal hipótese. Temos que ter cuidado com as salmonelas cá na Madeira. Já mandámos cá vir o Dr Peliteiro para fazer umas análises...


Eles andam todos loucos! Poluem, poluem, cagam em cima do mar esquecendo que o mar é o nosso habitat, o local onde tomamos as nossas refeições. Está decidido: vamos começar a largar as nossas excrescências anais em cima das refeições deles!... Vamos entrar no Guarda-Sol e fazer o mesmo que eles fazem: cagar, cagar, cagar!

Guerra preventiva! Aí está de novo!

«Agora que eles andam entretidos com os Jogos Olímpicos vamos começar a guerra preventiva!
Hitler começou assim! Bush, no Iraque fez o mesmo... ainda farei de ti o dono do mundo!»

sábado, agosto 09, 2008

Portugal em Agosto é...


Até o amor pelos animais é mais sentido nesta altura...

As praias podem estar poluídas, mas na alma dos emigrantes não há salmonelas!...



Portugal em Agosto é um mar de abraços
A saudade se casa com o amor
A alma repartida em mil pedaços
Mais parece um mosaico multicor!







O coração palpita 'inda mais forte
A emoção é rainha, é princesa;
O País vibra, seja sul ou norte,
A amizade é então maior riqueza.







Emigrante!, as férias são benditas,
Cordão umbilical à terra unido
Um regresso à infância bem sentido.







Pra trás das costas mágoas e desditas,
É tempo de sonhar novas conquistas,
Portugal __ esse sonho tão querido!

Entrevista com a Verdade!


A Verdade, nua e crua, fala sobre o estado da água nas praias...
R de B - D. Verdade, que tal está a água?
V - A verdade é que neste local onde me encontro está excelente. Admito que noutros, mais expostos à poluição, esteja contaminada...
RB-Dizem que na Praia da Lagoa na Póvoa de Varzim houve umas análises revelando salmonelas...
V - Talvez. Em todo o lado agora no verão, em certos momentos e em certos locais, tudo é possível.
RB_ A que se deve tal?
V- Falta de sensibilidade do povo, pura e simplesmente...
RB- Do povo?!
V- O povo ainda não ganhou consciência do problema. Há doenças graves que estão na base da falta de saneamento, na falta de tratamento dos efluentes. Por isso, o povo não reclama, não se motiva, não exige.
RB- Está a defender os poderes instalados?
V- Não, estou apenas a revelar que os poderes instalados se mantêm e se perpetuam apesar de cometerem sempre os mesmos erros. O povo aplaude a situação.O situacionismo campeia. Bastam três ou quatro jantaradas com centenas de papalvos a beter palmas, num ambiente mais ou menos eufórico e tudo se esquece.
RB- Está a chamar ébrio ao povo?
V- Sim, estou. O povo anda alheado dos problemas graves que afectam as comunidades locais e até nacionais. O PR já alertou para esse divórcio. A causa é cultural, é um problema de educação cívica. A água é algo de preocupante pois acarreta problemas gravíssimos para a saúde pública e ninguém lhe dá valor.
RB- Mas, D. Verdade, eu dou.
V- Sim , mas quem és tu Rouxinol? Um grão de areia neste deserto. a grande maioria não liga patavina. Quer é bola, touradas, uns copos por altura das eleições e viva o velho!...
RB_ Está-me a chamar um marginal?
V- Sim, meu caro. Não é a ti que se refere o PR quando diz que há alheamento. Tu destoas. Tu desalinhas. Tu estás fora deste tempo.

O ninho do pássaro: no Pontal!




