rouxinol de Bernardim

Um blogue plurifacetado procurando abordar questões de interesse sob perspectivas diversificadas. A independência sim, mas sempre subordinada a parâmetros de bom senso, de optimismo e de realismo.

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Penso, sonho, trabalho, amo... logo, existo!

terça-feira, março 31, 2009

FREPORT: abriu a caça!

«Srs crocodilos! Atenção ao tiro de partida: logo que José Sócrates caia na água, pode começar a corrida Freeport!»

A «guerra» do preservativo continua!...

Agora foi o bispo de Viseu, D. Ilídio Leandro, que indo contra a doutrina do papa e na esteira do que já havia afirmado D. Januário Torgal Ferreira (bispo das Forças Armadas), admite, como medida cautelar defensiva, o uso do preservativo por parte de pessoas contaminadas com o vírus da sida.

É de louvar esta coragem, pois em questões de fé há quem seja inflexível, monolítico, intolerante.

Consta que vai ser emitido um comunicado pela Santa Sé face a estes novos desenvolvimentos que desautorizam a imagem do papa e dão a ideia de haver duas doutrinas sobre esta matéria. Segundo o conceituado jornal Público , a Santa Sé vai tomar posição pública sobre esta postura «não-alinhada» pelo diapasão papal do clero português.

Há que usar bom senso, flexibilidade e prudência. A serem seguidas à risca as instruções do papa certos indivíduos poderiam ser autênticos serial killers!...

domingo, março 29, 2009

PSICANÁLISE:«Vou ter carácter, vou ser leal, vou ser combativo!»...

Quando vemos uma mulher bonita, todos nós (refiro-me aos heterosexuais saudáveis, obviamente...) temos tendência a despi-la mentalmente. É natural, digamos que saudável até.
Se vemos um homem, é natural que a tendência seja para fazer a sua análise psicológica, avaliar o seu «modus operandi» mental.

Sou muitas vezes obrigado a levar para o divã alguns políticos. Aparentemente sãos, eles ostentam patologias e evidenciam sintomas preocupantes. Um dos que mais me preocupa é Luiz Filipe Menezes. Não me sai da memória aquela cena patética num congresso do PSD em que chorou de raiva e gritou: «Abaixo os sulistas, elitistas, liberais...»

Agora, num jantar «só com mulheres», disse que Pacheco Pereira e Marcelo Rebelo de Sousa deviam cerrar fileiras, deixar de ser «analistas televisivos», enfim, uma série de recados com um forte pendor autocrítico, também. Disse que iria ter «carácter, lealdade, combatividade», pelo partido como é óbvio, deixaria as críticas à líder e seriam só elogios e louvores.

Ridículo, patético, anedótico! Agora, assume-se como partidólatra convicto (dá um prazo de seis meses...) e admite erradicar aquele comportamente anterior (presumo que «desleal»,«sem carácter», «sem combatividade»...).

Mete entre parêntesis (ou na gaveta...) o espírito conspirativo e muda de rumo como um catavento conforme as ventosidades do momento. Eleitoralismo oblige! O Partido (com maiúscula, claro) acima de tudo, qual Deus omnipotente que importa venerar a todo o custo!


No Público vai ao cerne da questão: «nós (ele sobretudo...) não estamos a comportarmo-nos como uma família»
Ainda recordo aquele dito oportunista sobre Marques Mendes a propósito das eleições à câmara de Lisboa: «se perdermos, a culpa é de Marques Mendes e não do candidato!»

Dizia cobras e lagartos («não tem estatura», «não tem carisma», «não tem capacidade mobilizadora») do líder, e assumia-se como salvador da pátria laranja, messias imprescindível, sebastião das dúzias com toneladas de argumentos.

Sempre na comunicação social de forma saturante até (SIC Notícias, RTP-Norte, JN __ sobretudo nestes foruns onde parece ter sempre as portas escancaradas para todas as boutades e baboseiras mais hilariantes...).

Agora vai ter «carácter». Será que alguma vez o teve? O carácter é uma marca indelével da personalidade, uma idiossincrasia que se mantém ao longo da existência e não um blusão que se veste ou despe conforme dá jeito. Não é um preservativo que se usa e deita fora, é um traço da personalidade que se manifesta nos actos mais simples do quotidiano.

Não tenho procuração de Marcelo nem de Pacheco Pereira mas qualquer cidadão minimamente apetrechado intelectualmente é capaz de discernir o gap mental que separa estas duas personalidades daquela infeliz criatura que não passa de um factotum, um braço populista, de uma marioneta de um tal «rei do norte» que aos poucos vai perdendo o norte...

Enfim, a criatura promete emendar-se, meter a mão na consciência, ser menino de coro.

Será que poderemos, finalmente, acreditar nele? Garante que, pelo menos nos próximos seis meses, será assim!

Já não pede o tal congresso antecipado, já não quer ir disputar a liderança como em tempos sugeriu. Será que já lhe passou a messianite aguda?!

Como outsider da cena política, observador imparcial, pedagogo, e com a dignidade que me confere o meu estatuto de não ambicionar cargos (já atingi o patamar que sempre ambicionei: ser cidadão, simplesmente), vou observar de camarote o comportamento da criatura. A vergasta da pena estará atenta... para o que der e vier...

sábado, março 28, 2009

DIÁLOGOS INTEMPORAIS...




















Eça de Queiroz entrevista Acabado Silva...
Eça_ Caro professor, às vezes interrogo o meu monócolo e pergunto aos meus botões se o senhor não será fruto da Lei de Gresham?!
Acabado Selva_ Isso é pergunta que se faça? Isso roça o insulto, sabia?
Eça - Meu caro, em democracia plena há liberdade, há uma margem de tolerância que possa permitir a livre expressão dos pensamentos. Mas eu não sou economista, como o senhor, esse termo suponho que já foi usado por si para verberar comportamentos de alguns seus companheiros (talvez Santana Lopes, se bem me lembro...) daí não vislumbro qualquer maldade... a não ser que queira aplicar aos outros carapuças e não aceite enfiá-las!
Acabado - Não, claro que não, eu sou muito democrata e elogio os jornalistas. Tenho aqui o José António que me segue para todo o lado e respeito muito. Você é um jornalista diferente. Eu aprecio muito o culto da personalidade, sabe, dá mais jeito nas campanhas. Você nunca seria contratado por nenhum político para assessor de imprensa...
Eça - Nisso dou-lhe total razão, professor. Não tenho vocação para lambebotas. Mas, diga-me lá, o senhor prometeu estabilidade, prosperidade, captação de investimentos, enfim, consigo Portugal iria subir no ranking das nações e, afinal, é o que se vê...
Acabado - Em campanha a gente excede-se. Eu não devia ter prometido isso tudo. Mas o Manuel Alegre era um adversário temível, tive que usar todas as artimanhas para o derrotar. Se ia à segunda volta estava feito num oito. O que me valeu foi o Sócrates com aquela ajudinha final. Se fosse à segunda volta. Deus me livre!...
Eça - Meu caro professor, diga-me lá por que fez aquela cena na Madeira, perante o Jardim, quando ele chamou «bando de loucos» aos deputados? O seu silêncio foi ensurdecedor!!!
Acabado - Meu caro Eça, o que iria dizer? Os próprios deputados do PSD (afinal a maioria no Parlamento Regional) calaram-se e aceitaram de boa mente o «elogio». De facto, só um «bando de loucos» votaria naquele animal político!
Eça - Mudemos de tema. O juiz Carlos Alexandre vem manifestar a sua impotência no combate à corrupção por causa das leis. Não acha que estamos num país de «passa-culpas»?
Acabado - Isto é um país de idiotas, idiotas muito úteis convém frisar. As leis são feitas para fazer singrar os corruptos. Os deputados é que fazem maioritariamente as leis. O povo é que elege os deputados. Elege quase sempre os mesmos ou os dos mesmos partidos maioritários. Em última instância o povo tem os corruptos que merece. Quer que eu mude de povo? não posso. Tenho que «dançar ao som da música»?
Eça - Reconheço o seu talento, professor. Raramente se engana. Essa análise sobre o povo é magistral, não se esqueça que irei recordar isso em campanha eleitoral...

