rouxinol de Bernardim

Um blogue plurifacetado procurando abordar questões de interesse sob perspectivas diversificadas. A independência sim, mas sempre subordinada a parâmetros de bom senso, de optimismo e de realismo. O mundo e a sociedade sob o olhar atento e desassombrado de um cineasta do quotidiano, um iconoclasta moderno, sem peias, sem tabus, sem preconceitos.

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Penso, sonho, trabalho, amo... logo, existo!

sábado, fevereiro 28, 2009

O medo da verdade!

Neste país há um manto de opacidade na administração pública que é, de per si, factor indutor de mil e uma trapaças. As entidades de supervisão (e/ou fiscalização) estão amiudadas vezes manietadas por condicionalismos inerentes ao próprio ordenamento jurídico que as enforma.

Em tempos o Arquitecto Silva Garcia queixava-se que na Póvoa d e Varzim não podia ter acesso a documentos com a discriminação de horas extraordinárias pagas pela câmara. Os montantes envolvidos eram de tal forma exorbitantes que cheirava a esturro. Ora, em vez de dissipar dúvidas apresentando documentos justificativos de tais valores, em vez de esclarecer o vereador interrogativo, a câmara meteu a cabeça na areia como avestruz. Suponho que ainda não satisfez o pedido de esclarecimento do vereador.

O presidente da junta de freguesia da Póvoa de Varzim, perante uns esclarecimentos e pedido de documentação do Dr Remédios, membro da assembleia de freguesia, eleito pelo CDS (suponho), chegou ao ponto de afirmar que «quem duvida, tem desconfiança, por isso não merece confiança!»

Qual a razão de todo este pânico, este medo da verdade?!

O cidadão comum, perante este comportamento opaco e nada consentâneo com a transparência democrática, que deverá concluír?

Que a democracia local está ferida de morte, gangrena a olhos vistos, perante a passividade das instâncias de supervisão que se entregam aos braços de Morfeu.

Em tempos, eu próprio, pedindo documentos à camara municipal (de Vila do Conde) fui confrontado com uma resposta negativa. Eu era membro da AM. Tinha a missão de fiscalizar a dita câmara. Jurei cumprir essa tarefa ao eleitorado, procurei ser leal a essa promessa.

A câmara (escudada num parecer de um douto causídico, Dr Pedro Paulo Sampaio) alegou que nada tinha que apresentar. A minha missão fiscalizadora era considerado como uma tentativa de «devassa», uma quase tentativa de violação de segredo de Estado!

De facto os documentos foram-me recusados. O Provedor de Justiça entendia que eu tinha razão, que a minha missão era nobre e louvável e que os documentos me deveriam ser entregues!

Mas nunca o foram! As dúvidas que eu tinha não foram dissipadas por quem à partida teria todo o interesse em o fazer e não fez! Deixou adensar a dúvida, a suspeita de aproveitamento ilícito!

Que pensar de tudo isto?!

Que é preciso fazer para alterar um ordenamento jurídico que ele próprio incentiva e/ou patrocina a ilegalidade e podendo conduzir a depauperamento do erário público, administração danosa, situações lesivas da economia nacional?

Fala-se tanto em «requalificação», por que não «requalificar» o ordenamento jurídico em determinados domínios, tornando-o mais capaz de responder a estes desafios?

O supervisor-mor do reino, o Senhor Presidente da República, que tem feito para emendar e/ou diminuír esta propensão?

Que se saiba, muito pouco ou quase nada. Limita-se a proferir uns discursos um pouco populistas no 25 de Abril e no dia da República, condenando o clima de corrupção que se vislumbra, mas nada mais.

Legislação eficaz, actuante, dissuasora e penalizadora é coisa que não existe, ou existindo, é inexequível!

Este país precisa de uma grande vassourada, de alto a baixo! Há que pensar seriamente nisso antes que um grupo de patriotas saia a terreiro e ponha cobro ao regabofe, pela força das armas!

Economia portuguesa!




__Ó Carla sabes o que é aquilo?
__Querido, não faço a mínima ideia!...
__É o estado actual da economia portuguesa!
__Como assim?!
_Olha, está completamente aberta aos predadores: banqueiros corruptos, políticos oportunistas, empresários que delapidam recursos e despedem trabalhadores, fogem ao fisco e fazem saír fluxos para os off-shores. Um autêntico buraco negro, e a supervisão é um mero apêndice ineficaz!
_-Onde vez tudo isso?!
__Olha, aquela zona negra, parece uma floresta, é a floresta de enganos da propaganda, o buraco orçamental está lá oculto, é lá que se evadem capitais, é lá que se encontram os fluidos financeiros saídos da economia real e entram na paralela. Aquela barriga é uma «barriga de aluguer»: é a CGD onde se encontram as acções da CIMPOR a crescer, crescer, até atingirem a maturidade para que então, o dador, Manuel Fino, possa colher os frutos... Aquele umbigo é o supervisor que é apenas figura decorativa, nada faz e não tem função específica neste organismo.
As tetas semi-encobertas são a opacidade onde alguns vão mamando fluxos fiduciários, de forma constante e reiterada, satisfazendo a sua gula desenfreada e com essa sucção maximalista levam tudo à exaustão, não permitindo o investimento regenerador...
__ E aquelas colunas completamente abertas... o que representam?
__Essas deveriam ser os pilares mais sólidos da economia, mas estão completamente abertas à voracidade dos vampiros argentários que tudo sugam. Os pilares da justiça e da educação estão assim, um convite ao vandalismo, à predação, ao desaforo, à pouca vergonha! Completamente escancaradas, sem defesas, com imparidades gritantes, tudo isto fruto de um laxismo total a todos os níveis!
__E o presidente da República que faz?!
__Apenas isto:«garante o regular funcionamento deste quadro!» Ai de quem lhe tocar! no quadro, claro!!!...

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

Candidatos da Victoria!!!

__Então D. Victoria Principal, qual é o melhor candidato?


_Olha Rouxinol, o melhor para mim é aquele que usa a linguagem da verdade nua e crua, o que preza a pureza de intenções, o que não é capcioso, o que não se vitimiza para enganar incautos,
o que preza a transparência total acima de tudo, o que vale por si próprio e não pelo rebanho de «capturados»...




Porto aprovado, Sporting humilhado!

Enquanto o F.C. do Porto passou com distinção no exame do Vicente Calderon em Madrid (2-2) o Sporting foi humilhado em Alvalade pelo Bayern de Munique (0-5). O Porto dominou em toda a linha (táctica, física e tecnicamente foi muito superior ao fragilizado A de Madrd) enquanto que o Sporting, apesar de uma primeira parte mais ou menos equilibrada (aquele golo surgiu de uma infantilidade de Derlei e do excelente sentido de oportunidade de Rubery), na segunda parte foi o descalabro total!

Noite de pesadelo e demasiado penalizante para uma equipa excessivamente frágil (física e animicamente) para os possantes alemães. Será efeito de ressaca depois do brilharete frente ao Benfica? Ou excesso de confiança?
Talvez as duas coisas em conjunto...

Enfim, ao Porto augura-se uma passagem fácil (muito embora as cautelas se imponham sempre, há equipas que se transcendem em certos momentos...) ao Sporting o destino está traçado: o afastamento inevitável.