No Pontal há que preencher o «vazio» da ausência da Dra Manuela Ferreira Leite! com «horror ao vazio» ele perfila-se no horizonte como o populista de serviço!
Como eu gostaria de ser Rafael Bordalo Pinheiro para desenhar com aquele toque de genialidade que define os artistas intemporais o perfil acutilante deste Ângelo Correia que delira com palcos mediáticos! como gostaria de ter a pena acerada de um Artur Portela para desancar a boçalidade grotesca (camuflada de erudição grandiloquente) deste Demóstenes laranja que a todos surpreende com a sua girândola oratória!
Vem dizer que há um «vazio» (ipsis verbis) que precisa de ser colmatado, com a ausência da líder do PSD, no Pontal. Este Pontal que é um púlpito populista por excelência, uma espécie de Chão da Lagoa algarvio, precisa de alguém que preencha, que dê corpo, que entronque e dê robustês ao partido da oposição. Está-se a ver ele próprio, qual King Kong da social-democracia, a atroar os ares com a sua verbe cheia de gongorismos balofos, o seu rocócó de fastidosas tiradas próprias de um Eurípedes de meia-tijela para levar ao clímax a plateia laranja!
A pobre senhora, farta de saber que é o populismo balofo que desacredita o partido, que é o marialvismo pacóvio de D. Juans das dúzias que por se empanturrarem à mesa com centenas de mulheres, também elas sequiosas de protagonismo (estilo Nereides laranjas...), já se julgam príncipes encantados capazes de atracção fatal; ela já viu como está rota e amarrotada a fatiota laranja, quer dar-se ao respeito, quer vestir um trajo de elegância moral e cívica, quer ser ela própria! Ela não é populista nem aplaude esses excessos folclóricos que podem arrebanhar alguns marmanjos bem avinhados , mas que não contribui em nada para o pensamento alternativo, para a criação de condições para uma melhoria do actual status quo.
Ângelo Correia tem voluntarismo, tem sede de poder, tem ânsia de palcos. Mas... será que o povo laranja tem sede de histriões populistas? Será que o povo laranja ainda acredita nos vendilhões do templo que falam, falam, oram, oram, mas cuja retórica não se coaduna com a sua praxis? Será que o tempo dos Frei Tomás ainda é chão que dê uvas?
Na Madeira parece que sim. Mas o Algarve, com outra sofisticação, outro verniz intelectual, outra dimensão humana, cairá nessa toada?
Ângelo Correia gostaria de ver a Dra Ferreira Leite rodeada de canastrões beijoqueiros gritando: «Esta é a nossa laranja doce!»; mas de facto ela não é dessa estirpe. Ela não alinha por esse diapasão. E talvez possa ir mais longe ainda, em termos de credibilidade pública, se decididamente der um safanão nas «angélicas criaturas» que no universo da comunicação social vão atroando os ares com as suas feéricas e patéticas fanfarronadas verbalistas!

sexta-feira, agosto 08, 2008

General Buceta!


O acesso à igualdade é difícil. Mas há militares que têm preconceitos machistas.
A jornalista Fernanda Câncio, pessoa desinibida e com aquele toque de elegância literária que fascina qualquer leitor, dá hoje um golpe de asa no seu DN que merece uma análise atenta.
Os preconceitos machistas existem ainda em muitos areópagos.
O artigo, além de bem escrito, mostra o quão difícil é a caminhada das mulheres numa sociedade rígida, hipócrita e cheia de preconceitos. Sempre ao virar da esquina uma cotovelada na dignidade delas. Ainda me lembro do tempo em que uma aluna foi expulsa por usar calças, no liceu Rainha Santa Isabel, no Porto. O fumar também gerou polémicas incríveis...
Fernanda Câncio fala em Joana d'Arc. O problema da entrada das mulheres nas tropas de elite é um falso problema: quem os (ou as) tiver no sítio, tem, tanto faz ser homem como mulher.
Recordo um episódio caricato a propósito de discriminação sexual. No Brasil houve em tempos um general de nome Buceta. O nome era motivo de forte gargalhar quando era pronunciado, mas o tipo era teso mesmo e não se deixava intimidar nem sequer mudou de nome, pois tinha orgulho nele.
Quando ela (F.C.) invoca o calão, fá-lo com mestria e a-propósito. As mulheres têm uma generala (no jornalismo) pronta a defendê-las não haja ilusões a esse respeito.
Para reforçar a tese da igualdade de oportunidades quero frisar que a primeira mulher a pilotar caças na Força Aérea, foi a primeira no curso! Há bucetas que podem ir ao generalato! e não é só no Brasil!!! Há que ter muito respeito por elas (mulheres e... bucetas).

quinta-feira, agosto 07, 2008

A Natureza abre a alma!...