Cravos de Abril? Ilusões mil....

Democracia sem norte
Sem alma, flor sem perfume,
Tal qual dama de mau porte
Zurrapa!, só azedume!
Cravos de Abril já murcharam
Doce ilusão popular!...
Deles, uns se aproveitaram
O povo? Ficou a olhar!...
Agora, a crise aí está
Só desemprego e falências...
Os cravos? Foram maná
Para algumas «excelências»!...
De ilusões, bons vendedores
De promessas, boca cheia,
Corruptos e corruptores
Bebem co'a taça bem cheia!...

sexta-feira, março 27, 2009

Sócrates vítima de cabala?!

O sempre polémico Dr Marinho Pinto, bastonário da Ordem dos advogados vem insinuar que Sócrates foi vítima da PJ. A metodologia seguida (sugestão para envio de uma carta anónima) foi sugerida por alguém da PJ adulterando uma praxis que, muito embora precisasse de ser clarificada, seguiu os trâmites menos convenientes.

Será que Sócrates foi vítima da Santana Lopes? A tese da «cabala» ganha foros de verosimilhança na opinião de Marinho Pinto. A ler nas entrelinhas no JN.

Toda a gente deve ter direito à presunção de inocência.No entanto a actuação da PJ deixa a desejar. O tempo decorrido sem uma saída satisfatória para este caso, lança a lama da suspeição sobre o actual primeiro-ministro e, continuando a morosidade, será uma forma de o «fritar em lume brando» até ao fim dos actos eleitorais.
O país precisa de uma outra justiça, mais célere, mais operacional, mais objectiva. Todos reclamam e nada se vê no horizonte.

Parece que anda tudo sob controlos políticos ora dando dividendos a este partido ora àquele. É lamentável esta instrumentalização que qualquer cidadão minimamente lúcido descortina em muitos actos e em muitas acções (e/ou omissões...) adentro da esfera da justiça e similares.

É uma imagem terceiro-mundista que nos coloca sob os holofotes do ridículo. Há que criar outra justiça, outro país, outra democracia. Esta já cheira a mofo e a lodo...

Vê-se tanto por aí...

Cultura domesticada
ao poder tão serviçal
turibulária e vergada
não é cultura nem nada
é prostituição mental.
Autocensura evidente
pautada por calculismo
tão medrosa e conivente
não ousa ser maldizente
roça o... miserabilismo...
O provincianismo ecoa
na capelinha sectária
isenção até destoa
perante a hosana e a loa
a panegírica ária...
Na liturgia submissa
irreverância castrada
o fogo já não se atiça
a chama é triste e mortiça
chalaça é ostracizada.
Cultura assim faz escola
tem cortesãos, camarilhas,
se o poder puxa a pistola
curvam-se e pedem-lhe esmola
comem pratos de lentilhas!
Nota final: um conhecido presidente de câmara do norte afirmou que só dava subsídios a projectos culturais se eles não fossem críticos. O termo é subjectivo, mas toda a gente viu uma implícita censura, uma forma de domesticar os agentes culturais, subrepticiamente uma mensagem: «se disseres mal do poder, ainda que justamente, nada levarás...»
É assim em muito lado. Esta censura campeia. Os sabujos, os lambebotas levam prebendas do erário público. Os erectos, os que não vergam, os independentes não são bem vistos. Para eles, a pistola...

quinta-feira, março 26, 2009

O canto do cisne de Queiroz?!

O próximo Portugal Suécia é decisivo para o nosso apuramento ao mundial da África do Sul.
Carlos Queiroz não pode continuar a optar por um tímido 4x3x3, com dois trincos e um ponta-de-lança isolado no meio de três centrais.

Há que arriscar. Há que optar por um 4x2x4 elástico, capaz de dar em cima dos suecos e permitir liberdade de acção a Cristiano Ronaldo. Este, o alvo número um a abater (para os suecos) deve ter liberdade, não pode ficar acantonado a uma extrema. Ele deve ter oportunidade de circular e fazer circular o esférico de molde a deixar sempre uma margem de incerteza nos espíritos adversários. O ponta-de-lança (se for Hugo Almeida) deve saber que nas alturas eles também são bons e há que não usar logo o remate directo à baliza mas o amortie para parceiros vindos de trás, é, muitas vezes, a melhor arma.

Nada de passear a bola no centro do terreno, com jogadas estéreis e «bonitinhas» permitindo a recolocação dos adversários. É preciso explorar o efeito-surpresa. Nada de rodriguinhos enfadonhos no centro do terreno. Há que ter segurança no passe e arriscar nos espaços vazios, chamando os adversários ao nosso meio-campo e só depois explorar a dinâmica atacante.

A defesa deve jogar em bloco, longe da área, mas sempre preparada para um ataque furtivo, ou um livre, ou até um pontapé de canto traiçoeiro.

Que o exemplo da Grécia nunca saia do pensamento e não se cometam os mesmos erros. A Suécia pode ser uma nova Grécia. Oxalá isso não aconteça. Mas os excessos de confiança são sempre perniciosos.

quarta-feira, março 25, 2009

José Mourinho, doutor Honoris Causa...


