

Um blogue plurifacetado procurando abordar questões de interesse sob perspectivas diversificadas. A independência sim, mas sempre subordinada a parâmetros de bom senso, de optimismo e de realismo. O mundo e a sociedade sob o olhar atento e desassombrado de um cineasta do quotidiano, um iconoclasta moderno, sem peias, sem tabus, sem preconceitos.


Vampiros: a fauna indesejável que sangra o povo. Até quando?

Carmen Miranda: a lusofonia... ainda em embrião!...


Com a crise à porta, esta donzela (Lisboa?) pensa em como há-de comprar roupas! ai, custo de vida a quanto obrigas...
Um busto que vale milhões. Estará seguro?




Se o tempo levou o Bento,
Sua ampulheta expirou;
Foi um Homem-monumento
Expoente que findou!
Me curvo perante o exemplo
De brio e de abnegação
Mais que um homem foi um templo:
Templo de Fé, Devoção!
Devotado à causa pura
Do futebol-espectáculo,
Rendo-me à sua figura
Do fair-play um receptáculo...
Mãos de ferro, mas de ouro
O coração que o traíu;
Todos perdemos tesouro
Mas no céu... vaga se abriu!...
JOTEME
Nota: Não foi só o universo benfiquista a lamentar a perda; ele era "a nação", ele representava a mística lusa, o ir sempre mais alto, mais além; ele não morreu, pois nós, os que amamos o futebol, o iremos da "lei da morte" libertando!

Navegando "em mar de contentamentos"...No mundo graves tormentos;
E, pera mais espantar,
Os maus vi sempre nadar
Em mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assi
O bem tão mal ordenado,
Fui mau, mas fui castigado.
Assi que, só pera mi,
Anda o Mundo concertado.
Luiz Vaz de Camões
Nota: Se Camões conhecesse o deputado madeirense João Carlos Gouveia (e todos os membros da oposição ao monolítico regime local...),então, talvez lhes dedicasse esta trova de sabor tão actual.



É urgente acabar com as "mamas"!!!

A saudade também dói
É, da alma uma ferida,
Como um ácido, corrói,
Deixa marca bem sentida...
A morte, reles vampiro,
Desses, que tu detestavas,
Privou-te, com teu "retiro",
Da vida que tanto amavas.
Mas, a viver continuas,
No Povo, lá na garganta...
Quando se povoam ruas
E Grândola a gente canta!
Há que cantar Liberdade!
Coisa que faz sempre falta...
Há que animar a cidade
E fazer vibrar a malta!...
Vampiros, cada vez mais,
O Povo sugando vão,
Controlam os tribunais
Tidos por santos... já são!
Vampiros "dourados" passam
Por "santinhos" de respeito
No desporto só trapaçam
Atropelam tudo a eito...
Tem vasos comunicantes
Na Madeira, o vampirismo...
Passa de alguns governantes
P'ró venal clericalismo...
O vento da Liberdade
Já não sopra como outrora
No reino da opacidade
A censura sopra agora...
ZECA AFONSO, penso assim:
Portugal vampirizado
Por sanguessugas sem fim
É País sempre adiado...
Falar verdade não é
Virtude, mas sim defeito!...
Mentir, dá glórias até,
Preciso... é ter bom jeito!
Cada vez mais actual
ZECA, é a tua menagem,
Cada vez mais crucial
É mostrar tua coragem!
Matusalém
Alves Barbosa, já veterano...



Esta excelsa criatura
No pódio merece estar,
Do desporto é uma figura
De currículo exemplar!
Príncipe dos treinadores
Muito grande, entre os primeiros,
"Deu à luz" grandes valores
De talentos... é "parteiro"!...
O seu fado é a vitória
Só faz marchas triunfais!
Parente rico da glória
Seus hinos... são imortais!
Um "mago" do atletismo
Em Portugal fez escola...
E com raro virtuosismo
Tira ases da cartola!
O país tira o chapéu
A quem desposou a fama
Essa noiva sem ter véu
Que só veros heróis ama!!!
Rouxinol de Bernardim