Sim, sou a Natureza! Carrego às minhas costas os pecados desta humanidade predadora que contamina os mares, os rios, as almas...
É a corrupção aos mais elevados níveis, grande corrupção, que delapida os recursos, permite fuga de capitais para o exterior, obrigando este povo trabalhador e honesto a emigrar. É a corrupção impune que contamina as almas, os governantes, os administradores da justiça, os que deveriam ser garantes da verdade e da isenção, e não passam, também eles, de agentes encapotados da cleptocracia mundial.
Ladrões e mais ladrões vampirizando os povos honestos e trabalhadores, levando as riquezas naturais, os fundos criados com o suor do povo para paraísos fiscais inacessíveis. Depois não há investimento, não há postos de trabalho, não há aquele clima de confiança indispensável para um crescimento sustentado. Aqui é o deserto. Lá longe o paraíso dessa minoria plutocrática... o oásis!
Salmonelas, poluição dos rios com todo o tipo de efluentes resultantes da não existência de um tratamento de águas e de esgotos, como seria minimamente aceitável.
Eu, a Natureza, reclamo a atenção dos poderes públicos. Abram os olhos. Actuem enquanto é tempo. A riqueza sai do país e só cá fica o lixo, a poluição, a miséria terceiro-mundista. Estamos a ser colonizados por vampirismo multisectorial que tem agentes protectores na esfera polítco-administrativa.
Esta Europa dos larápios (coitado do romano que está na génese deste vocábulo, se soubesse a dimensão real dos Lúcius Amarus Rufus Ápius de agora...) está virada para a exploração dos povos, dos recursos naturais, do trabalho escravo. Cada vez mais uma minoria plutocrática acobertada pelo manto diáfano do proteccionismo estatal vai sugando recursos, engordando, engordando, enquanto o povo vai emagrecendo, emagrecendo. É a Europa dos ladrões! dos tráficos de influências! dos proteccionismos internacionais!
E tu Sócrates, a cúpula da pirâmide, que te lançaste na vida pública tecendo loas à Natureza, ao meio ambiente, à salubridade pública, à despoluição mental, estás agora, mais do que nunca, atado de pés e mãos, pelos vampiros que te servem de entourage permanente. Ou mudas, ou te lançarei às feras... e que feras!

ALVES DOS REIS REGRESSOU!



Em tempos, o juiz Adriano Afonso presidente do conselho fiscal do SLB, queixava-se da oposição interna acusando-a de fazer do Dr Vale e Azevedo um novo Alves dos Reis! um mártir!

Não sei se era uma figura decorativa, daqueles verbos de encher que existem em todos os clubes e assinam de cruz fechando os olhos a todas as malfeitorias que imaginar se possa. Não sei o seu estilo admito-o. Mas o que é certo é que a «profecia» parece confirmar-se em plenitude.

Vários processos judiciais vão envolvendo o famoso advogado que leva vida faustosa em Londres fugido à justiça e com um mandato internacional a solicitar a sua extradição para Portugal mas conseguindo através de manobras dilatórias bem urdidas (a U.E. é este ninho de cumplicidades que todos conhecemos...) continuar a gastar rios de dinheiro (pelos vistos do clube e dos clientes dele...) e levar vida faustosa que envergonha todos os portugueses de boa fé.

É esta a justiça que temos na Europa? O crime compensa? Os mecanismos de coacção estão completamente tolhidos por manobras de bastidores? Este exemplo vai repetir-se com todos os portugueses ou é este o caso virgem?
Mais um processo lhe foi movido. Mas a saga continua.

Será que vai continuar tudo como dantes? É esta a Europa de valores que queremos erigir?

Quando há pessoas nas prisões por roubarem umas galinhas ou um par de calças vemos estas cenas hilariantes e interrogamo-nos: é esta a Europa que sonhou Jean Moulin? E os ingleses, alardeando eficácia por todos os poros, querendo dar-nos lições idiotas no caso Maddie, estarão a ser subornados? Ou será que bebem demasiada cerveja nos pubs e não dão conta do recado?!

Quando há tantos portugueses sem um tostão para poderem passar férias, tantas famílias sofrendo o desemprego avassalador, tantos jovens à procura de trabalho e sem colocação à vista, este sujeito desviou uma fortuna colossal (que poderia estar a ser usada no território nacional criando postos de trabalho, gerando riqueza para todos) e continua impunemente a rir-se do «sistema» e a gozar à tripa forra; será que o PR vai fazer alguma comunicação ao país? será que o senhor PGR vai fazer algo para acabar com este dilatório regabofe?