Galardoado com o título de doutor Honoris Causa, o treinador de futebol José Mourinho não quer que lhe chamem doutor. É que doutores há tantos, mas «Special One» só há um!
Apraz-me recordar o tempo em que seu pai, Félix Mourinho, treinava o Rio Ave F.C.. Ele, José Mário, treinava apenas. Não podia jogar. O presidente José Oliveira dizia que era «só para treinar», nunca para jogar.
Um dia lesionou-se o defesa central e o pai recorreu aos serviços do filho para preencher a vaga.
O presidente desceu do camarote e exigiu que ele não jogasse!
O certo é que o Rio Ave apanhou nove do Sporting! Talvez com Mourinho a central a coisa fosse mais suavizada, mas o presidente não deixou.
Talvez tenha nascido aí a aura do treinador: «só para treinar!», a sentença do então presidente iria ser de um simbolismo flagrante!
Agora, supermediatizado, adulado por multidões, idolatrado pelo mundo da bola e até aureolado pela universidade, vale a pena meditar em certas facetas do passado, que por vezes são premonitórias!...
Que o futuro lhe reserve ainda mais sucessos, são os votos deste admirador, que não pôde conter o riso quando o dito José Oliveira fez a tal cena patética!...
Bem haja!

terça-feira, março 24, 2009

Caso FREEPORT: Advogados do diabo?

Segundo relata o DN de hoje a intervenção de um escritório de advogados de Albertino Antunes e Gandarez, exigiu uma avultada verba para garantir a aprovação do projecto. Nesse documento enviado pela firma de advogados actua-se como se fosse «testa-de-ferro» de alguém do governo, com capacidade de decisão!

O país precisa de saber com quem lida. É preciso saber a mando de quem actuavam estes advogados. Será que o governo os tinha como colaboradores?

Actuaram por sua conta e risco? Se de facto houve «luvas», quem as «calçou»?

Os governantes ao tomarem conhecimento deste comportamento que medidas tomaram?

O imbróglio começa a complicar-se. TRANSPARÊNCIA TOTAL, exige-se!

segunda-feira, março 23, 2009

Princípios...


Transparência total!...

Meu Deus!...


ORAÇÃO INFANTIL...
Meu Deus, eu Vos imploro: tende pena da Joana Pinto da Costa, ela que gosta tanto de crianças e de animais, não merece ser castigada por causa daquela maldição. Sim, o pai não mentiu, apenas faltou à verdade!...

A abordagem dos piratas...


Excelsa pátria, barco sem ter rumo
Piratas te abordaram, inclementes,
Perderam a vergonha e o aprumo
A pilhagem e o saque são frequentes.
Já não há calafates, como outrora
Vai-se afundando o barco lusitano
Ao leme, o fatalismo corrobora
Triste sina, mais ano menos ano...
Há que inverter o rumo, a situação,
Há que enjaular piratas miseráveis
Onde merecem estar é na prisão!
Piratas-conselheiros, condestáveis
Paradigmas de esbulho e corrupção
Figuras mafiosas, detestáveis....
NOTA: O que é de lamentar é que os piratas continuam a sorrir, na comunicação social, como se nada fosse com eles, de consciência tranquila, sem medo desta justiça subserviente e abjecta que está pior do que antes do 25 de Abril, em certos domínios. As raras, e porventura honrosas excepções, são afastadas dos lugares de decisão. Aí, só os politicamente atrelados, os mais fiéis serventuários, os mais obedientes.
Veja-se a novela do Provedor de justiça: deseja-se alguém que apare todos os golpes que se vislumbram no horizonte sombrio que se aproxima.
País de canídeos. País de ratos. País onde a erecção (sobretudo a moral e cívica) é uma ameaça ao «sistema»!...

domingo, março 22, 2009

A falência do Supervisor-Mor do Reino!...

Num excelente artigo de Mário Crespo no JN dá-se conta do desabafo do PR em Barcelos dizendo não haver soluções para o desemprego galopante e toda esta situação alarmante que atravessa a sociedade.

Longe vão os tempos da campanha eleitoral em que ele prometia amanhãs que cantam a todos, primaveras risonhas a investidores, trabalhadores, economistas, arquitectos... enfim, era o arquitecto das ilusões mais hilariantes, chegou ao cúmulo de dizer que o facto de ser economista reputado iria chamar investidores estrangeiros ao nosso país, iria dar uma imagem de credibilidade e de confiança a todos os agentes económicos, enfim seria a panaceia universal capaz de curar tudo neste Portugal de ilusionistas do verbo, de picaretas falantes, de vendilhões do templo...

Agora, diz que não há nada a fazer a não ser resignação. Ele, que no 25 de Abril tece algumas críticas à corrupção reinante, que critica acerbamente certos abusos, durante o resto do ano passeia o trajo da comiseração e do fatalismo, num ar resignado e pungente que mete dó...é o cruzar os braços, são as mãos atadas... é o lavar de mãos... é o assobiar para o ar... como se ele __ o supervisor dos supervisores__ não tivesse nada a ver com a situação a que se chegou!!!

Será que ele não tem moral para falar? Será que aqueles que com ele fizeram o percurso das vacas gordas sem efectuarem as reformas estruturais que o país tanto precisava, mas, pelo contrário, foram peritos na arte de engordarem eles próprios à custa de esquemas mirabolantes que fariam inveja a Alves dos Reis e seus pares, já perdeu a credibilidade e a legitimidade moral para impôr regras e garantir o funcionamento eficaz das instituições?


Perguntar não ofende. Mas que nos dói, dói, saber que muito mais podia ter sido feito e não foi. Dói saber que há assuntos que poderiam correr com maior celeridade se ele, presidente, chamasse à pedra alguns responsáveis (não ponho o nome pois todos os conhecem) e fizesse eco da insatisfação popular. É óbvio que tem que haver respeito inter-poderes, mas quando o laxismo é gritante, o arrastamento de situações é lesivo da credibilidade e da qualidade da própria democracia, há que actuar e não ficar qual múmia paralítica a ver a banda passar!...

Já acreditei na capacidade efectiva deste PR. Já fui um crente nos seus dotes e nas suas potencialidades. Neste momento lamento que Manuel Alegre não tivesse ganho as eleições presidenciais. Outro galo cantaria. Até porque não tem os telhados de vidro que este aparenta ter.

Casos como o do BPN, com Dias Loureiro, conselheiro de Estado e um dos mais fiéis compagnons de route de Cavaco Silva, com todos os condimentos de uma novela de Jorge Amado, ou de um filme de Visconti, não abonam nada sobre o ADN moral daquilo que se convencionou chamar «cavaquismo»... e tal como as coisas estão algo vai podre no «Reino do Cavaquistão»!!!

Benfica vence Sporting, mas não convence...

É lamentável assistir a jogos de futebol onde a verdade desportiva é adulterada de forma tão gritante.

Jogo muito viril, jogado aos repelões, onde o sentido prático se sobrepôs ao futebol bem jogado, esta final foi pobre demais em termos artísticos e espectaculares. Lucílio Batista, o árbitro deste encontro, errou gravemente ao marcar um penalty inexistente.
É lamentável a qualidade da arbitragem mas mais lamentável ainda o acto de indisciplina do atleta do Sporting ao querer tirar desforço do árbitro.

