Corrupção & Bom Senso...

Um blogue plurifacetado procurando abordar questões de interesse sob perspectivas diversificadas. A independência sim, mas sempre subordinada a parâmetros de bom senso, de optimismo e de realismo.
Procurar descobrir as verdades ocultas por mantos diáfanos de hipocrisias...









Mas o que é bem mais grave é a propagação deste comportamento um pouco por todo o Portugal, como se fora uma papoila em seara alentejana. Este tipo de praxis começa a ser apontado como um paradigma, como a quinta-essência, como algo de lógico e de inevitável.
Alastra como a sida ou qualquer outra pandemia, sem que haja uma medida preventiva, uma acção profilática da parte de quem deveria tomar providências.
E porquê? Porque a ética e o escrúpulo passaram de moda; ninguém tem moral para apontar seja o que for porque mergulha no lodaçal da promiscuidade; quem o não faz, por princípio, por escrúpulo, é logo apodado de «invejoso», «maledicente», quando não, de «louco»!...
O que se passa na justiça na Madeira é criticável, mas... e nalguns locais deste país?
Há um clima de impunidade total. Há a convicção de que só assim se ganham eleições. Só vendendo a alma ao diabo se consegue o céu do poder!
Vejam-se os sinais exteriores de riqueza de alguns magistrados. Analise-se o crescimento patrimonial de algum clero. Alguns professores entram na política, mas quando saem
ostentam sinais inconfundíveis sobre a forma como exerceram o seu magistério...
Ainda há dias afiançava uma senhora da judiciária (alto responsável) que nas autarquias o mal (corrupção) era generalizado (ou seja, ia da base à cúpula da pirâmide hierárquica).
Noutros tempos o presidente da ANMP viria à liça exigir explicações, mas agora já nem se dá ao cuidado de o fazer.
Jardim é apenas a parte visível do icebergue. O grande mal é que eles já pululam e dominam a superestrutura jurídico-política como se fosse um cancro irreversível. Até quando?
A resposta pertence a todos os portugueses de bom senso e com vergonha na cara.
Estes três são casos únicos de lucidez, de seriedade, de honestidade intelectual e probidade. Riem-se do Continente e ... vão pensando na Independência...
Sob os auspícios de Leão III, a Encícilica «Rerum Novarum» procurou estabelecer novas metodologias de forma a adequar a doutrina social da Igreja ao mundo real onde capital e trabalho comaçavam a digladiar-se de forma desmedida.
O poder político e o poder clerical: a cumplicidade... o «paraninfar» como método de sobrevivência, como regra de conduta, como padrão ético e moral...

Sub-produto da corrupção reinante, os novos "Patinhas" só vêem montes & montes de vil metal!....
O aparecer muitas vezes na TV, com ar sorridente e triunfalista, só por si não é atestado de credibilidade!Agora, leia-se o blogue do Dr Santana Lopes (http//pedrosantanalopes.blogspot.com) e atente-se no post "adamastorzinho"...
A dado passo diz ele com jactância: "Qualquer pessoa minimamente inteligente sabe que não se fala de alguém que se despreza quanto ele fala sobre mim" (sic).
É o Dr Pedro Santana Lopes no seu melhor! Vale a pena consultar o seu blogue! Fica-se a compreender melhor a essência da sua personalidade. Eu próprio deixei lá um comentário, espero que saiba interpretar o seu teor. É um indivíduo inteligente q.b. para destrinçar a ironia do aplauso acéfalo...
Nesse post, o Dr Lopes quer lançar às urtigas o seu rival Dr Pacheco Pereira, mas fá-lo com tanta superficialidade, com tanto rancor, com tanta acrimónia mal contida, que sai o tiro pela culatra! É vê-lo a invocar a sua credibilidade alicerçada nos votos que lá conseguiu, na Figueira da Foz, à custa de um prolongado investimento na zona, com despesas faraónicas em restaurantes e outros locais... É vê-lo a zurzir sem dó nem piedade sobre um correligionário que tem outros horizontes morais, que tem da vida um conceito bem mais elevado; não é um aperaltado sempre ávido de futilidades e/ou fulgores mediáticos mais ou menos vácuos e sensaborões.
É vê-lo, qual pavão donjuanesco a tentar amesquinhar um intelectual probo, um lutador convicto, um apaixonado criador literário, um cultor da liberdade e dos mecanismos que a ela conduzem...
Nada me move contra PSL, nem sequer sou simpatizante de PP, longe disso!
Mas sempre gostei de separar o trigo do joio, sempre procurei destrinçar os que fazem da política um sacerdócio (ou tentam fazer...), dos que são bacantes histriónicos usando a dita cuja com artimanha para conseguirem patamares de promoção mais altaneiros, ou para almejarem foruns mediáticos mais lisonjeiros. Enfim, a política é apenas a vidinha! no seu conceito mais egocêntrico e narcisista.
Conheço a trajectória política de PP e a de PSL. Um começou no marxismo-leninismo que absorveu com empenho, procurando extraír dele o que de mais válido e socialmente aproveitável tinha, como método de abordagem de uma realidade multifacetada; enfrentou problemas de consciência, sofreu perseguições, deu a alma para ir ao âmago das coisas, quis ser verdadeiro e mais atento à realidade circundante, não se deixou narcotizar pelas ladainhas estereotipadas que vinham de Leste. Corrigiu a trajectória, com esforço, com sofrimento interior, podou as raizes ideológicas que lhe moldaram o carácter e plasmaram o espírito de tolerância que procurou cultivar na medida do possível. Vê-se que procura ser honesto consigo e tem aquela dose de utopia com que procura a quadratura deste círculo que é a nossa vida política quotidiana. Não é perfeito mas detesta os mecanismos corruptores, as malfeitorias de alguns populismos de meia tijela que andam por aí a espalhar hiperprivatizações como a nova panaceia universal... Não, não é o narciso, muito pelo contrário...
O outro, ex-pupilo de Kaúlza de Arriaga, procurou encostar-se a Sá Carneiro, tal e qual as lianas se encostam às araucárias... ainda hoje, passados tantos anos, está sempre a invocar essa proximidade (mais física do que intelectual, diga-se em abono da verdade) para colher dividendos, para reivindicar protagonismo, exibir galões...
Cavaco Silva, (esse sim,talvez mais próximo dos "genes" sacarneiristas...)em tempos, soube medi-lo de alto a baixo e dizer o que pensava sobre o seu perfil, sobre o seu modus operandi, sobre a sua sui generis estratégia ascencional.
Com um tremendismo espalhafatoso e tonitruante ameaçou abandonar a política porque alguém ironizou com o seu gosto pelos copos e pela boémia. Conseguiu o abraço tutelar de Jorge Sampaio. que o demoveu da perda irreparável para a Nação!!!
Respeito aqueles que fazem da noite o seu ganha-pão, o seu trabalho honrado e honesto, mas quem procura na política lugares ao sol, só pela frequência da movida e dos locais cor-de-rosa como trunfo de marialvismo, isso não. Há que estudar, ler dossiês. estar a par dos assuntos mais candentes, interrogar-se sobre a forma de economizar e reduzir o despesismo, em vez de o empolar saciando clientelismos de utilidade duvidosa, como santanetes e outras excrescências mais vocacionadas para encher o olho do que para prestar serviços.
Enfim, entre PSL e PP eu opto pelo mais lúcido, mais íntegro, mais útil ao país numa conjuntura de sacrifício colectivo em que as cigarras devem ser postas no seu devido lugar e as formigas colocadas no pedestal que merecem.
Credibilidade não é vangloriar-se de votos conseguidos à custa de sabe-se lá que promessas ou cumplicidades vampirescas. Cristo ao que me conste nunca ganhou eleições, no entanto é a credibilidade suprema.