Zé Povinho conforma-te. A nossa velha aliada continua a dar-te pontapés no traseiro e tu a lamber-lhe as botas...

Alves dos Reis, regressa, pois estás perdoado!

JOGOS OLÍMPICOS


Vanessa Fernandes, uma das esperanças para colocar Portugal no pódio!
Não há raças, nem credos, preconceitos
Chauvinistas, tabus ultrapassados;
Há atletas! São príncipes perfeitos
Ao olimpo, são deuses regressados.
Verdade desportiva, em plenitude,
Sem artificialismos fraudulentos
O elixir da eterna juventude
Constelação de heróis e de talentos.
Olimpíadas, jogos sem igual
O pulsar glorioso da vitória
A força propulsora universal.
Bater records, talvez ficar na História
Subir ao pódio, honrar Portugal
Ganhar medalha d'ouro, suma glória!!!

Mais um degrau no acesso à igualdade da mulher.



Se os homens podem ser fuzileiros por que não as mulheres? Viva o direito à emancipação feminina e à igualdade de oportunidades...
Fuzileiros, fuzileiras
O mesmo aprumo, respeito,
Igualdade nas fileiras
Um desejo, um direito.
A Pátria é bem feminina
De igual sorte é a nação;
Mulher não se discrimina
Diz a moral e a razão.
De porte altivo, alvura,
A fuzileira aí está
Vai formosa e vai segura
A Marinha orgulhará!

quarta-feira, agosto 06, 2008

Ensaio sobre a inveja...


Que lindos olhos!...

_-Porquê essa pintura tão exótica?!
__Olha meu caro Rouxinol, aqui nos Olhos d'Água (Albufeira) os homens fartavam-se de mandar piropos dizendo : «que lindos olhos!» e olhavam para baixo com ar de cupidez. Decidimos pintá-los para que eles possam ver melhor a excelência da visão!
__Porque é que apontam para o chão?!
__É por causa da idade, agora, já mais maduras, gostamos de saber o terreno que pisamos...

Belezas...

Em Portugal com esta temperatura só assim!...

__Que acha dos portugueses?!
_ Olha, são como os telemóveis!...
__Também têm muita vibração?!
__Não, nada disso. Quando entram no «túnel» a rede vai abaixo...

terça-feira, agosto 05, 2008

Deus falou... mas o anarca não gostou!

Por entre as nuvens Deus atroou os ares com a Sua voz forte e audível para o mundo inteiro!!!

Perseguido nesta vida

por salmonelas sem norte

já de cabeça perdida

maldiz sua triste sorte.

Salmonelas, salmonelas

que feroz perseguição

difícil livrar-se delas

só dão gozo à oposição!

«Como é possível, Deus meu

onde vá, há salmonelas!

mas que atracção tenho eu

jamais vou livrar-me delas?!»

«Aos insectos: repelentes!

aos opositores: acções!

salmonelas persistentes

meu Deus... talvez orações!»

Agarrado à sua fé

fartou-se de orar, orar,

ouviu Deus: «Tem calma, Zé

é preciso uma E.T.A.R.!»

«Oh meu Deus, muito obrigado

Por essa sugestão

não quero ser derrotado

na próxima eleição!»

Então, Deus elevou ainda mais a Sua voz e, tonitroante, exclamou:

«Tu vais ganhar a eleição

és um vencedor eterno

salmonelas é no verão

mas votos... é no inverno!»

Não muito distante dali, Zé Anarca ouviu Deus com um pouco de enfado. Pensou lá com os seus botões e escreveu na parede que circundava a praia, de modo que toda a gente visse:

Quem fez merda como tu

salmonelas é normal

como o pontapé no cu

no exame eleitoral!

Nota final: dizem que a voz do povo é a voz de Deus! será?!


A Humanidade curva-se respeitosamente.

Um gigante das letras. Um mentor da pura cidadania. Um iconoclasta do «paraíso comunista»!