Enfim, mau demais. Valeu a actuação dos dois guarda-redes que ao defenderem alguns penalties com mestria deram um ar da sua graça num jogo sem graça nenhuma...

sábado, março 21, 2009

ABRIL: o pulsar do meu coração!

O meu Abril não é o dos banquetes, das liturgias folclóricas, dos exibicionismos de pavões cheios de democracia na ponta da língua mas sem ela nos actos...
O meu Abril é o dos que sofrem por não verem cumprido um ideal, dos que ainda acreditam que é possível uma mudança. Para melhor...





Pelas ruas da amargura
anda ele, nós sabemos,
e valer-lhe não podemos
pois o mal já não tem cura,
anda perdido e afastado
da mente dos maiorais
dele já não há sinais
foi também ostracizado
banido, sem mais aquelas
já não anda nas lapelas
foi, talvez, excomungado,
considerado um entrave
um estorvo na consciência
um detalhe, minudência,
para alguns doença grave
de efeitos perniciosos
susceptível de criar
polémicas e mal-estar
talvez de efeitos danosos
nas mentes mais prepotentes
com alergia à verdade
com horror à liberdade
mas não, aos mais conscientes,
aos amantes da razão,
para esses, Abril é
motivo d'esperança e fé
o pulsar do coração!



NOTA FINAL: por alguma razão Jardim proibe as comemorações do «25 de Abril» na Madeira. Ele tem consciência de que Abril é a antítese da sua praxis quotidiana e portanto não quer ser hipócrita. É coerente, banindo o espírito de Abril. Pior do que ele são os que tendo banido o espírito de Abril do seu comportamento, continuam a abrigar-se (colhendo mordomias gordas) debaixo da rubra flor, como se fossem os devotos mais extremosos. Esses, são piores do que Jardim...

sexta-feira, março 20, 2009

Ditosa pátria, lusa encarnação...

Camões, o genial criador do Velho do Restelo, talvez comece a ser mais identificado com a sua própria personagem ; nos momentos de crise, o seu falar é profético...
O Velho do Restelo dizia mal dos gastos mirabolantes da aventura ultramarina e verberava o abandono das populações tão sacrificadas... e desamparadas.
Neste momento estamos a pagar caro o não se ter aproveitado bem o tempo das «vacas gordas» (cavaquismo...) e feito (então) as reformas estruturais que o país precisava.
Ditosa pátria, lusa encarnação,
Conduzida ao abismo dos valores
Será que ainda tens cura, remissão,
Ou sentes da agonia os estertores?!
O que há mais é piolhos-pensadores!
Sim, usando a cabeça, mas... de fora...
Louvaminhando abutres corruptores
Sanguessugas de ontem ... e de agora!
Ditosa pátria, pasto de cobiças,
De ambições sem freio, sem travão,
Vasto rol de ladrões matar-te-ão!
Ditosa pátria, palco de injustiças,
Terás mau fim, se olharmos às premissas,
Triste o destino, triste a conclusão.

quinta-feira, março 19, 2009

O «pai» de todas as malfeitorias...

É tão culpado o que vai às cerejas como o que fica a apanhar as cerejas debaixo da cerejeira...
ditado popular
O BPN tem sido um alfobre de situações pouco transparentes e geradoras de perplexidades várias. Desde a falta de eficácia dos órgãos fiscalizadores (internos e externos...) até à excentricidade das metodologias (imagine-se que Oliveira e Costa com um simples post it fez movimentar milhões para uma conta pessoal na Suíça!...) usadas, é de bradar aos céus!...
Que país é este onde isto é permitido? Que supervisão existe que nada detecta?
Agora começo a perceber por que é que Vítor Constâncio sonega informações à comissão parlamentar de inquérito!... Os «rabos de palha» podem chegar à cúpula supervisora. É bom que não se saiba tão cedo...
É isto o fruto de uma partidocracia clientocrática que vive a fazer fretes a este e àquele (um tem uma filha casada com... o outro tem um parente que... aqueloutro tem um afilhado que...) e em que o «centrão» tem mostrado a sua faceta mais perniciosa ao permitir o apoio de «máfias» mesmo de sinal partidário contrário mas subordinadas ao mesmo denominador: o salve-se quem puder!...
Conheci situações ocorridas no tempo do apelidado «grupo da sueca» que eram o espelho fiel desta promiscuidade inter-partidária: a corrupção não tem partido, une-se em torno de objectivos concretos, o poder financeiro atrela os agentes políticos como canídeos amestrados e obedientes, estejam em que partido estiverem, quem manda é o senhor fulano de tal que tem «MONTES» de notas, tem a comunicação social controlada, tem até agências de sondagens, tem mordomos e lacaios em tudo o que é aparelho de Estado, num emaranhado tal, numa promiscuidade total, a ponto de se poder dizer que é tudo farinha do mesmo saco!
Vemos indivíduos de um partido a elogiarem outros do partido adverso (estando no poder é claro!...) como se fossem capos de organizações mafiosas, sempre subordinados ao princípio superior do «salve-se quem puder!», «há que enriquecer a todo o custo, custe o que custar!», «hoje estás tu no poder e defendes-me, amanhã estarei eu e defender-te-ei a ti!», numa oligarquia mafiosa, supra-partidária e unida apenas pelo cheiro a vil metal ( e a esturro, também...).
Oliveira e Costa não pode estar sozinho neste forrobodó. Ele teve cumplicidades (por acção e omissão) que importa deslindar dê por onde der. Mas, será que haverá moral para aprofundar esta conexão insalubre, esta rede de cumplicidades?
Esse é que é no fundo o cerne da interrogação. Será que este «sistema» tem capacidade para se regenerar a si próprio quando está totalmente putrefacto?!
Meus Deus, onde é que isto vai parar?!
O que faz o «garante do regular funcionamento das instituições democráticas»?!
Não se vê fazer nada de concreto no que concerne à erradicação do mal. Será que os seus «sponsors» também estão neste cais enlodaçado, será que também está tolhido pela teia que envolve os outros?!
Ai Portugal, Portugal, triste sina esta de te ver nesta agonia letal!

Preservativo propaga a sida?|!


«Porque será que quando falamos com Deus, dizem que estamos a rezar, mas quando Deus fala connosco ... dizem que somos esquizofrénicos!...»