S. Nuno Álvares Pereira



S. Nuno Álvares Pereira
O ministro da Economia, Sr Dr Manuel Pinho.
Hoje podemos orgulhar-nos de ter mais um santo. Na árvore do criatianismo mais um ramo pleno de santidade. Um santo é um santo. Será advogado dos militares? Ou dos políticos?
Não se sabe ainda. Dado o seu passado de expansor da fé pela força da espada, de conquistador de praças, de mercados, de terras, julgo que é lícito esperar que ele nos defenda da invasão espanhola e nos ajude a conquistar novos mercados em termos económicos.
Talvez o ministro da economia deva acender-lhe uma vela todos os dias a ver se ele força a retoma. Agora já não se tomam castelos aos mouros mas sim conquistam-se mercados, vendem-se produtos para determinados países fomentando a expansão económica da nação. Era bom que, lá do alto pedestal onde agora se encontra, fizesse vibrar a espada do patriotismo e nos ajudasse a saír do marasmo, do atoleiro económico-financeiro em que nos encontramos.
Assim, seja!

quarta-feira, fevereiro 25, 2009

A carta na manga!

É claro que ainda não disse tudo! Tenho algumas cartas na manga! a seu tempo e a seu modo, os trunfos valerão ouro!!!

A tentação da maçã




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Caça ao voto-gay!


Não sei se há muitos se há poucos, ouço falar que eles estão em lugares de relevo na TV, na justiça, na comunicação social, nas finanças... o que é certo é que há quem se multiplique em salamaleques para grangear a simpatia desta comunidade.
Não conheço pessoalmente nenhum gay, mas julgo que não devem ser assim tantos para que andem num frenesim enorme alguns políticos. Sócrates no Parlamento deu-lhes uma sapatada: era uma questão fracturante, não prioritária, subalterna... Depois, no partido, já deu a mão à palmatória e admitiu a possibilidade de apoiar os casamentos, as adopções, etc, etc...
Será que está a começar a troca de galhardetes neste domínio com o BE? A campanha eleitoral no horizonte a já começou a vertiginosa corrida ao voto-gay.
Haja tento, haja um resquício de pouca-vergonha.
Se não devem ser discriminados no âmbito laboral, social, educativo, ainda vá que não vá. Agora políticos porem-se de cócoras perante esta comunidade é deveras lamentável.
Respeito e não ataque desenfreado, sim. Homofobia cega e esquizofrénica perante esta comunidade, não. Há que ter um são equilíbrio e uma postura responsável e respeitável.
Tudo o resto é «anormalidade».

Um novo bezerro de ouro!!!


Um novo bezerro de ouro está aí! Ele é cultuado até à exaustão por um cortejo de crentes que nele vêem um deus capaz de lhes dar tudo o que ambicionam: felicidade, riqueza, poder!
E cultuam-no com devoção extremosa. Há até os zelotas que são os mais acérrimos defensores do ídolo. Estão sempre atentos às falhas dos outros para com o bezerro, apontam a dedo os «traidores», os «blasfemos». Olham para a fila de marchantes e procuram saber quem vai fora do alinhamento, os perigosos «desalinhados»...para depois os denunciar ao chefe todo poderoso, o representante máximo, o papa do bezerro!
Fazem festas e convidam gente de fora para prestar culto sagrado ao bezerro imaculado. Às vezes os convidados não são os mais recomendáveis mas desde que respeitem o bezerro e tragam ouro, incenso e mirra, serão bem-vindos ao covil do bezerro.
Humildemente o confesso, também já cultuei o bezerro. Com devoção, com empenhamento, com fé.
Agora, felizmente, perdi a fé no bezerro e em todos os bezerros que por aí pululam.
Tenho pena dos ainda crentes, dos viciados nessa droga, dos dependentes desse todo-poderoso bezerro de ouro!
Esse bezerro é o partido! Seja qual for. Seja grande ou pequeno. Os partidólatras aí andam, reverentes, zelotas, dando-lhe a sua fé, o seu afecto, esperando a retribuição.
Os crimes, os abusos, as malfeitorias cometidas pelos outros bezerros são hediondas, mas quando cometidas pelo «nosso» já são toleráveis, são necessárias, são o mal menor, é a realpolitik!!!
E o medo que os domina é também a ânsia de poder, algum poder que seja, nos media, na administração pública, até em cargos paroquiais__ pois o bezerro estende os tentáculos à própria paróquia__ falo com conhecimento de causa! E às vezes o próprio pároco (consciente ou inconscientemente...) cultua o bezerro de ouro!!!

terça-feira, fevereiro 24, 2009

Mário Soares, o elogio da transparência!


Mário Soares, o tribuno que empolgava multidões, o democrata dos quatro costados, o defensor das amplas liberdades, dos direitos humanos, é sempre uma referência digna de registo. Li muitos dos seus livros e sempre comunguei do mesmo ideário propugnando um socialismo de rosto humano, uma democracia participativa, aberta, de sinal mais...
Isto em termos formais, abstractos. Quando começámos a aprofundar o seu «modus actuandi» e a confrontá-lo com os princípios por ele defendidos foi uma frustração completa. É que ele, amiudadas vezes, era a antítese do que propugnava nos seus discursos, nos seus livros!
Vem hoje no DN fazer apelos ao bom senso, criticando acerbamente as fugas de informação no que concerne ao segredo de justiça. Por outro lado, faz um apelo à transparência nos negócios e na administração.
Recuando no tempo quero pedir-lhe para analisar aquele período em que se criou (por sua sábia iniciativa) a Alta Autoridade Contra a Corrupção.
Dizia ele que era preciso erradicar o mal, acabar com os sintomas que iam minando a democracia.
No preâmbulo do decreto-lei que instituíu a dita AACC dizia-se que quem apontasse casos de eventual falta de transparência (podendo indiciar corrupção) não poderia ser denunciado pelo alto comissário sob pena de poder ser alvo de retaliação pelos eventuais visados.
Incentivava-se à coragem dos cidadãos, ao seu espírito cívico, à sua cidadania!
E, na prática, o que se passou?!
Fiz uma queixa devidamente fundamentada. Apontei ilegalidades, abusos, anomalias graves. Pedi uma investigação à AACC a fim de se apurar da eventual corrupção subjacente.
O que fez o alto comissário?
Em vez de apurar, ele próprio, como lhe era solicitado, deu cópia de parte de uma carta a uma entidade governamental (suponho, pelo relato feito por telefone pelo então comissário, coronel Costa Brás, que poderia ter sido ao próprio primeiro-ministro, Mário Soares...) Argumentou que foi uma questão de hierarquia (ele era equiparado a secretário de estado). Esta entidade (que desconheço, pois negou-se terminantemente a dar-me o nome alegando absoluto sigilo!), fez circular o documento por forma a que chegasse ao visado. De facto quem era obrigado ao sigilo total era o ACCC e não o primeiro-ministro ou ministro!
Embora fosse tudo verdade, o visado, numa manobra calculista de efeitos propagandísticos iniludíveis, alegou que era tudo calúnia e meteu acção em tribunal contra mim. Não se apurou nenhuma calúnia. Não se concluíu que houve denúncia por má-fé. Era tudo a verdade mais pura. Contudo, alguns termos ridículos foram considerados insultos: «onde pára o dinheiro?», «ambiente maquiavélico», «crimes de lesa-economia» e «repressão sindical fascizante»...
Fui condenado por isso. Os factos graves perpetrados e amplamente confirmados__ ausência pura e simples de concursos públicos em todas as empreitadas que a isso obrigavam, pagamentos muito superiores ao consignado inicialmente, e todo um rol de faltas de transparência que indiciavam práticas lesivas do erário público e da igualdade de oportunidades__ tudo isso ficou impune!
Perguntei ao alto comissário quem violara o segredo de justiça! Era um crime e eu tinha o direito de saber para poder mover-lhe um processo!
Este, de forma estranha, pôs-se a perorar sobre a benignidadde do crime de violação dizendo que era prática corrente! quando era obrigado por lei a guardar sigilo sobre documentos recebidos, não o fez, violando o estatuído na lei ou permitindo que outros (não obrigados ao dever de sigilo...) o fizessem! Face ao crime de violação de segredo (que ele praticou ou foi conivente na sua execução objectiva...) era tudo coisa de somenos. Nunca me confessou quem fora o violador mas, por telefone (enviou-me expressamente um telegrama a dar-me conta de três telefones para o contactar!!!) apontou para o primeiro-ministro ou ministro (as entidades que lhe eram superiores na hierarquia)!
O segredo de justiça com dois pesos e duas medidas. Usado para proteger altas entidades e relegado para segundo plano para defender cidadãos pé rapado!!!
Seria Mário Soares a violar o tal segredo? Só o poderei saber lá para 2015 quando os documentos hoje na Torre do Tombo , fechados a sete chaves, conhecerem a luz do dia!
É evidente que face a este e outros episódios o cargo e a estrutura foram suprimidos. De facto, para fazer figuras destas, mais valia nunca ter existido!!!
Quanto ao Dr Mário Soares, era tão bom que se remetesse ao silêncio, ou então que meditasse sobre os «Contos Proibidos» de um tal Mateus que não aparece na comunicação social, foi lançado patra o Index o tal livro nunca desmentido; às vezes apetece seguir aquele ditado popular: «Bem préga Frei Tomás, olha para o que ele diz e não para o que ele faz!»