Faleceu Alexandre Soljenitsine, um dos maiores vultos da literatura, um homem que denunciou as perseguições estalinistas, os gulagues, as prepotências da justiça do regime comunista. Prémio Nobel da literatura em 1970, foi alguém que me ajudou a formar culturalmente, foi para mim um mentor espiritual e um educador. Ainda hoje quando critico certos excessos da justiça, quando me defronto com kafkianas perseguições, não posso deixar de recordar o fervor com que li o Arquipélago de Gulag, num contexto de intimidação social e de alguma conturbação dos espíritos.
Devo também muito a Artur Portela (então director do Jornal Novo), pela sua capacidade analítica, por seu queirosiano sentido do ridículo, por ter sido uma lufada de ar puro num ambiente de intoxicação da opinião pública como foi o verão de 1975 em Portugal.
O Jornal Novo e o Arquipélago de Gulag foram dois bordões espirituais que me ajudaram a atravessar aquelas areias movediças. Pessoas como Raúl Rego, Manuel Alegre, Joaquim Letria, José Carlos Vasconcelos, foram compagnons de route num período difícil onde a lucidez andava arredia...

Recordo ainda as críticas ferozes que certa esquerda fazia. Era tudo anticomunismo primário, segundo eles. Recordo um livro que me marcou por essa altura: «26 Anos na União Soviética» do operário Chico da CUF. Soljenitsine era um «renegado», um «traidor» e outros mimos.

Ainda hoje quando releio o «Arquipélago de Gulag» (ocupa muito espaço na biblioteca mas vale a pena relê-lo...) não posso deixar de compará-lo com os relatos do Tarrafal feitos por alguns comunistas e antifascistas portugueses. Comunismo e fascismo de braço dado na metodologia, na falta de respeito pelos Direitos Humanos.

George Orwell, com o seu «Animal Farm» também me ajudou a formatar a consciência cívica e a ter tanta repugnância pelos «jardins» que vão atolando esta pobre democracia cada vez mais abastardada. Mas Alexandre Soljenitsine foi uma «vacina» exemplar contra o totalitarismo soviético. Cunhal odiava-o. O chamado comunismo de feição soviética (por oposição ao eurocomunismo de Marchais e de Enrico Berlinguer - mais moderado e mais adaptado a uma democracia representativa) tecia as mais duras críticas a este homem perseguido e torturado pelo regime que se dizia defensor do povo, a mais sublime das democracias...

Por isso ainda hoje manifesto uma certa repugnância pelo poder, quando vejo presidentes de câmara perseguindo ferozmente nos tribunais opositores que cumprem com dignidade o seu papel (fiscalizar e alertar os executivos para eventuais ilegalidades), quando vejo chamarem «loucos» aos oponentes, lembro-me logo do internamento de Sakarov, do próprio Walesa e de tantos outros cuja única«doença» era o espírito democrático, a ânsia de liberdade, o desejo de verem uma democracia plena e actuante.

Quando vejo certa justiça (a velhaca, a vendida ao poder...) a fazer fretes aos tenentes do poder, aos magnatas, eu recordo Soljenitsine e todos aqueles que foram vítimas dos arbítrios e das perseguições ao longa da existência. Juízes bastardos, vergados servilmente ao poder, sempre houve e haverá. É da humana condição. Mas são eles que fazem emergir os Soljenitsines de todos os quadrantes, de todas as nacionalidades.

Por isso ao recordar Soljenitsine, recordo também o actual bastonário da Ordem dos Advogados, o intrépido Dr Marinho Pinto, pela sua coragem em denunciar as prepotências, os fascizantes comportamentos de certos agentes da justiça que mais não são do que lacaios da repressão, factotuns ao serviço da nomenklatura! a esses, o meu opróbrio!

segunda-feira, agosto 04, 2008

Diálogo verosímíl!

«Impossível! impossível! tudo mentira! tudo mentira!»

- Está lá?!

__Sim, faça favor!...

__É o dr Papadas?

__O próprio. Faça o favor de dizer.

_Temos aqui na esquadra uma senhora que o acusa de violação!

__ Deve ser uma louca! Não lhe liguem...

__Mas ela ameaça processá-lo!

__Já lhes disse, é uma louca, só uma louca pode dizer isso de mim!

__Diz que tem sido alvo de violações, ultrajes ao pudor, intimidações, ataques à sua honra e bom nome...

__Não pode ser. Eu nunca fiz mal a ninguém. Estou inocente. Isso é um golpe baixo!

__Mas ela tem provas!

_Estou-me borrifando para as provas. Eu sou incapaz de fazer mal a uma mosca, quanto mais a uma rapariga! Ela ainda é menor?