Lily Tomlin


Já tenho procurado falar com Deus, muitas vezes, não sei se Ele me ouve ou não pois nunca me enviou o feedback. Contudo, o momento é de meditação profunda. A ocasião merece -o.
O papa, na sua recente visita a África, afirmou categoricamente que o preservativo aumenta a sida! Assim, textualmente!!!
A OMS está pasmada! Os padres e freiras que divulgam o uso do dito cujo, estão abismados! Será possível? Aquilo que se supunha ser uma forma de a evitar, é, no sacro parecer do papa, precisamente o contrário: um veículo propagador da sida!
O papa é, no conceito e na doutrina actual da Igreja, infalível! Logo, incapaz de errar, de mentir, de falar sem conhecimento de causa!
Seria bom - e a comunidade científica está ansiosa por tomar conhecimento desta nova conquista científica- que o papa demonstrasse as suas asserções sob pena de lhe outorgarem epítetos não muito recomendáveis.
Pergunto a Deus: __ Será que o papa faltou à verdade? Será que adquiriu conhecimentos que não estão ao alcance do comum dos mortais? Como chegou a tal conclusão? Seria revelação divina?
Meu Deus, ao menos uma vez, dignai-Vos responder a este crente que se interroga quotidianamente sobre tantas perplexidades inexplicáveis e que teme começar a perder a fé em Vós! Senhor, Vos suplico, respondei-me!
Assim seja!
Nota final: Aguardo ansiosamente uma resposta! Tenho fé!

quarta-feira, março 18, 2009

A VITÓRIA DO PSD! GARANTIDÍSSIMA!...




Existe no PSD uma notória onda de contestação interna à liderança de Manuela Ferreira Leite. É notório, é palpável, é gritante!
Que não sabe transmitir a mensagem, que tem rabos de palha (obsessão pelo défice, "salário mínimo a roçar irresponsabilidade"... enfim... coisas que marcam), que não transmite chama, galvanização, que não sabe usar a ironia, o sarcasmo, a «boutade», com a argúcia de uma verdadeira líder.
O mal dela, segundo constatei numa sondagem por mim efectuada, é a P.I.!
E é por causa da PI (l) que a mensagem não circula, as sondagens não descolam, o seu sucesso está condenado. Ela vai ser derrotada, dê por onde der. Nem sequer há mérito de Sócrates. Ela perderá por falta de indicadores visuais suficientemente apelativos, por carência de qualidades oratórias, incapaz de criar empatia e interacção galvanizante.
Perante este cenário dantesco, que fazer?
Procurei por todo o país e encontrei a substituta ideal. Está aí na foto acima. Como podem ver, não tem rabos de palha, é transparente, tem figura apelativa, transmite com fidelidade a mensagem, tem um visual imaculado, não tem rugas, não transparece ódio nem ressabiamento. Esta sim, é a candidata ideal!
Para vos dar uma imagem fiel do seu ideário, perguntei-lhe: __ O que pensa da social-democracia?
Ela respondeu, com serenidade: __ É a aragem fresca que faz elevar o astral de todos os portugueses! É o caminho mais directo ao clímax!
Com esta linguagem inovadora, sem estereotipos anacrónicos, sem presunções ex cathedra, ela é, de facto e de jure, uma triunfadora!
Eu, entre ela e a Dra Ferreira Leite, não hesitaria! Ela levaria a Europa inteira atrás dela!!!
(l) P. I. - A porra da idade!

Rania da Jordania e Jorge Sampaio




O diálogo inter-civilizações é cada vez mais premente num mundo globalizado para o fanatismo e subjugado aos ditames de fundamentalismos sem nexo. No dealbar do sec XXI ainda parece que respiramos a atmosfera repressiva e totalitária da Idade Média, com as suas inquisições, as sua cruzadas e os seus martírios...
É tempo de respirar outro ar, é tempo de virar as páginas negras da humanidade, as religiões sempre foram um rastilho belicista, quando à sua frente estiveram arautos do expansionismo a todo o custo, mais interessados em «vender o seu produto» e expandir o «negócio-fé» do que, de facto, contribuír para o bem da humanidade.
Há que ser realista e denunciar a podridão destes expansionismos doentios que estão na génese de tantas guerras estúpidas, desnecessárias e causando prejuízos sem conta. Sempre fui defensor de pacificações denunciando os pecados de guerras sem finalidade, sem motivação, sem legitimidade.
O que se passa no Médio Oriente é um paradigma negativista. Há que abrir os olhos a essa gente.
Jorge Sampaio e Rania da Jordania são dois expoentes do iluminismo moderno, da clarividência, da lucidez, muito embora em locais diversos, eles comungam do mesmo ideal pacificador.
Justíssimo, pois, o prémio Norte - Sul , premiando uma vida dedicada ao pacifismo, ao diálogo e à concertação entre povos e culturas.
A eles este soneto ...
ERRADICAR AS PARANÓIAS FUNDAMENTALISTAS...
Neste mundo onde impera o fanatismo
a global difusão da mesquinhez
há que erigir as pontes de humanismo
abrir novas estradas-lucidez.
Tornar mais sãos os laços da cultura
penetrar nas galáxias do saber
acabar com as orgias da loucura
denunciar os loucos no poder...
Paranóias sem fim, só belicismos,
carnificinas tolas, será fé?!
não, isto não é fé, barbárie é que é!
Há que fomentar novos mecanismos
conducentes à paz, sem dramatismos,
terminar esta onda, esta maré!

terça-feira, março 17, 2009

E tu rouxinol?!


E tu rouxinol, vives na miséria por que queres! há sempre mais uma teta disponível... mesmo em tempo de crise os sem-abrigo partidário sofrem... por que querem... o leite de porca é melhor do que o de vaca: nunca se ouviu falar na doença das «porcas-loucas»!...

Estalinismos...

Por vezes fala-se em estalinismo e nem se vai ao cerne dessa catalogação. Estaline foi um ditador odioso que mandou matar milhares de opositores. Apesar de tudo tinha cultores de personalidade dentro de várias elites. Viveu rodeado de honras e de mordomias. Só depois de morto houve a coragem e a possibilidade real de descodificar e denunciar sem medo de retaliações a hediondez total do regime.
Hoje em dia há pequenos estalines em muito lado, que continuarão intocáveis. Não há lei que os puna, não há vontade política, não há moral para o fazer, pois todos estão enlameados.
É no desporto, é na política, é na cultura.

Ainda há tempos Macedo Vieira acusava de «esquizofrénico» um adversário político, corajoso e frontal, só por ter tido a coragem de denunciar erros e golpadas na sua administração pouco transparente. Um médico, a usar o seu múnus, como arma de arremesso! Se as circunstâncias fossem outras, talvez Silva Garcia fosse internado num campo de recuperação. Talvez se criasse um GULAGUE para os oponentes ao regime macedista, com os tratamentos psiquiátricos adequados, as cautelas e as medidas de segurança típicas dos paranóicos no poder! Por coisas semelhantes Sakharov (mais tarde prémio nobel da Paz...)f oi internado, e tantos outros dissidentes soviétivcos foram parar a campos de concentração por ousarem contestar o regime. Os ditadores, incapazes de responderem aos argumentos, tinham o argumento da força: «interne-se, é um louco, irrecuperável para o regime!» Já vi, noutros contextos, outros Macedos Vieiras usarem o seu múnus profissional para agredirem, enxovalharem, atacarem cobarde e cinicamente adversários incómodos.Noutro contexto, com liberdade de acção, sem peias legais, com as necessárias cumplicidades como é óbvio, Macedo Vieira seria um pequeno Estaline, mas mais violento, mais intimidador, mais ominoso... Gulags não faltariam para dar sequência ao seu perfil persecutório e pouco democrático sobretudo no tocante a transparência.