Senhor Primeiro Ministro!

Excelência:

Num contexto de austeridade colectiva era bom que o exemplo viesse de cima, que a partilha dos sacrifícios fosse feita com equidade, com critério uniforme. O país sabe que muita da crise que está entre nós é fruto de um contexto externo cujos contornos são de tal forma graves e complexos que seria estultícia estar a enumerá-los.
Contudo, há factores endógenos que importa relevar sob pena de se estar a branquear a situação. A reforma estrutural a que se propôs - com coragem e sujeito aos maiores e mais desencontrados desaforos- era urgente e imperiosa. Custou-lhe alguma impopularidade, é certo, mas não tanta como seria de supor se atentássemos nos coros de carpideiras que por cá se vão acastelando, quais nuvens negras no horizonte.

Há situações que surgiram agora - estilo Freeport e outras - que dão a entender estarem enquadradas num contexto mais vasto de eleitoralismo cego num caldo de cultura doentio e fastidioso. Independentemente de se saber quem tem razão (pessoalmente acredito na sua inocência, até prova em contrário, como é óbvio), seria útil permitir e incentivar uma total transparência no sentido de facultar às autoridades todos os dados a fim de se esfumarem todas as dúvidas. A verdade completa, acima de todas as coisas.

Agora, casos como este que envolve a CGD e o empresário Fino, em que uma facilidade inaudita no que concerne a aceitação de acções da CIMPOR com a cotação cerca de 20% acima do valor de mercado, deixa-me um pouco perplexo e receoso de que tal precedente possa desencadear pedidos de outros depositantes eventualmente com acções abaixo do preço de compra.

Vossa Excelência tem sido um paladino da igualdade de oportunidades. Afirma-se pública e ostensivamente defensor dos mais fracos, dos economicamente débeis, logo, não terá moral para recusar pedidos de igual jaez feitos por cidadãos anónimos vítimas da crise bolsista, tal como o empresário Fino.

É óbvio que se a CGD fosse um banco genuina e intrinsecamente privado era um assunto diferente. Contudo, a CGD é em grande parte estatal. Logo, o tratamento é mais delicado e mais susceptível de poder ter repercussões na esfera governativa. Todos sabemos que os gestores não são correias de transmissão do governo, mas, nestes casos de grande envergadura, o governo deve ser conhecedor e aprovar tais medidas.

Imagine-se que as acções da CIMPOR descem num curto prazo 50%! tudo pode acontecer! Já imaginou o impacto eleitoralista que este negócio pode causar?

Já imaginou o coro oposicionista a colher dividendos desta negociata? Já imaginou a campanha eleitoral a ser dirimida num contexto de generalizada crise bolsista?

Que dirá o povo? Que dirão as oposições?

Lá diz o povo: «a mulher de César além de ser séria deve também parecê-lo...»

segunda-feira, fevereiro 23, 2009

Democracia «mascarada»...

A democracia é melhor que a ditadura. Este é um princípio que se deve seguir para qualquer análise sobre determinado regime.

Contudo, há democracias e democracias...

Vemos nalguns locais (sobretudo no poder local), pequenas caricaturas da democracia. É o «quero, posso e mando», sem qualquer pudor, o arbítrio paredes-meias com a cumplicidade e as sinecuras mais escandalosas. É o reformado que vai para assessor do presidente para arrecadar mais uns proventos enquanto jovens estão no desemprego, a engrossar um vasto caudal onde o desespero ameaça. É todo um vasto leque de mordomias que alguns vão deglutindo, qual banquete lauto prodigalizado pelo erário público a meia dúzia de «eleitos»...

Isto tem de acabar! Este é o maldito «sistema» que tantos denunciam mas que fomentam com a sua prática clientelista para se perpetuar no poder! é a porca da política com os seus leitoezinhos de estimação! É vê-los por aí dando uma conferência na rádio, uma entrevista no jornal, sinecurando com vampiresca voragem a teta do erário público!

A grande maioria vive no limiar da pobreza, não pode dar-se ao luxo de ir a restaurantes, a passeios, mal dá para cuidar da saúde. Os contrastes vão-se acentuando e as causas estão à vista de todos. O país vai sendo devorado por uma crise vasta: de ética, de valores, de justiça, de dignidade, de cidadania... Um reduzido grupo de «vampiros» sugam todo o sangue fiduciário, lançando a anemia no sistema...

Resta-nos , pelo carnaval, desabafar e fazer um apelo à consciência colectiva (tantas vezes adormedida ou amordaçada...) para que não se cale e grite: «O REI VAI NU!»




Chamam-lhe democracia
Mas já todos sabemos,
Rótulo amargo, diria
Da zurrapa que bebemos...



Tem sabor avinagrado
Perfume de corrupção
E ando desconfiado
Que não passa de ilusão!


Prometendo e não cumprindo
Ilusionistas há tantos
Diabos sempre fingindo
Querendo passar por santos.



Democracia sem ética
Sem valores e sem moral
Paupérrima, tão patética
Máscara de Poprtugal!


Mascarados vamos todos
Uns, anjos, outros, santos,
Vemos «Messias» a rodos
«Pinóquios» existem tantos!...


Dona Crise vai também
Atrelada ao Zé Povinho
Coitado!, ele é que a mantém
Mas dela já 'stá fartinho!!!

domingo, fevereiro 22, 2009

A Grande porcalhada


A PORCA CONSELHEIRA...
Do Estado é bom conselheiro
Conselhos a eito dá
Ganha rios de dinheiro
Na banca tem um maná!
Sofre de amnésia, às vezes,
Mentir, não mente, jamais!
Ama tanto os portugueses
Alguns dizem que é demais!
Vive que nem marajá
Dizem que é podre de rico
Alguns podres guardará
Das idas... a Porto Rico!
Seguro de vida tem
Da morte assim se resguarda
No palácio de Belém
Tem um bom anjo da guarda...
Burros somos todos nós
Quem nesta vara acredita...
Sofremos a crise atrós
Passamos por «maus da fita»!...