Neo-liberalismo sim ou não?
Privatizar é a panaceia capaz de nos conduzir ao sucesso?
Recentemente Mário Soares e José Sócrates disseram de sua justiça sobre temas actuais e sempre polémicos: o neo-liberalismo e as privatizações.
Mário Soares, prudente e cauteloso, velha raposa da política, olhando com desconfiança para o rumo que as coisas vão tomando na cena indígena (e não só) com casos de desregramento e atingindo o limiar da corrupção, teceu críticas ao modelo económico que vai sendo prosseguido a nível nacional. Diz que as privatizações em excesso são contraproducentes e poderão conduzir a abusos de toda a ordem, gerando injustiça social, abuso de poder, asfixia do tecido económico empresarial pelas multinacionais e pela banca (sobretudo). Pequenos e médios empresários estarão a médio prazo na penúria e/ou a braços com grave crise.
Sócrates é menos pessimista. Acredita nas virtualidades do actual sistema e não vislumbra malefícios em certas privatizações. Admite uma saudável supervisão, acha indispensável uma regulação prudente a fim de que abusos possam ser controlados ou punidos quando ocorrerem.
Enfim, duas visões não necessariamente antitéticas, duas perspectivas diversas sobre uma realidade que por vezes vai assumindo contornos preocupantes. Vemos o exército de desempregados a aumentar, assistimos a um caudal emigratório cada vez mais volumoso, contemplamos uma dificuldade cada vez maior na procura de emprego para os jovens; paredes meias floresce a corrupção (subtil ou encapotada às vezes), vemos a ineficácia da justiça como uma janela panorâmica onde desagua a injustiça social a todos os níveis; vemos o poder económico a controlar o poder político, o mediático, o judicial...
Assistimos a habilidades sem conta na procura de saciar a voracidade do sector privado à custa de meios públicos: na Saúde esta artimanha ganha estatuto de eleição, nas autarquias o recurso a empresas municipais em profusão mais não é do que capciosa forma de engordar bolsos privados à custa do erário público...
O que é isto senão liberalismo selvagem, o que é isto senão anarcoliberalismo visando extorquir aos cofres do Estado valores que serão encaminhados para cofres privados? Se há trasfega de bens e recursos de todos nós para o pecúlio de uma elite que vai enriquecendo paulatinamente, quem nos garante que os decisores políticos não receberão prebendas por essa postura tão generosa?!
Há até quem sugira que certas decisões do foro judicial são o corolário de um conjunto de factores pressionantes que desaguam, não raro, em favores políticos de elevado teor compensatório. Basta abrir os olhos e ver o que se passa à vista de todos. Para alguns já se atingiu o patamar do nepotismo mais desbragado!
Será que o neo-liberalismo nos vai atirar ainda mais para a cauda do pelotão europeu?
ergunar não ofebde...

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