Vimos o seu ar vitimizador com umas frases normais de Ilídio Pereira. Este, tinha motivos de sobra para o criticar. O seu próprio filho fora achincalhado de forma ignóbil pelo cacique poveiro. A tudo resistiu, com serenidade, com coragem, sem medos. Deu um exemplo de coragem cívica, de cidadania autêntica, perante o cacique local, facilmente enxofrado, facilmente melindrado por coisa de lana caprina.

O regime actual presta-se a confusões. Há quem se julgue mais esperto por ter mais poder, mais dinheiro, mais honrarias. Há quem se julgue acima da lei. De facto, presta-se a confusões e a abusos tremendos.

Há um caldo de cultura propício ao atropelo sistemático aos mais fracos, aos mais débeis, aos afastados do poder. Há que travar esta onda persecutória, esta avalancha antidemocrática, é o regime que pode estar em causa! é Abril que pode estar a ser submerso por tiques mais próprios do «28 de Maio»...

Vemos na Madeira, aquele homem atirando catilinárias, num desbragamento a roçar o histerismo, e sem um incómodo da parte das instâncias judiciais. Farta-se de chamar os nomes mais odiosos a tudo e a todos. Por questões de lana caprina. Mas nada lhe acontece, tudo amocha, tudo se agacha.

No ante 25 de Abril vi cenas de uma prepotência incrível, sobretudo no reino militar, na atmosfera castrense, onde a democracia nunca imperou. A hierarquia a impor-se de forma abjecta, estulta, sobretudo da parte de oficiais do quadro para com milicianos. Ainda recordo o sargento Abecassis, em Luanda, na BA 9, a ser castigado por ter cometido um acto de autêntico heroismo... não daquele heroísmo louco, de mata e esfola, mas de outra índole, de um cariz mais elevado... mas não atendível pelos caciques reinantes...

Os contextos vão propiciando a estalinização. Há que a travar, custe o que custar. Fora com os estalines de baixo estofo cívico.

Porcos e dromedários!...


Tens razão, rouxinol, mas nesta corruptocracia não há lugar para ti, nem na mais insignificante assembleia de freguesia, tu não baixas a crista, não te deixas comer por lorpa, pões tudo ao léu... isto é só para corruptos e seus fiéis acólitos... não há nenhum partido que possa encaixar no teu perfil! Infelizmente ... para o país!
Neste país de aparências
de porcos e dromedários
brilham pardas eminências
ganham sempre os salafrários...
P'ra justificar pulhices
invocam sempre a vitória
para todas as tolices
seu alibi, sua «glória»!...
«Ganhei, logo irei fazer
tudo o que me der na gana!»
A lei calcar, ofender,
é lógica de um... sacana!
Prestar contas é sagrado
ocultar, cobardia,
sonegar é um pecado,
e bem mortal, eu diria...
Nota final: Este poema é dedicado a alguns cobardes, sempre com a palavra coragem na ponta da língua ,mas sempre com o rabinho entre as pernas, medrosos, quanto se trata de prestar esclarecimentos e contas aos membros da oposição! chegam a invocar «segredo de Estado!» Patéticos e ridículos palhaços que metem nojo aos que fizeram o «25 de Abril» pensando erigir um Estado de direito democrático e criaram uma corja de oportunistas que sob a capa do «amor à terra» se vão locupletando com tudo o que podem enquanto o regime corrupto e laxista o permitir!

segunda-feira, março 16, 2009

ABDULLAH II - ainda há lucidez no islão...

A Rei Abdullah II da Jordânaia é um exemplo de lucidez e de inteligência que importa realçar num contexto de belicismos intermináveis no Médio Oriente. A existência de dois estados soberanos (Israel e Palestina) é algo que todos os cidadãos de bom senso admitem e recomendam, contudo ainda há fanáticos que não querem ver o que não pode ser ocultado.

Uma lufada de ar fresco que vale a pena ler, a sua entrevista ao DN.

QUEDA DE SÓCRATES!...


Eis aqui, com todo o esplendor, a manifestação de professores, despidos de preconceitos, reclamando a queda do governo de Sócrates. Agora, já não pedem a cabeça da ministra, agora é mesmo um ultimato: ou Sócrates se demite ou todos os fins de semana a Europa verá Lisboa pejada de professores despidos de preconceitos lutando arduamente pelo fim das avaliações!...
Os próximos capítulos serão empolgantes. O mundo inteiro está com os olhos postos em Lisboa!

No mesmo barco!

__E a senhora dona Carolina, o que acha da transparência?
__Acho bem! agora com o verão à porta, apetece!
__ Como tu és ingénuo, pobre rouxinol, eles navegam no mesmo mar: o mar da opacidade!

A seriedade, o rigor, o voluntarismo, a coragem, a solidariedade, o dinamismo... e tu Eça de Queiroz, sempre tão zombeteiro, que dizes a este exemplo paradigmático?!



domingo, março 15, 2009

O Velho, o Rapaz e o Burro...

PEÇA DE UM SÓ ACTO



O Burro dirigindo-se ao Velho:

__Senhor Velho, me diga, porque é que ela nunca poderia ter visto o envelope?

_-Senhor Burro, lhe garanto, juro por Deus e por todos os santos e santas que ela estava doente, de cama. Se não for verdade o que digo caia uma tragédia sobre quem mais amo...

De seguida, o Senhor Burro dirigiu-se ao Senhor Rapaz:

__Senhor Rapaz, me diga, quem lhe abriu a porta?

_Foi ela!__ gritou eufórico, apontando o dedo na direcção dela, pensando estar a fazer uma grave acusação... __ e não pode negar. Foi ela toda. Até me serviu café e tudo! Trazia aquele vestido muito justo que lhe fazia realçar os apêndices mamários...

O Senhor Burro prossegiu, calma e silenciosamente:

_Senhor Rapaz, por favor, me diga se o café foi servido antes ou depois do envelope?
__Isso não me lembro bem... talvez depois...

O Senhor Burro dirigindo-se ao Senhor Velho:

__Me diga, Senhor Velho, por que é que as escutas telefónicas não reflectem essa sua versão de que a reunião se destinava a descobrir se haveria alguma infidelidade de um familiar próximo?

_Meu caro Senhor Burro, pode acreditar que é a mais pura verdade, juro por Deus e por todos os santos e santas que é verdade tudo o que digo. Sabe porquê? É que o assunto era tão sigiloso, tão sigiloso, e nós bem sabíamos que estávamos a ser escutados pela PJ, por isso fizemos questão de ocultar os pormenores sobre essa infidelidade para que a PJ não andasse a divulgá-la por aí nos jornais, nas TV's, nas rádios, eles são uns malandrecos, Senhor Burro, como o Senhor bem sabe!...