Colarinho branco a máscara que está na moda!!!


























Moda de colarinho branco

Já vai subindo, em espiral,

É, estou certo, e vou ser franco,

A mais seguida em Portugal!




Na banca ganhou ditinção

No governo tem seguidores

Nas câmaras há inflação

Desta moda há tantos cultores!...




Por isso hoje irei mascarar-me

De colarinho branco... liso,

A esta moda vou ligar-me

Pois de enriquecer eu preciso!




De justiça vai o meu par

É o par certo, par perfeito,

Se o colarinho se sujar

A justiça dá sempre um jeito...

SPORTING 3-BENFICA 2 _ Justíssimo!

Quem se recorda das parangonas do verão passado quando se abordava a aquisição de Pablo Aimar pelo Benfica, não pode deixar de ficar estupefacto com o seu desempenho actual: uma autêntica anedota!

O treinador espanhol continua a apostar na «vaca sagrada» mandando para o banco Cardozo e Nuno Gomes , qualquer deles com mais hipóteses de brilhar nesse lugar, atrás de Suazo...

O Sporting, com jovens promissores e o veterano Derlei a mostar que ainda mexe, com Vucevic e Liedson a mostrarem a sua raça, foi um justo vencedor.

O pobre defesa esquerdo improvisado David Luís sempre a ocupar um lugar que estará muito mais bem entregue a um defesa esquerdo de raiz como Jorge Ribeiro, foi o bombo da festa.

Cardozo entrou tarde. Devia entrar de início ao lado de Suazo. Pablo Aimar nem no Alverca !, depois, ainda dizem que o Mantorras é «coxo»!!! Pablo Aimar até coxeia no pensar! O que é bem pior!!!

Como é possível continuar o espanhol Flores a apoiar vacas sagradas de sua confiança mas sem objectividade, sem espírito prático, sem criatividade?!

O Sporting, com plantel menos valioso (em termos de custos de aquisição...) mostrou melhor urdidura de jogo, mais empenhamento e lucidez táctica, maior acutilância. Ficou um penalty por marcar contra o Benfica que qualquer árbitro marcaria...

Jorge Ribeiro, Nuno Gomes, Cardozo, só não são titulares indiscutíveis por miopia de um treinador que não vem ensinar nada aos portugueses... Até quando estas cenas patéticas contuarão no futebol português? O homem tem nozes, nozes que valem milhões, mas como não tem dentes... o resultado está à vista!

sábado, fevereiro 21, 2009

Recordar Monsenhor Óscar Romero!



Óscar Romero é um paradigma moral e cívico por excelência! Foi assassinado em plena missa!

Quando vejo a Igreja vergada e vendida ao poder político dominante (seja ele qual for...), quando vejo o púlpito (ou a homilia dominical) usado para louvaminhar caciquismos oportunistas não posso deixar de enaltecer o papel deste Homem que deu a vida pelo povo oprimido e explorado da sua terra.

Outros, agora, não se importam com a corrupção, com a exploração, desde que algum vá «escorrendo»... até permitem que se use o templo sagrado para que vendilhões de banha de cobra politiqueira façam o seu papel de feirantes...

Depois usam a pompa e a circunstância das procissões para ostentarem sinais exteriores de toneladas de fé, de exibicionismo piroso de generosidades mil... alguns até cerceiam o acesso a quem não for politicamente grato...

MONSENHOR ÓSCAR ROMERO, MÁRTIR DA FÉ!

Excelsa criatura, a vida deu

Pelo povo explorado e oprimido;

Ao poder não vergou nem se vendeu...

Mataram-no!, jamais foi corrompido!

Foi monsenhor Romero paladino

Das liberdades, morto em plena missa,

Neste mundo, fiel ao seu destino,

Jamais capitulou à injustiça!

Hoje há só corrupção, vil servilismo,

Vão fazer o sermão, mas subtilmente

Prestam culto ao poder!, que oportunismo!

Direita ou esquerda são tão facilmente

Atreitas ao abuso, caciquismo,

Que é mesmo doentio e deprimente!

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

O olhar de Deus?




OLHAR DE UMA CRIANÇA, O OLHAR DE DEUS...
Quanta poesia não há
no olhar de uma criança,
um lago cheio d'esperança
que jamais esvaziará!
Uma mensagem de fé
na humanidade perdida
um sol nascente de vida
que ilumina a alma, até...
Olhar doce e tão profundo
olhar de Deus, não será?
Olhar assim tornará
mais humano o próprio mundo!

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

Fui ao céu... mas Deus recambiou-me!

Parecia a muralha da China! uma chusma de almas em fila indiana preparando-se para entrar!
Quando chegou a minha vez, uma voz disse: «introduza o seu cartão!»
Parecia uma caixa de multibanco! Depois de o ter introduzido, a mesma voz inquiriu:«Escreva o código!»
Qual código, qual carapuça! Nunca me tinham ensinado na doutrina que era preciso um código!
Arrisquei: «Da Vinci!»
A máquina recusou. A vermelho, vi escrito: «Errado!»
Pior ainda. A máquina exclamou:«Só tem mais duas oportunidades!»
Arrisquei de novo: «Hamurabi»... E de novo veio a resposta: «Errado!»
Era o desespero total. Mas tinha que ser. Já começara a ouvir atrás de mim: «Despacha-te palerma!»
Então, em última tentativa, pus: «Amen!»
E deu certo! Uma luz verde apareceu e uma porta enorme se abriu! Era a porta do céu!
Lá dentro, em vez de S. Pedro, apareceu-me uma alma de boné! Eu conhecia-a! Era José Maria Pedroto, antigo treinador de futebol. Dirigiu-se-me nestes termos:
__Anda lá Rouxinol, vai-te equipar! Já vens atrasado! O céu está a perder com o inferno por 4 a 1!
Mal entrei nos balneários, olhei para o equipamento e fiquei deslumbrado! Era o número 10, o do Rui Costa, fiquei pasmado com aquele vermelho vivo e ainda a cheirar a novo!
Mal entrei no estádio, uma enorme salva de palmas ecoou! Seria para mim?!
Não, era para o atleta que eu iria substituír: José Águas, o marcador do único golo celestial...
Mal entrei, recebi um passe rasteiro de Matateu, driblei três infernais e, já dentro da área, fui rasteirado. Não, não caí, ainda galguei uns metros, ia marcar golo, mas fui empurrado pelas costas e foi mesmo penalty!
Por modéstia recusei o pedido que me foi feito para marcar. Acrescentei:

__Se temos aqui o Pavão, que é um especialista, porque não ele?
E assim foi. Pavão não falhou! Era o 4-2, abria novas perspectivas.
Numa jogada genial do Jacinto João, a bola sobrevoou a área, e eu, de cabeça, não perdoei: era o 4-3!
Aquilo ia animando. Entrei fresco e cheio de força. Os infernais estavam de rastos. Olhavam para mim de soslaio, como quem se interroga: «De onde terá surgido este passarinho?»
Na bancada, um senhor de barbas enormes, parecido com o Pacheco Pereira, comentava assim: «Esta espécie está em vias de extinção!»
Referia-se a mim, como é óbvio! Era Charles Darwin que fazia duzentos anos nesse dia. Eu fora como que uma prenda de aniversário!
Milhões de adeptos rejubilavam! Aquilo que fora uma perspectiva de derrota humilhante, começara agora a ganhar outro ar. As bancadas eram só vermelho vivo! uma tarja negra, ao fundo, rezava assim: «Campanha negra!»
Eu culminei outra jogada começada na extrema esquerda pelo Miro. Este avançou pela linha, cruzou fora do alcance do guardião, eu amorteci com o peito e antes que a bola caísse desferi um remate de pé esquerdo que rebentou com as malhas da baliza!
Deus, no seu camarote presidencial até excclamou: «Este é o Eusébio branco! já não há disto!»
Era o golo do empate! Era a apoteose!
Mas ainda faltava o melhor. Uma entrada fulgurante de Peyroteo, tabelando comigo na área, culminou com um toque de calcanhar que deixou o guardião boquiaberto!
O céu quase vinha abaixo! Era o corolário de uma reviravolta espectacular! nunca se vira um jogo igual!
O jogo mal terminou e fui logo chamado ao gabinete de Deus! Abraçou-me, deu-me os parabéns e disse: «Quero que regresses à terra para espalhar a tua criatividade! Fazes lá falta! Aquilo está numa depressão terrível! Tu és o homem certo para dar a reviravolta!»

E não disse mais nada! fiquei abismado! peguei na guia de marcha e fui ter como o Senhor do Bom Despacho!
Este, boa pessoa mas um pouco picuinhas. Imaginem que até pelas vacinas me perguntou!
Preenchi mil e um papéis, uma carrada de burocracia e lá entrei naquela nuvem branca que me haveria de conduzir de novo à terra. Por curiosidade perguntei-lhe: «Senhor do Bom Despacho, o combustível desta nuvem qual é?»
«Meu caro Rouxinol, isto é do melhor que há! não polui, não produz efeitos colaterais e é de uma eficácia a toda a prova. É a fé!»

J'ACCUSE!


A Despesa Sumptuária é a coisa mais urgente a banir, neste período de contenção em que todos devemos lutar para erradicar a crise!
Ei-la aqui, com todo o seu esplendor, alimentada na Madeira à custa do Erário Público, o dinheiro dos contribuintes, o dinheiro de todos nós!
Quando se fala tanto na necessidade de emagrecer o Estado- com certa lógica, diga-se...__ é preciso acabar com quem engorda à custa do Estado. É urgente!
Na RAM há um despesismo exorbitante em determinadas coisas que se reflectem no orçamento da dita região. Despesas com futebóis e com um jornal bem conhecido (JM) são da mais elementar justiça denunciar.
Coitada da Fátima Felgueiras está a passar vergonhas em tribunal quando fez, certamente menos, do que se faz noutros lados... Este país precisa de uma justiça uniforme em todo o território nacional. Paguem todos pela mesma moeda: a moeda da justiça e da austeridade colectiva!
Ao povo pedem-se sacrifícios constantes mas certos nababos, vivendo à grande e à francesa, ostentam sinais exteriores nada consentâneos com o clima de austeridade que todos respiramos. Eu dou o exemplo. Levo uma vida espartana, transparente, sem ostentações. Ainda sou recriminado por isso, frequentes vezes...
Vejo por cá tantos Vale e Azevedo que me dá vómito. Ostentando sinais exteriores de pompa e vaidade quando isso é feito à custa de salários em atraso, dívidas a torto e a direito, evasões de todos os matizes, dribles à lei, atentados ao pudor democrático!
Como diria Émile Zola, no caso Dreyffus, «J'accuse!» este «sistema» (eufemismo criado para justificar toda esta pouca vergonha) que atenta contra os direitos de um povo que quer justiça social, mais equidade na distribuição de proventos já que é o principal suporte dos custos da crise que assola a todos...
Equidade fiscal, equidade na distribuição de sacrifícios nesta conjuntura que vai durar muito. Se criticam os governantes por tentarem salvar bancos (adentro de uma perspectiva de evitar risco sistémico...), pois poderiam causar danos colaterais (efeito dominó...) graves, pergunto eu, por que continua o governo da Madeira a injectar fundos escandalosos nalgumas firmas que não têm viabilidade? Será «risco sistémico»?
Mas o dr Jardim é (só no paleio, que não nas obras...) o maior paladino anti-sistema, como se compreende que seja o suporte máximo do dito «Sistema» na Pérola do Atlântico?
Foi por causa de «excêntricos» assim que o país está como está! Depois, ainda se julgam merecedores de uma estátua!

A mulher de César!...


A mulher de César...
Fui visitá-la. Diziam que andava a expor-se em passagens de modelos. Que para uma senhora da sua estirpe não ficava bem. Era susceptível de críticas...
RB__ A senhora acha bem, sendo a esposa de César, andar em trajos menores, aí na praça pública, expondo-se?!...
MC__ Olha rouxinol, estou farta de falsos moralismos! a César o que é de César, à mulher de César o que é da mulher de César! não posso ficar eternamente acorrentada a um nome, quero respirar o ar livre, a liberdade, a sensação de viver em plenitude!
RB__ Eu compreendo-a, mas o país compreendê-la-á?!
MC__ Estou-me borrifando para o país! Irei à TV as vezes que forem precisas para expor os meus pontos de vista, a minha visão das coisas... sou livre e não abdico da minha liberdade....
RB__Mas, há um dever de reserva, um recato, um pudor...
MC__ Sei onde queres chegar, rouxinol. Este país precisa de se libertar de falsos moralismos, de hipocrisias, de tabus! A mulher, toda a mulher, não só a mulher de César, precisa de ser livre! Não me deixarei acorrentar a preconceitos, farisaísmos, anacronismos obsoletos...é que antes de ser «mulher de César», sou Mulher!!!

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

Só a parte visível do iceberg!...

Eis o que relata o JN de hoje sobre negociatas na CM de Gondomar! é um fartote!!!

E vivem estas criaturas sempre a dormir com a consciência tranquila como se nada fosse com eles, como se fosse a coisa mais natural do mundo!

Participação económica em negócio é o que que está a dar por esse país fora; alguns , servem-se habilmente de testas-de-ferro que são uma espécie de «luvas» encobrindo a mão real que está por detrás do negócio!...

Tanta «Consciência Tranquila» por esse país fora! e a justiça lenta e pesada, às vezes dorme a sono solto. Será que também dorme com a «Consciência Tranquila»?!

A Tranquila e... a Pesada!"




Eis, frente a frente, duas Senhoras muito visadas na nossa comunicação social:
A D. Consciência Tranquila e ... a D. Consciência Pesada!
Desconfio que a maior parte dos que afirmam dormir com D. Tranquila, faltam à verdade (ou mentem descaradamente...) e que, de facto, dormem com D. Consciência Pesada!
Qualquer dia vou entrevistá-las para saber a verdade!

terça-feira, fevereiro 17, 2009

Hugo Chavez, para sempre?

As eleições na Venezuela ditaram a sorte para perpetuar Hugo Chavez no poder. Uma deriva totalitária no horizonte, uma acha para a fogueira populista que arde em altas labaredas, cultuando a personalidade de um homem cujo nível intelectual é paupérrimo, cujo sentido ético é quase nulo, cuja capacidade de liderança democrática deixa muito a desejar.