__Ela tem 34 anos. Diz que se chama Democracia. Diz que é madeirense!


domingo, agosto 03, 2008

A notícia mais desejada pelos portugueses?

É esta simplesmente:

A CRISE FOI DE FÉRIAS!

Coerência & Transparência! Precisam-se...

«Gostei das tuas palavras, Rouxinol. Mas sabes o que Cavaco Silva vai dizer ao ler o texto? O mesmo que disse Sócrates a Cravinho! Que não aceita lições! Só dá. Começa assim um certo tipo de autismo político» .
«Olha, cada vez estou mais convicto da tua boa fé. Podes contar com o meu apoio. Substituír Cavaco Silva, por que não? Nos cem metros barreiras tu és um fenómeno! Em verdade, em verdade te digo: há mais marés que marinheiros!»


«Ai Rouxinol, a Madeira precisa de transparência! Estarei contigo nesse nobre combate! A opacidade ali reinante é o caldo de cultura de todos os vícios, o leitmotiv de todas as prevaricações, a cortina por trás da qual se violenta e asfixia a democracia. Há que salvar a democracia, basta de violência doméstica! »



O discurso que faltou!


Ao ouvir o discurso de Cavaco Silva à nação, não pude deixar de reflectir sobre algo que aconteceu na Madeira. Aí sim, impunha-se uma intervenção pública em defesa de um órgão (ARM) fustigado torpemente pelo presidente do governo regional. Cavaco Silva ficou mudo e quedo. Devia ter-se pronunciado em defesa de um órgão, o mais representativo do povo madeirense, devia ter quebrado o prudente silêncio de Conrado e não o fez. Para ser coerente, devia ter feito um discurso como este que tomo a liberdade de elaborar.


DISCURSO DE DESAGRAVO


Portugueses e madeirenses:

Foi com tristeza que ouvi aquele comentário do senhor presidente do governo regional dizendo ser um «bando de loucos» a Assembleia Regional da Madeira.

Ora, é lá que tem assento o povo madeirense através dos seus representantes eleitos, os senhores deputados. Em democracia deve haver respeito institucional. Por muito que se não goste de alguns elementos não se pode deixar passar para a esfera institucional esse ódio pessoal. Assim, por questão de coerência, não posso abdicar da minha visita a esse órgão legislativo por excelência, onde sua excelência o presidente do governo deve prestar contas e dar explicações da sua conduta governativa.

Assim, estarei presente e será com orgulho que ouvirei as intervenções dos representantes de cada grupo parlamentar. Se ao presidente do governo regional causa engulhos a atmosfera que então se viverá, dispenso-o desse incómodo pois sinceramente creio que a sua ausência não terá grande significado. Diz o povo com a sua sabedoria que há criaturas que fazem tanta falta como a guitarra num enterro. Não será este o caso, mas aproxima-se. A atmosfera será mais desanuviada e menos poluída com a ausência do presidente do governo regional, creio eu.

Os órgãos de soberania devem-se respeitar mutuamente e colaborar entre si na resolução prática dos problemas que se deparam. É assim que entendo a democracia. Não, a linguagem achincalhante nem o insulto viperino. Sim, a cooperação estratégica, o salutar intercâmbio de ideias, o confronto feito com elevação e com dignidade. Só assim estaremos a ser dignos do povo ordeiro e cordato que nos elegeu. Só assim seremos o espelho de uma nação que tem dado lições de cidadania ao mundo inteiro.


O equilíbrio inter-poderes exige ponderação, respeito, mútua consideração. Quem usa (e abusa) da linguagem atrabiliária para se impôr, à falta de melhores argumentos, merece dó, comiseração, desprezo. A democracia deve assentar no alicerce da boa educação e não no rastilho do insulto e da canalhice. O povo que nos elegeu espera de nós elegância, dignidade, uma postura cívica irrepreensível à altura dos pergaminhos de uma nação de séculos de história que é um exemplo no cortejo das nações.