O Senhor Burro vira-se para a plateia e exclama:

__Depois, dizem que o Burro sou eu!!!

As palmas trovejam como foguetes em noite sanjoanina perante a gargalhada geral de um auditório rendido à eloquência do Senhor Burro...

Guimarães e Sporting, triunfadores...

Na Luz um desinspirado Benfica foi subjugado justamente pelo Vitória de Guimarães (0-1) que usou a matreirice e o sentido de oportunidade para afundar o Benfica.

Quique Flores foi ludibriado por Manuel Cajuda de forma inequívoca. Sem apostar no ataque, só com Cardozo emparedado no meio de três centrais, Pablo Aimar jogando o tempo todo mostrando que é a imagem de marca do treinador e nada de positivo trazendo à equipa (apenas uns «bonitinhos» sem eficácia...), com um meio campo pouco acutilante, Quique Flores ainda não se apercebeu que tem de arriscar, e fazê-lo logo de início, não basta no desespero dos últimos minutos.

O Vitória foi coeso e compacto na defesa e usou o contra-ataque com fulgor e dinamismo bastantes para aniquilar o anfitrião. Sem ovos caros Cajuda faz excelentes omoletas. Quique Flores, não tem dentes para as nozes que tem ao seu dispôr...

O Benfica investiu cegamente, em produtos de preço elevado mas ainda não foi capaz de fazer corresponder esse valor no relvado. O treinador é timorato, incapaz de um golpe de asa, de criar efeito surpresa, não foge a um esterótipo criado e sempre repetido. Há que inovar e surpreender os adversários. Há que pôr dois pontas de lança de raiz quando se está a perder. Em vez de susbtituír avançado por avançado deveria ter mexido no sistema táctico. Não o fez e fez mal.

A vitória do Sporting (2-0) sobre o Rio Ave foi demasiado pesada, atendendo à réplica digna e empenhada do visitante. Leão ferido é mais perigoso e difícil de abater.

O Sporting continua com hipóteses de ser campeão muito embora sejam remotas. Contudo, os compromissos europeus do F. C. do Porto (e o desgaste inerente) poderão trazer surpresas...

A procissão está a chegar ao adro...

A TRÍADE: Pensador, branqueador e gerente de caixa...

A TRÍADE



Eram «três da vida airada»
em perfeita sintonia
um, co'a mala carregada
comprava gente safada
fazia tudo o que queria...


O outro pensava o meio
de controlar o poder
e bradava forte e feio
cavalo à solta, sem freio,
rã, desejando boi ser!...



A tríade era completa
com perito branqueador
os três com a mesma meta
traficância mais abjecta
dar à pátria um salvador...


O branqueador branqueava
no jornal (1) e na TV(1)
mas, afinal, mais sujava
a situação piorava
todos sabiam porquê...


Secretismo era total
pensavam eles, coitados,
mas conquistar Portugal
era loucura total
sonhavam... sempre acordados...


Apanhado na golpada
gerente de caixa, foi
e não pôde fazer nada
a criatura aliada
a rã, querendo boi ser...



(1) JN e TVI

Mil chicotes, mil Senhores!!!


Hoje, com tantos vendilhões no templo, eram precisos mil Senhores!
O templo democrático vai sendo
invadido por reles vendilhões
vendem tudo, falácias e ilusões
oásis, paraísos prometendo,
a droga da política é mais dura
que a heroína ou coca viciantes
atrai hordas de ignorantes
enfim, é lei da oferta e da procura
no seu mais refinado e vil esplendor
é o farisaismo em estado puro
Jesus, nunca vi tal, eu vo-lo juro,
vinde, trazei chicote meu Senhor,
vendilhões são aos montes, mas que praga,
proliferam no templo e expendem
discursos emproados que eles vendem
quais vendilhões de feira, em nova vaga,
almocreves beatos, presunçosos,
melífluas criaturas, ar seráfico,
usando a influência com seu tráfico
palavras de água benta, mentirosos,
sendeiros arvorando-se em leões
rãs querendo ser bois, ou sapos vis
querendo ser os príncipes reinantes
mentecaptos senis, reles farsantes,
Jesus, são gente assim, gente infeliz,
trambiqueiros, safados impostores
sugando do poder a gorda mama
o povo olha e vê, olha e exclama:
«venham já mil chicotes, mil Senhores!!!»

sábado, março 14, 2009

ASSÉDIO INSTITUCIONAL À IGREJA











A Igreja tem sido usada (instrumentalizada) ao longo dos anos por hábeis políticos que se servem dela como rede protectora aos seus desígnios totalitários e despóticos. Vimos com Pinochet, no Chile, onde se cometeram barbaridades sem conta e onde a IC, calada que nem ratazana saciada, não tugia nem mugia. Salazar, fez dupla com Cerejeira e embora em escala diversa, também as cumplicidades e os silêncios eram óbvios.
Cada vez mais é oportuno citar aquela frase emblemática de D. António Ferreira Gomes (homem vertical, impoluto e cidadão íntegro): «Vergar aos homens, nunca!, só perante Deus!»
Hoje, vemos o clero vergado, rastejante, sabujo e adulador em troca de um prato de lentilhas de uma câmara ou governo regional.
O que vamos vendo na Madeira é elucidativo. Em Gaia, um fiel adepto do jardinismo segue na esteira de um Pinochet ou Salazar na arte do assédio à IC. Aquela postura demogógica e populista de anunciar dentro do templo as obras pagas com o dinheiro dos contribuintes foi paradigmática!
A IC não tugiu nem mugiu. Alguns jornais fizeram-se eco dessa anomalia, desse abuso, mas a IC calou e consentiu.
Na Póvoa de Varzim, vemos o tenente do poder a exibir toneladas de unção e ostentação beata quando sabemos que nem sequer antes de ser presidente de câmara era um devoto lá muito devoto. Mereceu até duras críticas por não ter casado pela IC, o que para mim foi um abuso da IC, misturando coisas que não deveriam ser misturadas. Mas a promiscuidade actualmente reinante é também ela mistura explosiva e nada abonatória para a IC.
«A César o que é de César, a Deus o que é de Deus!» Jesus Cristo foi o primeiro a condenar essa promiscuidade. Agora, o que está a dar é misturar as coisas, envolver os políticos nas liturgias, aparecendo ora a fazer um discurso fúnebre, dentro do templo, ora a prometer obras e sinecuras com ar tutelar e procurando colher dividendos dessa postura. É um fartar vilanagem a que tem de se pôr cobro. Haja decoro, meus senhores!
Senhor cardeal patriarca, chame à pedra estes párocos servis e não permita que este desaforo tome proporções incontroláveis. Como católico abstenho-me dessas práticas assediadoras e com intuitos promocionais óbvios... fico na cauda, não aproveito os holofotes da TV, não apanho o pálio da procissão, não me ponho em bicos de pés ao pé do altar...já me promovi o suficiente, não preciso de mais promoções, quero apenas promover a dignidade instititucional, o respeito entre as funções de cada qual, quero promover a consciência colectiva em ordem a uma maior transparência e a uma salutar convivência democrática sem aproveitamentos que roçam o oportunismo...