Segundo o DN de hoje a abstençao foi de cerca de 30%, o que não foi por aí além diga-se em abono da verdade.

Às vezes, mesmo sem esta preocupação legalista - que se regista apesar das críticas - vemos por aí fora (e cá dentro) situações cujos contornos deixam transparecer algo de preocupante: a alternância democrática é impossível onde sistematicamente se violam as regras mais elementares da convivência democrática.
Oxalá este caso da Venezuela não seja o prelúdio de um messianismo populista desenfreado, alastrando por essa América Latina (e não só... vemos o Zimbawe e outros similares...) e criando raízes também por cá.

Triunfos Porcinos...




A cunha e a graxa, trunfos poderosos em locais onde impera a corrupção...
Tanta moeda se vê
Por aí a circular
Moeda vil. E porquê?
Só serve para aviltar!
A graxa e a cunha são
Moedas eficientes
Sementes de corrupção
Ao poder subservientes...
Abrem portas, são gazuas,
Ultrapassam leis ou éticas,
Vêmo-las aí nas ruas
Dando «Vivas!», apoplécticas!
E o poder se verga a elas
O poder corrupto, sei,
Por vezes, ganha querelas,
São «pés-de-cabra» ... na lei...
Cunha e graxa são binómio
Em perfeita conjunção,
São nacional património
São emblemas da nação.
Quem as usa não o diz
Utiliza manhas mil
Explica que foi «feliz»
Ou então... tem mais... «perfil»!!!
Cunha e graxa são madrinhas
De tantas promiscuidades!
Às vezes, coisas fraquinhas,
São tidas por sumidades!
Moedas dessas, olvido!
Só porcos valor lhes dão,
Neste mundo corrompido
Só porcos triunfarão!!!

O charme discreto da burguesia...


Alguns suam... eles transpiram...
Os pobres cagam... os ricos evacuam...
A gentalha embebeda-se... os ricos etilizam-se...
Os pobres casam-se... os ricos consorciam-se...
Os pobres peidam-se... os ricos largam ventosidades...
Concordo plenamente! Eu não menti à comissão de Inquérito na Assembleia da República. Apenas posso ter faltado à verdade por amnésia lacunar eventual...
NOTA FINAL: Vale a pena ler a excelente nota do advogado de defesa de Dias Loureiro, no JN. Impagável!

A fome e... a fartura!

O país mergulhado na incerteza
Na injustiça mais crua, depressiva,
Enquanto alguns nababos, só riqueza,
Fartos, na sua gula possessiva!



E a justiça, pilar do vampirismo
Gibóia bem nutrida, digerindo
Este lauto banquete de hedonismo,
Cega aos protestos, vai... «cantando e rindo



Vassourada geral, é solução,
Neoliberalismo, é o problema
Que só leva ao abismo da nação!



Há que enterrar de vez este «Sistema»
Porque só gera o caos e a corrupção,
Ele é, da crise, o vero teorema!


NOTA: Para dar xeque-mate ao Rei-sistema há que dar o lugar de destaque à Rainha-Ética!

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Capitalismo Popular... ao que chegou!

Em tempos falou-se muito do capitalismo popular, todos podem ser capitalistas (consoante a escala de rendimentos para investir...), contudo, em última instância, há perversões que importa acautelar.

O Estado estar a incentivar fiscalmente Fundos que na maior parte dos casos vão contribuír para o progresso e desenvolvimento de países estrangeiros é um contra-senso. Não podemos dar-nos ao luxo disso.

O conceituado jornal Público levanta a ponta deste véu que mostra a cara de parvos com que devem estar as luminárias que engendraram e cantaram hosanas ao dito cujo...
Nosso Senhor dos Aflitos nos tire mais esta carga. O povo, a eterna besta de carga, em última instância é que sofre... a depressão moral e económica é visível a olho nu! Depois da euforia do «capitalismo popular» vem a realidade crua desta perversão conducente ao miserabilismo... Será que o Estado é bipolar?!

Para a Presidência da República é preciso um especialista em psiquiatria!!!

Já estamos fartos de economistas!!! Prometeram fomentrar o investimento, atraír capitais estrangeiros, dinamizar a nossa economia e, agora, o que vemos?!

A moeda deste tempo que vivemos é a eurodepressão! a eurocrise!

O contrário do que foi prometido! Para liderar o governo tenho outra solução mais lógica e racional: dada a triste figura do actual status quo, com a tristeza a invadir as famílias, o desemprego, símbolo e ex-libris da depressão, a lançar na depressão psíquica milhares e milhares de portugueses... talvez um humorista faça falta! Para elevar o astral! Para afastar a depressão!!!

Professora presa!!!

Vem nos jornais. Uma professora, nos USA foi presa por usar o PC da escola para leccionar sexo!!! E exercê-lo por dinheiro! Reflexos da crise! De valores, claro!

Coitada!, não sabia que esta «cadeira» precisa de uma cama para ser bem leccionada! Ficou em «maus lençóis!»

domingo, fevereiro 15, 2009

Adivinhar não é fácil!

Cortejado por mil turibulários
Remirando-se aos espelhos mediáticos
Saciando alguns bezerros argentários
É rei-sol!, são satélites asnáticos!





Quasimodo, rei-sapo omnipotente,
Rabo de palha, vidro no telhado,
Pés de barro, factotum repelente,
Camartelo-falante alucinado...



Antonieta quer decapitar!
Tem ânsias de poder, de governar
A linda Lusolândia... que abomina!


Mas fenece a coragem de avançar
Projectos messiânicos rumina
Tão rara a lucidez... tal qual a crina!...

O Império da Mentira!


Quantos Madoff não haverá por cá, servindo-se do poder, da comunicação social servil, para esmagarem a verdade e se imporem no trono da mentira?!
Quantos se servem da mentira para intrigar: no poder, nas famílias, nas escolas, nas profissões?!
Nesta vida a mentira vai reinando
Alicerçada sempre na justiça
Foros de santidade até ganhando
Parece uma vestal, pura noviça!...
A verdade é vergonha monstruosa
Não se pode dizer, parece mal,
Diz a mentira impúdica, vaidosa,
Querendo para si o pedestal.
Na vitimização é uma artista
Sempre invocando a honra mui ferida
Dando-se um ar sentido e masoquista...
Diz-se sempre humilhada e perseguida
Ela, tão pura, tão perfeccionista,
E a verdade__ essa «impura» convencida!!!

Negar o holocausto! Papa reage...






O bispo a quem foi retirada a excomunhão- o inglês Richard Williamson - persiste na ideia de negar o Holocausto e a real dimensão daquela tragédia humanitária. Algo de muito grave nos tempos que correm.


O papa Bento XVI foi firme e exigiu uma retractação, mas ao que consta ela não surgirá.

Quando é considerado crime na Alemanha fazer declarações deste tipo, branqueando uma tragédia cujos contornos a maioria do povo alemão ignorava, pela censura existente à época, não se podendo atribuír a todo um povo um genocídio hediondo, seria útil fazer ver ao bispo católico o quão inconveniente é a sua postura. Que pensarão dele e da Igreja católica os que foram vítimas (e seus familiares)? É óbvio que não se pode penalizar toda a Igreja por causa desta ovelha negra...


Quando um alto dignitário da Igreja envereda por este caminho pode enlamear toda a comunidade a que pertence. Era bom que o Papa assumisse uma postura mais severa para com esta ovelha negra...