Assim, informo solenemente a Madeira e o país que amanhã estarei no Parlamento madeirense onde terei muito prazer em ouvir os anseios do povo madeirense pela voz dos seus deputados, os ínclitos filhos da terra.


VIVA PORTUGAL!

VIVA A DEMOCRACIA!

VIVA A LIBERDADE!





COMME SI DE RIEN N'ÉTAIT!


«La chanson est aussi une arme contre la guerre!»

Comme si de rien n'était!
Nous voyons mourir de faim
Des vieux, des jeunes enfants
Oh! Darfur! Jamais, jamais!
Il faut combattre la guerre
Um impératif global
Musique, l'arme fatale
Musique paratonnerre.
Nous voyons l'enfer, bien sur
Comme si de rien n'était!
La guerre est notre, je sais
La guerre est notre... toujours!
Oh! Darfur c'est toi, c'est moi
Sommes nous, le monde entier
La guerre il faut la tuer
Et la paix arrivera!!!

sábado, agosto 02, 2008

A justiça, essa deusa do olimpo, confessa-se!...

Ser hedonista é mau?


Ás vezes eu sou racista
Até cedo ao vil metal
Às vezes sou hedonista
Sou velhaca e calculista
Ao poder sou serviçal.


Também cedo à tentação
A carne é fraca, sei bem,
Dou razão aos sem-razão
Aos ricos tenho o condão
De mimar, dizer amén...


A minha razão de ser
A verdade nua e crua
Por vezes deixo esconder
Quando quero proteger
Algum vício ou falcatrua.


Nem sempre sou transparente
Isenta ou imparcial,
Às vezes sou pesporrente
Ao corrupto sou clemente
Dou facadas na moral...


Por que sou irresponsável
Jamais serei castigada,
Sou tirana e intratável,
Num pedestal intocável
Vivo em redoma dourada!

sexta-feira, agosto 01, 2008

HÁ ÁGUA EM MARTE!


«Se o homem for a Marte, por que não eu? Sim, o grande Sócrates, o inventor do «Simplex»,
apologista da igualdade de oportunidades, tudo fará para que tal possa acontecer!....»



Um lago gelado. Terá vida? Haverá seres vivos? Tudo é possível...







A notícia já era esperada há muito. Todavia a sonda «Phoenix» vem confirmar em plenitude tal facto dando azo a mil-e-uma eventualidades. Marte poderá ser o planeta do futuro quando a Terra entrar em colapso, sequência natural da degradação que ora se vai sentindo , apesar dos alertas de muita gente responsável ninguém os leva a sério.


O futuro está aí mais perto do que se julgava. Aquilo que era ficção poderá muito bem ser uma realidade palpável.

Quando Júlio Verne escrevia os seus romances de ficção científica estava longe de imaginar que a maior parte do que descrevia seria uma realidade a curto prazo!


O homem tem capacidades ocultas que ainda não emergiram totalmente. Quem sabe se dentro de alguns anos poderemos estar a morar em Marte, comendo num bom restaurante, assistindo a espectáculos musicais, praticando desporto?

Deus é omnisciente. Se fomos criados à sua imagem e semelhança (dizem as Sagradas Escrituras, não devemos duvidar...) caminhamos a passos largos para a plenitude!

Eu já marquei as minhas férias para Marte. E você?!

Deus é grande, a nossa margem de progressão é infinita!
Como diria o grande António Gedeão: «o mundo pula e avança como bola colorida entre as mãos de uma criança!»
Estes poetas às vezes são seres tão próximos de Deus!...

A ANGÚSTIA DO FIM DO MÊS!




A crise mostra os dentes e até ri perante as discrepâncias que vê: uns mamando à tripa forra na mama governamental, outros, vegetando abaixo do limiar da pobreza, aguardando a negra morte por inanição. É assim este Portugal de contrastes gritantes!
Patologia real
Doença do português
Ela aí está outra vez
Tão fria, tão glacial:
A angústia do fim do mês...
Cada vez há mais doentes
Sofrendo desta maleita
Ele há tantos indigentes
São vítimas inocentes
Já com a fome à espreita.
O neoliberalismo
E a maldita corrupção
São causas do pessimismo
São fruto deste laxismo
O grande mal da nação.
Não vamos capitular!
Há que erradicar de vez
Este triste definhar,
É preciso exterminar
A angústia do fim do mês!!!