FUNDAMENTALISMO!...

Vem no DN de hoje algo preocupante sobre a mentalidade que ainda impera em certos meios ditos «evoluídos». Uma pessoa descarrega sobre um ente querido (filha) todo o mal do universo (será um apelo a Deus todo poderoso?) se se provar que mentiu num dado contexto.

Ridículo, patético, anacrónico, digno de anedotário, se não estivesse em causa a honorabilidade de uma pessoa que nada tem a ver (presume-se) com todas as malfeitorias (ou benfeitorias... depende da óptica) que o seu progenitor possa ter cometido. Lançar o fardo de culpas pessoais sobre entes queridos é de uma enorme falta de coragem, de uma irresponsabilidade gritante. De cobardia sem par!

Pessoalmente não acredito na «ira divina» (embora acredite em Deus); essa pessoa será que acredita? Talvez não. Mas sabe que há pessoas que ainda acreditam num Deus que tudo vê, tudo sabe, castiga os maus e premeia os bons, daí serem esses ingénuos (provavelmente) os destinatários da mensagem.

Será que a juíza supervisora do processo pertence ao rol dos ingénuos úteis?

Angola: paz, progresso e liberdade!



A guerra contra a pobreza
contra a fome e exclusão
Angola, rica nação
fascinante de beleza
rumo ao progresso, enfim,
o colosso despertou
a triste guerra enterrou
e, de mãos dadas, por fim,
povo de um só coração
de uma só alma e sentir
deixou de chorar, vai rir,
uma nova geração
co'a bandeira liberdade
quer construír o futuro
quer deitar abaixo o muro
que gerou ódio e maldade
quer abrir janelas, portas,
novos caminhos e pontes
rasgar novos horizontes
querelas já estão bem mortas
é preciso construír
em paz, em fraternidade,
com respeito e igualdade
é preciso evoluír
o gigante despertar
do sono, da letargia,
dar a vez à alegria
e a tristeza enterrar
Angola será por fim
alma-pátria abençoada
Angola, quero-te assim!

sexta-feira, março 13, 2009

À Nossa Barbie...

A nossa Barbie tem estilo, classe, distinção. É digna de exportação!


Na ternura dos setenta
ela esbanja um erotismo
de barbie, com seu chiquismo
sua figura opulenta
faz palpitar corações
é só charme e simpatia
atrai, apesar de tia
o olhar de alguns trintões
seu glamour balzaqueano
é só classe e distinção
tem firmeza e erecção,
no seu olhar puritano
se vislumbra fidalguia
derrama sensualidade
uma vamp, na verdade
vinho do Porto, eu diria,
vintage... mas de eleição
um néctar tão divinal
com sabor a Portugal
sabor a mel... a paixão!
NOTA FINAL: E por que não uma marca de Porto com o seu nome?
Lili Caneças Oporto Wine?
Se já se fez do Manoel de Oliveira, será que as mulheres não têm direito à igualdade?!
Ou então, já que se anda à procura de um Provedor de Justiça consensual, por que não uma Provedora?

Perguntas incómodas...

Só queria saber por que não deixam jogar o Mantorras!? O Quique Flores não gosta mesmo nada dele! Os negros vão sempre pró banco... Ouviste ó Filipe Vieira, a gente toma nota de tudo. Quando vieres cá ao Sambizanga vais corrido à pedrada. Fazemos como fez aquele tal de Ruas de Viseu!...Esse sim, tem esperto nos cabeça!

quinta-feira, março 12, 2009

ANGOLA É NOSSA!

A vinda da comitiva angolana a Portugal enfrentou alguns comentários desencontrados e dignos de meditação profunda.

Fui, como piloto aviador, para Angola, convicto de que estaria numa guerra com fim à vista e com objectivos determinados no tempo e balizados por um desiderato final exequível e bem alicerçado numa visão histórica realista.

Enganei-me. Constatei uma filosofia de saque e vampirização totais sem parâmetros teleológicos. Não havia um fim em si, aquela guerra era um meio para defender a exploração e as grandes ambições de uma clique anichada no poder em Lisboa. Desde muito cedo defendi uma situação de realismo histórico. O general Norton de Matos era o patrono dessa ideia que muitos pefilhávamos. Era preciso criar condições (sociais, económicas e políticas ) para a autodeterminação. A guerra seria um dos meios mas teria de haver (em paralelo) um substrato político conducente ao objectivo final: a autodeterminação. Lutar só para defender um status quo caduco e retrógrado era tempo perdido... pensava eu e pensavam muitos de nós, sobretudo os com formação universitária.

Fui vexado, sobretudo numa reunião havida em casa do professor Santos Júnior (professor universitário então em Luanda- morador na rua cidade de Lisboa), em que defendi esta convicção. Julgo que houve dedo do poder político para me ser feita uma deslocalização: queriam que fosse para Moçambique. Que eu teria um problema de adaptação local. Recusei ir para Moçambique e fui evacuado para a então Metrópole. Passei as passas do Algarve. Enfim, perseguições de um tempo ominoso e mesquinho em que quem não era totalmente a favor de tudo era ostracizado.


Hoje, ainda se passa algo similar nalguns partidos. Não admitem a contestação por mais clarividente e lógica que seja. Ou se é totalmente (estilo cão de guarda) ou se não é!

A vinda do presidente angolano é uma porta aberta para uma saída à nossa crise. Que há violação de direitos humanos, dizem alguns, com alguma razão. Cá também os há (em menor escala). Há que ser realista e enfrentar esta oportunidade com olhos de futuro. Angola pode ser um novo Brasil, tem potencialidades e virtualidades inexploradas. É preciso acreditar e partilhar com os angolanos a aventura do enriquecimento colectivo.

A guerra é um desperdício, uma doença, um fardo. O desafio do desenvolvimento é urgente para tirar do subdesenvolvimento muitas populações. Dar as mãos, sem o malfadado binómio explorador-explorado que foi a causa-mor da nossa tragédia ultramarina, é o que se impõe.

O governo e o presidente da República fizeram bem em receber com a dignidade e com o prestígio necessário um aliado que pode ser parceiro comercial privilegiado. Bem hajam! Sejam bem-vindos os angolanos se vierem por bem!

Agora, Angola e Portugal, definitivamente livres, sem peias neocolonizadoras, devem remar em conjunto rumo ao mar-prosperidade!

E que Deus nos ajude a todos.