Nós, os que não somos antisemitas, que verberámos até os excessos actualmente cometidos (muito embora se reconheça certa legitimidade para a auto-defesa face à postura insana do Hamas...), não podemos deixar passar em claro esta afronta. É a humanidade que está a ser ofendida com esta negação absurda. Oxalá certa extrema-direita não venha a atrelar-se a este bispo que talvez traga na sua entourage alguns apóstolos da violência gratuita ...

sábado, fevereiro 14, 2009

Dia dos Namorados na Rússia: Greve de Sexo!!!




__Cá por mim estou disponível para furar a greve, mas quero contrapartidas...



Segundo relata o JN de hoje, o dia dos Namorados será aproveitado para uma original manifestação contra Vladimir Putin: as mulheres dos que apoiam a sua política decidiram greve ao sexo para penalizarem os maridos por essa postura nefasta. Segundo elas, como é óbvio...

Será que eles irão mudar de opinião?!

Esta chantagem sexual radica as suas origens na chamada guerra do Peloponeso na Grécia antiga dando azo a uma peça de Aristófanes.

Imaginem o que seria se as mulheres portuguesas fizessem isso, cá, a quem apoia José Sócrates?!

Será que a população gay iria aumentar? Os estudos ainda não foram feitos mas tudo é possível!
Pessoalmente continuarei a apoiar e/ou criticar Sócrates conforme os actos concretos e as situações objectivas que forem surgindo. Não sou um capturado...

Uma guarda no meu presídio!...



Nem todo o corpo é de carne... não, nem todo,
que dizer do pescoço, às vezes mármore,
às vezes linho, lago, tronco de árvore,
nuvem, ou ave, ao tacto sempre pouco...?
E o morno gradeamento dos teus braços?
Não, meu amor, nem todo o corpo é carne,
é também água, terra, vento, fogo...
É, sobretudo, sombra e despedida;
onda de pedra em cada reencontro;
no parque da memória o fugidio
vulto da Primavera em pleno Outono...
Nem só de carne é feito este presídio,
pois no teu corpo existe o mundo todo!
David Mourão Ferreira

A génese da Crise!


D. Crise, vermelha como o sangue puro, rubra como a verdade, continua a assombrar o país, mesmo quando o país não lhe reconhece credibilidade!
Lia um romance de Eça de Queiroz, «Os Fidalgos da Casa Mourisca»; fascinada e fascinante, com aquela beleza do mais puro quilate, com o astral em cima, olhar puro lucilando coragem e voluntarismo, insubmissa, rebelde, como que a dizer que a estética não se deixa subordinar aos caprichos da plutocracia ou da oligarquia mediática reinante cá no burgo, olhou para mim com o ar de uma pantera pronta a devorar a presa, mas sem sofreguidão, sem ansiedade, é que há presas bem mais suculentas... um pobre rouxinol, pequenino e com muitas penas, leves por sinal, não é do seu género...
D. Ficção,a minha parceira, serviu de testemunha, neste diálogo apaixonante, que porá o país em estado de choque!
Ela foi de uma coragem inexcedível:
_D. Ficção, a si dou a entrevista __disse ela levando a mão aos cabelos de cetim, erguendo o busto opulento, com ar de «vamp» atrevida e ousada...__ mas a esse rouxinol não passo cartão, não me merece credibilidade...
Assim foi. D. Ficção fez a entrevista. Eu assisti...
Ficção: «O que pensa do momento que Portugal atravessa?»
Crise: «Penso muito mal deste período. Direi que há uma campanha negra para desacreditar a Verdade. Sou vítima dela...»
F: «Mas a que se deve tal? Será que o império da Mentira está a invadir Portugal, como se de uma nova moirama, uma nova invasão de bárbaros?»
C: «Acho que há um descrédito generalizado. Aqueles que dizem a Verdade são completamente esmagados pelos que são amantes da Mentira. Até a justiça anda a reboque dessa megera!»
F: «Isso é muito grave! Tem provas concretas?»
C:« É muito difícil fazer crer à justiça que as provas são provas. A justiça, talvez instigada pela Mentira (mas não tenho provas, só suposições...) anda a reboque dessa campanha negra, desencadeada pela megera (também não tenho provas, mas os indícios são muitos...).»
F: «Mas você vive mergulhada num mundo de indícios, de suposições, de suspeitas. Não acha que é pouco credível a sua argumentação?»
C: «Olhe, Ficção, eu sinto-me na pele do primeiro-ministro. Coitado, um homem inocente, completamente enxovalhado por uma campanha negra que o tenta assassinar politicamente, levando-o a tomar posições corajosas e frontais!»
F: «Não compreendo onde quer chegar! Quem está por trás dessa campanha negra? Será o Mantorras? Ou o Barack Obama?»
C: «Julgo que é a Mentira. Julgo que é ela, essa megera, que manipula a justiça, e esta, contra a vontade do primeiro-ministro, não avança nas investigações, não apura a verdade e deixa pairar a dúvida...»
F: «Ainda bem que é a Mentira que está por trás disso! Não haverá hipóteses de a submeter ao império da Verdade?»
C: «É muito difícil. A Verdade não tem meios financeiros, não tem recursos, anda sempre a reboque da Mentira e da Meia-Verdade...»
F:«Então o primeiro-ministro está a ser vítima da Mentira?»
C: «Claro! Ele quer que as investigações avancem, quer que se dissipem as dúvidas, mas a justiça, talvez comandada pela Mentira, não avança, não investiga, deixa pairar a suspeição , para que ele seja queimado em lume brando...»
A conversa ia animada. Eu, rouxinol, ia ouvindo e registando. Ao fundo, numa azinheira, um corvo pousou. Começou a grasnar:«Andam todos a roubar... rou..bar...bar...bar...!»
É verdade. A campanha negra alastra por todo o país!!!

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

Excepção à regra!...


A vitimização é para o fracos e medíocres!... Comigo não!
Ele foi tocado dentro da área, no último Porto-Benfica. Seria grande penalidade a favor da sua equipa (Porto) sem margem para dúvidas. Era dentro da área, era um toque visível e evidente. Qualquer um cederia e respeitaria a força da gravidade... Ele não!, mesmo sabendo que poderia prejudicar a sua equipa, defraudar o público ali presente, resistiu à força da gravidade, fez esforço para se movimentar, tentou e conseguiu prosseguir a jogada.
Não foi golo. Ou melhor: marcou um golo na dignidade, no prestígio moral, na verticalidade! Merece o respeito de todos os desportistas bem formados!
Este homem merecia uma estátua!
Num país onde tanta gente ganha a vidinha a fazer-se de vítima: ele é o presidente da câmara que se diz alvo de calúnias quando é criticado por mau desempenho no cargo, o polícia que se diz insultado quando se reclama a sua intervenção, o primeiro-ministro que chama insultos às críticas dos oponentes, as mais acesas, claro, o próprio presidente da República que por causa de uma pequena discordância no tocante ao Estatuto dos Açores se diz vítima, enfim, tudo se hipervitimiza até ao grau máximo para colher dividendos, este Homem, um profissional autêntico, um artista da bola (e não circense...), um cidadão íntegro, vai contra a corrente e é alvo de censuras!...
Honi soit qui mal y pense!!!

Portugal 1 Finlândia 0

O resultado foi o menos importante, muito embora fosse atingido o alvo: a vitória tangencial.

Jogo para experiências, onde sobressaíu Pepe a «trinco» (poderá ombrear com Meireles e Meira...).
Rolando a central também mostrou ser uma opção segura, no futuro. O guardião Eduardo embora sem grande trabalho, mostrou que é de facto o melhor, no momento presente.

Cristiano Ronaldo mostrou uma faceta combativa e humilde. Orlando Sá , no tempo de jogo que lhe foi dado, protagonizou alguns lances em que se vislumbra já o potencial futuro ponta de lança da selecção A. A aposta de Duda a lateral esquerdo talvez ainda precise de mais uma ou duas provas de fogo, mas, de facto, há ali talento q.b. para um lugar ...

Tiago pareceu menos bem. Miguel ainda não está na plenitude. Enfim, há arestas ainda a limar, mas o bom caminho está no horizonte. Oxalá a Suécia não venha estragar as boas perspectivas criadas neste «ensaio geral»...

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

FORUM DA VERDADE!

Um nu artístico é sempre uma obra prima.Sem ponta de pecado ou de malícia, aqui está um trabalho fotográfico digno de figurar em qualquer exposição...



La gauche et la droite
du péché, visa,
milieu, endroit
plus sacré, voilà!





Moi aussi dorénavent
la vertu, vertu total
pélade, c'est évident
nouveau paradigme moral!



L'opacité, la burka,
le péché, brutalité,
le vrai ciel c'est pour moi
La Sainte... Bruni... Carla!...











Carla Bruni ensaiando o tema: «NUDEZ FORTE DA VERDADE!»


Vou convidá-la a vir a Portugal para dar o pontapé de saída ao Forum do PSD!


Espero que a Dra Manuela Ferreira Leite me prebende com um lugar, mais tarde (Provedor dos Lusitanos

junto do Governador Geral

Lucius Antonius Rufus Apius).



Nudez forte da Verdade

Ilumina Portugal

Erradica a opacidade

Que é a causa de todo o mal!

Campanhas negras lutando

Com fúrias persecutoras

Galhardamente anulando

As campanhas branqueadoras!

O preto no branco está

Todo o mundo já proclama

A América ao Deus-dará

Lamenta-se o pobre Obama!

Na banca há imparidades

Campanhas negras, será?

Reino de cumplicidades

Muito mais gente haverá!

Portugal tem mais encanto

Indo às compras a Paris

Gasta tanto, tanto, tanto

A crise?! Nada me diz!...

A Verdade nua e crua,

Andam todos a roubar

E o povo grita na rua:

Deixem ao menos... o ar!!!




«Bússola» avariada?!!!

Sempre admirei o jornalista M.A. Pina como uma referência no jornalismo, quase como que uma bússola. Pela sua independêmcia, rigor, isenção.
Admirei também José Rodrigues dos Santos pela sua postura independente, séria, digna. Não afecto a partidos mas tomando partido pela verdade, pelo rigor, pela ética.

Quando vejo jornalismo de «trela» (não é de «treta»...)__ partidária, clubística, regionalista__ fico de pé atrás.

Agora M.A.Pina, a minha bússola, vem hoje no JN quase que a fazer apologia do sectarismo, do partidarismo, da visão clubística no jornalismo. Será que a «bússola» avariou?

Habituei-me a navegar à vista e não por instrumentos. Eles podem induzir em erro e gerar acidentes graves. Na medida do possível navegar a «olhómetro» é mais prudente, em determinadas circunstâncias, como é óbvio.

Será que M.A. Pina tem os óculos desfocados? Ou mudou de óculos?

Será que Manuel Serrão, Júlio Magalhães e outros que tais, bolçando sectarismo por todos os poros, é que são os «novos paradigmas» de M.A.Pina?!

Vou já ali à loja da esquina comprar uma bússola nova! Irra, a crise chegou a todo o lado!!! Até às consciências!

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

Venha a nós o vosso reino!!!

Batista Bastos explica tudo o que era preciso saber sobre a crise! Oração de sapiência do supra-sumo, a eloquência servida em bandeja de prata!

O País inteiro pasma, embasbacado, lendo esta pérola digna de Péricles! Está aqui no DN!

A exegese mais profunda, sobre a magnitude desta crise que assusta o mundo inteiro e ameaça lançar Portugal no abismo mais profundo!

Manuela, Marcelo & a Onça!...







__Dr Marcelo, você é meu amigo ou amigo da onça?!
__Doutora Manuela, eu sou pelo que está a dar. Eu estou aqui para malhar, malhar! É o que está a dar! não vê o PS como faz?!
O PSD vai organizar o forum da Verdade (ler in Público) lá para fins de Fevereiro! Eureka!
Agora sim, o país vai saber realmente o que pensam Jardim, Menezes, Marcelo e toda aquela chusma de predadores que mais parecem um saco de gatos sempre a bater na pobre senhora, sempre a embirrar com a sua imagem, a sua mensagem.
Sinceramente começo a compreender as razões do insucesso do PSD. Recordo ainda o tempo em que um destacado militante do PSD (hoje anafado deputado europeu) foi pressuroso e cheio de raiva ameaçar o director do Semanário (Dr Victor Cunha Rego) por causa de umas reportagens que afectavam directamente um adversário político dele, mas compagnon de route nos negócios!...
Eu fui o politicamente assassinado então. Agora é ela, a Dra Ferreira Leite. Quem tem amigos destes não precisa de inimigos. O PSD enquanto não souber impôr disciplina aos militantes, enquanto não usar critérios de seriedade e de rigor não vai a lado nenhum. Não importa o nome ou a imagem do líder!
Jardim é um subproduto deste clima indisciplinado e terrorista do verbo, sem tento na mioleira, sem princípios, sem ética, sem um resquício de moral para falar. Depois, usa um desbragamento de linguagem que o tornam um ser repulsivo, em termos de captação de um eleitorado flutuante, que é o que decide as eleições.
Os partidos tal como as pessoas têm capacidade de atracção mas também de repulsão; ora, Menezes usa com desusada frequência esta última faceta. Quer protagonismo fácil, quer alpinismo mediático, quer dar nas vistas. Olhe-se para aquele militante sábio, ponderado, honesto, que está a fazer um trabalho notável no Marco de Canaveses, sem espaventos, sem saltos no circo mediático e compare-se com Menezes!... Refiro-me ao ex-governador civil do Porto, Manuel Moreira. O trigo e o joio, frente a frente!
Marcelo Rebelo de Sousa também parece uma borboleta entontecida à volta da lâmpada mediática, esqueceu a relatividade do seu estatuto, parece um Deus ex cathedra debitando decibeis com a ligeireza de um vendedor de banha de cobra!...
Esta é a verdade meus senhores! A Dra Ferreira Leite muito tem feito numa conjuntura destas! vocês são os camartelos hilariantes que para a desacreditar em têm usado todas as truculências. Longe de fazer subir nas sondagens, esse criticismo exacerbado de gatos pardos esfomeados lançados a bofe suculento, esse desvairado hipercriticismo é a causa-mor da derrocada do PSD nas sondagens! doa a quem doer esta é que é a VERDADENUA E CRUA!
A pobre senhora, coitada, deveria estar em casa a tratar da saúde e tem que aturar cretinices agudas de birrentos enfatuados cheios de colesterol na alma e má fé no espírito e talvez muita ambição escondida obnubilando a mente tão parca de modéstia e discernimento como encharcada de vinagre até ao tutano!
Deus nos livre de amigos destes! Valha-nos Santa Bárbara e S. Jerónimo, eles são piores do que trovoada!